Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2019 | 02h00

Posse de armas de fogo

O presidente Jair Bolsonaro, conforme publicado na mídia, além de facilitar a posse, quer baixar impostos de armas. Inacreditável, o país mais violento do mundo libera posse de armas para os ricos! A indústria armamentista deve estar sorrindo, valeu o investimento. Cada pessoa poderá ter até quatro armas em casa. Numa família de cinco pessoas que atendam às exigências, serão 20 armas? Claro que o governo pensou em tudo, as armas terão de ficar em casa e lógico que as pessoas vão obedecer... Será uma carnificina, qualquer discussão acabará em tiroteio. E baixar o imposto sobre armas? Por que não baixar o imposto sobre passagens de transporte público, remédios, alimentos, cesta básica, contas de água, de luz, de telefone, e por aí afora? Finalmente, o primeiro programa do novo governo: minha arma, minha vida (ou minha morte!).

José Milton Galindo

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Combate à violência

Violência a ser combatida, para mim, são os 12 milhões de desempregados, os estudantes que se evadem em massa do ensino médio, as pessoas que têm tratamento desumano nos hospitais públicos. Mas o novo governo deu prioridade a flexibilizar o uso de armas. Continuo esperando por ações onde estão os verdadeiros problemas do País. 

Francisco Eduardo Britto

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

No cofre

O estatuto que vai permitir que nós, brasileiros, adquiramos arma de fogo já está assinado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. O grande problema é que para comprar a arma, em muitos casos, será necessário possuir cofre em casa para guardá-la, o que, na minha opinião, dificultará muito. Até porque a maioria dos brasileiros só conhece cofre de ouvir falar...

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Senha

Até eu conseguir lembrar a senha para abrir meu cofre eletrônico de última geração, à prova de crianças arteiras, o assaltante já levou tudo. E até a polícia já chegou - com duas horas de atraso...

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Direito de defesa 

Não é o cidadão que tem o direito de se defender. É o Estado que tem o dever de prover a segurança de todos. Garantir a todos o direito de defesa por meio das armas é ser inconsequente e irresponsável.

Maria Ísis M. M. de Barros

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

Que defesa?

Orientado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro concluiu ser juridicamente inviável emitir decreto modificando o Estatuto do Desarmamento no que se refere ao porte de armas, reservando o assunto para apreciação no Congresso Nacional. Como a esmagadora maioria das armas em uso no Brasil está ilegalmente em poder de bandidos, e levando em consideração a índole demagógica e oportunista de boa parte dos nossos parlamentares, aliada à péssima qualidade esperada da oposição, que começa a se colocar em postos de batalha a fim de criar um panorama de terra arrasada, com que tipo de defesa contra ataques de facínoras armados poderá contar um cidadão como, por exemplo, o jovem de 22 anos que, ao se postar diante da mãe para protegê-la de assalto ao mercado da família, no Rio de Janeiro, foi brutalmente assassinado?

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

O candidato derrotado à Presidência da República em 2018, Fernando Haddad (PT-SP), ainda insatisfeito com a vexatória derrota, agora partiu para a crítica à liberalização da posse de armas de fogo promovida pelo governo de Jair Bolsonaro. É inacreditável! Um partido sem discurso, sem visão da realidade, a cujos governos se credita a tragédia de que o País apenas agora começa a sair, só sabe criticar, ignorando os anseios da sociedade. E, de forma idiota, achando ser ironia, ainda por cima “sugere” legalizar as milícias! Mas o que esperar de um partido que junta desocupados em vigília permanente na Polícia Federal em Curitiba, dizendo “bom dia, Lula” e “boa noite, Lula”? Pode ser levado a sério? Só falta mandar outros inúteis para a Itália a fim de fazerem o mesmo na prisão que acolhe Cesare Battisti, ex-hóspede brasileiro graças à identificação com o PT e às boas graças de Lula e Tarso Genro. Para serem levados com um mínimo de seriedade os petistas deveriam silenciar, estudar, desculpar-se perante a sociedade, reconhecendo seus erros, procurar um discurso minimamente decente. Como estão se comportando, não dá. Ou mudam ou, em nome da seriedade, o fim desse partido estará próximo.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Educação

Ensino médio

Deveria cumprimentar o Estadão pelo editorial A tragédia do ensino médio (14/1, A3), não fosse uma opinião que poderia ter sido emitida em 1958. Iniciei nesse ano o então chamado curso científico (ensino médio). Na época já havia a preocupação de ensinar ao jovem matérias direcionadas à futura profissão. O científico era para quem ia para exatas ou biológicas e o clássico, para a área de humanas. Mas pedagogos burocratas resolveram alterar o currículo, introduzindo disciplinas desnecessárias e unificando os cursos, em vez de cada vez mais se criarem especializações conforme a aptidão de cada um. Ficou muito chato. Matemática passou a ser fantasma, Português deixou de ser essencial, iniciação à ciência, física, química, biologia, bobagem que só interessa a cientista. Resultado: o nosso jovem (com as raras exceções de praxe) para fazer simples conta de somar ou subtrair precisa de calculadora; equação de primeiro grau (uma simples regra de três) ele absolutamente desconhece; não consegue entender o que está escrito em embalagem de produto no supermercado e por isso não a lê; quilômetro não sabe que são mil metros, mas apenas o símbolo em placa de estrada: km. Por que lavar a mão antes das refeições, se não tem nem notícia do que seja bactéria? Falar para tomar cuidado ao manusear inseticida é besteira, “a gente só usa um pouquinho”. Com tudo isso, honestamente, como é que alguém pode querer ser empregado na indústria, no supermercado, na lanchonete? Essa é uma parte do custo Brasil. Mas nossos governantes sabem que sua perpetuação no poder depende de manter a escola nesse nível, cultivando o voto de cabresto.

Célio Dal Lim de Mello

dallim@icloud.com

Curitiba

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O Decreto das Armas

O polêmico decreto que flexibiliza a posse de arma de fogo no Brasil divide opiniões e tende a cair no esquecimento rapidamente, tendo em vista que as prioridades do brasileiro são outras. Casa própria, carro, plano de saúde e escola particular para os filhos estão entre os objetivos maiores. Curso de tiro, licenciamento e, principalmente, o preço de uma arma de fogo comprada legalmente são empecilhos para um trabalhador assalariado adquirir, por exemplo, um "trezoitão".

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Brasil armado

Já que o Estado fracassou no cumprimento de seu dever fundamental de garantir a segurança da população diante do crescimento e do empoderamento do crime muito bem armado e organizado, a solução será a liberação da posse e do porte de armas, na base do "cada um por si e Deus acima de todos". A partir de agora, é o salve-se quem puder. A que ponto chegamos!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Um desastre

É um desastre o decreto de Jair Bolsonaro flexibilizando a posse de armas de fogo no País. Na contramão da história e incentivando o aumento da violência e dos homicídios no Brasil, Bolsonaro vai contra o Estatuto do Desarmamento e expõe a sociedade brasileira a todo tipo de riscos e perigos desnecessários. Agora é "Pátria Armada Brasil". Lamentável.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Posse de armas

Você deixaria seu filho brincar na casa do vizinho, sabendo que o pai dele tem uma arma? Eis a pergunta da escritora Rita Lisauskas ("Estadão", 16/1). Mas que preconceito, minha senhora. Quer dizer que um filho de policial, juiz, delegado, promotor, etc. não pode receber amigo em sua casa pois, ao que se sabe, nessas casas as pessoas possuem armas? Vamos deixar de falsidades. Não é uma arma que deve estar no centro da discussão, mas, sim, como os jovens são educados para enfrentarem as adversidades da vida.  Em primeiro lugar, o filtro para meu filho brincar na casa do vizinho passa por outra preocupação: conhecer os pais da criança e seus valores. Francamente, chamar a atenção para essa narrativa é dar palco aos bandidos. 

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

O criminoso e o cidadão

O crime já não será uma atividade tão livre de riscos como foi até agora. A partir de 15/1/2019, com o decreto assinado pelo presidente da República, o criminoso poderá enfrentar uma vítima armada em condição de se defender com poder de fogo, se tentar invadir uma residência, estabelecimento comercial ou propriedade rural - reação quase impossível até agora. Pela primeira vez em muitos anos, algo mudou a favor do cidadão de bem e contra os criminosos. É um primeiro passo, que vai obrigatoriamente levar a outros no mesmo sentido. É uma medida parcial que muda o jogo de poder entre o criminoso e o cidadão, mas que ainda mantém o criminoso com a vantagem da iniciativa e a pouca probabilidade de resistência armada. Adicionalmente, faltará reduzir drasticamente a maioridade penal, aumentar até no mínimo a prisão perpétua as penas, eliminar as progressões e encontros íntimos, indultos, etc. A partir de agora, o potencial criminoso já vai saber que poderá ser morto, mas tem de saber também que, se for "apenas" preso, se arrependerá pelo resto da vida pela escolha que fez. Estamos caminhando.

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br 

São Paulo

Ainda é pouco

Sinto-me traído por Jair Bolsonaro no tocante a este decreto das armas. Ele passou quatro anos dizendo publicamente que derrubaria as restrições, e o que fez agora? Não retirou restrição alguma (a efetiva necessidade continua, mas sem a discricionariedade do delegado federal) e, pelo contrário, criou mais duas restrições para a simples compra (posse) de uma arma em casa, ou seja, a obrigatoriedade do curso de tiro e do laudo psicológico, além da bobagem do cofre protetor de criancinhas travessas. Para quem fazia "arminhas" com mãos e prometia liberar a compra de armas confiando no cidadão e na sua necessidade, o sr. Bolsonaro na cadeira de presidente eleito mostrou ser mais um estelionatário eleitoral com falsas promessas e, pior, com algum DNA antiarmas. Fui traído... novamente!

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

São Paulo

Mais armas? Oremos

O decreto que prevê legalizar a posse de mais armas entre nós pode ser um perigoso retrocesso rumo ao aumento da violência no País. Tal dúvida ocorre por termos, entre outras fragilidades, um precário sistema de monitoramento de arsenais, que nos leva a termos um dos mais altos índices de homicídios no mundo, em sua grande maioria por armas de fogo. Só nos resta fazer o que me disse um dia meu saudoso amigo jornalista Marcos Reis, ateu convicto: "Oremos".

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Arma x liquidificador

Da infeliz declaração do superministro Onyx Lorenzoni de que ter uma arma em casa representa o mesmo perigo de ter um liquidificador na cozinha, a única relação que consegui identificar, mesmo assim após muito esforço, foi que ambas são acionadas por um dos dedos das mãos.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

Perigo

Comparar um liquidificador com uma arma dentro de casa contra as crianças, como fez o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, me alertou que eu tenho dois itens perigosos em casa, um é do tempo da garrucha da Walita e o outro, mais sofisticado.

Alcindo Garcia

alcindogarcia@uol.com.br

São Paulo

Dias melhores não virão

Um bicho feroz, pronto para trocar tiros com o crime organizado e multinacional. Agora, o crime não quer só o Portinari, quer também as quatro pistolas do cofre. O ano começa com mulheres espancadas por "bichos ferozes" agora trepados até os dentes. No país do futebol e de viciados em cocaína, agora bem-vindo ao clube de tiro. Dias melhores, certamente, não virão com este aceno às classes mais abastadas. Já aqui, nas periferias de Sampa, andamos desarmados e somos "alvejados" todos os dias por falta de saneamento básico. Bolsonaro e Sérgio Moro, que vergonha!

Leandro Ferreira

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo 

Clubes de tiro

Vale sugestão para facilitar o direito à posse de armas: permitir os clubes de tiro a abrir filiais nos fundos das autoescolas, academias de esporte, supermercados e lotecas!

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Violência mais rentável

Vivemos numa guerra civil, e os números apavorantes provam isso. A principal razão foi e continua sendo o silêncio, portanto a aceitação implícita, de toda a sociedade brasileira. A venda de armas pode aumentar a violência, o banho de sangue, mas quem realmente se importa? Vai se importar a esquerda populista que teve 16 anos para socializar a paz e, por razões estranhas à justiça social, dividiu o Brasil em "nós" e "eles", o primeiro passo para a discórdia? O pessoal da violência, do crime, da barbárie, dos que aterrorizaram todos, inclusive e principalmente os mais carentes, de que lado estavam, "nós" ou "eles"? Vão se importar os outros que tanto gritaram por uma dança que agora aí está? Por ter uma arma na mão, vão sair heroicamente dando tiros por aí, sonhando em frear a barbárie? Duvido. Não reagiram por meios legais no passado, no máximo resmungaram em roda de amigos, trivial tema de conversas. Será diferente com uma arma na mão. Vão contar bravatas se estiverem vivos? Com a liberação de armas, nossa guerra civil provavelmente só mudará de cores. Vai aumentar, talvez, quem se importa realmente? Uma coisa é certa: o negócio da violência vai ficar ainda mais rentável. 

Arturo Condomi Alcorta

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

Ações em alta

Ações em alta na Bolsa de Valores de São Paulo: armas Taurus; cofres para de "38" a Kalashnikov; coletes à prova de balas e canetas BIC tipo "presidencial e fatal".

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Precisa desenhar?

Guilherme Boulos e toda a camarilha está propondo a inconstitucionalidade da medida provisória sobre a posse de armas pelos cidadãos. É mais do óbvio que isso é para manter o uso dos alienados do MST e de outras gangues invadindo propriedades rurais, matando gado, incendiando casas e máquinas agrícolas na certeza da inexistência de resistência também armada.

Orivaldo Tenório de Vasconcelos

professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

As armas e o crime

Boulos é contra a posse de armas, mas invadir propriedade alheia pode. Piada pronta.

Moises Goldstein

mg2448@icloud.com

São Paulo

Otimismo com realismo

Sobre o artigo de Luís Felipe D'Ávila ("Hora de temperar o otimismo com realismo", 16/1, A2), perdoe-me, mas comparar os desafios de um país complexo como o Brasil aos desafios de um time, qualquer que seja ele, é de um simplismo e otimismo fora da realidade. É negar os tantos problemas que temos de vencer e depositar muita confiança num governo que, a despeito de ter apoiadores, precisa ser muito bem fiscalizado tendo em vista como conduziu sua campanha, seu pouco compromisso com a democracia, sua parcialidade e submissão aos EUA, além de sua infantilidade ao tratar assuntos cruciais como meio ambiente, relações internacionais ou educação. Sinto muito, mas creio que neste tempero está faltando realismo.

Maria Ísis Meirelles M. de Barros

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

A questão ambiental

Minha dúvida quanto ao novo governo refere-se à questão ambiental. Parece que tecnicamente há problemas sobre a sua compreensão. A confiança da comunidade científica é fundamental para fazer um bom governo nesta área, porém estudar um pouco sobre ecologia séria pode ajudar. O clima é a variável mais imponderável; depois, tem-se de observar os solos e as aptidões agrícolas, a proteção de nascentes, margens de rios e ocupações em declividades acima de 45 graus. Nas áreas urbanas, as poluições e a questão do lixo são essenciais. A reciclagem de materiais e a proteção de espécies animais e vegetais ameaçados de extinção não são de menor importância. Enfim, não será fácil cuidar das futuras gerações, se não se cuidar dos recursos naturais. 

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

O aquecimento dos oceanos

Notícia publicada no "Estadão" de 11/1 trata de pesquisa realizada por um grupo de cientistas norte-americanos e chineses revelando o aquecimento dos oceanos de forma mais rápida do que o esperado. Como aponta a reportagem, quase 4 mil robôs flutuantes ao redor do planeta, desde o ano 2000, apresentaram dados que levaram os cientistas a concluir que haverá um aumento de 0,78°C da temperatura dos oceanos até o fim do século. Em consequência, elevaria os níveis do mar em mais de 30 cm, com as óbvias implicações para as populações litorâneas. O governo Bolsonaro desmontou toda a estrutura do governo voltada para os estudos sobre o aquecimento global, baseado na crença do chanceler e do próprio presidente, tendo como referência o presidente norte-americano, Donald Trump, o que com certeza é um grave erro do nosso presidente, com sérias consequências para o País. Paralelamente, a cidade de Santos, em São Paulo, já faz planos, desde 2015, para se adaptar à elevação de 80 cm no nível do mar, de acordo com reportagem do "Estadão" publicada em 27/12/2015, em decorrência de projeto internacional Metrópole, que diagnosticou os impactos da elevação da maré em três cidades, Santos, Broward (Estados Unidos) e Selsey (Inglaterra). A elevação do mar em Santos provocará assoreamento do estuário do porto, inviabilizando as operações. A previsão é do engenheiro Paolo Alfredini, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, que liderou um estudo sobre os impactos costeiros, de que por volta de 2050 provavelmente Santos precisará construir uma barreira móvel de comportas como a do Porto de Roterdã, na Holanda, e elevar a borda do cais. Ora, todas essas oras não se realizam da noite para o dia. Portanto, o presidente Bolsonaro poderá colocar o País em sérias dificuldades se continuar ignorando o aquecimento global, apenas baseando-se em informações de pessoas sem embasamento técnico para tanto.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Solução para o esgoto

O litoral paulista inteiro está enfrentando gravíssimos problemas, todas as praias estão impróprias para o banho, e até lugares mais isolados, como Ilhabela, estão com a água contaminada pelo próprio esgoto e o hospital, lotado por pacientes com doenças relacionadas ao contato com águas contaminadas. O uso de emissários submarinos para lançar o esgoto in natura longe da praia deveria ser banido no País inteiro e substituído por pequenas estações de tratamento. Cada condomínio, hotel e residência deveria ter sua própria estação de tratamento de esgoto. Custa menos que uma TV grande ou aparelho de ar-condicionado e, ao contrário dos emissários submarinos, resolvem o problema.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

Eleição no Senado 

O senador reeleito e pré-candidato à presidência do Senado, Renan Calheiros, disse que o procurador da República Deltan Dallagnol é "um ser possuído". Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, que faz campanha pelo voto aberto para as presidências da Câmara e do Senado, acredita que a votação fechada entregaria nas mãos de Calheiros o comando do Senado. E assim, pelo que se conclui, interesses ocultos e falsidades veladas caracterizam a principal Casa Legislativa brasileira, que deveria manter como seu princípio maior a proteção dos interesses da Nação e dos seus valores éticos e morais.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Vai mudar?

Na eleição para a presidência do Senado, pelo menos poderemos saber o índice de senadores vinculados à velha política. Renan Calheiros é um mestre da dissimulação.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

Voto aberto no Congresso

Nos regimes parlamentaristas da Grã-Bretanha e da Alemanha os votos são abertos nos Parlamentos. Essa é a situação normal numa democracia, onde os representantes são responsáveis e prestam contas aos eleitores. O voto secreto é uma excrescência que precisa ser extirpada o mais rápido possível. É incrível que um juiz o defenda.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

'Breturn'

Os britânicos não são afeitos a uma comunicação dura sendo feita de forma direta. Quando a primeira-ministra britânica, Thereza May, diz ao Parlamento que ele não está dizendo o que quer com relação ao Brexit, ela está sinalizando que fará mais um referendo com a população. Desde que assumiu o governo, este sempre foi o seu destino preferido. Finalmente, essa aventura típica de um adolescente se encerrará e o Brexit dará lugar ao "Breturn". 

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Pesquisa internacional

O que sairá primeiro: uma decisão sobre a saída da União Europeia (Brexit) ou a reforma da Previdência no Brasil? Senhores, façam suas apostas.

Marcos Catap

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

O rombo da Previdência

Com a volta, no mês de fevereiro, dos trabalhos do Congresso Nacional, espero que seja feita a urgente retomada do debate e aprovação da reforma da Previdência, já que deve ser enviado novo projeto pelo governo de Jair Bolsonaro. Porém, pelo atual tamanho do rombo nas contas públicas, a dúvida não pode ser mais se deve ou não ser feita a reforma. Mas se será consistente, duradoura e, principalmente, suficiente para equalizar o monstruoso déficit que, infelizmente, há alguns anos impede o desenvolvimento da Nação. Os números são cristalinos e assustam. E, se continuar como está, dentro de poucos anos o País não terá mais condições de pagar seus aposentados. Conforme matéria recente do "Estadão", somente para saldar benefícios e pensões de militares e de servidores públicos da União o déficit atingiu até novembro de 2018 R$ 89,1 bilhões. E o rombo do INSS, causado também por insuficiência de arrecadação de seus segurados para pagar os aposentados do setor privado, até novembro de 2018 já acumulava R$ 200,9 bilhões. Ou seja, o total do déficit previdenciário deve ultrapassar em 2018 a marca dos R$ 300 bilhões. E por mais que se reduza o nível de corrupção, das fraudes nas compras públicas, nos benefícios sociais, etc., como já estão sendo combatidos, jamais essa propalada economia, como muitos entendem, será suficiente e suprirá o monstruoso déficit previdenciário. Mesmo porque a cada ano, sem a inadiável reforma da Previdência, que vai precisar eliminar privilégios, o rombo não será estancado. Pior ainda ficará o desenvolvimento econômico, que será anulado e deteriorado; o desemprego crescerá com isso e, em consequência, aumentará o flagelo social. É agora ou nunca.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

A reforma é diversionista?

Diversionismo é atividade de mágico, que chama a atenção para alguma coisa enquanto executa outra. O problema real das contas públicas é: uma infinidade de direitos adquiridos, que jamais deveriam ser chamados de direitos, e sim de tortos adquiridos, ou pelos seus nomes próprios, sinecuras, compadrios, cambalachos, auxílios, etc., todos concedidos ao arrepio do artigo V da Constituição, que estabelece a igualdade de direitos entre todos os brasileiros, e mantidos por uma interpretação errônea do conceito de direito adquirido. Um grande exemplo destes tortos é a diferença de salário entre os membros do Poder Executivo e os dos Poderes Legislativo e Judiciário. Estes tortos adquiridos inviabilizam qualquer acerto de contas públicas e precisam ser eliminados, embora certamente sua extinção cause prejuízos aos aplicadores das leis (os integrantes do governo), que insistem em chamar a atenção para a reforma da Previdência numa possível atitude diversionista para preservar seus "direitos" adquiridos. A entrada do novo governo, com renovação de 50% de seus quadros, nos dá uma esperança de que se enfrentem os problemas reais e também a reforma da Previdência, que deixaria de ser uma estruturada "diversão". Ironicamente: Graças a Deus nós temos a "aristocracia" do sistema judiciário, que já pôde não cassar os direitos políticos de Dilma, não se achar impedido no julgamento de habeas corpus de um compadre e que podem, na sua supremacia, resolver monocraticamente qualquer problema, já que não serão atingidos por qualquer decisão moralizadora. Para resolver o enquadramento legal das providências necessárias, também temos o STF, que em decisão colegiada pode resolver este problema do Brasil e não ser iludido pelas mágicas dos desfrutadores do sistema de governo, integrantes que precisamos eliminar, que vão a todo custo tentar manter o regime como está.  

Tarcisio de B. Bandeira

tbb@osite.com.br

São Paulo

Antes

A reforma política deve preceder as reformas socioeconômicas (Previdência Social, juntamente com a assistência social, a educação e a saúde, tributária e trabalhista), como um conjunto de reformas inadiáveis que propiciem impactos positivos em todos os setores de atividades como uma grande alavanca para impulsionar o crescimento econômico e o progresso social (leia-se desenvolvimento sustentável) que apontem para um grandioso futuro. 

José Benigno da Silva Filho

josebenignojournalist@hotmail.com

Recife

Necessidade e urgência

O presidente Bolsonaro e os membros de sua equipe que ainda têm dúvidas sobre a necessidade e a urgência da reforma da Previdência deveriam ler com atenção a excelente entrevista com Marcos Lisboa ("'Não dá para confundir previdência e assistência", 13/1, B6). Este é um assunto que já poderia ter sido resolvido há mais de 40 anos e que continua assombrando os muitos governos que, desde então, passaram pelo País. Com efeito, desde 1974, no governo Geisel, quando a previdência foi desmembrada do antigo Ministério do Trabalho e Previdência Social, e criado o Ministério da Previdência e Assistência Social, já se sabia e discutia a necessidade de se proceder a uma reforma, antes que o sistema entrasse em colapso, o que era, então, previsto para ocorrer em torno da virada do século. Naquela oportunidade, fui o primeiro titular da recém-criada Secretaria de Assistência Social. Não havia um orçamento específico para essa área e providenciamos um estudo junto à FGV para que fosse examinada a eventual disponibilidade de recursos que pudessem ser transferidos para a assistência social. O estudo, conduzido pelo professor Luiz Fernando da Silva Pinto, trouxe em suas conclusões que a previdência se tornaria deficitária em mais 20 ou 25 anos e que se deveria pensar, desde logo, numa reforma de procedimentos. Criamos um grupo de trabalho e levamos ao ministro Luiz Gonzaga do Nascimento e Silva a ideia, entre outras, de acabar com a aposentadoria por tempo de serviço para todos os cidadãos que viessem a ingressar no sistema previdenciário a partir do ano seguinte à promulgação da lei, e de estabelecer uma idade mínima de aposentadoria para todas as categorias de beneficiários, independentemente de sexo ou função. Já, então, se sugeria que essa idade mínima poderia ser de 65 anos, tanto para homens como para mulheres. As razões para isso eram as mesmas ora evidenciadas na entrevista de Lisboa: forte aumento da expectativa de vida, combinado com queda nas taxas de fecundidade e consequente aumento proporcional do número de beneficiários, em comparação com os contribuintes no mercado de trabalho. O ministro aprovou a ideia e a levou ao presidente, que, entretanto, considerou que o momento não era ainda oportuno para fazer tal reforma. Infelizmente, muitos outros governos vieram, emendas e pequenos acertos foram feitos aqui e ali, mas nada de enfrentar a questão central de não se permitir aposentadorias precoces numa população que vem envelhecendo muito rapidamente. E aí é pura aritmética, e a conta não fecha. Esperemos que o novo governo enfrente a questão com a coragem e profundidade necessárias, pois não dá mais para acreditar em soluções milagrosas, nem há tempo para postergar decisões sobre algo que se discute há mais de 40 anos. Muitos erros foram cometidos no passado, mas chegamos a um ponto em que não é mais possível cometer novos erros. Aliás, já dizia um velho professor que "errar é humano, mas insistir no erro é burrice".

Marcos Candau

carvalhocandau@gmail.com

São Paulo

A reforma e os militares

Não concordo com as autoridades militares em negarem a não inclusão da classe na ampla reforma da Previdência que se pretende fazer. Esse comportamento pode fazer com que os Poderes Legislativo e Judiciário também se neguem a discutir o assunto. Estes, então, extremamente nocivos ao interesse da pátria. Na verdade, são uns traidores da Pátria. Ou se acaba com todos os privilégios ou esta reforma não sairá nunca e o País, com certeza, continuará no brejo - porque para o brejo ele já foi. É inaceitável vermos militares se aposentando com menos de 50 anos de idade com salários integrais. Isso não resiste a nenhum estudo atuarial. E não é pequeno o déficit apurado no regime militar. Então apreciaríamos que mudassem de ideia e se sentassem à mesa de negociações para garantir, num futuro bem próximo, que continuarão recebendo seus proventos. Isso porque, pelo andar da carruagem, ficaremos todos sem receber.

Iria de Sa Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

Privilégio?

Coerentes as palavras do leitor sr. Heitor Vianna sobre a previdência dos militares ("Lá e cá. Pingos nos is", 10/1). Há que manter a paridade entre as previdências dos trabalhadores e contribuintes. Que todos possam fazer greves e se associarem a sindicatos e partidos políticos; entrevistas, só com autorização superior; fim do FGTS, horas extras de trabalho, adicional noturno e gratificação de periculosidade; insalubridade somente em casos extremamente específicos; por necessidade do patrão, o empregado deverá estar disponível 24 horas por dia, 7 dias na semana, sem custo algum para o empregador e sem adicional pecuniário; início de férias, somente a critério do patrão, podendo ser interrompidas por necessidade do serviço, a qualquer momento; sem tempo determinado, o trabalhador poderá ser removido, a qualquer momento, para outra região de trabalho, com ou sem a família, a critério do patrão. Seguidas essas regras por 30 anos, o trabalhador poderá se aposentar (sem o extinto FGTS, bom lembrar), porém continuará com sua contribuição previdenciária até o seu passamento. Algum absurdo? Ora, assim é o privilegiado (?) "sistema previdenciário" dos militares. Ah, o teto salarial de um oficial general quatro estrelas é de R$ 22 mil! Faça-se a paridade, portanto...

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Rancor

"Regra de aposentadoria pode igualar PM e Forças Armadas" ("Estadão", 16/1). As esquerdas de todo modo tentam prejudicar os militares quando se discute a reforma da Previdência, principalmente os militares das PMs, que são o grupo cujo exercício da atividade profissional é muito perigoso, tanto nos entreveros com bandidos como nos assassinatos perpetrados por eles nas horas de folga pelos criminosos. Também nunca é demais lembrar os bombeiros militares, cuja atividade pelo exercício normal é a mais perigosa de todas. Existe algo também atávico já faz muito tempo nas esquerdas, por seu rancor contra o grupo genérico "militar" que impediu, no passado, a instalação de uma ditadura do proletariado no Brasil.

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Orgia nas aposentadorias

Conforme divulgado pelo "Estadão" recentemente, os sete primeiros Estados em déficits de militares nas aposentadorias recebidas são: São Paulo, 6,2 bilhões; Minas Gerais, 4,1 bilhões; Rio de Janeiro, 3,8 bilhões; Rio Grande do Sul, 2,9 bilhões; Paraná, 1,2 bilhão; Santa Catarina, 935 mil; e Pernambuco, 869 mil. Calculem, imaginariamente, tudo isso acrescido do universo de políticos já aposentados que atingiram dois mandatos, perfazendo oito anos ocupando o cargo - pois trabalhando, mesmo, nunca os vimos, pois nada fizeram em benefício do País, muito menos da sua população. Portanto, passaram a possuir o direito pela árdua e estafante função ser considerada de alto risco e periculosidade, isso somado à infinidade de políticos sujos, ladrões e corruptos que conseguiram o benefício burlando e praticando maracutaias. Calculem, se possível for, aonde se estende tal valor. Agora nos vemos diante de outro golpe contra a instituição e, paralelamente, a população, pois corremos o risco de termos de arcar com mais uma avalanche de 142 deputados que já podem se aposentar, se é que já não o fizeram, com valores que podem chegar a R$ 34 mil mensais, por terem preenchido todas as exigências para obter a aposentadoria. Entre eles está até nosso presidente, Jair Bolsonaro. Evidentemente, não o estamos culpando, muito menos responsabilizando, simplesmente ele fez e faz parte destas "orgias políticas" que, até onde se sabe, não foram de responsabilidade dele, muito menos a sua implantação no sistema. Agora, o pior de tudo é culpar a população pelo rombo e falência do sistema. Vergonhoso!

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Privilégios x impostos

Algumas categorias ou profissões têm mais regalias que outras. Se eu faço uma consulta médica de R$ 200, sou obrigado a dar nota fiscal e arcar com os impostos, que não são poucos. Bem, outro dia fui ao cartório da Avenida Altino Arantes, em Ourinhos, e gastei quase R$ 200 em reconhecimento de firmas e autenticação. Pedi nota fiscal, e não me deram. Saí com um simples recibo. Quer dizer que não pagam imposto, ou pagam? O mesmo vale para os advogados (honorários astronômicos mais sucumbência), engenheiros, arquitetos, construtores, peritos e pedreiros (não o ajudante). Por que o Imposto de Renda (Leão) é mais manso com algumas categorias? Não seria mais justo o imposto único, se eu gasto R$ 1 mil no supermercado, eu pago X% sobre R$ 1 mil; se meu funcionário gasta R$ 100, ele paga X% sobre R$ 100? Seria o mais justo.

Carlos Roberto Gomes Fernandes

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

Visões conflitantes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem intenção de abrir nossa economia ao exterior com gradualidade para estimular o aumento da produtividade de nossas empresas e sua inserção no mundo globalizado. Nosso ministro de Relações Exteriores é contrário ao globalismo e está na sua estrutura a Apex, responsável pelo desenvolvimento das exportações. Estamos condenados à paralisia neste assunto tão importante, que poderia gerar muitos empregos?

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

'Disposição para consumir'

Quanto ao editorial de 16/1 (página A3), digo que a situação descrita só ocorre quando o governo permite e apoia a iniciativa privada, a propriedade, a segurança e a concorrência legalmente. A economia, assim, cresce sozinha.

Carlos A. Borges

borges.ca@gmail.com

São Paulo

Produção

Sobre o editorial "Disposição para consumir" (16/1, A3), o brasileiro, por uma questão cultural, é consumista por natureza. O que ele precisa é apenas de uma garantia e/ou estabilidade de emprego. No momento, estamos vivendo a seguinte realidade: o desempregado não tem rendimento, consequentemente não consome, e quem está trabalhando, embora com rendimento, também não consome por puro medo do fantasma do desemprego. Como mudar essa realidade? Só conheço um jeito: é a produção. O Brasil precisa produzir; para tanto, o governo tem de investir na indústria. Se preciso for, comprar a produção e armazenar. E o Brasil, vender e exportar. Se fizermos isso, em três anos, no máximo, o País sairá da crise. Querem apostar quanto?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Inadimplência

O mesmo noticiário que relatava que a economia brasileira voltou a crescer noticiava também que hoje no Brasil já há 63 milhões de inadimplente. Nessa matemática alguma coisa está errada.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Vai privatizar ou vai enrolar?

Jair Bolsonaro está nos governando há 11 dias e já está quase cumprindo uma das suas promessas, a liberação do porte de armas. Mas e as privatizações, ocorrerão ou serão esquecidas? De acordo com a "Coluna do Estadão" de 12/1/2019 (página A4), a estatal do trem-bala (EPL), criada durante o governo da "presidenta Dilmanta", pode ser salva da degola. Se essa insignificante estatal, que só levou muito dinheiro nosso, continuar existindo, o que será privatizado no governo de Bolsonaro? Será que o "Posto Ipiranga" Paulo Guedes vai conseguir privatizar alguma coisa ou vai desistir, ao ver que Bolsonaro continua sendo contra as privatizações, como foi enquanto deputado federal, votando contra as privatizações do governo FHC? Acho que a EPL não será privatizada, porque Bolsonaro ou Mourão têm um filho ou sobrinho, muito competente, para presidir tal estatal. E "compartilho" do entendimento dos apoiadores de Bolsonaro, de que eles vão colocar amigos no cargo, assim como durante o governo do PT apenas os amigos assumiam tais cargos. Enfim, o ditado está correto: as moscas mudam, mas a m... é a mesma. E o Brasil continua firme e forte, como uma republiqueta de bananas. E eu não me arrependo de ter anulado o meu voto no segundo turno: lutei para derrubar o PT do poder, mas não para trocar seis por meia dúzia. 

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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