Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2019 | 03h00

CASO QUEIROZ

Péssimo exemplo

Péssimo exemplo está dando o senador eleito Flávio Bolsonaro ao solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão das investigações sobre movimentações financeiras suspeitas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz e outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio – no que, aliás, foi prontamente atendido pelo ministro Luiz Fux. Essa solicitação me soa como confissão de culpa. E não cabem privilégios ao filho do presidente num governo que pretende passar o Brasil a limpo.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Jogo aberto

Parece que está havendo uma pressa muito grande em encontrar desvios de conduta para desestabilizar o novo governo. Os interesses que serão contrariados com as novas diretrizes são muito grandes e pode ser essa a razão de tal mobilização. Grande parte do eleitorado que elegeu o presidente Jair Bolsonaro o fez, na verdade, com um voto anti-PT, para derrubar a política corrupta e ideologicamente nefasta dos governos anteriores. E estamos agora torcendo para que o novo governo dê certo. Estou entre estes, desconfiado. A escolha do Ministério mostrou um grande avanço e coerência com o que foi prometido. Pode-se prever que este governo pode, e vai, ser muito melhor que os governos do PT. O episódio Queiroz, que envolve Flávio Bolsonaro, é muito significativo e acelera a necessidade de o novo governo mostrar a que veio: se é para realmente mudar a velha cultura política ou não. O episódio pode se tornar um “mal que vem para o bem”, se for bem conduzido. Bolsonaro não vai poder continuar seu discurso de mudança para uma nova ética política se este caso não for razoavelmente resolvido. Se assim não for, seus apoiadores e eleitores vão se voltar contra ele, como já se começa a ver por aí, influenciados pelo noticiário. Só existe uma solução reparadora: transparência. Seria oportuno que, entre pai e filho, já tenha sido decidido abrir o jogo e contar tudo, assim que for viável. O caso deixará de ter tanta relevância. E Flávio terá de responder na Justiça pelos seus atos.

MANOEL LOYOLA E SILVA

magusfe@onda.com.br

Curitiba

GOVERNO BOLSONARO

Desapontamento

É certo que o presidente Bolsonaro ainda não tem experiência no cargo, mas poderia agir com mais cautela e menos afobação. No momento parece uma barata tonta que não sabe para onde correr primeiro, e aí acaba indo muitas das vezes para o lado errado. Mas a falta de experiência e de tato não deveria impedir que ele dê uma dura nos seus filhos, que, além de não ajudarem, ainda atrapalham. As primeiras medidas e ações do novo governo estão deixando muitos brasileiros decepcionados.

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

Boas perspectivas

É fato que Jair Bolsonaro não tem formação humanista. E que tampouco tem o dom da palavra de um repentista populista do tipo Lula, ou a habilidade polêmica de um acadêmico como o professor Fernando Haddad. É verdade também que o presidente é vítima de algumas circunstâncias de maus hábitos encardidos, de uma ou outra crença equivocada do meio militar e, sobretudo, de chantagens políticas de bancadas poderosas no Congresso, a exemplo dos ruralistas. Mas sabe que tem muito a aprender e ainda está no primeiro mês do seu mandato. Bolsonaro é o que temos, por mérito dele, discernimento dos eleitores e sorte de todos. E estamos num curso de melhoras.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Ponto a favor

Em declaração ao Estadão, o ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, afirmou que o Palácio do Planalto dispensa serviços de marqueteiros para a comunicação oficial. Atitude que merece aplausos. Segundo o general, há a “sensação de que esses marqueteiros se tornaram especialistas em enganar os cidadãos” e “mudar a realidade”. Como na era petista, quando os marqueteiros contratados por Lula e Dilma transformaram governos corruptos e inaptos nos melhores jamais vistos na História do Brasil. Uma farsa! O ministro promete comunicação oficial sem viés eleitoreiro e sem falsas promessas. Vai privilegiar a informação objetiva e enfrentar, sem esconder, os graves problemas nacionais. Para essa árdua tarefa Santos Cruz vai precisar muito da colaboração dos integrantes do primeiro escalão, para que em harmonia promovam o tão esperado avanço do desenvolvimento econômico e social. Sem bateção de cabeça!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

DIREITO DE DEFESA

A fábula do desarmamento

Há algum tempo correu na internet fábula expressa num meme em que duas leoas espreitavam um porco-espinho, mas sem coragem para atacá-lo. Uma delas concitava o bicho a desarmar-se para todos viverem em paz. Ao ouvir um não, a outra resmungava: “Porco-espinho fascista!”. Essa bem-humorada crítica aos desarmamentistas me veio à mente diante da última patacoada da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que decidiu vergastar o recém-editado decreto de flexibilização da posse de armas de Bolsonaro, publicando nas redes sociais a foto de um suposto domicílio em que na parede uma faixa anuncia “residência livre de armas” e #Lulalivre. O discurso antiarmas petista é, como de hábito, hipócrita. Senão, por que eles falariam em “pegar em armas” para defender Lula da prisão e Dilma do impeachment, como se fartaram de proclamar? Ademais, Gleisi apoia ardorosamente o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e todos sabem que o chavismo desarmou a população ao mesmo tempo que armou milícias “bolivarianas” e coletivos de sustentação do regime com centenas de milhares de fuzis automáticos importados, um contingente fiel – e muito bem equipado – para qualquer contingência. Assim Maduro se mantém no poder – apoiado pelo PT –, certo de que o povo não tem a menor chance de mudar os rumos interditados da política na Venezuela. O que a esquerda quer, lá e cá, é o mesmo: povo inerme e todo o poder ao Estado.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

RIO DE JANEIRO

Potência sufocada

Imaginem a cidade do Rio de Janeiro, Capital Mundial da Arquitetura da Unesco, com toda a liberdade que a segurança pode oferecer a empresas, visitantes, comerciantes, clientes... Meu Deus, que desperdício de turismo no paraíso!

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A LISTA DO BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) publicou na sexta-feira a lista das 50 maiores empresas tomadoras de recursos. Chama a atenção que a maioria é de operadoras de celular (Oi, Tim, Telefônica Brasil); concessionárias como Volkswagen, Ford, Mercedes, Renault; empreiteiras (Odebrecht, Andrade Gutierrez); Petrobrás; Embraer; Vale; além de bancos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal (CEF). E, como não poderia deixar de ser, JBS, Marfrig, entre outras, como Cuba, Venezuela, Angola, etc. Interessante verificar que essas empresas listadas prestam péssimos serviços aos contribuintes. E, ao fim de tudo, estes ainda pagarão a conta destas irresponsáveis gestões que há anos assaltam os cofres do BNDES. O que causa surpresa é que a caixa-preta do banco só pode ser aberta pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Podemos ter alguma esperança com a chegada de Sérgio Moro ao governo? A conferir.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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BNDES PATROCINANDO DITADURAS

Mais uma promessa de campanha cumprida pelo presidente Jair Bolsonaro. Saiu a lista do BNDES. Os valores financiados pelo banco sem garantias mínimas como contrapartida são estratosféricos e ultrapassam em muito a casa do bilhão. O capitalismo brasileiro não existe. Existiu apenas um bando de cleptocratas com acesso ao poder para forjar operações bilionárias no banco que guarda o dinheiro tomado do povo. É possível notar na lista que países alinhados à mesma matriz ideológica do PT foram os que mais se beneficiariam com bilhões de nossos impostos, entre eles Cuba, Angola e Venezuela, num caso clássico de ações de lesa-pátria. Agora é preciso abrir as operações secretas para saber onde está o grosso do desfalque bilionário que afundou o País. E, claro, botar em cana aqueles que ainda não estão.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO BOLSONARO

Duas semanas de governo e o que vemos é uma oposição implacável. Por coisas pequenas e pueris. Menino azul, menina rosa? Parece que a imprensa ou está deliberadamente mal intencionada ou não tem assunto. A nomeação do filho do vice no Banco do Brasil é um exemplo. O rapaz, concursado e dizem que competente, não pode ser punido por ser filho de quem é. No entanto, todos se calaram foi com o seu salário. R$ 36 mil? Isso é um absurdo para um assessor, enquanto temos 14 milhões de desempregados e milhões passando fome. Esperamos que o novo presidente acabe com esta farra salarial nas estatais, em especial nos bancos federais. Não importa se é o filho do general, não sendo indicação partidária e ideológica já está de bom tamanho! O que importa é que não podem os salários nas estatais ser acima do teto, nem PLR e bônus destes executivos serem de até R$ 500 mil. Votamos no novo governo para mudar e moralizar! Não apenas trocar as figurinhas! De início, poderiam criar uma nova alíquota de Imposto de Renda para quem ganha acima do teto, até que se comece a moralizar o governo. Sem pressão essa moralização não vai acontecer no Legislativo e no Judiciário. Mas no Executivo já era para ter começado.

Elcio Silva Santos ele56@bol.com.br

Brasília

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ITAIPU

Faz sentido um executivo da Itaipu ganhar salário de R$ 80 mil mensais? Por que não criar bandeiras para os salários também?

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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REFORMA, BRASIL!

Acreditem se quiserem: num universo de 138 estatais federais, a maioria deficitária e causando grandes prejuízos ao País, encontra-se a fábrica de camisinhas Natex. Reforma, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A COMUNICAÇÃO DE GOVERNO

Nas edições subsequentes de 17/1 e de 18/1, o “Estado” tratou com destaque deste importante assunto. Na quinta-feira, o jornalista Eugênio Bucci (A2) fez críticas bastante fundamentadas ao novo governo e, na sexta, o editorial do jornal (A3) novamente ressaltou a necessidade de a população – sobretudo o segmento que o elegeu – ser adequadamente informada sobre suas ações e prioridades. Como veterano profissional do ramo, contudo, eu gostaria de destacar um detalhe que o jornalista Bucci (que já ocupou cargos de direção na Comunicação de governos anteriores) mencionou em seu artigo: a existência de uma empresa estatal que já gerencia os canais de comunicação do governo federal e possui nada menos do que 2 mil funcionários! É quase evidente que nossos novos governantes, mesmo com a maior habilidade, não conseguirão produzir boa comunicação com estrutura assim gigantesca, maior mesmo do que os grandes grupos privados de mídia do País. Mais uma vez se verifica a necessidade urgente de fazer uma limpeza em regra na máquina estatal, para que ela possa funcionar.

José Roberto jrwp@jrwp.com.br

São Paulo

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A EBC E EUGÊNIO BUCCI

Eugênio Bucci parece ser mal resolvido. Seu artigo de quinta-feira no “Estadão” critica antecipadamente o uso que o governo vier a fazer da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Ué! Mas foi defensor fervoroso da sua criação nos governos petistas e crítico atroz do seu fim pelo atual governo. Pimenta nos olhos dos outros não arde. Seja petista, mas não disfarce e seja coerente.

Otavio Durão otaviodurao@hotmail.com

São José dos Campos

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ELEITORADO TRAÍDO

Não concordo com partes do artigo do jornalista Eugênio Bucci, publicado no “Estadão” sob o título “A comunicação do governo Bolsonaro” (17/1, A2). Mas, em alguns aspectos, está correto com suas críticas, como da péssima comunicação do presidente através do Twitter e da falta de sintonia entre seus integrantes. Porém, destaco a traição de Bolsonaro ao seu eleitorado, muito bem destacada pelo jornalista em seu artigo: o não cumprimento de sua enfática promessa de campanha de que fecharia a EBC, incluindo a TV criada por Lula! Esta, infelizmente, não serve para nada, apenas para bajular os governos e consumir anualmente quase R$ 1 bilhão dos escassos recursos públicos. Com essa milionária verba, poderia prestigiar as pesquisas científicas, no que o nosso País investe valores medíocres. Ou manter centros esportivos modernos em Estados com poucas oportunidades para milhares de jovens, o que, além de preparar bons cidadãos, também revelaria ótimos atletas olímpicos. Ou, ainda, alocar este R$ 1 bilhão por ano nos hospitais públicos hoje em caótica situação. Ou seja, se o novo presidente não está sendo capaz de eliminar despesas improdutivas, como esta da EBC, que não exige aprovação do Congresso, como confiar no tão esperado equilíbrio e superávit das contas públicas, além da aprovação da reforma da Previdência? O governo está queimando na largada.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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NA COLA DE BOLSONARO

Nunca a mídia deu tanta visibilidade a um ex-assessor parlamentar como está fazendo agora, com Fabrício Queiroz. E a razão é simples: trata-se de um ex-funcionário do filho do presidente da República que a imprensa insiste em perseguir e tentar desgastar. O estranho é que isso não se fez e não se faz com os filhos do ex-presidente Lula, todos ricos e milionários, mas que continuam intocáveis, sem que ninguém questione como prosperaram tanto em tão pouco tempo. Como pode um país crescer, resolver seus problemas, que não são poucos, e fazer justiça social, se a nossa mídia esquerdista insiste no “quanto pior, melhor” e não contribui em nada para nossa retomada do crescimento? Insistem na crítica, no desgaste e nos irritantes mimimis que deixam indignada a população séria e ordeira deste país. Lamentavelmente, o fantasma de Lula ainda paira sobre a delinquência disseminada da imprensa marrom desta nação.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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FLÁVIO BOLSONARO

Nenhuma defesa cabe ao pedido feito por Flávio Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a suspensão das investigações financeiras de seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Errou feio. Mas a jornalista Eliane Cantanhêde (18/1, A6) lançou a pergunta: “Se Flávio Bolsonaro nem era investigado, por que tanto medo das investigações?”. Eu devolvo a pergunta: Se ele nem era investigado, por que a mídia, incluindo esta jornalista, incessantemente citava Queiroz como um fujão, ainda que esteja cuidando de um câncer que a mídia procura ignorar, e sempre ligando seu nome ao de Flávio Bolsonaro? Fizeram marcação cerrada diariamente e agora, com ar de inocência, pergunta por que ele tomou esta iniciativa. Ora, tenha dó! Daqui a dez dias Luiz Fux passa a bola para o ministro Marco Aurélio Mello, e aí a situação de Queiroz será resolvida. Vamos ver se Flávio Bolsonaro terá dez dias de descanso midiático... Duvido. E, por favor, ele que pare de jogar contra o time do pai!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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NO STF

A imprensa noticiou que o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, suspendeu a apuração sobre movimentação financeira de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro. Fux diz que não houve suspensão, mas que enviou o caso para o seu relator, ministro Marco Aurélio Mello. Outro ministro não identificado afirmou ser uma confissão de culpa o pedido de suspensão. Mais uma vez, a Suprema Corte de Justiça metida num imbróglio, com atuações desencontradas e que levam à perda de credibilidade.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PREPOTÊNCIA E ARROGÂNCIA

Como muitos dos 57 milhões de brasileiros que votaram em Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2018, a ideia era evitar o pior, e um sopro de esperança para que realmente as coisas mudassem, melhorando as condições morais e de vida do povo. Infelizmente, os prenúncios desta administração mostram que teremos um clã de Bolsonaros ocupando espaços e cargos, mesmo antes de empossados, falando em nome do País, sem nenhuma autoridade legal, e agindo no melhor estilo Maduro, para não dar conta de seus atos, impondo seu estilo truculento e autoritário. Vamos torcer para que o chefe do clã se conscientize do seu papel e não permita estas nefastas interferências. E aproveite a oportunidade que Deus lhe está dando, de ser um estadista que marque nossa história.

Luiz L. Castello Branco whitecastel.castellobranco@gmail.com

São Paulo

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A EXPLICAÇÃO DEVIDA

Eu e todos os demais eleitores que votamos em Bolsonaro estamos aguardando explicações sobre o caso Queiroz. Estou muito irritado com a falta de explicação conveniente. Será que mais uma vez fui enganado pela voz do agora presidente da República? Será que o presidente é mais um dos mesmos que vêm enganando a Nação desde 1889? Eu não estou pedindo explicações. Estou exigindo. Agora não é só o caso de um deputado eleito senador. É o caso do filho do presidente da República, que se tivesse vergonha na cara renunciaria ao mandato imediatamente. O esquemão é bastante conhecido. Não me venha com a conversa de que “não estou sendo investigado”. Está sendo investigado, sim. A opinião pública não é boba, senador Flávio. Estou aguardando.

Célio Dal Lim de Mello dallimmello@icloud.com

Curitiba

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O BODE NA SALA

Se Marco Aurélio Mello decidir que a investigação de Queiroz não deve ficar no STF, ela voltará para o Rio de Janeiro e nunca mais irá ao STF. Bom para quem? Não é difícil de responder, não é? Coloque o bode na sala...

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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HORA DE EXIGIR

Esta história do assessor do senador Flávio Bolsonaro está denegrindo a imagem de toda a família Bolsonaro, inclusive a do presidente. Está mais do que claro que estão escondendo a verdade. Acho que o pai, Jair Bolsonaro, deveria, sim, exigir, conforme prometeu, que todos os casos em que há sinais de corrupção sejam esclarecidos. No entanto, não é bem isso o que está acontecendo. Lamentável, porque a popularidade do presidente vai começar a desabar.

Károly J.Gombert kjgombert@gmail.com

Vinhedo

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FORO PRIVILEGIADO

O foro privilegiado precisa acabar. Mas ainda está em vigor... Estamos cansados de saber que senadores ainda estão incluídos nessa praga. Como senador diplomado, Flávio Bolsonaro não pode ser julgado em instâncias inferiores e qualquer caso que envolva seu nome tem de ser tratado pelo famoso STF. O caso Queiroz envolve, portanto, mesmo sem que o senador pedisse, o STF deveria avocar o caso. Mas o STF, além de outras questões, se considera passivo e não reage autonomamente. Se existisse a possibilidade de o senador “lembrar” o STF dessa situação sem fazer uma petição, ou seja o que for, seria melhor. Mas o senador teve de usar os trâmites normais e agora a vestal imprensa e os doutos comentaristas já estão jogando poeira nos ventiladores para prejudicar a imagem do senador mirando o pai dele. “Modus in rebus!” Parem com isso e façam seu trabalho direito, atendo-se ao fato, e não ao sensacionalismo barato!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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DÚVIDA?

“Se Flávio Bolsonaro nem era investigado, por que tanto medo das investigações?” Será que essa contundente pergunta da jornalista Eliane Cantanhêde (“Estadão”, 18/1, A6) deixa alguma dúvida sobre o caso do ex-assessor Fabrício Queiroz?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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‘FUX E AS ESPECULAÇÕES’

Mais um ótimo artigos de Eliane Cantanhêde (18/1, A6), a melhor jornalista política do Brasil. Realmente, já se está tornando óbvio até para as pessoas mais simplórias que a família Bolsonaro coloca-se sistematicamente acima das leis. Ora recebe valores imorais do dinheiro do povo, caso dos auxílios para mudança de residência (que não ocorreu), ora se cala diante de casos de nepotismo explícito, ora desdiz o que acabou de afirmar. Um mau começo de governo. Já queimou a saída, infelizmente.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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SANGRANDO

Votei em Bolsonaro, como muitos eleitores, para não anular meu voto, mas não torço, como outros aqui e acolá, para que tudo dê errado. No entanto, para que dê certo, é necessário que Bolsonaro e sua trupe assumam os erros do passado. O caso do assessor milionário Fabrício Queiroz é típico, e é de domínio público que a maioria dos congressistas se apropria ilegalmente de parte da verba destinada a assessoria parlamentar. A facada que Bolsonaro levou foi tratada e não sangrará mais, mas um caso mal resolvido como este, de tempos em tempos, voltará a sangrar.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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DEUS ACIMA DE TUDO

O poder, seja ele de que instância ou de que degrau, é um bichinho atrevido que criou aquela petulante frase: “sabe com quem está falando?”. O caso Queiroz tomou o protagonismo das notícias por ter o senador Flávio Bolsonaro, eleito senador da República, tentado passar um detergente no caso ao colocar em cena os togados do STF, que suspenderam o processo envolvendo o ex-assessor Fabrício Queiroz. Este caso nos faz lembrar um ditado que diz “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, desde que Deus esteja acima de tudo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PROVAS

O PT é o partido que mais exige provas. Onde estão as provas contra Queiroz?

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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ELEIÇÕES NO CONGRESSO

São apregoadas por nós mesmos, brasileiros, e aqueles que nos conhecem inúmeras qualidades e defeitos, como é natural na índole humana. Entre as qualidades se ressaltam a de que somos alegres, afetuosos, corajosos, solidários e mais um sem número de outras virtudes. Dentre nossas imperfeições há uma sempre lembrada, que é nossa falta de memória. Há também uma que se caracteriza por um certo oportunismo em questões do cotidiano. Digo tudo isso à guisa das críticas que vem recebendo a decisão tanto da Câmara quanto do Senado de realizar a eleição da Mesa Diretora através do voto secreto. Não sou admirador de boa parte dos nossos atuais congressistas e dos defensores da votação secreta. Aliás, não leio pela cartilha de nenhum dos principais candidatos. Mas por que só agora há essas manifestações contrárias, se essa metodologia é garantida pela Constituição federal de 1988 e vem sendo praticada desde então? Que eu me lembre, não me recordo de alguém que tenha se exprimido contrariamente este tempo todo. Precisamos ter um mínimo de coerência. É antidemocrático? Mude-se a Constituição. Mas daí a criticar, por mais que tenhamos aversão aos congressistas, é desproposital.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri

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O PSL NA CHINA

Aceitando um agrado do governo chinês, que pagou as passagens e despesas de viagem para a China, alguns deputados eleitos pelo PSL podem fazer tráfico de influência na venda de tecnologia chinesa para a área de segurança pública no Brasil. O Brasil tem de deixar de ser periferia da ditadura comunista chinesa, o trabalhador brasileiro vai acabar como os escravos chineses, sem direitos e vivendo sujeito a trabalho forçado como animais. A face liberal do PSL não está se preocupando com a face social do Brasil. Falta liderança no partido.

Francisco Aneas franciscoaneas66@gmail.com

São Paulo

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POSSE DE ARMAS

Como vão ficar os integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) que invadirem uma propriedade rural, desde que haverá armas os esperando? Continuarão com o mesmo atrevimento?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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PROIBIÇÃO EM SP

A proibição de beber nos postos de gasolina, decretada pelo governador de São Paulo, João Doria, é de fundamental importância, uma mistura de álcool com direção é fatal na maioria das vezes.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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