Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2019 | 03h00

EM SÃO PAULO

Aumento do IPTU

A Lei n.º 15.889/2013 do Município de São Paulo refere-se à atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), ou seja, corrige o valor venal dos imóveis. Prevê reajuste de até 50%, a partir do ano de 2015, sobre o valor do ano anterior, obedecendo ao limite de 10% anuais, a fim de evitar impacto muito grande para o contribuinte. Então, tendo eu pago R$ 1.066 em 2014, paguei R$ 1.173,00 em 2015 (mais 10%), R$ 1.290 em 2016 (mais 10%), R$ 1.419 em 2017 (mais 10%) e R$ 1.561 em 2018 (mais 10%), para 2019, portanto, esperava apenas um resíduo. É divulgado em toda a imprensa que o prefeito de São Paulo se dedica ferozmente a trocar os titulares das subprefeituras e secretarias, visando a formar sua base política para a reeleição em 2020. Mas se eu pedir com jeitinho, o sr. Bruno Covas arranjaria um tempo e me ajudaria a chegar ao resultado da conta que ele fez para me apresentar o valor de R$ 2.346 para 2019, ou seja, 50% a mais somente sobre o valor de 2018, desconsiderando os aumentos já pagos desde 2015?

MARCIA MEIRELLES

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

Confisco

O IPTU de São Paulo virou um imposto inflacionário e confiscatório, numa cidade em total abandono e com retorno zero para o munícipe contribuinte.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

A ponte que caiu

O custo de R$ 30 milhões e o prazo de 6 meses para reparos da ponte da Marginal do Pinheiros se devem a serviços complementares, além da concretagem da coluna de sustentação do tabuleiro. Pelo custo e prazo, acredito que a ponte será envidraçada como a raia olímpica da USP, todo o pavimento será recapeado, o mais moderno radar de veículos do planeta será instalado, com câmeras de alta resolução, lentes polarizadas que podem eliminar reflexos do vidro e multar motoristas que falam ao celular, bebem água, fumam cigarro ou similar, não usam cinto de segurança, vestem camisas do Vasco... Quem espera algo sério da Prefeitura ou do governo do Estado perde tempo, principalmente quem aguarda a publicação do contrato para a reforma do viaduto detalhando o porquê do preço e prazo. O Brasil não muda porque os políticos não se sentem obrigados a mudar. Basta desviar menos verba, virar meio honesto, e ficamos mais ou menos satisfeitos...

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Semáforos 

Bruno Covas é o quarto prefeito de São Paulo em sequência que promete e não resolve o problema dos semáforos, ocasionando um verdadeiro caos no trânsito. Basta o tempo ficar nublado e eles logo começam a dar problemas. Será que um dia alguém vai cumprir o prometido?

LUIZ FRID

fridluiz@gmail.com

São Paulo

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Considerações elucidativas

Ninguém discute a necessidade de uma reforma da previdência. Todavia alguns cuidados são necessários. O principal é reconhecer que a previdência do setor privado, lastreada no princípio de que os mais novos sustentam a aposentadoria dos mais velhos, deve ser modificada, uma vez que o aumento do tempo de vida das pessoas é uma realidade que a isso obriga, para evitar o descompasso do sistema atual. Já a previdência do setor público se lastreia no princípio do tempo de serviço, ou seja, no tempo de contribuição. Mais ou menos correspondente ao princípio de formação de reserva para vir a ser usada na aposentadoria. A previdência privada tem um teto de contribuição – cerca de R$ 5.800 – sobre o qual se pagam 11%. Nada mais se recolhe sobre o que excede esse valor. Já na pública, como se trata de previdência inspirada na formação de valor para sustentar sua aposentadoria, o servidor recolhe cerca de 11% sobre tudo o que recebe. Por isso sua aposentadoria, com lastro no que recolheu, é maior. Pois sempre contribuiu sem nenhum limite de teto. Daí a total discrepância existente entre ambos os regimes. Por isso é que qualquer alteração unificadora da Previdência só pode ser aplicada a quem entra no serviço público ou no emprego privado a partir de agora. A mídia tem deixado de dar a conhecer em detalhes essa discrepância, que o cidadão precisa saber para entender melhor a questão.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

MONTEIRO LOBATO

Desvirtuamento da obra

Preocupante a matéria publicada no Caderno2 de sábado (C6) sob o título Sítio mais comportado. O fato de a obra de Monteiro Lobato ter caído em domínio público não extingue os direitos autorais morais e não permite o seu desvirtuamento ou verdadeira destruição. O escritor Pedro Bandeira expôs interpretações pessoais a respeito da etnia e do comportamento de alguns personagens, que não pode impor à coletividade dos leitores. Observo que as gravuras de André Le Blanc que ilustravam os personagens nas edições iniciais foram realizadas quando Monteiro Lobato estava vivo, o que enfatiza a visão personalíssima e inadequada do adaptador. Nessa toada, Viagem ao Céu logo será reescrito sob o viés geocêntrico e o gênero de Pedrinho e o de Narizinho serão rejeitados pela sua definição explícita, ou, pior, qualificados pelo tom cromático de suas roupas. Se a obra de Monteiro Lobato tiver de ser lida pelos parâmetros medíocres e mesquinhos dos dias atuais – e, diga-se, hipocritamente preconceituosos – é melhor que desapareça de vez.

CELSO A. COCCARO FILHO

ccoccar@gmail.com

São Paulo

O sr. Pedro Bandeira, que “atualiza a obra de Lobato”, diz, referindo-se ao livro Caçadas de Pedrinho: “Aliás, esse é um livro que eu não ofereceria às crianças”. As Caçadas de Pedrinho já passaram por cinco meninos da minha família e posso afirmar que o fascínio de Lobato conquistou a molecada. Há mais um pequeno que estava brincando com seus carrinhos e ao ouvir “dos moradores do sítio de Dona Benta... Certo dia em que Rabicó se aventurou nesse mato em procura das orelhas de Paulo...”, veio sentar-se para ouvir a história. Tatiana Belinky está fazendo falta neste momento!

LILIA HOFFMANN

liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo

Lobato atualizado? Uma obra literária não deve ser alterada ao sabor de interpretações. Monteiro Lobato foi responsável pelo seu brasileirismo e pelo hábito de leitura entre as crianças. Que se faça, então, uma edição original com críticas ou sugestões de quem quiser, em encarte anexo.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

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“Em Davos, Bolsonaro terá que olhar para a frente, expondo teses de crescimento sustentável. Terá de deixar de ser bolsomito e se apresentar como estadista”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE A ESTREIA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA NO FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL

fransidoti@gmail.com

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“A continuar nesse ritmo, Bolsonaro será seriamente prejudicado pelo filho Eduardo, que não fica de boca fechada”

LAERT PINTO BARBOSA / SÃO PAULO, SOBRE PALPITES DO DEPUTADO FEDERAL (PSL-SP) EXIBIDOS NAS REDES SOCIAIS

laert_barbosa@globo.com

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VOLTA ÀS AULAS

É realmente lamentável o estado de várias escolas Brasil afora neste início do ano letivo, conforme exibido no noticiário televisivo nos últimos dias. Muitas não apresentam condições mínimas para receber alunos e iniciar as atividades. Mas os políticos continuam fazendo do tema a plataforma preferida da respectiva ascensão ao poder. Já houve até governante bradando com a ênfase do populismo e da demagogia que iria construir a “pátria educadora”. E a verdade é que, enquanto o sistema educacional estiver à mercê dos vazios eleitorais e não fizer parte de um programa permanente de Estado, não haverá esperança de ele recuperar o nível – hoje abaixo do de várias nações do Terceiro Mundo – que já mereceu.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CAUTELA E CALDO DE GALINHA

A ida do presidente Jair Bolsonaro e demais componentes do governo brasileiro a Davos, para o Fórum Econômico Mundial, precisa ser revista. Juntar no mesmo avião Bolsonaro, Sérgio Moro e outros membros do governo é dar chance ao azar, pois, se acontece um “acidente”, como ficamos? E já tivemos inúmeros “acidentes” de avião no Brasil, com perdas conhecidas como Ulysses Guimarães, o ministro Teori Zavascki, o filho de Geraldo Alckmin, o candidato a presidente Eduardo Campos, Castelo Branco, etc. Pelo sim, pelo não, melhor dividir em duas ou três turmas, né não?

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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DISCURSO

Presidente Bolsonaro, “em Roma como os romanos”, já dizia um velho ditado. Mas em Davos, seja prudente: nada de polegar e indicador sinalizando arma. Deixe isso para a sua bolha.

Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

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NO PALCO MUNDIAL

O título está certo, é um palco. O Fórum Econômico Mundial foi fundado para ser um fórum de grandes empresas e empresários. Hoje é uma vitrine de governantes maritacas e mentirosos. Quando mais maritaca e mentiroso, mais se destaca. Algo como a ONU que foi fundada para coordenar a recuperação dos estragos da guerra e evitar nova (o que fez bem até década de 60), e hoje é outro palco de governantes e ditadores, sustentado por meia dúzia de nações (que a criaram) e explorada por mais de 100 que inclusive a comandam, endossando os tais “direitos sem deveres”. Sugestão a Jair Bolsonaro: se quiser se mostrar como um estadista, fale pouco e rapidinho, senão será outro falastrão, como Lula ou Trump.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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A HISTÓRIA SE REPETINDO

Já há indicações de que o livro da história brasileira vai novamente ser reimpresso, trocando os personagens e repetindo a mesma história. O capítulo inicial revela que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) descobriu uma grande movimentação de dinheiro em conta bancária de um ex-assessor de um deputado estadual, eleito senador e ainda não empossado. No seguinte, intitulado “os famigerados cargos comissionados”, ex-assessores deste, espantosamente uma família inteira, com um histórico de ligação umbilical com o político, e ainda exercendo funções não bem explicadas, são convocados pelo Ministério Público para esclarecer os fatos, claramente de interesse público. Não comparecem às audiências e esquivam-se dos indispensáveis esclarecimentos. O personagem político afirma categoricamente que não tem qualquer ligação com os fatos. No capítulo “eu falo, mas não cumpro”, o deputado-senador não empossado ingressa com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) invocando o foro privilegiado, regra que havia excomungado durante sua campanha ao Senado. Chega-se ao capítulo “Judiciário”, onde um ministro da Corte defere o pedido sem decidir e paralisa o processo investigativo que apura o caminho desse dinheiro público. Em nota de rodapé, é anotado que este mesmo ministro, recentemente, havia se posicionado contrariamente à tese que fundamenta o pedido, posição acatada pelo colegiado da Corte. A obra não está finalizada, mas já há indicações de que os personagens são novos, com a história se repetindo. 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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FILME JÁ VISTO

Todos se lembram do “Fiat Elba” que derrubou o ex-presidente Fernando Collor, presenteado à sua secretária? Parece que os tempos estão de volta. Ora, o senador Flávio Bolsonaro conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Luiz Fux suspendesse as investigações criminais sobre as movimentações financeiras atípicas realizadas pelo ex-assessor Fabrício Queiroz – o bailarino adoentado e hospitalizado. Família Bolsonaro, este filme já foi visto. Muita calma nessa hora! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ELBA

Queiroz é negociante de carros? Na época de Collor era o carro Elba... As histórias se repetem.

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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AVISEI E REPITO

É um caso típico “Sophia’s choice”. Ou o presidente entrega o filho para os “carrascos” ou se arrisca a ir junto com ele para a “câmara de gás”. Quem avisa amigo é.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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QUARTELADA

É o filho, é o amigo do filho, é o filho do amigo, é o amigo, é o ministro, é a ministra e segue o baile. Tudo como antes no quartel de Abrantes...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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IMBRÓGLIO FEDERAL

O pedido de suspensão das investigações sobre o imbróglio de Fabrício Queiroz feito pelo senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) ao STF foi uma facada grave e contundente na imagem do governo que ora inicia seu mandato. O odor fétido da podridão se espalha pelo ar. Com efeito, há mais mistérios entre o cada dia mais enrolado imbróglio e a verdade do que supõe nossa vã filosofia. Aí tem!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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AÍ TEM

Não dá para entender. Segundo consta, o já diplomado senador Flávio Bolsonaro não está sendo acusado de crime algum. Por que, então, ele recorreu ao STF? Quem tem de dar explicações à Justiça comum é o seu ex-auxiliar Fabrício Queiroz, reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro e funcionário da Assembleia Legislativa daquele mesmo Estado. Fabrício Queiroz está sendo muito bem remunerado, uma vez que acumula os vencimentos de ex-policial da Polícia Militar e como funcionário da Assembleia Legislativa, recebendo mensalmente mais de R$ 20 mil, além de uma bela conta bancária, importância suficiente para pagar um bom advogado. Este caso é muito estranho. Repito: que tem a ver Flávio Bolsonaro com o seu ex-funcionário Fabrício Queiroz? Aí tem! E tem de ser muito bem esclarecido. Qual é o interesse de Flávio Bolsonaro na defesa de Fabrício Queiroz? Só amizade? Estranhíssimo.

José Carlos de Castro Rios  jc.rios@globo.com

São Paulo

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JUSTIÇA BRASILEIRA

Após a liminar do ministro Luiz Fux, do STF, suspendendo temporariamente o caso das contas do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, chegamos à conclusão de que a Justiça no Brasil deixou mesmo de ser o pilar mestre de toda a sociedade. É uma pena!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PARA QUEM SABE LER...

Para quem sabe ler, não é preciso pingar o “i” nem cortar o “t”, já dizia meu saudoso e amado pai. O simples fato de o senador Flávio Bolsonaro pedir ao STF para paralisar a análise das movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, no meu entender, já configura e/ou equivale a confissão de culpa. Ou será que não? Façam suas apostas.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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MORALISMO POLÍTICO

Na coluna de 18/1 no “Estadão” (página A6), Vera Magalhães se excedeu com a afirmação de que “Flávio Bolsonaro (...) leva crise para a vizinhança do Planalto, com consequências políticas para a Presidência do pai, e expõe contradições centrais com o discurso de moralismo político que foi responsável em grande parte pelo sucesso político do clã até aqui”. Primeiro, é exagerado dizer que há crise. Segundo, não há consequências políticas para o pai. Terceiro, dizer que “expõe contradições com o discurso de moralismo político” é uma acusação gravíssima à moralidade do presidente da República que a colunista perpetra com a palavra “expõe”, que significa “evidencia”, “revela”. Pergunto: onde está revelado que há contradição da moralidade real com a do discurso? A colunista tem de se retratar desta calúnia, caso contrário a defesa do presidente poderá entrar com uma acusação por crime de difamação ao presidente da República. O crime está publicado, e se de fato o País está mudando, este crime não pode permanecer impune.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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ACEITARÃO A CANGALHA?

Se o voto que deverá escolher o próximo presidente do Senado for secreto, contrariando o clamor da sociedade por mudanças no comando de um dos poderes da República, todos os senadores que votarem no anonimato estarão sob a suspeita de terem favorecido Renan Calheiros na sua recondução ao cargo, incluindo aqueles que votaram contra. Fica a dúvida: será que os parlamentares que não pretendem votar em Renan aceitarão na boa a suspeita que recairá sobre eles por não terem declarado seu voto explicitamente, facilitado a eleição de um notório prontuário ambulante com dezenas de inquéritos e denúncias contra si?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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IMORAL

Se o presidente Jair Bolsonaro acreditar nas promessas de Renan Calheiros, que afirma que ajudará o governo nas reformas necessárias se for eleito presidente do Senado, será o começo da desmoralização de seu governo. Chega da velha política!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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FALTA DE CRITÉRIO

O BV Cloppenburg, time de futebol da 5.ª divisão da Alemanha, é treinado pela técnica Imke Wubbenhorst, que de forma irônica respondeu à pergunta de um repórter afirmando que escalava sua equipe tendo em vista o tamanho do pênis dos atletas. Os 81 senadores que tomarão posse no dia 1.º de fevereiro escolherão o novo presidente do Senado e o favorito é o alagoano Renan Calheiros, apesar de ser o campeão em número de processos judiciais. No Brasil, a chance de um político sair vitorioso de uma contenda é proporcional ao número de denúncias. Vide Lula.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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AJUDA FINANCEIRA PARA MUDANÇA

Quando os deputados que já moram em Brasília vão devolver o dinheiro que receberam para a mudança neste início/fim de mandato? Isso também vale para Jair Bolsonaro.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Se o governo de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) conseguir na inadiável reforma da Previdência a façanha de emplacar também a drástica restrição no acúmulo de pensão com aposentadoria, como está formatando proposta o ministro da Economia, Paulo Guedes, estaremos dando um grande passo para acabar como uma das maiores mamatas a céu aberto que ocorrem neste país! Ela favorece hoje 800 mil (ou 1/3) dos 2,4 milhões de pensionistas, que chegam em alguns casos a acumular até sete aposentadorias. Uma orgia infinita. Conforme a proposta em fase de elaboração, divulgada pelo “Estadão” na semana passada, o acúmulo será só até para um salário mínimo. Para os demais, haverá um abatimento escalonado de 20%, quando a soma ficar entre um e três pisos, 40% (entre três e cinco), 50% (entre cinco e oito) e 60% acima de oito pisos. Hoje, essa despesa para os cofres públicos, devida ao acúmulo de aposentadorias, chega a R$ 64 bilhões por ano. São 30% dos R$ 218 bilhões de déficit previdenciário estimado para 2019. É hora de extirpar as danosas gorduras acumuladas com os recursos dos contribuintes.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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APOSENTADORIA E PENSÃO

Limitar valores de quem recebe aposentadoria e pensão é, a meu ver, mexer com dinheiro de quem não pode se defender. Por que não alterar a privilegiadíssima previdência dos políticos? Renderia muito mais.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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AS FILHAS SOLTEIRAS

Gostaria de perguntar ao excelentíssimo presidente Bolsonaro se ele considerou cortar um custo abusivo para o restante dos brasileiros, que consiste na aposentadoria que recebia o pai militar, depois passou para a viúva e, agora, é vitalícia para filhas solteiras. Ou seja, o pai era militar, a viúva recebe a sua aposentadoria, o que seria o normal, mas é um absurdo a filha solteira continuar recebendo até a sua morte a aposentadoria.   Conheço, de perto, uma (e deve haver muitas) filha de um militar que se juntou com um filho de amiga minha, tiveram filho, mas casar de papel passado, nunca. Ela perderia a pensão... Isso deve acontecer com a maioria das filhas que ficaram sem casar porque perderiam a pensão, que já era da mãe. Preferem ser mães solteiras. Pergunto: se porventura tiver uma filha, e não um filho homem, essa aposentadoria também se estende para a neta do militar? Onde, em que país há este tipo de lei? É outra jabuticaba que temos de erradicar.

Marion Dorin mariondorin@uol.com.br

São Paulo

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MANUTENÇÃO VOANDO BAIXO

No dia 8/1/2019, vindo de Los Angeles, cheguei ao Aeroporto de Guarulhos pelo Terminal 3, e fiquei feliz em ver que o aeroporto, ao menos aquele terminal, era bonito e moderno, comparável ao seu congênere de Los Angeles. No caminho para pegar as bagagens, fui ao banheiro, que tinha papel higiênico de boa qualidade, mas as torneiras, embora modernas, com sensor, tinham um sério problema: das seis ou sete existentes (não me lembro quantas eram), só duas estavam funcionando. Para piorar, o papel toalha não estava no seu espaço, tinha voado e não havia substituto. É uma pena que um aeroporto realmente bonito e moderno não tenha uma equipe de manutenção com a mesma qualidade.

Roberto Tsubaki roberto.t.tsubaki@gmail.com

São Paulo

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