Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2019 | 03h00

JUSTIÇA DO TRABALHO

Extinção

O editorial O destino da Justiça do Trabalho (22/1, A3) trouxe à tona oportuno debate sobre sua existência. Juízes trabalhistas, acompanhados de advogados e procuradores, promoveram em dez Estados uma “legítima defesa preventiva” contra a transferência das ações trabalhistas para a Justiça Federal, já sugerida pelo presidente Jair Bolsonaro. São muitos os argumentos pela extinção dessa gigantesca corporação, que consome dos cofres públicos a portentosa cifra anual de R$ 18,2 bilhões, importância essa certamente muito superior às indenizações pagas, na maior parte das vezes referentes a reclamações de horas extras. Ademais, a pretexto de compensar a hipossuficiência dos reclamantes, essa Justiça tem forte viés a seu favor. Até pouco tempo atrás era comum plaqueiros apregoarem no centro de São Paulo “advogado para processar o patrão”. A existência da Justiça do Trabalho é tão inconcebível quanto seria uma Justiça de trânsito, imobiliária, do consumidor ou da internet, dentre outras áreas específicas. É tempo, pois, de extirpar essa anomalia, enquadrando tal corporação à Justiça Federal, onde sempre deveria ter estado.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uo.com.br

São Paulo

Extinguir a Justiça do Trabalho, na ótica do editorial, seria válido se houvesse seriedade na relação entre patrões e empregados, leis fossem cumpridas e a seriedade no trato das relações fosse a regra. Mas não é. Em médias, pequenas e microempresas, com raras exceções, não cumprir todas as obrigações, atrasar salários sem pagamento de multa, não recolher o FGTS, não pagar homologações negociadas em câmaras de entendimento ou na própria empresa, isso é o normal, prejudicando os trabalhadores. Que não têm a quem recorrer, pois o Ministério do Trabalho não dá guarida às reclamações e os sindicatos se enfraqueceram, não têm estrutura para atender. Daí, findar a Justiça só vai ajudar os péssimos patrões que vemos por todo lado. Reduzir, sim, quadros, mordomias, facilidades dos integrantes das entidades, rever suas atribuições, adequar aos salários de mercado, isso é o que tem de ser feito, sem corporativismo. 

PEDRO FORTES

pec.fortes@uol.com.br

São Paulo

Desestímulo a contratar

A reforma trabalhista realizada em 2017 pelo governo Michel Temer atuou em cem pontos da CLT. O novo diploma legal teve como finalidade precípua atualizar a legislação trabalhista, proveniente do arcaísmo do Estado fascista contemplado por Getúlio Vargas, em 1940. Na atualidade, o presidente Jair Bolsonaro, logo no início de seu governo, cogita da extinção da Justiça do Trabalho, fazendo considerações sobre seu gigantismo e a forma como atua, em possível detrimento da classe empresarial. É de ressaltar que o custo de uma contratação passa de 100% do valor do salário contratado, um desestímulo aos empreendedores. Daí resulta que os pactos laborais são objeto de questionamentos constantes na Justiça do Trabalho. A tal ponto que os empresários fogem de contratações. Assim, a extinção da Justiça do Trabalho merece ser objeto de debates sob dois ângulos. Um, a modernidade que deve imperar nas contratações laborais, sempre mais satisfatórias se feitas de forma mais direta entre as partes, sem intervenção sindical ou da Justiça. De outro lado, as contratações e o diálogo direto entre empresas e empregadores quebram o vício de litigar na Justiça do Trabalho. Por fim, é de salientar que a existência da Justiça Trabalhista, nos moldes em que atua no Brasil, será sempre um desestímulo às contratações laborais.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

FINANÇAS PÚBLICAS

Perdão imperdoável

O perdão de dívidas concedido a empresas pelos ex-presidentes Temer e Lula (21/1, A2), da ordem de dezenas de bilhões, chega a ser criminoso. Trata-se de um verdadeiro assalto à sociedade, cujos contribuintes pessoas físicas são sempre impiedosamente cobrados pela Receita Federal. A tabela progressiva do Imposto de Renda apresenta uma defasagem acumulada de quase 100%, o que leva trabalhadores humildes, que ganham pouco mais de R$ 2 mil mensais, a serem taxados na fonte. Muitos deles nem sabem que têm de apresentar declaração de renda anual por conta desses descontos e acabam sendo multados por “omissão de rendimentos” ou atraso na entrega da declaração. Ora, se é para conceder perdão fiscal, ao menos que contemplem as Santas Casas, estas, sim, justamente merecedoras de um alívio em suas dívidas, já que a tabela do SUS também apresenta enorme e cruel defasagem. A imprensa deveria atacar, com a mesma ênfase com que denuncia os incontáveis Refis, o escandaloso aumento de tributação disfarçado que é o congelamento da tabela progressiva do Imposto de Renda. 

LUIZ MARIO LEITÃO DA CUNHA

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

Irresponsabilidade fiscal 

Os novos governantes dos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que desde de 2016 estão com as finanças comprometidas, e os novos ingressantes em situação semelhante, Roraima, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Goiás, deviam esclarecer aos eleitores quem foi o ex-governador que descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o porquê, causando esses rombos, para que não sejam mais eleitos. Isso vale também para os prefeitos de todo o País. O governo federal tem de exigir contrapartida para ajudar esses Estados e suas Assembleias Legislativas têm a responsabilidade de não impedir os acordos. Do contrário, sem ajudas. Muita falta nos faz Mário Covas, que em 1995 assumiu o Estado de São Paulo quebrado e, ainda sem a LRF, montou uma equipe de primeira na Secretaria da Fazenda, com Yoshiaki Nakano, cujo objetivo foi recuperar as finanças estaduais e a modernização dos serviços públicos como novo paradigma da administração pública. Que tal buscar ajuda dos remanescentes dessa equipe?

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

CASO QUEIROZ

Quem não deve não teme

Quando a integridade pessoal é posta em dúvida, é necessário esclarecer os fatos o mais rápido possível, ainda mais tratando-se de um homem público, a fim de evitar conclusões desabonadoras. Flávio Bolsonaro, senador eleito e filho do presidente, não pode permitir o prolongamento do caso, se nada tem que ver com a improbidade administrativa de que é suspeito. O desgaste de sua pessoa e, por tabela, de seu pai não é recomendável. É bom esclarecer, porém, não serem os pais responsáveis por atos de filhos maiores de idade.

JOSÉ OLINTO OLIVOTTO SOARES

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

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DISCURSO EM DAVOS

Com seu breve discurso ontem no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Jair Bolsonaro resgata a credibilidade que o Brasil há muito tempo não tem. Talvez com menos palavras e mais ação. Parabéns!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MUITO BREVE

Um discurso de oito minutos, que não disse nada. Pode ser que o presidente Jair Bolsonaro estivesse pensando que seria apenas um tweet.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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DEPOIS DO ESCÁRNIO

O sr. Jair Messias Bolsonaro, que pela união das classes médias é o atual presidente do Brasil, tem se apresentado com educação e boas maneiras, cercou-se de pessoas sérias e competentes, demonstrando patriotismo em seu afã de acertar as medidas cabíveis em prol de um País melhor e honroso. Que não seja comparado ("O Estado", "Fórum dos Leitores", 20/1) - nem há termos de comparação - com o deboche e o escárnio com que os últimos governos trataram a República, que virou um enorme cabide de empregos, em nome da "democracia", enquanto o BNDES se tornava padrinho dos países e empresários amigos do PT - por que ninguém questiona se as elevadas quantias cedidas serão devolvidas, muito menos quando, ou ainda por onde andam muitas das famílias regiamente contempladas?

   

Maria Cecília Naclério Homem mcecilianh@gmail.com

São Paulo

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CASTIGO

O pai Bolsonaro foi entrevistado em Davos, na Suíça, sobre os problemas causados pelo filho Flávio Bolsonaro em movimentações financeiras atípicas detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Após pensar um pouco, foi firme e peremptório dizendo que iria castigar o rebento, que ficaria sem celular e sem jogar videogame por 30 dias. Isso que é castigo!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O APARTAMENTO CARIOCA

Estou até "chorando" de pena de Fábio Guerra (ex-jogador de vôlei de praia), pois ele comprou em 2017 um apartamento de propriedade do senador Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), por R$ 2,4 milhões, e o vendeu em 2018 para a advogada Cláudia Soares Moura por apenas R$ 1,1 milhão, com prejuízo de R$ 1,3 milhão. Pois é, o prejuízo que ele teve com a compra e venda desse apartamento é o valor do meu patrimônio, adquirido após 33 anos trabalhando. Acho que escolhi a profissão errada, deveria ter ido jogar vôlei de praia. Como eu gostaria de poder comparar o quanto de Imposto de Renda Fábio Guerra já pagou com o quanto eu já paguei, para saber se eu ainda devo acreditar na nossa Constituição federal ou se devo adotar a Lei de Gerson também. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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OS DEPÓSITOS 'SUSPEITOS'

"Flávio Bolsonaro visita o pai no Alvorada após revelação de depósitos suspeitos" ("Estadão", 19/1). O caso Queiroz e Flávio Bolsonaro ganha novas nuances em "depósitos suspeitos" no valor da astronômica soma de R$ 96 mil, distribuídos por três dias, ou seja, na média de R$ 32 mil - soma infinitesimal, comparada ao que a TV Globo, por exemplo, deve à Fazenda, obtida por fonte não anunciada do "Jornal Nacional". A imprensa brasileira, talvez inconformada por não conseguir mais influenciar as eleições, tenta a todo custo achar alguma coisa, um factoide qualquer, para com isso fabricar uma tempestade em copo d'água. Isso é associado a uma visita do filho ao pai no fim de semana anunciada como algo altamente suspeito, querendo imaginar agora mais uma associação "duvidosa". A grande suspeita é de que a Globo, agora, faz parte efetiva da "resistência (chuveiro Corona) do PT", no seu afã raivoso e hidrófobo de prejudicar de algum modo Bolsonaro pai, já que os impostos devidos ao Fisco serão efetivamente cobrados, em soma que chega à ordem de bilhão de reais.        

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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QUAL É O PROBLEMA?

Escritura de imóvel vendido pelo senador eleito Flávio Bolsonaro mostra data divergente aos depósitos. Sim, e isso quer dizer o quê? Que ele não pode receber um sinal como princípio de pagamento. É obrigado a depositar? Onde está escrita essa obrigação? Tem de depositar logo, tem de sair do cartório? Se for no dia seguinte, já é suspeito de quê? Qual o problema ele ter depositado R$ 96 mil em 48 envelopes contendo R$ 2 mil em cada? Ficou com R$ 4 mil, dos R$ 100 mil recebidos em dinheiro e confirmados pelo comprador. Qual o problema? Dentro dessa lógica (ou ilógica?), se alguém depositar no caixa eletrônico R$ 20 reais em dez envelopes cada um contendo R$ 2, será suspeito de quê? Será convidado a se explicar por que fez isso? E se o cara for maluco e gostar de depositar assim? Farão o quê? Desviaram o foco para uma situação e deixaram de lado tantas outras muito piores, como se isso fosse a pior mazela que poderia estar acontecendo ao País. Mas é assim mesmo: quando alguém vê que a teta vai secar...

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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QUEM É VOCÊ AÍ NO ESPELHO?

Ponto final: tomara que Flávio Bolsonaro não descambe para "Aecinho Neves".

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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ASSESSORES

Afinal de contas, além de efetuarem depósitos regularmente nos caixas eletrônicos existentes no prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no que mais os zelosos assessores trabalham para os nobres parlamentares do Rio de Janeiro? Lembrem-se: não basta ser assessor, tem de parecer assessor. Realmente, para eles, o Rio de Janeiro continua lindo!

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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DESCOBERTA

Interessante é o Coaf só agora ter descoberto que políticos cobram de seus nomeados uma "ajudazinha" para suas despesas, com a informação que deixou vazar sobre um assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (agora senador), que, parece, mensalmente pingava valores na sua conta bancária. O episódio deu à esquerda derrotada em 2018 a chance de criar um "auê" intenso contra o governo Bolsonaro, que começa na TV, destacando em sons e cores fortes as notícias referentes ao caso, que inicialmente começava com um valor anual de R$ 1,2 milhão e agora fala-se em R$ 7 milhões em três anos, o que não condizia com a renda da pessoa investigada. Desde que existem os políticos e seu poder de nomear uma pá de assessores sabe-se que estes nomeados contribuem com uma parte do que recebem para ajudar nas despesas do "padrinho". Uma sugestão para acabar com esta farra: o político poderia nomear apenas dois assessores e coloca-los onde desejar, um em Brasília e outro em seu Estado, por exemplo. O assessor teria direito a um salário mensal que não poderia ultrapassar dez salários mínimos vigentes mais um porcentual de 11% sobre esse valor para contribuir a um fundo de aposentadoria. Outras vantagens seriam vale-refeição e vale-transporte, com valores que no máximo seriam de 30% do salário mínimo vigente, e isenção de Imposto de Renda. Não terá direito a férias, 13.º ou quaisquer outras vantagens comuns ao funcionalismo concursado. Se constatar que divide o salário com seu nomeador, será dispensado e o político, destituído. O modelo seria aplicado no Estado e no município com valores de acordo com a capacidade financeira de cada um, e nunca superiores aos do Congresso federal.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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O TEMPO DO COAF

Por que será que somente agora, depois de praticamente um mês divulgando notícias sobre a família Bolsonaro e sobre um de seus assistentes, o Coaf resolveu divulgar que temos mais 28 políticos com movimentações financeiras atípicas semelhantes? Por que isso não veio à tona no devido tempo? Cá entre nós, acho pouco, e se fizerem um levantamento sério, se escaparem uns 10%, é muito. Ironias à parte, conforme já vi nas mídias sociais, se tivessem investigado a vida de Lula e sua família como investigam a de Bolsonaro, teriam encontrado até um certo dedo.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

Por que o Coaf não solicita ao Congresso Nacional e Assembleias Legislativas a relação de deputados e senadores que receberam de volta parte do salário pago aos seus assessores ou laranjas?

Roberto Marques de Oliveira robertomarques@veseg.com.br

Paraguaçu Paulista

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TINTA VERMELHA

Não morro de amores por qualquer político, seja de direita, centro ou esquerda, que suas falcatruas sejam investigadas e punidas se comprovados ilícitos seus atos. O que me deixa indignado é que outros filhos de príncipe e princesa estão milionários, o que é sabido por todos, e, no entanto, o tal do Coaf não passou nem perto do zoológico de São Paulo, por exemplo. Sinto cheiro de tinta vermelha naquele órgão. Ou seria azul? não importa, punam-se os infratores, é o que nos interessa. 

Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo

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INVESTIGADOS

Os petistas estão ofendidos com o filho de Bolsonaro porque a corrupção é exclusiva deles! 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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FLÁVIO, O NOVO FRANCENILDO

Devagar com o andor, gente. Podem estar havendo excessos de autoridade. Quebra de sigilo bancário de um senador da República? E vazamento dos dados para a Rede Globo? Muito pior do que com o Francenildo, aquele do caso Palocci? Vamos lembrar que foi "O Globo" que deu uma manchete escandalosa e sensacionalista contra Michel Temer, que impediu a votação da reforma da Previdência! Estamos ou não num Estado de Direito? Só há uma saída para consertar o País: uma nova Constituição consistente. A de 1988 é inconsistente e transformou o Brasil num país ingovernável, como disse Sarney.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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A CRÍTICA É SAUDÁVEL

Tenho visto muitos eleitores de Jair Bolsonaro se indignarem com as críticas feitas ao presidente e sua prole. Ora, não se pode fechar os olhos e perder o senso crítico só porque seu eleito ocupa o cargo máximo do País. É saudável enxergar o óbvio, se opor e peneirar o bom do ruim. Embotar o próprio cérebro a fim de não dar o braço a torcer é pura teimosia. Os brasileiros devem torcer para que este governo dê certo, mas não podem virar bobos da corte. E que as diabruras das crianças do clã Bolsonaro não atrapalhem o pai.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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BOM JORNALISMO

Desejo homenagear o jornalista Boris Casoy pela entrevista que fez com Flávio Bolsonaro, exibida no domingo na RedeTV!. Boris respondeu às críticas à entrevista feitas pela Rede Globo na segunda-feira, dizendo que o bom jornalismo é aquele que faz perguntas isentas, não inquisitivas, pois estas desejam colocar o entrevistado em má situação, pois visam a ouvir uma resposta que constrange o que está sendo perguntado, não uma resposta esclarecedora. 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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NOBEL SURREAL

A presidente do PT, Gleisi Hoffman, definitivamente, possui o dom do surrealismo. Ao iniciar campanha pelas redes sociais para que Lula seja indicado ao Prêmio Nobel da Paz, com o argumento de que o ex-presidente tirou 30 milhões de brasileiros da pobreza extrema, a deputada demonstra o quanto não somente não tem a mínima vergonha em distorcer acintosamente a realidade, já que a pobreza extrema no Brasil continua em níveis inaceitáveis, como esquizofrenicamente omite que Lula está preso condenado por corrupção e é ainda acusado em inúmeros processos por ter assaltado os cofres públicos, além de ter conduzido o País à pior recessão de sua história e criado milhões de desempregados. Se a deputada realmente acredita que o histórico do ex-presidente o qualifica para receber um prêmio por promover a paz, o significado de "pax" para Gleisi Hoffman está mais para um filme de Fellini. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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NOVAS ACUSAÇÕES DE PALOCCI

Dia após dia, Lula da Silva vai se enroscando cada vez mais nas teias da Justiça. Prestes a receber mais duas condenações, envolvendo terreno para seu instituto, apartamento em São Bernardo e o sítio de Atibaia, as novas delações de Antonio Palocci complicam a vida do "Barba". Palocci revelou que entregava a Lula da Silva dinheiro em espécie dentro de caixas de celulares e de bebidas, para custear gastos pessoais do homem que se intitula a alma "mais honesta deste país". Tais afirmações revelam valores de R$ 30 mil, R$ 50 mil, R$ 80 mil e R$ 200 mil, que foram entregues a Lula tendo como testemunhas dois ex-motoristas do delator. Os "aloprados" acreditam na inocência do presidiário Lula da Silva, assim como nós acreditamos no Saci Pererê.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PSL EM SÃO PAULO

O PSL do Estado de São Paulo é uma organização fechada e não democrática. Onde só entra quem é convidado. O maçom Major Olímpio trata com discriminação os não maçons. Procuro um advogado com coragem para entrar na Justiça Eleitoral. Vou criar um grupo dissidente menos liberal e mais nacionalista.

Francisco Anéas franciscoaneas66@gmail.com

São Paulo 

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O ESTADO É LAICO, MAS NÃO É LAICISTA

Celso Lafer explica de forma didática como um Estado confessional, como era o Brasil até 120 anos atrás, quando foi proclamada a República, tornou-se um "Estado laico" ("Estadão", "A laicidade do Estado", 20/1, A2). Gostaria, entretanto, de realçar que o Estado é laico, mas não é laicista, ou seja, a grande maioria do povo brasileiro, 86,8%, segundo o IBGE, continua professando a fé cristã. É natural que o Estado e seus governantes, como representantes do povo brasileiro, tenha influência judaico-cristã. O "não matarás", bem como outros mandamentos e princípios tão caros ao nosso povo, certamente continuarão influenciando leis e decisões de governo, como aquelas que se referem ao aborto e a outros assuntos polêmicos. A Constituição mudou, mas a cidade de São Paulo continuará tendo o nome do maior dos apóstolos. A cidade de Salvador continuará tendo o nome d'Aquele que verteu seu sangue para nos salvar. Assassinato continuará a ser um crime hediondo, etc.

Roberto Cesar Saraiva Leontsinis roberto.leontsinis@terra.com.br

Sorocaba

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A DEPUTADA 'CRISTÃ E PATRIOTA'

"'Cristã e patriota', deputada quer fazer a esquerda 'tremer'" ("Estadão", 20/1, A8). Houve um tumor, foi retirado, era benigno. Felizmente. Mas as ideias da deputada bolsonarista Carla Zambelli, são benignas?

Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

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IPTU

Todo ano a mesma coisa: o aumento do IPTU na cidade de São Paulo, neste ano, foi de 10% ao ano, três vezes o aumento para os aposentados, que foi de 3,43% ao ano. Assim, em breve, nós, aposentados, entregaremos os nossos imóveis à Prefeitura. Onde está a justiça do nosso país? Socorro!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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IMPOSTO ESCORCHANTE

Durante sua administração da cidade do Rio de Janeiro, o prefeito nulidade já aumentou meu IPTU dez vezes mais que o aumento de minha aposentadoria. O prefeito religioso está sugando pesado da escassez, ou seja, do cidadão já sobrecarregado de impostos e de bolso cada vez mais vazio. Com todo o seu aparato legal, os aumentos de IPTU do prefeito incompetente são vergonhosos e desumanos. Só falta ao prefeito argentário fazer da Prefeitura uma continuação de sua igreja. E tudo isso acontece com retorno zero para o munícipe contribuinte. 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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ABANDONO

Vivo há 76 anos na cidade de São Paulo. Conheci ótimos prefeitos e péssimos, como Celso Pitta e Fernando Haddad. Para surpresa minha, parece que o atual, Bruno Covas, vai superar a ruindade dos dois! Abandono total: buracos, sujeira, jardins abandonados, semáforos parados, descalabro total! De tão ruim, sinto saudades do falecido Pitta. Pelo menos este ouvia as reclamações.

Fernando Sampaio Ferreira fernandosampaioferreira@gmail.com

São Paulo

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SEMÁFOROS EM SP

Além do caos aumentando a cada dia as colunas de congestionamento na cidade de São Paulo, em face da péssima manutenção - ou, melhor, da falta total de manutenção - dos semáforos, pois basta cair meia dúzia de pingos de chuva para eles deixarem de funcionar, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) envia dois marronzinhos para controlar o cruzamento onde a coisa fica muito pior. Como pode a cidade de São Paulo, no século 21, a décima maior cidade do mundo, não possuir ainda semáforos sincronizados, fazendo com que numa mesma avenida ou rua, quando um abre, deveriam abrir simultaneamente os seguintes, para fazer fluir o trânsito, e não como ocorre hoje (um abre e o seguinte fecha, fazendo com que tenhamos de parar o carro de 200 metros em 200 metros)? Mais um detalhe de suma importância: pelo que aprendemos, o semáforo tem três cores, o vermelho significa "pare"; o amarelo, "atenção"; e o verde, "siga". Porém a maioria deles passa do vermelho para o verde, e vice-versa, portanto, para economizar, por que não os fazem com duas cores, sem o amarelo? Não podem alegar falta de verba, pois a indústria das multas cada dia arrecada mais por meio das arapucas instaladas na cidade.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O PARAÍSO DOS SAFADOS

Há, sim, eu admito, muito abuso de motoristas irresponsáveis no trânsito, mas abuso ainda maior vem do poder público com a imoral e cada vez mais voraz indústria de multas. Pedestre há 77 anos, habilitado para dirigir carro desde 1963 e moto desde 1974, jamais provoquei acidentes porque sou responsável e dirijo bem, sim, senhor! Por isso, indignado, faço aqui meu desabafo. As velocidades máximas permitidas são propositadamente muito baixas, não para evitar mortes, mas para dessa forma também, sem escrúpulo algum, meterem a mão no nosso bolso. Maus motoristas matam até nas calçadas, pagam fiança, saem e vão matar mais vezes. Se de fato o governo quisesse preservar vidas, bandidos reincidentes não estariam soltos e cada vez em maior número assaltando e matando nas esquinas. Doentes não morreriam sem atendimento, jogados nos corredores dos hospitais públicos abandonados, lotados e sem médicos. Avenidas e ruas estão esburacadas, com crateras enormes, mal sinalizadas e às escuras, propiciando mais mortes. A queda do viaduto na Marginal Pinheiros ocorreu por negligência. Não há inspeção nem manutenção preventivas. Viadutos, pontes e passarelas em péssimo estado (vejo na TV) não recebem manutenção há anos. Caindo, contratam sem licitação. Negligenciados, belos e importantes prédios históricos são consumidos pelo fogo. Estão preocupados? Estão nada! Há um desleixo total também com árvores, praças, parques e jardins, tomados por marginais, mato e lixo. Enquanto de nada cuidam e nada veem, radares modernos e policiais multam por todo canto sob qualquer pretexto. E para onde vai o dinheiro? Visando ao maior lucro, empresas de ônibus demitiram cobradores e agora motoristas cobram e dão troco com os ônibus lotados em movimento. Que beleza! E assim, pagando impostos, taxas e multas sem termos retorno algum, vemos a máfia dos transportes com ônibus sem conforto, velhos, sujos e sem manutenção, a seu bel prazer aumentar o valor da passagem ignorando os direitos e a segurança dos passageiros. Sem dúvida, nos últimos 30 anos o País se transformou no paraíso dos safados. Muda, Brasil!

Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul

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MULTAS ABUSIVAS

Os motoristas sofrem com a indústria de multas, principalmente em São Paulo, onde há várias pegadinhas e milhares de radares maliciosos para condenarem, sem retorno e sem diferimento aos recursos, em vão. Motoristas sofrem para pagar algo abusivo e desleal; sofrem pela cassação forçada, com abuso de poder, tirando o direito de ir e vir do cidadão; e, por fim, sofre as penalidades da proibição do direito de dirigir, por seis meses, um ano ou mais, e com aquela burocrática escolinha de regularizações. Tudo por dinheiro.  

Antonio de Souza D'Agrella adagrella4@gmail.com

São Paulo

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CONCESSÃO DE RODOVIAS

Ao ler um laudo pericial elaborado por um perito do Centro de Apoio Operacional à Execução (Caex), órgão de assessoria pericial do Ministério Público do Estado de São Paulo, constata-se que esse perito age em total conluio em favor das concessionárias.

Orivaldo Tenório de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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'AQUECIMENTO GLOBAL E DESINFORMAÇÃO'

Em seu artigo "Aquecimento global e desinformação", publicado na segunda-feira (21/1) no "Estadão", o físico, membro da Academia Brasileira de Ciências e ex-reitor da USP José Goldemberg colocou a discussão sobre o aquecimento global no Brasil em sem devido lugar. Discorreu com competência o perigo que a humanidade está correndo ante o aquecimento do nosso planeta, do qual destaco três parágrafos definitivos. "Nos dias de hoje, com o avanço da tecnologia, as previsões de tempo melhoraram muito e os meteorologistas já são capazes de nos dizer qual a probabilidade de chover amanhã ou no fim de semana, e acertar, na maioria das vezes"; "o bom senso comum, que nessas áreas é aceito por todos, não existe, contudo, no tocante a outro problema de grande importância, que é o aquecimento do nosso planeta, que está em curso. A temperatura média já subiu mais de um grau centígrado desde 1800 e provavelmente vai subir mais dois graus até o fim do século 21"; e "a probabilidade de que a principal causa deste aquecimento seja a emissão dos gases resultantes da queima dos combustíveis fósseis, do desmatamento e de atividades agrícolas é muito grande e essa avaliação decorre de inúmeros estudos científicos. As consequências do aquecimento da Terra são muito sérias e já se manifestam, por exemplo, nos desastres climáticos que se estão tornando cada vez mais frequentes". E este se tornou atualmente um dos principais problemas do nosso país. E decorreu da inacreditável descrença do presidente Jair Bolsonaro e, principalmente, de seu ministro das Relações Exteriores, de que o aquecimento global é uma falácia. Não é, eles é que estão desinformados, como elegantemente disse o professor Goldemberg. O presidente já prestou um grande desserviço à Nação ao convencer o seu antecessor a desistir de o Brasil sediar a conferência sobre o aquecimento global deste ano. E Michel Temer não deveria ter aceitado passar por tal vexame. O País não havia sido escolhido por acaso, mas pelo fato de possuir o maior bioma existente no planeta e que será essencial para procurar deter o aquecimento global. Afinal, quem nega que a temperatura do planeta está aumentando são setores ligados a interesses contrariados de produtores de carvão e petróleo, apoiados por pessoas desinformadas ou, digo eu, ignorantes sobre o assunto. E Goldemberg, também ex-ministro de Ciência e Tecnologia, termina o seu artigo com uma definição insofismável: "Questionar a realidade é obscurantismo, como o foi negar que a Terra gira em torno do Sol".

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PROFESSOR GOLDEMBERG E O AQUECIMENTO

É inegável que há aquecimento do planeta, estimado em cerca de um grau nos últimos 200 anos, o que é muito. Há probabilidade de que a temperatura continue subindo. Tais elevações e equivalentes resfriamentos ocorreram diversas vezes nos últimos milhares de anos, e o professor (21/1, A2) bem aponta, devido à atividade de vulcões terrestres e à nossa situação cosmológica em face do sol. Existe, todavia, muita dúvida, contrariamente ao artigo, de que a causa principal desta variação climática é a ação do homem. Certo que há influência, certo que a humanidade deve se conter nas atitudes e no consumo cruel de seus recursos naturais. Mas não podemos aceitar tolamente que a criação de empregos e de riquezas seja tolhida no Brasil, por ordem de produtores estrangeiros que se julgam no direito de produzir livremente enquanto o brasileiro é criminalizado, mesmo ostentando justa e orgulhosamente uma das mais eficientes tecnologias de produção sustentável, exemplo para o mundo.

João Crestana j.torrear@uol.com.br

São Paulo 

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BRASILEXIT

A GM, tradicional montadora de veículos, veio a público anunciar o eventual fechamento das operações brasileiras. Isso logo depois de o governo Temer ter dado uma colher de sopa de bondades ao setor automotivo no final de seu mandato. A solução encontrada pela GM é a do saco sem fundo. Ou a do "quem não chora não mama". Sempre é possível obter mais. Estados e cidades se digladiam para receber fábricas das montadoras isentando-as de impostos por anos. Agora, a GM pede sacrifícios a seus funcionários. Não tem cabimento receber ajuda do governo federal e estender ajuda através dos funcionários a quem amanhã chegará à conclusão de que precisará de mais ajuda. Trata-se de um déficit que traduz, mais do que tudo, a incapacidade gerencial da empresa em se adequar à realidade econômica da região. Sendo assim, realmente, a melhor solução será sair do País e dar espaço a outra que se mostre mais interessada em investir, com produtos mais adequados, sendo, portanto, mais preparada à situação econômica que vivemos. Com a Chrysler não foi diferente.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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'SHUT DOWN' NOS EUA

Donald Trump prometeu construir uma muralha com o México e, como os Democratas não querem, "de castigo" ele cancelou o salário de 800 mil servidores e dos seus dependentes. Para resolver este impasse, acho que eles (Democratas) deveriam promover quatro pontos: 1) propor que a muralha seja feita somente nas áreas onde não existem barreiras naturais, e a licitação para construção deveria incluir empresas mexicanas, já que a mão de obra é muito mais barata; 2) contratar centenas de juízes para acelerar o processo de imigração, que hoje leva anos; 3) autorizar a naturalização de milhares de jovens que entraram ilegalmente no país quando crianças, e Trump quer deportá-los, não reconhecendo que estes jovens não mais falam o idioma dos pais nem conhecem os valores e costumes do país onde nasceram; e 4) criar uma comissão multinacional para oferecer sugestões aos EUA, reconhecendo o enorme erro que cometeram, no passado, em não investir com indústrias e comércio nos países da América Central, hoje miseráveis e perigosos, fazendo com que milhares busquem melhores condições no Norte.

Humbeerto Novaes hmnovaes@aol.com

São Paulo

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SÍTIO MAIS COMPORTADO?

Lamentável que existam figuras como o sr. Pedro Bandeira, que literalmente queiram desvirtuar a obra de Monteiro Lobato segundo o famigerado e malfadado "politicamente correto" ("Sítio mais comportado - Pedro Bandeira atualiza a obra de Lobato e elimina xingamentos racistas", "Estadão", 19/1, C6). Gerações de brasileiros, inclusive a minha (hoje estou com 71 anos), cresceram lendo "Reinações de Narizinho", "O Poço do Visconde", "Histórias de Tia Nastácia", entre outras, viajando em pirlimpimpim, nos divertindo muito sem nenhuma preocupação com conotações racistas, machistas, elitistas ou qualquer outro "ista". Caso essa "atualização" venha mesmo a acontecer, melhor chamá-lo de sítio deturpado.

Paulo Carneiro paulonpc@gmail.com

Curitiba 

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NEGRO BRASILEIRO, COM MUITA HONRA!

Assistindo a um programa de variedades na TV5Monde, francesa, tive a grata surpresa de assistir a este diálogo do apresentador com o artista: "Eis aqui mais um cantor afrodescendente (...)", e o artista nem o deixou terminar e soltou esta frase: "Por que você quer anular minha identidade? Eu sou um negro brasileiro com muita honra, minha cultura é brasileira, com todas as heranças deixadas por diversos povos que lá fincaram raízes". Que vontade tive de beijar este compatriota e agradecer-lhe por não se curvar ao "politicamente correto", que não passa de mais um método escravagista de lavagem cerebral!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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DEDICAÇÃO E SUCESSO PESSOAL

Ótima a reportagem "Leitura e suor por uma vaga na faculdade" (18/1, A15), de Mílibi Arruda e Pedro Prata, que apresenta exemplos de superação de jovens que enfrentam obstáculos com heroísmo para galgar a escalada da educação. É importante a imprensa colocar o holofote sobre estes casos, para extirpar definitivamente de nossa cultura, que ainda carrega preconceitos oriundos do colonialismo, que é o sucesso financeiro de uma pessoa que a referenda diante da sociedade. Tão sem fundamento é esse pensamento como o de achar que a raça ariana é superior às demais. O patrimônio mais importante que temos é a educação, embora alguns indivíduos de nossa elite econômica não consigam compreender essa realidade, iludidos talvez pela relativa força do poder econômico. É uma pena, pois poderiam colaborar para construir um país melhor, com menos jovens que acabam na marginalidade por falta de oportunidade e menos violência, o que proporcionaria tranquilidade especialmente para as famílias mais abastadas.

Irene Maria Dell'Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

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'CALIFORNIA DREAMIN''

Sobre o artigo de Fernão Lara Mesquita "California dreamin'" (22/1, A2), está na hora de os brasileiros deixarem de ser tutelados por um sistema que mantém a estrutura do poder nas mãos de uma minoria, que dela se beneficia impedindo que a população assuma as rédeas de seu destino e colha os frutos de seu trabalho... Afinal, se a gestação da Nação começou com sua descoberta, em 1500, e o parto ocorreu com a Independência, em 1822, já passou tempo mais do que suficiente para os brasileiros assumirem a responsabilidade por sua vida! E para isso o sistema político-partidário nacional, que subordina a cidadania, tem de ser mudado de forma a permitir que cada um possa decidir sobre o uso dos recursos de seu trabalho para atender às suas necessidades e às das respectivas comunidades. Se a escravidão formal acabou há muito, chegou a hora de os brasileiros se libertarem do jugo dos políticos!

Jorge R. S. Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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VERGONHA NO FUTEBOL

Sem falar em política, que é um assunto por demais alardeado, quero falar na vergonha que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nos joga na cara e fica por isso mesmo. Foi uma vergonha ver o Palmeiras ter de patrocinar a volta dos jogadores do time acreano do sub-20 Galvez. Essa tarefa deveria ser obrigação da CBF ou da Federação Paulista de Futebol. Não gostaria de chamar os membros destes órgãos de desonestos, mas é uma vergonha ver clubes pobres que procuram seu lugar ao sol disputarem uma competição mal alimentados por sanduíches e dormindo em locais insalubres com temperaturas inimagináveis.   

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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