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Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Discurso em Davos

Considero o discurso do presidente Jair Bolsonaro bem apropriado para a ocasião: objetivo, claro, percorreu vários assuntos, mostrando um quadro geral do que espera fazer no governo. Não entrou em minúcias, como criticaram alguns, porque aquele não era o momento apropriado, nem deu explicações envolvendo casos particulares e familiares por igual razão. Delegou ao ministro Paulo Guedes a tarefa de expor pormenores de seu plano econômico e assim foi feito em outro local preparado especialmente para o evento. Com grande sucesso, aliás. Tarefa cumprida, portanto. Conforme se antecipava, seus adversários classificaram como fraco e vago o discurso presidencial. Esperavam, com certeza, que o presidente brasileiro descrevesse em juridiquês e economês, detalhadamente, os caminhos asfaltados para solucionar todos os problemas do Brasil, de uma só vez, em tempo tão exíguo. Fosse qual fosse o discurso, porém, eles sempre encontrariam pelo em ovo... Xeque-mate!

REGINA ULHÔA CINTRA

regina.cintra@yahoo.com.br

São Paulo

Gente como a gente

Todo brasileiro pensante está interpretando o discurso de Bolsonaro em Davos. Tentando ir além do óbvio, a brevidade do discurso, eu também me arrisco. Bolsonaro, um cidadão mais do que comum, chegou ao posto máximo da Nação por questões externas à sua pessoa. A faixa presidencial não é um talismã, não muda a personalidade nem a competência, antes as revela. Bolsonaro parece ter a exata noção de seus limites e busca auxílio cercando-se de gente competente. Só alguém sem noção da realidade poderia esperar que ele fizesse um discurso de estadista que marcasse época. Bolsonaro fez o discurso que poderia ter escrito de próprio punho, tido por alguns como uma série de tuítes. Dada a grande exposição, estava tenso, por sua total inexperiência. Falou pouco, sinteticamente, e não falou besteira. Acho que esse era seu objetivo. Parece que gostou do resultado e foi almoçar da forma que lhe é familiar, o que aplaca a ansiedade em qualquer um de nós. Navegar em mares mais profundos é tarefa que deixou para os excelentes ministros que levou. 

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

Cheiro de povo 

Agora senti firmeza: Bolsonaro comendo em lanchonete de supermercado, em Davos. Vou convidá-lo para a “Virada da Comida” na Praça da Sé – quatro horas de alimento de graça para os 30 mil moradores de rua de São Paulo. O banquete quer chamar a atenção para o abandono social na cidade e para o aumento do número de indigentes, no sentido de pensar políticas públicas inclusivas para eles. Nosso presidente tem demonstrado que gosta de cheiro de povo. 

DEVANIR AMÂNCIO

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

Saiu-se bem

A meu ver, na verdade foi surpreendente o discurso do presidente Bolsonaro em Davos. O calcanhar de Aquiles era o Acordo de Paris, a questão do meio ambiente e a produção do agronegócio. Mas ele se saiu muito bem, falou o que a plateia e grande parte do seu eleitorado queria ouvir: “O Brasil é um país rico em florestas e belezas naturais, pouco conhecido e visitado pelos turistas. Seu território disponível para a produção é pequeno, mas com alta produtividade, e produz alimento para o mundo graças à técnica agronômica, ao desenvolvimento científico e competência no trabalho”. O presidente afirmou o equilíbrio entre a proteção do meio ambiente e a produção do campo. Que andarão juntas, porque se interligam. A escolha técnica de seus ministros Sergio Moro e Paulo Guedes, que foram seus “guarda-costas”, sustentou o prestígio de Bolsonaro na economia e no combate à corrupção.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Nem deus, nem mito

Em Davos, Jair Bolsonaro não se mostrou um estadista, mas convenceu no papel de político sério que deseja mudar o País aos poucos, sem estrelismos ou superpoderes. Mas vejam só como o mundo, afeito a espetáculos, não entende muito de Brasil: em passado recente, a farsa popularesca que mais tarde nos levaria à bancarrota foi aplaudida de pé, agora a concisão (discrição) do discurso do novo presidente brasileiro ganhou o carimbo de fracasso. Sem nenhum tipo de envolvimento, parece prevalecer a lógica bombom: quem é bom não presta, quem não presta é bom.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

De bom tamanho

Uma jornalista do jornal francês Le Monde escreveu que o discurso do presidente Bolsonaro foi um fracasso e que ele não respondeu de maneira satisfatória às perguntas do presidente do Fórum Econômico Mundial. Ora, o Le Monde sempre foi um jornal de forte tendência esquerdista, certamente simpatizante do PT. O discurso foi curto, é verdade. Mas abordou todos os itens importantes, depois complementados pelos ministros Paulo Guedes, Sergio Moro e outros. Na verdade, o Le Monde teria criticado qualquer discurso que o presidente Bolsonaro tivesse feito, de qualquer duração. Numa sala com mais de 200 pessoas, a regra sendo longos discursos, falas curtas são um alívio. Se a jornalista soubesse ler nas entrelinhas, teria compreendido tudo o que foi dito. Imaginem se o presidente exibisse e explicasse slides de cada um dos pontos, o que é comum no Brasil... A plateia sentiria tédio, ou se retiraria, ou dormiria.

ROGER CAHEN

rcahen@uol.com.br

São Paulo

Esqueceram Pasadena?

Ninguém mais fala no desvio de US$ 1 bilhão na compra da sucateada refinaria de Pasadena. Agora a oposição ao governo está concentrada em apurar irregularidades na família Bolsonaro no intuito de atingir o presidente da República. Sei que na política brasileira não há anjos e tampouco acredito que os filhos do presidente sejam anjinhos, todavia parece que estão tentando cercar as pulgas, enquanto os elefantes passam incólumes.

CARLOS DOS REIS CARVALHO

bigcharles020@gmail.com 

Avaré

Lamento de pai

O presidente Jair Bolsonaro, ao dizer que se seu filho Flávio tiver cometido erros vai ter de pagar por isso, aquietou quem temia que ele dissesse que o senador eleito está sofrendo perseguição. Atitude exemplar. Seus eleitores com certeza ficaram satisfeitos com essa posição. Um balde de água fria nos opositores. Agora é bola pra frente!

JEOVAH FERREIRA

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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DISCURSO EM DAVOS

Convenhamos, quando Lula chegava a Davos, no Fórum Econômico Mundial (FEM), era um astro fabricado pela mídia internacional e nacional, brilhava sob holofotes midiáticos aquele falastrão de pouco caráter, como já foi comprovado hoje pela Justiça. Dilma Rousseff foi em sua esteira, fez um discurso de 25 minutos célebre por suas abobrinhas, como afirmar ao mundo que o meio ambiente era um problema. Mas tudo bem... uma escorregada a mais ou a menos era perdoável naquela "presidenta". Na terça-feira, em Davos, Jair Bolsonaro se apresentou de forma diametralmente oposta à de seus antecessores, discreto, falando resumidamente, porque a estrela não é ele, mas sim sua equipe de governo, que é quem vai expor suas linhas de atuação. Mas a mídia não perdoa, não perdoa mesmo, e criticou a brevidade do discurso. Cumprimento Bolsonaro por sua discrição, o presidente nos representa e nos dá orgulho.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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DE BOM TAMANHO

Claro que os comentaristas de profissão não gostaram do discurso de Bolsonaro no FEM. Afinal, eles se acostumaram, durante 16 anos, a ser ouvidos e pagos para criticar. E com razão, num governo pautado por canalhices, era isso o que eles deveriam fazer. Agora, perderam o rumo e estão perdendo audiência. Vão ter de aprender a comentar os acertos e a ser moderados nos erros, sugerindo soluções. Até agora não ouvi nem li nenhum que saiba fazer isso. Por exemplo: Jair Bolsonaro falou pouco. Por que haveria de falar mais? Ele visitou todos os temas mais importantes para a plateia. Um presidente tem de enxergar a floresta, não as árvores. Além disso, ele se apresentou como uma pessoa simples, objetiva, emotiva e humilde - até por almoçar sozinho num bandejão na cidade suíça. Tenho certeza de que seus críticos internacionais se decepcionaram porque esperavam um filhote de Hitler, mas receberam um filhote de Lincoln. Falou do Brasil, das belezas, das potencialidades do País, provocando curiosidade para que conheçam mais de perto. Foi de bom tamanho.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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TÍMIDO

A maioria de nós se dedicou, empenhou e trabalhou para eleger Jair Bolsonaro presidente do Brasil, pois sem dúvidas foi a melhor escolha para a população em razão de seu passado e das suas promessas em construir um País melhor, em aniquilar com os corruptos, corruptores e com a corrupção em geral, combater o crime organizado, recompor o País para diminuir ou até eliminar o índice absurdo de desemprego, diminuir ou até eliminar o índice de miséria existente e oferecer saúde, educação, segurança e transportes. Porém estranhamos sua estreia ao se pronunciar no Fórum Econômico Mundial em Davos, quando foi muito breve, utilizando somente 15 minutos para seu discurso e entrevista realizada pelo fundador e presidente do fórum, professor Klaus Schwab. Nossa expectativa era de que teria um discurso com mais detalhes, dando ênfase a todas as suas intenções, principalmente no que diz respeito às reformas, privatizações, redução da carga tributária, reforma previdenciária, etc., para avaliação dos analistas de mercado internacionais e investidores em geral. Não diria que seu discurso foi ruim, porém tímido, sim.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MANCHETES

Manchetes do jornal "El País" (22/1), em edições simultâneas, na Espanha e no Brasil, respectivamente, assinadas por Alicia Gonzalez, enviada especial a Davos: "Bolsonaro anima a los ejecutivos de Davos a invertir en el nuevo Brasil" e "O breve discurso de Bolsonaro decepciona em Davos". O que é isso? Um podre jornalismo a serviço da declarada resistência de inimigos da Nação? A isenção do bom jornalista e a verdade no bojo da matéria não autorizam distorções do fato e tendenciosas manchetes em qualquer que seja o veículo. Qual o custo disso, senhora jornalista?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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UM DETALHE

A imprensa não fez sequer menção ao fato de Bolsonaro estar portando uma bolsa de colostomia, o que indubitavelmente limitaria suas atividades em tempo e contatos com o público externo. Não fizeram justiça ao seu esforço e sacrifício de comparecer ao fórum de Davos.

Márcio da Cruz Leite marcio.leite@terra.com.br

Itu

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CRÍTICAS CRUÉIS

Impressionante e chocante ler os diversos comentários sobre a participação do presidente Bolsonaro em Davos. A maioria dos jornalistas critica o tempo que levou o discurso, o cancelamento da coletiva de ontem. Esquecem que o presidente levou uma facada quase mortal durante a campanha, de um conluio ainda não esclarecido, e que por causa disso carrega uma desconfortável bolsa intestinal. Queria ver se algum destes críticos cruéis teriam tal força e disposição para um compromisso internacional e intenso. Lamentável e desumano.

Ari Giorgi arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

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BOLSONARO E A DIFÍCIL TAREFA DE AGRADAR

Fico estarrecida ao ver os comentários dos jornalistas a respeito do encontro do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em Davos, na Suíça. Diversos jornalistas criticaram o discurso do presidente, que a meu ver falou pouco e o necessário, deixando mais detalhes para o ministro da Economia, Paulo Guedes, esclarecer. Criticaram que o presidente não sabia ler em teleprompter e que ele não tinha escrito o discurso. Ou seja, perderam tempo em detalhes minúsculos e não realçaram o fato de o Brasil estar iniciando uma nova era, com um governo que vem cumprindo suas promessas de campanha e que formou um "dream team" sem se dobrar ao "toma lá, dá cá". Qualquer um que lê bem em teleprompter treinou muito para isso. Toda a grita é fruto de uma esquerda que não se conforma com a perda do poder. Bonito, mesmo, era ver Dilma Rousseff saudando a mandioca e Lula falando bobagens, mas o enlevo tal pela sigla era tal que certos jornalistas ficaram cegos. Muitos permanecem cegos até hoje. O saldo positivo dessas coberturas é a percepção do leitor, em que uma mesma notícia tem dois lados dependendo de quem a comenta, e dessa forma vai-se constatando que a imprensa torna-se cada vez mais inútil. Esse é um risco que a mídia corre. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL EM DAVOS

A última de Davos é que o Brasil convenceu e demonstrou as boas oportunidades de investimento. Convidou bem.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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VOTO DE CONFIANÇA

Como é do conhecimento de todos os brasileiros e também dos investidores estrangeiros, o Brasil, graças aos governos petistas, está mais sujo que pau de galinheiro. Isso posto, o máximo que o presidente Bolsonaro poderia pedir em Davos, no Fórum Econômico Mundial, era um voto de confiança aos investidores. Fora isso, o que poderá mudar são as ações e as atitudes que o presidente tomará no transcorrer dos próximos meses de seu governo. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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MUDANDO PARA MELHOR

A reunião de Davos, na Suíça, onde grandes negócios se realizam entre países que se relacionam, comunicou que o abismo entre ricos e pobres no mundo aumentou. Isso é óbvio. Ocorre que agora começa a mudança para melhor. O mundo está elegendo governos mais pragmáticos, avessos às hipocrisias das esquerdas que quase destruíram as Américas e que por onde passam deixam tudo muito ruim. O que importa é que no Brasil e no mundo estamos caminhando para melhor. Mesmo com muitas lutas contra os bandidos que não aceitam e não se conformam em entregar os países ao povo que quer liberdade e emprego. E que governos não interfiram na vida pessoal. Que o mundo se liberte de vez de governos populistas, falsos. E que sejam desmascarados os que inventam notícias "fake" contra os governantes que tentam melhorar a nossa qualidade de vida.

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com 

São Paulo

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OS FÓRUNS E A DESIGUALDADE

Anacrônicos, o Fórum Econômico Mundial, de Davos, e o Fórum Social de Porto Alegre viveram seus dias de glória em anos passados. De 2001 a 2003, o FMS. O Forum Econômico de Davos, criado em 1971, teve seus melhores momentos em 1992, com encontro de Mandela e De Klerk selando o fim do apartheid na África do Sul. Em 1994, Yasser Arafat e Shimon Perez assinando acordo de paz na Palestina. O mundo mudou e os desafios são mais complexos. Uma sombra paira sobre o mundo de 2019. Os ricos cada vez mais ricos e os pobres e imigrantes cada vez mais numerosos. Ou tornamos o mundo menos desigual e socialmente mais justo ou nunca haverá paz e segurança. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O CASO COAF

A meu ver, é imperioso esclarecer logo e formalmente o assunto de Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, ainda que para mim a explicação seja muito fácil. Entendo que se trata do "velho truque" das nomeações de amigos e parentes nos cargos de "assessores" parlamentares, a troco de um retorno de parte do salário do nomeado ao nomeador. Essa imoral e reprovável conduta é utilizada por 99 entre 100 vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores, além de membros graduados dos Tribunais de Contas. Além de esclarecer este R$ 1,2 milhão movimentado por Queiroz, será importante esclarecer os demais listados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), cujos valores passam de R$ 20 milhões. Creio que a imprensa de um modo geral poderia também investir um pouco nos outros casos apontados, pois seria interessante entender como "assessores" conseguem transacionar tantos milhões sem uma origem conhecida. Certamente, o Coaf não quer ser seletivo e aprofundar-se só no caso de Queiroz, até porque para atingir essas cifras não estamos falando apenas de extorquir partes de salários. Algo muito mais escabroso está por trás disso.

Joao Paulo de O Lepper jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro

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COAF

"No Brasil temos pessoas físicas, pessoas jurídicas e pessoas cítricas." Gostaram? Essa não é minha. Eça é de Queiroz.

Celso Francisco Álvares Leite celso@celsoleite.com.br

Limeira

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MILAGRES DA MULTIPLICAÇÃO

Com tantos "postos Ipiranga" em casa, o presidente Jair Bolsonaro optou por Paulo Guedes para tomar conta da economia do País. Bastava nomear o filho, deputado-senador Flávio, e seu braço direito (ou mão direita, esquerda e, com certeza, cérebro), Fabrício Queiroz, que o Brasil conseguiria sair do buraco rapidinho e voltar a ficar entre as maiores economias do mundo. O que Flávio conseguiu fazer - ou seja, de um carro popular em 2002 possuir, hoje, um patrimônio de mais de R$ 4 milhões em imóveis - é de deixar qualquer bam-bam-bam inibido ao mexer com o dinheiro dos outros. Sem falar do "enfermo" Queiroz, que também conseguiu rachar os salários de muita gente transformando-os em automóveis (certamente não eram iguais ao de Flávio), vendidos com lucros exorbitantes fora de qualquer mercado. Se as coisas continuarem do jeito que estão, sem as devidas e plausíveis explicações - com ênfase para a punição -, não só a economia brasileira vai afundar, como o próprio governo, que, se tentar tirar o sofá da sala, permitirá que o diabo petista entre novamente nos lares, na vida e nos governos do presidente e de seus aliados. Deixando o lado tragicômico de lado, bem como as intromissões do Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar as investigações, o milagre da multiplicação que o filho número 2 do presidente parece que realizou tem de ser muito bem explicado, sob a pena de também contribuir para a destruição de um sonho que a maioria do País ousou sonhar um dia.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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SEM EXPLICAÇÕES

Flávio Bolsonaro precisa parar de agir como membro da "família real".

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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MONARQUIA

Eu sou a favor da monarquia, mas no Brasil o príncipe Flávio está prejudicando o rei Jair. O príncipe é acusado de roubar a Coroa, e o rei carrega a bandeira da honestidade. Se o rei Jair Messias Bolsonaro não consegue governar a Família Real, como vai governar o Brasil? 

Francisco Anéas franciscoaneas66@gmail.com

São Paulo 

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SENADORES BRASILIENSES

Eu ainda não sei se Flávio Bolsonaro nem se parece com um senador, por tanta besteira pronunciada e caso mal resolvido, ou sim, ele é um senador mais do mesmo.

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

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BOLA DA VEZ

Os "lulinhas" enriqueceram meteoricamente e de forma atípica após a ascensão do pai à Presidência da República. Os negócios suspeitos do senador Flávio Bolsonaro ocorreram quando era um inexpressivo deputado estadual no Rio de Janeiro. Flávio Bolsonaro é a bola da vez, está diariamente na mídia. Em ambos os casos, cabe à nossa morosa Justiça apurar a verdade e punir os responsáveis. Jair Bolsonaro não pode ser responsabilizado pelos atos do filho, assim como aquele que pretendeu ser o novo poste de Lula não pode afirmar que a família do atual presidente está mancomunada com as milícias do Rio de Janeiro. A roubalheira petista está sacramentada, provada e com os principais líderes encarcerados, enquanto contra Jair Messias Bolsonaro não existe nada de concreto.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DIFERENÇA 'OPERACIONAL'

Há diferença entre os meios de enriquecimento patrimonial de Fábio Luís Lula da Silva (1975), o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, e os de Flávio Nantes Bolsonaro (1981), o Bolsonarinho, filho do presidente Bolsonaro? Talvez a diferença seja "operacional". Mas não há diferença moral. Bolsonaro dirá que Bolsonarinho é o Neymar dos negócios empresariais?

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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INOCENTE

Quando uma pessoa qualquer é acusada injustamente, isso lhe causa sofrimento e desejo de esclarecer prontamente, o mais rápido possível, a situação. Sofre por não ser ouvida de imediato, esperneia, quer falar... É ininteligível que um inocente não queira ser ouvido. Não existe essa situação. Fale logo, Flávio, mostre que está sendo injustiçado e não caia na vala comum.

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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CONSTATAÇÃO

A Rede Globo está focada em Flávio Bolsonaro. Começa a notícia falando que o investigado é primo do cunhado de um assessor que contratou um funcionário que é marido de uma conhecida de um tio do cunhado do irmão de um funcionário que é genro de um primo do sócio de um agente que é sobrinho do padrasto do neto de um motorista que, por sua vez, é gêmeo do assessor do pai do investigado que trabalha na Alerj e que, por sua vez, é tio do funcionário do gabinete de Flávio Bolsonaro. Não tenho procuração para defender ninguém. É só uma constatação.

Orivaldo Tenório Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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EUFORIA

Vamos pensar que podemos nos revoltar com diversos assuntos. Um deles com certeza é com afinco a Rede Globo que transcende a sua euforia em atacar Flávio Bolsonaro. Mesmo assim, o seu pai, presidente, sai incólume deste episódio. Outros filhos de políticos cujos pais deram o mau exemplo de desonestidade também saíram ilesos desta perseguição que a TV impõe ao senador eleito. Mas quando a mídia se esfacela em se bandear para a esquerda, o que podemos nós, sociedade, pensar? Bandidos não são e nunca serão vítimas da sociedade, e sim escolheram se criminalizar, e morar na cadeia, onde é o único refúgio para este tipo de malandro. Não tem perdão: errou, pagou. A TV também não se indignou à época do assalto à Petrobrás, e, ao noticiar insistentemente que o impedimento de Dilma Rousseff fora um "golpe", foi de total incoerência. Artistas, alguns admiradores dos regimes cubano e venezuelano - ricos que são, mas tomam champanhe francês e passam férias em Paris - também são hipócritas. Com tudo isso, quero dizer que o interesse pessoal é mais forte do que a punição para o culpado maior, do que mostrar como a mídia é injusta ao favorecer políticos e familiares escondidos atrás do pano, ou melhor, das calças dos pais. A injustiça social está paupérrima com os assaltos às instituições governamentais. O dinheiro roubado daria para construir um InCor em cada capital do Estado brasileiro. O povo corre para São Paulo, vindo de outros Estados, pois não há um grande hospital de qualidade de atendimento como aqui, em nosso Estado. O tempo de espera é enorme, pois a multidão também é. Quando concordamos com tudo o que a mídia esconde, podemos nos considerar inconsequentes, assim perdemos a dignidade humana ao prestigiar emissoras encalacradas na obsessão de nos fazer de idiotas.

Creusa Colaço Monte Alegre ccolacomontealegre@yahoo.com.br

São Paulo

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LINCHAMENTO

Sem procuração para defender o agora senador Flavio Bolsonaro, a meu ver, tudo leva a crer que no Brasil não temos uma mídia comprometida com a realidade e a verdade dos fatos. São notícias veiculadas sem a ênfase necessária, sem ouvir as partes envolvidas, fazendo distorções e falsidades sem a apuração devida dos fatos, sustentando de tal forma as críticas em que a oposição está se apoiando até agora. Um candidato que foi alvo de uma tentativa de assassinato e que, enquanto se recuperava no hospital, o povo foi às ruas na campanha é agora chefe de um governo que tem de dar certo, quer queiram, quer não a oposição e a imprensa escrita e televisiva contrária. Um lembrete: será que é difícil de esclarecer no telejornal das 20h30 que os depósitos efetuados nos caixas eletrônicos dos bancos são limitados no número de cédulas e no valor por depósito por envelope? 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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PEGANDO PESADO

A mídia de modo geral está pegando pesado contra "o filho de Jair Bolsonaro", como se o dito cujo não tivesse nome, identidade ou registro de nascimento. Lê-se claramente nas entrelinhas que o objetivo é desconstruir a honestidade do presidente da República, tipo "pai de peixinho peixinho é". Em não se encontrando atos de corrupção contra sua pessoa, misturar a família - pai é igual a filho, e vice-versa, atingindo-o por meio de quem está mais próximo. Acho factível, viável e necessário denunciar todos os desvios de dinheiro público, que prejudicam a população em todos os aspectos, porém fazê-lo com base em julgamento imparcial e com sentença confirmada em segunda instância, como fez Sérgio Moro com Lula. Exaltar o trigo e desprezar o joio. Do contrário, quem içará a vela da honestidade, se apedrejam o primeiro que aparece?

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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O SILÊNCIO DE SÉRGIO MORO

Causa perplexidade o silêncio ensurdecedor do ministro da Justiça, Sérgio Moro, diante do caso Fabrício Queiroz envolvendo o clã Bolsonaro. Não era Moro o paladino contra a corrupção? O que aconteceu para haver essa mudança repentina de postura? Como ex-juiz, Moro deveria saber que a lei é para todos. Parece que Moro age na base do "dois pesos e duas medidas", ou seja, para os amigos, tudo; para os inimigos, a lei. Corrupção, lavagem de dinheiro, caixa 2 e desvio de dinheiro público são crimes gravíssimos e que não admitem que se faça vista grossa. Mais grave ainda por se tratar de alguém que obteve notoriedade justamente como sendo um inimigo ferrenho da corrupção no País. Lamentável.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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NUVEM DE FUMAÇA?

A imprensa vem noticiando, diariamente e com destaque, notícias sobre movimentações financeiras do filho do presidente da República, como se não existissem órgãos competentes para a solução do problema porventura existente. Entretanto, parece que não tem sido dado tanto destaque para o gravíssimo problema da violência no Estado do Ceará, atualmente, por mera coincidência governado pelo PT, após também ter sido governado, sem interrupção, pelo mesmo PT. Interessante, não? Será que há algo de estranho no reino cearense? Quem viver verá! Comenta-se que até a velhinha de Taubaté está intrigada...

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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GRAÇAS À IMPRENSA 

O que vale ressaltar: o que seria deste nosso país sem uma imprensa livre e atuante como a nossa? Por exemplo, foi pelo que publicou o "Estadão" há poucos dias que tomamos conhecimento de que o desembargador Sérgio Xavier de Souza Rocha entrou com uma ação indenizatória de R$ 2,51 milhões contra a União só porque foi tardiamente nomeado para o cargo de juiz. Não satisfeito com esse pedido inusitado, o cara de pau e usurpador de recursos públicos, mesmo ganhando acima de R$ 30 mil por mês, além de excrescentes penduricalhos, teve a indignidade de solicitar ao Superior Tribunal de Justiça, do Distrito Federal, acesso gratuito aos tribunais sem pagar as custas processuais (num caso, de 5% do valor da ação, ou R$ 125.901,00, como se fosse um cidadão pobre e sem recursos até para fazer o supermercado). O desembargador alegou que, além de uma nova companheira e cinco filhos, tem mais três ex-esposas para sustentar. Mas este velhaco contratou como advogado ninguém menos do que o ex-presidente do STF e defensor de Lula Sepúlveda Pertence. E, para nossa indignação, o tal espertalhão do desembargador perdeu esta ação por diferença de apenas um voto. Isso nos remete à certeza de que boa parte dos magistrados deste país se lixa para os recursos públicos, preferindo sustentar este corporativismo indecente que, infelizmente, permeia as nossas instituições.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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'FALTA DE PUDOR'

Pelo editorial do "Estado" de domingo (20/1, A3), o caso do desembargador não é falta de pudor, é canalhice mesmo, e há muitos com essa atitude que envergonha seu nível e sua formação, por falta de caráter e educação, gerando a maior baixaria. 

Efrain Poveda Terceros efrainpt@uol.com.br 

São Paulo

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'O DESTINO DA JUSTIÇA DO TRABALHO'

Excelente o editorial publicado na segunda-feira no "Estadão", com o título "O destino da Justiça do Trabalho" (21/1, A3). O editorialista, com muita propriedade, separou o joio do trigo ao enfatizar que o que se deve discutir é a manutenção de uma justiça exclusiva para defender os "hipossuficientes" trabalhadores em detrimento do emprego, a um custo gigantesco para a sociedade, fato reforçado pela evolução tecnológica, que está forçando a relação de trabalho, e não mais de emprego. A reforma trabalhista já deu um grande passo ao valorizar a relação entre trabalhador e empresa. Aliás, este é o motivo maior do descontentamento de grande parte da magistratura e de advogados trabalhistas que se utilizam do paternalismo excessivo da Justiça do Trabalho para bombar os pedidos e levarem vantagem com este mefistofélico processo. Algo risível é a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público argumentar que a opinião - por enquanto é apenas uma opinião - do presidente de acabar com a Justiça Trabalhista viola a cláusula da independência harmônica dos Poderes da República, a considerar que é exatamente a Justiça do Trabalho que se deu o "direito" de desconhecer outro Poder, o Legislativo, na medida em que não respeita as leis aprovadas naquele colegiado, de maneira republicana, como não deixam dúvidas as Instruções Normativas n.º 39/2016 e n.º 41/2018, ambas do Tribunal Superior do Trabalho, que simplesmente tornaram vários artigos do Código de Processo Civil e da reforma trabalhista, respectivamente, totalmente ineficazes para aquela Justiça.  O problema da Justiça do Trabalho se agravou, e muito, além do vício de legalidade citado alhures, a transformação dos magistrados em verdadeiros "deuses onipotentes", com a permissão da penhora online, via até celular. Virou uma festa! Na ânsia de ver sua decisão cumprida, penhoram de tudo, bens de família e caderneta de poupança, não só do réu, mas da mãe, da sogra, do avô e até do neto. É um verdadeiro filme de terror.  Desta forma, se houver o fim da Justiça do Trabalho, os culpados são os próprios magistrados, o Ministério Público e o então Ministério do Trabalho, além dos advogados que exageram nos pedidos dos seus clientes. A meu ver, data vênia, a Justiça do Trabalho se tornou um verdadeiro "tribunal de exceção", que visa ao extermínio dos empreendedores. Para a Justiça Trabalhista não existem crise, problemas econômicos, dificuldades financeiras, a única coisa que existem são os direitos dos trabalhadores, a qualquer custo, inclusive matando a galinha dos ovos de ouro.   Como afirmou o presidente, precisamos suprimir, o mais rápido possível, os "entraves que dificultam a vida de quem produz", e a Justiça do Trabalho, o Ministério Publico, sem dúvida alguma, são partes intrínsecas dos referidos entraves. Para eles o importante não é preservar o emprego, mas sim os direitos. Algo surrealista, pois não há direitos sem emprego. Por fim, vale a pena ressaltar que a grande maioria do povo brasileiro é idônea. 

Erminio Lima Neto vice.executivoinstitucional@cebrasse.org.br

São Paulo

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NÃO SE JUSTIFICA

Quem alguma vez já teve contato com a Justiça do Trabalho sabe que ela não se justifica. A não ser, é claro, para que advogados especializados incentivem todo tipo de reclamações para dela fazerem seu meio de vida. As contrapartidas são de duas ordens deletérias: o agigantamento do número de varas e de tribunais e os custos irracionais suportados por grandes e pequenos empresários. E sobre o que versa a grossa maioria das ações? Reclamações de pagamento retroativo de horas extras, férias, adicionais diversos, tudo ao ser demitido o empregado, coisa que qualquer sindicato minimamente competente poderia resolver. Uma espécie tolerada de vingança, quase sempre. Com os salários de juízes e benefícios, o custo da Justiça acaba superando o que recebem os reclamantes e advogados. E quem paga tudo é aquele que se aventurou a empreender e, mais, teve o sangue frio de contratar empregados em condições tão temerárias de segurança jurídica.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo 

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PODE SER UM COMEÇO

No Brasil, sempre foi muito fácil aumentar a máquina pública, com o Legislativo aprovando a criação de municípios e o Judiciário aprovando a criação de varas. Raramente, talvez em decorrência de crises econômicas, são necessários alguns cortes. Em dezembro de 1999, através da Emenda Constitucional n.º 24, extinguiram-se os juízes classistas, que atuavam nas Varas do Trabalho. Com a reforma trabalhista, com a diminuição das ações e com a implantação do processo eletrônico e novas ferramentas eletrônicas, realmente, a Justiça do Trabalho precisa rever esses números: 1,5 mil varas, 24 tribunais regionais e um tribunal superior integrado por 27 ministros. Devagar, algumas mudanças já estão ocorrendo, como por exemplo a extinção do setor de distribuição em fóruns com duas varas e extinção de alguns cargos. Para que o Brasil possa realmente deixar de ser apenas uma republiqueta de bananas, faz-se necessário que os Três Poderes se modernizem e tenham uma estrutura mais compatível com a atualidade, reduzindo gastos desnecessários, como fazem as empresas na iniciativa privada. Faz-se necessária uma verdadeira reforma, não apenas na Justiça do Trabalho, mas a Eleitoral e a Militar podem ser unificadas à Justiça Federal, assim como a extinção de municípios deficitários, a redução do número de Estados, do número de vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores, a extinção dos suplentes, a redução dos assessores... Enfim, a extinção da Justiça do Trabalho não mudará o rumo do País, mas pode ser um começo.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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REFORMA URGENTE

Há questão de 18 meses, davam entrada anualmente no País cerca de 4 milhões (!) de ações trabalhistas, mais do que o mundo todo somado. Criada há 70 anos pela ditadura fascista-varguista, de lamentável memória, a Justiça do Trabalho acabou sendo uma trincheira para empregados em eterna luta contra os empregadores. Para aqueles que se colocam contra o polêmico projeto anunciado pelo governo Bolsonaro de dar fim à Justiça do Trabalho, cabe destacar alguns de seus números gigantescos: 1,5 mil varas, 24 tribunais regionais e um tribunal superior integrado por 27 ministros, tendo consumido em 2017 a exorbitância de R$ 18,2 bilhões (!) dos cofres públicos, dos quais 94% gastos apenas com recursos humanos. Reforma, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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UMA SOLUÇÃO PARA O MUSEU NACIONAL

Tendo, ainda em mente, a enorme tragédia que foi o incêndio que destruiu o Museu Nacional, em 2018, cremos que o fato de abrigar um museu de ciências num prédio não adequado para tal muito contribuiu para aquele desfecho. Então a solução mais viável é recuperar o Museu Nacional em outro prédio, e o antigo palácio ser restaurado para recuperar a sua antiga função de residência principesca, com vistas a se ter um novo museu histórico na cidade do Rio de Janeiro, e temos uma solução perfeita para tal. Trata-se de utilizar o prédio da estação principal da Estrada de Ferro Leopoldina para abrigar o novo Museu Nacional. Este prédio magnífico está sem utilidade há muito tempo, e está em processo de degradação. Assim, a solução de abrigar o novo Museu Nacional resolve dois problemas, quais sejam: aproveitar um prédio histórico que está em vias de se perder e dar instalações condignas para um museu de ciências/história natural, até porque o prédio em questão tem espaço, no terreno onde está situado, para construir um anexo moderno onde poder-se-iam montar exposições modernas, bem como alocar os cursos afins da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da forma que eles merecem, criando assim um novo espaço universitário moderno. Além de haver ali espaço para estacionamento tanto para o pessoal da universidade quanto para visitantes do museu. Essa iniciativa também vai revitalizar a área em torno do prédio. Outro ponto a ser considerado é que o prédio em questão fica muito próximo da Quinta da Boa Vista, ou seja, não alterando em nada a rotina de funcionários e alunos vinculados àquela instituição. E devemos lembrar que existem excelentes exemplos de estações ferroviárias transformadas em museus, como o Museu d'Orsay, em Paris, ou similarmente em sala de espetáculo, como a Sala São Paulo, na capital do Estado de São Paulo. Por outro lado, a restauração do Palácio de São Cristóvão como palácio de fato vai criar uma atração turística na cidade do Rio de Janeiro, mal comparando, aos moldes do Palácio de Versalles em relação a Paris. Para tal buscar-se-iam peças nas reservas técnicas de museus como o Museu Imperial, Museu Nacional de Belas Artes, Museu Histórico Nacional, que as têm em proporções satisfatórias; e peças soltas de museus como o Museu de Arte Sacra da Catedral do Rio de Janeiro, que possui um trono de D. Pedro II, e o Museu da cidade, que possui umas poucas peças de mobiliário que foram do Paço de São Cristóvão, nesses dois casos a cessão dessas peças em na da altera as exposições desses museus. E, dadas as dimensões do palácio, podemos a exemplo de Versalles cria uma Galeria das Batalhas, e uma Galeria de Retratos da nobreza brasileira, esta tão importante na história brasileira, preenchendo assim uma lacuna nos museus brasileiros, onde não existe uma Portrait Galery.

Luís Severiano Soares Rodrigues luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

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DIREITOS HUMANOS, A UNIVERSALIDADE

Direitos e deveres andam de mãos dadas. O início se dá em pequenas comunidades, que se alastram pelas cidades, países e, consequentemente, pelo mundo. Combate às drogas é fundamental para o indivíduo permanecer racional e humano. O país que consegue fazer seu povo feliz é mais solidário com o próximo, desde que este não abuse se sua boa vontade.

Valéria L. Bicudo vallind@gmail.com

São Paulo

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