Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2019 | 03h00

CIDADE DE SÃO PAULO

Parabéns, apesar de tudo

Os dizeres do brasão da nossa cidade, “non ducor duco” (não sou conduzido, conduzo) - da mesma forma que os do nosso Estado, “pro Brasilia fiant eximia” (pelo Brasil faça-se o melhor) -, lamentavelmente foram para o espaço com as recentes e tenebrosas administrações. A gestão do atual burgomestre é uma completa negação. Pontes desabam (pasmem, agora caiu outra), crateras se abrem em praticamente todas a ruas, até mesmo nas Marginais do Pinheiros e do Tietê - fato inadmissível -, além de um festival de pernilongos que assola a megalópole, sem que o alcaide se mexa! Talvez ele seja virtual... O orgulho e a virtude de ser paulistano estão se defenestrando a pouco e pouco. E a Guarda Civil Municipal serve para quê? Poderia ao menos auxiliar no quesito segurança pública, que continua um caos! Apesar de tudo, parabéns, minha terra, berço dos bandeirantes!

JOSÉ ROBERTO CERSOSIMO

jrcersosimo@uol.com.br

São Paulo

Reflexão de aniversário

No momento em que São Paulo comemora mais um aniversário, entendo inadiável que, em lugar de celebrações, os paulistanos façam uma reflexão sobre a deterioração das condições gerais de utilização de nosso espaço urbano, o qual reflete uma combinação perversa de pouca liderança de nossas autoridades municipais e de baixo engajamento da cidadania com os problemas da nossa megacidade. Cito dois exemplos fáceis de ser observados por qualquer um. Primeiro, o microlixo jogado em praticamente todas as vias públicas, lixeiras lotadas, lixeiras vandalizadas, em volume assustador. Incomoda ainda mais a incapacidade de planejamento da Municipalidade para enfrentar a questão - não é simplesmente aumentar o número de lixeiras e de garis, mas fiscalizar e mobilizar a população para algo que é igualmente de sua responsabilidade. Segundo, moradores de rua subtraindo inúmeros espaços públicos da capital sem nenhuma providência. Eles são inegavelmente vítimas de uma sociedade desigual, mas isso não pode ser pretexto para que a Municipalidade aceite que calçadas, canteiros, praças, baixos de viaduto, etc., se transformem em locais de moradia. A mesma Municipalidade que tem ações de saúde pública para combater dengue, febre amarela e outros riscos se depara com situação paradoxal ante as necessidades fisiológicas dessas pessoas, sem que elas encontrem outra saída que não seja dispor seus dejetos em saquinhos plásticos, ou mesmo a céu aberto.

RUI TAVARES MALUF

rtmaluf@uol.com.br

São Paulo

É necessário ‘prefeitar’

Como cidadão paulistano, tenho tido a má sensação de abandono da parte do atual prefeito. Um prefeito com P maiúsculo jamais aceitaria passivamente esse prazo indecente de mais de seis meses para recuperar o viaduto que cedeu, nunca concordaria com a situação de caos que se instalou nas suas adjacências. Ele já teria “despetizado” (no aspecto de falta de inteligência e baixa eficiência atuais) a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que tem tomado decisões que só pioram o trânsito na cidade e ainda mantém semáforos burros que atravancam o fluxo em grandes corredores e avenidas. Não é preciso ser midiático ao extremo, como o titular da chapa de 2016. Mas o sucessor tem de mostrar resultados, exercer a autoridade no comando desta megalópole, gostar de “prefeitar” e, principalmente, justificar o sobrenome que carrega por direito.

SERGIO ARAKI YASSUDA

sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

Urbe acolhedora

São Paulo é a capital metropolitana do mundo: recebe a todos quantos lá aportam como se seus filhos naturais fossem. Não escolhe cor, credo, rico ou pobre, acolhe a todos como irmãos. Basta, apenas e tão somente, ser humano. Parabéns pelos 465 anos!

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

ENERGIA

Usinas nucleares

É inacreditável que o governo brasileiro pretenda construir oito usinas nucleares. Basta olhar em volta para constatar que os países mais desenvolvidos estão se livrando do lixo nuclear e investindo com sucesso em fontes alternativas de energia. A Alemanha já anunciou que estará livre do lixo da energia atômica em poucos anos, quando terá fechado definitivamente todas as suas usinas nucleares. O Brasil, um país incapaz de resolver o problema do seu esgoto doméstico, que corre a céu aberto em todo o território nacional, não deveria pretender perseguir o sonho dos militares, que sempre quiseram fazer do Brasil uma potência nuclear. Patético. 

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Propulsão naval

O novo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, atribui prioridade à construção de quatro usinas nucleares do porte de Angra 3. Só que construir uma usina dessas requer investimentos que a economia brasileira terá de suportar. Para cobrir a demanda de energia elétrica o Brasil dispõe de potenciais hidrelétrico e eólico que lhe abrem a possibilidade de produzir de forma sustentável toda a eletricidade de que necessita. Mas se o governo quer mesmo investir num programa nuclear, então o lógico seria optar por algo estratégico, como um sistema nuclear para propulsão naval. O capital para isso poderia vir do reinvestimento do lucro da Eletrobrás que, depois de se livrar de onerosas distribuidoras de energia, poderá ter lucros de R$ 20 bilhões por ano.

JOAQUIM DE CARVALHO

jfdc35@uol.com.br

Rio de Janeiro

GENERAL MOTORS

Blefe

Duvido que a GM feche suas fábricas no Brasil, um de seus modelos é o mais vendido no País nos últimos três anos. Gostaria que nossos gestores peitassem a multinacional, pois tenho certeza que ela não vai abrir mão do mercado que desfruta e deixá-lo de mão beijada para a concorrência. Basta de benesses para a indústria automobilística, temos muitas outras carências de investimento oficial.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

CRISE NA VENEZUELA

Sonhos soviéticos

A Rússia alerta os EUA sobre intervenção, alega soberania de Maduro e que pode haver um banho de sangue. Putin invadiu a Ucrânia, anexou a Crimeia e apoia os separatistas, desrespeitando a soberania da antiga República soviética. Seu objetivo é enfrentar os EUA na busca do protagonismo da antiga URSS.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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POR POUCO

Enquanto se discute a performance do presidente Jair Bolsonaro em Davos, no Fórum Econômico Mundial, a Venezuela, aqui ao lado, pega fogo naquilo que parece ser a antessala do inferno, em que se anuncia a escalada de uma guerra civil com milhões de manifestantes nas ruas, de um lado, e de outro lado a tropa armada de Nicolás Maduro tentando sufocar à bala o grito do povo por democracia e condições dignas para viver. Porta-voz do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann já expressou todo apoio ao ditador sanguinolento, sem nenhum pudor. É de estarrecer que por pouco o Brasil não tenha se tornado cúmplice e praticante de um regime de fazer inveja a Stalin, Mussolini e Hitler nas mãos do PT.  

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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CONTAGEM REGRESSIVA

É questão de tempo! Cresce a pressão internacional para a deposição do déspota presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O momento é importante e decisivo para o humilhado povo venezuelano, que, nesta contagem regressiva, conta agora com o apoio decisivo de EUA, Brasil, Canadá, Colômbia, Chile, Peru, Paraguai, entre outros países que afirmaram reconhecer como presidente interino do país o líder da oposição Juan Guaidó. Este apoio certamente não teria ocorrido sem um plano já traçado para a derrubada do governo bolivariano. Queira Deus que a queda de Maduro não seja sangrenta.  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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O FIM DO BOLIVARIANISMO

Nicolás Maduro entre a cruz e a espada. Guaidó, apoiado por EUA, Brasil Colômbia, Argentina e outros países, assume a posição de substituto interino do ditador repudiado na sofrida Venezuela. O bolivarianismo de Hugo Chávez é uma mistura de ingredientes comuno-socialistas já superados, receita indigesta e inadequada, portanto, para a América Latina - exceto na visão despreparada filosoficamente dos lulopetistas. É de salientar que a revolução já está iniciada na Venezuela, aguardando os demais países do planeta que sejam marcadas novas eleições e Maduro, colocado onde os sofridos venezuelanos desejarem, talvez na prisão dos fanáticos, lunáticos e inconsequentes.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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OS ÚLTIMOS DIAS DE MADURO

Os últimos dias no poder do ditador Nicolás Maduro em muito se assemelham com o final do governo da presidente cassada Dilma Rousseff. Após destruir a até então boa imagem do seu antecessor, o tirano está cercado por confrades, fingindo que nada está acontecendo fora do palácio presidencial, enquanto as ruas são tomadas por opositores, apoiados por uma população faminta e indignada. Caso ocorra de fato o que os venezuelanos e a comunidade internacional esperam, o tirano terá de alimentar os seus partidários com uma falácia de golpe parlamentar. A história certamente se encarregará de contradizê-lo.

Thiago Andrade thiagocandrade@gmail.com

Recife

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FIM DO GOVERNO MADURO

Parece que o sofrimento dos venezuelanos está perto do fim. Maduro é um déspota, algoz que levou a linda Venezuela ao inferno por causa de seu governo autoritário e comunista. Que um novo governo tome posse, restabeleça a democracia e que seu povo aprenda a não confiar em governos populistas. Eles são experts em transformar a população em massa de manobra, deixando-a refém de seus abusos. O Brasil esteve à beira deste precipício. Felizmente, foi salvo.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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FORÇAS ARMADAS E VENEZUELA

A crise da Venezuela, caso tenha desfecho militar, teria a intervenção dos EUA. Portanto, não dependeria das Forças de países da América do Sul, salvo para resguardar as fronteiras. Neste contexto, é mister salientar que o Brasil não tem Forças Armadas de tropas profissionais, necessárias em conflitos específicos e localizados. Nosso Exército sempre foi composto de conscritos temporários. Não existe o soldado ou cabo profissionais, de carreira, concursados. Mesmo que se adotasse essa sistemática, os R$ 1.500 brutos pagos a um soldado após a fase de recruta não arregimentariam pessoal adequado.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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QUE OS CÉUS NOS LIVREM

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, principal órgão do aparelhado Poder Judiciário, serviu de palco para a posse de Nicolás Maduro. Isso porque o ambiente onde a cerimônia deveria legalmente ocorrer, a Assembleia Nacional, não reconhece, juntamente com vários governos e entidades mundo afora, a legitimidade do novo mandato, produto, segundo as lideranças daquela Casa, de eleições fraudadas. Trata-se, portanto, de um aparato de Justiça que não se sensibiliza com o sofrimento de um povo vítima de caos humanitário, com crise socioeconômica nunca vista, marcada por uma inflação só comparável à da República de Weimar, na Alemanha derrotada após a Primeira Guerra Mundial. Que os céus livrem o Brasil de destino semelhante.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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VENEZUELA

É simples assim a questão da eleição venezuelana: ganhou o candidato da oligarquia e do entreguismo? Então a eleição é legítima. Ganhou o socialista? Ah, houve fraude.

Tibor Raboczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo

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EM DEFESA DE MADURO

Fiquei absolutamente surpreso ao constatar, no "Fórum dos Leitores" de 24 de janeiro de 2019, cartas em defesa da crudelíssima ditadura de Nicolás Maduro. Atribuir a interesses escusos dos EUA o combate a este regime que tiraniza seu próprio povo é caso grave de cegueira ideológica. Com exceção do México, cujo governo ainda não disse a que veio, Maduro só tem apoio de ditaduras, algumas das quais, estas sim, totalmente interessadas no controle das reservas de petróleo venezuelanas.

Marcos Lefevre lefevre.part@hotmail.com

Curitiba 

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A UTOPIA DE HUGO CHÁVEZ

A crise humanitária, política e econômica sem precedentes vivida pela Venezuela foi causada pela utopia de Hugo Chávez, com seu socialismo bolivariano do século 21, continuado por Nicolás Maduro. Fome, pobreza, emigração em massa, prisões arbitrárias, hiperinflação, manifestações populares, mortes, eleições fraudulentas, nacionalização de empresas são fatos relevantes e incompreensíveis do gigante sul-americano do petróleo apoiado por Rússia, China, Turquia, Síria, México, Irã e, como não poderia ser diferente, pelo PT do presidiário Lula da Silva.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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'CUMPANHEROS'

Maduro começa a cair na real. Gleisi é um dos seus apoios...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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APOIO

Gleisi Hoffmann não vai à Venezuela apoiar o presidente democrático? À posse ela foi. 

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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SOLUÇÃO PACÍFICA?

Guilherme Boulos é contra o governo brasileiro apoiar o novo presidente da Venezuela. Sendo assim, já sou a favor. Mas o pior ainda é Boulos, que declarou R$ 15 mil de patrimônio na declaração de renda para ser candidato a presidente no ano passado, mas nunca disse quem o apoia nas invasões e lhe dá grana. Em relação à Venezuela, diz que precisa de uma solução pacífica, mas se esquece ou finge que Nicolás Maduro mandou armar os "cumpanheiros" milicianos que matam patriotas como se fossem baratas.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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SERIA O MESSIAS ESPERADO?

Assim como o povo judeu esperava pelo Messias que os libertasse do jugo faraônico, o Brasil aguardava pelo menos um morubixaba que o livrasse do garrote vil do Partido dos Trabalhadores, que durante mais de dez anos destruiu a economia brasileira e fazia força para - só não teve tempo de - transformar o País num "estado" da Venezuela. Bolsonaro, em seu discurso em Davos, impressionou os presentes com tudo o que está errado e prometeu arrumar a casa bastante bagunçada. Os presentes ouviram do presidente brasileiro que, com as medidas que estão sendo tomadas, já não teremos mais um país "deitado eternamente em berço esplêndido".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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URUTU VERÍSSIMO

Sobre o texto "Urutus", de Luis Fernando Veríssimo ("Estadão", 24/1, C6), é interessante como os "líderes" comunistas são invariavelmente ricos, mas não dividem com os pobres. Nascido em berço de ouro, nem se lembra de quantos quartos tinha a casa de seu pai. Golpe foi o que tentou o PT de Veríssimo com Lula ladrão. Que vá para a democracia venezuelana, ou a cubana. Passou da hora de se aposentar.  

Carlos Norberto Vetorazzo cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto 

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GOLPE, DE NOVO E SEMPRE!

O sr. Veríssimo não se cansa ao torcer a realidade para encaixá-la em seus propósitos de esquerda vesga: "(...) um golpe que conseguiu botar mais generais na ativa do governo do que durante a ditadura (...)" - escreve ele na edição de ontem (24/1, C6). Se não for ginástica muito grande para quem é adepto de um prisioneiro condenado a 12 anos de prisão, será que ele poderia nos explicar que golpe foi esse?

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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CAUTELA JORNALÍSTICA

William Waack acertou na mosca ao interpretar, com inteligência, serenidade e maturidade, a estreia internacional do presidente Jair Bolsonaro ("Estreia cautelosa", 24/1, A6). De fato, falta ao nosso presidente, como também destaca o editorial "Bolsonaro em Davos" (24/1, A3), a desenvoltura de quem conhece e tem o que falar. O grande mérito do presidente Bolsonaro é a sinceridade de reconhecer suas limitações e saber valorizar a meritocracia, depositando - sintonizado com a vontade do povo - a sua total confiança na integridade e competência dos seus principais auxiliares: Sérgio Moro e Paulo Guedes. Apesar da falta de empolgação no seu discurso, a esperança do brasileiro não se deixará abalar se, na prática, o presidente confirmar ao longo do tempo o prometido respaldo aos dois ministros que sabem muito bem o que querem e como fazer o combate à corrupção e a modernização da nossa economia. 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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DAVOS

Se o presidente Jair Bolsonaro fizesse um discurso longo, iria ser cobrado a não falar demais. Como fez um discurso conciso, foi execrado, como também o foi por ter cancelado a habitual entrevista coletiva pós-discurso, sendo interpretada como      "más condições para o exercício de uma função física e psicologicamente exigente como a que acaba de assumir". Como assim?  Não podemos esquecer que quem fala muito dá bom dia a cavalo, no mínimo. Esqueceram que antecessores nos fizeram passar vergonha fazendo piadinhas de mau gosto ou falando "abobrinhas", deixando os intérpretes em maus lençóis? E os gastos com hotéis e aquela senhora que não falava lé com cré sair bêbada de restaurante na "paradinha técnica" em Portugal, após Davos? Isso é bacana? 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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'TEMAS RELEVANTES DO GOVERNO BOLSONARO'

Finalmente ontem, 24/1, encontrei uma pepita de ouro depois de mais de três semanas garimpando notícias. O artigo "Temas relevantes do governo Bolsonaro", publicado na página A2 do "Estadão", agrega a consagrada competência do jurista Ives Gandra da Silva Martins e a verdade cristalina expressa ao retratar "as diversas tomadas de posição do presidente Jair Messias Bolsonaro e dos seus ministros". Cumprimento o autor e declaro que me identifiquei com cada palavra do texto, talvez porque também sou "um velho professor" e engenheiro com uma vivência de 85 anos de idade.

Luciano Mendes de Aguiar luciano.mendes@aguiar.com

Santana de Parnaíba

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METAS PARA OS CEM PRIMEIROS DIAS

A meta 35.ª (Critérios para Dirigentes de Bancos Federais): continuaremos alimentando os políticos com facilidades para o assalto oficial aos bancos! Até quando o governo continuará violando princípios básicos de Administração? Temos esperança de que este governo consiga legislação proibindo as indicações políticas e punindo os infratores, nos três níveis de governo, o que propiciará no longo prazo maior produtividade das organizações públicas e serviços de qualidade. A Lava Jato começou mostrando a possibilidade de correção do sistema existente: o descaso dos Legislativos e Executivos dos três níveis de governo com as necessidades da população tem sido flagrante. As negociações envolvendo organizações do Estado, troca-trocas de vários tipos: cargos, verbas, pseudoinvestimentos, etc. precisam mudar para atender às necessidades essenciais da população e o desenvolvimento do processo democrático do País. Cidadãos que se lançam no espaço político seduzidos pelas oportunidades de faturamento além do salário deverão estar esclarecidos quanto à necessidade de trabalho sério e a punição fora do mesmo.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida!@uol.com.br 

São Paulo

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A ALÍQUOTA DO IR

Afirmar que será possível baixar a alíquota de Imposto de Renda (IR) de uma média de 34% para algo próximo de 20%, segundo versões informais, com a taxação de dividendo e eliminação ou bitributaçao de JCP, é uma agressão à Aritmética. Supondo que as empresas distribuam mais do que o mínimo legal e cheguem a 40% do lucro líquido, tributar esses proventos a taxa (escorchante  se comparada com aplicações sem risco de 20%) significa conseguir uma cobertura de 8%. Este valor é inferior à diferença de 14% de diminuição alardeada do IR. Trata-se de uma aproximação grosseira que não entra, por exemplo, no mérito das distorções que a alteração das nos JCP poderá trazer. Fazer conta é mais chato do que fazer discursos.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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CASO FLÁVIO BOLSONARO

É impossível ligar a TV, ou abrir os jornais, sem sentir enjoos sobre a forma como a mídia está tratando o caso do filho do presidente, Flávio Bolsonaro. Sem dúvida, ele deve explicações, apesar de que os envolvidos as devem também; entretanto, nunca foi feito um alarde tão grande e intenso sobre um político como agora - afinal, os filhos de Lula e a filha de Dilma Rousseff tornaram -se milionários em poucos meses, e nenhum jornalista se manifestou durante todos estes anos, e, o que é pior, nenhum jornalista investigativo se interessou por esse "milagre". Afinal, o presidente Bolsonaro foi eleito pela maioria, mas de repente parece que o resultado das eleições não tem mais valor, e só vale quando o resultado é favorável à esquerda. Estamos há apenas 22 dias da posse e a minoria e a mídia calada há 14 anos, agora, querem que num passe de mágica todos os problemas brasileiros sejam resolvidos. 

Nilze Nardi Toni famiglianarditoni@gmail.com

São Caetano do Sul

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MÁXIMA OBSOLETA

Que partidos de oposição, principalmente o PT e sua militância, queiram se aproveitar das possíveis irregularidades envolvendo o filho do presidente Jair Bolsonaro Flávio Bolsonaro, para tentar desestabilizar o governo, é esperado e compreensível. No entanto, quando do surgimento das fortes evidências que apontaram enriquecimento ilícito em proporções estratosféricas dos filhos do ex-presidente Lula, esta mesma oposição fez cara de paisagem e permaneceu calada. Política faz parte da democracia. Ilicitudes, entretanto, precisam ser apuradas e punidas independentemente de preferências partidárias. O País não comporta mais a velha e obsoleta máxima dos "dois pesos, duas medidas". 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FACADA NO CORAÇÃO

O Brasil não é mais um país. É um inferno. Após o atentado fracassado com uma facada nos intestinos, agora é no coração. Na família. No filho mais velho. A quem interessa destruir Jair Bolsonaro? Quem está articulando tudo isso? Quem está livre para promover a nova guerrilha contra a democracia? Os inimigos do Brasil! Só não vê quem não quer ou está cego de ódio.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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NO PAÍS DAS CHICANAS

Nem terminou a série infindável e imoral das chicanas do ex-presidente Lula, nos defrontamos agora com a chicana do senador eleito Flávio Bolsonaro. E desta vez vem com um argumento que insulta a nossa inteligência. A sua declaração no "Jornal Nacional", da TV Globo, beira a deboche e ocorre ante um Poder Judiciário totalmente fora da realidade, que permite um número sem fim de chicanas. Estas têm um único e cínico objetivo, o de fazer o processo prescrever por decurso de prazo. Declarou o senador que entrou com recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que suspendesse o processo contra um seu ex-assessor acusado de movimentação atípica de recursos vultuosos: "Sou contra o foro, não é uma escolha para mim. É uma prerrogativa. Não há a menor dúvida de que estou sendo tratado de maneira diferente". Obviamente, as investigações contra o seu ex-assessor, provavelmente, vão acabar envolvendo-o diretamente e o objetivo do recurso é de que, pelo sim pelo não, o processo seja apreciado pelo STF. E a vantagem de ser jugado por aquele tribunal é que o processo transitado em julgado ficará para as calendas gregas. Reação à altura, ou não, no dia 19/1 a mídia divulgou relatório do Coaf do Ministério da Fazenda apontando quase 50 depósitos atípicos em dinheiro na conta do senador. Se existe a premência para a reforma da Previdência, a reforma do Código Penal e o fim dessa excrescência jurídica denominada "foro privilegiado" também são urgentes. Um país que possui um Poder Judiciário regido pelo atual rosário de leis e organograma não é uma nação justa, muito pelo contrário. É revoltante assistir a tanta pompa do Poder Judiciário, acompanhada de mordomias e altos salários, com decisões tão demoradas, quando não também injustas. O simples fato de que os vencimentos de um ministro do STF são, por definição, o maior valor possível do funcionalismo público, inclusive acima ao do presidente da República, comprova as distorções existentes. E o professor sênior da FGV-SP Mattos Filho, em entrevista publicada em 19/1, no "Caderno 2", afirmou que o Poder Judiciário brasileiro, que se tornou relevante devido ao mensalão e à Lava Jato, foi o que mais resistiu a se enquadrar no teto constitucional, em acabar com o nepotismo, e criam rendimentos extras para si mesmos. Termina dizendo que a fotografia não é tão bonita, maneirando porque há magistrados que merecem respeito, dando a entender, para mim, que estes são minoria.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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NORMA DE PROCEDER

O presidente Jair Bolsonaro, ao declarar "se Flávio errou, lamento como pai, ele terá de pagar", deu uma demonstração de nobreza de caráter, do seu feitio moral, de dignidade pessoal, qualidades que estão faltando em grande parte dos políticos brasileiros. É uma ansiosa expectativa para nós, de que a nossa pátria tão espoliada e corrompida por um governo anterior ficará livre de corruptos e achacadores que extorquiram dinheiro do cofre público. A esperança é a ultima que morre!

Antonio Brandileone  abrandileone@uol.com.br

Assis

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TEMER E A JUSTIÇA

É mais uma aberração jurídica o pedido do ex-presidente Michel Temer para que seu processo sobre acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso envolvendo a Odebrecht, seja julgado pela Justiça Eleitoral, assim como conseguiu o ex-governador Geraldo Alckmin em idêntica acusação. O nosso Código Eleitoral (Lei 4.727/65) em nenhum momento transfere a competência desses crimes para aquela Justiça.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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DESCARADA SUPLÊNCIA

Uma excrescência a convocação de 13 parlamentares para um "mandato-tampão" durante o recesso parlamentar, sabendo que em fevereiro novos eleitos assumirão as cadeiras. Entre os 11 nomeados para o gabinete (que não trabalha nem sequer abre as portas) do "deputado-tampão" Wilson Beserra (MDB-RJ), suplente honorário, investido como titular pela oitava vez na legislatura que se encerra, consta o senhor assessor Wattyla Felypeck, conhecido como "Cebolinha", que desempenha suas funções no Rio de Janeiro, em passeios de lancha e convescotes com amigos durante o expediente semanal. Segundo o deputado, "ele faz o meu trabalho de base. Sempre fez no Estado. É a pessoa que visita os municípios. Ele se desloca, vai de uma cidade para outra, trabalha aos sábados e domingos". Dura essa vida, né, deputado, trabalhar nos dias úteis e nos fins de semana com apenas R$ 6.930,00 de salário? Em 30 dias de recesso, somente de lancha para visitar os municípios da costa fluminense, com descansos à beira de piscinas ao som de hits sertanejos, segundo os vídeos divulgados pelo assessor "Cebolinha". As visitas aos municípios do interior são feitas de helicóptero? Quem as faz? E o salário, ó!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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O DECRETO DAS ARMAS

A implementação do decreto presidencial sobre aquisição de armas está provocando manifestações de especialistas que contestam as posições dos que apoiam a medida. Ter uma arma não assegura o risco. Um criminoso, diante da nova situação, pode ser mais agressivo. É um incentivo à violência, por certo. É lamentável que em mais uma situação o governo Bolsonaro mostre uma posição corporativista.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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COM NOTA FISCAL

Do jeito que as regras são burladas no Brasil, vai ter muito bandido comprando arma de fogo, legalmente, por aí...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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'ARMAS E DIREITOS'

O professor Denis Lerrer Rosenfield ("Armas e direitos", 21/1, A2) se engana ao afirmar que os que são contra as armas vivem em segurança nos condomínios e andam de carro blindado. Sou professora, classe média, "pessoa de bem", sem carro blindado e condomínio. Moro no interior e sou convicta de que o aumento de armas em circulação aumentará, sim, a violência. E isso não é falácia desarmamentista, falácia é ligar armas nas mãos dos "cidadãos de bem" à defesa eficiente e à segurança.

Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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SÃO PAULO, 465 ANOS

São Paulo, onde o Brasil e o mundo se encontram. Viva! 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PARABÉNS, SÃO PAULO

25 de Janeiro de 1554

Data de sua fundação

São Paulo, Terra Bendita 

A Terra do meu coração

Nestes 465 anos

Desde sua fundação

Acolheu gente do mundo todo

Que hoje vivem como irmãos 

Sou filho do interior

Mas por 50 anos nessa cidade eu vivi

Passei por dias felizes

Que nunca mais a esqueci

Através desta mensagem

São Paulo eu quero homenagear

Quero cumprimentar a aniversariante

E a todos que vivem lá

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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25 DE JANEIRO, QUE PENA

Pensei em usar o "Estadão" para cumprimentar São Paulo pelo dia 25 de janeiro, aniversário da cidade. Porém, ao me lembrar de que o atual prefeito, sem nada fazer até agora, já se preocupa em trabalhar sua reeleição para daqui a dois anos, e que o prefeito que havia sido eleito para quatro anos se mandou após 12 meses de mandato, também sem nada fazer de bom pela cidade, e já está trabalhando uma possível candidatura à Presidência da República, desisti dos cumprimentos. Meus pêsames ao povo desta cidade, que não merece o que está passando, mas é responsável, assim como eu. Cumprimentos? Quem sabe em 2022?

Lydia L. Ebide lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

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PROCURA-SE UM PREFEITO

Sou testemunha de que a capital paulista pede socorro. Poda de árvores, lixo, buraco, escuridão, mato encobrindo esculturas, praça abandonada, pichação, saneamento e povo desamparado. Precisamos acudir São Paulo. Procura-se um prefeito para cuidar da cidade!

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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CAOS

É um verdadeiro absurdo o acampamento montado na Estação Marechal Deodoro do Metrô, em São Paulo. Dezenas de pessoas em estado de miséria absoluta perambulam sem destino pelas imediações. Como pode uma cidade como São Paulo não ter governantes com a mínima sensibilidade para dar um mínimo de atendimento a esses necessitados?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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METRÔ PARALISADO

"Secretaria demite funcionário acusado de paralisar linha do metrô" ("Estadão", 24/1). O funcionário do Metrô que causou a paralisação de linha do Metrô não deve apenas ser demitido sumariamente, mas preso e criminalmente processado por um ato facilmente enquadrado por terrorismo puro e simples. Não deixa também de ser necessário averiguar a pertinência ideológica de seus atos delituosos.     

                    

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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