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Notas e informações, O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2019 | 03h00

BRUMADINHO

Estão de brincadeira!

O rompimento, na sexta-feira, de uma barragem da mineradora Vale na Mina Feijão, em Brumadinho (MG), com vazamento de cerca de 1 milhão de metros cúbicos de rejeitos, é o mais recente exemplo de irresponsabilidade ambiental dessa empresa. Há três anos e dois meses, no megadesastre em Mariana, 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos minerais vazaram, deixando um rastro absurdo de morte, destruição e contaminação do solo, na maior catástrofe ambiental de que se tem notícia no País. Embora as dimensões dos dois episódios sejam desiguais, a semelhança de ambos os sinistros é evidente, a começar pelo envolvimento da mesma empresa, a Vale. A impressão que fica é que por falta de punição à altura do “feito” a Vale não aprendeu lição alguma e segue dando de ombros, flertando com o perigo. É simplesmente inadmissível que uma barragem de rejeitos de mineração se rompa sem antes ter dado eloquentes sinais aos sistemas de monitoramento. E isso só acontece porque o poder público, aparentemente, tolera a negligência da Vale, blue chip na Bolsa brasileira, com seus ADRs na Bolsa de Nova York, e, sabe-se lá por quê, não fiscaliza a contento, aplicando os devidos corretivos, deixando tudo ao deus-dará. É num contexto assim, pleno de irresponsabilidade - empresarial e governamental -, que se ouvem agora planos do Ministério de Minas e Energia para construção de mais oito usinas nucleares no Brasil - país onde abundam sol e vento! E num momento em que os investimentos globais em energia limpa se multiplicam e usinas atômicas são desativadas. Não, não podem estar falando a sério.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Tragédias em série

Uma dor imensa dilacera novamente o coração da Nação. Porque a Vale, a terceira maior empresa do Brasil, apenas atrás de Petrobrás e Itaú, cometeu o mesmo erro de 2015. Até hoje as vítimas de Mariana, na maioria, não receberam a devida indenização. E aos olhos do mundo parece que empresários brasileiros são desumanos, pela repetição desse imenso e irreparável crime, humano e ambiental. O povo merece respeito, as empresas devem ter o merecido castigo do Estado, para que, quem sabe, nunca mais haja vítimas sob os escombros de tragédias que podem ser evitadas. Oxalá...

CREUSA COLAÇO MONTE ALEGRE

ccolacomontealegre@yahoo.com.br

São Paulo

Mariana, nunca mais

Por uma infeliz coincidência, estou terminando de ler o livro Tragédia em Mariana, da jornalista Cristina Serra, em que dá para ver as lambanças da mineradora Samarco, controlada pela Vale, na origem daquela tragédia. Agora são barragens da própria Vale que entram em colapso, em dolorosa repetição. Vamos ver se agora a Vale, poluidora contumaz, vai reagir de forma digna ou vai continuar se esquivando de suas responsabilidades. Em entrevista na TV, sexta à noite, o presidente da empresa tentou passar a impressão de que a maior atingida é a própria Vale, dada a grande quantidade de vítimas da companhia. E, como no caso de Fundão, tenta atribuir aos técnicos e engenheiros, e a uma distante empresa alemã, a responsabilidade pela estabilidade da estrutura. Respeito a sua dor, mas ele não falou sobre os danos ambientais brutais que a empresa anda provocando, em Brumadinho, em Mariana (em solidariedade com sua controlada) e em numerosos outros episódios.

RENZO GALUPPO

renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos

Omissão de responsabilidade

Pergunta pertinente: a Lei de Crimes Ambientais vai ser aplicada de fato quanto à responsabilização? Resposta contumaz: não, basta verificar o histórico de sua aplicação. Certificações em profusão, ISO 14.000 dentre outras, prêmios, índices de sustentabilidade, divulgações sofisticadas e muito bem elaboradas... tudo isso não resistiu à veracidade dos fatos

ANGELO BAUCIA

baucia@terra.com.br

São Paulo

O país da lama

Lama ética, política, lama social à vista dos embates dos radicais opostos, lama em sentido estrito, físico. As vítimas de Mariana ainda não foram indenizadas. Falência do Ministério Público e do Judiciário. Falência do “Estado gendarme”, a mais simples forma de Estado, que se limita ao exercício do poder de polícia - fiscalização das obras, dos empreendimentos, da atividade econômica. Agora, as barragens de Brumadinho. Em nação civilizada, os fatos deploráveis não ocorreriam e se por eventualidade viessem a acontecer, a reparação - o mal que não repara o bem, só compensa pobremente o agravo, sobretudo em face da perda de vidas, que entre nós se tornou banal -, ao menos isso, viria a tempo e modos. A Nação precisa ser refundada. Dos pântanos podem surgir planícies aprazíveis. Mas tudo depende de boa governança. Que não parece poder ser vislumbrada no Brasil, a julgar pelos primeiros tropeços do “governo novo”.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

VENEZUELA

Entre o ideal e o possível

Ideologia e cinismo esquerdistas à parte, pergunto àqueles que protestam contra a posição do Grupo de Lima: o que fazer para resolver a crise venezuelana? A Organização das Nações Unidas (ONU) não tem força para intervir. O socialismo corrupto e imbecil de Hugo Chávez e Nicolás Maduro levou à ruína a Venezuela, que era o país mais rico da América Latina, com inflação estimada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 10 milhões por cento em 2019. Mais de 3 milhões de venezuelanos deixaram o país (dados da ONU). Ao invés de aumentar, a produção de petróleo venezuelano despencou mais de 60% nos últimos 20 anos. As redes sociais mostram crianças e adultos procurando comida no lixo. E por aí vai. Maduro não vai embora por si mesmo graças ao apoio das Forças Armadas - porque os oficiais são blindados contra a miséria -, um coronel recebe 80 vezes mais do que um médico com 20 anos de experiência. E então, deixamos os venezuelanos para morrerem devagar sob um regime sangrento? Ficamos com receio de intervir, como aconteceu na Síria? Ou os 14 países que reconheceram Juan Guaidó como presidente interino ajudam nesse processo, deixando um “corredor de escape” para Maduro, como sugeriu o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão? 

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Fala sério...

Rússia, China, Cuba e Turquia falando em democracia e liberdade? Isso é como meretrizes discutindo a virgindade...

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

RETROCESSO

 

Um dos pilares da campanha do PSL à Presidência da República foi a transparência. Pois bem, com menos de um mês de governo, o presidente em exercício, Hamilton Mourão, assinou um decreto que permite ao servidor comissionado impor sigilo ultrassecreto a dados públicos, algo inadmissível numa democracia, salvo raríssimas (e detalhadíssimas) exceções. Autêntico tiro no pé com liquidificador, “oquei”?

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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SEGREDOS...

 

O governo de Jair Bolsonaro ampliou o número de servidores comissionados com permissão para atribuir sigilo “ultrassecreto” a dados que antes poderiam ser obtidos pela Lei de Acesso à Informação. Como depois das eleições as coisas mudam, hein? “Vamos abrir todas as caixas pretas dos governos passados!” Só que agora criaremos as nossas. É isso?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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DOCUMENTOS ULTRASSECRETOS

 

A decisão governamental de aumentar o número de funcionários capacitados a catalogarem documentos da gestão pública como secretos ou ultrassecretos é problemática. A Operação Lava Jato, por exemplo, teria dificuldades de operar, se dita legislação existisse na época em que este processo saneador da corrupção passou a operar entre nós.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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ACIMA DE TUDO

 

O mote da campanha do presidente Jair Bolsonaro foi “Brasil acima de tudo”. Que, então, o Brasil esteja acima de seu encalacrado filho Flávio Bolsonaro. Após anos de estagnação econômica e caos social, o País não pode ficar refém das maracutaias do recém-eleito senador e de seu outrora assessor Fabrício Queiroz. A esperança de milhões de brasileiros não pode ser comprometida por esta dupla, nem por milicianos, nem por ninguém. Que os militares no governo ajam com energia neste imbróglio.

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

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QUEIROZ SUMIU

 

Onde está Fabrício Queiroz? O homem não pôde comparecer a um interrogatório na data marcada porque estava hospitalizado, porém ele já recebeu alta. Por que, então, até agora ele não prestou depoimento? Por que o senador eleito Flávio Bolsonaro recorreu ao Supremo Tribunal Federal com o propósito de impedir que seu ex-motorista prestasse depoimento agora?

 

José Carlos de Castro Rios  jc.rios@globo.com

São Paulo

 

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O ‘GAROTO’ FLÁVIO

 

Depois de declarar que se o seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, for culpado, deveria pagar pelo seu erro, o presidente Jair Bolsonaro declarou que “não é justo atingir um garoto para tentar me atingir”. O garoto, no caso, tem 37 anos, é empresário, político, deputado estadual pelo Rio de Janeiro desde 2003, comandante do PSL no seu Estado e foi eleito senador nas últimas eleições. Até entendo a situação do presidente, pois também sou pai, de dois rapazes na mesma faixa etária, mas já há muito o senador não é um garoto. A primeira declaração de S. Exa. é a mais correta. Se cometeu o ato pelo qual está sendo investigado, terá de pagar. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) está cumprindo o seu papel e o deputado em questão não é o único investigado. De há muito sabemos da prática criminosa dos parlamentares se apoderarem de parte dos vencimentos dos seus assessores e tal prática se realiza nos níveis de governo. O presidente alegou que o senador tem explicado tudo o que acontece, porém são alegações sem a mínima lógica, motivo pelo qual precisam ser mais bem explicadas e acompanhadas de eventuais comprovantes válidos, se houver. A regra fundamental de todos os servidores públicos, eleitos ou não, é explicar com clareza, quando solicitado, todos os seus atos, que envolvem de qualquer maneira um prejuízo ao erário. Obviamente, por ser filho do presidente, seu processo repercutirá muito mais na imprensa e, aí sim, sofrerá o ônus da filiação.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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PERSEGUIÇÃO?

 

Sr. presidente, qualquer simples mortal gostaria de se “perseguido” com um depósito mensal de quase R$ 100 mil em sua conta bancária por anos a fio. Para desfazer essa “injustiça”, basta que se dê uma explicação convincente e envolvendo ambas as partes: o acusado, no caso, seu filho, e o acusador, no caso, o Coaf. Então, cumpra-se a lei.

 

Marisa Bodenstorfer

Lenting, Alemanha

 

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A LIÇÃO DE LULA

 

Lula deveria servir de exemplo a Flávio Bolsonaro. O ex-presidente poderia estar hoje em bem melhores condições, se logo ao começo dos processos envolvendo o sítio e o triplex ele não houvesse negado ser proprietário dos imóveis e se dispusesse a arcar com o custo das reformas. O assunto pararia ali e ele sairia alegre e fagueiro. Mas, ao insistir em que esses fatos não ficariam bem em sua biografia, assinou esta farsa de falso mártir. Sobre Flávio, mesmo os mais fanáticos seguidores dos Bolsonaros sabem que é comum os políticos praticarem “rolos” com as chamadas verbas de gabinete, é uma prática comum neste país de escassa honestidade. Então, seria bem interessante que ele assumisse sua responsabilidade, de modo a não complicar o governo paterno. O prolongamento deste assunto só vai jogar mais caca no ventilador, pois, como já disse, a prática de recolher parte dos salários dos funcionários é comum, e então pode envolver mais membros de sua própria família.

 

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

 

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ZERO MAIS ZERO

 

A petulância dos que vivem na sombra do governo para ludibriar o Fisco estão encontrando uma barreira no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), independentemente de serem as protagonistas pessoas protegidas pelo “sombreiro” de um governo estruturado com requintes de caserna. O caso Fabrício Queiroz, que tem consumido muita tinta nos periódicos e na TV, vai ser o mesmo que somar zero mais zero. Com um início pouco promissor envolvendo o nome Bolsonaro, é evidente que este caso será esquecido nas gavetas próprias do Congresso Nacional. Com presidente e vice militares, sem falar em outros cargos de primeiro e de segundo escalões, o que será do amanhã?

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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QUE NÃO SEJA PERSEGUIÇÃO

 

Durante décadas ninguém do povo brasileiro sabia o que era Coaf. Pelo menos valeu a eleição de Bolsonaro, mesmo sem grana, sem jatinho e sem tempo na TV, porque o PT pegou tudo para isso começar a aparecer na mídia e no País. Só espero que não seja perseguição política de petistas infiltrados até na Nasa, e que todas as ditas operações estranhas sejam apuradas, até as de gente que, mesmo presa, se diz inocente e carrega oito processos nas costas – e, pior, diz que Antonio Palocci mente, se esquecendo de que ele era irmão siamês de Lula, “a alma mais honesta deste país”. Fala sério, Coaf.

 

Maria M. J. Simoes mmjsimoes@bol.com.br

São Paulo

 

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O DESPERTAR DO COAF

 

Um órgão criado (acordado?) em 2019 e já mostrando (trabalhando?) resultados: Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor! Se confirmadas as irregularidades, queremos cadeia para eles! É uma pena que este Coaf não existia (dormia?) na época de FHC, Lu-lu presidiário, Di-di terrorista, Te-te dono do Porto de Santos e tantos outros!

 

Fernando Chagas Pedrosa fchagasp@gmail.com

São Paulo

 

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SOB SÉGIO MORO

 

Hoje o responsável pelo Coaf é o ministro Sérgio Moro. Se por um acaso ele não der andamento às investigações contra a família Bolsonaro, começará a ruir aquela máscara de superjuiz contra a corrupção.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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PARA DENTRO DO GOVERNO

 

Embora o vice-presidente tenha alegado que o caso Coaf não é do governo, na medida em que o presidente trouxe para dentro do governo os seus filhos, o caso passa a ser de todos.

 

Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

 

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O MESMO FOCO

 

Pagamento de reforma de tríplex, reforma de sítio e compra de sede de instituto particular com recursos desviados de contrato com empresas estatais, assim como depósitos de valores em contas particulares por assessores, muitas vezes fantasmas, contratados com verba de gabinete, tudo isso deve ser encarado sob o mesmo foco da Justiça, pois pegar algo que não é seu é roubo e quem rouba todo mundo sabe o que é.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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NA ASSEMBLEIA DO RIO DE JANEIRO

 

27 deputados e 75 servidores apenas jogam Banco Imobiliário. São só de mentirinha as movimentações financeiras tipo Cassino de Las Vegas. Estão treinando para quando liberarem o jogo... 

 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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PENTE FINO

 

Sugiro que o governo faça um pente fino em todos os assessores parlamentares do País, que ficariam sem receber o salário até provarem que trabalham de verdade. Os bilhões de reais economizados poderiam ser usados para acabar com a fome na África.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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BOLSONAROS

 

Parece que temos outro caso de “caçador de marajás”. Na prática, a teoria é outra!

 

Cesar Araújo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

 

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GOVERNO BOLSONARO

 

Sobre o texto “Divergências afetam frente de apoio a Bolsonaro”, de José Fucs, no “Estadão” de 20/1, o extenso arco de grupos de apoio ao governo Bolsonaro, conforme levantamento da esquipe do “Estadão”, vai dos militares, dos políticos eleitos a supostos liberais “lava-jatistas” (algo não bem definido), todos têm algo em comum, seriam simpatizantes do professor Olavo de Carvalho em graus diversos de profundidade, além de serem conservadores e de representarem o grosso dos eleitores do Brasil, que sufragaram amplamente Bolsonaro, que agora nomeia pessoas de sua confiança, ou esperava que indicasse aparelhados? Antes os governos petistas tinham um arco que ia desde esquerdistas radicais até os moderados, além dos políticos tradicionais vendáveis, onde o PT comandava o processo. Que salto de qualidade relativamente aos anteriores da velha ordem, que produziram a maior corrupção já conhecida, que saquearam e faliram o Estado, e cujos mais ideologicamente centrados nos queriam impingir uma ditadura do proletariado a médio e longo prazos. A imprensa tradicional e os petistas atacaram Bolsonaro dos mais variados modos até a votação do segundo turno, quando para eles ocorreu o impensável: o candidato caluniado dos mais variados modos venceu. O inconformismo da imprensa, que mostrou sua incapacidade de influir na votação, aliada à esquerda enraivecida que descobriu não ser mais o povo, a não ser nos grotões pobres e ignorantes onde a mentirosa propaganda do PT, que só eles garantiria a continuidade do Bolsa Família, produziu alguns efeitos eleitorais. O Brasil que trabalha e deu certo votou em massa pela mudança, bem como pela manutenção dos valores tradicionais e conservadores, contra as dissolventes propostas esquerdistas, que levaram uma banana que os deixou ainda atordoados e enraivecidos pela derrota, pois uma nova ordem está em nascimento. Os novos poderão dar entre si algumas ligeiras cabeçadas, mas encontrarão seu caminho em retirar o Brasil do atoleiro podre e corrupto onde os governos esquerdistas nos deixaram. Somos imunes às mensagens dos esquerdistas e da imprensa escrita, falada e televisada, que tenta agora torpedear a nova administração em vão. Os meios sociais que elegeram o nosso presidente continuam a informar e dar o apoio necessário. Não adianta os cães da esquerda latirem raivosamente, a caravana de Bolsonaro continuará sua marcha irresistível.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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ERVAS DANINHAS

 

Não é difícil de concluir, pela primorosa matéria “A Babel de Bolsonaro”, de José Fucs, que a maior ameaça ao desempenho do presidente Jair Bolsonaro é a chamada ala “olavista/ideológica” do governo, representada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, além de outros secretários – indicações diretas do filósofo Olavo de Carvalho, cuja antipatia pela globalização e pela política liberal do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, é bem conhecida. Não há dúvida de que qualquer ingerência à atuação da equipe econômica, por motivos puramente ideológicos, paralisará o crescimento de que tanto o País necessita. Olavo de Carvalho foi convidado por Steve Bannon para um jantar, pois o ex-estrategista chefe da Casa Branca estaria “preocupado” com a política neoliberal de Guedes. É bom lembrar que nem o presidente dos EUA, Donald Trump, aguentou seu então assessor nacionalista de extrema-direita Bannon por muito tempo. É bem possível que dentro em breve Bolsonaro se veja também obrigado a eliminar certas ervas daninhas que o cercam.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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BALAIO DE GATOS

 

A partir de 1.º de janeiro de 2019 havia uma grande esperança de que as coisas iriam mudar em nosso país, porém, pela amostra que estamos vendo nestes primeiros 20 dias do governo Bolsonaro, podemos observar que o balaio de gatos continua.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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ALIMENTANDO O MONSTRO

 

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou por unanimidade projeto de lei enviado pelo governador Renato Casagrande (PSB) concedendo anistia aos policiais fardados que participaram da greve que privou, em 2017, a população de segurança básica. A atitude dos parlamentares abre caminho para a eclosão impune de outros movimentos fora da lei, atentatórios aos pilares básicos da estrutura militar, a disciplina e a hierarquia. Na mesma sessão, foi rejeitada emenda à proposta no sentido de serem ressarcidos os cidadãos cujos estabelecimentos foram alvos de saques, e decidida a volta dos agentes grevistas ao serviço, com direito a salários durante o período da paralisação. Embora, segundo o governador, o projeto tenha por objetivo “fechar uma ferida de um mês triste para a segurança pública capixaba” (sic), é possível que, com tal iniciativa, ele esteja alimentando um monstro que, mais cedo do que pensa, voltará ao ataque revigorado.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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UMA AFRONTA

 

O PSB sempre foi umbilicalmente ligado ao PT. E não dá para esperar uma boa e ética administração de um governador deste partido!  É o que infelizmente está ocorrendo no Espírito Santo, onde o governador recém-eleito, Renato Casagrande (PSB), de forma irresponsável, concedeu anistia a membros da Polícia Militar que na greve ilegal que promoveram em fevereiro de 2017 deixaram um saldo perverso de violência e criminalidade, angustiando sua população. Em 22 dias desta absurda greve, que deixou sem policiamento, transporte urbano e atendimento hospitalar a população, saques foram feitos em estabelecimentos comerciais e, com a bandidagem livre e solta, mais de 200 assassinatos aconteceram. Este inapto e incompetente governador livra de processos que já estavam em andamento 2,6 policiais, além de dezenas de outros expulsos da corporação, os readmite e eles devem receber retroativamente seus salários. É o fim da picada! Uma afronta ao Brasil e ao povo do Espírito Santo! Este, certamente, vai sentir saudade do ótimo governador Paulo Hartung, que inclusive elevou a imagem do Estado como o mais bem administrado do País.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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