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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2019 | 03h00

BRUMADINHO

Tragédias brasileiras

Quando, no ano passado, o Museu Nacional ardeu em chamas, pude afirmar que o Brasil é a terra da incompetência, do descaso e da omissão. Agora essa tragédia em Brumadinho confirma que não exagerei. Não bastou a tragédia de Mariana. Pagaram para ver e o resultado está aí, irretocável, com a agravante de muito mais vidas perdidas e mais uma agressão ao meio ambiente. Ficou claro que o Estado foi omisso mais uma vez e, assim sendo, incumbe às empresas mineradoras contratar empresas que atestem a segurança das barragens. E o resultado é esse que vimos, uma barragem com laudo (privado) de segurança positivo se rompendo e destruindo tudo à sua frente. Nem o Departamento Nacional de Produção Mineral nem o Ministério do Meio Ambiente reforçaram seus setores de fiscalização para poderem se antecipar a uma tragédia como esta. Para piorar, o governo Dilma aliviou a barra das mineradoras, caracterizando, em lei, que rompimento de barragens desse tipo é acidente natural, ou seja, uma construção feita pelos homens e por eles administrada, quando se rompe, é culpa da natureza... Só faltou pôr na lei que é a vontade de Deus! Deve ser por isso que as multas ambientais, no Brasil, não são pagas nem os culpados por danos absurdos como esses são presos. Não é demais lembrar que Minas Gerais tem muitas outras barragens desse tipo e até maiores, vamos ver como de agora em diante vão tratar esse problema, nessa republiqueta espúria em que vivemos.

LUÍS SEVERIANO S. RODRIGUES

luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

Prevenção

“Essa conta não pode vir para o nosso governo” – declaração do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, sobre o acidente em Brumadinho. Sim, Mourão tem razão. Mas o governo Bolsonaro tem de fazer alguma coisa para que futuras contas não venham a ser-lhe debitadas. O governo sabe o que tem de ser feito. Então, que faça!

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

Riscos criminosos

Barragens de terra maiores e suportando cargas muito maiores que essas de Brumadinho e Mariana nós temos inúmeras pelo Brasil afora. Nossas hidrelétricas estão aí para atestar, sem nenhum acidente por ruptura em nenhuma delas. Engenharia, experiência e competência para esse tipo de obra nós temos sobejamente. Não entendo como a Vale, uma das nossas maiores empresas, não pode servir-se dessa nossa engenharia em seus empreendimentos, preferindo correr riscos injustificáveis e criminosos a usá-la. Tudo indica que esse tipo de evento pode, sim, acontecer novamente em qualquer outra barragem de terra construída pela Vale, que já demonstrou não se preocupar muito em aplicar nelas a necessária e correta engenharia. O governo federal deve iniciar imediatamente rigorosa fiscalização e auditoria em todas elas, interditando os empreendimentos em que se constatar comprovada inadequação construtiva. Tragédias criminosas como as de Mariana e Brumadinho não podem mais acontecer. Chega!

PAULO T. SAYÃO, engenheiro civil

psayaoconsultoria@gmail.com

Cotia

Causa e efeito

O efeito do vazamento do resíduo de mineração em Brumadinho é, sem dúvida, catastrófico, tanto do lado material quanto, e principalmente, do lado humano. São aproximadamente 550 vítimas, entre mortos, desaparecidos e resgatados. O centro das atenções atuais é a busca dos possíveis culpados, o valor e a forma de liquidação das indenizações. Fala-se até na formação de um fundo para a cobertura de possíveis novos desastres. Neste clima emocional é quase impossível pensar na causa do desastre, a fim de efetivamente evitar que se repita. O termo “barragem” tem sido largamente citado, até com a indicação da realização de auditorias ambientais que têm indicado de modo geral seu estado de adequação, mesmo não passando a “barragem” de mero talude de terra coberto de alguma vegetação rasteira. Torna-se necessário que, pelo menos nos casos de reservatórios de produtos que possam causar danos humanos e materiais, como é o caso atual, que a “barragem” seja devidamente projetada tanto em resistência quanto em capacidade, tenha fundações adequadas e seja construída em concreto armado, provida de vertedouro e sistema de alarme. Tudo, enfim, para efetivamente evitar vazamentos incontroláveis.

FLAVIO BASSI

flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

Muralha de Jericó

A barragem de rejeitos de minério de ferro em Brumadinho não vinha recebendo carga havia cerca de quatro anos e era considerada, por diversas avaliações técnicas, estável, sem risco de desabamento. E as águas da chuva não são consideradas como fator que aumente tal risco. Há, porém, um fator que, a meu ver, não vem sendo devidamente avaliado. Há algum tempo, visitando a instalação Sonic Pavilion, de Doug Aitken, no Instituto Inhotim, também em Brumadinho, onde se pode ouvir o som de um buraco na terra a 200 metros de profundidade, tive a impressão de que esses sons ouvidos eram resultado das frequentes explosões para extração de minério de ferro que se sucediam na região do entorno do parque. À época isso não passou de uma curiosidade, mas hoje volto a me lembrar dessa interpretação. Embora não comparáveis a abalos sísmicos, as frequentes explosões são suficientes para desagregar significativa porção do subsolo, preponderantemente constituído por hematita e magnetita, óxidos ferrosos de elevada consistência e dureza. Penso ser necessário um estudo para a avaliação da extensão dos abalos provocados pelas explosões de mineração, pois certamente elas não se restringem ao local onde se dão, em alguma medida se propagam pelo solo e devem, ainda que com pequena intensidade, alcançar as barragens de contenção dos rejeitos. Há muito tempo são conhecidos os efeitos das vibrações sobre as estruturas, desde os tempos da Muralha de Jericó até fenômenos fantásticos como o desabamento da Tacoma Narrows Bridge (1940). Todo laboratório funcional minimamente equipado é dotado de mesa vibratória para testes de componentes e equipamentos industriais – há muitas empresas capazes de aferir essa hipótese, como a Petrobrás. Pode ser que o desabamento da barragem de Brumadinho tenha sido provocado pelo acúmulo de pequenas, mas frequentes vibrações. Se estas considerações são providas de razoabilidade e pertinência, as barragens atuais e futuras deverão levar em conta os efeitos das vibrações decorrentes das detonações para extração de minério de ferro. E por questões humanitárias há que considerar a interrupção das detonações até que haja uma conclusão definitiva a esse respeito.

PEDRO PAULO PRADO, engenheiro

pedropauloprado@instale.eng.br

São Paulo

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O CRIME, O CINISMO E A LENIÊNCIA

À medida que o tempo vai passando e novas informações vão sendo divulgadas, vamos tomando ciência do cinismo dos empresários e da permissividade dos agentes públicos envolvidos em mais um crime horroroso da Companhia do Vale do Rio Doce. A pérola inicial foi a do presidente da empresa, que veio a público dizer que a empresa foi pega de surpresa com o rompimento da sua barragem em Brumadinho (MG) e queria expressar a sua solidariedade às vítimas. Não bastasse tal absurdo, acrescentou outro alegando que a barragem estava com a documentação em dia e que ela fora classificada pelo órgão público responsável como "de baixo risco" e estava sendo desativada. Obviamente, o termo "baixo risco" referia-se àqueles da empresa e, consequentemente, seus prejuízos em caso de acidente. Nada que ver com os riscos à população a jusante, que, como se pode constatar agora, foram catastróficos. E, de fato, o engenheiro e economista Gustavo Cunha Mello, especialista em segurança, em entrevista à Globo News, declarou que a cultura dos riscos da segurança no Brasil se refere basicamente às empresas. Por seu lado, as autoridades envolvidas na vigilância de tais empreendimentos, nos três níveis de governo, procuram agora se eximir de suas responsabilidades. Mesmo os governantes federais que acabaram de assumir o governo se apressaram em atenuar declarações anteriores, como a de que o Ibama é uma indústria de multas e de que a proteção do meio ambiente não pode prejudicar o empreendedorismo, como disse o ministro do Meio Ambiente em suas declarações iniciais. Se houvesse leis mais severas, à altura dos danos ambientais e humanos causados, principalmente depois da catástrofe de Mariana (MG), com a prisão imediata dos seus responsáveis, a começar pelo presidente da empresa, a Vale não teria repetido este crime. E ela o fez contando com a leniência da nossa legislação, aprovada pelo Legislativo, para não apenar exemplarmente os empresários criminosos. O fator segurança das barragens não pode ser negligenciado, como vem sendo pela empresa, não só para os seus funcionários, como, principalmente, para a população a jusante e o meio ambiente. Eu, como engenheiro industrial, jamais teria alocado o edifício da administração da empresa na rota dos resíduos em caso de ruptura da barragem. No caso, o número de vítimas fatais teria sido bem menor.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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NOSSA TRAGÉDIA

Que tristeza! Aqui, no Brasil, não precisamos de furacões, terremotos, tsunamis, guerras, nem sequer de um Nicolás Maduro. Já temos muitos incompetentes e gananciosos para provocar uma tragédia tão devastadora como a de Brumadinho. Pobres mortais brasileiros! 

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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LEMBRANDO MARIANA

Agora, após a tragédia ocorrida em Brumadinho, surgem sob os holofotes opiniões de todos os lados, enquanto uma tristeza imensa toma conta da Nação. Lembrando de Mariana, constatamos que a lama que ceifou a vida de trabalhadores honestos ainda anda de braços dados com a justiça, ou a injustiça. A tragédia passada por lá nos mostrou que a Vale conseguiu da Justiça todos os acordos que a beneficiassem. Nem os 21 condenados nem a empresa pagaram pelos crimes cometidos naquela data fatídica. O respeito pela vida tem muito pouco valor diante dos lucros e da importância do nome da Vale. Os moradores de Mariana continuam esperando suas indenizações por suas perdas, porém graças à nossa Justiça Federal, três anos já se passaram. O que eles farão agora com o povo órfão de Brumadinho? Tudo se repetira? Não merecemos mais discursos falsos.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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MEMÓRIA CURTA

Pouco mais de três anos após o rompimento da Barragem de Fundão, a 35 km do centro de Mariana, em Minas Gerais, que desfigurou o distrito de Bento Rodrigues e provocou a morte de 22 pessoas, além de desabrigar grande número de moradores e arruinar ecossistemas em extensas áreas, o País se sobressalta com desastre semelhante, a pouco mais de 120 km de distância, em Brumadinho. Neste último, além dos danos ao meio ambiente, as perdas humanas decorrentes, com elevado número de mortos e desaparecidos, consternam toda a sociedade. A repetição de catástrofes idênticas em tão curto espaço nos leva a duvidar se um dia será atingido um limite para a impunidade e para a ganância dos gigantes corporativos devidamente amparados por políticas demagógicas, ou se a memória dos brasileiros se mostrará, mais uma vez, tão criminosamente curta?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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VERGONHA

Por ocasião da tragédia da Boate Kiss, em 2013, um dos veículos da imprensa estrangeira (creio que a BBC) disse que "o Brasil é conhecido por não cuidar de seus cidadãos". A falta de punição dos responsáveis da Samarco (joint-venture entre a brasileira Vale e a anglo-australiana BHP Billiton) e dos responsáveis dos órgãos públicos de fiscalização no caso do desastre - não natural e previsível - de Mariana, em novembro de 2015, tornou irrefutável essa afirmação, que volta a se confirmar ainda mais agora, com a ocorrência de mais um criminoso desastre em Brumadinho, novamente sob a responsabilidade da Vale e dos órgãos públicos de fiscalização. Até quando teremos estes infames e inaceitáveis descaso, negligência e impunidade? Até uma nova barragem se romper? Até mais uma ponte de São Paulo ou outra cidade despencar por falta de manutenção? Quantas mais vidas ceifadas ou destruídas custarão até nos tornarmos um país responsável? Resumindo em uma palavra: vergonha!

Lenke Peres

Cotia

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MUNDO PERVERSO

Estudiosos do meio ambiente do Brasil e de todo o mundo alertam que é preciso regras mais cuidadosas e fiscalização de barragens para que não aconteçam calamidades como esta de Brumadinho. É muito difícil de conter a ganância de muitos, em todos os níveis econômicos e de partidos políticos, que só pensam em lucros, sem levar em conta os limites da natureza e das pessoas que vivem no entorno. Precisamos orar para Deus iluminar e fortalecer nosso governo para saber impor os limites possíveis e proteger o solo brasileiro e o povo. A tragédia de Mariana já causou danos irrecuperáveis e, mesmo assim, as mineradoras, ao invés de investir nos cuidados de prevenção de tragédias, preferem pagar indenizações milionárias que não vão trazer de volta a natureza degradada e a vida das pessoas, suas cidades e histórias. Que mundo perverso este nosso, onde o ser humano e a natureza não são prioridades?

Marina Célia Moraes Dias marinacm@usp.br

São Paulo

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AS CAUSAS DA TRAGÉDIA

Se nossas leis não fossem tão inócuas e nossa Justiça, tão pachorrenta, o ocorrido em Mariana seria exemplo e a tragédia de Brumadinho poderia ter sido evitada.

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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RETRATO DO BRASIL

A tragédia - um crime, na verdade - ocorrida em Brumadinho (MG) é um triste retrato do Brasil. Depois da tragédia ocorrida em Mariana (MG), em 2015, nada foi feito. Ninguém foi punido. A empresa Vale continuou com as mesmas práticas e o mesmo descaso criminosos contra o meio ambiente e a vida humana e animal. É a crônica de uma morte anunciada. Quantas novas Marianas e Brumadinhos terão de ocorrer para que algo seja feito? Onde estavam as autoridades e a Justiça? Quantos inocentes mais terão de morrer inutilmente? Que país é este?

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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MAR DE LAMA

No Brasil, de uns 60 anos para cá, se vive um mar de lama. Começamos por Getúlio, passamos por Jango, Sarney, FHC, Lula, Dilma e Temer. Apenas breves interrupções. O mar de lama moral deságua agora num mar de lama físico. Tragédias como Teresópolis, Mariana e, agora, Brumadinho. Estes citados são consequências diretas da omissão das empresas e dos poderes públicos. Envolvidos neste mar, as empresas, os políticos e, compartilhando da derrocada moral e física, os MPs e o Judiciário, com sua lerdeza na solução dos problemas. O pior de tudo é a quantidade das vidas perdidas. Brasil, país sem futuro.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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O (PERMANENTE) RISCO DAS BARRAGENS

Pela segunda vez em três anos, oferecemos ao mundo o típico exemplo de imprevidência. Numa mesma unidade da Federação e pelo mesmo grupo empresarial. O lamaçal de Brumadinho tem as mesmas características do de Mariana, com mais perdas humanas. Em Mariana, vazaram 60 milhões de metros cúbicos e morreram 19. Em Brumadinho, os 12,7 milhões de metros vazados atingiram cerca de 500 pessoas. É preciso identificar o ocorrido e definir responsabilidades. Apurar o histórico da obra - planta original, licenciamento, alterações, fiscalização de implantação e operação -, apurar intercorrências operacionais, a possibilidade de reações químicas do material depositado que possam ter alterado peso ou volume da massa, a ocorrência de movimentação sísmico comprometedora da base ou da estrutura e até possíveis atos de sabotagem. Não esquecer que a barragem passou por recente auditoria nacional e internacional, que a deu por regular. O ensinamento da tragédia tem de servir para evitar sua repetição, o que infelizmente não se deu em Mariana. O Relatório de Segurança de Barragens de 2017 revela a existência de 790 barragens de rejeitos espalhadas pelo território nacional e que apenas 211 delas (o equivalente a 27%) foram vistoriadas naquele ano. Isso precisa ser mudado. Além das de rejeito, existem no País 22.920 barragens de água e só 12.590 delas possuem licença de funcionamento. As 45% outras operam irregularmente, com riscos incalculáveis. É preciso mapear tudo, antes de termos de lamentar novas tragédias que, no caso, são previsíveis e, até, anunciadas.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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BRUMADINHO VAI PASSAR EM BRANCO?

Em 2015, Mariana foi palco de mais um desastre ambiental em nosso país, vidas ceifadas, meio ambiente danificado e as indenizações minguadas caminham a passos lentos. Agora, um desastre maior em perda de vidas e, pelo visto, nada mudará. Logo após o desastre de Mariana, Dilma Rousseff editou uma medida provisória em que caracterizava o ocorrido como desastre ambiental, e não crime ambiental, favorecendo as empresas de possíveis multas. A Samarco foi multada em R$ 20 bilhões em Mariana, mas o governo perdoou também. Logo depois um deputado mineiro (João Vitor Xavier) tentou mudar a legislação criando cuidados maiores nestas barragens, e foi voto vencido pelos deputados aliados a Fernando Pimentel. Sabe-se que uma empresa alemã fiscaliza barragens a peso de ouro e fornece laudos, tanto em Mariana quanto em Brumadinho. É sério? Os laudos são verdadeiros? De outro lado, vemos entrevistas mentirosas e recheadas de desculpas do presidente da Vale. Salário de R$ 1,5 milhão por mês, para quê? Parece que a responsabilidade dele nas desgraças é infinitamente diferenciada do astronômico salário, sem razão. Cadê os responsáveis presos? Como perguntou aquele pobre pescador, se pescamos uma piaba, somos presos, e os graúdos? Obriguem os engenheiros a residirem logo abaixo das barragens, e aí quem sabe vão, enfim, fiscalizar com responsabilidade? E o respeito aos pobres moradores indefesos, sem voz? E a real situação das outras barragens? Também elas possuem laudos alemães?

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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JUSTIÇA

No Twitter, a frase de um cidadão de Brumadinho: "Somos presos por pescar uma piaba, mas o empresário não é preso por acabar com todo o rio". Com a palavra, a Justiça!

                   

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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LICENÇAS

Segundo a "Folha", foram representantes do governo de Pimentel (PT) que aprovaram as licenças da barragem de Paraopeba por 8 votos contra 1. Responsabilidade explícita. 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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TRAGÉDIAS

É bom lembrar que Mariana e Brumadinho estão em Minas Gerais... Até 25 dias atrás, Estado governado por Fernando Pimentel, do PT.

Maria Helena A. Piovesan raquel.helenap@uol.com.br

São Paulo

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MARACUTAIAS

O Ministério Público Federal precisa verificar se alguém do governo do PT de Minas, como também os partidos que o apoiavam, em especial o ex-governador Pimentel, não fez algum acordo espúrio para não terem aprovado a lei mais dura contra a Vale, pelo que já tinha acontecido em Mariana. Isso é uma vergonha, uma falta de responsabilidade. O Brasil só é conhecido por falcatruas e maracutaias, mas agora também pela matança de gente inocente que só estava trabalhando numa empresa que deveria ter normas ISO até para se ir ao banheiro. Vergonha mundial de novo, nosso forte. 

 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PRIVATIZAÇÃO

Os sucessivo desastres da Vale privatizada desmentem a eficiência e conduta responsável da iniciativa privada. Nas empresas estatais os técnicos, pelo menos, são selecionados mediante concurso público, fato que lhes assegura qualidade.

Tibor Rabóczkay trabocka@iq.usp.br

São Paulo

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VALE S.A.

Impressionantes os comentários: "se a Vale não tivesse sido privatizada, isso não aconteceria". Com certeza, Minas Gerais teria só morros, pois todos os vales estariam cobertos de lama.

Luiz Carlos Moreira lcm@tableau.com.br

São Paulo

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O GOVERNO

A Vale foi "privatizada" e seu controle acionário é exercido pela Litel, uma holding que tem como acionistas os grandes fundos de pensão (Previ, Petros, Funcef e Cesp), e seu presidente de diretoria e conselho é um ex-diretor do Banco do Brasil, Gueitiro M. Genso (alguém ouviu falar?). Isto é, não houve privatização nenhuma e o responsável pelos desastres de Mariana e Brumadinho continua sendo o próprio governo! Isso não se divulga? E ele vai pagar?

Roberto Hollnagel rollnagel@terra.com.br

São Paulo

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O CAPITAL DA VALE

Gostaria de saber se a Vale do Rio Doce ainda tem participação acionária do Estado e qual o porcentual. Também gostaria de confirmar se ela foi reestatizada, com a obtenção da maior parte do capital acionário da empresa, no governo da então presidente Dilma Rousseff. E, se sim, qual a justificativa.

Silvia R. Pereira de Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo 

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MORTES EM BRUMADINHO

O presidente da Vale deve ser incluído no artigo 121 do Código Penal, homicídio doloso. Com uma agravante: ele é reincidente específico. Deve ser preso e aguardar julgamento na cadeia.

Caio Lorena Bueno caiolorena@bol.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO

Presidente Bolsonaro e Sérgio Moro, quantas horas vão levar para decretar a prisão do presidente da Vale, Fabio Schvartsman, e seus diretores?

Werner August Sönksen wsonksen@hotmail.com

São Paulo 

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CRIME

Qual a diferença entre um presidente de uma empresa que só se preocupa com o lucro e permite que uma tragédia aconteça e um assassino?

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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LEI DE CRIMES AMBIENTAIS

Advogada especializada na Lei de Crimes Ambientais explica em nota no "Estadão" que "o foco principal da tal lei não prioriza a prisão dos responsáveis, até porque réu preso não repara o meio ambiente". Bizarra e cínica a afirmação, como se os crimes ambientais não incluíssem a morte de brasileiros anualmente.

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

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INTERESSES INCONFESSÁVEIS

Todos querem que seja exemplarmente punida a Vale pelo desastre de Brumadinho (MG). Nada contra. Só não se deve esquecer dos responsáveis públicos pelo setor. Existem interesses inconfessáveis nesta tragédia!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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INSPEÇÃO DE BARRAGENS

Além da responsabilização pelo crime de Brumadinho e da mitigação das tragédias pessoais evidentes, há que considerar que a inspeção de barragens deve ter uma dinâmica de procedimentos que se alterem com o tempo, ainda mais com as mudanças climáticas que influem diretamente no regime hídrico do solo e da atmosfera. A acomodação de sedimentos na natureza foi estabelecida ao longo de milhares de anos e não se pode dizer em estabilidade de barragens com apenas meses ou anos de depósitos dos rejeitos minerais. Assim, não apenas política e sanidade devem permear as questões ambientais, como também ciência e tecnologia, fatores que, no entanto, estão sendo renegados.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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DESASTRE EM MINAS GERAIS

O governo irá tomar medidas mais rígidas para a segurança nas barragens das mineradoras. Aqui, no Brasil, só pensam em trancar a porta depois da porta arrombada.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SOMOS BRASILEIROS

Nem sei onde fica Brumadinho, mas desde o dia 25, todos de minha casa estão tristes, sem assunto, inconformados, aguardando instruções de como auxiliar de alguma forma as vítimas da nova tragédia. Não falamos apenas de pessoas, mas de plantas, animais e todo o ecossistema vítima da nova agressão humana. Comentam mais de 400 vidas humanas. Nada informam quanto às demais vítimas (bois, cavalos, muares, peixes, plantas...). Vêm à mente os papéis de parede dos atentados na França, Síria, até hoje estampados no Facebook de amigos. À tarde, a TV mostra os jogos dos campeonatos estaduais e nenhum time está com as listras pretas de luto nas mangas das camisas. Tudo parece insosso nas TVs do Brasil ao enorme trabalho que vários países movem para ajudar as vítimas de Brumadinho. Perguntamos lá, em casa, se a Assessoria de Comunicação dos poderosos é que leva ao esquecimento proposital da grande mídia. Ou o que leva as pessoas a manter no Facebook os murais pró-França e Síria e esquecer o mural pró-Brumadinho, maior que todas essas tragédias somadas? Por favor, alguém melhor que nós escreva algo. Estamos de luto, mesmo sem nenhum parente em Brumadinho, e não sabemos o que fazer diante da indiferença da grande mídia.

Carlos José Marciéri carlosjoseunb@gmail.com

São Paulo

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INSENSATEZ

Com o rompimento da segunda barragem da Vale em apenas três anos, precisamos desenterrar cadáveres que nos assombram. Logo após o rompimento da barragem de Mariana, a então presidente Dilma assinou um decreto que entrou em vigor em 13/11/2015 "considerando como natural desastres decorrentes do rompimento ou colapso de barragens que ocasione movimento de massa, com danos a unidades residenciais". À época, Dilma salvou Pimentel, do PT, governador de Minas Gerais, e a Vale, companhia da qual os fundos de pensão possuem 40% das ações. Fora tratar com carinho todas as empresas de extração de minério de ferro, que contribuem com altíssimos royalties para o falido estado de Minas. O resultado dessa insensatez aparece agora, porque qual empresa irá se preocupar em evitar rompimentos se a multa imposta pelo desastre é gorjeta para criancinha? As famílias que perderam seus entes queridos e residências que se lixem, afinal não passou de um desastre "natural". No desastre em Brumadinho, precisamos cobrar responsabilidades passadas.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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AÇÃO

A tragédia de Minas Gerais demonstra o preparo e a agilidade do governo Bolsonaro, comparado à morosidade do desgoverno Dilma Rousseff.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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SOBREVOO

Finalmente me sinto representada. Após 13 anos de total indiferença diante de tragédias ocorridas, tivemos a imediata presença do nosso presidente em Brumadinho. Parabéns, presidente Bolsonaro.

Aida Scharf Munimos munimosaida@gmail.com

São Paulo

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BRUMADINHO E INHOTIM

Inhotim é um lugar encantador, com um ambiente de sonho que merece ser visitado por todos os brasileiros e pelo mundo todo. A notícia de que mais um desastre poderia destruir não só Brumadinho, como também pôr em risco Inhotim, iria destruir este lugar encantado criado pelo sonho do homem que o idealizou. Rezemos pela salvação desse encanto!

Aldo Bertolucci  aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

Até dezembro de 2017 o Brasil possuía cerca de 24 mil barragens cadastradas, das quais apenas 58% estavam regularizadas ou possuíam algum tipo de autorização. Segundo dados do Relatório de Segurança de Barragens de 2017, a Agência Nacional de Mineração (ANM), responsável pela fiscalização de 790 barragens de rejeito no País, produziu naquele ano apenas 211 vistorias (27% das instalações), o que indica que 73% das barragens não teve qualquer fiscalização. Tudo faz crer que a exploração mineral no País que se ufana, nos foros internacionais, de liderar a preservação do meio ambiente, é feita sem os cuidados mínimos, tanto que a barragem que vazou em Brumadinho não estava sequer entre as consideradas ameaçadas por algum sinistro, o que suscita, evidentemente, indagações sobre as que estão reconhecidamente sob risco. Segundo os especialistas, o sistema de barragem "a montante" é o mais utilizado por ser o mais barato, mas também é o de maior risco. Para variar, o que se vê é a lógica do lucro a qualquer custo sobrepondo-se ao cuidado mínimo que se deve ter com o meio ambiente e com as pessoas envolvidas no trabalho de mineração e comunidades próximas. Será que, desta vez, após o drama humano e material desta nova "tragédia anunciada", nossas autoridades acordarão? A conferir.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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LAMA JATO

É o que li ontem na internet e entendo extremamente oportuno: passou da hora de se criar a Lama Jato.

Orivaldo Tenório de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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NO CAMINHO DA LAMA

O que nasceu antes: o ovo ou a galinha? No caso desta tragédia, o centro administrativo ou a barragem? Qualquer que seja a resposta, temos uma total falta de visão, ao deixarem o centro administrativo da Vale na rota de fuga dos dejetos. Tragédia anunciada!

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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DESASTRE DE BRUMADINHO

Desta vez foi Brumadinho, mas já teve Mariana, Museu Nacional, Museu da Língua Portuguesa e outros. E quando for Angra I, II ou III?

José Jairo Martins josejairomartins7@gmail.com

São Paulo

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COMENTÁRIO INFELIZ

Mais uma vez Fernando Henrique Cardoso perdeu excelente oportunidade de ficar calado. Com seu comentário "meio ambiente não é zoeira de esquerda", o que exatamente pretendia dizer? Sua excelência acredita que só os ditos esquerdistas têm estes cuidados? Então cabe a pergunta: o que seu governo, durante oito anos, fez a respeito? E também, durante os 13 anos de domínio do partido criminoso, sempre defendido e apoiado por FHC, que progresso houve nas preservações ambientais? Quem fala demais dá bom dia a cavalo.

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com.br

São Paulo

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A RENÚNCIA DE JEAN WYLLYS

Ao nosso já desmoralizado Parlamento, certamente, não fará falta alguma o improdutivo e espetaculoso deputado do PSOL Jean Wyllys, que renunciou ao seu novo mandato, dizendo que vai sair do País, por estar sendo ameaçado de morte. Até não duvido dessa ameaça, já que não falta nesta terra tupiniquim violência urbana (vide a humilhante estatística de mais de 60 mil assassinatos por ano). Mas quem está ameaçando Jean Wyllys? O Brasil precisa saber! Foi sensata a declaração do vice-presidente, Hamilton Mourão, de que "quem ameaça um parlamentar está ameaçando a democracia". Ora, será que este ex-deputado avisou as nossas autoridades, ou até solicitou segurança pessoal, que a nossa Constituição permite? Ninguém sabe! Até prova em contrário, por que não pode ser até um blefe do deputado? Assim como foi a sua atuação como deputado, porque em nada ajudou o Brasil, apenas dele se promoveu.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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FÁCIL

Jean Wyllys deixa o Brasil para viver em outro país. É fácil quando se tem uma aposentadoria altíssima por tão pouco tempo de trabalho. Muitos outros deputados deveriam seguir seu exemplo e também sair de fininho. Provavelmente ninguém iria sentir a falta que eles fazem.

Orélio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br

Suzano

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SAUDADES DE CLODOVIL

Que tristeza esta saga conflituosa de Jean Wyllys: o oposto da trajetória suave de Sir Clodovil Hernandez, amado por todos. 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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DOIS DEPUTADOS

De um lado, um deputado federal filiado ao PSOL trai a confiança de seus eleitores ao renunciar ao mandato para o qual foi eleito, alegando supostas, vagas e não confirmadas ameaças à sua vida. De outro, após real e muito sério atentado contra sua vida, cometido por elemento que foi filiado ao mesmo PSOL, outro assume sem medo a Presidência da República, colocando em risco não só sua própria vida, como também a de seus familiares. Este senhor Jean Wyllys, que de brasileiro não tem nem mesmo o nome, nunca deve ter ouvido importante hino que cita "verás que um filho seu não foge à luta. Nem teme quem te adora a própria morte".

Adal Leme adaleme@uol.com.br

São Paulo

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HERÓI?

A renúncia de Jean Wyllys é a menor entre todas as perturbadoras preocupações dos brasileiros, seja no âmbito da política, no social ou na economia. Seu suplente, David Miranda, diz que "Jean não sai acovardado, mas como herói". Ora, este senhor que acaba herdar um grande prêmio da loteria, ou seja, um salário de mais de R$ 30 mil mensais, não iria em hipótese alguma maldizer seu benfeitor. Conta outra, excelência!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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'SAMBUCA'

Ótima ideia a de Luis Fernando Veríssimo (27/1, C6). Deve ele ir para "Sambuca", juntamente com Jean Wyllys. Assim ficaremos livres das duas ilustres figuras.

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

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VERÍSSIMO

O mínimo que se espera de alguém, profissional das letras, que escreva um texto é que ele seja fidedigno quanto às informações prestadas ao leitor. O sr. Luis Fernando Veríssimo se propôs, como é o seu hábito, a criticar os que são seu alvo principal: os militares das Forças Armadas. Para tal, consegue colocar na coluna militar do general Mourão que se deslocou de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro a viatura blindada de transporte de pessoal Urutu, cuja fabricação foi iniciada em 1970, seis anos depois do evento. No meu jornal, estaria despedido e não trabalharia mais. Aliás, acho que só se mantém graças ao sobrenome famoso do pai.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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PERMANENTE TUMULTO

No artigo do sr. Pedro Dória "O bolsonarismo tuiteiro" (25/1, B8), mais uma vez se constata que a imprensa só faz criticar e em nada contribui para uma opinião construtiva e apaziguadora. Com efeito, após comentários infelizes dos Bolsonaros, o articulista aproveitou para só desmerece-los, bem como os que os antecederam. Ora, nós sabemos que a figura em questão, e que agora renuncia ao cargo na próxima legislatura da Câmara, teve anteriormente algumas atitudes reprováveis como cuspir, em plena sessão da Assembleia, no atual presidente do País. Pois bem, essa atitude nunca foi por alguma imprensa explorada e criticada, o que mostra que o papel dela é só criticar e colocar mais lenha na fogueira. O País está vivendo uma fase ruim nos aspetos morais, éticos, sociais e econômicos, e todos - inclusive a mídia escrita, falada, etc. - devem tentar apagar o incêndio, e não colocar mais combustível na fogueira. Será que o País que queremos é este de permanente tumulto? Se a imprensa não mudar a forma de fazer jornalismo, não iremos a lugar algum. Observo que vivemos num regime democrático, mas a democracia não vive só de críticas maldosas, mas devem acrescentar coisas importantes e não criar clima de guerra e disputas. O povo quer paz.

Alexandre Duro alexduro@terra.com.br 

Salvador

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IMPASSE NA VENEZUELA

A situação da Venezuela entrou em caminho sem volta quando houve três quebras de regras institucionais: 1) impediram a realização do referendo revocatório na metade do mandato presidencial de seis anos; 2) eleição de uma Assembleia Constituinte paralela à Assembleia Nacional (Poder Legislativo); 3) alteração da eleição presidencial de dezembro para maio de 2018 (quebrando a regra presidencialista de calendário fixo). Após a vitória nas eleições, o presidente tomou posse no último dia 10 de janeiro. Entretanto, o novo presidente da Assembleia Nacional declarou-se presidente interino, o que criou uma dualidade de poder. Essa situação anômala não tem precedente político, jurídico e diplomático. A complexidade da situação põe em questão legalidade, legitimidade, institucionalidade e constitucionalidade. Uma solução deverá ser construída diante do impasse entre Juan Guaidó e Nicolás Maduro.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas 

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PRESIDENTE GUAIDÓ

Acho que não está claro para a imprensa, mas o presidente Juan Guaidó não se "autoproclamou". Essa afirmação utilizada pela mídia faz ver como se um indivíduo decidiu, porque sim, se declarar presidente da República. O deputado Juan Guaidó, eleito presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, assume as funções do Executivo nacional, derivadas de normas constitucionais e em total cumprimento da lei, já que, ao se considerar a ilegitimidade de Nicolás Maduro (eleições totalmente viciadas), existe um vazio de poder, e é obrigação do presidente da Assembleia Nacional assumir as funções como presidente temporário e convocar novas eleições. Não se autoproclamou.

Blanca Montilla blancamontilla@me.com

São Paulo

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LULA, BOLSONARO E A VENEZUELA

O ex-presidente Lula afirmou que "Bolsonaro não cuida nem do filho e quer cuidar da Venezuela". Bem fez Lula, que cuidou muito bem dos seus filhos e também dos camaradas-chefes da Venezuela. Mas, ao fim, estão todos muito bem cuidados, uns eleitos pelos votos democráticos, outros eleitos pela fortuna nem tão democrática assim.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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MADURO E APOIADORES

Para uma Venezuela em que a grande maioria da população está emagrecendo ou fugindo por causa da fome, a foto estampada no "O Estado de S. Paulo" (28/1, A8) mostra que os fiéis apoiadores de Maduro, e ele mesmo, estão bem "fortinhos e alimentados".

Jose Rubens de Macedo Soares joserubensms@gmail.com

São Paulo

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ATESTADO ESCOLAR

A nota de apoio a Nicolás Maduro atesta que a União Nacional dos Estudantes (UNE) é mesmo a União Nacional dos Energúmenos...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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TAGS DE PEDÁGIO

Segundo notícias de 18/12/2018, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou lei que proíbe a cobrança de taxas de adesão e mensalidades para uso de tag eletrônica de pedágio (Sem Parar, Conect Car, Veloe, etc.). Essa lei foi sancionada ou vetada pelo governo de São Paulo? Entrará em vigor? 

Radoico Câmara Guimarães radoico@uol.com.br

São Paulo

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