Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2019 | 02h00

Brumadinho

Punição exemplar

Com um misto de surpresa, tristeza, revolta e desalento recebi a notícia de que entre as vítimas em Brumadinho provavelmente se encontra um amigo e toda a sua família - mulher, filha, filho e nora grávida de cinco meses, estes dois últimos vindos da Austrália para passar férias com os parentes na região onde se localiza Inhotim. Muitas vidas, dentre outras centenas da população local, injustamente ceifadas, por ganância e incompetência - dos políticos corruptos, dos gestores e executivos corruptores, dos profissionais liberais sem ética, todos eles, sem exceção, coniventes e responsáveis, sim, por mais essa desgraça em nosso país. Até quando teremos de tolerar como carneiros tamanha negligência profissional e do Estado? Que haja punição exemplar para todos os responsáveis a partir de agora!

Artur Lovro, engenheiro

artlovro@hotmail.com

São Paulo

Impunidade mata

Às considerações do editorial Quando a impunidade mata (29/1, A3) eu acrescentaria levantamento sobre o andamento das ações penais resultantes do desastre de Mariana, no mesmo Estado de Minas Gerais, em 2015, também envolvendo rompimento de barragem de mineradora. O blog do procurador da República Vladimir Aras indicou a tramitação de habeas corpus que tornou inviável o andamento dos processos voltados para a responsabilidade criminal pela ocorrência daqueles fatos criminosos. Assim, com a atuação ou falta da atuação do Poder Judiciário, a impunidade vai continuar matando.

Ana Lúcia Amaral

anamaral@uol.com.br

São Paulo

Leniência

Sim, a impunidade mata! Mas por quê? Não houve punição nas tragédias dos últimos anos neste país. Não seriam nossas leis afrouxadas para atender a interesses escusos? Não seria a nossa Justiça leniente, quando não cúmplice, de quem tem muito dinheiro para comprar defesa para seus crimes contra o povo trabalhador e indefeso? E o que fazem os congressistas para corrigir distorções nas leis? Quando as excelências vão trabalhar para melhorar as leis, em vez de tratar dos próprios interesses, ou de usar a tribuna para defender bandidos, ou para tratar de perfumarias? Quando...?!

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Vergonha na cara

No Brasil temos órgãos, códigos e políticas voltados para a mineração: Agência Nacional de Mineração, Código de Mineração e Política Nacional de Segurança de Barragens, entre outros. A permear a interação desses mecanismos encontramos a promiscuidade entre políticos e empresas mineradoras. Diante de tamanhas tragédias, anunciam a criação de mais órgãos para estudar o que aconteceu. Não precisamos de nada novo, carecemos de políticos com vergonha na cara e de punições exemplares. 

Antonio M. Vasques Gomes

amavago@gmail.com

Rio de Janeiro

Raciocínio lógico

Quando nossos engenheiros vão compreender que a camada da superfície da Terra é muito fina e elástica? Recentemente pesquisadores calcularam que, se na Groenlândia a camada grossa de gelo um dia derretesse, a terra ali se levantaria uns 700 metros. Portanto, pela lógica não podemos acumular milhões de toneladas de lama com restos do minério de ferro e água num ponto só! O peso enorme provoca mudanças no subsolo, com o resultado da quebra de diques. Será que ninguém usa a cabeça?

Michael Peuser

mpeuser@hotmail.com

São Paulo

Reúso de rejeitos

Encontrei em artigos científicos a possibilidade de reúso de rejeitos minerais como combustível para termoelétricas, construção civil e, claro, para recuperar as áreas degradadas pela própria atividade da mineração. Estudos vêm sendo feitos sobre se o custo/benefício tornaria viável esse reúso. Na minha visão, e de tantos outros profissionais, uma vez que uma atividade econômica é interrompida, cabe ao empreendedor a obrigação de devolver à natureza e à população tais áreas em estado semelhante ou até melhor, em qualidade ambiental, do que antes. O licenciamento ambiental pode exigir isso e ser mais restritivo, temos bons casos aplicados no próprio Brasil. Porém a qualidade desse projeto final muitas vezes está atrelada ao valor de mercado dos minerais explorados: mais barato o mineral, mais medíocre a recuperação, para teoricamente “viabilizar” a atividade econômica. Considerando ainda os desafios de esses rejeitos carregarem frequentemente materiais contaminantes, como metais pesados, os casos Brumadinho e Mariana demonstram que estocá-los em barragens não é solução, mas uma gambiarra, por mais que essa prática seja comum em muitos países. A nós, cidadãos, cabe o princípio do consumo sustentável. Nossos eletrodomésticos, computadores, carros, motos, a construção civil, etc., estão entre os que mais dependem da mineração e quanto menos pudermos consumir, melhor. À academia e ao meio empresarial cabe buscar soluções para esses rejeitos, como as citadas; ao Estado, exigir e fiscalizar para que essas soluções sejam cumpridas; e às mineradoras, criatividade e equilíbrio na busca de soluções de reúso, cobranças e humildade em gastar parte de seus recursos para recuperações mais sustentáveis. E, mais, manter a palavra perante o Estado e a sociedade.

Thomas Ribeiro de Aquino Ficarelli, geógrafo, doutor em Saúde Global

thomriafi@hotmail.com

São Paulo

Privatização da Vale

Além da punição exemplar pelos crimes por ação e/ou omissão que estão por trás da tragédia de Brumadinho, é importante que o governo Bolsonaro, de pronto, privatize de fato a Vale. O povo tem de saber que ela só é empresa privada de fachada, pois quem a comanda é a União, por intermédio do fundo Previ e do BNDES. O PSDB é mestre nesse tipo de arranjo de “privatização”. Quando decidiu privatizar a CTEEP, detentora do mais pesado e monopolístico sistema de extra-alta-tensão da Região Sudeste, vendeu-a a quem? Ao governo da Colômbia, via estatal Interconexión Eléctrica!

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

São Paulo

Nossos heróis

Apesar de tudo, a foto de cinco bombeiros enlameados até o pescoço, carregando um orgulho, que salta aos olhos, de dever sendo cumprido com muita determinação, é de comover. Parabéns à equipe e a todos os que ajudam dentro de seu alcance. Heróis anônimos!

Rodolfo de Oliveira Costa 

rodolfo_o_costa@yahoo.fr

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Justiça ou autoritarismo?

A juíza plantonista da Comarca de Brumadinho (MG), Perla Salibo Brito, decretou a prisão dos engenheiros que atestaram a segurança da barragem que se rompeu em Brumadinho justificando haver, em documentos apreendidos, "indícios de autoria ou participação dos representados nas infrações penais de falsidade ideológica, crimes ambientais e homicídios". As causas do rompimento da barragem precisam ser apuradas com o máximo rigor técnico - para verificar se houve negligência, imperícia ou imprudência - e, acima de tudo, mantendo-se o necessário distanciamento emocional. Com o devido respeito à decisão da juíza, parece exagerado decretar a prisão destes engenheiros no calor deste momento. É como se, a cada acidente de aviação, se devesse prender imediatamente os responsáveis pela manutenção da aeronave acidentada. Apurar responsabilidades e punir à luz da justiça nada tem que ver com impulsividade emocional e autoritária.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Brumadinho

Foram presos engenheiros da Vale. Mas e os mandantes? Ficarão ilesos?

Tibor Raboczkay

trabocka@iq.usp.br

São Paulo

TUV-SUD

O presidente de Vale S.A., logo após o desastre de Brumadinho, afirmou, em entrevista, que o sistema encontrava-se estabilizado, como atestado por auditoria realizada em setembro de 2018 pela gigante alemã TUV-SUD, especializada em inspeções industriais que incluem tubos e barragem de rejeitos. Ontem, 29/1/2019, os meios de comunicação anunciaram a prisão de dois engenheiros em São Paulo que, conforme o noticiário, pertenciam à firma alemã, mas prestavam serviço à Vale. Representantes da TUV-SUD vêm reiterando a disposição de colaborar com as investigações, mas permanecem em silêncio sobre as avaliações técnicas. A cooperação anunciada, simples obrigação, será suficiente? Se catástrofe semelhante ocorresse, por exemplo, na Alemanha, a referida firma exibiria tanta tranquilidade?

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

E a presunção de inocência?

"'Se os culpados não forem punidos, tudo recomeçará', diz jurista sobre Brumadinho" ("Estadão", 29/1, A17). Agora muita gente, como o jurista que se manifesta na matéria, tentará surfar na onda da tragédia que ceifou muitas vidas na tragédia de Brumadinho. Vamos começar com o conceito da presunção de inocência, pois a Vale, uma antiga e bem conceituada empresa, ao localizar sua área técnica e administrativa a jusante da barragem desativada que rompeu subitamente, jamais cogitou nem de longe de pôr em risco a vida de tantos colaboradores, por mais ávidos de lucro que fossem seus diretores. O acidente não esperado nem previamente detectável, da transformação dos rejeitos de mineração, previstos e calculados pelas práticas vigentes, onde não se previa o fenômeno da tixotropia das areias, onde subitamente uma massa antes considerada firme se transforma em lamas liquefeitas, para as quais as barragens de rejeitos não foram projetadas. O infeliz da história foi que os atestados de segurança para barragens emitidos de boa-fé foram estritamente baseados nas normas técnicas vigentes para segurança de barragens de água, consideradas menos seguras do que as de rejeitos sólidos, o que os fatos de Mariana e Brumadinho não confirmaram. Pode-se também agora observar a sanha de sangue de promotores, juízes e delegados contra pacatos engenheiros que subitamente são os culpados pela tragédia e cuja continuidade em São Paulo poderia "prejudicar" a elucidação das causas do acidente em Minas Gerais, para justificar sua prisão preventiva. Promotores e juízes, na sua agora feroz sanha persecutória, que a rigor não deveria atender ao clamor das ruas, aplicam um remédio só justificável para bandidos muito perigosos. Talvez seria também para justificar inconscientemente o recente vergonhoso e abusivo aumento de 16,38% de seus vencimentos, sem procurar mais objetivamente a real causa da tragédia em seu pensamento linear, que na maioria dos casos de acidentes é fruto da coincidência de muitos fatores prejudiciais não facilmente previsíveis. Onde ficou a presunção de inocência tantas vezes alardeada para os engenheiros presos abusivamente?

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Atitude errada e nociva

A atitude do poder público de bloquear bens e valores da Vale é, por si só, errada, nociva e não atingiu quem deveria. Se fosse para valer, deveriam bloquear os bens do presidente da Vale, de diretores da Vale, de todos os engenheiros da Vale, todos os dirigentes da Vale, inclusive o governador omisso, tirando deles todos os seus bens, seus imóveis e tudo aquilo que fosse encontrado, como meio de ressarcir esta canalhice que fizeram. É impossível que esta cambada de assassinos não soubesse que, com sua atitude, iriam causar este tipo de situação. Onde estão os Creas do País, que não cassam os registros destes "engenheiros", "assassinos profissionais" coniventes que foram com esta monstruosidade, pois que com suas assinaturas em laudos fajutos aprovaram este aterro que, rompido, matou dezenas de pessoas? Penalizar uma companhia bloqueando seu dinheiro, prejudicando seus acionistas, é burrice e estupidez. É correto? Claro que não, pois a companhia é prejudicada e os acionistas não investirão mais em empresas brasileiras. Mas os dirigentes, os canalhas que assinaram laudos, os verdadeiros culpados, estes ficarão como sempre impunes. O correto é penalizar e pôr na cadeia todos os seus dirigentes e todos os que participaram da falha de administração e não cuidaram devidamente da coisa pública, e, pior, assassinaram inocentes. Que sirva como exemplo para uma nova forma de responsabilidade. Querem que traduza?

  

Jose Pedro Vilardi

vilardijp@ig.com.br

São Paulo

Brumadinho e os trabalhadores

Sai ano, entra ano, o Brasil muda, mas quem paga a conta são sempre os trabalhadores. A tragédia de Brumadinho é mais uma prova disso. Não bastasse o desemprego de mais de 12 milhões de pessoas, a falta de perspectiva para as minorias e a precarização de todas as formas de trabalho, ainda temos de conviver com a falta de luz no fim do túnel, pois não querem diálogo conosco. Um aviso: sem os trabalhadores o Brasil não vai chegar a lugar nenhum.

Ricardo Patah, presidente nacional da UGT

antebraido@uol.com.br

São Paulo

O futuro da Vale

Empregados temem destino das operações da Vale. Infelizmente, num universo de 7 bilhões de habitantes, num país de 220 milhões de habitantes e num pequeno município brasileiro onde acabou de acontecer uma tragédia, existem vários interesses, da empresa envolvida, dos políticos, da imprensa, dos moradores, das vítimas e de seus parentes e, por fim, dos funcionários. Na há unanimidade, cada um olha para seu umbigo e sua forma de ganhar dinheiro. Cada um explora o acidente de uma forma. E assim correm os dias, a vida e o mundo. Certo e errado, quem poderá dizer quem é?

Luiz Claudio Zabatiero

zabasim@outlook.com

São Paulo

País deve abandonar a Vale?

Antes de mais nada, desejo esclarecer minha posição quanto à tragédia de Brumadinho. Evidentemente, houve muitas irresponsabilidades, da empresa Vale, seus técnicos, engenheiros, diretores, conselheiros e até mesmo do presidente da empresa. Assim, nada poderá cair no esquecimento e todas as responsabilidades deverão ser apuradas e punidas, civil e criminalmente, e todos os danos materiais, morais e ambientais deverão ser ressarcidos. Entretanto, neste momento em que todos atacam, haverá também de se pensar no "outro lado", ou a "outra parte". Será conveniente para o País deixar que a lama também soterre de forma irreversível uma empresa brasileira do porte da Vale? Creio que a resposta adequada é não! O "mercado" financeiro estará atento e com muita preocupação ao que irá ocorrer com as "ações" da Vale. Nos Estados Unidos - cujo mercado de Bolsa de Valores estava aberto na data da tragédia - as ações caíram logo no primeiro instante em 10%, e essa queda irá se acentuar. Assim, quero crer que será a hora de nosso Banco Central agir. Não a título de "famigeradas benesses", mas sim de suporte financeiro (lastreado em sólidas garantias) a uma empresa genuinamente brasileira responsável, inclusive, por significativa exportação e geração de divisas. Deveremos abandoná-la e massacrá-la, deixando seu patrimônio à mercê de "fundos abutres"? Não creio isso ser inteligente. 

Eduardo Villaça Mortari

Eduardo.mortari@suprinter.com.br

São Paulo

Justiça nos EUA

Ação coletiva contra a Vale em Nova York. Acredito mais na condenação da Vale nos EUA do que no Brasil. Com as leis feitas no período petista favorecendo as mineradoras e um Congresso comprometido com os interesses delas, é mais fácil galinha ciscar para a frente do que a Vale ser condenada no Brasil. Viva a privatização do sr. Fernando Henrique Cardoso!

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Irresponsabilidade

Vi um comentário na mídia dizendo que, se o que aconteceu em Brumadinho acontecesse nos Estados Unidos, o primeiro a ser preso seria o presidente da Vale. Então que tal copiarmos tal providência? Ainda segundo a mídia, seu salário médio atinge a cifra de R$ 1 milhão mensal. Sinceramente, não vale R$ 5 mil. Acho que seria o caso de bloquear também todos os seus bens e os de seus familiares, para garantir parte das indenizações. Acordem, MP e Judiciário.

Iria De Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

É crime ambiental, nao é tragédia

A Vale não aprendeu com os erros, e por quê? Porque não existe uma legislação clara e porque tem havido um afrouxamento na fiscalização, pois desde o episódio de Mariana nenhuma medida séria foi tomada. Primeiro, o licenciamento tem de ser feito no plano local, com critérios rígidos, obrigatório uso de tecnologia de ponta, a mesma utilizada em países de Primeiro Mundo. O Brasil não pode perder a oportunidade de criar uma lei em que os crimes ambientais sejam punidos com rigor, e não mascará-los como se fossem tragédias. Multas efetivas, e não somente ameaças, criminalizar licenciamentos feitos na base da propina, pois, como se sabe, ela está presente em quase todos os contratos, e no caso de parlamentares, que se cassem os mandatos daqueles que cometem tais crimes. Não é possível brincar com a vida das pessoas como se fossem objetos. Cabe destacar que um projeto de lei que endureceria as regras para mineradoras está parado há mais de um ano na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e, segundo o deputado Joao Vitor Xavier, existe um lobby feito pelas mineradoras para que ele não avance. O setor pensa no lucro, são 400 bombas-relógios em Minas Gerais. A pergunta que fica é: o novo Congresso vai pressionar para que se mude essa legislação ou o lobby continuará dando as cartas? 

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Lei de (In)Segurança de Barragens

Para entender o porquê da criminosa reincidência da Vale na tragédia de Brumadinho, após o desastre de Mariana há apenas três anos, basta destacar o erro crasso, monumental e inaceitável da Lei de Segurança de Barragens, que dá ao empreendedor-minerador o poder de autofiscalização e realização das inspeções de segurança. Enquanto reinar a impunidade e este absurdo não for alterado, a bomba-relógio para o rompimento de outras barragens País afora continuará seu inevitável curso até a próxima tragédia. Como diria Getúlio Vargas, "lei? Ora a lei!". Muda, Brasil!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

É a política

Não podemos nos esquecer de que sempre, por trás de uma tragédia como a de Brumadinho, existe gente do PT. Fernando Pimentel, ex-governador "petralha" de Minas Gerais, autorizou a expansão das barragens que se romperam...

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Cartas marcadas

No dia 11/12/2018, Maria Teresa Corujo foi a única que votou contra a ampliação do complexo de Paraopeba no Conselho Estadual de Política Ambiental do governo de Pimentel, do PT. Afirmou ao UOL que aquele licenciamento estava com "cartas marcadas". Alguma dúvida sobre a responsabilidade do PT?

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Impunidade e corrupção

Sobre o editorial "Quando a impunidade mata" (29/1, A3), a impunidade sempre mata, porque atrás da impunidade está a corrupção. Todos conhecemos a lentidão da nossa Justiça, mas, quando "interessa", ela é rápida. Há juízes de "plantão" para emitir alvará de soltura, quando se paga! A base da impunidade é a própria Justiça "corrupta", é só ver como atuam vários togados do STF. São apenas 11, que estão disponíveis para processos escolhidos, e será que somos idiotas de pensar que seja de graça? Até agora se expurgou de alguma forma a Petrobrás, mas imaginem o que acontece no BNDES, na Eletrobrás e em praticamente todas as autarquias públicas que consomem rios de dinheiro do povo. Somos o país da impunidade, porque somos o país da corrupção.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

'Quando a impunidade mata'

Não é que o Brasil pareça, ele é incapaz de punir quem age de maneira irresponsável. Vejamos: sofremos consequências terríveis com as enchentes em São Paulo já há mais de 60 anos, mas vocês conhecem algum culpado que tenha sido preso? E o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria? E o rompimento da barragem em Mariana, quem vocês conhecem que tenha ido para trás das grades? E os políticos comprovadamente ladrões, que me parece serem mais de 500, estão ou foram presos temporariamente, vocês conhecem além de meia dúzia no máximo que ainda estão presos?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Novela de terror

A grande imprensa precisa divulgar a lista dos deputados federais que surfaram nas ondas do mar de lama da corrupção, financiados pelo lobby da Vale e outras mineradoras, para defenderem os seus interesses nas comissões que pretendiam ser mais rigorosas na fiscalização de minas e barragens. Uma novela de terror em horário nobre do Congresso. 

     

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Cadeia

A cadeia não é só para os corruptos da Lava Jato. A cadeia é também para todos aqueles que contribuem de alguma forma para que desastres ambientais com mortes e perdas materiais aconteçam. A irresponsabilidade aliada à impunidade geram os tristes acontecimentos que vemos diariamente, basta ver a tragédia de Mariana e, agora, de Brumadinho. Qual será a próxima cidade que sofrerá perdas irreparáveis? Só com cadeia para os responsáveis teremos um pouco de sossego! 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Força-tarefa

Nos próximos dias veremos vários governadores criando forças tarefas para examinar todas as barragens do mundo. É um nome pomposo, mas se tornou ridículo como todas as manifestações governamentais feitas para sair nas manchetes. Cansamos de ver Dilma vestida de médica na crise do mosquito Aedes aegypti sem que nada fosse feito. Percebe-se que os bombeiros envolvidos na busca de vítimas são gente dedicada e corajosa, mas quem está atrás de tudo isso tem outros interesses. Basta ver a Samarco, que ainda não pagou nenhuma multa de sua responsabilidade, certamente porque entrou com recurso, que está dormindo na gaveta de algum juiz que se interessa mais pelo seu salário do que em decidir algo.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

Desumano

É impressionante o trabalho desumano dos bombeiros no fatídico acidente de Brumadinho na recuperação das vítimas. A situação do solo (mole) os condiciona a procedimentos inseguros na tentativa de obter sucesso para a retirada dos corpos. Infelizmente, apesar dos locais acreditarem, não há esperança de encontrar pessoas ainda vivas, o que nos traz enorme decepção com a situação das barragens no País.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

A ajuda israelense

O ex-senador Roberto Requião afirmou que os 130 militares israelenses não são necessários e estariam interessados em invadir a Venezuela. Talvez ele tenha razão, não seria necessário mais do que isso para derrubar Nicolás Maduro, mas que tipo de ajuda ele presta ao Brasil afirmando estes delírios de um homem desequilibrado?

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

Drones

Sugestão para ajuda na busca de corpos (ou sobreviventes) nesta tragédia de Brumadinho: uso de drones de particulares, desde que bem orientados. Soube que este domingo registrou mais de 40 ocorrências com drones sobrevoando a região, que em tese poderiam pôr em risco o voo dos helicópteros envolvidos nas buscas. Todavia, por que não fazer do limão uma limonada? Explico: e se as pessoas que têm drones forem orientadas (e até incentivadas) a realizar buscas com os seus drones, nas áreas onde os helicópteros não estão? Na prática, os drones complementarão as buscas oficiais, pois são poucos os helicópteros para buscas em vastíssima área. 

Milton Córdova Júnior

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Resistente

Quando se tem o quadro surreal de dezenas e certamente centenas de pessoas humanas mortas, num país em que a morte se banalizou em todos seus quadrantes, parece irrelevante falar de animais mortos a tiros por agentes policiais de um helicóptero, mas é de causar arrepios tal procedimento, fundado em suposta impossibilidade de salvar esses animais tragados pela lama ("Estadão", 29/1, A15). A sobrevivência de um boi coberto de lama, apelidado de "Resistente", na antiguidade serviria a versos de Virgílio. 

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Fora, Renan!

Em sua conta no Twitter, o "probo" candidato à presidência do Senado senador Renan Calheiros escreveu ao ministro Sérgio Moro: "Quantas pessoas precisarão morrer para que a Polícia Federal faça operação na diretoria da Vale, antes que preciosos indícios desapareçam? E quantos deputados deixarão o País sem que sejam protegidos?". Brumadinho à parte, a sociedade indaga: senador, com a escancarada proteção do STF e com o engavetamento dos indícios que lhes incriminam, é dispensável a qualquer parlamentar deixar o País. Não o fosse, V. Exa. já estaria além-mar desde 2007, quando covarde e estrategicamente renunciou à presidência do Senado para evitar a sua cassação, lembra? Quantas pessoas morreram nas filas dos hospitais por falta dos recursos desviados por lobistas de empreiteiras para pagar suas maracutaias e despesas particulares? Fora, Renan!

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Faltava essa, não falta mais

Toma lá, da cá. É dando que se recebe. O nobre senador Renan Calheiros, em sua pretensão insana de presidir, pela "quinta" vez o Senado, saiu com esta: "Me ajude a te ajudar" ("Coluna do Estadão", 29/1, A4). Alguns "iguais" naquela Casa, citados na Lava Jato, estão na berlinda e precisarão de um "salva-vidas", ou morrerão. Esta nefasta figura não se cansa de demonstrar seu "jeito" de ser e permeável caráter. Por favor, caia fora, o senador fez muito mal ao País.

José Perin Garcia

jperin@uol.com.br

Santo André 

Bolsonaro e o Congresso

O presidente Bolsonaro deve "jair" (descupem o trocadilho) se preparando para ter um governo com amplo apoio no Congresso, e mirar-se no verdadeiro pronunciamento do deputado do PP-PR Ricardo Barros ("um governo, apenas com seu partido, não vai a lugar nenhum"). Sem base partidária nenhum governo terá sucesso. Sábia reflexão!

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

Eleição na Câmara

Nosso candidato para presidente da Câmara dos Deputados é sem dúvida o sr. Marcel Van Hattem, do Partido Novo. O que ele diz é o que tem de ser feito: colocar à venda de forma gradativa os apartamentos funcionais destinados aos parlamentares. É contra o aumento do salário dos deputados, diante da situação do nosso país! Criação de uma área de gestão para avaliar o trabalho de todos os assessores.

Cleo Aidar

cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

'Sambuca'

Ao ler no domingo a coluna de Luis Fernando Veríssimo ("Sambuca", 27/1, C6), quase tirei o chapéu para ela quando ele começou como que nos transmitindo o perfume das laranjeiras de beira de estrada no caminho para Sambuca, que fica na região da Sicília, uma pequena cidade italiana que há alguns anos foi eleiata o burgo mais belo da Itália, mas que está definhando, como muitos outros, pela saída de moradores. Quanto à bebida sambuca, esta parece que nasceu primeiro que a cidade. Veríssimo é especial na qualidade de crônicas, e esta só não foi ótima porque, ao concluí-la, deixou-se levar pelo fígado, o amargo da perda eleitoral de 2018, e, satisfeito, diz "não muito perto do Etna e longe do Bolsonaro". Para quê? Quando estiver magoado com a perda eleitoral passada, coloque um santinho de Lula embaixo do travesseiro e sonhe. Em 2014 estive na Itália, em Roma, e peregrinei por alguns dias na região da Toscana, até terminar em Udine, no Friuli, mas em momento algum me lembrei de Lula, Dilma e outros bichos da época, e para quê? Salvou meu passeio. 

Laércio Zanini

spettro@uol.com.br

Garça

Longe de Bolsonaro

Mais uma afronta do comunista rico Veríssimo (27/1, C6). Se quer ficar longe de Bolsonaro, vá para Cuba ou Venezuela. Já que gosta tanto de viajar, já foi à Rocinha ou à Favela da Maré? Ou só viaja para o Primeiro Mundo? Já passou da hora de se aposentar.

Carlos Norberto Vetorazzi

cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

A GM no Brasil

Em relação ao anúncio da General Motors (GM) de que vai fechar suas extremamente ineficientes unidades, de baixa produtividade, de péssima gestão, de baixa produção, de produtos inadequados, de um corpo de diretores totalmente despreparados, de funcionários que só vivem debaixo do sindicado e, principalmente, a empresa vivendo dos sempre subsídios do governo federal, estadual e municipal, desejo que encerre as suas atividades aqui, no Brasil, o mais rápido possível. O povo brasileiro não vai pagar mais a ineficiência de empresas e seus controladores, sejam eles nacionais ou internacionais por esta total inadequada administração. Estamos retornando ao tempo em que o Brasil era uma nação séria e o presidente Bolsonaro e o ministro Guedes não vão permitir mais estes absurdos que passamos nos últimos anos. "I wish you a good return home, GM."

Werner August Sönksen

wsonksen@hotmail.com

São Paulo

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