Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2019 | 01h00

Congresso Nacional

Impunidade fatal

Muito pertinente o apontamento feito no editorial Quando a impunidade mata (29/1, A3) quanto aos efeitos diabólicos e homicidas que a impunidade nos impõe como sociedade. Pertinente também é lembrar que os que deveriam livrar-nos dessa chaga maldita, salvo raras exceções, são os mesmos que dependem dessa doença para sobreviver: nossos congressistas. A impunidade, velha amiga, não lhes pode faltar e às portas das eleições para a presidência das Casas Legislativas temos de assistir com preocupação a figuras carimbadas e controversas da velha política disputando a liderança para continuarem protegendo os próprios interesses, sejam eles republicanos ou não (como, quem sabe, garantir que a mão pesada da lei continue não sendo tão pesada assim) - a situação é vexame tal que ninguém quer assumir o voto. Nesse cenário, é inevitável que a desesperança nos grite na cara que veio para ficar. Medidas que seriam apresentadas pelo novo Ministério da Justiça para combater a impunidade podem morrer na praia ou nem mesmo chegar lá, já que o recado dado nas urnas de 2018 aparentemente teve a força de um sussurro, se bem que as múmias caquéticas da velha política não escutam já há algum tempo. Quem sabe, essa surdez não seja contagiosa e os novos acabem escutando? Ou essa realidade muda, ou o próximo crime como o de Brumadinho fará vítimas aos milhares.

Fulvio Manfrin

fulvio@manfrinadvocacia.com

São Paulo

Esperança

O novo Congresso Nacional vai iniciar suas atividades amanhã, 1.º de fevereiro, com a inclusão de novos parlamentares no Senado e na Câmara dos Deputados, trazendo, sim, grande esperança à sociedade brasileira de que eles assumam responsabilidade perante seus eleitores no sentido de aprovarem as medidas necessárias para o desenvolvimento do Brasil, como a reforma da Previdência. Para ter sucesso, a governabilidade de Jair Bolsonaro vai depender muito do apoio desses congressistas.

José Wilson de Lima Costa

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

O dia D está chegando

O povo brasileiro acredita que tanto a Câmara como o Senado venham com outra cara, outros pensamentos. Os novos foram eleitos porque falaram de mudanças durante a campanha. Os que não foram eleitos sabem por que não voltaram. Por isso é muito importante que cada qual saiba o que o povo espera: “toma lá dá cá” nunca mais. O Brasil tem muitos problemas e precisa de urgência nas reformas. Não vamos esperar para começar a trabalhar só depois do carnaval, como se fez durante muito tempo. É preciso arregaçar as mangas e fazer valer o salário de cada deputado e senador, não é possível continuar na mesmice. O País quer a colaboração do Congresso. Após a posse, amanhã, Câmara e Senado terão seu presidente eleito por seus pares. O que esperamos é que elejam alguém comprometido com a resolução dos problemas brasileiros, que tenha liderança e o propósito de transformar, por meio de leis, a nossa realidade em reais possibilidades de um futuro mais promissor. E que não nos decepcione.

Elisiario dos Santos Filho

elisantosfilho@uol.com.br

São Paulo

Eleição no Senado

Escrevo sem saber ainda quem será o candidato do MDB à presidência do Senado. Considerando que a Casa tem 81 senadores e poucos renovaram o mandato em outubro, é inconcebível que a “velha política” ainda tenha voz nesse pleito. Antes a maioria conduzia à presidência o “coroné” da vez, do partido de maior bancada, nem sempre identificado com os interesses da República. Mantida a tradição, serão 13 senadores manobrando a massa na votação! Por que manter esse submisso e indecente “algoritmo”? Promessas de continuidade de conchavos corporativos? Basta! Estamos de olho, srs. senadores. Se Deus capacita os escolhidos, que seja eleito um candidato probo e íntegro, de bem com a Justiça, ainda que em primeiro mandato. Alguém que possa dar seguimento aos projetos de interesse da Nação engavetados por conveniência das suspeitosas administrações precedentes, que têm a Justiça nos seus calcanhares. Os parlamentares não inseridos no rol da lisura e da ordem constitucional o povo repudia.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Precipício institucional

No subterrâneo, aliás, no submundo de Brasília trama-se guerrilha parlamentar contra a vontade do povo manifestada na eleição de outubro de 2018. Renan Calheiros, se porventura eleito presidente do Senado, não representará apenas retaliação e retrocesso. Será a borda do precipício institucional, por todos os motivos e argumentos.

Jose Maria Leal Paes

myguep23@gmail.com

Belém

Muito a esconder

Quando Renan diz de forma arrogante que é contra o ministro da Justiça, Sergio Moro, para que os colegas o elejam, ele passa aos eleitores um atestado explícito de que todo político tem muito a esconder. Pobre Brasil, pobre povo brasileiro, que demorará muito tempo para perceber a corrupção diminuindo! 

M. do Carmo Z. L. Cardoso

zaffalon@uol.com.br

Bauru

Renan Calheiros é o melhor exemplo do significado de “forças ocultas”.

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Nome ilibado

Abstraídas quaisquer conotações sobre as qualidades e os defeitos do sr. Renan Calheiros, não é possível que entre 81 senadores não exista alguém que tenha competência moral e intelectual para presidir o Senado. Por que o sr. Renan Calheiros quer ser o presidente de novo? Se a escolha não recair em outra pessoa, ficará a impressão de que essa Casa Legislativa é composta por um gênio e 80 incompetentes. Espero que os srs. senadores e as sras. senadoras não nos decepcionem mais uma vez.

Eraldo B. C. Rebouças

real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

Brumadinho

De responsabilidades

O atual governo federal pode até não ter nenhuma culpa pelos trágicos acontecimentos em Brumadinho, mas terá total e inalienável responsabilidade sobre tudo o que vier a ser feito e, principalmente, sobre tudo o que não vier a ser realizado no tocante às punições e reparações. Simples assim.

 

Francisco Eduardo Britto

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A Câmara e o desastre

A Câmara dos Deputados vai criar uma comissão para acompanhar as investigações do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG). Devem estar de brincadeira, não? A Comissão de Minas e Energia não aprovou as alterações na legislação sobre mineração e barragens que poderiam ter evitado tragédias como a de Brumadinho, e vão constituir uma comissão para acompanhar as investigações em Brumadinho? Para fazer o quê? Deve ser falta do que fazer...

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Interesses escusos

Alguém tem dúvida de que as mineradores têm lobbies manipulando parlamentares para engavetar projetos de segurança que envolvem despesas para essas empresas?

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Quanto vale uma vida?

O desastre do rompimento da barragem em Brumadinho, que causou a morte de centenas de pessoas, é resultado da busca do lucro a qualquer custo e do descaso das autoridades, é falta de amor ao próximo. "Vale" a pena o lobby no Congresso para impedir a votação de normas mais rígidas e racionais em relação à construção e funcionamento das barragens? "Vale" a pena o uso de tecnologia mais barata na execução e manutenção destas obras, que oferece riscos à população, mas garante os dividendos dos acionistas? Quanto "Vale" uma vida humana? Diga, Vale, quanto vale.

Dalila de Mello Cardoso Vieira

dalilamelloc@hotmail.com

Belo Horizonte

Falta vergonha

A tragédia causada pelo rompimento da barragem de Brumadinho em 25 de janeiro tem sido rotulada na imprensa, nas redes sociais e nas manifestações de autoridades como tragédia, comoção, impunidade, tristeza, horror e vários outros qualificativos. Mas há uma palavra que praticamente não é dita nem escrita: vergonha. Como essa palavra nos obrigaria ao questionamento corajoso do descaso com que este tema é tratado, tanto pelos supostos responsáveis como por uma opinião pública inerte, continuamos todos protelando o reconhecimento de que somos uma sociedade sem vergonha.

Claudio Janowitzer

cjanowitzer@gmail.com

Rio de Janeiro

Analogia

Infelizmente, é inevitável e, ao mesmo tempo, irresistível a analogia entre o que aconteceu em Brumadinho e a situação do País, acumulador durante décadas de rejeitos morais, contidos por barragens que começam só agora a se romper, formando o aluvião de lama da corrupção que devasta o que encontra pela frente, sepulta esperanças e deixa como legado a terra arrasada. A diferença é que, neste caso, poucos são os abnegados que lutam para recuperar o que pode ter sobrado de bom, mas muitos os integrantes de uma legião de espectadores que torcem pela ocorrência de sinistros semelhantes que lhes permitam apossar-se das ruínas.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Ineficiência e corrupção

Há que fazer urgentemente uma reforma de Estado. Não é producente que um país continental como o nosso tenha ministérios para tomar conta de tudo. Os desastres de Mariana e, agora, o de Brumadinho são provas de que isso não funciona. Há que descentralizar, deixando para a União a elaboração das leis, regulamentos e para os Estados e municípios a responsabilidade de aprovação, fiscalização, etc. A União tem 35 fiscais para 790 barragens. A responsabilidade deve ficar com os Estados e, em alguns casos, também com as prefeituras. Da mesma maneira os demais ministérios, como Saúde, Educação, Segurança. Afinal, esses entes têm secretários para quê? Noticiou-se, como exemplo de conscientização ambiental, que a Islândia acabou com as embalagens dos tubos de pasta de dente. A Islândia tem a área de Pernambuco e uma população menor que Olinda. Tente fazer isso aqui.

Victor Hugo A. Raposo

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

País da impunidade 

O título do editorial do "Estadão" de terça-feira, "Quando a impunidade mata" (29/1, A3), não poderia ser melhor. Assim como, em razão de leis brandas, um cidadão que mata alguém, se for preso, com 1/6 da pena ganha liberdade, é que o nosso país tem a triste estatística de quase 64 mil assassinatos por ano, entre outros crimes que poderiam ser evitados se a impunidade não vigorasse neste Brasil. Como bem disse o editorial, nosso país parece ser incapaz de punir quem age de maneira irresponsável. Com certeza esta tragédia do rompimento da barragem de Brumadinho não teria acontecido. O povo brasileiro está cansado das desculpas e promessas que não se cumprem dos governos e empresários irresponsáveis, como neste caso de reincidência da mineradora Vale. Acreditar em quem? Num novo governo? Já foram tantos, e nada de concreto se materializou! Os políticos deste país são aliciados por grandes empresas como a Vale, que liberou recentemente para as campanhas eleitorais de diversos deles quase R$ 50 milhões. Não é por outra razão que no Congresso e nas Assembleias Legislativas dos Estados os parlamentares não se dignam a aprovar medidas duras para evitar essas tragédias, o que confirma que no ceio das nossas instituições reina a podridão. Da mesma maneira, por causa da impunidade a corrupção não cessa e há tempos mata a esperança do povo. Certo está o jornal ao questionar de que adianta o governo montar um gabinete de crise para administrar a tragédia de Brumadinho, se a maior crise a ser administrada no País é a moral. Pobre Brasil!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

'Quando a impunidade mata'

Se eu fosse indicado a presidente da Vale e soubesse que meu antecessor estava preso pela ruptura da barragem de Mariana ou de Brumadinho, faria uma extensa verificação de todas as barragens da empresa. Como isso não é importante para a avaliação da minha gestão e o meu bônus, eu iria me preocupar com outras coisas, como aconteceu agora.

Edson Preturlan

epreturlan@gmail.com

São Paulo

Vale inferno

As equipes de salvamento em Brumadinho podem suspender as buscas pelos restos mortais de Fabio "peço desculpas" Schwartsman (diretor-presidente); Luciano "vai cem mil aí" Siani (diretor-executivo de Finanças); e Sergio "não houve negligência" Bermudes (advogado). Mais cedo ou mais tarde, acabarão eles em local muito mais profundo. E o negócio lá não é lama, é fogo. Literalmente. E por toda a eternidade.

José Benedito de Souza Freitas

jbdesouzafreitas@gmail.com

São Paulo

A diretoria da Vale

Conheci um presidente de uma grande empresa mineradora realmente competente que costumava dizer "agora vou ao chão da fábrica ver se minhas determinações chegaram como pedi". Imagino o que a diretoria da Vale, empresa tão complexa, fazia diariamente. Provavelmente somente atrás da escrivaninha, sonhando com seus altíssimos salários e bônus - o diretor mais chinfrim recebia R$ 7 milhões ao ano de salário. Por enquanto, só veremos agora serem presas as piabas neste desastre de Brumadinho.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Patrimônio nacional

A Vale é um patrimônio nacional. Seu faturamento beneficia Estados e municípios pelos impostos pagos. No governo Dilma, num assomo estatizante da empresa, pagou Refis bilionário de impostos que ajudou o governo a minimizar seu rombo areia movediça. Mantém ações sociais e culturais. Ressalte-se manter o único trem de passageiros de funcionamento diário. Preço de passagem digno. Limpeza e segurança ímpares. Oferece alimentação a preços acessíveis a qualquer bolso. Mantém museus em Vitória e em Belo Horizonte que são pontos turísticos. Oferece patrocínios culturais. O movimento de seu porto em Vitória, com vários navios esperando atracação, é fonte de faturamento para o Espírito Santo. A Ferrovia Norte-Sul teve sua rota desviada por influência do presidente Sarney para gerar um porto e benefícios financeiros dele resultante. Mantém funcionários categorizados. Ser admitido como funcionário é um "plus" ao empregado, por tudo o que oferece como empregador. Ser lucrativa não é demérito nem deveria ser visto como galinha dos ovos de ouro. Ela tem no minério de ferro que produz, de alta pureza, algo que todas as empresas buscam: uma diferenciação sensível e positiva. Daí manter-se lucrativa mesmo com a diminuição do PIB chinês. Num contexto destes, é plausível que práticas administrativas reprováveis de administradores sem noção se confundam com a empresa? A solução é baixar seu valor de mercado, o que fará a alegria de seus concorrentes, que poderão comprá-la a preço de banana? Não nos tornemos Torquemadas da empresa que nos distingue, nos valoriza como país. Corrigir, sim; destruir, por quê? 

 

Sergii Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Brumadinho e o que mais?

Três anos depois do estouro da barragem de Mariana, repete-se o desastre em Brumadinho. Inacreditável! Inacreditável? Para quem? Um dia depois de mais este megadesastre ambiental, acordei com a imagem vívida na cabeça da poluição do Rio Pinheiros, por onde passo pedalando, ou sentindo um forte cheiro podre, ou engolindo mosquitos, ou sempre triste com a inacreditável quantidade de lixo encalhada nas margens e bancos de arreia, o que também é um problemão ambiental, ou ainda tudo junto e mais o que não sei. Tietê, Tamanduateí ou em qualquer córrego urbano é a mesma situação. A diferença que há desta tragédia de Brumadinho para a tragédia secular do Brasil sem tratamento de esgoto é que pelo menos o rompimento de uma barragem de minério de ferro assusta e chama a atenção de todo o mundo por um certo tempo, depois é esquecida. O esgoto correndo a céu aberto faz parte de nossa cultura, está no nosso dia a dia, não serve mais de notícia. Ou é notícia fraca até quando o entulho e o lixo são carregados pela enxurrada e causam uma tragédia cheia de corpos sendo retirados do barro, exatamente como vemos agora nas imagens de Brumadinho. Das entrevistas e notícias, soube que estouro de barragem não é exclusividade brasileira nem coisa de país pobre. Estados Unidos, Canadá, México, Espanha, Guiana e mais outros países tiveram desastres causados por rompimento de barragens, alguns tão graves quanto os nossos. Também soube que o Brasil tem mais de 700 barragens, segundo a GloboNews, e 1 mil barragens, segundo o presidente Jair Bolsonaro. Ninguém sabe ao certo em que condição estão. Assim como duvido de que alguém saiba exatamente qual é o desastre ambiental causado diariamente pela população brasileira, começando pelos papeizinhos de bala jogados no chão, as bitucas de cigarro, os pacotes de salgadinhos, as garrafas pet... Provavelmente, os danos ambientais causados pelo descaso sem fim da população é muito pior que os causados pelo rompimento da barragem de Brumadinho ou Mariana. Mas quem se interessa?

Arturo Condomi Alcorta

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

Muitas Brumadinhos

O ocorrido em Brumadinho é o resultado do conluio entre uma empresa gananciosa (no caso, a Vale), governantes canalhas (Dilma, Temer, Fernando Pimentel) e servidores corruptos. Há muitas outras Brumadinhos por aí - Petrobrás, Odebrecht, JBS, Metrô de São Paulo, hospitais, universidades, etc. - cuja tragédia pode ser diferente, mas as vítimas são as mesmas: nós, cidadãos comuns, trabalhadores e desempregados.

André Luis Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

Solidariedade

A CUT, o MST, o MTST e os intelectuais e políticos esquerdistas não se manifestaram contra a Vale nem a favor das inúmeras famílias dos atingidos pela tragédia de Brumadinho. Certamente, não querem envolver no caso o ex-governador petista Fernando Pimentel, responsável pelo tsunami econômico que faliu o Estado das Alterosas.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

A Vale e as eleições

Vale doou grana na campanha eleitoral ao PSD, ao PT (neste caso, pelos benefícios recebidos de Dilma e Pimentel) e ao Novo. Pasmem: o Novo, de novo, só tem o nome? E agora, como fica Romeu Zema dizendo que vai fazer e acontecer contra a Vale? Será?

Maria M. J. Simões

mmjsimoes@bol.com.br

São Paulo

Lembrete importante

Voltemos ao passado e lembremos o relatório entregue pelo sr. Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, à presidente Dilma Rousseff, falando de desvios de verbas do PT na fiscalização de barragens. Ele morreu pouco tempo depois, num acidente de avião. Só para lembrar que Celso Daniel e Toninho do PT em Campinas morreram também após abrirem a boca. Parece que onde tem PT temos, sim, de ficar espertos sempre. 

Zureia Baruch Jr.

zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

Tragédias no Brasil

Em 3 de maio 2018, escrevi um texto sobre o incêndio do prédio no centro da cidade de São Paulo. Três meses depois, usei o mesmo texto para tratar do incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Sete meses depois, incluí o caso da ponte do Jaguaré em São Paulo e, agora, três meses depois, uso o mesmo texto para as duas situações destes dias: a ponte de acesso à Via Dutra em São Paulo e o rompimento da barragem em Minas. Brasil, um país previsível. O texto é este: "A tragédia 'xis' ('xis' serve para a barragem de Brumadinho, a ponte, o museu, o prédio incendiado em maio, os 28 bebês mortos no Piauí, a ponte que 'caiu' em novembro, a Boate Kiss incendiada, o ônibus de Trindade, desmoronamentos, a tragédia de Mariana, o Bateaux Mouche, etc. sem fim) no Brasil funciona assim ó... Há Y meses, a polícia ou bombeiros ou laudo avisou o governo do Estado ou cidade ou moradores que o museu ou ponte ou imóvel ou ônibus ou barreira ou boate ou barco, etc. estava ilegal: não tinha licença, segurança, manutenção, tinha risco, etc. Aí a tragédia acontece e Z pessoas morrem. Quanto maior for o valor de Z, mais tempo fica na TV, nas redes sociais, na rádio. Porém, em N dias some da mídia, os culpados ficam soltos e os julgamentos, esquecidos. Até que o novo 'xis' apareça (apareceu novo 'xis', pronto!). E nunca nada muda e ninguém é preso ou julgado ou responsabilizado. E vamos em cima de vidas, ignorando os aprendizados e esperando a próxima tragédia. Triste, muito triste".

Ana Paula Tozzi

ana.tozzi@gmail.com

São Paulo

Estado crítico

É assustadora a notícia de que temos 15 fiscais para vistoriar 790 barragens de minérios. E que em cada três barragens há uma sob o mesmo risco de Mariana e Brumadinho. O fato é que não podemos, em hipótese nenhuma, permitir mais uma reprodução dos dramas. Logo, é melhor o governo ter humildade, descer de seu pedestal de soberania, para solicitar auxílio da ONU e de outros organismos internacionais, capazes de realizar a fiscalização completa em tempo hábil. E confiar nas análises críticas, impondo providências saneadoras imediatas. Afinal, além do bem mais precioso, a vida humana, tragédias naturais desse tipo, neste momento em que a maioria dos países se preocupa com a preservação do clima e do meio ambiente, impactam o mundo inteiro.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Onde estão?

A sociedade enlutada pela tragédia de Brumadinho exige mais agilidade na apuração da responsabilidade dos envolvidos e questiona a ação dos órgãos fiscalizadores. O poder do grande capital vai até a influência dos órgãos competentes, mas não é capaz de evitar tragédias resultantes de sua própria negligência.   Contudo, há crimes ambientais tão danosos quanto aqueles que podemos facilmente observar e que causam outros danos igualmente nocivos, como, por exemplo, a contaminação do subsolo, radiações e vibrações, que danificam igualmente o meio ambiente e que matam paulatinamente milhares e milhares, mas que a sociedade não tem como avaliar. E, o que é ainda pior, que o mesmo grande capital pode facilmente encobrir contando com maior número de cúmplices. Onde estão os agentes fiscalizadores nestes casos e como serão punidos estes criminosos, se as grandes empresas têm como encobrir a responsabilidade pelos crimes ambientais que cometem?

Irene Maria Dell'Avanzi

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

Fiscais

Salvo algumas exceções, "fiscais" soam, para mim, como oportunidade para a corrupção. Se houvesse punição garantida neste Brasil aos diferentes crimes aqui praticados, os próprios interessados cuidariam, de modo eficiente, para que eles não acontecessem.

Fernando Valadares Novaes

fvnovaes@terra.com.br

Piracicaba 

Fiscalização

A fiscalização de concessionárias de rodovias pelo Estado é exatamente igual à "fiscalização" das empresas tipo Vale, empresas de telefonia, energia e outras. Tudo na base do conluio e do compadrio. Na concessão de rodovias do Estado de São Paulo tenho experiência própria.

Orivaldo Tenorio Vasconcelos

professortenorio@uol.com.br

São Paulo

Sentimentos

Em 2004 faleceu João Inácio da Silva. Lula, seu irmão, não foi ao velório. Em 2005 faleceu Odair Inácio de Góes. Lula, seu irmão, não foi ao velório. Agora, em cárcere privado, Lula tentou ir ao velório de Vavá, seu outro irmão... Começo a pensar que a prisão ressocializa o indivíduo. Meus sentimentos ao ex-presidente e seus familiares, e que os três descansem em paz. 

Eduardo Foz de Macedo

efozmacedo@gmail.com

São Paulo

Enterro do irmão

Lula não foi ao velório do irmão João Inácio, em 2004, porque estava em Belo Horizonte participando da reunião de cúpula do Mercosul - foi, então, representado pelo irmão José Inácio, o Frei Chico. Em 2005, frei Chico representou Lula na morte de seu irmão Odair, pois o presidente manteve sua agenda oficial e também não compareceu ao velório. Esta semana faleceu seu irmão Genival Inácio, o Vavá, e Lula quis ir ao enterro, mas ele agora está preso. Até bem pouco tempo Fernando Haddad não era Lula? Por que Haddad não o representou?  

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Um novo Lula

O presidiário de Curitiba, em tempos nada saudosos de presidente da República, nem sequer compareceu às exéquias dos irmãos João Inácio, em 2004, que morreu de câncer, e Odair Inácio, em 2005, que morreu do coração. Recém-falecido outro irmão, a defesa de Lula prontamente apresentou pedido formal para o afetado cliente participar do velório do mano Vavá. E dizem que a cadeia não regenera apenados! Força, Lula!

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Um palco para Lula

O ex-presidente (e atual presidiário) negou-se a se reunir com a família após não ter sido autorizado em tempo hábil a assistir ao enterro do irmão com quem, aliás, ao contrário do que diz, não se dava. E por que negou-se a se reunir com a família? Porque a Justiça sabia que ele iria tentar repetir a pantomima que patrocinou durante os dois dias quando foi decretada sua prisão, nos quais ele foi o que adora ser: a "vedete" principal. E esta "performance" (na qual ponteia sua maior característica, a hipocrisia) não iria ter o mesmo "sucesso de plateia" da primeira; então ele optou por outro "desempenho artístico" igualmente de efeito: ser vítima, privada de assistir, banhada em lágrimas, o corpo do "idolatrado" irmão descer ao local aonde todos nós - ladrões ou não - iremos terminar e onde os bilhões roubados não servirão de nada... Aguarde, sr. Lula, os próximos capítulos: o sítio, o Instituto Lula, a compra dos caças, etc., etc. Com meus 82 anos talvez eu "desça" antes de você, Lula; apenas desejo ir para algum lugar de onde possa (como diz o samba) "assistir, de camarote, ao seu fracasso"... 

Celso C. Cretella

cpropano@gmail.com

São Paulo

Velório/Comício

Não aceitando se submeter às regras determinadas pela Justiça para participar do velório/comício de Vavá, Lula desiste e permanece em "casa". Fica para a próxima! 

Frederico Fontoura Leinz

fredy1943@gmail.com

São Paulo

Lula no velório

Qual o sentido de Dias Toffoli liberar Lula para o velório do irmão? Quem bancaria as despesas de deslocamento do ex-presidente de Curitiba a São Bernardo? Viagem, seguranças, etc.? E se ele pode, terão todos os presos deste país a mesma regalia? E, uma vez que o sepultamento já ocorreu, pedirá ele a exumação para poder se despedir? Neste mundo em que vivemos tudo é possível!

Lucia Mendonça

luciamendonca@terra.com.br

São Paulo

Decisão acertada

Acertadíssima a decisão da juíza Carolina Lebbos de não permitir o comparecimento de Lula ao enterro do irmão. O tumulto começaria na saída do ex-presidente da carceragem em Curitiba e poderia ser incontrolável em São Bernardo do Campo. Isso sem contar a provável tentativa - levada a cabo por milhares de militantes convocados pelo PT, PSOL, PDT, PCdoB, etc. - de impedir o retorno de Lula à cadeia. A Polícia Federal não teria a mesma diplomacia para negociar durante três dias, como em abril do ano passado, e poderia ver-se obrigada a usar da força com o apoio de outras polícias. Daí seria o caos.

Marcelo Melgaço

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

A saída de Lula

Se Lula da Silva estivesse preso da forma que lhe cabe, por não ter curso superior, não haveria aparato de acompanhamento do delinquente até o velório do irmão. Assim, melhor arcar com uma falha humanitária que organizar, de afogadilho, o séquito do homem mais honesto do mundo!

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Mais uma do PT

A Procuradoria-Geral da República denunciou o deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ) por desvio de R$ 49 mil gastos pela Câmara na contratação de uma funcionária fantasma. Entre 2013 e 2015, a "secretária parlamentar" do gabinete em Brasília trabalhava como estagiária na prefeitura de Mendes (RJ) e cursava Engenharia de Produção à noite em Vassouras (RJ). Cabe uma elementar e simples pergunta: cadê o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e presidência da Assembleia Legislativa do Rio?

Marieta Barugo

mbarugo@bol.com.br

São Paulo

Brasil-países árabes

Na edição de terça-feira (29/1) do "Estadão" havia uma reportagem da jornalista Lorenna Rodrigues com o presidente da União das Câmaras Árabes, Khaled Hanafi, que não pode passar despercebida. Trata-se do encontro dessa autoridade com o nosso vice-presidente, ora investido do cargo de presidente interino, no qual fica bastante claro que a embaraçosa declaração de Jair Bolsonaro sobre a mudança da capital de Israel para Jerusalém levará o Brasil a se defrontar com prejuízos relevantes nas transações com os países árabes. A infelicidade da declaração é tanto maior quando se sabe que há discussões em alto nível para tornar aquela icônica cidade na capital de dois Estados. Vejamos se o assunto será abortado, sobretudo porque o vice-presidente, que parece ser um homem equilibrado e lúcido, possa convencer o presidente Bolsonaro a esquecer o assunto, não porque Israel não mereça nosso apreço, muito pelo contrário, sobretudo pela importância da colônia judaica na nossa sociedade, mas pelo pragmatismo que deve nortear as nações quando o tema são negócios, como, aliás, é corolário da conduta do país hebreu. 

Éden A. Santos

edensantos@uol.com.br

Barueri

'A hora do safanão'

Irretocável o texto do nem sempre fácil de entender Fernão Lara Mesquita, na edição de 29/1/2019. Esclarecer os eleitores sobre a necessidade das diversas reformas, começando pela da Previdência, e expondo em praça pública os maus políticos que só pensam em seus interesses eleitoreiros, em detrimento do País, é estratégia fadada ao sucesso, que nosso presidente Bolsonaro precisa adotar.

Fernando Caiuby

fernando@elvirabrandao.com.br

Vinhedo

Corporações, ineficiência e corrupção

Três editorias de ontem (30/1) no "Estadão" nos dão a dimensão do tamanho do desgastante esforço político que o governo de Jair Bolsonaro tem à frente para fazer com que o desenvolvimento econômico, social e moral do País acerte o rumo de uma sociedade cada vez mais estarrecida diante de tanta falta de ética! Privatizar estatais, restituir a "isonomia" a todos os brasileiros, sem distinções de qualquer natureza, quanto a direitos "adquiridos" (o de usufruírem uma aposentadoria igualitária e digna), enfrentar o juridiquês impertinente que "doutos" empregam (politicamente incorretos) para justificar vantagens indevidas, entre outras misérias da vaidade e da estupidez, devem ser o "leitmotiv" a nortear as ações do "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".

Carlos Leonel Imenes

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

Reforma boa já

O brasileiro está torcendo para o governo conseguir aprovar uma boa reforma da Previdência, e não como um antigo projeto em que o contribuinte um ano e oito meses depois de morrer já poderia se aposentar.

Roberto Hungria

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

Privilégio?

Estou cansado de ler nos jornais, inclusive no "Estadão", que assino há tempos, que o funcionário público é um privilegiado que se aposenta com salário integral e cujo teto é de R$ 39.239,00, ante o teto do setor privado, de R$ 5.839,00. Quero esclarecer, para os leigos: como funcionário público (policial civil) que prestou concurso dificílimo de provas e títulos, tive de trabalhar 39 anos para ter direito à aposentadoria integral. Deixei o trabalho sem um centavo sequer de FGTS (o povo, em geral, ignora que o funcionário público não tem esse fundo). Várias vezes tive de dobrar o plantão, sem nunca ter recebido um centavo de hora extra. É isso que chamam de "privilegiados"? Fica a pergunta. 

Claudemir dos Santos

clau.mimimi2@gmail.com

São Paulo

Entidades de aposentados?

"Nova Regra do Governo dificulta repasse do INSS a entidades de aposentados" (28/1, B1). Não entendi! Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap)? O que vem a ser isso? Desconto de até 2% do benefício dos aposentados! "Muitas vezes os aposentados assinam a autorização para o desconto da mensalidade para essas entidades na hora em que aposentam, sem perceber. Nem sabem que estão efetuando esse pagamento." Uma vez autorizado, o repasse é feito de forma permanente até que haja o pedido de cancelamento. Um repasse mensal superior a R$ 50 milhões. São 18 entidades que representam os aposentados (?).

Cleo Aidar

cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

O golpe do consignado

A grande maioria dos aposentados deste país já necessitou de recorrer ao empréstimo consignado, porque seus benefícios não cobrem suas necessidades básicas. Entretanto, o que pouca gente sabe - o governo faz vistas grossas e os institutos de defesa dos aposentados estranhamente se calam - é a exploração da qual os aposentados estão sendo vítimas. Certamente, todos os aposentados brasileiros já receberam ou recebem diariamente telefonemas de financeiras oferecendo esses empréstimos. O que está por trás destes aparentes "juros baixos" é sórdido, cruel e covarde. Para ter uma ideia disso, se alguém já pagou, por exemplo, 30 prestações dos consignados, que somam R$ 15 mil, as financeiras te oferecem 20% disso, ou seja, te oferecem R$ 3 mil, pelos R$ 15 mil que você pagou a título de portabilidade e você volta a dever os R$ 15 mil. Você vendeu suas prestações pagas por 20% de seu valor. É lamentável que o INSS compactue com esta imoralidade contra os aposentados. Onde estão o Ministério Público, o Ministério da Justiça, o Procon e outros órgãos de defesa do consumidor?

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Prova de vida

O governo federal anuncia novas medidas para combater as fraudes no INSS. Boa e necessária medida. No entanto, seria justo se realmente houvesse desburocratização para quem é honesto. Ao contrário, o INSS exige que idosos de 90 anos ou mais compareçam anualmente nas agências bancárias superlotadas para provarem que estão vivos! Estes bancos regiamente pagos pelo INSS não oferecem qualquer facilidade, conforto e respeito a esses idosos. Ninguém é contra controle e combate a fraudes. Mas isso no mínimo é uma falta de respeito pelos idosos, e ilegal por confrontar o Estatuto do Idoso. O que vemos são velhinhos comparecendo às agências em macas e cadeiras de rodas para não terem sua minguada pensão ou aposentadoria suspensa. A alternativa oferecida é a confecção de procurações que custam no mínimo R$ 200 e que têm de ser "refrescadas" anualmente. Imbecilidade! Muito para quem ganha um salário mínimo. Bastaria o INSS exigir uma declaração médica de que o idoso está vivo. O resto é burocracia idiota, imoral e ilegal. Incomoda ver a omissão do Ministério Público e do Legislativo diante de mais este desrespeito ao idoso e ao povo brasileiro. Os donos de cartórios e os burocratas felizes riem de nós...

Helio da Silva Campos

hcampagnucio@hotmail.com

Rio de Janeiro

Superatletas

Investir R$10 milhões no programa PAAR, patrocinado pelo Ministério da Defesa, é prioridade? Esporte é vida, vida saudável, é forma de forjar seres humanos mais capazes, entre outros, mas será que investir tal recurso é o mais significativo para a sociedade? Será que é função do Exército apoiar os superatletas? Ganhar medalhas em competições é o que o povo almeja? Subir ao pódio, além de ser uma boa manchete, vai melhorar a vida das pessoas? Será que educação básica, saúde, moradia, segurança, cuidado de crianças e idosos, creches e asilos não são mais importantes? Pode ser egoísmo de minha parte, mas num país onde os recursos são finitos, onde recursos são desviados, quando não mal empregados, o esporte é prioritário? Vale a reflexão: por que não deixar com a iniciativa privada e dar a ela descontos em impostos ou similares? Agora, o dinheiro para o PAAR vem do povo, da sociedade, portanto deveria ser mais bem avaliado o seu uso. Pensem. Estou pensando. 

Pedro Eduardo Fortes

pec.fortes@uol.com.br

São Paulo

Contusão de Neymar

O jogador brasileiro ficará fora dos jogos do PSG e da seleção brasileira por um bom tempo. Não se entende o que passa pela cabeça deste atleta. Naquele primeiro tempo do jogo no qual se contundiu, ele passou o tempo inteiro fazendo jogadas de efeito em cima dos jogadores adversários e só podia esperar o que aconteceu: levou muitas porradas e até o técnico do time adversário declarou que foi a consequência das ações de Neymar. Craque como é, deveria parar de zombar dos outros e jogar seriamente. Seria melhor para a carreira dele.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

O 'calvário' de Neymar

Ao noticiar o momento atual da contusão no pé do boleiro Neymar, o correspondente do "Estadão" na França classifica a situação dele como repetição do "calvário" vivido ano passado. Creio que o correspondente não tem noção do que representa a palavra calvário para falar da contusão de um dedinho do pé deste atleta que fatura milhões anualmente e é tratado pelos maiores especialistas no assunto. Não dá para comparar isso com o sofrimento vivido por Cristo naquela colina conhecida por "calvário", como a história da religião cristã nos contou. Ele teria uma noção de realidade para calvário se visitasse hospitais públicos brasileiros lotados de doentes carentes de tratamento vários, onde milhares esperam anos pela solução de problemas de saúde que começam simples, mas como demoram a ser tratados ou nem o são, acabam por levar à morte. Quanto a Neymar, se uma contusão o impedisse de continuar como profissional no futebol, ele já está milionário o suficiente para manter sua vida nos mesmos padrões atuais. 

Laércio Zannini

spettro@uol.com.br

São Paulo

Alienação

Na tragédia de Brumadinho, até o momento são 84 mortos e 276 desaparecidos; os sobreviventes perderam tudo, não só bens materiais, mas também toda a memória de uma vida. Animais mortos e outros tantos sacrificados, natureza irremediavelmente danificada. Perspectiva de impunidade dos culpados e de que tudo pode se repetir brevemente, em outras áreas. No centro deste caos, alienados, incluindo a imprensa, preocupados com o "pezinho" de Neymar. Lamentável, brasileiros. Acordem, nosso país está de luto, bandeiras a meio mastro!

Sergio Cortez

cortez@lavoremoveis.com.br

São Paulo

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