Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 03h00

CONGRESSO NACIONAL

Eleições para presidente

A política brasileira vive um momento de extrema importância com a eleição dos presidentes das duas Casas do renovado Parlamento nacional, que se instala a partir de hoje. É um momento decisivo porque vai estabelecer em que grau poderá ocorrer uma desejada e verdadeira ruptura com a antiga e vergonhosa cultura política. As velhas raposas movimentam-se entre seus pares tentando aparentar domínio sobre as duas Casas, e o fazem utilizando-se principalmente de seus velhos correligionários, muitos dos quais parlamentares em processo de saída. Um engodo. Políticos da turma do “toma lá dá cá” não têm a força que pretendem demonstrar, perderam substância, rejeitados que foram pelos eleitores. A renovação que está sendo feita a partir de hoje, 1.º de fevereiro, é resultado da ampla revolta dos cidadãos com a velha política. Os parlamentares novos têm a obrigação moral de não se deixar seduzir por esse jogo de cena perpetrado pelos antigos donos do poder. Os eleitores brasileiros deram um recado muito claro: desejam uma mudança radical na política e esperam que seus novos representantes não se intimidem, vão à luta pelos reais interesses da cidadania.

MANOEL LOYOLA E SILVA

magusfe@onda.com.br

Curitiba

Suprema omissão

Hoje, 1.º de fevereiro, na eleição para presidente do Senado, Deus queira que nos livremos de velhos negocistas do tipo Renan Calheiros. Que os novos senadores saibam que o Brasil precisa se livrar dessa velha raposa, que não merece seus votos. Já poderíamos estar livres dele se não fosse a conhecida lentidão de nosso dito guardião da lei, o Supremo Tribunal Federal (STF), o grande eleitor omisso neste pleito. Isso porque o STF, nesta altura, já deveria ter julgado os mais de dez inquéritos envolvendo o velho “coronel” nordestino. Mas os supremos ministros não têm tempo, por causa de suas férias e longos feriadões, bem como das dezenas de eventos mundo afora a que comparecem, impedindo, assim, uma Justiça mais presente em prol da defesa dos interesses nacionais. Uma pena!

UBIRATAN DE OLIVEIRA

uboss 20@yahoo.com.br 

São Paulo

Voto aberto

A adesão de alguns candidatos ao voto aberto para eleger o presidente do Senado demonstra quão pernicioso é o voto fechado. Neste, o parlamentar se esconde do seu eleitorado, privando-o de saber se o voto dele é coerente com as suas aspirações. Essa frente pelo voto aberto, liderada pelo senador Major Olímpio, tem de prevalecer. Não podemos cair novamente nas mãos de raposas velhas que visam apenas ao seu bem-estar. Voto aberto já!

JORGE PEIXOTO FRISENE

jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

MEDIDAS ECONÔMICAS

Novidades em janeiro

Eu entendi que o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia dito que durante o mês de janeiro teríamos muitas novidades. Entre as possíveis boas novas, torci para que a atualização da Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física fizesse parte das tais medidas. Ledo engano. Nada de novidade, nenhumazinha foi anunciada. O Gerson pagou caro por aquela de “levar vantagem em tudo”. Será que o ministro vai pelo mesmo caminho com o tal do “posto Ipiranga”?

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

Choradeira em abril

Diz o ditado que perguntar não ofende. Então, lá vou eu também: e a correção da Tabela de Imposto de Renda? Foi tão discutida e comentada antes das eleições, foram tantas promessas na campanha, a imprensa falando no absurdo da defasagem de 92%, economistas dando opiniões sobre os benefícios da correção para a economia e o mercado em geral, etc... Melhor esquecer o assunto, né? A choradeira volta em abril. Aí já era!

VITOR DE JESUS

vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

Alívio

Sr. ministro Paulo Guedes, por favor, faça a correção da Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física! Alivie o bolso de quem está sendo roubado, do trabalhador que está sendo prejudicado há anos. O impacto, creio, poderia ser diminuído criando uma nova alíquota para quem ganha muito. Reduzir o imposto das empresas pode ser revisto adiante. Humanidade para com o povo trabalhador do Brasil!

EDMAR AUGUSTO MONTEIRO

eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

PETROBRÁS

Venda da ‘ruivinha’

No governo Lula (2006), a empresa belga Astra Oil vendeu à Petrobrás metade da refinaria de Pasadena, nos EUA, que lhe havia custado US$ 42 milhões, por US$ 360 milhões. A presidente do Conselho de Administração da estatal na época, a “economista” Dilma Rousseff, não leu as cláusulas do contrato, o que acabou custando à Petrobrás mais US$ 820 milhões, numa segunda etapa, pela venda da outra metade. Agora, finalmente a Petrobrás fez um “bom negócio”, vendendo a refinaria por US$ 562 milhões. Ou seja, o petróleo e o prejuízo são nossos. Saudades da época do PT...

OMAR A. EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

GCI

Esclarecimento

Ao contrário do divulgado na matéria intitulada Mudança na direção entra no radar da Vale, publicada na quarta-feira (30/1) na edição digital de O Estado de S. Paulo, informamos que o ministro Augusto Heleno jamais participou de quaisquer conversas com o Conselho de Administração da Vale, tampouco emitiu juízo de valor acerca das respostas oferecidas por aquela empresa no curso do incidente ocorrido em Brumadinho (MG).

FLÁVIO ALMEIDA, Assessoria de Comunicação Social do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República

Brasília

CONGRATULAÇÕES

Líder em circulação

Cabe-nos enviar aos diretores, jornalistas e demais funcionários desse conceituado e tradicional veículo de comunicação os nossos sinceros cumprimentos pela expressiva condição obtida de Jornal Paulista Líder em Circulação Impressa, tanto na capital quanto no Estado de São Paulo, em consonância com os informes do Instituto Verificador de Comunicação (IVC). Nossos augúrios de crescente sucesso.

LUIZ GONZAGA BERTELLI, presidente da Academia Paulista de História e diretor-presidente da União dos Juristas Católicos de São Paulo

lgbertelli@uol.com.br

São Paulo

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A DESATIVAÇÃO DE BARRAGENS

Leigo em barragens - como milhões de brasileiros e bilhões de pessoas no mundo -, considero positiva a decisão da Vale, embora infelizmente tardia, de fechar todas as barragens do tipo da que estourou em Mariana e em Brumadinho, ocasionando muitas mortes. Isso demonstra claramente que a empresa considera insegura sua atitude anterior e que os laudos técnicos em que se baseava eram inúteis e não mereciam nenhuma credibilidade, apenas formalidades.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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COMO?

O presidente da Vale, em entrevista à imprensa, anunciou que a companhia vai descomissionar todas as barragens que possui semelhantes à de Brumadinho. Adiantou que são nove barragens que terão suas operações interrompidas e os respectivos terrenos serão limpos e recompostos. O que ele não adiantou foi a forma com que os terrenos das barragens serão limpos, pressupondo-se esvaziados. Como e para onde os dejetos serão levados? Em outras palavras, como acabar com dejetos cujos volumes são semelhantes aos dos vazamentos de Mariana e Brumadinho? Como transportá-los? Como transformá-los em algo útil? As técnicas atuais para o seu aproveitamento ainda são experimentais e para pequenos volumes. 

Flavio Bassi, engenheiro flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

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ÁREAS DE RISCO

Pelo visto o governo não pode afastar a diretoria da Vale depois do que aconteceu em Brumadinho, mas as autoridades poderiam fazer um trabalho de remoção dos moradores das proximidades das barragens que ainda não se romperam. Isso seria o mínimo que este novo governo poderia fazer. 

Francisco Jose Cardia fra.cardia@hotmail.com

São Paulo

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É PRECISO CHEGAR ANTES

Não são poucas as críticas bradadas aos quatro ventos sobre o fato de o centro administrativo e do refeitório da Mina do Feijão terem sido construídos próximos e abaixo do nível da barragem que se rompeu. Embora tais críticas sejam realmente procedentes, é preciso analisar a situação com a devida justeza: de nada adiantam críticas retrospectivas, após o estrago feito. É preciso chegar antes. Neste exato momento, por exemplo, existem inúmeras moradias irregulares, em todo o País, construídas sobre áreas de altíssimo risco de desabamento, e algumas delas certamente desabarão, como acontece todos os anos. Ou seja, a história se repete. Está na hora de a sociedade aprender também a cobrar ações preventivas do poder público com a mesma veemência com que crítica desastres depois que acontecem. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DE MARIANA A BRUMADINHO

39 meses se passaram desde o rompimento da Barragem do Fundão, da Samarco. O acidente deixou um saldo de 19 pessoas mortas e 670 km de destruição no Rio Doce. Além das perdas materiais, muitas vítimas ficaram com algum tipo de transtorno de estresse pós-traumático. 39 cidades foram atingidas pela lama da barragem. Como se não bastasse, tragédia semelhante se repetiu em Brumadinho, na sexta-feira 25/1, numa instalação da empresa Vale. Até o momento, contabilizam-se quase uma centena de mortes e 259 pessoas estão desaparecidas. O Rio Paraopeba recebeu bastante lama, proveniente da barragem de rejeitos. A Vale garante que possui normas rígidas de segurança, mas, pelo visto, de nada adiantam.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS

Somos todos responsáveis pelo que aconteceu em Brumadinho, só o que varia é em que grau. Votamos com displicência e colocamos políticos venais para cuidar de nossa vida e da de quem amamos. Continuamos grandes amigos de gestores e executivos corruptores: reunimo-nos em torno de sua mesa, bebemos seu vinho e casamos nossos filhos com seus filhos.  Desdenhamos o fato de que diploma universitário é só o começo de aperfeiçoamentos que devem ocorrer ao longo da vida profissional. Blasfemamos contra a Justiça, mas no íntimo contamos com sua leniência caso um dos nossos precise dela. Nosso consumo não é sustentável e ainda zombamos e criamos o termo "ecochato". E, em face do terror em Brumadinho, saímos culpando a todos, pois estamos tocados pela tragédia recente, mas não mais por Mariana, que só dói no coração dos que perderam seus amores. Sem "mea culpa" não há salvação.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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PÊSAMES AO BRASIL

Pêsames pelo sétimo dia aos familiares das vítimas de Brumadinho!  Pêsames ao Brasil, por permitir que mais uma vez acontecesse uma tragédia anunciada como esta, quando há mais de três anos aconteceu o mesmo em Mariana. Quantas vezes mais precisará acontecer para aprendermos que a vida humana é maior que tudo e que sem ela nada tem valor, nada faz sentido? De que Vale o dinheiro, se não há vida para usufruir?  

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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CULPA SELETIVA

Se engenheiros foram presos pelo que eu considero "culpa presumida" na elaboração de laudo pericial encomendado pela Vale, responsáveis pela Vale também já deveriam estar presos pelo mesmo motivo, já que foram os agentes ativos e presumíveis mandantes das afirmações mentirosas atestadas por aqueles agentes passivos de ato considerado criminoso.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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NOVO TEMPO

A prisão dos engenheiros que atestaram a segurança na barragem de Brumadinho é a demonstração de que o País mudou. E de que quem atesta agora tem de garantir, ao contrário dos tempos dos falsos democratas da Nova República, que só pensavam em voto e ideologia. Não temos fiscais para as 790 barragens de rejeitos. Mas, num Estado organizado, como o que pretendemos, basta que cada empresa responda pela regularidade de sua operação, auditando os serviços para mantê-los dentro das normas, que devem ser rígidas. E aquelas que negligenciarem, bem como seus agentes técnicos de controle, que respondam civil e criminalmente, inclusive com o patrimônio pessoal, pelos danos que ensejarem. Ao Estado cabem apenas a normatização e a regulação; a manutenção do negócio nos parâmetros deve ser do operador, sob a pena de, não a fazendo, sofrer punições que possam até inviabilizar sua continuidade no ramo. Chega de atestado falso!

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

    

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BOLSONARO E A VERDADE LIBERTADORA

Desde a campanha eleitoral, Jair Bolsonaro vem repetindo o versículo de João Evangelista que tomou como lema: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Diz ele que essa citação bíblica mudou sua vida. Agora, a verdade novamente se revelou a Bolsonaro: o capitalismo brasileiro é atrasado e selvagem. Para este capital não é o Brasil que está acima de tudo, mas o lucro, inclusive à custa de centenas de vidas humanas.  Torçamos ou rezemos, se formos crentes, para que essa verdade revelada liberte Bolsonaro da ideia de acabar com a fantasiosa "indústria da multa" (a Samarco pagou apenas 3% das multas que lhe foram aplicadas), de implantar autodeclarações empresariais em substituição à fiscalização, de permitir o licenciamento automático para grandes obras de infraestrutura e agrícolas, de punir fiscais trabalhistas ou ambientais cujas multas venham a ser anuladas por instâncias superiores, de transformar o Ministério do Meio Ambiente num penduricalho sem valor, subordinado aos interesses de um capitalismo predador.

Agostinho Sebastião Spínola agosto.spinola@uol.com.br

São Paulo

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CORTINA DE FUMAÇA

Ao ler as notícias sobre a tragédia em Brumadinho (MG), parece-me cada vez mais se afigurar que a estratégia da direção da Vale é desviar a atenção da verdadeira causa da tragédia, que foi a grosseira falha de compliance na gestão de riscos da empresa para livrar a cara do conselho, da presidência e de gerências demonizando a tecnologia já considerada ultrapassada na construção da obra. Se não tivesse havido o descaso da empresa em assegurar o rigoroso cumprimento da gestão de riscos independentemente de a tecnologia não ser o estado da arte, o desastre não teria ocorrido. Conselho, diretoria e gerências, pelo que saiu na imprensa escrita, estão a salvo de prejuízos financeiros pessoais, mesmo se devidos à omissão ou a decisões equivocados por um seguro global de R$ 150 milhões. A única maneira, portanto, de puni-los por falhar em suas responsabilidades, pelas quais são regiamente remunerados, seria processá-los criminalmente e, se condenados, que as penas sejam de reclusão em regime fechado no sistema prisional pelos anos julgados pertinentes pela Justiça, assim como o estabelecimento de uma quantia significativa mensal para um fundo em prol da família das vítimas.

Eduardo Antunes eduardo.antunes@terra.com.br

São Paulo

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RESPONSABILIZAÇÃO DA VALE

Em sua primeira aparição no dia da tragédia em Brumadinho, o presidente da empresa mostrou-se perplexo e logo tratou de se eximir de qualquer responsabilidade, jogando a culpa na empresa que inspecionou e emitiu laudo de estabilidade da barragem acidentada. Ora, as conclusões do laudo são válidas nas condições e circunstâncias em que a barragem e seu entorno foram avaliados e inspecionados. Uma coisa é atestar a estabilidade de uma estrutura inativa, que não recebe rejeitos há três anos, e outra, completamente diferente, é aquela na qual se iniciou um processo de recuperação de minério de ferro residual nos rejeitos da barragem acidentada, com a mina em operação. Não estava nos planos da diretoria da Vale (antes do acidente) desativar essa barragem, mas tão somente esvaziá-la para poder receber nova carga de rejeitos devidos à expansão da produção de minérios na Mina do Feijão, em projeto aprovado pela Secretaria do Meio Ambiente de Minas Gerais, em tempo recorde.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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TERRA SEM LEI

A ideia do governo de afrouxar a legislação ambiental tomou um grande choque de realidade com o desastre de Brumadinho. Abrandar as leis seria catastrófico, deixar que o setor agrícola se autorregule, que as indústrias se regulem, isso não vai dar certo. Imaginem abolir as leis de trânsito: cada motorista se autorregula. Logo vai ter gente andando a 200 km/h na rua, estacionando onde bem entender, andando na contramão, etc., ninguém leva multa, ninguém vai preso, ninguém perde a carta, etc. O Brasil demorou 500 anos para chegar à atual condição de país subdesenvolvido, de Terceiro Mundo, as mudanças propostas seriam um enorme retrocesso na direção da barbárie. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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NADA MUDARÁ

A perda, a dor, a incerteza, a tragédia de Mariana não serviram para nada. A Justiça brasileira, lenta, inerte, inoperante e que defende sempre os ricos, continuará na mesma opacidade, agora em Brumadinho.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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AÇÃO NOS EUA

Como um americano residente no Brasil por 40 anos, eu me sinto compelido a pedir desculpas pelas hienas e urubus que estão entrando em ação novamente, antes que as primeiras vítimas de Brumadinho fossem identificadas e enterradas. Os "doutores" da lei de Brooklyn entraram em ação. Obviamente, só buscando "justiça" pelas vítimas! Tabaco, amianto, acidentes de avião, qualquer tipo de acidente em que houver dinheiro disponível, conte com estes advogados. Fico com vergonha.

Robert Hein rhehein@gmail.com

São Paulo

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A AJUDA DE ISRAEL

Israelenses deixam o Brasil. Estão politizando e querendo protagonizar a operação de resgate dessa tragédia. Isso causa asco. Fazem da lama que soterrou centenas de pessoas um palco para desfile dos egos. Fez bem o exército israelense em ir embora. Vai ficar discutindo "modus operandi" com maluco? Vergonhoso.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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BOMBEIROS

A dignidade humana está representada nestes briosos homens que a qualquer hora do dia ou noite estão à disposição de ajuda à população. Em Brumadinho, como jacarés, nadam na lama para tentar resgatar vidas. Altivos na sua generosidade, enlameados com detritos tóxicos de minério, com um sentimento de amor ao próximo, é como se gritassem em alto e bom som: "encorajados pela força em ajudar, cá estamos, sofrendo também, somos humanos, mas a cada braçada na luta incessante por salvar vidas estaremos sempre à disposição do povo vitimado pela arrogância dos incompetentes". A Previdência destes profissionais deveria ter um estudo à parte, é o mínimo que merecem estes bombeiros que dignificam sua profissão. Imaginem o salário final de políticos, com todas as mordomias a que têm direito. E, mesmo assim, com a caneta e o papel em mãos, não conseguiram fiscalizar e punir veementemente com uma ação segura as barragens inseguras pelo País. Estas dezenas de mortes aconteceram pelo descaso dessas autoridades incompetentes.

Creusa Colaço Monte Alegre ccolacomontealegre@yahoo.com.br

São Paulo

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CAUSAS POR QUE LUTAR

Por onde andam Chico, Caetano, Gil, Milton e o Clube da Esquina, Alcione, Beth Carvalho, Fernanda Takay e o Pato Fu, Jota Quest, Skank e tantos outros artistas que não fazem um show em prol das famílias das vítimas de Brumadinho? Será que estão ocupados programando mais um show para pedir liberdade ao famoso presidiário de Curitiba?

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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POESIA - BRUMADINHO

Que pais é este em que vivemos?

Belezas raras, mas com homens armados 

de ganância e egoísmo.

A ganância mata, desmata e apaga.

Apaga milhares de seres debaixo de uma lama.

Pessoas com grandes histórias que se 

tornam estatísticas.

Quando será que isso vai parar?

A natureza grita, pede socorro,

por que sozinha ela não aguenta mais.

Não foi desastre natural,

foi mais um pedido de socorro.

Agora foi com Brumadinho.

E como ficou a história de Mariana?

Famílias desesperadas sem saber como seguir,

Não é simplesmente pedir desculpa.

Não é sua filha que não tem mais vida.

Seu sobrinho que tinha o sonho de estudar Psicologia.

Ou a sua mulher que esperava uma filha.

Andrea Haddad Maia andrea.haddad@hotmail.com

São Paulo

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TOFFOLI E O VELÓRIO DO IRMÃO DE LULA

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu na quarta-feira habeas corpus de ofício para que o ex-presidente Lula da Silva, preso em Curitiba, pudesse se encontrar com seus familiares em unidade militar em São Bernardo do Campo, em razão da morte de seu irmão Vavá. Em seu despacho, Toffoli oferece: "inclusive com a possibilidade do corpo do de cujus ser levado a? referida unidade militar, a crite?rio da fami?lia". Não terá ocorrido a Toffoli, talvez, a absoluta impossibilidade de que, aberto o precedente, os demais presidiários do País - eram mais de 700 mil em 2016 - possam usufruir do mesmo direito à escolta e transporte à localidade distante daquela onde cumprem a pena, para participar do eventual velório de um irmão, com unidade militar posta à disposição, inclusive para a presença do corpo do de cujus? Hipótese absurda, por certo, mas não menos absurdo é o presidente do Supremo oferecer privilégios a um presidiário com quem são notórias suas relações pessoais; e praticar um ato que rompe um dos princípios basilares da Constituição federal: o da isonomia. E o STF, como deve saber Toffoli, é o guardião da Constituição. 

Sergio Ridel Sergio sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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ALÉM DA FUNÇÃO

Quarta-feira, dia 30/1, Dias Toffoli, num comentário, disse que o Judiciário deve se limitar à sua função tradicional e que o juiz não pode acordar pela manhã e querer resolver problemas da sociedade. Parece-me que isso foi endereçado à juíza de Curitiba que negou ida de Lula ao velório do irmão. Disse, ainda, que, se um juiz quer ter desejos e ir além de sua função tradicional, que vá ser deputado. Ora, senhor ministro Toffoli, mando-lhe um recado direto. Eu, por dignidade pessoal e pelo fato de exigir-se saber notório para o cargo de ministro do STF, não teria aceitado a indicação que V. Excia. aceitou. Só devem aceitar aqueles que têm saber notório, segundo as leis que regulamentam o cargo.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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SEGURANÇA JURÍDICA

A magistrada responsável pela cadeia de Lula não autorizou a sua saída para ver o irmão. O TRF-4, em recurso de Lula, manteve a decisão. O STF contrariou ambos e autorizou sua saída. É de supor que todos tenham analisado a mesma lei e concluíram de forma diferente. Não é de estranhar que os investidores estrangeiros tenham tanta preocupação quando investem em nosso país, os juízes não seguem a lei, seguem seus palpites?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA, LULA E VAVÁ

Lamentável a entronização, na consciência de nossos magistrados, inclusive nos primeiros graus de jurisdição, de um consequencialismo metajurídico. É certo que não mais se aplica, pelo menos de modo impensado, o velho preceito romano que permeava referido consequencialimo: "fiat justicia, pereat mundus" (faça-se justiça, ainda que o mundo pereça). No entanto, o juiz não pode se ativar a considerações estranhas à sua competência, a exemplo do argumento de que não haveria forças policiais suficientes para garantir o comparecimento pacífico de Lula ao féretro de seu irmão Vavá, até porque todos estavam empenhados em Brumadinho (sic), tendo chegado tarde, como era previsível, a decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, autorizando a saída de Lula para o enterro do irmão, já consumado. A lei autoriza a saída do preso para tal finalidade. É o que basta e assim deve decidir o juiz. A garantia do cumprimento pacífico de suas decisões não lhe compete, sobretudo no campo imaginário. O combate à corrupção, que apenas se esboçou nos casos "mensalão" e "Lava Jato", não pode desmembrar nosso Direito, construído ao longo de anos de história, por figuras como a de Rui Barbosa, a quem se atribui o conceito (aliás, manifesto) de que justiça tardia é injustiça. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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AÇÃO ENTRE AMIGOS

O fato de o presidiário Lula não ter aceitado a decisão estapafúrdia de Dias Toffoli, que o autorizou a sair da cadeia para assistir ao enterro de seu irmão Vavá, não minimiza este erro crasso do presidente do STF, que promove mais uma ação entre amigos. Demonstra desprezar a ética nas nossas instituições exclusivamente para favorecer um dos maiores corruptos do País, Lula da Silva, assim como já concedeu também diversos habeas corpus a condenados na Lava Jato. Será que a nossa Constituição reserva também a todos os presidiários do País esse direito? Na realidade, como presidente do Supremo, Toffoli está brincando com a ética.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A LOUCURA DO BRASIL

A zoeira legal brasileira aumenta o caos no universo. Não é possível dar-se o desenvolvimento do povo brasileiro num ambiente patológico como o que as leis brasileiras, a começar pela Constituição, proporcionam. Toffoli permite o absurdo, e Lula se nega a desfrutá-lo... Surreal! "Mas está na lei", diz um comentarista político. Pois é isso mesmo que estou constatando. Talvez o Brasil seja um país grande demais, habitado por muita gente pequena. Não há outra explicação. Algo precisa ser feito. Diminuir o País, privatizando partes dele? Dando fortificante para o povo crescer? Quem sabe desfazer a República e chamar de volta Dom João, Carlota e principalmente a rainha louca? Com certeza, a loucura dela não era tão patológica como a do Brasil que o novo governo está herdando.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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A FALTA DE UM MICROFONE

O velório e sepultamento de dona Marisa Leticia acabou se transformando num comício, onde Lula da Silva destilou mentiras, impropérios e suas costumeiras bravatas. O mesmo iria acontecer no funeral de seu irmão Vavá, mas a proibição da presença da militância petista, da imprensa, de declarações políticas e até do uso de celulares desmotivou o presidiário condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, que optou por permanecer em seu confortável apartamento na Polícia Federal de Curitiba e receber seus familiares no dia de visita.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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POSANDO COMO VÍTIMA

O presidiário Lula da Silva, posando como vítima, pretende "faturar" alto com a autorização tardia que recebeu para comparecer ao enterro do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá. A vitimização já começou com a declaração da "tigrada" petista de que "Lula não perdeu o enterro, mas foi impedido de ir". Ora, a decisão do "amigo" Dias Toffoli, além de prevista em lei, pela demora, impediu que o demiurgo se encontrasse com familiares na cerimônia, até mesmo nem houve condições em organizar manifestações a seu favor. De qualquer forma e pela demora, parabéns! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DE VELÓRIOS & COMÍCIOS

A lei é clara: não pode showmício. E aí incluem-se velórios, enterros...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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VEXAME

Quer dizer que no quartel é vexame; na cela da PF de Curitiba, melhor?

Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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VAI ENTENDER

O cara tá preso há mais de 295 dias, mas para ir a velório e enterro de familiar, sem poder fazer comício, não tem interesse. Vai entender. Tem de continuar preso!

Cláudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo 

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'PRIVILÉGIOS NA PRISÃO'

Concordo em gênero, número e grau com o que o editorialista escreveu em "Privilégios na prisão" (31/1, A3). O sr. Lula já tem privilégios demais e, ainda assim, conseguiu até uma base militar para velar e ver seus parentes. O que muito me estranhou foi a quantidade de gente no velório do finado... A maioria militante, esperando seu líder chegar. Ele não tem curso superior, é ladrão e o que tem a favor dele é o fato de ser ex-presidente, só isso já lhe dá o direito a tantas regalias e privilégios? Ou será que até nisso estamos errando? 

Patrícia Malta Ferrian fer2farma@gmail.com

São Paulo

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ALEGAÇÃO FURADA

Fez muito bem a juíza de execuções penais de Curitiba em negar a ida de Lula ao enterro do irmão Vavá, que enquanto vivo criou problemas para seu irmão presidente. A alegação de que nem o Dops o impediu de ir ao enterro de sua primeira esposa é furada, pois à época não era ainda um criminoso condenado, como hoje, além de réu em muitos outros processos criminais nos quais há a expectativa de condenação criminal adicional de pelo menos mais 50 anos de prisão.                          

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ESPERTEZA

É muito comovente a súbita compaixão do condenado Lula por enterros de seus irmãos. Em 2004, quando morreu o seu irmão João Inácio da Silva Neto, Lula preferiu fazer política em Belo Horizonte (Cúpula do Mercosul) e, depois, comparecer a um lauto jantar de confraternização. Quando outro irmão faleceu, em 2005 (Odair Inácio de Gois), Lula preferiu passear em Tabatinga, no Amazonas, para fazer política. O problema não são os mortos; são os vivos canalhamente espertos.

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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HIPOCRISIA

Quando o irmão de Lula João morreu, em 2004, ele não foi ao enterro. Em 2005 morreu Odair, que também não contou com a presença do então presidente da República. Agora, com a morte de Genival, que não conseguiu nem ser recebido no Planalto enquanto vivo, vem se vitimizar com falsos sentimentos. É bem a cara dele! Quanta hipocrisia! 

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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MISSA DE 7.º DIA

Gostaria de fazer uma sugestão para a missa de 7.º dia do irmão do presidiário: que seja na sala da carceragem da PF, aberta aos parentes mais próximos (se é que comparecerão), com transmissão ao vivo pela televisão. Assim poderemos vê-lo fazendo o sinal da Cruz e recebendo a hóstia ao fim da missa. Amém!

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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'UM 'NOVO RENAN''

Após visitar Lula na cadeia e declarar seu apoio incondicional ao presidiário durante a campanha eleitoral no ano passado que culminou com a derrota do PT, Renan Calheiros, do alto de seu cinismo, agora avisa que nasce um novo Renan. "O velho Renan era estatista", o novo Renan será um liberal que poderá ajudar o governo a aprovar as reformas necessárias caso seja alçado mais uma vez à condição de presidente do Senado. Com um prontuário repleto de falcatruas que lhe renderam dezenas de processos e inquéritos em diversas instâncias da Justiça, incluindo o STF, o senador almeja um dos cargos mais altos da República, na tentativa de ao mesmo tempo manter privilégios que o seu emprego oferece e blindar-se dos processos que o atingirão caso não se reeleja para o cargo. A exemplo de seu ídolo preso em Curitiba, Renan sabe que, se não ocupar o posto máximo do Legislativo, poderá acabar indo para a cadeia, a exemplo de seu ídolo encarcerado em Curitiba, razão pela qual tenta vender a imagem de bom moço quando, na verdade, é um genuíno representante da velha política do cambalacho, que reinou durante a era lulopetista, da qual o País quer distância. A sociedade exige voto aberto e #FORARENAN 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO NO SENADO

O Brasil vem assistindo à guerra no Senado para eleger o seu presidente. O coronel alagoano Renan Calheiros está prometendo mundos e fundos, dizendo que pode salvar o País. Está na hora de os senadores criarem vergonha na cara. Honrem seu mandato e não se submetam às ameaças que estão recebendo. Não entenderam o recado das runas? O povo exigiu mudança e transparência. Se os homens eleitos temem um de seus pares, está na hora de eliminá-lo por meio do voto aberto. Simples assim.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O NOVO?

A biruta de aeroporto deve se sentir humilhada com a concorrência do velho "coroné" de Alagoas: sempre a favor do vento! Na entrevista à revista Valor, disse que, se for eleito presidente do Senado, será um político completamente diferente do atual. Só se vai mudar o nome para algo mais apropriado à figura: Renan Canalheiros! 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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JADER BARBALHO, 'DIABO VELHO'

As grosseiras respostas do senador Jader Barbalho ao jornalista do "Estado" (30/1, A8) explicam o atual descrédito do Senado. Indagado sobre o apelo da sociedade ao voto aberto na eleição do futuro presidente daquela Casa, disparou: "Que apelo da sociedade? Quem representa a sociedade? Eu represento porque tive 1 milhão e 400 mil votos. Roberto Carlos queria ter 1 milhão de amigos". Respondendo à arrogância desse legislador (sic), podemos afirmar que obteve esses votos com o financiamento de campanha originado do abominável Fundo Eleitoral, pago por todos nós, brasileiros trabalhadores, que produzem sem quaisquer privilégios remuneratórios, verbas indenizatórias, auxílios-moradia, atendimento de saúde e outras regalias a mais. Quanto a Roberto Carlos, ele, com certeza, tem mais de 1 milhão de amigos arregimentados pelo seu talento pessoal, e exclusivamente à custa de seu trabalho, só nos dando alegria, diferentemente de quem mantemos financeiramente e comete a petulância de considerar nossa reivindicação do voto aberto "uma bobagem, presepada". Aliás, a autoexplicação para seu comportamento legislativo é bem esclarecedora: "Eu prefiro ficar assistindo como um diabo velho". Mais uma demonstração para que a população brasileira se convença a sair às ruas exigindo o voto distrital com recall. É a única forma de extirparmos do poder estas aberrações dantescas que em nada nos representam.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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ATO POR JEAN WYLLYS

Foi tristemente doloroso assistir, no "território livre" das arcadas do Largo São Francisco, palco de tantas lutas pela democracia (e onde, no pátio interno, estão gravadas as palavras inesquecíveis de Tobias Barreto "quando se sente bater / no peito heroica pancada / deixa-se a folha dobrada / enquanto se vae morrer..."), a um ato vergonhoso e antidemocrático em defesa de um parlamentar (aliás, verdadeira hiena cuspideira) que, em vez de lutar por seus direitos no próprio país, prefere fugir para a Europa, alegando supostas ameaças que nem sequer se sabe de onde vieram. Ouviram-se, ali, gritos de "viva Maduro", discursos abaixo de qualquer crítica, ameaças veladas, expulsão, com violência, de representantes de tendências não esquerdistas, inclusive um parlamentar recentemente eleito... Onde estava a democracia, que não se fez presente de forma nenhuma? Pobre Faculdade de Direito do Largo de São Francisco! Onde jogaram tua antiga glória? Onde estão os verdadeiros estudantes do Direito?

Edmea Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

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DEMOCRACIA

A deputada americana Ilhan Omar, do Partido Democrata, afirmou que os regimes de governo do Brasil, na Guatemala e em Honduras são horríveis - opinião de quem não conhece o Brasil. Prezada deputada, neste país não existe mais esquerda ou direita. Se Jair Bolsonaro, um ex-militar, hoje é o presidente, não significa que o regime é de direita. Se fosse assim, um pastor evangélico eleito presidente não significa que o Brasil virou uma igreja; ou, se um louco for eleito presidente, não significa que o país virou um hospício; e, se um comunista assumir a Presidência, não significa que viramos comunistas, mas burros!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco 

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POPULISMO

Bolsonaro é populista?  Sou um cidadão comum. Nunca votei em socialistas, que é característica do PT, porque tenho um conhecimento básico de Economia. Além disso, o objetivo expresso do PT foi e é perpetuar-se "no poder". Trata-se de um objetivo antidemocrático. A tática de apelar para emoções especialmente entre os contingentes mais pobres da sociedade - "nós" contra "eles" - e mesmo de anunciar ações violentas (criminosas) caracteriza "populismo". Sei que no século passado esta técnica foi novidade e sociedades não estiveram preparadas para enfrentá-las, a exemplo de Hitler e Mussolini, com consequências desastrosas. Na imprensa, circula a afirmação de que existe um bolsonarismo que seria um petismo com sinal contrário. É impossível distinguir erro de percepção e/ou falta de competência da insinuação caluniosa proposital. O alívio e o entusiasmo pelo afastamento do petismo não configuram uma nova ideologia.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO NO HOSPITAL

Ao reassumir a Presidência da República 48 horas após delicada intervenção cirúrgica de sete horas, Jair Bolsonaro deu mostras de grande resiliência e estoicismo. Não devendo falar, para não engolir ar, conversará escrevendo. Mas por trás desse açodamento está certamente a precaução para não ser ofuscado pelo vice Hamilton Mourão, muito mais articulado do que ele, e também para acompanhar de perto a encrenca em que está metido o filho Flávio.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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CASO QUEIROZ

Na Câmara, Flávio Bolsonaro se diz vítima de perseguição. Na pratica ele precisa provar que é inocente.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Colocaram os militares na "boca do sapo" como sendo os grandes vilões a se posicionar contra a reforma da Previdência. Podem crer, ilustres leitores, são os bois de piranha. Enquanto os militares nem constam dos artigos referentes à Previdência na Carta Magna, a turma relacionada na matéria. A pressão corporativista abre guerra contra as mudanças.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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