Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2019 | 01h00

Prefeitura paulistana

Loyola e o meu IPTU

Deus lhe pague, Ignácio de Loyola Brandão, por me fazer rir com sua crônica Quero avisar que o viaduto está para cair (1.º/2, C6). Porque eu já estou à beira das lágrimas - por pura histeria, reconheço - com o que acontece com o meu IPTU. Em 19 de janeiro comentei neste Fórum sobre a conta que o prefeito de São Paulo me apresentou, com o absurdo aumento de 50% sobre o valor do ano passado. Tentando entender a conta que ele fez, naveguei pela página “Entenda seu IPTU” e fiquei mareada à toa, ela não explica nada. Liguei para o 156: “Sra. Marcia, obrigada por esperar, desculpe a demora, mas não sabemos, não temos a informação. Procure sua regional pessoalmente”. Fui à Rua Álvares Penteado: “Não temos a informação, entre com recurso”. Inconformada porque, se a página não sabe, o 156 não sabe e a regional não sabe, eu me dou o direito de achar que aquele que vai julgar o recurso também não sabe, ou seja, indefere e pronto. Liguei, então, para a secretaria que cuida da receita municipal, órgão que, efetivamente, está envolvido com cálculos e valores. Ganha um picolé de sua escolha quem adivinhar a resposta: “Sim, parte daqui, mas não sabemos como é feito o cálculo, são setores diferentes, um apresenta a conta, outro recebe a conta, melhor ir à sede da Prefeitura, na Praça do Patriarca”. Grande Ignácio de Loyola Brandão, o seu viaduto vai cair, o meu IPTU vai vencer e se eu não pagar piora. Mas temos de entender - eu disse entender, não aceitar - que estamos num país onde a primeira vítima de uma desgraça como a de Brumadinho é exatamente a buzina que existe para avisar... que vai acontecer uma desgraça.

Marcia Meirelles

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

Irresponsabilidade

Enquanto a imprensa comenta sobre Brumadinho, Venezuela, corrupção, eleições para o Senado e a Câmara dos Deputados, a Prefeitura de São Paulo aplica exorbitantes aumentos nos valores do IPTU de 2019. Não se trata de caso isolado. No meu condomínio o reajuste chega a 49,4% sobre 2018! E se você vai reclamar, eles pedem que agende uma reunião... Certamente serão milhares de contribuintes enfrentando filas. Irresponsabilidade da atual administração.

Manoel Pedro Gianotto

mpgianotto@gmail.com

São Paulo

O dito cujo que se intitula prefeito de São Paulo me enviou um boleto de IPTU com aumento de 54%! Baixo calão não vai ajudar, então só digo uma coisa: nunca terá o meu voto. Em tempo: sou aposentado com três salários mínimos.

Nelson Piffer Jr.

pifferjr86@gmail.com

São Paulo

Buracos e tombos

Um verdadeiro descaso o estado das calçadas e ruas de São Paulo. Na esquina de Rua Aracaju com Avenida Higienópolis existem buracos causadores de tombos, como aconteceu com minha filha grávida de oito meses, e lixo esparramado pelo chão. E a Prefeitura ainda vem cobrar IPTU com aumentos de 50%! Tento ligar para Prefeitura no 156 e me dizem que a espera é grande para ser atendida, dão um número de protocolo que de nada adianta e solicitam um telefone para retorno que nunca vem. O prefeito Bruno Covas mente? Na semana passada deu entrevista a uma rádio dizendo que o IPTU seria aumentado em apenas 3,5%. Então, como o meu veio com aumento de 50%?

Lucilia Costa

pirajuense@hotmail.com

São Paulo

Árvores não morrem de pé

Nossa Prefeitura precisa dar mais atenção à questão da queda de árvores. Dia 25/1 uma tipuana enorme tombou na Rua Gabriel dos Santos, em frente ao n.º 370, e milagrosamente não atingiu ninguém. É um tipo de árvore que tem pouca raiz e com o aumento da folhagem acaba não resistindo ao vento. Lamentavelmente existem muitas delas na nossa cidade.

Victório Canteruccio

vicv@terra.com.br

São Paulo

Façam suas apostas

Moradores da Aclimação já estão tão acostumados com a queda de árvores podres e infestadas de cupim que até estão fazendo bolão para ver quem acerta o número de árvores caídas. Gostaria de saber que critério os fiscais da Prefeitura especializados na durabilidade e sobrevida de uma árvore usam para condená-la ou não. Outra coisa: já está virando moda, também, pontes e viadutos com fissuras e rachaduras despencarem e/ou serem interditados. Foi o que aconteceu na Marginal do Pinheiros e, mais recentemente, com o viaduto que dá acesso à Via Dutra.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Viadutos

A respeito dos viadutos que não passaram por verificações técnicas nos últimos anos, lembremos quem foi o prefeito de São Paulo antes do sr. João Doria: ninguém menos do que o sr. Fernando Haddad, ou segundo “poste” do ex-presidente agora encarcerado, que tentou a Presidência do Brasil. O que o sr. Haddad mais fez nos quatro anos em que “governou” a cidade de São Paulo foi pintar faixas vermelhas e chamá-las de ciclovias, as quais hoje, em grande parte, estão esburacadas e escorregadias em dias de chuva, dada a utilização de tinta imprópria.

Roger Cahen

rcahen@uol.com.br

São Paulo

Monotrilho

Endosso as palavras do ex-ministro Almir Pazzianotto (1.º/2, A2) e complemento pondo o prefeito Bruno Covas no balaio dos “incompetentes” no que toca ao Campo Belo e ao Brooklin. José Serra e João Doria prometeram e abandonaram a Prefeitura. Bruno ou nunca veio à região ou não sabe a quem delegar poderes. Não é só o monotrilho, com suas favelas, pichações e comércio de drogas, que incomoda os moradores pagantes de altos impostos. O que mais incomoda é ver o nosso dinheiro sendo deteriorado pelo tempo. As artérias perpendiculares que unem a Avenida dos Bandeirantes à Roberto Marinho, além de milhares de valetas, são mais onduladas que tábua de lavar roupa. Lembro-me do verborrágico Doria afirmar: “É uma vergonha, asfaltarei São Paulo com material de primeiríssima qualidade”. O prefeito Bruno Covas mandou uma equipe para a região, que está lá até hoje, terminando o viaduto da Avenida Santo Amaro sobre a Roberto Marinho. E o que fez essa equipe? Tapou alguns buracos naquelas vias transversais, deixando-as onduladas e cheias de valetas... E já estão novamente abandonadas! Parabéns a Almir Pazzianotto, conte comigo e com milhares de outros moradores. Quando irão cuidar da nossa região?

Sérgio Bruschini

bruschini0207@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Caso Queiroz

"Marco Aurélio Mello rejeita reclamação de Flávio Bolsonaro e devolve caso Queiroz para a primeira instância." Fiquei satisfeito com a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que devolveu à primeira instância a investigação envolvendo Flávio Bolsonaro. Votei em Jair Bolsonaro, mas esta é a diferença entre um eleitor crítico e os petistas, que teimam em defender o indefensável.

Marcelo Melgaço

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Segurança nas barragens

O governo pretende vistoriar as 3 mil barragens existentes no Estado de Minas Gerais a fim de planejar ações para melhorar a segurança delas. Como de costume, o governo se mete em área de responsabilidade exclusiva da administração privada, tendo inclusive de despender recursos que poderiam ser despendidos em áreas de sua administração. O que o governo deve fazer é desenvolver medidas legais de projeto, construção, operação, manutenção e segurança de barragens e estabelecer um prazo para que as empresas proprietárias implementem tais medidas. Deixou de implantar totalmente essas medidas? Pesadas multas, até o cumprimento de todas as obrigações. Ocorreu um vazamento? Estabelecer penalidades para a administração da empresa, e não apenas e tão somente para o engenheiro responsável pela auditoria da barragem, com foi o caso da barragem da Vale em Brumadinho.

Flavio Bassi, engenheiro

flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

A tranca na porteira

Como dizem no interior, depois que o burro foge colocam tranca na porteira. Lamentavelmente, no caso de Brumadinho, o governo incompetente não aprendeu com Mariana, há três anos. Prenderam alguns engenheiros responsáveis pelos laudos de vistoria para apurar responsabilidade. Acho isso justo, mas pergunto: e os responsáveis pelo incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro? Os responsáveis pelo incêndio no Museu da Língua Portuguesa? Os responsáveis pelo desmoronamento na região serrana no Rio de Janeiro? Os responsáveis pelo desmoronamento em Niterói, no Rio de Janeiro? Pelo mau estado dos viadutos em São Paulo? E mais outros desastres provocados por irresponsabilidades privadas e governamentais. Neste país, ninguém é punido nunca. Portanto, essas prisões vão dar em nada. É uma pena que isso aconteça e o povo que se dane.

Luiz Francisco de Assis Salgado

salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

Cobrança diária

Como resultado dos desgovernos federais e estaduais, nosso país foi assolado com recentes três grandes tragédias, duas em acidentes da Vale em Minas Gerais, em governo estadual e federal dos escolhidos pelo PT, e a terceira tragédia, o grande incêndio no Museu Nacional, sob a administração do PSOL. Todas impunes! Até quando? E a questão da cassação dos partidos que receberam recursos financeiros comprovados do exterior? Até quando teremos de aguardar uma decisão da Justiça? E a mídia só se preocupa com um senador descontrolado que não apita nada no governo de fato! Não está na hora de cobrarmos dia a dia, como ocorreu com a censura ao "O Estado de S. Paulo"?    

Jose Rubens de Macedo Soares

joserubensms@gmail.com

São Paulo

Mar de lama

O crime mineral no Brasil é bastante orgânico. Brumadinho e Mariana são apenas seus expoentes, pois a exploração da pedra para obter o ouro - que pode ser tanto o ferro como o alumínio - marcou nosso país desde a Colônia. Aqueles que lamentam os corpos soterrados são os mesmos que defendem o afrouxamento da legislação ambiental, o Estado mínimo, as privatizações sem controle e a ilusão do neoliberalismo. Neste mar de lama, aplaquemos a angústia com os visionários poetas Drummond e Tom Jobim: "Quantas toneladas exportamos / de ferro? / é a lama, é a lama."

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

Prevenção

Nosso país tem a cultura, em praticamente todas as situações, de não usar segurança preventiva, e acabam acontecendo acidentes graves como os ocorridos em Mariana e Brumadinho - este último com alto número de vitimas. O País está necessitando de mudar essa cultura urgentemente, pois não tem condições de assumir tais prejuízos (humanos e materiais) que um pouco de bom senso evitaria. O jeitinho brasileiro aliado a isso tudo nos deixa preocupados e inseguros com o amanhã.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

A sirene engolfada pela lama

Como é possível haver apenas uma sirene? Uma rede delas, em pontos estratégicos, controladas por um sistema de alerta, seria mais eficaz, não? Será que ninguém pensou nisso?

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Responsabilidades

A juíza Perla Saliba Brito, plantonista de Brumadinho (MG), agiu com rigor excessivo ao determinar a prisão dos cinco engenheiros que participaram na elaboração do laudo que atestou a segurança da barragem. É possível, sim, uma barragem romper repentinamente, sem dar indícios de que vai romper. Estes mecanismos são regidos por leis estatísticas que se manifestam ao acaso. Talvez tenham mais responsabilidade a empresa projetista, que implantou as salas da administração e o restaurante da empresa no pé de jusante da barragem, não dando tempo sequer para uma possível fuga, e a própria mineradora Vale, que aprovou este projeto.

José Carlos Degaspare, engenheiro

degaspare@uol.com.br

São Paulo

A diretoria da Vale

Considerando que o antigo e competente presidente da Vale do Rio Doce sr. Roger Agnelli viu-se obrigado a deixar a empresa por não concordar com o aparelhamento desta proposto pelo então presidente Lula da Silva, gostaria de saber como está composta a diretoria atual, isto é, quantos ocupam suas posições por competência/mérito e quantos fazem parte do famoso "QI" (quem indicou). Talvez aí tenhamos parte do problema, sem considerar que os laudos que auferiram a regularidade da obra e que agora estão sob suspeita foram expedidos no governo petista mineiro do sr. Fernando Pimentel. Esta pode ser mais uma "herança maldita" do PT.

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Sabará (MG)

Espero que esta mensagem chegue até o presidente Jair Bolsonaro, desejando que sua recuperação seja breve. Lamentável o que aconteceu com a barragem em Brumadinho, onde a lama atropelou o escritório e o refeitório da Vale, arrastou pousadas e casas e levou mais de 300 vidas. Porém, na cidade de Sabará, em Minas Gerais, poderá ocorrer um desastre que fará com que os de Mariana e Brumadinho juntos pareçam brincadeira. Em Sabará existe uma mineradora de Ouro, a Anglo Gold, que está ampliando ilegalmente sua barragem com mais que o dobro de rejeito mineral em seu interior, e, se rompida, poderá matar quase uma cidade inteira. Sou paulistano, mas tenho esta cidade e sua gente em meu coração, portanto não podemos permitir que uma tragédia de tais proporções aconteça. Só vosso poder, senhor presidente, agindo de maneira dura e acertada, poderá salvá-la. 

Wilson Matiotta

loluvies@gmail.com

São Paulo

Barragens e a vida humana

Barragens são obras de engenharia de grande importância para o processo de desenvolvimento de qualquer país, porém seu rompimento põe em risco a vida das populações que são admitidas nas áreas atingidas por esse rompimento. De um lado, não podemos prescindir das barragens; de outro, não podemos permitir a ocorrência periódica da perda dramática de vidas humanas. Sugestão: de imediato, as autoridades responsáveis exigiriam dos proprietários de todas as barragens existentes e das futuras uma definição precisa da área a ser atingida pelo seu eventual rompimento e sua clara demarcação no terreno, proibindo o acesso de pessoas ao seu interior.

Julio Cerqueira Cesar Neto

julioccesar@uol.com.br

São Paulo

Poucos bombeiros no imenso lamaçal

Brumadinho, paisagem própria de alguns contos trágicos de Borges, sobretudo em sua história universal da infâmia, a cena em que vimos alguns bombeiros de Minas Gerais arrastando-se por imenso lamaçal em busca de corpos humanos ou seus fragmentos. Um campo de lama esmagador para poucos salvadores de vida. Nem forças militares, nem ajuda internacional, como o Brasil prestou a outros países. Daí a enorme quantidade de desaparecidos, provavelmente mortos. O Brasil parece passar por um período em que se assemelha a um deserto inóspito de areias escuras, que esfolam nossa pele. Precisamos de muita coragem para superar um estado de tristeza crônica. 

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Novos tempos

Os eternos críticos que se calem! Pois nunca na história recente um presidente da República e um governador de Estado agiram com tanta rapidez, sensatez e energia no caso de uma catástrofe sem limites, como foi a de Brumadinho. O presidente Bolsonaro, debilitado pelas consequências do atentado que sofreu, retornando de uma viagem cansativa, visitou o local da tragédia e imediatamente coordenou os melhores profissionais e especialistas nacionais e internacionais para pôr em prática todas as medidas possíveis, sem a mínima hesitação com os patéticos políticos de plantão. Basta lembrar que, no caso do desastre de Mariana, a então "gerentona" Dilma Rousseff levou uma semana para levantar seus glúteos da cadeira e visitar o local. E seu "patrão", que levou três dias para ler um discurso patético depois do acidente da TAM em Congonhas, permitindo a condecoração da incompetente diretora da Anac? E, mesmo assim, ainda houve 40 milhões de ignorantes e sem memória que votaram no PT ("Perda Total"). Os temidos militares, como os ideólogos de esquerda estupidamente os classificam, deram um show de eficiência, competência, sentido cívico e profunda devoção ao hino da República. Entre muitos valores, eles demostraram uma admirável capacidade de integração entre autoridades, voluntários e todas as forças do poder público. Obrigado, senhor presidente, por ter iniciado uma nova era no intuito de colocar este país maravilhoso novamente nos trilhos.  

Axel von Hulsen

avonhulsen3@gmail.com

São Paulo

Oposição em Paris

Celso Amorim, ex-ministro do governo Lula, aluga apartamento com vista para a Praia de Copacabana e vai morar em Paris, dizendo que é para combater o governo Bolsonaro. Assim é fácil ser oposição. Gostaria de vê-lo morando no mesmo Rio de Janeiro, em especial na zona norte, que literalmente virou uma zona. Este é o jeito esquerdopata de fazer oposição: em Paris.

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro 

O 'vexame' de Lula

"'Seria um vexame', diz Lula sobre encontro com a família no quartel" ("Estadão", 31/1). Com as muitas formas de tentativas frustradas de libertar Lula a todo custo, todo cuidado é pouco para que o criminoso condenado, de alguma forma, se evadisse no encontro familiar advindo do enterro de seu irmão Vavá.                        

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Dilúvio

Depois de Mariana e Brumadinho, preparemo-nos para o próximo "dilúvio", que virá do Congresso, com Renan Calheiros e Rodrigo Maia.

Nilson Soares da Silva

nilson.ssilva@uol.com.br

Conchas

'A hora do safanão'

Tenho acompanhado a vida do "Estadão" desde os anos 50, sempre como leitor e admirador da linha editorial do jornal. E, neste período, entra ano e sai ano as questões levantadas pelos articulistas sempre foram de racionalidade direta e com clareza, mostrando os caminhos pelos quais nosso país já poderia ter percorrido e se tornado uma potência mundial em todos os sentidos. Ressalto a última manifestação de Fernão Lara Mesquita ("A hora do safanão", 29/1, A2), por ser de uma clareza magnífica. As eleições trouxeram um novo modo de ver a nossa política e o voto direto. Claro e irretocável dos eleitores, indica que o povo brasileiro está cansado e demonstra disposição de executar ações de alcance e profundidade contra tudo o que tivemos até hoje, ao longo dos últimos 30 anos. Estamos cansados de trabalhar para pagar a vida da nossa "nobreza" (corte) que havia sido abolida pela proclamação da República. Os arranjos que são feitos para a manutenção desses privilégios, todos são claros e transparentes, de modo que não consigo entender por que esses arranjos não são extirpados da vida pública. Em alguns países consegue-se resolver essa parafernália de regras favorecendo a "nobreza" pelo voto popular, pela ação de lideranças esclarecidas e bem-intencionadas, evitando situações que possam se tornar irreversíveis. Acompanho pelo noticiário a escolha dos próximos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados e me pego abismado em ver que tudo o que havia, e ainda há, de podre na vida partidária continua a agir sem freios para manter o desfrute do bem-bom da Corte. Infelizmente, verifico que a falta de vergonha e compostura não será interrompida mesmo com o resultado das recentes eleições, que demonstrou que o cidadão brasileiro deseja o oposto desses privilégios. Senhores políticos, senhores ministros, juízes e membros do aparato da Justiça, os senhores não fizeram a leitura do que veio pelo voto em outubro passado?

Sérgio Antonio Reze

comunica@acso.com.br

Sorocaba

Francamente!

Acreditem se quiserem: em 2011, o prefeito de Guarulhos, Sebastião de Almeida (PT), sancionou uma lei que instituiu uma gratificação por representação e consultoria para os procuradores municipais. Entre os requisitos estabelecidos para autorizar o pagamento desse benefício destacam-se assiduidade e honestidade (!). Francamente!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Carnaval em São Paulo

Recentemente, Bruno Covas aumentou a alíquota previdenciária dos servidores alegando não ter caixa para pagar os aposentados, que, mesmo inativos, continuam contribuindo para a Previdência municipal. Os servidores estão há mais de dez anos sem reposição salarial. O IPTU que anualmente aumenta, segundo Bruno, mal cobre o pagamento dos funcionários. Ao mesmo tempo que chora a falta de dinheiro, o prefeito anistiou a dívida bilionária de bancos; não vetou o aumento dos vereadores e muito menos do Tribunal de Contas; não gastou o que deveria na manutenção dos viadutos e, agora, anuncia que poderá bancar o carnaval de rua. Claro que isso é mais uma jogada, e no fim vai aparecer um patrocinador. E o carnaval vai continuar punindo os moradores, deixando-os presos e ilhados em sua residência. Por que não promover um carnaval mais justo e "clean"? Sem trios elétricos e megablocos. Esse tipo de desfile merece ser feito em Interlagos, onde há espaço e ninguém para ser molestado. Assim como as pessoas têm o direito à diversão e à folia, outras pessoas têm direito ao descanso e à liberdade de sair e voltar para casa. Respeito ao outro é fundamental.

Elisabete Araki

earaki@gmail.com

São Paulo

Moradores engolidos pelo carnaval

Nos últimos anos o carnaval tem crescido descontroladamente em São Paulo, tornando-se um grande empreendimento disfarçado de tradição. Tradição? Que tradição temos nós? No mundo onde as coisas são produzidas, movimentam a economia e a sociedade, para fazer um empreendimento, é necessário um licenciamento. Dependendo do possível impacto, é necessário um conjunto de estudos de impactos. Sejam ambientais, urbanos, de vizinhança, sonoros ou mesmo de incômodos. Estes estudos definem o tamanho do empreendimento cabível naquele local. A "pegada" que cabe ali. Se o carnaval é um empreendimento cultural, que tem um público potencial de 10 milhões de pessoas, numa cidade com uma população de aproximadamente 11 milhões, é imperativa a necessidade desse conjunto de estudos. O carnaval de rua para este ano está concentrado em algumas poucas regiões. Os distritos da Sé e de Pinheiros concentram mais de 70% dos mais de 700 desfiles/blocos que sairão nas ruas. Será que cabem tantos eventos em tão poucos locais? Pela regra atual, o bloco que atender aos requisitos tem o direito de participar onde solicitou. A prefeitura, através das secretarias e regionais, tem a obrigação de encaixá-los. Ou seja, se forem inscritos 5 ou 5 mil blocos, para a lei é a mesma coisa. Todos terão o direito de desfilar. A lei apenas diz como e o que pode fazer, não impõe limites. Enquanto não houver um ajuste legal, impondo estudos de impacto que determinem os limites, estamos sujeitos ao descontrole, como vem ocorrendo de forma crescente nos últimos anos. Só pela possibilidade do descontrole os moradores e comerciante da região de Pinheiros estão apavorados. Nos últimos anos, a cada carnaval, foram nove dias em cinco fins de semana de sons ensurdecedores e ininterruptos (faixa que variava de 98 a 110 decibéis medidos da minha janela), os moradores e trabalhadores foram impedidos de ir e vir, os meios de transporte públicos colapsaram e as ruas onde ocorreram os desfiles e as vias do entorno, além de bloqueadas, foram irrigadas por urina e sujeira. A questão não é proibir o carnaval, mas torná-lo saudável e equilibrado, onde todos os bairros da cidade possam ter blocos, mas proporcionais aos locais. Distribuindo e democratizando essa oportunidade tão rica para brincar, deixando de lado a dureza do dia a dia, quiçá desopilando as amarguras. Precisamos de ajuste. Como está, os moradores, empresários e trabalhadores da região estão sendo muito sacrificados, sofrendo e pagando caro pela diversão dos outros. Isso está certo?

George Frug Hochheimer, presidente da Associação de Moradores de Pinheiros

george@greenmind.eco.br

São Paulo

Carnaval na zona norte

O prefeito Bruno Covas, novamente, quer levar a população da Luz, Armênia (antiga Ponte Pequena), Bom Retiro e toda a zona norte a um verdadeiro "estado de calamidade", pois resolveu mudar mais um problema de lugar, jogando-o no colo e goela abaixo dos cidadãos de bem, ao declarar à mídia: "O carnaval de rua de São Paulo vai ganhar dois novos corredores em 2019 para receber os blocos. Com a Avenida 23 de Maio, na zona sul, fora da programação, as Avenidas Marquês de São Vicente, na zona oeste, e a Tiradentes, no Centro, serão usadas. O bloco da cantora Claudia Leite, por exemplo, vai desfilar pela Tiradentes (...)". E, mais uma vez, o senhor prefeito, ditatorialmente, sem consultar a população local, resolveu transferir o problema instalado durante o carnaval (que sua gestão criou para a cidade, em 2018, além de dar continuidade às ações similares das gestões anteriores) para outras avenidas que também não comportam tal evento. Principalmente com as consequências devastadoras, confusões, tumultos, insegurança e sujeira. E nós, cidadãos de bem, não admitiremos tal afronta! Já temos eventos suficientes na região, o ano todo, inclusive no carnaval, administrados a duras penas. Caso o senhor prefeito não se lembre, o Sambódromo, que abriga o desfile das escolas de samba da cidade, está localizado bem próximo do final da Avenida Tiradentes, e é um evento que já conta com sua estrutura muito bem organizada, além dos famosos "blocos e carnavais das ruas e avenidas" na região. Portanto, não precisamos deste tipo de transtorno da "troca proposta", nossa região já está muito bem "servida" nesse sentido. Desta feita, sr. prefeito, exigimos respeito. E, por favor, quando quiser resolver problemas dessa monta, envolvendo a região da Armênia, Bom Retiro e zona norte, converse, consulte a população local, nós temos o direito de saber e opinar a respeito do uso de nossas ruas e avenidas. O transtorno causado na Avenida 23 de Maio e imediações, guardadas as devidas proporções, não será diferente na ocupação da Avenida Tiradentes, será outro caos urbano, por sua localização estratégica. É inconcebível termos de presenciar a nossa região ser invadida e depredada por mais uma ação irresponsável e sem planejamento da Prefeitura, e antes que a tragédia se instale e vire calendário oficial, nos posicionamos contra! A cidade de São Paulo está em ruínas. Enquanto isso, a Prefeitura anuncia o financiamento de megablocos, como o de Claudia Leite, É o Tchan e Preta Gil. Isso é indecente! A população exige respeito!

Joana D'Arc Figueira

adv_assessoria@terra.com.br

São Paulo

Frio no Hemisfério Norte

O aquecimento global está matando gente de frio?

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Aquecimento global 

A entropia (grandeza termodinâmica que mensura o grau de irreversibilidade de um sistema físico) ensina: um imenso bloco de gelo desprendeu-se do continente gelado Antártida. Este fato é apenas mais um acontecimento termodinâmico decorrente do aquecimento global. Porém, o pior pode ainda estar por vir, como dizia a Legião Urbana numa belíssima letra da canção "Índios": "o futuro não é mais como era antigamente". Tudo indica que virão outros e outros icebergs; continuarão a derreter e aumentar, assim, num breve intervalo de tempo o nível dos oceanos. Ainda que sob o ponto de vista da Física Teórica, a tese do resfriamento global prevaleça em função do esgotamento do combustível nuclear da Estrela Sol devido ao seu estágio evolutivo em que se encontra - diagrama HR (Hertzprung e Russel), que representa a relação entre a sua temperatura e a sua luminosidade. O planeta Terra, solitário até agora em abrigar vida inteligente na imensidão do cosmos e isolado num canto da Via Láctea, está "ferrado" e por ora aquecendo. O desafio imediato para a humanidade é reduzir as emissões de CO2 e conter o seu acúmulo na atmosfera. Além disso, caso a vida no planeta se torne inviável com o passar dos anos, a colonização do espaço deve ser iniciada imediatamente através de projetos espaciais que objetivem à construção, instalação e aparelhamento provisório de uma base na Lua (satélite natural da Terra); daí para a colorização do planeta Marte, em seguida Europa (lua do planeta Júpiter) e Encélado (lua de Saturno), posteriormente para viagens intergalácticas. Por fim, ao Campo Profundo e Ultra Profundo de algumas regiões do Universo.

Antonio Sérgio Neves de Azevedo

antonio22yy@hotmail.com

Curitiba

Desisto, vocês venceram

Na terça-feira desliguei meu telefone fixo antes de provavelmente ter um enfarto. Por vários meses, recebi ligações de telemarketing a cada meia hora, algumas até com a absurda mensagem: "(...) se for você, diga apenas 'sou eu'". Parece até uma provocação proposital. Não há como reclamar, pois as próprias operadoras são coniventes e até se utilizam da mesma ferramenta de máquinas automáticas de chamadas para perturbar o próprio cliente a todo minuto. O número da linha do telemarketing não aparece mais, as chamadas são registradas com anônimas, sem qualquer identificação. Você pode "clamar", pedir pelo amor de Deus, cadastrar seu número no Procon, para não ligarem mais, mas eles nem ligam para seu apelo, mas ligam para seu telefone fixo ou celular. O serviço de telefonia fixa está totalmente em descrédito e se tornando inútil, e no mesmo caminho está o serviço de telefonia pelo celular, que será utilizado apenas para mensagens, gerando cada vez menos receita para as operadoras, muito por causa deste tipo de perturbação de telemarketing abusivo. 

Vagner Ricciardi

vb.ricciardi@gmail.com

São Paulo 

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