Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2019 | 04h00

PODER LEGISLATIVO

Um sopro de esperança 

Na sessão de sexta-feira que iria eleger o novo presidente do Senado, o candidato Renan Calheiros (MDB-AL) e seus sequazes, temerosos da derrota que já parecia iminente – o plenário decidira pela votação aberta por 50 votos a 2, que eles entendiam ser-lhes prejudicial –, tumultuaram a reunião até esta ser adiada para a manhã de sábado. O que parecia mera protelação se revelou ação articulada, com a participação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que, às 3h45 da madrugada, concedeu medida cautelar – num despacho com nove folhas de texto – determinando que a votação fosse secreta. Além do inusitado de um presidente do Supremo à disposição de advogados para elaborar despacho extenso no extravagante horário, a decisão interfere indevidamente em assunto interno do Legislativo, contrariando o princípio da separação dos Poderes, inscrito na Constituição que Toffoli jurou defender. Percebendo que seria derrotado, apesar da manobra ardilosa, Calheiros retirou sua candidatura. E foi escolhido o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Um sopro de esperança para a democracia brasileira.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Davi x Golias

Como descreve a Bíblia, Davi venceu Golias acertando-lhe uma pedra na cabeça. No Senado brasileiro o senador Davi Alcolumbre venceu o Golias das Alagoas acertando-o não com uma pedrada, mas com o desejo manifesto do povo brasileiro. Viva a nova democracia!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Fugiu da raia

Essa vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para presidente do Senado é, literalmente, uma vitória da democracia. Fruto da renovação do Congresso e da pressão da sociedade, o imprevisível aconteceu quando o investigado e réu na Lava Jato senador Renan Calheiros, percebendo que perderia feio, fugiu, se encolheu e desistiu melancolicamente, em meio à votação, no sábado. Se Davi Alcolumbre vai dar certo na nova função, isso só o tempo dirá. Mas esta eleição desmoralizante sinaliza, além do merecido fim político de Renan Calheiros, a certeza de que o presidente do Supremo, Dias Toffoli, de forma alguma está à altura do cargo que exerce, proibindo a votação aberta. Mas aos poucos vamos escorraçando aqueles que não servem à Nação!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Patético

Renan renunciou confessando que não é Jean Wyllys!

MARCO AURELIO CATTANI

marcoaureliocattani@gmail.com

São Carlos

O Senado revive

Renan Calheiros declarou que “não há eleição sem voto secreto”. De fato, a dele, sem o voto escondido de vergonha, não poderia mesmo prosperar. Renunciou a tempo de evitar a vergonha. Já deu, não é? Que venham novos tempos.

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

Novos tempos

Pelo visto, os analistas políticos erraram. E erraram feio. A aparente desarticulação política dos assessores do presidente Jair Bolsonaro não se materializou na eleição dos presidentes da Câmara e do Senado, dada a vitória de dois parlamentares cujos discurso e agenda se aproximam dos interesses do Poder Executivo. E não se pode deixar de observar, mais uma vez, a atuação decisiva das redes sociais, em especial com a articulação do “fora, Renan!”. São outros tempos.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Estava escrito

O senador Renan Calheiros e sua tropa de choque, chefiada pela senadora Kátia Abreu, queriam a qualquer custo ganhar a presidência do Senado. Sob o olhar bravo da senadora, sentada ostensivamente na Mesa Diretora, eles fizeram de tudo, protestaram, ameaçaram, insultaram os demais senadores e o povo brasileiro. Para tumultuar a sessão de sábado, fizeram molecagem, colocando na urna um voto a mais, levando à anulação da primeira eleição. Quando perceberam que não tinham chance, Renan seguiu a cartilha do PT, fez-se de vítima e retirou sua candidatura. Perdeu o MDB, que sucumbiu à vontade política dos velhos caciques. E perderam o Senado e o Brasil, pois não houve uma verdadeira eleição, somente polarização. Renan não foi eleito porque não era para ser. Maktub!

OMAR A. EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Em maus lençóis

Lastimáveis os episódios vistos na reabertura do Senado, que um dia foi chamado de Câmara Alta pela respeitabilidade. Não bastassem as cenas de quase pugilato em plenário no transcurso da sessão de sexta-feira, a senadora Kátia Abreu decidiu roubar a cena. E também os papéis onde estavam registrados os apontamentos do dia, das mãos do presidente da Mesa, episódio que ensejou o adiamento da eleição do novo presidente da Casa. E no sábado novas presepadas, com votação secreta pero no mucho e trapaça num pleito com 81 votantes e 82 cédulas inseridas numa urna devassada, sem o mínimo resguardo, incidente que forçou nova votação. Se as reformas de que o Brasil tanto necessita dependerem da seriedade demonstrada por suas excelências na abertura dos trabalhos legislativos de 2019, estamos em maus lençóis. 

SILVIO NATAL 

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Espetáculo grotesco

Não há adjetivo que expresse a eleição no Senado: pasta arrancada, ocupação da Mesa, liminar do STF na madrugada, ofensas, xingamentos. Vergonhosa a atuação desses parlamentares, que deveriam representar quem os colocou lá, mas só pensam no que vão ganhar. Em contrapartida, a sociedade chiou, publicou, não parou de se manifestar, pressionou incansavelmente. Conquista e amadurecimento da sociedade. E ter consciência de que só seremos representados se pressionarmos. Sempre.

LUCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

Grosserias descaradas

Nunca tinha visto tanta falta de educação, de respeito e de tranquilidade numa eleição para a presidência do Senado. Nem em eleição de clube de futebol de quinta divisão se vê essa baixaria. E viva o Brasil!

ARIOVALDO J. GERAISSATE

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

"Fim de linha para Renan Calheiros. Chega de políticos que trabalham só em benefício próprio, tornam-se milionários na função pública. O Brasil está soltando as suas amarras. Os nossos filhos e netos merecem um futuro decente"

JORGE PEIXOTO FRISENE / SÃO PAULO, SOBRE A ELEIÇÃO NO SENADO

jpfrisene@zipmail.com.br 

"Perdeu, playboy"

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS / PORTO FELIZ, IDEM

sepassos@yahoo.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ELEIÇÃO NO SENADO

Mesmo com a ajuda judicial do amigo ministro Dias Toffoli (sempre ele), não surtiram efeitos os planos do senador Renan Calheiros na disputa pela presidência do Senado. Em contraponto ao espetáculo mambembe na noite de véspera, suspensão da sessão, novas negociações e compras no mercado avulso, a maioria dos senadores, na força da resistência da sociedade, demonstrou que a derrota do referido candidato era iminente. Vergonha nacional que entre 81 senadores haja uma venal e contaminante maçã podre, que depositou mais de uma cédula na urna, demandando a anulação da primeira votação! A quem interessava essa sabotagem? Evidenciada uma humilhante derrota, o candidato, em ato suicida, digno de covardes mártires de comunidades do crime, houve por bem (da Nação) renunciar à candidatura e se retirar do plenário. Venceu a Nação! Seja bem-vindo, senador, clamam as barragens da primeira instância! Fora, Renan!, brinda a sociedade.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

CIRCO

Assentada a poeira, faxina encerrada no picadeiro, resumo do circo nas eleições para presidente do Senado: Davi Alcolumbre virou herói; Renan Calheiros, vilão; Kátia Abreu, boi de piranha. E o notívago ministro Dias Toffoli? Lamentavelmente, data vênia, diria o saudoso palhaço Carequinha, que tanto alegrou minha infância: “É ladrão de mulher?”.

Camila David de Oliveira camilapdavid@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

RACHA NÃO

Na nota “Fatura de apoio ao PT chega atrasada para Renan” (“Coluna do Estadão”, 3/2, A4) é colocada, a meu ver, de forma inapropriada e tendenciosa, a seguinte sentença: “Rachada ao meio, a casa (...)”. Numa votação em que 69 votos dos 81 totais são contabilizados em favor do eleito, mais outros candidatos próximos do que se pretende para melhorar o Brasil, contra 12 votos (ou não votos, pois 4 dos 12 são de senadores que optaram por não votar), é incoerente falar em “racha”. Existe, isso sim, uma minoria, e esta representada pelo que de pior a nossa política teve nos últimos 40 anos, que tenta manter a política obscura e suja que campeou pelos últimos anos, ou jamais estariam brigando por voto secreto. No Parlamento deveria ser proibido qualquer voto secreto. Parlamentares são nossos representantes e, como tais, têm a obrigação de dar conhecimento ao povo do que fazem em seu nome.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

BRUMADINHO – DESVIO DE FOCO

As causas das tragédias de Brumadinho e Mariana estão sendo estrategicamente desviadas pela Vale para o método construtivo das barragens, e não à causa raiz, que foi o pouco caso do conselho de administração, da presidência, da diretoria e de executivos com o rigor de execução dos procedimentos de gestão de risco, principalmente em estruturas de alto risco comprovado. Se os membros desta elite gerencial, regiamente remunerados e protegidos por seguros de danos materiais e financeiros que lhe venham a ocorrer, mesmo por omissão ou decisões arriscadas, não virem a ser indiciados criminalmente com o risco de prisão em regime fechado, acrescido, por exemplo, de contribuir mensalmente para um fundo de ajuda às famílias vítimas da tragédia, tudo “continuará com dantes no Quartel de Abrantes” e o Brasil há de testemunhar outras tragédias da mesma natureza.

Eduardo Antunes eduardo.antunes@terra.com.br

São Paulo

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

Depois da tragédia de Mariana, a mineradora Vale, após todos estes anos, ainda não se dignou a pagar as indenizações às vítimas, mas não é o que indica na tragédia de Brumadinho. Na verdade, na anterior e com o governo da “tigrada” petista, a empresa sabia que nada era levado a sério. Já desta vez, no governo Bolsonaro, percebendo que alguns já foram presos e outros estão na iminência de sê-lo, resolveu, então, se adiantar e assumir suas responsabilidades indenizatórias. Não é que a cadeia resolve muitos problemas do País? Isso que é mudança radical de comportamento!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

POR QUE O BRASIL FUNCIONA TÃO MAL?

Primeira página do “Estadão” de 30/1/2019: “País tem só 35 fiscais para 790 barragens de rejeitos”. Por outro lado, cada deputado federal pode ter até 25 funcionários. Em sua edição de 31/1/2019, o “Estadão” noticiou em sua página A16 que “o deputado Leonardo Quintão (MDB-MG) retirou do texto da Medida Provisória que criou a Agência Nacional de Mineração (ANM) a necessidade de que os dirigentes do órgão regulador tivessem experiência no setor e formação acadêmica. Entre as atribuições da agência está a de fiscalizar a situação das barragens, como a do Córrego do Feijão, em Brumadinho, que rompeu na sexta-feira”. Basta juntar os pontos. Discrepâncias semelhantes e igualmente inaceitáveis e até vergonhosas ou imorais encontram-se em todos os setores e esferas do País.

Lenke Peres

Cotia

LUCRO NA BOLSA

A queda de mais de 20% das ações da Vale permitiu a alguns “experts” muitos lucros na compra e venda de ações. Grandes tragédias são muito lucrativas no mundo das Bolsas de Valores, onde o único valor que interessa é o do dinheiro. Quanto mais mortos, melhor para o mundo das ações. Foi tudo o que aprendi em dez anos de atuação na Bolsa, onde moral e ética são motivos de piada.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

RISCO EM ITAIPU

A Argentina era contra a construção de Itaipu. Estava preocupada com a segurança do país. Como fica, se hoje houver um vazamento naquela barragem?

Matias Rodrigues matias.rodrigues320@gmail.com

São Paulo

BOMBEIROS

Gostaria de enaltecer, elogiar, dar efusivos cumprimentos a esta valorosa corporação de que todo brasileiro se orgulha, pela eficiência e amor pelo que faz, sem medir esforços e sem se preocupar com os perigos que enfrenta em cada missão em que estão envolvidos: como nesta catástrofe em Brumadinho, nadando na lama contaminada, sem saber o que acarretará para sua saúde. Com tristeza, vejo que não são remunerados justamente pela função exercida, como também estão com salários atrasados. Por outro lado, vejo nossa classe política que recebe salários incompatíveis com o que fazem para o bem comum. Trabalham três dias por semana, têm recesso de três meses, fora os longos feriados para comemorarem festividades das mais diversas, moradia grátis, veículo grátis, planos de saúde e odontológico e outra infinidade de benefícios... Uma ideia: que tal se cada um destes políticos tivesse um gesto de lucidez e doasse um mês de seu salário para cada um destes valorosos seres humanos? Será que estes senhores conseguem entender a magnitude e a abnegação destes seres humanos?

Hilo de Moraes Ferrari hiloferrari@hotmail.com

São Paulo

O VALOR DA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Sobre o artigo “Crescimento econômico de baixo carbono” (1/2, A2), o fato de sermos privilegiados em exuberância florestal e fertilidade agrícola não nos exime da responsabilidade de preservação ambiental. Podemos, com evolução tecnológica e consciência ecológica, avançar cada vez mais em progresso econômico sustentável, sem abrir mão do nosso patrimônio vegetal e geográfico. Com o discernimento de que a inviabilização do planeta nos inclui.

Ari Cosme Francois arifrancois@hotmail.com

Ribeirão Preto

BOCA NO TROMBONE

Até que enfim alguém é claro e contundente a respeito da arraigada ideologia de esquerda nas universidades públicas brasileiras. Refiro-me ao artigo “Maniqueísmo ideológico no ambiente acadêmico”, de Amílcar Baiardi, no “Estadão” de 31/1 (A2). Realmente, quem não é pró-socialismo ou fingir que seja não tem a menor possibilidade de conviver com grupelhos de funcionários, dirigentes e alunos velhos, que ameaçam e tripudiam sobre qualquer ameaça de pensamento divergente. Por isso o Brasil está entre os últimos colocados em todos os rankings de qualidade entre as universidades do mundo.

Antonio do Vale adevale@gmail.com

São Paulo

FARSA

O artigo do professor Amilcar Baiardi “Maniqueísmo ideológico no ambiente acadêmico” (“Estadão”, 31/1, A2) radiografa a questão da intolerância observada em muitas instituições acadêmicas País afora. Na abertura, o autor menciona editoriais e trabalhos de vários educadores que apresentam aspectos do papel da universidade na promoção de debates, embora todos, em essência, enfatizem a necessidade da abordagem de visões divergentes. Cita, por outro lado, eventos nos quais atos intimidatórios contra quem se dispôs a contrariar pontos de vista, às vezes até estimulados pelas respectivas reitorias, foram ignorados, o que demonstra inequivocamente o fato de que a livre expressão naqueles meios é um farsa, além de evidenciar uma tendência que vai na contramão das políticas vigentes nas melhores instituições de países desenvolvidos e não contribuir para a melhoria das nossas no ranking internacional.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

SÃO PAULO DAS MULTAS

A cada dia que passa nos enojamos, nos sentimos lesados e roubados na cidade de São Paulo infestada de marronzinhos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) com a missão de multar veículos, a mando da Prefeitura sob o comando de Bruno Covas, o “covinha”, que tem a petulância de querer se comparar a seu avô, Mário Covas, estimulando cada vez mais a indústria das multas. Basta ver o absurdo da atitude dos marronzinhos da CET que vi no dia 25 de janeiro de 2019, feriado em São Paulo, na Avenida Pedra Azul, na Aclimação, onde todas as sextas-feiras tem uma feira livre. Havia ali marronzinhos em plena atividade autuando uma infinidade de veículos por estarem estacionados numa área de zona azul sem a devida autorização. Mas, pelo que sei, aos sábados após as 14 horas, domingos e feriados, o estacionamento nesses locais é livre, né não?   

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

FAIXA DE CICLOVIA?

Passo diariamente pela Rua Albuquerque Lins, entre a Alameda Barros e a Rua Brigadeiro Galvão, Capital, sendo que todo este trecho da via pública se acha demarcado com uma tremenda faixa vermelha e enormes bloquetes no chão, para demarcar aquilo que se denomina ciclovia. Sim, entendo. Mas onde se acham as bicicletas? Indago se nossa Constituição nos permite reservar, ou privatizar para uma minoria, o uso de algo que pertence a todos. Neste caso, me refiro ao trecho da rua pública que permanece vazio todo o tempo, enquanto os motoristas, pagantes de inúmeros tributos, se engalfinham para transitar neste trecho da Albuquerque Lins na única faixa de rolagem restante, enquanto aguardam a liberação do sinal na interseção com a Praça Marechal Deodoro o tempo suficiente para passar três ou, muito otimisticamente, quatro veículos por vez. Enquanto tivermos políticos populistas usando do cargo para angariar alguns votos adicionais, como o edil do mandato anterior, se utilizam de decisões polêmicas, como esta de criar ciclovias, que na verdade muito pouco ou nenhum benefício agrega à sociedade, vamos sempre ser um país desigual, subdesenvolvido. Se o investimento (?) – e que investimento, digamos – nos milhares de litros de tinta para pintar tais ruas fosse utilizado em causas mais nobres, como em melhorias de nossos hospitais, de nossas escolas e melhor equipar nossa equipe de segurança pública, creio que os cidadãos paulistanos estariam mais satisfeitos com o destino de seus impostos. Propomos que o uso da ciclovia se reserve aos fins de semana, feriados ou mesmo das 20 horas até as 8 horas, como se faz com o Elevado João Goulart. A população aproveita e faz melhor uso de seus recursos. Observar a ciclovia vazia a semana toda para um ou outro gato pingado utilizar, para dizer apenas que tem ciclovia, é injusto para a população, os motoristas, ante todos da cidade. Que nossos legisladores e Executivo revejam esta posição e devolvam aos moradores da cidade um espaço público, atualmente com baixo uso, durante os dias úteis. A população agradecerá. Estejam seguros.

Marcos Nogueira Destro mdestro@amcham.com.br

São Paulo

PLANOS DE SAÚDE

Uma das modalidades de planos de saúde abrange pequenas empresas com até 21 membros. Muitas famílias estão nesse plano, mas há um aspecto cruel: quando um dos membros morre, o número de segurados fica abaixo do regulamento e todos perdem o plano. Ou seja, enquanto jovens e saudáveis, eles têm o plano. Idosos, perdem o plano.  Como é possível que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não tenha percebido essa maldade? Ou será que fez de propósito para fazer “uma gentileza” às empresas de planos de saúde?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

BREXIT

“União Europeia rejeita renegociar acordo sobre o Brexit com May” (“Estadão”, 31/1). Com o impasse confirmado pela União Europeia (UE), que não negociará nada de novo com o Reino Unido, podemos imaginar alguns cenários para os próximos meses: 1) a UE deixará o Reino Unido espernear um tempo com a crise advinda de um Brexit sem acordo, abrindo depois uma porta para volta da pecadora arrependida, mas sob novas condições; 2) deixar o Reino Unido em crise, com uma possível separação do Ulster e da Escócia, as quais no referendo votaram pela continuidade na UE, desintegrando-se então o Reino Unido, já não tão unido; 3) os britânicos deixarem de lado seu orgulho e fazerem um novo referendo, onde votariam permanecer na UE, pedindo a esta um novo prazo para tal. Vamos ver o que acontecerá agora, nesta interessante novela cheia de lances dramáticos, além de outras possibilidades não cogitadas.  

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

RETIRADA

Agora que o Reino Unido está deixando a União Europeia, deveria se retirar também de todas as ex-colônias que ainda ocupa e que são parte da geografia de outros países, como Gibraltar, na Espanha, e Ilhas Malvinas, na Argentina.

Marcos Abrão  m.abrao@terra.com.br

São Paulo

JOGO

O assunto, agora, é um joguinho da política interna britânica: quem ficará com o mico preto?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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