Fórum dos Leitores

-

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2019 | 02h30

Nova política

Hora de trabalhar

Consumada a posse de deputados e senadores e uma vez eleitas as Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado, o Brasil passa a viver sob o resultado das eleições de outubro. Depois da apresentação da nova Lei Anticrime, esperam-se para os próximos dias os projetos de reforma da Previdência e demais medidas econômicas. Oxalá o atual governo tenha mais habilidade e força que o anterior e o Legislativo seja permeável às propostas e as discuta concretamente. E, principalmente, ignore o nefasto viés ideológico que os remanescentes daqueles que levaram o País à crise poderão trazer para tumultuar o processo. É preciso buscar leis exequíveis, justas e severas. Que quem delinquir tenha a certeza de que vai pagar. Isso tanto para os criminosos comuns quanto para os de colarinho branco e ainda para os negligentes e seus colaboradores. Temos de atrair o investidor externo e evitar que o brasileiro continue levando seu capital para gerar empregos no Paraguai, na China e outros países. Infelizmente, vivemos por décadas os arroubos do paternalismo e da exploração político-ideológica. Isso só fez o povo sofrer com desemprego, violência e outros problemas decorrentes. Para estabelecer o desenvolvimento sustentável é preciso reparar os erros. É o recado das urnas que os eleitos - agora já empossados - não podem ignorar.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

Proposta de lei anticrime

A Lei Anticrime apresentada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que propõe prisão em segunda instância como regra, vai prejudicar o protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF) e os interesses dos advogados de corruptos e criminosos ricos, que ganham rios de dinheiro para protelar indefinidamente os processos dos colarinhos-brancos.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Pela demora e resistência à transformação em lei da prisão após a condenação em segunda instância de Justiça, podemos avaliar a distância entre os interesses de alguns - que fazem parte do governo ou circulam em volta dele - e os da grande maioria da população brasileira. Enquanto em alguns países já vige a política de tolerância zero com criminosos, por aqui é a população que precisa sempre reafirmar tal intolerância com os bandidos e com os políticos.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

‘E agora?’

“É preciso reconstruir a confiança entre sociedade e poder. Não parece que o presidente atual tenha essas qualidades” - palavras do professor Fernando Henrique Cardoso (3/2, A2). Na verdade, não parece nada um governo com um mês. Menos ainda quando um quarto do mês o titular passou, e ainda está lá, no hospital. Na parte subsequente de seu artigo, concordo com a preocupação pela falta de um horizonte para a social-democracia. Num país quebrado, contudo, a primeira coisa a fazer é movimentar a economia, que, feliz ou infelizmente, passa por um choque liberal. Há necessidade de, em primeiro lugar, criar uma massa de recursos pela movimentação da economia, gerar impostos para os governos e, principalmente, empregos.

Nelson Mattioli Leite

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

Poder legislativo

Abençoada renovação

Devemos comemorar o início da renovação da Câmara dos Deputados (47,4%) e do Senado (85% dos que disputaram em 2018). Na próxima eleição a alegria do povo brasileiro decerto vai continuar. Os odiados reis das falcatruas no Brasil estão hoje na UTI da política. É o otimismo renascendo na Nação!

Roberto Hungria

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

O ‘imbatível’ Renan

Agora que a velha raposa da política está fora da presidência do Senado e já bradou que será oposição ao governo, isto é, ao Brasil, não consigo entender por que não há neste país nenhuma instância ou autoridade capaz de acelerar e julgar a dezena de processos que pesam contra esse nefasto da velha-guarda. Por que não se pode julgá-lo e, se for culpado, condená-lo? Por quê?! Chegou a hora da mudança, vamos banir da política os que trabalham para tumultuar, tirar vantagens pessoais e nunca pensar no Brasil em primeiro lugar.

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Bom para o Brasil

A retirada da candidatura do senador Renan Calheiros facilita muito as coisas em prol do Brasil. A Nação agradece por nos livrar de tê-lo como presidente do Congresso Nacional. Agora, para completar o serviço de forma contundente e definitiva, só falta mesmo a Justiça cumprir a sua parte, com todo o vigor a que S. Exa. faz jus e já vem merecendo há muitos anos.

David Neto

dzneto@uol.com.br 

São Paulo

Protagonismo perdido

O senador Renan Calheiros perdeu a chance de manter íntegro seu perfil de ganhador na política. Os múltiplos inquéritos não deram em nada, tampouco sua imagem em Alagoas foi arranhada: emplacou o filho no governo do Estado, manteve o cargo de senador e em âmbito municipal controla sua base, Murici. A vaidade de ser visto como ganhador sob quaisquer circunstâncias foi preponderante para não ver as mudanças no cenário nacional. Subestimou-as, achou ser maior que todos, seria vencedor mais uma vez. Ao ganhar a indicação do MDB sentiu-se forte para continuar. Achou ter obtido sobrevida na decisão impactante do ministro Dias Toffoli, do STF, sobre voto secreto. Ao verificar que seria derrotado na votação para a presidência do Senado, forçou um tapetão. Insuficiente, não quis aparecer formalmente como derrotado e renunciou. Ao renunciar, seu discurso passa o recibo dos derrotados: a inconformidade com os que julga seus algozes. Ao só pensar em si, deixou expostos os que o apoiaram. A derrota reflete erro de julgamento baseado na emoção. Veremos se no futuro terá a prudência de usar a razão.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Voto secreto

O político é eleito, tem todas as mordomias e a infraestrutura das Casas legislativas custeadas pelos eleitores pagadores de escorchantes impostos, mas na hora de apresentar seu voto em decisões boas ou más para o povo que os sustenta decide na escuridão dos subterrâneos parlamentares, escondido? Isso precisa mudar já, para o bem do Brasil. 

Walter Menezes

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O velho Renan

Passada a eleição para a presidência do Senado, em que foi derrotado, o senador Renan Calheiros - no melhor estilo do ex-presidente Lula, que se dizia uma metamorfose ambulante, mudando do Lula "paz e amor" para o Lula raivoso ao sabor dos ventos que sopram em Brasília - desencarnou do tal "novo Renan" e voltou a assumir a identidade do velho Renan: maquiavélico e vingativo, que logo mostrará suas garras ao novo governo. O poder que o velho Renan tem para atrapalhar o governo é tanto que parte da equipe do Poder Executivo considerava que sua vitória teria sido melhor para o governo.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

Não havia saída

Li na manchete do "Estadão" de 3/2 "Aliado de Onyx vence no Senado, mas futuro das reformas é incerto", e ainda menciona que Renan era o preferido de Paulo Guedes. Paixões à parte e um olhar frio sobre o assunto, sem dúvida a experiência de Renan Calheiros é inquestionável e, como se trata de um ser amoral, ele possivelmente estaria aliado a quem detém o poder. Claro que tê-lo como líder da oposição terá um custo. Mas que saída havia para um governo que pregou a moralidade na política e por esse motivo foi eleito? Seria possível aliar-se aos velhos coronéis nordestinos que mantêm seus Estados sob cabresto e fazer como os antecessores que se uniram ao que de pior havia na política? Renan poderia ser um interlocutor com os seus iguais, mas, certamente, será um opositor ferrenho. Também me causou espanto terem apoiado um jovem senador desconhecido entre outros nomes experientes. Mas temos de dar crédito à tentativa de realmente mudar este país, sem sermos eternamente reféns de políticos do tipo de Renan Calheiros. O presidente do Senado tem poder e pode trancar pautas e, "de ofício", arquivar o que julgar não ter interesse, segundo ele mesmo disse no seu longo discurso, presentinho daquele senhor idoso e atrapalhado que presidia a mesa. Será que o apoio de Renan viria de graça? Será que sua interferência para manter os direitos de Dilma Rousseff foi apenas um gesto de simpatia? Será que, de repente, apenas para manter seu prestígio, esta velha raposa se contentaria em circular pelo galinheiro sem nenhuma outra pretensão? A recente gravação dele com Ricardo Saud e Joesley Batista, da JBS, comemorando a vitória do PT e marcando encontros para combinar sabe Deus o quê demostram que não. Então, resta-nos acompanhar e torcer para que Davi Alcolumbre tenha a assessoria de tantos nomes mais experientes e se mostre capaz. Sua atitude de estar impassível naquela sexta-feira de baixarias infindáveis pode ser interpretada de várias maneiras: uma delas é que o cara tem a frieza necessária para lidar com aquele hospício.

Rosangela de Lima Gatti

roselgatti26@icloud.com

Indaiatuba

Vitória

Não posso negar, acompanhei, sempre torcendo pela vitória do "bom combate", desde a sexta-feira, a démarche da eleição da nova direção do Senado Federal. Admito que reiteradamente eu vinha sentido o gosto amargo das derrotas - sempre com seguidas vitórias daquilo que há de pior na política brasileira. Renan "et caterva" aterrorizava os meus dias. A última fala de Renan, já apeado da presidência do Senado, foi ele contrariando a marcha da recuperação econômica do País ao posicionar-se contra a reforma da Previdência - proposta pelo governo Temer - afirmando que as medidas eram por demais avançadas, concluindo que cada governo já tinha feito uma reforma parcial e caberia ao então governante formular pequenos ajustes e deixar outras medidas para o governo seguinte. Achei de uma cafajestagem supimpa. Durante a última campanha eleitoral, acompanhei e torci pelo seu insucesso - cheguei a supor que não se reelegeria, mas a força do atraso nordestino, particularmente alagoano, não o permitiu. Acabou reeleito e ainda fez seu filho governador do Estado alagoano. Agora, outra batalha - até parece que Renan é como o gato, tem sete vidas. Na sexta-feira, quando deparei no meio da tarde com o jovem Davi Alcolumbre,  senador do Amapá, como foi Sarney, na presidência do Senado suportando as ofensas da caterva e respondendo à altura aos insultos do senador alagoano, percebi que algo de novo acontecia naquele palco renascentista do atraso. Contrariado com a suspensão da sessão, na iminência da derrota com a votação aberta, pressenti que alguma manobra judicial Renan e seus asseclas haveriam de arquitetar. Coube ao STF, órgão afrontado e desobedecido pelo senador alagoano quando presidente da Casa, lhe oferecer a possibilidade de um novo mandato - inimaginável, em nossa história, o quinto mandato de presidente do Senado Federal - por meio do voto secreto, sempre depositário das negociatas, conchavos e chantagens de toda ordem. Felizmente, uma nova ordem política, para o bem e para mal, fazia ressurgir a esperança de nova postura nos ares do Senado Federal. Aquilo que os eleitores alagoanos não conseguiram realizar a maioria dos senadores o fez, lavando a alma e a honra da população brasileira. Defenestrando Renan Calheiros da direção do Senado suponho que grande parte dos malefícios e agruras do Parlamento brasileiro está sendo extirpada. Para o bem do Brasil e da política nacional! 

Noel Gonçalves Cerqueira

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

Menos um

Mais uma vez o povo, por meio das redes sociais, acabou vencendo. Desta vez, alijou da presidência do Senado um dos maiores inimigos do Brasil, membro da velha política, Renan Calheiros. E este levou com ele um monte de outros velhos coronéis e jagunços do Nordeste brasileiro, como Sarney, Barbalho e Collor. Apenas oito dos antigos senadores foram reeleitos nesta leva. Daqui a quatro anos, muitos mais o serão, acredito. Esta renovação na política está acontecendo para valer, mesmo com a extensa lauda de Dias Toffoli determinando a votação secreta no Senado, que já deveria estar pronta para ser apresentada naquele momento. Renan, tchau e benção, recolha-se à sua agora insignificância e apronte-se para enfrentar os processos aos quais responde na Justiça. E, se for o caso, para cumprir as penas a que será condenado. 

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

O Senado e o Supremo

Renan Calheiros, que responde por mais de uma dúzia de processos no Supremo Tribunal Federal (STF) e que recusou aceitar uma intimação da mesma Corte, fugindo feito um cão vadio, agora pediu socorro ao tribunal para evitar que o voto na eleição do Senado fosse aberto. Por que será? Quem irá decidir se abrem processos contra ministros daquela Corte? O presidente do Senado! Curioso o presidente do STF anular uma votação do Senado pelo voto aberto. Promiscuidade entre os dois poderes?

Jair Nísio

jair@smartwood.com.br

Curitiba

Vamos ao STF

Tiramos "Dillma". Prendemos "Lulla". Tiramos Renan. Agora vamos ao Supremo. 

Cecilia Centurion

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

E se?

E se Renan Calheiros for preso e resolver delatar? Com certeza, vai precisar de proteção policial mais do que teve PC Farias de Collor nas Alagoas!

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Nunca mais

E o "cavalo do cão" alagoano, famoso pela temida ferroada dolorida e letal, acabou picando a si mesmo. Renan nunca mais! Basta!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Quem é Davi Alcolumbre 

O País festejou a queda de Renan Calheiros com a vitória de Davi Alcolumbre, representante do Amapá. Aí vem a curiosidade de saber quem é o senador Alcolumbre, e começa a decepção com a informação de que ele responde a dois processos no STF, que enrola, enrola e nunca decide rapidamente, o que nos impede, brasileiros, de poder avaliar o que esperar de seu desempenho na presidência do Senado. Também algo nos deixa curiosos, nós paulistas: como Estados minúsculos em economia e/ou população, como Maranhão e Alagoas, que juntos não chegam a 10 milhões de habitantes, e agora o Amapá, que não existe economicamente e tem menos de 800 mil habitantes, emplacam representantes seus na presidência do Senado, uma colocação que pode ocupar a presidência da República, mesmo que eventualmente? Enquanto isso, Estados do Sudeste como São Paulo, por exemplo, com população de mais de 40 milhões de habitantes e responsável por quase metade do PIB do País - se não falha a memória - teve há cerca de 50 anos Auro Moura Andrade como último senador paulista a ocupar a presidência daquela Casa. Claro que o fato de ser senador paulista não significa que será mais honesto que o de outros  Estados, mas como chegam lá Alcolumbre, Calheiros, Sarney e outros?

Laércio Zanini

spettro@uol.com.br

Garça 

A hora das reformas

Justo é destacar a relevância de dois nomes pela vitória surpreendente do desconhecido Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado. Uma, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que já era bem cotada para o cargo, mas desprezada foi pela direção do seu partido, e sua decisão de apoiar Alcolumbre foi o tiro de misericórdia pela melancólica fuga do pleito de Renan Calheiros. Outro que merece destaque foi o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que convenceu a sua bancada e arregimentou votos de outros partidos para o desconhecido Davi, o tal Golias que deixou agonizando o suposto corrupto Renan debaixo de seus pés. Sem o apoio decisivo destes dois, o ministro Ônix Lorenzoni (DEM-RS), mesmo com seu esforço, não teria levado à vitória consagradora o novo presidente do Senado. Com a faca e o queijo nas mãos, com os dois presidentes do Parlamento a favor do Planalto, Jair Bolsonaro precisa, agora, demonstrar que aprendeu a dialogar com os parlamentares nos seus 28 anos como deputado e habilmente aprovar as reformas necessárias.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Espetáculo deprimente

A TV Senado, em rede com as principais emissoras de TV comercial e a cabo, mostrou o espetáculo fora do comum no último fim de semana. Todos os senadores fizeram absoluta questão de usar da palavra para mostrar ao seu público que estão trabalhando para o bem do Brasil. Resultado: um desastre total. Pergunto-me o que fazem para merecer tantos benefícios. Começou com o passa-moleque promovido pelo desconhecido senador pelo Amapá Davi Alcolumbre, que resolveu tomar conta da cadeira de presidente da sessão preparatória porque era o único sobrevivente da mesa diretora anterior na condição de suplente. Ora, suplente não é titular, portanto ele não tinha de tomar conta do lugar. Regimento é para ser seguido: então, deveria assumir o senador mais idoso da Casa. Mudar a regra da eleição durante a eleição é o mesmo que jogar no lixo o regimento interno do Senado. O plenário tem o poder de alterar o regimento pela maioria de seus membros, mas deve ser numa sessão para este fim convocada, e não a vontade do presidente da preparatória, que também se candidatou a presidente do Senado, o que no mínimo não é ético.

Isso me fez lembrar as artimanhas do tempo de ACM. O presidente da preparatória ser candidato à presidência da Casa soa como um esbulho. Por outro lado, a posição de Renan Calheiros como candidato a presidente ganhando uma eleição arranjada em seu partido por 7 a 5 só vem demonstrar interesses escusos em manter o poder a qualquer preço, a ponto de perder as estribeiras e partir para a agressão a seu oponente. Mais ainda: alguém da sua turma resolveu melar a eleição e introduziu um voto adicional na urna. Os dois votos foram mostrados pela TV e favoreciam Renan Calheiros. Fraude em eleição no Senado, bem característico do que acontece nos currais eleitorais deste Brasil. O desespero tomou conta dos senadores que apoiavam Renan, e este, num gesto de vingança contra todos os senadores, assumiu a tribuna para ofender seus oponentes, os coronéis do sertão, esquecendo-se de que ele mesmo é dono do curral eleitoral em que ele transformou o Estado de Alagoas. E os senadores vêm falar em respeito à Constituição, se eles mesmos não a respeitam, e usam seu mandato para obter vantagens indevidas e buscar enriquecer para se perpetuarem no cargo. Os senadores recém-eleitos parece que já estão contaminados. Exemplos foram os pronunciamentos de louvação ao novo presidente. Eu só respeitarei os senadores quando eles demonstrarem serem dignos do cargo. Senador não representa meu Estado. Senador, até prova em contrário, será tido como um aprendiz de ator de quinta categoria (com o perdão dos atores e atrizes), que vão a Brasília para ganhar dinheiro e proporcionar um espetáculo ridículo e deprimente, e não representar o seu Estado, como manda a Constituição do Brasil.

Célio Dal Lim de Mello

dallimmello@icloud.com

Curitiba

Eleição no Senado

Foi a chanchada do ano.

Milton Bulach

mbulach@gmail.com

Campinas

Vergonha

As eleições no Senado Federal para escolha de seu presidente vem demonstrar que os nossos políticos, com honrosas exceções, contribuem para demonstrar que o nosso país é motivo de chacota perante o mundo civilizado. Os políticos jamais contribuirão para que deixemos de ser um país de Terceiro Mundo. Vergonha!

Roberto Luiz Pinto e Silva

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Circo

O cidadão brasileiro assistiu incrédulo a um espetáculo circense da mais baixa qualidade no Senado. Os donos da Casa não se convenceram de que o povo não admite mais conviver com velhas artimanhas políticas?

Rossana Baharlia

rbah44@yahoo.com.br

São Paulo

A lama do Senado Federal

Definitivamente, vivemos tempos muito obscuros. Os filmes de terror e drama transmitidos pelo Senado Federal, na sexta-feira e no sábado, causaram asco nos brasileiros. A maioria destes senadores enoja a República, especialmente pelos atos dos "anciões" da política brasileira que, por uma tragédia nacional, foram reconduzidos ao cargo de senadores. Lamentavelmente, a podridão na cena pública nacional está incólume por culpa exclusiva da ausência de educação de uma substancial parcela do povo, que, paupérrimo, sofrido e fruto das imposições que lhe são feitas nos currais famélicos brasileiros, acaba por ser constantemente induzido ao erro, com isso contribuindo acintosamente para a destruição da democracia nacional. Inexoravelmente, alguns senadores que envergonham o País e que todos os brasileiros conhecem continuam a "enlamear" o Congresso Nacional, e por certo assim permanecerão por mais oito anos, para a tristeza absoluta do Brasil, com discursos levianos, cínicos e mentirosos. Corruptos de primeira hora se postam como arautos de uma moralidade que ninguém conhece, senão os imorais. Que a sociedade brasileira e, principalmente, a boa imprensa estejam atentas sobre o futuro da Nação, pois não se sabe do que mais esta será vítima.

Cláudio Abdul-Hak Antelo

Claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

Dantesco

Nem Dante Alighieri, no apogeu de sua imaginação criadora, teria a capacidade de compor um cenário como o que vimos no dia 2 de fevereiro de 2019 no plenário do Senado brasileiro! Vergonha inominável. Simone Tebet, Major Olímpio e Álvaro Dias jogaram a toalha, mas não deveriam tê-lo feito. Talvez tenham percebido a impossibilidade de vencer a velha raposa... Porém teriam de insistir na luta, sem trégua, visto que, pelo passado remoto e recente, pela desonra na vida pública e privada, Renan Calheiros precisaria ser combatido até o fim... e com votação aberta!

Edmea Ramos da Silva

paulameia@terra.com.br

Santos

Devolução

Começando por Renan Calheiros e os de sempre, não esquecendo Kátia Abreu. Em sendo eleitor de qualquer um deles, pediria meu voto de volta.

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Presidência do Senado

Voto aberto, voto fechado, sequestro das pautas, senadores partindo para o confronto físico, xingamentos e atitudes truculentas, decisões do STF na madrugada. Necessidade de realização de mais uma sessão para escolha do presidente. Iniciada a votação, surgem 82 cédulas para 81 senadores. Se enviarem um cabo e um soldado para fechar esta casa de tolerância, não reclamem.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Bagunça

Fico pasmo e surpreso com nossos políticos. A cada passo para a eleição do presidente do Senado Federal, mais uma falcatrua. Agora, teve até voto a mais na urna. Será que esta bagunça já foi previamente planejada para burlar a votação? Já não chegam os escândalos conhecidos? Já não bastam os vários processos no STF contra muitos dos candidatos? Processos que nunca chegam a uma penalidade concreta? Como será o importante ano legislativo com tantas fraudes iniciais? Qual será a próxima trapaça? Quem vai ludibriar os próximos passos? Tenho vergonha do Senado Federal de meu país! Até quando suportaremos estas anomalias?

João Coelho Vítola

jvitola1@gmail.com

Brasília

Incompetência e má-fé

Para 81 senadores, 82 votos. Incompetência da mesa diretora ou

má-fé de quem votou? Os dois!

Arnaldo Ravacci

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba                                  

82 votos

Perguntar não ofende: se no Senado tentaram com cédulas de papel fraudar, imagino nas urnas eletrônicas.

Moises Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Fraude no Senado

Na eleição para a presidência do Senado Federal, se houve fraude nas urnas por cédula, imaginem se a eleição fosse eletrônica?  

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Congonhas com medo

A primeira página do "Estadão" dominical (3/2) estampou o retrato da próxima tragédia nacional anunciada. A foto mostra a colossal barragem da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) contemplando os 10 mil habitantes de Congonhas (MG) a seus pés. A Vale já contabiliza 19 mortos em Mariana (MG) e cerca de 350 vítimas da lama em Brumadinho (MG). ACSN, além deste Apocalipse iminente em Congonhas, é a responsável pela monstruosa montanha de lixo químico de Volta Redonda (RJ), que está por desabar sobre o Rio Parnaíba do Sul, que abastece água para 12 milhões de pessoas no Rio de Janeiro. A Bancada da Lama está lá, no Congresso, para defender os interesses das mineradoras. Quem vai defender o povo?

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Barragens - um parâmetro ignorado

Um dos parâmetros físicos usados em estabilidade de taludes é definido como Limite de Liquidez (LL). Este índice é definido como sendo o porcentual de água num solo que determina o momento em que este passa a se comportar como líquido. Evidentemente, a lama das barragens de rejeito está saturada de água e, portanto, se comportando com líquido, porém a ombreira da barragem não pode, em hipótese alguma, superar o LL.

Pelas imagens vistas e revistas do momento do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), observa-se que o desabamento ocorreu em toda a ombreira praticamente ao mesmo tempo, o que sugere que toda a estrutura estava saturada de água.

O monitoramento da barragem, feito dia a dia, mostraria o aumento da quantidade de água na ombreira. Havendo estudos do LL no material usado para a construção da barragem, seria possível prever o desmoronamento. Complementando o trabalho, existem hoje técnicas capazes de precipitar os sólidos em suspensão na água represada, a qual, após analisada ou devidamente tratada, poderia ser bombeada, rebaixando o nível de montante e aumentando a segurança do reservatório. 

Outro fato relevante é que, estando a lama acima do LL, tratar-se-ia de um líquido com densidade maior do que a da água, pois os sólidos em suspensão têm densidade próxima de 1,6 ton/m³. Assim, a densidade do líquido que estaria pressionando a barragem seria de 1,2 ou 1,3 ton/m³, ou seja, 20% ou 30% maior do que a pressão exercida pela água na barragem de uma hidrelétrica, por exemplo. A somatória destes equívocos é que levou ao acidente de Brumadinho. Evidentemente, a responsabilidade maior para este desastre é da empresa de mineração e dos órgãos públicos que autorizaram as sucessivas elevações da ombreira, sem os estudos e monitoramentos adequados.

Paulo Tadeu França Danese, geólogo (USP) geologopaulo@uol.com.br

São Paulo

A Vale e Lula

Vale e Lula têm algo em comum, ou seja, a certeza da lentidão dos processos jurídicos. Ambos confiam cegamente na impunidade. Para ele, demorou, mas chegou, embora tenha muita fé no compadrio de seus julgadores e continue irritantemente perseguindo a lógica da razão. A Vale, até agora, com crimes mais graves, pois envolvem diretamente vidas humanas, surfa nesta lerdeza dos nossos juristas togados. Ainda há de surgir um Supremo não 6 a 5. Um Supremo que suprima aquelas longas aulas de saber proferidas por seus membros "mascarados" que têm de apoiar seu voto na opinião de vários juristas anteriores, estes sim de peso, para justificar o seu. 

Aquelas intermináveis e sonolentas sessões poderiam demorar meia hora em cada caso, entregando os estudos feitos por cada um em papel para seus pares, que, se tiverem "saco" (me desculpem a palavra, mas é ela que se aplica perfeitamente a este caso), os leiam e se maravilhem com os conhecimentos de seus colegas. Aí, sim, teríamos uma Justiça mais rápida, atendendo de forma correta as barbaridades que se cometem no Brasil. Em tempo, louvo a atuação de Dias Toffoli, que parece ter acordado e deixado de lado aquele triste amor pelo PT.

Geraldo Siffert Junior

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

'E agora?'

Fernando Henrique Cardoso, em seu artigo "E agora?" ("Estadão", 3/2, A2), diz que o governo Bolsonaro deve definir um rumo claro a seguir e "convencer a sociedade" (grifo meu) de que esta reforma é um passo necessário, referindo-se à da Previdência. Sem dúvida, a reforma da Previdência é necessária para equilibrar as contas públicas e, a partir desta, ir avante com outras, igualmente necessárias para impulsionar a economia, e assim dar um novo alento a desempregados, mas quem deve ser convencido não é a massa "sociedade", muito menos o povo, ou o povão, num jargão vulgar. São todos aqueles que temem, com as reformas, a perda de privilégios e "direitos adquiridos", como servidores públicos, políticos, militares, juízes, desembargadores "et caterva", pois o povão em geral trabalha além do tempo, não é vagabundo, se vira com merrecas e não planeja viver "pelasoropas" arrotando arrogâncias, numa "velhice" de 50 ou 60 anos de idade.

Carlos Leonel Imenes 

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

Considerações pertinentes

Inicia FHC o referido artigo (3/2, A2) aludindo sua presença em discussão sobre livro de Alain Tourraine. Menciona ele a presença de ativistas com faixa "Lula Livre". Já vivi fora do País situações análogas, mas jamais reagi com fleuma. A reação com ação ativa é mandatória, pois, queira ou não, no dado momento você representa o teu país. Parece-me que FHC é brasileiro. Pois bem, fleuma soa como covardia. Nestes momentos cabe a você esclarecer o que de fato ocorre. Como FHC fala que foi a Justiça quem prendeu o "apedeuta", necessário que ele esclarecesse isso ao público, pois o silêncio covarde ou a fleuma, como ele prefere dizer, entram no "quem cala consente". Felizmente ele exclui, no artigo a evidência de fascismo no novo governo. Menos mal. Pensar diferente não significa estar no outro extremo, e o fascimo seria o outro extremo para a ideologia que vigeu no País nos últimos anos. Usar roupas rosa ou azul ofende menos do que tachar o povo de caipira. FHC deve saber do que falo. Azul ou rosa é figura de retórica para clarear o que se pretende comunicar, jamais tachação de alguma ofensa ou classificação. Sobre o ponto em que ele menciona filhos, há que ter claro que depois de certa idade se é filho só como parentesco, mas isso não dá aos pais o direito de "comandar" ações ou forma de pensar deles. São absolutamente independentes. E as vivências dos filhos trazem surpresas para os pais - FHC deve ter passado por isso também. Não é verdade? Quando FHC questiona as qualidades do atual presidente, escapa-lhe pelo menos um detalhe: FHC teve de conviver com Renan Calheiros. O atual presidente da República se livrou do alagoano. De lambuja, expôs a ideologia dominante nas ações de Dias Toffoli, pois este, que teve a petulância de julgar petistas de maneira geral na Ação Penal 470, manifesta em seu parecer que exclui Davi Alcolumbre de presidir a mesa do Senado que este, por ter envolvimento com a eleição, deveria deixar o posto por dar sensação de defender parte própria. Parece-me que FHC tem muito a aprender. "O PSDB precisa reconhecer que perdeu feio e analisar o porquê disso, bem como atualizar-se. Será capaz?", diz FHC. Será que ele não se dá conta de que o PSDB passou a perder depois que Aécio Neves ressuscitou FHC? Que tal pensar que, se a eleição para presidente do Senado tivesse ocorrido por voto fechado, Renan Calheiros contava certos 4 dos 8 votos do PSDB a seu favor? Serão o PSDB, em particular, e o próprio FHC capazes de autoavaliação? Entra FHC, adiante no artigo, em considerações sobre a economia. Importante que ele deixasse ao leitor, com clareza, a ideologia Fabiana que o domina, e como esta forma de pensar ajudou o PT a ser governo e fazer o que fez com nosso país. Será ele capaz de fazer tal autoavaliação? Com relação à eficiência de outras formas de pensar, diferentes do neoliberalismo, que tal discorrer sobre como os países se desenvolveram? O neoliberalismo proliferou na Europa, e hoje vemos a crise vivida pelos países europeus em geral. Por curioso que possa ser, do outro lado do Oceano Atlântico, um país que aparentemente conseguiu sobreviver a todas essas experiências econômicas vai bem, obrigado, e continua sendo o país mais procurado para todos que desejam melhora de vida. Será por quê? Fabianismo? Parece que a economia de mercado é quem tem resolvido tudo. Mas FHC coloca sua dúvida sobre o mercado resolver tudo. Puro parcialismo inconsequente. Aí envereda FHC por avaliar a sociedade. Só que ele o faz do ponto de vista do Jardins (Higienópolis?) ou do Leblon. Falta-lhe reconhecer que na última eleição o povo livre manifestou sua insatisfação com tudo e reclama da falta de proposição econômica. Ora bolas, está mais do que evidente o que se pretende, mas há que ter - isso de parte do governo - o cuidado de evitar antecipar ações da esquerda contra as pretensões do atual governo. Se isso ocorre, infinitas solicitações e infinitos recursos passam a ser imediatamente interpostos pela esquerda retrógrada, que provavelmente contará com uma pequena ajuda de Renan, amigo de FHC. Só que este precisa ser cuidadoso, pois seu filho depende de verbas federais.

Abel Cabral 

abelcabral@uol.com.br

Campinas

Falsa oposição

O articulista Fernando Henrique Cardoso (3/2, A2) pergunta: "E agora?". Eu respondo: por que o seu partido simulou fazer oposição ao PT. Como septuagenário e tantos outros, como eu, convivemos com governos e próceres partidários de matiz ideológica pouco convencional. Mas nenhum deles maculou tanto os princípios democráticos como o PSDB, entre estes a alternância de poder. Os líderes partidários simularam com maestria a referida alternância. Tanto é verdade que, ao longo do petismo, tiveram inúmeras oportunidades de desmascarar as falcatruas do lulopetismo, como a confissão do marqueteiro Duda Mendonça. Este, diante de uma CPI, declarou ter recebido pagamentos no exterior do PT. E pergunto: qual seria o papel de um partido de oposição? Jamais se calar! No entanto, calou-se! Por via de consequência, esses atos simulados permitiram que o PT e seus asseclas praticassem atentados contra o Tesouro. E, se assim o fizeram, é porque tinham consciência do beneplácito do seu partido. Portanto, o PSDB mereceu a derrota, porque a sociedade acordou. E, quanto à pauta social, qual pauta social? O Bolsa Família? Não é assistência social, sobretudo porque quem entrou e não saiu, e, por outro lado, sem conferir se de fato o pretendente atendia aos quesitos para receber o auxílio pecuniário, como agora está sendo noticiado. Neste caso, portanto, mascara-se compra de votos.  

Dárcio Mendonça Falcão

dmenfal@gmail.com

São Paulo

O bonde perdido

Para tristeza de muita gente (inclusive minha), ao que parece FHC aos poucos vai perdendo o bonde da história. E agora? Pelo teor do que fala, está mais para palpiteiro do que estadista. Criticou o atual presidente da República quando colocou em dúvida de que esse não teria algum pensamento. Agora, põe em dúvida as qualidades do presidente em reconstruir a confiança entre a sociedade do poder. Quem já deixou claro que não acredita em Deus, diante do jornalista Boris Casoy em 12 de novembro de 1985, e numa arrogância infinita disse que abriu "uma chance para acreditar em Deus", ofendeu o povo brasileiro numa de suas principais crenças. Continua nesta luta insana de desrespeito, agora com relação ao resultado das urnas de 2018. Estamos vivendo um momento de reconstrução da moralidade pública. E muito ajuda quem não atrapalha ou cria dúvidas insensatas para simplesmente estremecer as relações entre a sociedade e o poder, fazendo jogo de palavras dizendo que defende aquilo que escarnece.

Eurípedes de Castro Junior

ecastrojunior@yahoo.com.br

São José dos Campos 

O porquê

O ex-presidente FHC, no artigo de 3/2 no "Estadão", escreveu "o PSDB precisa reconhecer que perdeu feio e analisar o porquê". Basta ele ler o que falou ou escreveu nos últimos 12 meses para saber o porquê dessa derrota acachapante. ¿Por qué no te callas?

Eduardo Santalucia Junior

santalucia.eduardo@uol.com.br

São Paulo

Calar ou falar

O estado das coisas que FHC tenta analisar tem uma resposta claríssima logo no início do seu texto (3/2, A2). Diz que, ao ver pessoas com faixas de "Lula Livre" na França, sacou a sua "fleuma" por não pertencer à Justiça que o julgou. Nada de se contrapor, melhor calar! Só que sua falta de fala é vista como uma aquiescência à espúria teoria de golpe para ter havido o impeachment. Calar ou falar, de acordo com o momento, têm grande significado. Ficar calado e não criticar todo o roubo fartamente provado do PT e do senhor Lula é, para milhões de brasileiros que, como eu, votaram em FHC, uma dificuldade de engolir. Por que, então, não se cala em relação a um governo que mal se inicia? Espere com a fleuma que sempre mostrou ter em relação a governos do PT. Fica feio ter críticas para apenas um lado. Isso se chama parcialidade!

Sônia Santos

constantino114@gmail.com

Rio de Janeiro 

O partido falhou

Pois é, sr. ex-presidente FHC. E agora, que o PSDB falhou por anos a fio, deixou de se posicionar, de lutar pelos seus supostos ideais democráticos e fechou os olhos para as falcatruas do PT? Desde que o candidato José Serra tirou uma foto para a propaganda política tendo o candidato Lula como pano de fundo, o PSDB mostrou suas fraquezas. E agora? O que lhe resta é ficar sentado no trono, com seu manto de sabedoria, criticando a mudança que conseguimos a duras penas e com muito sacrifício? Ora, sr. ex-presidente, é o que temos para hoje. Pare de criticar. Contribua positivamente!

Cleide Maria Fernandes Ruy

c.tarquinio@hotmail.com

São Paulo 

Unir forças é preciso

Gostei muito do artigo de FHC publicado no "Estadão" no domingo (3/2) e compartilho dos mesmos ideais de uma sociedade mais justa, humana e de bem-estar social. Gostaria de lembrar que, na prática, nem sempre se vive o que se prega: o PT, por exemplo, embora venha apregoando esses valores, pratica e cria o inverso. Fato é que os anos de lulopetismo geraram um tremendo Estado de mal-estar social, envolvendo todas as áreas: educacional, saúde, infraestrutura de transportes e segurança pública. O rombo nas contas públicas, o aumento das quebradeiras e empresas em recuperação acabaram levando ao aumento da pobreza e da desigualdade social. Sabemos que a prioridade hoje é reequilibrar as contas públicas por meio das reformas, para que o País se recupere e volte a crescer, e que sem a geração de renda não existe distribuição de renda nem mesmo a possibilidade de programas sociais. Não compreendi por qual razão FHC posicionou-se a favor do PT no segundo turno nas últimas eleições, de 2018.

Silvia R. P. Almeida

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

Autogolpe

FHC, ao responder, na sua querida Paris, a ativistas que levantavam faixa na qual se lia "Lula Livre" e "golpistas", fez questão de frisar que não foi ele quem mandou prender Lula e que jamais participou de golpe algum (3/2, A2), sugerindo que o impeachment de Dilma e a prisão de Lula foram golpes de Estado. Com certeza, FHC deve ter se lembrado de que, quando presidente, foi vaiado em plena Avenida Champs Elisée, nesta mesma Paris, em movimento a favor da reforma agrária no Brasil. Pena que FHC não teve coragem nem personalidade para sustentar seu próprio legado, e, se deu algum golpe, foi contra si mesmo e seus correligionários, minando o PSDB, do qual é presidente de honra.

Ricardo Daunt de Campos Salles

dauntsalles@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

As críticas de FHC

O sr. Fernando Henrique Cardoso deveria, como ex-presidente da República, ficar mais calado do que ficar falando algumas bobagens. Ele se considera, como quase todos no PSDB (partido em que votei várias vezes, inclusive nele, até por exclusão), verdadeiro deus. Sabe tudo. É bom lembrar que foi ele que começou com a compra de votos na Câmara e no Senado para se reeleger presidente, Lula só aperfeiçoou. Não tem moral para falar do atual governo, que tem apenas um mês. Vamos esperar o que vão propor e, depois, fazer críticas ou elogios. 

Neto Frollini

netofrollini@gmail.com

Tatuí 

Monotonia

O ex-presidente FHC não se posiciona com clareza sobre os assuntos que aborda. Tanto falou da ex-presidente Dilma, que era um pouco difícil de compreendê-la, e agora seu linguajar afetado não está mais claro do que o dela. O ex-presidente está pernóstico e enfadonho com suas resenhas semanais. Não sei o que ele pretende. Espero que apresente alguma ideia brilhante para fazer valer seus conhecimentos e contribuir para a melhoria, pelo menos, da educação no País.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Besteirol

O ex-presidente da República FHC deveria se recolher em sua residência ou qualquer lugar longe daqui e parar de falar coisas negativas. Grande parte das coisas ruins que estamos passando vem de sua gestão. Aumentos de carga tributária e Proer (programa instituído por ele, que perdoou com uma canetada a dívida do Banco Nacional no valor de R$ 6 bilhões). Ele foi tão ruim que elegeu seu sócio Lularápio. Ficar velho é um destino nosso, falar besteiras é um "privilegio" de poucos. 

Pedro P. de Mendonça Antonaccio

pepantonaccio@gmail.com

São Paulo

Ação

"E agora?", pergunta FHC em "Estado" (3/2, A2). Respondo: de imediato, ajudar a explicar à sociedade que a reforma da Previdência é absolutamente necessária. Isso não é tarefa só do governo. Em passagens de seu bom artigo, FHC chega a tangenciar esta verdade. Pois, então, mobilize-se para o chão e instigue ao menos o PSDB a segui-lo. 

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Ambivalente oposição

O advogado e professor da USP Miguel Reale Júnior utiliza-se do espaço do "Estadão" para se declarar em oposição ao governo Bolsonaro ("Ambivalência", 2/2, A2). Não teria sido melhor se candidatar a um cargo eletivo no Congresso Nacional?

Marco Antonio Esteves Balbi

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Desalentados

A matéria sobre o desalento de escolarizados ("Cresce número de mais escolarizados que desistem de procurar emprego", 3/2, B1) é oportuna, mas enviesada. Os entrevistados desistiram de procurar emprego porque os salários estão baixos e resolveram gastar suas poupanças esperando os salários melhorarem. Isso é um erro enorme. Quando os salários melhorarem, é melhor estar empregado e poder dizer nas entrevistas que decidiu aceitar para adquirir alguma prática e visão empresarial trabalhando, do que explicar ao entrevistador por que ainda não está empregado. Pelo menos o jornalista deveria ter procurado alguém que tenha pensado de outra maneira, com o verdadeiro interesse em trabalhar, em vez de ficar esperando.

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Palmeiras x Corinthians

O Palmeiras critica a Federação Paulista de Futebol (FPF), a arbitragem, o rival, etc. Houve alguma interferência no jogo contra o Corinthians no sábado (2/2)? Ou está se acostumando a perder do Timão (ou timinho) no Paulistão (ou Paulistinha) e no Allianz Parque? Zé rico ganhou de novo do milionário. Comemore, o ano está apenas começando... Humildade é bom e até ganha jogo. E ganhou!

Luiz Fernando Dias da Silva

lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

Notícias relacionadas

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.