Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2019 | 01h00

Governo Bolsonaro

Rumo às reformas

Foi divulgado um resumo de como poderá ser a reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso Nacional. Pelo que se viu na mídia, os trabalhadores da iniciativa privada e o funcionalismo público teriam de contribuir por 40 anos para terem acesso à integralidade da aposentadoria. Além disso, a idade mínima fixada seria de 65 anos para homens e mulheres. Que a reforma é necessária e possibilitará o reequilíbrio das contas públicas, disso todos sabemos. Mas não basta impor sacrifícios só aos cidadãos comuns. A classe política tem de dar exemplo e extinguir os inúmeros benefícios pagos pelos contribuintes. A questão não é ser contra o Brasil, mas ser contra as desigualdades. A Constituição diz que todos são iguais perante a lei, o que não é observado quando comparamos contribuintes, legisladores, ministros de Estado e outras autoridades, que em muitos casos legislam em causa própria. Precisamos de reformas estruturais, mas o Estado brasileiro tem de aprender a cumprir o seu papel. Se tivermos de trabalhar mais tempo, contribuir por período superior aos atuais 35 anos e a idade mínima subir, é imperioso que os serviços públicos funcionem adequadamente. Se vamos mudar o Brasil, vamos mudar de verdade. Por enquanto, a única mudança é a que afeta o bolso de quem trabalha e produz.

Willian Martins

martins.willian@globo.com

Guararema

Tributária e previdenciária

Muitos brasileiros gostariam de participar mais efetivamente das reformas tributária e previdenciária. A alta carga de impostos que caracteriza o nosso país e o déficit da Previdência são mais do que conhecidos. Mas isso é vago! Seria muito útil a divulgação mais pormenorizada dos números, mostrando quanto representa 1) a arrecadação federal do IRPJ, IRPF, IPI e contribuições por espécie; 2) a arrecadação dos tributos estaduais por espécie e total, além da receita provinda do governo federal; 3) da mesma forma, dos municípios, também por espécie e total, incluída a decorrente da redistribuição dos tributos federais e estaduais; e 4) uma demonstração clara, por origem e destino, das receitas da Previdência, além das expectativas de vida e nascimento para os próximos 10 anos, 20 anos e 30 anos, bem como as respectivas receitas e despesas projetadas. Poderíamos ter uma boa ideia de quanto representam os tributos que se originam do consumo, que atingem todos indiscriminadamente, e sua comparação com os tributos que incidem sobre os rendimentos e com os que incidem sobre a folha de salários, além de podermos avaliar objetivamente a necessidade de mudar a Previdência. Tais informações ajudariam os brasileiros interessados a entenderem melhor as propostas de reforma tributária e da Previdência, em vez de somente ficarem atacando ou defendendo com base nos interesses pessoais e imediatos.

Luiz Augusto Casseb Nahuz

luiz.nahuz@gmail.com

São Paulo

Lei anticrime

Liturgia do cargo

Mal acabou o recesso judiciário, o indomável e perseverante supremo ministro Marco Aurélio Mello, chamando a si os microfones e holofotes da mídia, deu imediatos pitacos sobre o pacote do ministro Sergio Moro que endurece as penas para crime organizado e corrupção. Deixe o homem trabalhar, ministro! Respeite a independência dos Poderes e a harmonia entre eles, atenha-se à discrição e à liturgia do cargo, manifestando-se apenas nos autos, dentro do que compete ao Supremo Tribunal, como prometeu (será?) seu colega Dias Toffoli em solenidades recentes. Cada macaco no seu galho! A República agradece...

Bruno David de Oliveira

brunopdavid@gmail.com

Rio de Janeiro

Pressão popular

Mesmo que se confirme a resistência da oposição nas duas Casas do Congresso ao projeto anticrime apresentado pelo ministro Sergio Moro, haverá muita pressão da opinião pública para aprovar o pacote, corajoso e indispensável para enfrentar a corrupção, a violência e as organizações criminosas. Que os congressistas respeitem a vontade dos eleitores expressa nas urnas de outubro de 2018.

José Wilson de Lima Costa

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Em São Paulo

Pontes e viadutos

Tem sido notícia ultimamente, e acredito que será ainda por muito tempo, o colapso da infraestrutura de pontes e viadutos em São Paulo. Sabidamente, já há algum tempo a técnica vem sendo sobrepujada pela política e pelo departamento de compras de qualquer governo e mesmo corporações privadas. Leis são promulgadas, mudanças são promovidas, custos são enxugados, softwares são elaborados e o resultado é o que estamos vendo: colapsos e mais colapsos. Vamos exemplificar. Uma verba é destinada à construção de determinada ponte. Há que verificar se essa verba é suficiente para a execução da obra ou orgulhosamente o departamento de compras a “enxugou” - esquecendo que enxugou a qualidade, aumentou os custos de manutenção e diminuiu a vida útil da ponte. Concomitantemente, aparece um software que efetua todos os cálculos e é a última palavra nesse tipo de estrutura, o qual passa a ser utilizado. Suponhamos que não exista malversação dos recursos. Essa ponte, projetada para três faixas de rolamento, é inaugurada com bandas e fanfarras, discursos e tudo mais. Aí, especialistas em transporte resolvem que devem ser quatro faixas, à guisa de melhorar o fluxo. Na sequência, permitem-se até cinco faixas, onde mal cabe um veículo de passeio entre dois caminhões. Depois disso é esquecida sem manutenção, até começar a cair aos pedaços e, por fim, literalmente ruir. Fica fácil apontar a sequência de erros: enxugamento da verba, software alimentado com dados inconsistentes, técnicos em transporte que não consultam os técnicos de estrutura que a projetaram para outra carga admissível. Resultado: as pontes caem. E continuarão caindo. Conclusão: o departamento técnico tem de vir antes do departamento de compras. Quem alimenta de dados o software necessita de vasta experiência para evitar que o resultado saia inconsistente. O técnico de transporte, antes de mexer nas faixas de rolamento, tem de consultar o técnico de estrutura. E o principal: o técnico engenheiro precisa ter vasta experiência. É o que menos se tem visto nos dias de hoje.

Luiz Felipe de Camargo Kastrup, engenheiro

lfckastrup@gmail.com

São Paulo

IPTU confiscatório

Os munícipes, especialmente os aposentados, aguardam uma posição do Ministério Público a respeito dos aumentos do IPTU na cidade de São Paulo, que chegam a absurdos 90%, apesar do anunciado reajuste de 3,5%. 

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Salário atrasado

Até hoje não compreendi que fenômeno eleitoral elegeu Romeu Zema (Novo) para o governo de Minas Gerais. Mas isso não é o tema desta carta. O que me revolta é que o fenômeno eleitoral prometia pagar os salários do funcionalismo em dia, mas dividir o 13.º salário dos profissionais do Estado em 11 parcelas. Professoras e professores são heróis que formam pessoas para a vida, mesmo com políticas educacionais indefinidas, com escolas sem estrutura, com materiais didáticos questionáveis, com bibliotecas sucateadas - quando a escola tem uma -, mas sem salário? Sem o 13.º também estão os bombeiros que atuam no resgate de vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG). A preocupação está voltada para o "vale" de lama no Córrego do Feijão e no Rio Paraopeba, pelos mortos, pelos parentes das vítimas, pelos responsáveis de fato: agentes do governo que autorizaram a construção de barragem a montante; engenheiros da empresa que construíram os alteamentos; engenheiros de auditorias que atestaram a solidez e a segurança da barragem. Muita notícia ruim no início de 2019! Muitos eleitos soltando pérolas que nos chocam com a falta de preparação para discursar. Governador comparando a recusa de ajuda no resgate das vítimas da tragédia de Brumadinho a alguém que está com dor de dente. Quantos profissionais são necessários para uma cirurgia cardiovascular? Quantos profissionais são necessários para uma cirurgia de grande porte? Tenho absoluta certeza de que muitos. A fala do novel governador não veio a calhar. Infelizes, mas merecedores do Nobel da Paz, os bombeiros que percorreram cada centímetro de lama para encontrar pessoas vivas ou corpos para receberem as devidas honras funerárias. E o 13.º desses heróis? E o 13.º dos funcionários públicos do Estado de Minas? Responsabilidade do governo anterior, por ter saído de mansinho sem se preocupar em pagar os servidores? O atual governo assume também o ônus, não só o bônus. Que trabalhador apoia um governador que parcela o 13.º salário de seu funcionalismo em 11 vezes, como quem divide prestações de eletrodomésticos? Imaginem o 13.º de uma auxiliar de serviços gerais da Educação Básica dividido em 11 vezes? Parece-me prestação de lojas. Ou, quem sabe, a lógica financeira foi invertida: servidores públicos compulsoriamente emprestaram seu 13.º a um governo negativado. Um auxiliar de serviços gerais do Estado, por exemplo, emprestou R$ 1.075,00, a juro zero, e o receberá em 11 parcelas de R$ 97,00. Um ano recebendo esta merreca. Um ano dando o couro para o governo. Depois de um 2018 sem esperança, sem participar das festividades natalinas, sem poder viajar para a casa de parentes, sem poder comprar presentes para os filhos, sem poder comprar aquele eletrodoméstico... Pois é, prezados leitores, o governador quer economizar. Justíssimo. Mas que essa economia não recaia nas costas dos servidores públicos. Depois dessas injustas prestações, o novel governador diz que "quem está com dor de dente não precisa de uma equipe de dentistas". Ele defende o mínimo do mínimo, até para uma possível ajuda do governo no resgate das vítimas da tragédia em Brumadinho. Povo pobre mineiro! Povo de ferro, de coração, de esperança no novo, que veste, após as eleições, a roupa de lobo mau. Na real? Estamos lascados, sim! 

Andreia Donadon Leal

deiadonadon@yahoo.com.br

Mariana (MG)

Doação

Foi amplamente noticiado que os bombeiros que se estão sacrificando em Brumadinho (MG) ainda não receberam o 13.º salário de 2018, que será pago parceladamente a partir deste mês. Estes bravos e incansáveis heróis merecem mais respeito e consideração, mas o Estado de Minas Gerais está falido. Por que, então, a Vale não faz doação equivalente a este 13.º salário? A Vale está doando R$ 100 mil para cada família com vítima, o que daria dezenas de milhões de reais. A doação aos bombeiros, imagino, não representaria nem 10% do que as famílias das vítimas vão receber. Seria um gesto de agradecimento e reconhecimento.

Vizmark Imamura

Vizmark.imamura@icloud.com

São Paulo

As imagens da tragédia

O porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, condenou o vazamento das imagens do desabamento da barragem da Vale em Brumadinho (MG). Mas como assim? Quem julga e quem condena, vetando as informações e o completo esclarecimento da população atingida por tragédias? O direito à informação e ao esclarecimento é direito básico, o direito à indignação é direito de cada cidadão, então por que autoridades são alçadas ao posto tão avançado de censores da cidadania?

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

Fiscalização permanente

O drama de Brumadinho (MG) é ainda maior que o ocorrido há três anos na cidade de Mariana (MG), tanto em número de vítimas fatais como na agressão ao meio ambiente. E não se pode pensar apenas em transferir as atividades de mineração para outras regiões brasileiras. É preciso, mais do que nunca, implementar uma fiscalização radical e permanente em qualquer tipo de exploração mineral ou atividade econômica, preservando o ser humano, empregado ou não, as cidades, o meio ambiente e assegurando o recolhimento de taxas e impostos para uso dos municípios onde estejam instaladas. E, por conseguinte, conseguindo obter resultados e mantendo um nível elevado do conceito do Brasil em nível mundial. E que os culpados recebam as devidas punições.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

No mármore do inferno

Cumprimento o "Estadão" pelo excelente editorial "Quando a impunidade mata" (29/1, A3), sobre o qual destaco a passagem "o governo montou um gabinete de crise para acompanhar os desdobramentos do desastre de Brumadinho, mas a maior crise a ser administrada é a moral, e isso gabinete de crise nenhum será capaz de fazer". De fato, na gênese desta tragédia anunciada estão os lobbies das mineradoras nas Casas Legislativas - tanto federal quanto estaduais - e, a esse propósito, ressalto a leniência com que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Estado que hoje chora seus mortos no doloroso episódio, tratou a questão. Estes vendilhões que sucumbiram gostosamente aos "argumentos" das mineradoras e permitiram a manutenção da legislação leniente que aí está haverão de prestar conta por suas ações ou omissões. Seja neste mundo, seja no próximo. 

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Tragédia anunciada

O Brasil é um dos campeões mundiais em tragédia anunciada. A lista dos acidentes perfeitamente previsíveis e, portanto, evitáveis é imensa: circo de Niterói, Boate Kiss, Museu Nacional, Mariana, Brumadinho e assim por diante. Tragédia anunciada é aquela de que todo mundo sabe, sabe há muito tempo, mas ninguém faz nada para preveni-la. É o salve-se quem puder. É o cada um por si e Deus por todos. Parodiando o compositor Geraldo Vandré, diria que o brasileiro sabe, mas não faz a hora, espera acontecer. 

Marcelo de Lima Araújo

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Respeito às vítimas

Arrasada, como todos os brasileiros, com a tragédia de Brumadinho, gostaria de sugerir às autoridades de plantão e aos assassinos da Vale transformar aquela área devastada num campo santo repleto de flores e verdes para que os que ali jazem possam, enfim, descansar em paz. 

Eliana Pace

pacecon@uol.com.br

São Paulo

A proposta de Paulo Guedes

"Proposta para Previdência prevê idade mínima de 65 anos para homem e mulher" ("Estadão", 5/2). Não adianta querer mascarar a realidade etária do País, cada vez mais velho, bem como sua sustentabilidade financeira pelo número de anos de contribuição, numa reforma meia sola da Previdência, que mais para a frente teria de ser novamente modificada. O País merece uma legislação de longa duração, que não necessite de remendos constantes, para gerar uma estabilidade necessária ao desenvolvimento econômico e social do País.                       

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Necessidade

Coerente com a realidade e necessidade do País a reforma previdenciária feita pela equipe de Paulo Guedes, igualando idade mínima (a mulher tem expectativa de vida maior que o homem). É preciso que a sociedade brasileira faça algum sacrifício agora, para garantir a aposentadoria de nossos filhos e netos.

José Camargo

josedoc1@gmail.com

Campinas 

Reforma da Previdência ou sua demolição?

A reforma da Previdência é quase uma unanimidade no Brasil (não burra). Entretanto, há reformas e reformas. Primeiro, nossos gastos públicos devem ser contextualizados; é muito simples, e a reflexão é imediata, atribuir todas as mazelas dos desperdícios públicos à Previdência. Por outro lado, não se analisa o custo continental e massacrante dos meios para que a Previdência opere. Tal custo talvez supere a atividade fim (benefícios). A ver. 40 anos de contribuição, 65 de idade para homens e mulheres e benefícios de valor inferior ao salário mínimo obviamente resolvem o déficit, como, de resto, toda crueldade pode exercer a função da navalha de Ockam. É algo, porém, que vazou e provavelmente não vingue, já que o presidente, de seu leito de hospital, sinalizou que pretende reforma "fraterna".

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Renúncias fiscais

As renúncias fiscais, R$ 54 bilhões, representam 1/4 do rombo da Previdência. O Simples representa quase a metade, R$ 25 bilhões, e a renúncia das chamadas entidades filantrópicas, R$ 12 bilhões. Essas renúncias têm de ser revistas, principalmente as filantrópicas. O custo delas é pago pela sociedade. Quantas entidades filantrópicas cobram pela assistência que dão? Deveria ser de graça. Se passarem um pente fino nessas entidades filantrópicas, não escaparia uma. Escondem-se atrás da filantropia, que na realidade é "pilantropia". Criam uma entidade, têm isenção de tributos e não cumprem a filantropia, ou, quando o fazem, é para alguns, que às vezes nem precisam dela, e dizem que fazem filantropia. Filantropia com o dinheiro dos outros é bom, não.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Exceções

Um dia o Brasil certamente irá fazer parte do Primeiro Mundo! A idade para ter o direito de receber a aposentadoria e ou pensões seria para todos igual, não havendo diferença de classes e profissões. Hoje, o que ocorre é uma verdadeira aberração. Logicamente, teria de haver duas exceções: 1) doentes e inválidos e 2) as verdadeiras heroínas, as mães brasileiras. Por cada criança nascida que a mãe possa apresentar o certificado de nascimento e uma cópia do RG, a mãe haveria de ter o direito de um ano mais cedo da aposentadoria, ao limite de até cinco filhos. Direito mais que justo.

Michael Peuser

mpeuser@hotmail.com

São Paulo

Estatística e matemática

Segundo um desconhecido e hilário autor, Estatística é a ciência segundo a qual se eu como dois pães por dia e o meu vizinho nenhum, nós dois, em média, comemos um pão por dia, embora eu esteja saciado e ele com fome. A absurda estatística serviu para espalhar um fantasmagórico número de que o Tesouro teve de complementar, em 2017, o total de R$ 126 mil por militar como complemento dos seus vencimentos na inatividade. Trata-se de um número fantasioso e mentiroso. Além disso, em outra reportagem expõem-se números, estes matemáticos, mas sem qualquer tipo de comprovação, de rombos no orçamento do INSS. É preciso deixar bem claro que a sociedade pode escolher entre alterar as normas e regras vigentes para o sistema de proteção social dos militares, desde que altere, também, a lei de remuneração para incluir uma série de parcelas nos vencimentos que hoje não são pagas, como, por exemplo, horas extras, adicional noturno, adicional de periculosidade, etc. 

Marco Antonio Esteves Balbi

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Pensem em nós

Reformas só me fazem pensar na música de Leandro e Leonardo: "Pense em mim / Chore por mim / Liga pra mim / Não, não liga pra ele (...)". Reformistas, pensem em nós, não só em vocês.

Jaime E. Sanches

jaime@carboroil.com.br

São Paulo

Por que tenho de pagar?

Indignada com tantos malfeitos e tantas benesses concedidas aos Três Poderes da República, a população brasileira se pergunta: por que tenho de pagar esta conta? Por que cargas d'água eu tenho de pagar salários para as filhas solteiras dos militares? Por que eu tenho de bancar os constantes reajustes dos militares inativos que são promovidos politicamente, mesmo depois de aposentados? Por que eu tenho de pagar salários milionários de funcionários públicos beneficiados por leis esdrúxulas perpetradas no conluio das sombras? Por que temos de pagar mordomias, auxílios, viagens, cartões corporativos e outras indecências debitadas na conta de uma população sofrida, que não foi chamada a opinar sobre essas imoralidades? Presidente Bolsonaro, mostre a todos nós, que acreditamos no senhor, que o País realmente vai mudar e acabe, de uma vez por todas, com este verdadeiro ataque às finanças públicas. O Brasil não quer mais dar boa vida a estes malandros que sugam nosso dinheiro e riem da nossa cara.

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

Cartórios dispensáveis

Embora louvável a iniciativa do governo Temer de acabar com o absurdo imposto sindical obrigatório, há muito ainda a fazer nesta seara, como bem apontou o artigo "Boletos de janeiro", de Elena Landau (1/2, B4). Para que servem, afinal, entidades como o Corecon-RJ, cuja contribuição é compulsória para os economistas do Rio de Janeiro? Para fazer campanha contra a reforma da Previdência, tão necessária? Para o "economista" Requião, rejeitado pelas urnas do seu Estado, avaliar a política econômica de Bolsonaro?

Marcos Lefevre

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

Privatização e convencimento

Com preocupação, li que o secretário de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, diante da difícil tarefa de privatizar as empresas estatais, diz que será preciso "convencer" os ministérios aos quais estão vinculadas as estatais da necessidade de vendê-las. Ora essa, os ministros que estão neste governo não entenderam o recado das urnas? Vamos passar do discurso para a prática, retirar dos contribuintes a obrigação de manter estruturas pesadas, caras e deficitárias. Segundo o secretário, a venda de todas as estatais reduziria a dívida pública federal em cerca de R$ 3 trilhões. A hora é de mudança, acabou a festa de aceitar o enriquecimento de grupos criminosos que tanto lucraram com o desvio de recursos públicos. Privatizem já. Temos de reconstruir este país, que foi destruído ao longo dos últimos anos, investindo em educação, saúde, segurança. A tarefa é árdua, mas o presidente tem o apoio da população, o que é uma imensa ajuda.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Deus é brasileiro

Sem dúvida, o conhecimento nos liberta das amarras de governantes despóticos que escravizam o pensamento, como se vê no artigo "Ditadura socialista", de Denis Lerrer Rosenfield, à página A2 de 4/2, com excelente dissertação sobre as agruras da Venezuela sob a ditadura de Nicolás Maduro. "O grande amigo do PT fez o que Lula e Dilma não tiveram êxito em realizar no Brasil: esgarçar o tecido social até o ponto da ruptura". Queremos crer que a "obra incompleta, abortada pelo impeachment", tenha sido pelo fato de Chávez ter tido mais capacidade do que Lula em escolher o sucessor, pois foi graças à grande incapacidade de Dilma que nos livramos do bolivarianismo que nos colocaria lado a lado com o país vizinho. Então, por Lula preso, Dilma rechaçada, pela derrota de Renan - apesar do amigão Dias Toffoli - e tantos outros fatores é que ainda ousamos acreditar que Deus é brasileiro. Mas convém não abusar, pois Ele pode cansar.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Encontro de contas

Recentemente, o chanceler Ernesto Araújo defendeu a realização de um "encontro de contas" entre Brasil e Venezuela. É que o Brasil deve algo em torno de US$ 30 milhões em energia fornecida pelos venezuelanos, enquanto estes devem cerca de US$ 1 bilhão, na maior parte com o BNDES. A ideia é abater a dívida brasileira daquele US$ 1 bilhão.  Entretanto, há outra dívida venezuelana de grande dimensão que deve ser computada: os prejuízos (de toda ordem) que o Brasil vem sofrendo em decorrência dos elevados custos arcados com a invasão de venezuelanos que fogem daquele país em razão dos descalabros dos desgovernos Maduro e Chávez. Esses custos devem ser mensurados e a conta, apresentada à Venezuela. 

Milton Córdova Júnior

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Eleição no Senado

A tropa de choque formada por Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin e Lindbergh Faria, que com discussões acaloradas e bate-bocas com colegas, na legislatura anterior, tumultuava as sessões do Senado, agora, nesta nova legislatura, foi substituída por Renan Calheiros, Kátia Abreu, Jader Barbalho e Eduardo Braga, com arruaças, xingamentos e incitando à desordem. O povo espera, com a retomada dos trabalhos da Casa, que evitem essas desordens que denigrem a imagem da Câmara Alta perante a sociedade, que não admite mais essas baixezas.

José Wilson de Lima Costa

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

O Senado em rebelião

Os PIBs tanto da Inglaterra quanto dos EUA são cinco vezes superiores ao nosso. O Parlamento desses países decidem coisas que afetam o cenário econômico tanto interno quanto mundial. Suas sessões transcorrem dentro de uma normalidade e austeridade impressionantes. Aqui, no Brasil, não se decide nada em nível interno, a não ser o privilégio de congressistas e as mordomias e aumentos abusivos próprios e do Judiciário. Assistimos pela TV, no fim de semana, a duas das mais surreais sessões do Senado brasileiro em toda a minha vida. Faria algum sentido, se fosse dentro de uma penitenciária em rebelião. Aliás, tem tudo a ver, se considerarmos a ficha criminal de muitos dos nossos senadores. Vergonha nacional ao vivo e em cores.

Paulo H. C. de Oliveira Paulo

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

Uma vergonha!

O comportamento de Renan Calheiros e, principalmente, de Katia Abreu na eleição para presidente do Senado não teria de ser julgado pelos senadores como "quebra de decoro"? Foram vergonhosas as atitudes destes dois "senadores", que assim como os demais parlamentares teriam por dever mostrar um mínimo de educação e respeito pelo povo brasileiro. Foi uma vergonha!

Marina Malufi

mmalufi@terra.com.br

Olímpia

Investigação já!

A cena digna de um circo mambembe, protagonizada por uma senadora alucinada, na tarde de sexta-feira no Senado da República, arrancando uma pasta de documentos das mãos do presidente em exercício da Casa, bem como exigindo aos berros que ele saísse da cadeira sob o pretexto de que, como candidato ao cargo de presidente, não poderia presidir aquela sessão, sob a pena de suspeição, devendo ser substituído pelo senador mais velho da instituição, mostrou, lamentavelmente, no dia seguinte, a fragilidade desse argumento. Em sessão de votação, então, presidida pelo senador José Maranhão, após o encerramento da votação, quando da conferência do número de envelopes depositados na urna, constatou-se a existência de 8o (oitenta) envelopes e 2 (duas) cédulas de votação avulsas, mas devidamente rubricadas (!) pelo presidente em exercício, ou seja, para o  total de  81 senadores, 82 votos. E, não bastasse o escândalo dessa fraude, assistida pelo País, o senador José Maranhão apanhou as duas cédulas avulsas e, após ter lido seu conteúdo, rasgou-as e colocou os respectivos pedaços no bolso. Ou seja, destruiu provas! Obstrução da Justiça! Ou será que o Poder Judiciário pensa diferente? O Conselheiro Acácio encontra-se em estado de coma.

Arlete Pacheco

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Fraude eleitoral

Em eleição com apenas 81 votantes e cerca de dez fiscais, entre os escrutinadores, os servidores na boca da urna e os mesários, houve fraude. Ouço agora o silêncio dos que dizem que as urnas eletrônicas são passíveis de fraude e o voto deve voltar a ser em papel, já que seria apenas mais um dentre os vários retrocessos atuais. No Senado ficou bem claro que, quando há interesse, a material cédula em papel pode não corresponder à fiel vontade dos eleitores.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

Voto secreto

"Um 'juizeco' de primeira instância não pode a qualquer momento atentar contra o poder", disse Renan Calheiros quando protestava contra a prisão de agentes da Polícia do Senado e apreensão de documentos e equipamentos sob a suspeita de uma tentativa de atrapalhar a Operação Lava Jato. Suprema ironia! Não é que o voto secreto na eleição para presidente do Senado foi autorizado por quem foi reprovado em concursos para juiz, duas vezes?

Paulo Eduardo Grimaldi

pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

O poder das redes sociais

Para aqueles que ainda duvidavam, o poder das redes sociais foi mais uma vez demonstrado com a não eleição de Renan Calheiros à presidência do Senado, após possibilitar a vitória de Jair Bolsonaro. O povo, com efeito, transita de forma satisfatória pelas redes sociais e exerce suas pressões de modo acentuado. Trata-se de participação democrática mais moderna e que coloca os partidos políticos em situação de repensar suas técnicas de campanha.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Vencemos

O povo, nas últimas eleições, praticou limpeza quase geral e deu seu recado. Os novos senadores entenderão a mensagem e estão cumprindo como esperado, senão vejamos. 1) Alagoas não fez pelo Brasil, mas o Brasil fez por Alagoas. Varremos a escória restante daquele Estado na representação federal. 2) O Supremo Tribunal Federal (STF) e o seu presidente, até aqui, não entenderam nada. O Senado votou e mostrou a sua vontade própria de voto aberto. Dias Toffoli não entendeu nada e se atreve a mexer em outro Poder. Se em votação plenária a maioria mostrou seu desejo de voto aberto, Toffoli não poderia ter-se arvorado a mudar a vontade do Senado. Este cidadão não merece ser ministro do STF. Faltam-lhe atributos pessoais para exercer tal função. Mesmo diante de tal descalabro, prevaleceu a vontade popular. Vencemos. Urge que o STF, como um todo, e seu atual presidente, em específico, se deem conta de que eles precisam entender a voz do povo.

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas

Medo

Quem tem medo de Renan Calheiros? Políticos, gestores públicos, jornalistas e empresários corruptos ou corruptores. Muita gente, não? E Renan? Não está com medo deles? Eu estaria. Ficar ameaçando a torto e a direito que pode abrir o bico é bastante arriscado. 

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

Alianças desprezíveis

O PT, enquanto governo, nunca teve o mínimo constrangimento em construir associações grotescas com quem quer que seja para atingir seus objetivos. Foi assim com Paulo Maluf e José Sarney. O senador Renan Calheiros desponta como provável líder da oposição sistemática ao governo Bolsonaro, após sua derrota na eleição para a presidência do Senado, e o PT não hesitará em se submeter à sua liderança, pois ambos têm um objetivo comum: a rasteira, egocêntrica e deplorável sede de vingança, amparada no conceito desprezível do "quanto pior, melhor". 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

O povo está de olho

Passadas as eleições para a presidência do Senado, que culminou com a vitória do senador Davi Alcolumbre, do Democratas, já tive a oportunidade de ler alguns artigos publicados em jornais nos quais os articulistas preveem que não é aconselhável que o governo tenha o senador Renan Calheiros como adversário, e aconselham o presidente Bolsonaro a que se aproxime de Renan para uma conversa. Não caia nesta, senhor presidente. Não tenha medo. Os brasileiros - à exceção dos eleitores deste senador - não vão gostar dessa aproximação; não aceite este conselho, estão querendo que o senhor embarque numa canoa furada. A sociedade está de olho no Congresso e infeliz do parlamentar que não estiver disposto a trabalhar para tornar o Brasil um país melhor. Não há mais espaço para a velha política. Mais uma vez, eu suplico, senhor presidente, evite essa aproximação. O senhor só tem a ganhar. É a voz do povo.

Jeovah Ferreira

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

Com os brios em alta

No texto de primeira página de domingo no "Estadão" mencionava-se que o candidato ideal do ministro Paulo Guedes à presidência do Senado seria Renan Calheiros. Acho que eu, assim como milhões de brasileiros, pensamos diferente. Chego a preferir que nosso querido país sofra mais ainda a se aliar e depender desta corja que infelicita a Nação por décadas. Chega de conchavos, de "dá cá, toma lá". Chega de Renans, Lulas, PTs "et caterva". O povo está sofrendo, porém está com os brios e amor próprio em alta, com esperanças inclusive de ver esta corja fora de circulação. Espero que o STF tenha aprendido a lição que a eleição do Senado nos proporcionou.

Antônio C. Guimarães

acguima36@hotmail.com

Curitiba

Padrões

O candidato Renan Calheiros tem, acho, 14 processos no Supremo Tribunal Federal; o vencedor, Davi Alcolumbre,  só tem 2 processos no Supremo. Decididamente, estamos melhorando.

Harry Rentel

harry@countryroad.com.br

Vinhedo

Casa sem ordem

Começa uma nova legislatura e a baixaria no Senado mostra o nível dos nossos congressistas. Mas, além de uma legislatura previsivelmente raivosa, incomoda quem assiste ao noticiário diariamente ver a movimentação de assessores ao fundo da mesa diretora, na maioria das vezes sem razão aparente. Transitam com naturalidade e abusivamente. Vamos parar com isso, gente. Isso nem é Terceiro Mundo, é submundo. Ponha-se o assessor sentado ao fundo, em plano mais baixo, e, se necessário o seu concurso, apertem um botão de chamada, a tecla do laptop ou outro meio qualquer para acioná-lo.

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

De novo, não!

A Constituição de 1988, também chamada de Constituição Cidadã - na qual a palavra "direito" aparece 76 vezes, enquanto a palavra "dever" apenas 4 -, garante a isonomia entre todos os indivíduos, conforme artigo quinto, em que diz "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza". Então por que só o presidiário alojado numa suíte da Polícia Federal de Curitiba - por si só um grande privilégio - iria se deslocar com escolta, transporte, etc. para velar um dos irmãos, se quando estava livre, leve e solto deixou de se despedir de outros dois irmãos quando ainda presidente? E o "direito" dos outros presos, como ficaria? O presidiário desistiu de comparecer ao velório. Por quê? Não seria porque foram feitas exigências que o impediriam de vociferar em cima do esquife, como foi feito no velório da falecida esposa? Dizem que ficou indignado porque a autorização foi dada em cima da hora. E, agora, sua defesa se prepara para entrar com pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para o comparecimento do condenado à missa de sétimo dia do irmão! Como assim? Parece que esta mistificação foi engendrada exatamente para vitimizar o sujeito e enternecer os incautos e/ou adeptos do "Lula Livre", do "é gopi" e de outras tantas bandeiras daqueles que desfrutaram da lambança com o dinheiro público.

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

O litoral brasileiro degradado

Muito oportuna a reportagem "Verão mostra litoral em frangalhos" ("Mar sem Fim", 24/1/2019). Chocante. Educação, educação e educação. Enquanto estiver em voga ser deseducado, grosso e egocêntrico e as pessoas acharem que isso não é problema delas, a vegetação, a natureza, os recursos, rios, mar e tudo o mais estarão se esfacelando, como tem sido nestas últimas tragédias brasileiras. Hordas de turistas têm o direito de ir e vir nas costeiras brasileiras e a todos os lugares. Como não temos educação de valores nas escolas e famílias em grande parte dos lares e instituições brasileiros, fica o esfacelamento ambiental cada vez mais comprometido. Estamos perdendo as terras brasileiras pela má educação de parte de um povo que insiste em ser grosseiro, alienado, egoísta.

Monica de Queiros Mattoso

mqmattoso@gmail.com

Ilhabela

E o atentado contra o presidente?

O que será que ocorre com as investigações sobre a facada quase mortal que Jair Bolsonaro levou durante a campanha eleitoral? Por que será que a imprensa não cobra isso das autoridades da mesma forma que o caso misterioso e triste da vereadora Marielle Franco? Esta de ter sido uma atitude isolada do esfaqueador é história "para boi dormir" - assim como quiseram no passado atribuir somente a Lee Oswald a culpa pelo assassinato do presidente Kennedy. Fala sério!

Ari Giorgi

arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

O revólver, a faca e o ar

Nos debates sobre a flexibilização da posse de armas de fogo, não se atenta para um fato: dois crimes notórios no Brasil não foram cometidos com armas de fogo. Um foi a morte do casal Von Richthofen, por asfixia, e o outro a facada no presidente Bolsonaro.

Heitor Vianna P Filho

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

IPTU em São Paulo

Com desconforto, e pela última vez, porque estou cansada, venho a este "Fórum" questionar o valor do IPTU/2019 de São Paulo. Desta feita, pelas declarações do secretário de Finanças do município, Pedro Ivo Gandra, obviamente pelo número de reclamações dadas ao "SPTV" na semana passada. Alega ele correção do valor venal dos imóveis, mas omite que já estamos pagando parceladamente desde 2015, restando apenas 10% para cumprir a Lei 15.889/2013. Cita, ainda, outra correção aprovada em 2017, de 3%, ou seja, o aumento seria de 15% no máximo, nunca os 50% sobre o valor de 2018. No meu bairro, Santa Cecília, não houve melhorias - ao contrário, nunca esteve tão degradado, sujo, com bueiros entupidos, esburacado, alagado, com árvores caindo feito cartas de baralho, ciclovias em estado lastimável e semáforos que nem sequer precisam de chuva para parar de funcionar. Lendo a biografia do sr. Bruno Covas, vejo que seu sonho era ser prefeito de São Paulo. O problema é que São Paulo não é para sonhadores, é para quem arregaça as mangas e trabalha. Farei o pagamento, prefeito, mas nunca foi tão grande a sensação de estar jogando meu dinheiro na lata do lixo, metafórica e literalmente falando.

Marcia Meirelles

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

Extorsão

Prezados senhores administradores da Prefeitura Municipal de São Paulo e membros da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), parece-me que os senhores não entenderam algumas razões da quebra de empresas, do desemprego e de nenhuma expectativa futura de renda do contingente de desempregados deste país. Vamos aos fatos: tributos municipais, estaduais e federais extorquem as pequenas e médias empresas. Bancos com tarifas e cobrança de juros extorsivos acabam de quebrar as empresas. Ainda entregam à Febraban o estudo para a redução de juros? Isso é o máximo desejável. Vejam: 1) vocês levaram meus empregados (26) na matriz e duas filiais; meu capital de giro; meus estoques; meus aparelhos de trabalho; meu mobiliário; meus imóveis; e minha frota de veículos de trabalho. Só sobrou meu conhecimento, que ninguém tira. É extorsão o aumento do IPTU do município de São Paulo. Sabem que, se não pagarmos, perderemos o imóvel! E é isso o que vai acontecer. Vejam o meu caso: tenho um barracão na Rua Martiniano de Carvalho, rua decadente (depósito de carros abandonados num lado, semáforos inoperantes, de outro lado a inútil faixa vermelha para bicicletas). Impossível manter um comércio ali, pois os assaltos são diários, frequentes. O que vendem bem são as drogas, livres de impostos. Se interessar, o Cadastro do Imóvel é 0090710904-7. Ano passado (2018) já foi abusivo o aumento para R$ 51.429,11. Este ano (2019), passou para R$ 60.972,60. Isso resulta num aumento de 15,65%! Houve melhoria na rua? Tem iluminação? Tem escoamento de água de chuva? Tem semáforos, tem asfalto, tem creche, tem uniformes escolares? A Prefeitura não zela pela cidade nem pelos seus cidadãos. Covas Neto não tem um único neurônio do avô. João Dória só tem a obsessão de ser presidente da República, com o dinheiro arrancado dos paulistanos/paulistas.

Ibrahim Cotait Neto

autolex@uol.com.br

São Paulo

'A inflação bloqueada'

Sobre o editorial "A inflação bloqueada" (2/2, A3), uma coisa a observar é que nos últimos anos é quase impossível comprar um produto que não tenha tido conteúdo da embalagem reduzido - de ração de cachorro a leite em pó. Nestes casos, os preços continuaram mais ou menos os mesmos, mas o conteúdo foi diminuído. Um exemplo clássico são os ovos, que desde sempre foram vendidos em dúzias, mas hoje a maioria das embalagens em supermercados traz somente dez unidades. Com isso, é provável que a inflação real seja ainda maior do que a considerada atualmente.

Antonio Perez Jr.

antonioperezjr83@gmail.com

São Paulo

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