Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2019 | 03h00

PODER LEGISLATIVO

Em fase de mudanças

Quando o tempo é de mudanças, parece-me ingenuidade querer que elas não causem turbulência e insegurança. Já ficou claro que a população, não vendo líderes reais para representá-la, deixou patente que não quer mais o “velho sistema”, com suas soluções de algibeira, comandando o País. Então a questão que se apresentava, particularmente no caso do comando do Senado, uma vez que na Câmara a gama de partidos que elegeu seu presidente inibirá rompantes “ditatoriais”, é se seria de fato melhor ter no comando um poderoso e hábil negociador da “velha política” do que um político (relativamente) fraco e inexperiente que terá de buscar consenso para exercer seu mister. Entre um mal conhecido, que seria uma afronta à necessidade de fazer as mudanças de que precisamos, e a dúvida acerca do desconhecido, o que me parece ter havido é a aceitação pelo Senado de que as ruas (físicas e virtuais!) têm de ser respeitadas e sua opinião deverá ser componente de peso na tomada de decisões de nossos (sic) representantes. Convém chamar a atenção para o fato de que as aglutinações partidárias que elegeram tanto Rodrigo Maia como Davi Alcolumbre – de uma legenda de média expressão (DEM) – deixam claro o que sempre se soube: não há partidos programáticos que possam expressar o desejo de mudanças da sociedade, evidenciando a necessidade de uma reforma real do sistema político-partidário. Com certeza o consenso para aprovar as mudanças que serão encaminhadas, em sua maioria, pelo Executivo vai ser mais difícil de ser conduzido pelos presidentes das Casas com as composições de interesses que prevaleceram para sua eleição do que se o sistema da “velha política” tivesse prevalecido. Mas também é certo que essa pulverização os obrigará a ouvir e respeitar a voz do povo, propiciando condições para mudanças mais democráticas e que respeitem não os interesses das minorias (patrimonialistas/corporativistas) que sempre prevaleceram, mas da população em geral. Se o Brasil quer mudanças estruturais, este é o momento, mas elas só se concretizarão de forma democrática se a população assumir papel proativo nessa discussão, pressionando legisladores e governo a respeitá-la.

JORGE R. S. ALVES

jorgersalves@gmail.com

Jaú

Contra a corrente

Exceto os que precisam que o País mude e os que de fato querem ver o País mudar, o restante rema firmemente contra.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Responsabilidade dos eleitos

A deputada estadual Janaina Paschoal, eleita com mais de 2 milhões de votos, tem autoridade para falar sobre o papel dos deputados federais e senadores, como sublinhado no editorial A responsabilidade dos eleitos (4/2, A3). Se dependesse do desejo do eleitor, a professora Janaina estaria no Congresso Nacional. De fato, a sociedade clama pela inovação no Congresso. Os eleitos poderiam anotar alguns pontos-chave nessa trajetória, como o fim do foro privilegiado e drástico corte de gastos do Parlamento. A redução dos próprios vencimentos seria uma maneira de demonstrar solidariedade à população, vítima de alto índice de desemprego e oprimida por carga tributária que, de tão arbitrariamente elevada, passou a ser motivo de pânico para o contribuinte. Outra maneira de sinalizar mudança: lei que determine que políticos que ocupam cargos no Executivo e no Legislativo recebam tratamento médico na rede pública e se optarem pela rede privada deverão pagar a conta, como qualquer cidadão. Se os parlamentares iniciarem o mandato tomando atitudes simples como essas, demonstrarão que foram eleitos para, juntamente com o Executivo, reconstruir um país desmoralizado pela corrupção e desolado com a inoperância da classe política.

IRENE MARIA DELL’AVANZI

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

SAÚDE

Medidas arriscadas

O Conselho Federal de Medicina aprovou resolução permitindo que profissionais façam consultas, diagnósticos e cirurgias online (4/2, A14). Essa nova legislação parece ser consequência da realidade brasileira, para amenizar o problema de comunidades distantes e sem médicos. Entretanto, devemos estar atentos a alguns fatos importantes. Na anamnese (coleta de dados da história do paciente), nada melhor do que a presença do médico junto ao paciente, pois pensamos que a internet seja, nesse ponto, muito inferior. Em todo atendimento médico, como parte essencial do diagnóstico, é fundamental o exame físico do paciente, sem o qual poderá haver um maior número de casos de erro médico. Os exames complementares (como o próprio nome sugere) ainda não substituem essa etapa. Essa legislação parece ser uma tentativa paliativa de suprir o atendimento médico muito precário, por falta de profissionais da saúde e de infraestrutura em muitas regiões. Essas falhas, sim, deveriam, com urgência, ser resolvidas. É necessário e importante que a classe médica se manifeste sobre essas questões.

LUIGI VERCESI, médico

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

SANEAMENTO BÁSICO

O Brasil e a lama

O Brasil hoje chora as centenas de vítimas da enxurrada de lama em Brumadinho. Mas todos os anos centenas de milhares de brasileiros ficam doentes e muitos morrem por causa da falta de saneamento básico, do esgoto não coletado e não tratado, lançado nos rios e no mar. O Brasil jamais sairá da condição de país atrasado, subdesenvolvido, de Terceiro Mundo, se não der ao saneamento básico a importância que merece. 

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

EDUCAÇÃO

Ensino superior

O problema no Brasil não é fazer ou não faculdade, e sim a grande diferença salarial entre quem faz e quem não faz. Meus netos holandeses, aos 13 anos, fizeram um exame nacional que distribui os jovens segundo o desempenho nas seguintes categorias: 1) poderão cursar faculdade; 2) poderão ou não cursar faculdade – ficam na dependência de outra avaliação; e 3) não cursarão faculdade, e sim cursos técnicos. E ninguém fica histérico com o resultado, que, no fundo, mede habilidades e inclinações vocacionais. Todos estão tranquilos porque a diferença salarial entre eles será em torno de apenas 20%. A desigualdade é tão pequena na Holanda que jovens vocacionados para trabalhar na área da saúde às vezes ficam indecisos entre cursar enfermagem ou medicina. Temos muito a percorrer no nosso Brasil, onde fazer faculdade é tentativa, hoje em dia frustrada, de garantir salário. Lá o trabalho enobrece igualmente a todos, remunerando-os suficientemente.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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A FICHA CAIU

A foto de primeira página do “Estadão” de domingo (3/2) impressiona: uma montanha de rejeitos de mineração da mina Casa de Pedra, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Congonhas (MG), com uma verdadeira lagoa de água empoçada no topo. Como leigo, imaginava que este rejeito era depositado em barragens a fim de sedimentar a parte sólida e drenar a parte líquida, ou seja, o conteúdo final dessa montanha seria de material sólido relativamente seco. Mas aquela água acumulada, provavelmente de chuva, indicaria que todo o material abaixo está saturado, ou seja, é composto por lama pronta para amolecer o talude da barragem (que é feito com o próprio rejeito!) até rompê-la e desembestar vale abaixo. Uma verdadeira bomba-relógio, como mostraram Mariana e Brumadinho. A ficha caiu. Que Deus tenha piedade de todos.

Sergio Araki Yassuda sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

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PARALISAÇÃO NA VALE

“Decisão judicial faz Vale parar maior mina de MG” (“Estadão”, 5/2). Eis uma boa amostragem de juízes que não entendem a realidade das coisas. Determinam a paralisação das atividades de uma empresa que, por sua vez, terá de demitir empregados. Os magistrados, além de terem recebido um recente aumento salarial de 16,38% e não têm nenhuma preocupação de não receberem seus vencimentos com ajuda moradia, parecem crianças bobas que não sabem bem o poder de destruir que têm.        

    

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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BRUMADINHO

À medida que a lama é investigada, cada vez mais a Vale fica com a cara da Odebrecht, da OAS, da...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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BOM COMEÇO

Tanto a proposta de reforma da Previdência do ministro Paulo Guedes quanto o projeto anticrime do ministro Sérgio Moro não poderiam ter sido apresentados, esta semana, de forma mais plena, clara e completa. Ambas atingem o âmago profundo das respectivas questões. Para o segmento da sociedade que clama por um Brasil ético, justo, seguro e sustentável, sem olhar para o próprio umbigo, as propostas deveriam ser postas em prática imediatamente, com o mínimo de alterações. Infelizmente, haverá resistência, e muita, de parte da população – entre eles os privilegiados –, do Congresso e talvez do próprio presidente Jair Bolsonaro. De qualquer maneira, o pontapé inicial foi dado e o jogo começa bem. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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NO PRAZO PROMETIDO

O determinado ministro da Justiça Sérgio Moro, na data prometida, entrega seu projeto de lei para a segurança pública.  Ele prevê, por exemplo, a definição da prisão após condenação em segunda instância, cuja decisão do STF alguns de seus próprios ministros, infelizmente, teimam em querer desrespeitar; o confisco de bens dos condenados em que a origem não tiver comprovação lícita; a criminalização do caixa 2; regras mais duras para o crime organizado; etc. Lógico que políticos vis, fações criminosas e advogados que faturam mais com a procrastinação das condenações de seus clientes, porque infelizmente a lei o permite, não gostaram do projeto de Moro para enfrentar a bandidagem. Diferentemente deles, a nossa sociedade o aplaude! Isso porque há décadas ela é refém da perversa violência urbana, uma das piores do planeta. E, se a mesma pressão feita contra Renan Calheiros – que foi derrotado na eleição para a presidência do Senado – ocorrer também nas redes sociais pela nossa população com relação a este importante projeto de Sérgio Moro, certamente os nossos parlamentares vão aprova-lo sem que seja desfigurado.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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PÓS-CRIME

A coluna da Sônia Racy de 6/2 (C2) nos informa que o advogado criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, contumaz defensor de políticos e criminosos (desculpem o pleonasmo...), criticou a proposta do ministro Sérgio Moro para alteração de 14 leis visando a endurecer penas e punições contra o crime. Disse o advogado que as medidas propostas são para o pós-crime, que não há medidas preventivas ao crime. Alguém precisa explicar a este senhor que a Justiça é e sempre será reativa ao descumprimento de regras e leis. Quem é responsável pelas políticas de prevenção e a sua aplicação em qualquer Estado de Direito é o Poder Executivo, não o Poder Judiciário. Talvez pelo fato de tanto defender políticos e criminosos tenha ele se contaminado com a esquerda brasileira e seus seguidores, que são burros, mal preparados e que adoram proferir frases de efeito inócuas, na absoluta falta de algo propositivo e benéfico para a sociedade.

Guilherme Costa Negraes Júnior gnegraes@terra.com.br

São Paulo

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‘PLEA BARGAIN’

A chamada Plea Bargain, constante do projeto anticrime apresentado pelo ministro Sérgio Moro, embora seja pautada nos EUA em costumes sociais, história social e sistema jurídico diferentes dos nossos, seria de muita importância e de enorme significado, pois estaríamos adentrando esferas mais amplas do liberalismo democrático, tão fraco em termos das grandes tutelas paternalistas estatais que, no Brasil, parecem sempre desconfiar das capacidades da sociedade de autotutela, quando possível e viável. O Estado máximo, próprio dos sistemas socialistas, vacila em transformar-se, aos poucos, em Estado mínimo, próprio dos sistemas liberais, mas há um curso a ser seguido pelas sociedades que amadurecem, e a História mostra algumas opções que deram mais certo que outras.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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POLICIAIS

Finalmente uma lei que não pune os policiais. Mesmo em legítima defesa, contra um bandido, caso o policial o mate, é severamente penalizado. Isso era um cúmulo. Tem de acabar!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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SÉRGIO MORO E A CRIMINALIZAÇÃO

A precarização das relações do Estado com o cidadão nos faz compreender a essência de forma distorcida. Somos cidadãos sem cara. Quando se fala que a Justiça deve ser igual para todos, a primeira coisa que vem a cabeça é, no âmbito criminal, a necessidade de punir exemplarmente, especialmente nos dias de hoje, crimes de corrupção. Reclusões longas, impeditivas de recuperação (pois é percebida como excessiva, para o condenado) e não raro ineficazes (além de certa duração, o resultado é pior). Precisa-se punir na medida certa. Do jeito certo. O condenado, um número, mais do que tudo, se torna uma vítima de uma sociedade sem rumo. Ora, falemos de políticos: será que é producente, para um político como Lula, ficar preso por um tempo longo? Não seria mais eficaz prendê-lo o suficiente e, então, retirar dele, já solto, aquilo que deu origem ao que ele fez de errado: seus direitos políticos? 20 anos de reclusão ou 3 anos de reclusão e mais 7 anos sem direitos políticos? Qual pena corrige? Infelizmente, nossas leis não o permitem. Toda crise traz consigo oportunidades. Oportunidades de repensar. Um repensar que pode levar ao crescimento e à superação, para que situações semelhantes desemboquem em crescimento, não em nova crise. Sérgio Moro, numa tarefa hercúlea, fez de tudo para pôr um pouco de ordem no caos. Precisa-se, agora, de uma Justiça imparcial, sim, mas também de uma Justiça que puna o indivíduo – como ele é, não como queremos acreditar que ele seja. Temos diante de nós uma oportunidade de ouro de fazer isso.

Bruno Hannud hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo

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METAS RUINS

No Brasil a preocupação é com a construção de mais presídios. O governador do Rio de Janeiro anunciou a construção de presídio vertical e 70 mil vagas. Ninguém percebe, contudo, que um país vai muito mal com tais metas. Em contraposição, países como uma Holanda a cada dia extinguem mais vagas em presídios. Isso é fato porque nestes países o crime está em franca redução, notadamente em razão da evolução social.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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ERA FELIZ E NÃO SABIA

O ex-presidente Michel Temer, quando vice de Dilma Rousseff, tinha uma vida tranquila e equilibrada, chegando até mesmo a uma rotina entediante. Os problemas começaram quando resolveu agir com afinco no impeachment do “poste” e ocupar o seu cargo. Mal chegou, e enfrentou o Congresso Nacional e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para se safar das denúncias contra si. Agora, sem a prerrogativa de função – mais conhecida com foro privilegiado –, as denúncias foram direcionadas para a primeira instância, impossibilitando que usufrua da “lerdeza” do Supremo Tribunal Federal (STF). Então, concluiu: “Eu era feliz e não sabia!”.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O SUPREMO E A POLÍTICA

Que papel moderador o STF pretende desempenhar se seu presidente, tanto quantos outros ministros do órgão saem a “legislar”? A excrescência da decisão de Dias Toffoli determinando votação secreta para a eleição do presidente do Senado é a mais pura ingerência em outro poder. Voto secreto no Parlamento não é preceito constitucional, é estatutário. Numa votação sobre o assunto os senadores resolveram votar aberto (50 votos favoráveis), e vem este cidadão e altera a vontade do outro poder, nem sequer com respaldo jurídico? Que poder é este?

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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TRIBUNAIS

Querem melhorar o nível do Supremo Tribunal Federal (STF)? É só não esquecer que temos Herman Benjamin.

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo 

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RIR PARA NÃO CHORAR

Parafraseando o saudoso Gonzaguinha, eu fico com a irreverência das redes sociais: “Há dias ruins e dias tenebrosos, tudo fichinha, diante de Dias Toffoli” e “Renanciar – quando você renuncia algo que está perdido, apenas por birra”. Por fim, em exclusivo furo de reportagem, soubemos que “o ingênuo (?) candidato Renan Calheiros foi o responsável pelo 82.º voto na primeira apuração da eleição para a presidência do Senado, no fim de semana. Votou como o velho e o novo Renan”. Por essa amostragem, o que as urnas eletrônicas teriam a nos contar, se fizessem delação premiada? E pensar que protagonistas deste naipe decidirão a nossa Previdência e a volta da moralidade no trato da coisa pública. Barbaridade!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOVOS VENTOS

Com a mudança de ares no Senado, hoje composto por uma nova safra de políticos que ainda sonham com um Brasil sem corrupção, é possível também vislumbrar mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), que vem atuando muitas vezes de maneira polêmica, seja quando adota a política de celas abertas pondo em liberdade gente com farto histórico de corrupção, ou quando ignora a Constituição da qual são guardiões, ao permitir que uma ex-presidente cassada mantenha seus direitos políticos, numa clara afronta à Carta Magna. Com a chegada de novos senadores, neste início de mandato, é possível que haja mudanças no STF, com a cassação de ministros assegurada pela Lei 1.079/50, a famosa Lei do Impeachment, que outorga ao Senado Federal denunciar, processar e pedir a cassação de ministros da Corte por crimes de responsabilidade. Parece que estamos chegando ao fim de um circulo vicioso que se iniciou com a chegada do lulopetismo ao poder.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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RENOVAÇÃO DO CONGRESSO

A imprensa vem divulgando que houve 47,3% de renovação do Congresso e, no editorial do dia 19/1 deste jornal, foi dito que “(...) a maior parte desses novos congressistas (...) não tem compromisso com as velhas práticas (...) do sistema vigente, marcado pela mixórdia ideológica e por acordos nem sempre pautados por valores republicanos”. Quando, na verdade, só uma minoria de 19% será formada realmente de neófito na política.  28% serão de ex-deputados estaduais ou ex-vereadores que, na Câmara, levarão com eles os vícios da velha política. E estes, somando-se aos que se reelegeram (53%), representarão 81%. Não são, portanto, a maioria. A mídia parece ter a intenção de passar uma visão bem mais otimista da realidade do novo Congresso, que, infelizmente, não condiz com a realidade. 

Beatriz de Sousa Arruda tiza.a@icloud.com

Florianópolis

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RENANEXIT

Assim como a Inglaterra saiu da zona do euro, Renan Calheiros deixou a presidência do Congresso. Veremos daqui para a frente um “walking dead” perambulando pelos corredores do Senado, assustando as secretárias. Parabéns povo brasileiro, que renovou a “casa de saliência”. Nem a ajuda do anticristo Dias Toffoli adiantou.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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ASAS APARADAS

De todas as raposas velhas do Congresso, o senador Renan Calheiros me parece ser a última, e graças a Deus teve suas asas aparadas. Daqui para a frente, seu voo será como o de galinha, curto e rasante, para a nossa alegria, é claro.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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A FÚRIA DE RENAN

O senador Renan Calheiros ofendeu o falecido senador Ramez Tebet, sua filha, a senadora Simone Tebet, e a jornalista Dora Kramer. O normal de todo derrotado é sair atirando e não surpreende a cena vista em rede nacional. O que surpreende foi o silêncio de grande parte da imprensa e das feministas. Por acaso a defesa desta gente é seletiva? O Senado sempre agiu corporativamente, e ninguém nunca teve coragem de enfrentar o coronel alagoano com as armas que a Casa tem à disposição. Quem vai conter a fúria de Renan? Parece que as urnas mudaram essa prática, não é? Não é possível tolerar tamanho desrespeito. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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FRAUDE NA ELEIÇÃO DO SENADO

Há notícias no sentido de que as câmeras televisivas teriam mostrado o conteúdo das duas cédulas de votação avulsas que apontavam o voto para o dinossauro das Alagoas. Não presenciei esse detalhe, embora tenha assistido integralmente à transmissão, não me sendo possível dar credibilidade a tal versão. Entretanto, haja vista a atitude do senador presidente da sessão, que apanhou as duas cédulas avulsas, leu os respectivos votos e, ato contínuo, rasgou-as e colocou os pedaços do papel no bolso, a possibilidade de serem verídicas as referidas notícias atingem o índice de 99,9%! Fala-se que até a velhinha de Taubaté está de pleno acordo.     

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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A FARINHA É POUCA?

No primeiro dia de sessão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputados discutem “verba de gabinete”. E não é pouco, não: R$ 25 mil por mês. “Mas o Estado está quebrado”, dirá alguém. “Não me interessa”, “eu quero saber de mim”, dirão os parlamentares, preocupados com o deles. É o que rola na Cadeia Velha. Rala, eleitor carioca.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOSSA REPÚBLICA

O artigo de Fernão Lara Mesquita “É só largar mão de ser burro” (5/2, A2) é antológico. O título assusta, mas o texto esclarece. Li e reli com atenção especial as análises que estão na última coluna (“manda meia dúzia prá rua amanhã” e “a impunidade é uma cadeia que começa – e só pode ser rompida – com a imputabilidade do primeiro elo”). Nossa República é talvez a única “res” que não é “publica”, no conceito etimológico da palavra. Seus governantes, nos Três Poderes, dispõem de leis feitas para benefício deles próprios. O “mandar prá rua” de um juiz criminoso foi a aposentadoria forçada com salário integral (não é, Lalau?); a Assembleia do Rio de Janeiro está em dúvida se diploma eleitos que estão na cadeia e seu novo (!) presidente é absolutamente inimputável, apesar de indiciado. Não é um problema de votar certo ou errado, escolher os bons em detrimento dos maus. Nenhum parlamentar votará favoravelmente a uma lei que lhe tire benefícios; jamais um juiz concordará com a expulsão sem vencimentos de um par que prevaricou no exercício do cargo; jamais um funcionário público concordará em se igualar a um empregado demissível. Nenhum e jamais poderão ser exageros meus, mas, certamente, o pronome e o advérbio atingem a maioria. Ironicamente, o detentor de cargo público mais fácil de ser alijado é o presidente da República. Basta cair em desgraça com 2/3 da Câmara e metade do Senado, ainda que independentemente de razoabilidade. 

Paulo Mario Beserra de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro 

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‘É SÓ LARGAR MÃO DE SER BURRO’

Fernão Lara Mesquita (5/2, A2) superou-se e me deixou maravilhada!

Inês Levis ineslevis@hotmail.com

Jundiaí 

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TARDE DEMAIS

Nicolás Maduro seguiu a cartilha socialista tosca, ditatorial e corrupta de Hugo Chávez: intimidou o Poder Judiciário, inventou a Assembleia Constituinte como Poder Legislativo paralelo, hipotecou o petróleo, está vendendo as reservas de ouro e empobreceu o País a tal nível que alguns venezuelanos estão procurando comida no lixo. Está sob pressão enorme, porque muitas democracias mundo afora já reconheceram Juan Guaidó com presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo que está “a serviço da causa de Cristo”, não quer deixar a ajuda humanitária entrar no país, e está pedindo a ajuda do papa Francisco. Ele deve conversar com seu “passarinho” que traz as mensagens de Chávez, quem sabe vai voar junto!

Omar A. El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIA HUMANITÁRIA

Que tipo de valores são adotados pelos governos da Rússia e da China para apoiarem Nicolás Maduro, que está matando seu povo de fome?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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‘DITADURA SOCIALISTA’

Muito boa a descrição que o professor Denis Lerrer Rosenfield (4/2, A2) faz sobre a ditadura socialista de Hugo Chávez/Nicolás Maduro. Pena que o articulista tenha olvidado que nada foi por acaso, mas sim fruto de uma conspiração macabra que envolvia toda a América Latina, conhecida por Foro de São Paulo, criada sob os auspícios de Lula e dos irmãos Castro logo após a queda do Muro de Berlim, como forma de manter o socialismo/comunismo vivo. O foro continua ativo, realizando congressos, e dele fazem parte vários partidos políticos e movimentos sociais brasileiros.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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O MONOTRILHO E O DIA DE SÃO NUNCA

Gostaria de cumprimentar o ministro Almir Pazzianotto pela iniciativa de abraçar a causa do Monotrilho (Linha 17) (“Estadão”, 1/2, A2). Os moradores da região convivem com este símbolo da ineficiência e do descalabro administrativo há uma década, e quando indagam o Metrô sobre a conclusão da obra, a resposta é sempre evasiva, como convém a quem não cumpre a palavra. A data da inauguração do Monotrilho vem sendo alterada ao longo de vários anos, e a população não suporta mais o descaso.

Luiz Sergio Fernandes de Souza luizsergiosou@yahoo.com.br

São Paulo

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PURA INCOMPETÊNCIA

Congratulo o sr. Almir Pazzianotto pelo artigo escrito no dia 1/2 (“O monotrilho”). O que vemos na Avenida Roberto Marinho e imediações é a incompetência no seu estado mais cristalino. A começar pelo monotrilho inconcluso: uma obra inútil, cara, com projeto que foi cortado a menos da metade, sem prazo de conclusão. Deveriam implodir aquela porcaria e refazer a avenida, pois aquele trem de nada servirá. As ruas paralelas e a própria Roberto Marinho estão esburacadas e remendadas, quase intransitáveis. Remendos são feitos e não conseguem nem alinhar o piso. Parece que é feito de propósito, assim dura menos e a empresa contratada fatura mais. O descaso para com a sociedade e para com o nosso dinheiro é acintoso. A Avenida Roberto Marinho está deteriorada, suja, ocupada pelos “noias” em grande parte dela, e o nosso inútil prefeito nada faz. Ah, faz sim! Mandou-nos o IPTU com 10% de aumento, sendo que a inflação ficou ao redor de 3,5%. São Paulo é hoje uma cidade feia, suja, abandonada, desprovida de cuidados. A Prefeitura está acéfala. Estamos por nossa conta.

Domingos Spinelli dspinelli@terra.com.br

São Paulo

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NOTA ZERO

Moro em Pinheiros, na zona oeste da cidade, e a varrição e retirada do lixo das lixeiras nas calçadas estão péssimas. O lixo se acumula, trazendo sujeira e riscos de baratas e ratos. A varrição das ruas e a coleta do lixo nas lixeiras – que deveria ser diária – ocorrem agora apenas uma vez por semana, num total descaso da Prefeitura de São Paulo para com os cidadãos e a cidade. Pagamos o IPTU mais caro do Brasil e não temos sequer uma coleta de lixo decente. Nota zero para o prefeito Bruno Covas, que caiu de paraquedas no comando da maior cidade da América do Sul e não cumpre com o mínimo de sua obrigação, que é garantir ruas minimamente limpas e lixo recolhido. É uma vergonha.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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IMPOSTOS

Neste início de ano, recebi aumento de aposentadoria de 3,43% e aumento de IPTU de minha casa de 9,99%. Tá certo?

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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DESCASO COM A HISTÓRIA

Mais uma vez registro aqui o abandono do patrimônio histórico brasileiro. Quem diria! Na cidade imperial, com grande parte de imóveis tombada, o prédio dos correios e telégrafos jaz silencioso e se deteriorando no centro nervoso de Petrópolis (RJ). De estilo neoclássico, foi inaugurado em 12 de novembro de 1922 pelo presidente Epitácio Pessoa, tem lustres originais, magníficos vitrais, portas de madeira maciça entalhada, corrimãos e gradis trabalhados em ferro e uma sala de memória dos correios. Nem o Brasil nem Petrópolis merecem tanto descaso com a história.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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