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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2019 | 03h00

CORRUPÇÃO

Segunda condenação

O ex-presidente Lula da Silva foi condenado de novo, desta vez a 12 anos e 11 meses de prisão, no processo referente ao sítio em Atibaia. Assisti a parte do interrogatório de Lula perante a juíza Gabriela Hardt, quando ele declarou que, dele, no sítio havia apenas suas roupas de uso pessoal, citando a cueca, que entendi como uma provocação. Lembrei-me na hora de que naquele sítio se encontravam, pelo menos quando a polícia foi lá, quatro contêineres que Lula trouxera de Brasília com os presentes que ganhou durante seus dois mandatos. Segundo a juíza, o processo contém fartos depoimentos de acusação e documentação, embora o sítio não esteja em seu nome. Um ex-parlamentar, entre tantos que saíram em sua defesa, chegou a declarar que a condenação “saiu bem na hora em que Lula seria indicado para o Nobel da Paz”... Bem na véspera o Estadão publicara reportagem sobre o pagamento pela Odebrecht de mais de R$ 630 milhões em propina e financiamento ilegal de campanha na Venezuela, a troco de contratos públicos, como o do metrô de Caracas. Ora, essas obras foram financiadas pelo BNDES, a juros abaixo dos de mercado, dinheiro obtido, também a juros abaixo dos de mercado, do FGTS, que é dos trabalhadores brasileiros. E pelo contrato, se a Venezuela não pagar a dívida, sobra para o nosso Tesouro. O ex-presidente responde a outro processo por intervir no BNDES para ajudar a construtora. Ou seja, no frigir dos ovos, a propina dada aos políticos venezuelanos vai sair dos nossos bolsos. Sinto muito, mas os fatos desmentem em definitivo as alegações daqueles que ainda acreditam na inocência do ex-presidente.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Nobel da Paz?

Com a segunda condenação do Lula e o PT não tendo mais argumentos, agora a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, alega que a pena objetiva prejudicá-lo no momento em que se aventa a possibilidade de ele receber o Prêmio Nobel da Paz. Supor essa possibilidade mostra que Gleisi está completamente fora de si, ou o Nobel da Paz perdeu o seu significado se cogita de agraciar corruptos encarcerados – o que, aliás, não nos falta.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Quando Gleisi Hoffmann delira sobre o Nobel da Paz para Lula, a gente já começa a achar que o PT é caso de psiquiatria.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

A nova sentença

A sentença da juíza Gabriela Hardt já era esperada, tanto que não se viu nenhum protesto nas ruas. O advogado Cristiano Zanin Martins deve estar cansado de tantas derrotas nos julgamentos e dos quase cem recursos. O ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, que defendia Lula, não suportou as teses de seu colega, porque quem ditava a linha da defesa era o réu, arrogante e sem a menor noção... Obstinado em sua tática política, mandava nos advogados. Deu no que deu: condenações e fracassos.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

AGRONEGÓCIO

Investimento estrangeiro

Com a coragem que diferencia os políticos de verdade e a visão de quem conhece o desafio de gerir recursos escassos e atrair investimentos para projetos promissores, o governador João Doria (Um novo salto para o agronegócio em São Paulo, 7/2, A2) defende a revisão das posturas implementadas pelo governo Lula, que criou imbróglio e insegurança jurídica para o investimento estrangeiro no agronegócio. A solução desse impasse depende apenas da revogação do § 1.º do artigo 1.º da Lei 5.709/71. Nada mais. Não é preciso um novo marco legal que trate da aquisição de terras por estrangeiros, mas apenas deixar de discriminar empresas brasileiras pela nacionalidade dos seus capitalistas. Num país construído com o suor, a tecnologia e a dedicação de imigrantes, censurar a participação de estrangeiros na economia soa, no mínimo, contraditória. Que os ventos liberais que agora sopram em Pindorama possam reverter esse impasse e trazer melhores condições para o desenvolvimento do nosso agronegócio sustentável.

FRANCISCO DE GODOY BUENO

francisco@buenomesquita.com.br

São Paulo

A Sociedade Rural Brasileira cumprimenta o governador João Doria pela defesa do crescimento da agropecuária paulista. Doria exalta a capacidade produtiva da nossa atividade em comparação com outros países e destaca o peso do agronegócio no PIB, na criação de empregos, na produção de alimentos. E atribui o salto de qualidade ao agricultor, reconhecendo o produtor rural brasileiro como agente moderno, em busca de inovação e comprometido com a legislação ambiental. Para continuar a produzir desenvolvimento com sustentabilidade o agronegócio nacional precisa de marcos jurídicos claros, desburocratização e investimentos, estrangeiros incluídos, para impulsionar o crescimento da produção, a agregação de valor e a conquista de mais e melhores mercados.

MARCELO VIEIRA, presidente

presidencia@srb.org.br

São Paulo

PREFEITURA PAULISTANA

Marquise em risco

Faço um resumo de alertas feitos à Prefeitura de São Paulo, sem sucesso. 1) A marquise do Parque do Ibirapuera apresenta infiltrações e danos, mesmo após sofrer reforma de grande vulto. Pode haver riscos para a estrutura e para os usuários. 2) No final de 2014 e início de 2015, procurei na administração do parque pelo engenheiro responsável pela manutenção e depois de três tentativas sem sucesso resolvi solicitar, via internet, ao serviço de atendimento (SAC) da Prefeitura. 3) Em agosto de 2015 enviei, pelo Sistema de Atendimento ao Cidadão da Prefeitura, alerta sobre o estado de deterioração da famosa marquise do Parque do Ibirapuera (número do SAC: 13301085). 4) Essa marquise foi reformada, por licitação, em 2012/2013, ao custo aproximado de R$ 14 milhões, incluindo impermeabilização, revestimentos e instalações. 5) Passado cerca de um ano começaram a voltar os problemas antigos: infiltrações de água e danos nos revestimentos e na estrutura. A questão é que a garantia pela grande reforma pode terminar e os danos ficarão! 6) Alguns meses depois reclamei à Ouvidoria da Prefeitura pela falta de resposta e/ou de providências. E nem mesmo a Ouvidoria respondeu. Enfim, os danos permanecem. Há riscos. A época de chuvas prejudicará ainda mais a marquise. O objetivo desta mensagem é evitar que os danos progridam e causem riscos estruturais – e acidentes –, o que levará a nova reforma e ainda mais gastos, desnecessários.

PEDRO SÉRGIO SASSIOTO, engenheiro civil

pssassioto@uol.com.br

São Paulo

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TRAGÉDIA EM BRUMADINHO

Podem morrer 150 pessoas absolutamente indefesas, mas não podem prender o presidente reincidente da Vale. Aos poucos, a lama brutal da barragem rompida se acomoda também do lado de fora, sufocando a verdade dos fatos e suas evidentes responsabilidades.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A CONDENAÇÃO NO CASO SÍTIO DE ATIBAIA

Na quarta-feira, dia 6/2, a juíza federal substituta Gabriela Hardt condenou Lula a 12 anos e 11 meses de prisão no processo referente ao sítio em Atibaia. Ele foi considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por recebimento de R$ 1 milhão em propinas das empreiteiras Odebrecht e OAS e do pecuarista José Carlos Bumlai, por meio de obras e reparos nessa propriedade. O advogado de Lula alardeia que recorrerá da condenação e levará a sentença ao comitê da ONU. Mais uma vez, agirá de forma precipitada e com viés político, e não jurídico. Dizia-se na Roma antiga "Vox nihi" (voz do nada) e "Auribus tenco lupum" (situação insustentável). A verdade é que este advogado não conseguirá desfazer a realidade exibida nos depoimentos absolutamente claros de que Lula aceitou dinheiro para reformas e melhorias no sítio. No julgamento dos recursos no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, provavelmente advirá uma nova condenação, o que tornará mais difícil a possibilidade de Lula deixar a cadeia após o cumprimento de um sexto das penas. Os advogados de Lula nunca conseguirão usar a expressão "libertas quae sera tamen" (liberdade ainda que tardia). Lula, dê adeus definitivo à liberdade.

Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos

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MAIS UMA

Alvíssaras, chegou a hora! A juíza da Operação Lava Jato Gabriela Hardt condenou o presidiário Lula a mais 12 anos e 11 meses pelos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro na ação penal que envolve o sítio Santa Bárbara, em Atibaia. Cumprimento a dra. Gabriela. Quem sabe faz a hora! A minha fé em Santa Bárbara me faz crer que o Brasil e os tempos de raios, trovões e rapinagem mudaram, efetivamente. Lugar de bandido é na cadeia! Lula, alguma saudade do dr. Sergio Moro?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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LULA

Brasil: o mais honesto é condenado a 12 anos e 11 meses. E os menos honestos?

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

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LULA LÁ

O presidiário Lula (PT) foi condenado em primeira instância a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia. Lula está preso desde abril do ano passado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. E ele nega tudo, não sabia de nada! Enfim, Lula está no lugar certo e por lá deve ficar até o fim da vida. E, para fazer verdadeira justiça, muitos políticos também deveriam estar atrás das grades, caso dos repugnantes Aécio Neves (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB), por exemplo, que se protegem/blindam/perpetuam no foro privilegiado. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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LÓGICA

Pela lógica - e não pelo Direito - o sítio de Atibaia e o triplex do Guarujá são imóveis diferentes, logo as penas deveriam ser somadas e Lula ter uma pena de 25 anos. Claro que a "tigrada" não vai aceitar o aumento de dez meses, já que não entende por que o "mais honesto" está preso. Quer entender? Então siga o que diz Fernão Lara Mesquita: é só largar mão de ser burro ("Estado", 5/2, A2)

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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MAIS 12 ANOS

Joice Hasselmann preconizou: Luiz Inácio vai, mesmo, apodrecer na cadeia. Viva o Brasil!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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TRISTE FIM

Lamentável o fim que Lula definiu para sua vida, a escolha foi a pior possível. Poder & dinheiro desviaram uma proposta lá atrás, quando ainda era do povo e para o povo. Agora a pergunta que não quer calar: e os filhos, como estão se virando? E o BNDES?

Benedito Pereira benepere1953@gmail.com

Bauru 

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O CRÍTICO

O ex-presidente Lula criticou o pacote anticrime anunciado pelo ministro Sérgio Moro e a reforma da Previdência do ministro Paulo Guedes, afirmando que ambas as medidas irão aumentar a desigualdade e a criminalidade e que os ministros apontados precisam apresentar um pacote para salvar o Brasil, através de medidas que gerem emprego, renda e educação, afirmando ainda que o governo atual necessita entender que o Estado precisa entrar nas favelas com política pública, e não só com polícia. Ou seja, está mais do que provado que falar é muito mais fácil que fazer, pois após quase 14 anos no poder o eterno líder do PT ensina agora a receita de um bolo que, quando pôde, ele não fez, mas que, depois, se tornou ridículo que os outros não o fizessem. Além do que, todos estão concordando com as propostas dos dois ministros criticados - todos os que não têm interesses apenas políticos e eleitoreiros, é claro.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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ELE NÃO FEZ

Lula faz críticas às políticas de segurança e previdenciária do atual governo. Lula tinha tudo pra fazê-lo, mas entrou nas favelas, indústrias e sindicatos com ódio, criou uma geração raivosa, aumentando a pobreza e dividindo as classes sociais. Roubou como nunca e vem zurrar agora. Poupe-nos.

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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'VIDA NO CÁRCERE'

Para o ex-governador, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, assim como muitos, o crime também não compensou ("Estadão", 4/2, A18). É o velho e antigo ditado sendo praticado: "Se todo malandro soubesse que a melhor malandragem é ser honesto, seria honesto por malandragem".

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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JOSÉ MARIA MARIN

Não sei por que, mas a rotina do presidiário José Maria Marin nos Estado Unidos me lembrou Curitiba.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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AS MUDANÇAS NO PAÍS

Todos sabem que as mudanças no País já começaram com o voto das pessoas de bem. Ora, houve uma limpeza e renovação na politicalha na ordem de mais de 50%. Também impuseram a "fuga" de Renan Calheiros no comando do Senado. Agora, chegou a vez do Supremo Tribunal Federal (STF), que está resistindo às mudanças propostas pelo ministro Sergio Moro, que visam a acabar com a corrupção e outros crimes de maior poder ofensivo. Que se cuidem Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, pois o povo não aguenta mais "lambanças". Não se esqueçam de que as mudanças estão latentes e firmes.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PRÓ-CRIME

Era mais do que previsível que o "Primeiro Comando da Toga" homiziado no STF viesse a se opor ao plano de Sergio Moro. Há tempos (quem é operador do Direito bem o sabe) que o STF é "pró-bandido" em quase tudo. Dará mais trabalho a Moro que o PCC.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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O PORÉM DA CONSTITUIÇÃO

Falam que o projeto de combate à corrupção e às quadrilhas apresentado pelo ministro Sergio Moro descumpre a Constituição em alguns pontos. Bem, se estes que dizem isso me explicarem por que o valor do salário mínimo atual não cumpre o disposto na Constituição, me alinho a eles. Constituição se muda, quando necessário, não para atender a este ou àquele projeto, mas para atender às novas situações. Posar diante das câmeras ou microfones para dizer que o projeto descumpre a Constituição é jogar para a plateia. Quantos artigos não são descumpridos? Então, deixemos de hipocrisia.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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CONTRA

Só relembrando a Fernando Haddad: o seu partido, o PT, foi contra o Plano Real, como ele agora com o plano no Ministério da Justiça.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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FORA DA REALIDADE

A julgar pela reportagem do "Estadão" de 5/2, a regra de transição na reforma da Previdência é uma piada de mau gosto. Uma mulher que tenha começado a contribuir com 19 anos e hoje está com 20 anos de contribuição e 39 anos de idade (o caso é real) só vai se aposentar aos 65 anos, ou seja, vai contribuir por mais 26, completando 46 anos de contribuição. No projeto do governo Temer, essa mesma pessoa se aposentaria com 59 anos e 40 de contribuição. Não é justo penalizar justamente quem começou a trabalhar e contribuir mais cedo. Idade mínima devem ter aqueles que têm emprego garantido, e não aqueles que, por óbvio, não terão emprego até os 65 anos. E vão viver de quê? É justo que alguém que tenha contribuído por cerca de 40 anos e esteja desempregado e sem conseguir emprego aos 60 anos não consiga se aposentar? Falam tanto em choque de realidade, mas parece que estão bem fora dela. 

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

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APOSENTADORIA PARA POBRE

Alguém tem dúvidas ou acha necessário comentar o óbvio do descalabro de uma das manchetes do "Estadão" de sábado (2/2), que dizia: "Mais pobres trabalham seis anos mais e recebem 50% menos ao se aposentar". Vergonhoso!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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UMA PEDRA NO CAMINHO

Um fato grave que onera a folha de pagamentos de servidores públicos é a injusta, s.m.j., manutenção, em face de decisões de Tribunais do Trabalho, de servidores que se aposentam com salários no topo da carreira e que não podem ser exonerados. São privilégios que favorecem servidores que se aposentam e prejudicam a população carente de vagas de trabalho. Cada aposentado mantido na folha impede a inclusão de, ao menos, cinco brasileiros.

Sebastião Ananias sebastiaoananias@icloud.com

Franca

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CONTRIBUIÇÃO INDEVIDA

A proposito da Medida Provisória regulamentando desconto em benefício de aposentadoria, tenho a dizer que veio em bom tempo. Fui vítima da Asbapi, uma associação que diz proteger os idosos. Digo que fui vítima pois durante três meses sofri desconto em meu benefício da aposentadoria pró Asbapi. Esses descontos foram feito à minha revelia, sem o meu consentimento. Não sei no que foi baseado para que o INSS e o Dataprev aceitassem fazer o referido desconto.

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

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CORPORATIVISMO

Oportuno o editorial do Estadão "A pressão corporativista" (30/1, A3). Com relação à reforma da Previdência, é difícil de prever o vencedor da queda de braço entre a equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro e as múltiplas associações de classe ligadas aos privilegiados funcionários públicos. O que é intolerável é o déficit atual de R$ 300 bilhões por ano, que poderiam ser mais bem aplicados na saúde, educação e segurança. Sugestão: caso o corporativismo vença e todo o sistema previdenciário perca a sustentabilidade, então, para equilíbrio das contas públicas, os salários dos funcionários públicos deveriam ser temporariamente suspensos.

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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REFORMA PARA TODOS

Tem razão o general Peternelli, deputado federal eleito, quando diz que é favorável à reforma da Previdência dos militares ("Estado", 28/1, A2) se, conjuntamente, for feita também a reforma da Previdência dos deputados, senadores, juízes e desembargadores.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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A INDENIZAÇÃO AOS ANISTIADOS

Ao questionar o direito de militares da Aeronáutica anistiados politicamente receberem indenizações, o governo traz à mesa a controversa questão do pagamento de reparação aos punidos ou ditos perseguidos políticos que puderam pleitear o benefício após o advento da Lei n.º 10.559, de 13/11/2002, derivada da Medida Provisória n.º 65. Indenizar quem se insurgiu contra o regime vigente é discutível. Nesse item, a União já soma gasto de R$ 17,4 bilhões, dos quais R$ 9,9 bilhões já foram desembolsados. Destes, R$ 6,4 bilhões foram para anistiados civis e R$ 3,5 bilhões para militares. A tese é de que muitos foram beneficiados por uma "indústria", e não pelo direito líquido e certo ao benefício. A ministra Damares Alves pretende divulgar a lista dos anistiados indenizados. Faz bem, dando nome, valores e principalmente o motivo da indenização. O povo, que paga a conta, tem o direito de saber e julgar. Fala-se que político, artistas e outras figuras notórias recebem boladas. Bem fez o jornalista-humorista Millôr Fernandes, que, chamado a receber indenização por conta dos problemas que teve com o governo militar, recusou o benefício dizendo ter atuado por ideologia, não por investimento. O governo tem a oportunidade de discutir o assunto e corrigir as distorções. Detalhe: por mais merecimento que tenha o anistiado, a indenização jamais deverá ser superior ao teto das aposentadorias do INSS. Seu caráter deve ser humanitário, nunca enriquecedor.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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SUPREMO TOURS

"STF gasta mais com 'auxílio- avião'" ("Estadão", 26/1). "O custo com as viagens (nacionais e internacionais) de nove magistrados saltou de R$ 272.979,18 para R$ 339.637,24." Aumento de 24,4% nos últimos dois anos! Isso porque os ministros Mello, Celso e Marco Aurélio, abriram mão de recursos públicos para custear viagens no período! O STF afirmou que as despesas "são impactadas por diversos fatores" e que no ano passado "houve alterações de regras das companhias aéreas que elevaram o custo total" dos bilhetes. Na nossa cultura, os malfeitos, deslizes, desvios e desacertos institucionais sempre recaem sobre um mordomo cego, surdo e mudo. Por que seria diferente no Supremo Tours Viagens & Co.?   

Júlio Armando Echeverria Vieira jecheverria50@gmail.com

Santa Cruz, Califórnia (EUA)

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AGÊNCIA REGULADORA

"Alteração nas regras das companhias alterou o custo, diz STF." Seria importante e interessante a Anac nos elucidar sobre que modificação foi esta, que elevou o custo das passagens.

Breno Lerner blerner@uol.com.br

São Paulo

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FACA NOS DENTES

Avançam os estragos republicanos provocados pela delação de Léo Pinheiro, presidente da OAS, que em 2001 pagou propina e repassou dinheiro em caixa 2 ao irmão do supremo ministro Dias Toffoli, sr. Ticiano Toffoli, que foi prefeito de Marília, pelo PT. Grana para comprar a renúncia do então prefeito Mário Bulgareli (PDT) e para a campanha de reeleição de Ticiano, que não logrou êxito. Uma curiosidade: por que trabalhou na madrugada para salvar o já moribundo amigo Renan "Canalheiros" na eleição para a presidência do Senado, se indiciado o ministro Dias Toffoli lutará pela liberdade do mano de caneta, faca nos dentes e olhos de sangue?

Camila David de Oliveira camilapdavid@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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PUNIÇÃO NO SENADO

Muito apropriado o que afirma Jose Nêumanne ("Se não punir com rigor, Senado cairá na galhofa", 6/2, A2). O Senado deve: 1) punir Kátia Abreu por falta ao decoro; 2) punir Renan Calheiros por falta ao decoro; 3) apurar quem colocou os dois votos e punir exemplarmente este indivíduo. Neste caso, só cabe cassação, pois quem fez o que fez não tem honra. Lembremo-nos que o Major Olímpio prometeu essa investigação. 4) Deve iniciar processo de impeachment contra Dias Toffoli, pela ingerência absurda e descabida, descartando votação aberta, que foi votada com 50 votos a favor no Senado, o que mostra a vontade desta Casa. Toffoli legislou, atribuição que não é sua. Chega de desfaçatez com o povo. O povo renovou o Senado porque espera mudança de atitudes como esta. 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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RENAN CALHEIROS

Sua total falta de decoro durante a votação deveria ser punida! 

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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BARRACO BOM

Ao contrário do que está sendo dito, o "barraco" que foi a escolha do novo presidente do Senado demonstrou a maturidade da nossa democracia! Poderiam os senadores, circunspectos e cheios de mesuras, ter decidido de forma diferente atentando violentamente contra ela. Estão, portanto, de parabéns os senadores, com exceção daquela que assaltou a mesa apossando-se da pasta do presidente.

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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O FLAUTISTA DE HAMELIN

Difícil deixar de se entusiasmar com o que está acontecendo. Após 130 anos da "proclamação" da res publica, parece ressurgir das cinzas a Fênix Brasileira. Pela primeira vez nesse período todo há um ar de competência nos planos e propostas para literalmente tirar o Brasil da lama. O despertar de um gigante que jazia deitado eternamente, e que se reapresenta ao mundo causando, desde já, mudanças na História. As forças do mal já não assustam e a verdade está sendo revelada. A julgar pela debandada de ratos, deve haver um flautista como o de Hamelin no seio do governo. Quem será?

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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DE OLHO NO LEGISLATIVO

A cédula duplicada na votação do Senado para a sua presidência, a postura varzeana de Renan Calheiros, a conduta imperdoável de vários senadores, bem como a imagem global do Poder Legislativo estão nos caderninhos das redes sociais, e o povo está pronto para atacar os legisladores que não mantiverem comportamento digno e adequado. A bagunça, que já reinou nas Casas de Leis, não mais agrada os brasileiros, ora voltados para o lema positivista de nossa Bandeira: ordem e progresso. O Brasil precisa ser passado a limpo, inclusive neste aspecto.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ÉTICA E MORAL

Até aqui, o Congresso Nacional, em sua reabertura, apenas mostrou sua indelével intolerância ética e moral.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo 

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CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA?

Chegou a hora de compor a mesa diretora do Senado. Os partidos com maior representação devem ter representantes na mesa e nas comissões. Pasmem, Renan Calheiros, que tem um monte de processos nas costas, pretende a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como isso é possível? Só pode ser brincadeira de mau gosto.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA

O sr. Renan Calheiros, que declarava nem desejar o cargo de presidente do Senado, demonstrou claramente sua falsidade e falta de educação. Azar dos demais senadores, que terão de conviver com o tipo por anos. E isto, sr. Renan, é democracia.

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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FINANCIAMENTO A DITADURAS

Causa-me mais perplexidade e indignação quando vejo notícias no sentido de que a Odebrecht (e outras tantas empreiteiras brasileiras) pagou mais e mais propinas e financiou campanhas de candidatos, no Brasil ou em outros países, utilizando-se de dinheiro do nosso povo. Muito já se falou acerca dos empréstimos de dinheiro público a essas grandes empresas ao invés de, por exemplo, ser destinado a financiamentos a micro e pequenas empresas brasileiras (gerando empregos e pagamento de tributos, a serem aplicados em serviços nas áreas de saúde, infraestrutura, educação e outras). No entanto, não podemos esquecer que empresas como a Odebrecht, ao pagarem propinas e financiarem campanhas políticas ("O Estado de S. Paulo", 6/2, A12), financiaram "projetos de poder", que poderiam se transformar, como se transformaram no caso da Venezuela, em ditaduras, levando as respectivas populações a situações extremadas de fome e de falta de atendimento médico e de remédios, causando, inclusive, morte de crianças. No entanto, não são as empresas e os bancos públicos que são realmente os responsáveis por tal conduta, mas sim as pessoas que neles ocupam os cargos de administração e gestão. Estas são as responsáveis pelas decisões e caminhos tomados e não podem passar incólumes diante do que os seus atos causaram à população. Se conseguem em termos legais, não conseguem fazê-lo no aspecto moral.

Maria Teresa S. A. Palu mariateresapallu@gmail.com

São Paulo

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O OCASO DE DITADORES

O estado de indigência vivido pelos venezuelanos que padecem por falta de alimentos e remédios em meio a uma guerra civil não declarada ainda não foi suficiente para o ditador Nicolás Maduro sensibilizar-se com a situação de penúria vivida por seus conterrâneos que sucumbem em hospitais desaparelhados e procuram alimentos em sacos de lixo, permitindo que haja novas eleições ou mesmo renunciando ao cargo, diminuindo o sofrimento do povo. Pelo contrário, o discípulo de Hugo Chávez ordenou a militares que bloqueassem uma ponte na fronteira com a Colômbia impedindo a chegada de ajuda humanitária a hospitais e mercados. O argumento usado por Maduro é o de sempre: uma intervenção militar encabeçada pelos Estados Unidos. Nem mesmo a pressão exercida por União Europeia, Estados Unidos e boa parte de países latinos, entre ele o Brasil, esta sendo suficiente para o chavista abrir uma porta ao diálogo O apego doentio que nutre pelo cargo, além de causar sofrimento a um povo que se tornou vítima de um lunático, ainda pode render um fim dramático, como é de praxe. Exemplos como os dos ditadores Saddam Hussein e Muamar Kadafi estão aí como cinzas de um passado sombrio, com o primeiro enforcado e o segundo linchado em praça pública.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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FORÇAS BOLIVARIANAS

Já vimos antes bravatas de alguns governantes, conforme ocorreu com Saddam, no Iraque, com suas supostas forças militares e guarda especial, esta última dita temível. Agora mesmo o fato se repete na Venezuela. Ali, Maduro exalta suas forças militares e, como sempre, uma guarda nacional especial - e ainda o povo em armas. Entretanto, como no Iraque, basta os EUA chegarem com um porta-aviões e um punhado de marines para todo o contingente bélico deles bater em retirada. Ninguém pode com uma superpotência, e é engano imaginar que Rússia e China ajudariam a Venezuela, país próximo dos EUA.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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CHANTAGEM DA GM

A General Motors (GM) do Brasil continua tentando chantagem, que sempre funcionou com os governos corruptos do Brasil. Diz que quer investir R$ 10 bilhões no Brasil, mas só se tiver subsídios. Já conseguiu o programa Rota 2030, que certamente nos trará dificuldades com a Organização Mundial do Comércio (OMC). O problema dela é que não acompanhou a evolução tecnológica e seu produto hoje no mundo está defasado. Já fechou fábricas no Canadá, onde recebeu "tchau e bênção", e outras nos EUA, onde recebeu ameaças de Donald Trump. Espero que não venhamos a sustentar um fabricante de veículos ultrapassados.

Ulysses Fernandes Nunes Junior Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo 

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GESTÃO INCOMPETENTE

Apesar de líder do mercado automobilístico e ter tido um incremento nas vendas de 17,5% em 2017, a GM quer ajuda do Estado e cortar salário dos empregados. Ora, o Estado não tem de ajudar quem é incompetente na gestão de seus negócios, clara situação da GM. Líder de mercado, com crescimento nas vendas, e no vermelho? Gestão medíocre!

Godofredo Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo 

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AMEAÇA

Se há no País um setor da economia altamente privilegiado, este setor é o das montadoras. Sai governo, entra governo, elas estão sempre sendo favorecidas com benesses governamentais. Desde o governo de Juscelino Kubitschek, responsável pela sua instalação a partir do ABC Paulista, nunca deixaram de ser atendidas nos seus pleitos. Temos agora a GM, de certo modo chantageando o País com a ameaça de se retirar se não obtiver certos benefícios para viabilizar suas operações. Qualquer estudante de Economia ou Administração chegará à conclusão de que uma empresa que lidera o mercado de seus produtos, como é o caso dela, que presentemente é líder na venda de veículos, mas não tem lucro, é um problema de gestão. Provocam perplexidade as notícias por ela ventiladas de que suas atividades estão causando prejuízo. É melhor ir cantar noutra freguesia sua incompetência.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri

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INCENTIVOS DA PETROBRÁS

A Petrobrás abriu um edital para escolha de projetos culturais na área das artes plásticas. Paguei para uma firma especializada, porque sozinha não saberia como fazer. Meu projeto era reunir dez artistas plásticos especializados na pintura da figura humana, no MIS, no térreo do prédio da Avenida Europa, que tinha aquela parte arredondada com vidros. Os dez artistas colocariam seus cavaletes de costas para a parte envidraçada e a modelo ficaria na frente deles com uma cortina atrás dela. Uma firma, a Take5 - Vídeo e Mídia, filmaria, sem aquela parafernália comum nessas filmagens, porque a iluminação estaria boa tanto para os artistas como para a filmagem. Sem a preocupação de estarem sendo filmados, eles pintariam despreocupados, começando e terminando o quadro. A produtora editaria em dez vídeos, um de cada artista, e qualquer estudante de pintura poderia saber como esses artistas começavam e terminavam uma pintura da figura humana. E nem só os estudantes, mas até como uma curiosidade, muitas pessoas gostariam de saber a técnica empregada pelos artistas. A produtora cobrava R$ 50 mil, com mil cópias de cada um dos dez artistas, e esses vídeos seriam doados aos museus e poderiam ser vendidos, ou alugados, aos interessados em aprender as diversas técnicas usadas pelos pintores, na época retratistas consagrados, quando encomendar retratos pelas famílias abastadas estava na moda, e todos viviam muito bem da sua profissão, sendo alguns deles professores de pintura. Seria uma troca, esses artistas não cobrariam nada, mas ganhariam com a divulgação de seus nomes e de seu talento. Um verdadeiro projeto visando à nossa cultura e à nossa arte, mostrando a verdade e proporcionando a artistas talentosos sem recursos financeiros encontrarem seus clientes. Meu projeto não foi aprovado, mas o de Márcia X (já falecida) recebeu R$ 600 mil para desenhar com o Terço do Rosário de Nossa Senhora um pênis no chão do Paço das Artes, cuja diretora, Daniela Bousso, era a presidente do júri da seleção dos projetos. O "Guia da Folha" publicou a foto desta moça ajoelhada no chão com milhares de terços enrolados no seu pescoço, e, na legenda, a propaganda desta exposição de arte (?). Como católica apostólica romana, senti-me ofendida com essa falta de respeito para com um símbolo da minha religião. Contratei um advogado que fez um excelente trabalho invocando o artigo 5 da nossa Constituição, e enviei este trabalho para a Secretaria de Estado da Cultura, que enviou para a diretora do Paço das Artes, que me respondeu com uma carta me convidando para visitar a exposição para que ela me explicasse o sentido da arte exposta. Não aconteceu nada, tudo continuou como "dantes no quartel de Abrantes". Essa moça faleceu e o seu marido há questão de três ou quatro anos enquadrou os pênis, colou-os protegidos por vidro, como quadros para serem pendurados na parede, e arranjou uma exposição dessa afronta patrocinada pelo Banco do Brasil, no prédio deste banco em Brasília. A exposição foi cancelada, mas o dinheiro público recebido pelos desclassificados não foi devolvido aos cofres públicos e essas nulidades, comunistas, ordinários sem vergonha, ainda alegaram censura. 

Maria Gilka mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

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PETROBRÁS AVALIA CORTAR PATROCÍNIOS

Como palmeirense, e até como brasileiro, não posso entender a Petrobrás patrocinar o Flamengo.

Paulo Tilelli de Almeida ptilelli@gmail.com

São Paulo

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