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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2019 | 03h00

TRAGÉDIAS EM SÉRIE

No Ninho do Urubu

Mais uma vez acordamos assustados com a notícia de uma nova tragédia em nosso solo. Desta vez, a morte de dez jovens, ainda adolescentes, promissores atletas do Flamengo. Como nas recentes tragédias em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, as primeiras notícias reportaram ao descaso dos dirigentes do clube carioca com os cuidados comezinhos para abrigar e manter em segurança e conforto seus atletas das categorias de base. As fotografias mostram e os testemunhos confirmam que as instalações eram precaríssimas – curioso que a fachada do tal Ninho do Urubu se apresenta bem cuidada e o layout revela certo luxo. A realidade mostra que nos fundos funcionava um verdadeiro depósito de infantes sonhares de pais complacentes – todos pensando num futuro auspicioso que lhes trouxesse melhores dias, sem mesmo atentar para o perigo que seus filhos corriam. Como nas tragédias de Mariana e Brumadinho, cabe às autoridades responsáveis buscar, com a presteza que tais fatos requerem, os culpados direta e indiretamente pelos mortos e feridos nesse criminoso incêndio. Criminoso, sim, porque não se expõe a vida de pessoas dessa maneira, negligenciando as condições mínimas de segurança, impunemente. Estamos atentos.

NOEL GONÇALVES CERQUEIRA

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

Luto na Gávea

Há poucos dias, uma emissora de TV fez uma matéria para mostrar uma reforma feita na sede de treinos do Flamengo. A reportagem acompanhou um diretor do clube que orgulhosamente mostrou como ficou luxuosa a área para acomodação e toda a assistência a seus boleiros profissionais, que, como foi mostrado, custou alguns milhões de reais. Aí acordamos no dia de ontem com a notícia de incêndio no Ninho do Urubu, no alojamento dos garotos que moravam ali na expectativa de um dia se tornarem profissionais do futebol. Fica a pergunta: tanto luxo para os profissionais e cadê a segurança do alojamento dos esperançosos garotos? E o que causou o incêndio? O clube que assume a guarda desses garotos, menores de idade em sua maioria, vindos de várias regiões do País, como indenizará os familiares dos meninos mortos? 

LAÉRCIO ZANINI

spettro@uol.com.br

Garça 

De culpas e impunidade

Parece que nosso país está atravessando uma fase negra, em que diariamente somos surpreendidos por tristes notícias. Começamos com Brumadinho, aí vieram as enchentes no Rio de Janeiro e, ontem, mais essa tragédia no alojamento dos jogadores juniores do Flamengo. Como pode um clube que gastou cerca de R$ 100 milhões em contratações somente este ano permitir que esses jovens atletas dormissem em contêineres? Desculpem, mas guardadas as devidas proporções a diretoria do Flamengo é tão culpada quanto a da Vale. Duas instituições milionárias que só pensam no lucro. E seus funcionários que se danem. Brasil, chega de impunidade, cadeia para todos esses irresponsáveis!

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Dois Brasis

O Flamengo só poderia usar o espaço onde morreram dez e três ficaram feridos como estacionamento. Isso aponta mais uma vez, e com uma constância assustadora, para duas realidades: o Brasil real, que existe em todos cantos, e as leis de um país das maravilhas. O Brasil seria muito melhor se as leis fossem cumpridas afirmam técnicos e especialistas. De fato seria, se o corporativismo não fosse tão arraigado e sempre obscurecesse a realidade. Leis e regras de construção e uso do solo podem estar corretas, mas são completamente fantasiosas para a realidade, por isso desrespeitadas em qualquer parte deste nosso país. O Brasil foi construído assim porque o povo não teve outra opção. Passamos há muito de qualquer limite razoável, em tudo.

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

À deriva e sem comando

O fato é que a coisa no Brasil virou banalização. Depois da crise ética e de corrupção que assolou o País, da crise política e econômica, da violência e insegurança, da falta de atendimento digno na saúde pública, de o Brasil estar entre os últimos países em gestão de educação, agora estamos vivenciando as consequências, ou seja, as sucessivas tragédias. São pontes desabando, edifícios desmoronando como castelos de areia, incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, soterrando séculos de História, o rompimento das barragens em Mariana e Brumadinho, culminando esta última com a morte de centenas de pessoas – até agora são computados 157 mortos e outros 182 seguem desaparecidos. E agora veio o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, com dez mortos e vários feridos. Nunca é demais repetir que, na maioria, eram tragédias evitáveis. Fica a impressão de que o Brasil está como um barco à deriva, próximo de naufragar. E a pergunta que fica é: de quem é a responsabilidade de tudo isso que vem acontecendo?

TURÍBIO LIBERATTO

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

Cartão-postal decadente

Se a realidade brasileira em geral já é ruim e subdesenvolvida, parece que a do Rio de Janeiro é ainda pior. Só recebemos notícias de tragédias, desastres, violência, mortes, corrupção, caos e barbárie. As mortes nas chuvas e o incêndio que matou dez pessoas no Ninho do Urubu são um triste retrato da débâcle do Rio. Nada é por acaso. Governantes corruptos e incompetentes numa sociedade alienada, negligente e indiferente, causaram essas mortes gratuitas, todas evitáveis. Infelizmente, o Rio, cartão-postal do Brasil, espelha cada vez mais nossas mazelas, nosso atraso e decadência.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Dores lancinantes

Nem poetas amenizam o choro brasileiro. “Cayó sobre mi espíritu la noche”, como diz Bécquer, poeta sevilhano, flamengo, romântico. Sim, no Brasil dos últimos dias, se já não suportávamos as dores, estamos na UTI das lancinantes. Nada nos acalma ante a morte dos garotos que dormiam no CT do Flamengo. O mais doloroso é que todas as tragédias – Brumadinho, chuvas torrenciais – poderiam ser evitadas por intervenção humana. No caso dos meninos, um “puxadinho” sem autorização. Aguardava o Flamengo o novo prédio para breve. Ora, ou se tomavam medidas de segurança no local incendiado, ou se contratava um hotel, ainda que de segunda categoria, o que não tisnaria os vultosos recursos do clube angariados ultimamente. 

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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UM MINUTO DE SILÊNCIO

Recentemente aconteceu a triste tragédia na mina da Vale em Brumadinho (MG), em que muitas pessoas morreram soterradas e muitos corpos ainda não foram nem localizados. Quinta-feira, 7/2, mais seis pessoas morreram em consequência de um forte vendaval que atingiu a cidade do Rio de Janeiro. E ontem, sexta-feira, um incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo matou dez jovens que dormiam no alojamento da base do time. Na minha opinião, todos os brasileiros precisam urgentemente de entrar em oração. 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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TRAGÉDIAS

Brumadinho, chuvas e catástrofes, cataclismo no Rio de Janeiro, incêndio no ninho do Urubu, no Flamengo. O ano mal começou e quanto mal já nos sobreveio, senhor Deus. Quantas mortes, lutos, pais perderam filhos, filhos perderam pais, esposas perderam esposos, esposos perderam esposas, lamentos, lágrimas, sofrimentos e perdas. Deus, tem dó de nós, tem dó do Brasil. Já somos esquecidos pelas autoridades políticas do passado e atuais. Não permita que o mal e a desgraça nos causem tanto sofrimento assim.

Carleones Fonseca carleonesfonseca@bol.com.br

São Paulo

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PORCO, MESMO

No horóscopo chinês, este ano é o ano do porco. Começou assim mesmo para o Brasil: desastre em Brumadinho, com 339 vítimas; no Rio de Janeiro, 6 morreram devido à chuva e 10 jogadores do Flamengo morreram carbonizados. Os danos ambientais e matérias decorrentes são incalculáveis. Oremos que a porcalhada pare por aí. 

Omar A. El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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TEMPORAL NO RIO

Cidade sem estrutura: Rio de Janeiro de papel.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CICLOVIA TIM MAIA

A ciclovia Tim Maia perdeu mais um pedaço de sua estrutura e desabou com a última chuva do Rio de Janeiro. É melhor derrubar logo toda a obra e liberar a esplêndida vista da Avenida Niemeyer. Esta, ao menos, não se deteriorará e não ficará submetida mais à corrupção de políticos. O ex-prefeito Eduardo Paes, que Deus o tenha, foi escorraçado nas últimas eleições e ainda tem pendências na Justiça. Provavelmente, a sua ciclovia, feita a toque de caixa, será seu legado mais importante para a cidade maravilhosa. Pobre cidade!

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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INFÂMIA

A imagem do Hotel Sheraton quase soterrado pela lama proveniente da favela da Rocinha, outra tragédia brasileira que se acrescenta às últimas, inspiraria o grande argentino Jorge Luis Borges, em sua "História Universal da Infâmia", e as enciclopédias que ainda mostram nossas absurdas faces do fosso social que nos torna, mais do que um país subdesenvolvido, uma sociedade profundamente injusta e inaceitável, como já se pronunciou um ex-presidente. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CRIVELLA

É impressionante o despreparo de alguns repórteres demostrado no nível das perguntas feitas ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella, logo depois do temporal que arrasou partes a cidade. A uma delas o prefeito respondeu mais ou menos assim: são 5 mortos até agora, mas podem existir mais 2 num ônibus soterrado. Se for uma, serão 6. Agora, se forem duas, serão 7. Não sabemos se o prefeito sabe como administrar a cidade, mas somar ele sabe.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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ALERTA

Os efeitos do temporal que atingiu parte da cidade do Rio esta semana mostram como o descaso de décadas dos governantes com a prevenção das causas que poderiam evitar ditos desabamentos é emblemático. É o "Brumadinho" carioca, que deve servir de alerta para que as autoridades municipais e estaduais tomem medidas saneadoras para que futuras chuvaradas não produzam tantos transtornos à Cidade Maravilhosa.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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AINDA BRUMADINHO

O Brasil perplexo aguarda como será feita justiça neste monstruoso crime hediondo perpetrado pela companhia Vale, de mineração, na barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou mais de 330 pessoas.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A VALE SABIA E NÃO AGIU

Até quarta-feira, infelizmente, Brumadinho já contava 150 mortos e 182 desaparecidos. É uma cidade praticamente arrasada com o rompimento da barragem da mineradora Vale. No mínimo, a tragédia poderia ter sido evitada se a direção da empresa tivesse seguido a orientação de engenheiros que inclusive foram presos, talvez até injustamente. Um destes técnicos, conforme troca de e-mails a que a Polícia Federal teve acesso, dois dias antes do rompimento sugeriu que a situação exigiria evacuação emergencial, não somente dos funcionários da Vale, mas, lógico, de toda a comunidade próxima da barragem. Infelizmente, nada foi feito. A mineradora é reincidente, foi responsável também pela tragédia de Mariana (MG). Mas, como a impunidade ainda permeia este país, sempre a favor dos poderosos, as famílias enlutadas devem receber um trocado como indenização, como se pudessem se confortar pela morte de seus entes queridos. Assim também os agricultores, comerciantes, etc. que perderam tudo. Isso sem mencionar o grave crime ambiental. E os diretores da empresa, vão continuar somente pedindo desculpas? Que Brasil é este? 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DELAÇÃO PREMIADA

Os engenheiros da Tüv Süd, responsáveis por monitorar as barragens da Vale, declararam e provaram à Polícia Federal que os riscos já eram conhecidos pela mineradora. Por sua vez, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman - aquele que declarou que a sirene de alerta não funcionou porque foi "engolfada" pela lama -, está de cabelos em pé, temeroso com a direção de uma possível delação premiada trazendo à tona toda a "lama" que ainda não foi "engolfada".

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO NA BOLSA

Desde o previsível, evitável e gigantesco desastre humano e ambiental de Brumadinho, a Vale já perdeu exorbitantes R$ 70,6 bilhões (!) em valor de mercado na Bolsa de Valores, despencando de R$ 289,7 bilhões para R$ 219,1 bilhões em 6 de fevereiro. Trata-se de punição exemplar pelo descaso, irresponsabilidade, desídia e ganância demonstrados e não corrigidos após o primeiro evento de Mariana, em 2015. Do jeito que vai, a outrora disputadíssima blue chip da Vale vai acabar virando black chip, valendo cada dia menos. Vale o castigo! 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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BARRAGENS E PERERECAS

Em matéria de 29/1 (A17), o processo de licenciamento de barragens é tratado e cotejado no posicionamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e do advogado Paulo A. L. Machado, especialista em Direito Ambiental. Um dos temas foi o longo tempo para obter o licenciamento ambiental, item em que o advogado especialista insiste em que o licenciamento precisa ser até mais forte do que já é, independentemente da questão tempo. É aqui que surge o problema. Investimentos gigantescos são interrompidos e aumentados, como no caso do Rodoanel Norte, quando se descobriu que ameaçaria a sobrevivência de uma minúscula perereca num levantamento que custou R$ 3 milhões só para catalogar a fauna do local. Os partidos ambientalistas, que em geral têm ideologia de esquerda e estão contra os empresários, defendem pererecas e põem em risco seres humanos, já que muitas vezes as manobras de projeto necessárias para obter o licenciamento encarecem o empreendimento, que pode perder a viabilidade econômica devido ao custo adicional. 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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'VISÃO MÍOPE DA LAMA'

Pretende Erika Gorga ("Visão míope da lama", 6/2, A2), no seu artigo, remeter a clamorosa falta de respeito às normas legais às diretorias da empresa. Ela deixa escapar o principal, pois até menciona isso no artigo: "(...) o Brasil não pune nem civil nem criminalmente (...)", quem erra mesmo é a nossa Justiça. Os casos da Boate Kiss e de Mariana são sintomáticos. Não se pode acreditar numa Justiça que deixa rolar por tanto tempo, sem nenhuma punição, casos como estes. O descaso é tão grande, no caso da Boate Kiss, que até pais de falecidos já foram punidos e os responsáveis pelo crime lá ocorrido não foram punidos e continuam soltos. O exemplo é sempre o melhor que se pode dar. Tivesse a Justiça já cumprido a sua responsabilidade nos dois casos, com punições exemplares aos criminosos da Boate Kiss e da Samarco, com muita probabilidade Brumadinho nem sequer teria acontecido.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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PACOTE ANTICRIME

Um dos itens mais criticados do projeto de lei do ministro Sergio Moro é aquele do direito de defesa dos policiais. Entidades de direitos humanos citam números da alta letalidade da polícia brasileira (14 mortes por dia/ano). O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) afirmou que o projeto é um salvo-conduto jurídico a policiais que cometeram execuções. Polêmica à parte, é bom ressaltar que, em 2017, 367 policiais foram assassinados e que não existe bandido "bonzinho", ao passo que os agentes da segurança pública arriscam diuturnamente sua vida em defesa da sociedade, e não têm o seu valor reconhecido. O projeto de lei é muito bem-vindo.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CAIXA 2

Há parlamentares que querem convencer o ministro Sergio Moro que antigamente caixa 2 é onde guardavam o segundo par de sapatos...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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NOVA CONDENAÇÃO

O presidiário Lula recebeu outra condenação, desta vez no caso do sítio em Atibaia. Há, ainda, outros processos em andamento e mais condenações poderão vir, mas o presidiário e seus capachos dizem que é perseguição. O ex-candidato à Presidência da República Fernando Haddad tem 32 processos. Toda a cúpula do seu partido, que mais parece uma quadrilha, foi condenada. Alguns foram presos e soltos condicionalmente, e eles continuam dizendo que é perseguição. Não adianta. Os vereadores, deputados e senadores eleitos até entendo. Todos, sem exceção, devem seu mandato ao presidiário, então até concordo que lhe lambam as botas ou beijem-lhe os pés. Sem apoio do presidiário, seriam os famosos "quem?". Mas alguns eleitores que nada têm com ele ficarem feito retardados gritando palavras de ordem ou "Lula Livre" não dá para entender. Como eu disse, do político entendo, porque vive muito bem, mas de quem não tem nada não dá para entender. São massa de manobra. Doutrinação é terrível.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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GRANDE DÚVIDA

Como um sítio tão bonito e requintado, localizado na aprazível cidade de Atibaia (SP), depois da morte de dona Marisa, nunca mais foi frequentado por ninguém? Os reais proprietários gastaram tanto dinheiro na reforma e não usufruem do imóvel?

Walter Carvalho walterdc@uol.com.br

Jundiaí

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NOBEL

Gleisi Hoffmann disse que Lula seria indicado para o Nobel... Seria o de maior corrupção do mundo?

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos 

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MANOBRA?

Condenação é manobra contra Prêmio Nobel para Lula, diz Gleisi. Só se for o Nobel da corrupção!

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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CURRÍCULO

Alguns entendem, como Gleisi Hoffmann, que a segunda condenação referente ao sítio de Atibaia teve como finalidade política impedir que Lula consiga o Nobel da Paz. Entretanto, analisando os outros anteriores distinguidos, não se encontram entre eles presidiários, assaltantes da coisa pública nem traidores de companheiros. Na verdade, os currículos são bem melhores.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A PÉSSIMA GESTÃO DE BRUNO COVAS

Ainda não recebi meu IPTU, mas acompanhando as cartas dos leitores e certamente serei contemplada com o aumento abusivo da Prefeitura, cujo real motivo, de acordo com a leitora sra. Marcia Meirelles, ninguém soube explicar. Como é possível que na maior cidade do País não tenha um serviço que dê atendimento e satisfação aos pagantes dos tributos cobrados? Por onde se anda na cidade se encontram problemas, calçadas em péssimas condições, muitos ônibus caindo aos pedaços, pontos de ônibus destruídos, árvores que caem ao menor vento, pois não há serviço de poda, lixo pelas ruas. Mas há um serviço que funciona muito bem na Prefeitura: a indústria das multas. Elas mais que triplicaram, chegam rápido ao cidadão, mas até hoje não se viu o retorno do dinheiro dessas multas aplicado na cidade, pois o trânsito continua um caos e os paulistanos ainda vão sofrer com a quantidade de viadutos e pontes que estão condenados e serão interditados. Senhor Bruno Covas, prefeitar é cuidar da cidade e respeitar o cidadão pagante. Nem ouse pensar em se reeleger com esta péssima gestão. O povo de São Paulo saberá dar a resposta nas urnas. Aguarde. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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AUMENTO DO IPTU

Às vésperas do vencimento da primeira parcelo do meu IPTU 2019, ainda não recebi da Prefeitura o aviso de lançamento. Assim, não posso me programar para fazer os pagamentos. Graças a meu banco, soube que o aumento deste ano, em relação a 2018, é de 10%. Mas não era para ser de pouco mais de 3%? No ano passado já sofri aumento de 15%, em relação a 2017. Portanto, no acumulado dos dois últimos anos, amarguei aumento da ordem de 27%. Mais duas amostras da "eficiência" do sr. Bruno Covas.

David Hastings david.hastings.brazil@gmail.com

São Paulo

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AUMENTOS CONFISCATÓRIOS

Quando questionado qualquer problema jurídico que envolva pequena parte da população, especificamente a classe política, a resposta da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Supremo Tribunal Federal (STF) e de outros órgãos jurídicos vem a galope. Agora, quando envolvem grande parte da população menos favorecida, desprovida de conhecimentos jurídicos, especificamente os aposentados, a resposta não chega nem a passo de tartaruga. É o caso do aumento absurdo do IPTU na cidade de São Paulo. Os idosos questionam: esta questão será resolvida em vida?  

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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LAMBANÇA NO MEU IMPOSTO

Tenho uma vila operária de 1924 com 8 casinhas de 60 m2 cada  em terreno de 988 m2 em São Paulo. A Prefeitura unificou meus IPTUs lançando nova inscrição com 60 metros de área construída somente e lançando esse novo imposto como territorial. Não viu que cada casinha tinha um porcentual de terreno. Foi corrigido em 2018 para 432 metros. Piorou! Em 2019, veio o imposto totalmente errado. Consideraram como se em 2018 eu tivesse construído minha vila. Fator obsolescência. Quadruplicou a alíquota. Mudaram o uso para comercial numa zona 1, residencial. E o tipo de construção como sendo luxo. Na Secretaria Municipal da Fazenda fala-se com um computador e o auditor não tem rosto. Na última visita, me mandaram entrar na Justiça para resolver a lambança deles. O IPTU não é transparente. Os descontos e acréscimos, não se sabe como são calculados. Precisa de advogado para se defender da Prefeitura. Meu prejuízo é grande. Financeiro e moral. Colocaram-me no Cadin. Nem sei o que significa isso. Se a Prefeitura tem dúvidas quanto à minha vila, que faça vistoria in loco, e não simplesmente com uma canetada inviabilizar minha documentação e minha vila centenária. Não posso pagar meus IPTUs errados. Portanto, estou inadimplente. Beleza! 

Ceni Camara  ceniceni1@yahoo.com.br

São Paulo

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PODER PÚBLICO INSACIÁVEL

Recebi o boleto do IPTU de um terreno de 400 metros quadrados que possuo no município de Votorantim. Vejam bem, não se trata do Jardim Europa ou do Leblon. Tenho de pagar este ano a bagatela de R$ 3.500,00 - um aumento de 16% em relação ao ano passado. Sou aposentado pela CLT e meu "benefício" (que ironia) do INSS sofreu na virada do ano um reajuste pela inflação oficial de 2,77%. Portanto, o IPTU sofreu um aumento seis vezes maior que o índice da inflação. O poder público não tem regras, nem respeito, nem limites. O governo só faz estripar os cidadãos brasileiros. Que leis são estas, quem autoriza este saque cruel às economias dos cidadãos? 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

São Paulo

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HERANÇA MALDITA

Em política essa expressão é usada normalmente por governantes recém-empossados quando se referem ao estado como receberam o que seu antecessor deixou. É a herança que receberam daqueles a quem estão substituindo. E é maldita porque, via de regra, recebem uma massa falida com mil e um problemas não resolvidos e que cabem a eles resolver. Mas essa não é a única situação política em que a expressão se aplica. Ela se aplica, também, como exemplo, a qualquer suplente ou vice governante cuja administração lhe caiu ao colo em decorrência da vacância ou abandono do cargo pelo titular. Neste caso, quem recebe a herança maldita é o pobre povo que supostamente deveria ser governado. Na cidade de São Paulo, seus habitantes receberam esse tipo de legado. O dândi que abandonou a Prefeitura para voos mais altos, que conseguiu subir só um patamar (quando pretendia subir dois) e que já está trabalhando com afinco para atingir o seu objetivo inicial, nos deixou um "inventariante maldito". O atual prefeito de São Paulo, com sua fisionomia barbuda do tipo "João Bafo de Onça", é de uma incompetência paquidérmica. Suas únicas preocupações são: melhorar a arrecadação com um aumento escorchante do IPTU, correr atrás das crises sucessivas devidas às ameaças de desabamento de viadutos e pontes da cidade por falta de manutenção adequada e articulações políticas com vistas aos voos maiores que ele também almeja. A zeladoria da cidade é secundária. As ruas estão esburacadas e, quando não, seus leitos carroçáveis são absolutamente irregulares e sua única serventia (com relação às vias de terra) é conter minimamente a poeira. A sinalização de trânsito nas ruas e avenidas inexiste ou está em situação precária, "caindo aos pedaços" ou escondida atrás de galhos ou copas de árvores, que, aliás, estão caindo "como nunca se viu neste país" (com a devida licença poética do ex-presidente preso em Curitiba). Falta limpeza aceitável nos próprios municipais. Mas nada disso é importante para o nosso alcaide. E dizer que ele é neto de um grande político e administrador público, que com certeza já teria aplicado um corretivo "neste moleque", se vivo fosse. Uma lástima!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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IPVA

Bruno Covas, o "covinha", não bastasse a Prefeitura lhe cair no colo, pois não foi eleito pelo povo, simplesmente a herdou pela desistência de João Doria para candidatar-se a governador de São Paulo. Até o presente momento, nada ofereceu, fez e, pelo jeito, pouco ou nada fará que justifique seu atual cargo. A cidade de São Paulo vive no mesmo caos de sempre: trânsito insuportável, ruas e calçadas esburacadas, enchentes constantes e assustadoras, semáforos quebrados, ruas sem iluminação, a guarda municipal evaporou, e, agora, nos deparamos com novo trecho da Avenida Ricardo Jafet, no Ipiranga, que afundou por falta de manutenção, reduzindo duas pistas de fluxo - imaginem o caos que isso ocasionará, considerando tratar-se do início da Rodovia dos Imigrantes. Isso já ocorreu inúmeras vezes, dos dois lados, pois ela beira o Riacho do Ipiranga, e, se a coisa se repetir, como sempre seu conserto levará no mínimo um ano. No entanto, a indústria de "multas" na cidade está a todo vapor e vai de vento em popa. Além de ter infestado de radares a cidade, temos marronzinhos camuflados atrás de árvores e postes, multando para cumprir suas metas. Este ano, alegando ridiculamente e esdruxulamente economia, deixaram de enviar um simples aviso de vencimento do IPVA para cada final de placa de veículos. Dito isso, por uma falha minha, meu veículo com final 8 tinha o primeiro vencimento no dia 18 de janeiro de 2019, quando eu estava em viagem, e confesso que passei batido, mas dia 21 (segunda-feira) me dirigi ao banco imaginando o sensato, lógico e óbvio que poderia pagar a primeira parcela com um acréscimo, como ocorre normalmente e regularmente com todos os títulos. Mas qual foi minha surpresa ao me informarem que não teria mais o direito de pagar a primeira parcela e a única alternativa que me restava e me obrigava era pagar em parcela única, sem desconto, no dia 20 de fevereiro de 2019. Vergonhoso!   

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PACIENTES EM PERIGO

O Ministério da Saúde, num texto de 32 páginas, faz mudanças na Política de Saúde Mental, Álcool e outras drogas, em especial dando aval, entre outras, à convulsoterapia (eletrochoques), com compra de aparelhos no Sistema Único de Saúde (SUS) ("Estadão", 8/2, A16). É um absurdo que medidas como esta, no mínimo polêmica, sejam implementadas sem o conhecimento e a aprovação do ministro da Saúde, sr. Luiz Henrique Mandetta.

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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FALSA CRENÇA

É triste o fato de que grande parte dos comentários noticiados nas mídias ainda sejam carregados de juízos de valor, preconceitos, falsas crenças e esvaziados em termos de conhecimento técnico-científico. A reportagem veiculada em 8/2/2019 na página A16 traz à luz temas de extrema relevância sobre a saúde mental no País, porém, dando enfoque distorcido ao que tange à Eletroconvulsoterapia (ECT), a começar pela denominação dada ao procedimento: "eletrochoque". A ECT consiste num tratamento psiquiátrico consagrado ao redor do mundo, com dezenas de artigos científicos a respeito, demonstrando efetividade e segurança no tratamento de depressão, transtorno bipolar, psicoses, seja na criança, no adulto, na gestante ou no idoso. A segurança do método é tamanha que acaba sendo a escolha para o tratamento de quadros graves em pacientes de maior risco. Nos últimos anos a abordagem do paciente vem é realizada em centros especializados, com uso de anestésicos, relaxantes musculares e sedativos durante o procedimento. Não é a primeira vez que se observam distorções sobre a ECT na mídia nacional e pouca evidência ganham os comentários e retificações posteriormente realizados, gerando medo e fantasias catastróficas em pacientes que poderiam beneficiar-se enormemente do método. Seria serviço de utilidade pública de enorme importância se reportagem fosse realizada com pacientes que passaram pelo tratamento e hoje desfrutam dos benefícios.

Gustavo Bigaton Lovadini, psiquiatra gblovadini@gmail.com

Botucatu

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