Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para edição impressa e portal

Notas e informações, O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2019 | 03h00

BRASIL TRÁGICO

‘Um país que não aprende’

Excelente a manchete da primeira página de sábado: Um país que não aprende. Está cada vez mais claro para todos que os tristes e fatais acidentes no Brasil passam pela incompetência e/ou corrupção - na grande maioria das vezes, por ambas. Mas começam a surgir sinais de mudanças, graças talvez à comunicação instantânea e à percepção do povo dessa necessidade. Aguardo ansiosamente o dia em que a manchete do Estado seja O Brasil aprendeu.

FABIO F. M. CASTRO

ffmcastro@gmail.com

São Paulo

Acidentes?

Nas grandes tragédias - acidente da TAM, boate Kiss, Mariana, Brumadinho, Flamengo - a mesma raiz e a mesma atitude: descaso das autoridades, conivência do Judiciário, ganância das empresas, banalização da violência e desvalorização da vida.

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Tolerância zero, já!

O Brasil não aprende porque não pune. Não há a “sensação de impunidade”, como sugere a matéria de capa de sábado. O que há é a impunidade mesmo! Temos um país onde um assassino confesso leva quase uma década para ser julgado em primeira instância e sai do tribunal para a rua. Ou um cara que tem um carro sem condições de circular, sem licenciamento nem seguro (óbvio), com milhares de reais em multas, passa diariamente na frente de inúmeros policiais (que acham isso natural) e quando colide sua furreca com um terceiro sabe que nada disso terá consequências, porque o poder público ignora fatos considerados menores. Outro exemplo: um camarada emite milhões de reais em duplicatas frias, aplica um golpe na praça, prejudica inúmeras famílias e continua a passear pela cidade como se nada tivesse acontecido, na certeza de que o máximo que pode vir a sofrer é, depois de muitos anos, ser condenado a pagar umas cestas básicas. Enquanto isso, vai armando o próximo golpe. Por que essas coisas não acontecem em países de Primeiro Mundo? Porque lá o sujeito tem absoluta certeza de que será apanhado, condenado rapidamente e enjaulado imediatamente. Sem conversinha, sem infinitos recursos, sem segunda instância, sem absolutamente nada de mimimi. Erros acontecem, claro, mas a sociedade funciona. Enquanto tivermos esse nosso sistema de Justiça frouxo, não adianta reclamar. Episódios de descaso, inconsequência e irresponsabilidade continuarão. Tolerância zero, já!

OSCAR THOMPSON

OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Enquanto quem tiver obrigação de fiscalizar e agir não o fizer, sem ser penalizado, e enquanto quem for autuado por autoridade responsável por fiscalização não se importar em corrigir falhas apontadas e não responder por isso, tragédias continuarão acontecendo. E não aprenderemos a ser um grande país.

PAULO T. SAYÃO

psayaoconsultoria@gmail.com

Cotia

Somos todos responsáveis

Entendo que a manchete ficaria melhor assim: Um povo que não aprende. Sim, povo. Pois juízes prevaricam, ou Mariana e boate Kiss não estariam ainda pendentes. Agentes públicos deixam de fazer o que devem, pois se interditou o CT do Flamengo, mas ele continuou a funcionar. Projeta-se uma ciclovia, não se preveem forças laterais e um prefeito vem a público confessar esse fato sem constrangimento. A Justiça (?) - um juiz - reduz pena e passa para o regime semiaberto um assassino que, bêbado, matou um cidadão. Ministro do STF, a quem compete fazer respeitar a Constituição, descumpre-a e presenteia presidente cassada mantendo-lhe os direitos políticos. E a farra das indenizações? Pessoas se apresentaram como vítimas do regime militar, recebem polpudas “indenizações” e os órgão oficiais não conseguem mostrar quanto e quando cada uma recebeu. Tem muito mais, mas paro por aqui, esses exemplos já falam por si. Note-se que em grande parte dos fatos há juízes prevaricando. Um país sem justiça não consegue se estabilizar. Mas todos somos responsáveis pelo lamentável estágio em que nos encontramos. Precisamos despertar.

ABEL CABRAL

abelcabral@uol.com.br

Campinas

Mudar tudo

Buscamos explicar por que o País não aprende, apesar de tantas nefastas lições, e lemos logo abaixo, na mesma primeira página do Estadão de sábado, uma das possíveis causas: Maia negocia socorro a Estados em troca de apoio à Previdência. Ora, ao lado da impunidade e da falta de escrúpulos, há a cultura da falta de ética de parte do povo e dos políticos. Se há falta de receita, os Estados têm a obrigação de controlar suas despesas! Se somos responsáveis pela legislação e sabemos que a reforma da Previdência é crucial para o País, temos a obrigação de aprová-la, sem “toma lá dá cá”! Lembramos outras possíveis causas, como a negligência com a educação, que culminou na falta de preparo da população e até na galhofa protagonizada pelos senadores quando da escolha de seu presidente. Ou mudamos tudo isso que está aí, ou nos preparemos para a próxima tragédia. 

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

Ninho queimado

O Flamengo pagou mais de R$ 60 milhões por Arrascaeta, mais um salário mensal de R$ 900 mil; paga ao Gabigol salário de mais de R$ 1 milhão. E não tem dinheiro para investir em alojamento digno de um ser humano para os jovens jogadores? Há muito os clubes brasileiros estão gastando em compra e salário de jogadores muito acima de sua capacidade, por isso estão sempre cheios de dívidas ou deixando de fazer o que é essencial. Faz bem a Caixa em deixar de patrocinar times de futebol mal administrados e que jogam dinheiro pelo ralo. Desastres como o incêndio são apenas uma consequência. A quem cabe fiscalizar os clubes? Para onde vai todo o dinheiro manipulado? Quem vai analisar a capacidade administrativa dos diretores dos clubes, para evitar que fatos como esse se repitam?

DELPINO VERISSIMO DA COSTA

dcverissimo@gmail.com

São Paulo

Desleixo

 

Dizem que no Brasil só se tranca a porta depois de arrombada, ou só depois dos desastres é que se tomam as medidas preventivas. Ledo engano. Essas medidas não são tomadas nunca! O brasileiro é um eterno otimista, acha que nada de ruim acontecerá - esquece, deixa pra lá, vai viver a vida... A propósito, como estarão as usinas nucleares de Angra? Alguém se lembra delas?

JOSÉ JAIRO MARTINS

josejairomartins7@gmail.com

São Paulo

“Soma-se uma interdição do Ministério Público 

a 30 autos de infração da Prefeitura e se tem dez inocentes mortos. Para a negligência cínica e irresponsável, Ninho do Urubu não poderia ser nome mais apropriado”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A TRAGÉDIA FLAMENGUISTA

standyball@hotmail.com

“Como estamos no Brasil, segue o jogo...”

GUTO PACHECO / SÃO PAULO, IDEM

jam.pacheco@uol.com.br


Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A PREVIDÊNCIA NO OLIMPO

A imprensa vem discutindo muito se a reforma da Previdência deve incluir os militares. Mas, por alguma razão oculta, não se fala das outras carreiras de Estado e menos ainda do Legislativo e do Judiciário. Estes no céu, o povão no inferno e os milicos no purgatório querendo alcançar o céu também. Melhor extinguir o céu e trazer esta gente do Olimpo para o purgatório. Lá, um dia, adentremos todos ao inferno. Quem quiser, do seu bolso compre um ar-condicionado, isto é, faça uma aposentadoria privada.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Pelo fim das polícias e das Forças Armadas e da Previdência Social. A renda do povo desta colônia não dá nem para a sua subsistência. Então, como o povo pagará aposentadorias e pensões a seus empregados civis e militares? Pelo fim dos barnabés e das Marias Candelárias. E que os políticos e os legisladores e os magistrados trabalhem o ano inteiro igualmente para seus patrões. Como pode os empregados ganharem mais do que os seus patrões? A sociedade da colônia brasileira não suporta mais as despesas do... "Estado". Estado mequetrefe! Só causa problemas, em vez de resolvê-los.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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IGUALDADE

As propostas para a reforma previdenciária não levam em consideração o preceito constitucional de que todos são iguais perante a lei. Muito pelo contrário.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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IDADE MÍNIMA

Conforme reconhecido por dez entre dez economistas, a proposta de reforma da Previdência elaborada pela equipe econômica é considerada boa, desde que não sofra grandes alterações. Desse modo, mais que justo igualar as idades mínimas para homens e mulheres para terem direito às aposentadorias. Afinal, além de que, pela Constituição, todos serem iguais, é sabido que no Brasil as mulheres vivem em média mais de cinco anos mais que os homens. Na situação atual, existem milhares de mulheres que continuam por mais 20, 30 anos recebendo pensões e/ou aposentadorias enquanto viúvas. O que se pode alterar é quanto ao afastamento por licença gestante, para que elas possam cuidar de seus filhos (caso o tenham) por mais tempo. Quanto ao pagamento com valores menores que o salário mínimo, há de ser explicado que se refere apenas aos benefícios para os que não contribuíram; portanto não se trata de aposentadoria. Estas, sim, terão o salário mínimo como piso.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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E AGORA?

Será que as feministas vão reclamar dizendo que a mulher tem jornada dupla de trabalho, ante a previsão de idade mínima igual à dos homens proposta para a Previdência?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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IGUALDADE DE GÊNEROS

Creio não haver problema a idade mínima para aposentadoria ser igual para homens e mulheres. O movimento feminista reclama a igualdade de gêneros, portanto não aparecerão restrições das mulheres sobre este assunto. Bolsonaro e Guedes não estão preocupados com essas discussões, mas sim com o rombo na economia que a Previdência causa ano após ano. Deste modo, homens e mulheres estarão em pé de igualdade no que se refere à aposentadoria e a reforma da Previdência poderá atingir sua meta com a ajuda feminina. O Brasil agradecerá. 

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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IMPOPULAR

Sobre o artigo "A verdadeira batalha", de Zaina Latif, publicado no "Estadão" em 7/2/2019, reformas como a da Previdência sempre são impopulares, seja qual for o lugar, embora necessárias. Principalmente para o PT, que demagogicamente alardeia que tem outras alternativas, irreais. Bolsonaro terá de enfrentar este ônus, que poderá ser atenuado pelo crescimento econômico e a diminuição do desemprego, além de medidas na área de segurança e de pouca corrupção.                     

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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UM SÓ DEMÔNIO OU VÁRIOS?

Um para cada pecado capital, reconhecidos tacitamente pela Igreja Católica, embora sem fundamento bíblico: luxúria, Asmodeus; gula, Belzebu; avareza, Manon; preguiça, Belpeghor; ira, Amon; inveja, Leviatã; soberba, Lúcifer (lista de Peter Binsfeld, teológo alemão e carrasco da Santa Inquisição, século 16). Demônio da tempestade demoníaca brasileira: Previdência Social, conjurado todos os dias e invencível. Passou da hora de o sr. Paulo Guedes e equipe econômica apresentarem um diagnóstico abrangente de nossos graves problemas.

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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OBA-OBA NA PREVIDÊNCIA

A reforma da Previdência está sendo mal conduzida. A cada dia uma nova versão do projeto, discordância entre o presidente e seus mentores. Mas o mais grave é que ela está sendo feita para agradar ao mercado. Vemos a cada dia movimentos especulativos ao sabor das notícias, ora boas, ora ruins. E a especulação campeando numa verdadeira jogatina de cartas marcadas, em que poucos ganham e muitos perdem. Resumindo, uma grande roubalheira aos olhos da Comissão de Valores Mobiliários, do Banco Central, da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e de outros órgãos que nada fazem a respeito. Mas os grandes perdedores são o governo, que não se encontrou até agora, e a população, que corre o risco de no futuro não ter dinheiro para pagar as aposentadorias.

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SENADO SEM CRÉDITO

Deve-se apurar, com rigor, a tentativa de fraude na eleição para a presidência do Senado, e punir, com maior rigor ainda, os responsáveis. Nenhum crédito será dado a qualquer tipo de reforma votada por fraudadores em potencial...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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FRAUDE NO SENADO

Uma coisa Renan Calheiros aprendeu com o mestre, já falecido, Antonio Carlos Magalhães (ACM): como fraudar as eleições naquela Casa, onde ambos foram pegos com a mão na botija. O primeiro renunciou, já do segundo se espera a mesma atitude. Fora Renan!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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RUI BARBOSA

Como bem disse Fernando Gabeira em seu artigo "Adeus às velhas raposas" (8/2, A2), "em silêncio todos os senadores se parecem com Rui Barbosa. O problema é quando começam a falar". Depois do que se viu e ouviu na absurda e inaceitável baixaria na eleição do novo presidente do Senado, não poderia soar mais oportuno e apropriado, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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IMBECILIDADE

O ético PSOL, que adora black blocs, sempre na vanguarda da democracia e da ética, tem um deputado que soltou uma imbecilidade maior que o partido. O sr. Edmilson Rodrigues, do Pará, disse em entrevista à TV Câmara que o presidente Bolsonaro "está para morrer". É mole ou querem mais? Por isso o PSL vai acionar o Conselho de Ética da Câmara. Isso, sim, é ser brasileiro e separar bem posições ideológicas de estupidez e imbecilidade, qualidades marcantes no PSOL e entre seus filiados.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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SEM LIMITES

O desespero deste pessoalzinho da esquerda chega a ser divertido. Falam asneiras, são grossos, ignorantes e, a exemplo da covardia contra o presidente Jair Bolsonaro, deixam claro que desconhecem os limites do ser humano. É bom avisar aquele tal lá (faço questão de não saber o nome) de que o presidente, graças ao Deus que ele desconhece, está longe de estar morrendo, se recupera muito bem e em breve estará assumindo seu posto de legítimo chefe da Nação, para terminar a faxina que começou.

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

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A SAÚDE DO PRESIDENTE

Cuide-se, presidente Bolsonaro, pneumonia em pessoas com mais de 60 anos não é brincadeira. Tomara que não exista mais nenhum órgão comprometido. O grande problema é a generalização da infecção. É muito importante repousar e não receber visitas até que a infecção pulmonar esteja 100% controlada. Que Deus o proteja e ilumine.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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A RECEITA CONTRA GILMAR MENDES

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e ao secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que apurem denúncias criminais de auditores fiscais da Receita Federal contra o também ministro do STF Gilmar Mendes, em torno de uma apuração sobre possíveis fraudes de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência por Gilmar Mendes e familiares seus. Notabilizado por conceder diversos habeas corpus em favor de denunciados por crimes de corrupção, Gilmar Mendes terá agora, pois, a oportunidade de calar aqueles que sempre desconfiaram dele e, em essas apurações nada encontrando em seu desfavor, demonstrar que o Direito pode, sim, admitir diversas interpretações, ou exegeses, sempre que o julgador se utiliza da boa-fé e de fundamentações plausíveis, e sempre em prol da sociedade e de seu aprimoramento.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

As investigações que apuram possíveis irregularidades do ministro Gilmar Mendes são muito preocupantes. O conceito dos integrantes do Judiciário, em todos os níveis, tem de ser mantido pelo comportamento não apenas em questões processuais, mas também na sua vida particular. Que o assunto tenha uma tramitação breve, para afastar quaisquer dúvidas sobre este membro do STF.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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REPUTAÇÃO ILIBADA?

O ministro do STF Gilmar Mendes acha que é um cidadão acima de qualquer suspeita e ainda está em governos anteriores. Ora, como "excelente" magistrado, sabe que quem não deve não teme.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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NOVOS ARES NO STF

Ao invés de apurar possíveis focos de corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF), como este que vem sendo levado a cabo pela Receita Federal contra Gilmar Mendes, ao abrir um procedimento para identificar supostos indícios de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e tráfico de influência, não seria mais prudente e menos traumática a revogação da PEC da bengala implantada por Dilma Rousseff, reduzindo de 75 anos para 70 anos o limite do mandato dos ministros do Supremo? De cara, quatro magistrados, entre eles Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Rosa Weber, seriam aposentados compulsoriamente, abrindo espaço para novas togas, livres de corporativismo e sem preferências políticas. Parafraseando Eça de Queiroz, políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos e pelo mesmo motivo.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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ÚLTIMA INSTÂNCIA

Perguntar não ofende: se forem comprovadas irregularidades do ministro, é a segunda turma que vai julgar?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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INCÊNDIO NO FLAMENGO

De "tragédia" em "tragédia", o Brasil chora...

Lucia Melchert luciamelchert@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIAS

As tragédias são os resultados das ações de todas as políticas praticadas pelo Estado nas três esferas, das empresas, sejam estatais ou privadas, e suas ligações perigosas nos Três Poderes. Ao rodarem por aí, prestem atenção nos detalhes, estejam onde estiverem, e verão precariedades aos montes como resultados. Aqui só um projeto para o Brasil para salvar e sem ideologias, pois estas não passam de instrumento de manipulação e dominação.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@gmail.com

São Paulo

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CASO BRB

As denúncias e processos envolvendo o BRB, Banco Regional de Brasília, são numerosos. É mais uma estatal estagnada e que, como as demais, só serve para dar privilégios a dirigentes e empregados. Tal situação não existe em bancos privados. O novo governo distrital precisa seguir com urgência a recomendação do BNDES, privatizando este banco e outras estatais. Não existem mais socorros dos cofres públicos, pois tanto o governo distrital como o federal têm enormes déficits fiscais.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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O LUCRO DOS BANCOS

Os três maiores bancos privados do Brasil (Itaú Unibanco, Bradesco e Santander) somaram lucro anual em 2018 que atingiu nada menos que R$ 59,7 bilhões, que representam alta de 10,84% sobre 2017. Eu gostaria de saber qual empresa no País teve um resultado similar. Apesar disso, os bancos continuam demitindo funcionários, eliminando caixas, atendentes, auxiliares, etc., direcionando seus clientes a atendimento nos caixas eletrônicos, onde nos deparamos diariamente com inúmeras pessoas com dificuldades na sua utilização, em especial os idosos, pouco familiarizados e sem habilidades em manuseá-los. Esses valores foram atingidos mesmo o Brasil tendo 67% de sua população inadimplente, mais de 27 milhões de pessoas desempregadas e o País com uma dívida pública de R$ 5,3 trilhões. Os resultados são facilmente explicados. Basta ver os juros assombrosos e extorsivos, que caracterizam a prática de agiotagem, além de cobrarem qualquer outro serviço de que necessitamos - pagamos para obter um talão de cheques e pagamos uma taxa mensal para manter uma conta corrente mesmo sem movimentar, por exemplo. Vergonhoso!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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LUCROS OBSCENOS

No Brasil, os cinco maiores bancos concentram 85% de todos os depósitos. Um deles acabou de publicar lucro de R$ 24,4 bilhões em 2018. O resultado para o público são juros obscenos e taxas de serviço descaradas. Causa disso são a falta de concorrência e o gigantesco poder econômico para blindá-los em órgãos governamentais. As autoridades da área econômica vêm da banca e para ela voltam ao deixarem o governo. Somente a conscientização e a mobilização popular poderão pôr fim a esse descalabro.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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OPORTUNO

Nada mais oportuna do que a divulgação mostrando que uma concentração de poucos bancos privados lucrou R$ 60 bilhões em 2018. Isso mostra o forte poder deste setor de nossa economia, que precisa ser urgentemente passar por um processo de desconcentração para que possamos alcançar um patamar econômico que beneficie todos os seguimentos macroeconômicos da Nação.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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COMO FUNCIONA UM SINDICATO

A mídia informa que, em agosto passado, um sindicato vendeu a seus diretores e funcionários a sua frota de 100 veículos com 40% de desconto sobre a tabela Fipe, em vez de fazer leilão, que renderia certamente mais e eliminaria suspeitas de favorecimento (que houve efetivamente). De imediato, esse mesmo sindicato alugou veículos novos para seus, pasmem, 61 diretores. Finalmente, vendeu um de seus imóveis em operação sem concorrência porque o sindicato "está endividado", pois teve de reembolsar um reclamante que ganhou um processo trabalhista, mas que a indenização havia sido paga ao sindicato há mais de ano. Se tudo isso é verdade, temos aqui uma bela demonstração de como foram administrados os nossos impostos sindicais desde a época Vargas...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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