Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2019 | 01h00

País que não aprende

Repensar o Estado

A sequência de tragédias evitáveis que vêm acontecendo no Brasil evidencia a necessidade de repensarmos o Estado brasileiro, que exibe total ausência da esperada tutela do poder público, cujos agentes, no conforto de seus privilégios, insistem na desobrigação de executar, fiscalizar, legislar e julgar responsabilidades. Todos vimos os poucos que põem as mãos na lama e os muitos que estão cobertos pelo lodo da omissão. Nada mais adequado para exemplificar que a frase de Gilmar Mendes sobre ser investigado pela Receita: “Se eles fazem isso com um ministro do STF, o que não estarão fazendo com o cidadão comum?”. Pois é, para os integrantes do Estado, nós somos apenas isso, meros cidadãos comuns.

Honyldo R. Pereira Pinto

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Exaustão

O Estado conta com a apatia das pessoas, como mencionou Leandro Karnal no Estadão de 9/2. Em outros países, lembrou, há medo da Justiça. Aqui o medo é dos danos eleitorais. Assim, soluções preventivas inexistem. Mas bodes expiatórios são apontados de pronto. Não somos coniventes, porém nos falta a indignação organizada, com atos de protesto nas ruas. A Justiça é lenta e em todas as tragédias, após anos não há um único preso sequer. Autoridades em todos os níveis nunca são responsabilizadas, como se nada tivessem que ver com o acontecido. Que o poder público cobre e seja vigilante e a iniciativa privada passe a ter certeza da punição em tantos casos tristes, como Brumadinho e Flamengo. Não adianta as autoridades enviarem condolências às famílias e se solidarizarem. Isso é importante, mas mais importante é cobrar responsabilidades. Sim, fatalidades existem. Mas o que tem acontecido no Brasil não são fatalidades, mas fruto de descaso, egoísmo e interesses puramente pessoais e indiferença à dor do próximo. Estou cansada deste país, do qual não sinto mais orgulho. E não me venham com patriotadas que só servem para a parte consciente da população sentir mais asco ainda. Quando vamos ser um povo consciente e amadurecido?

Eliana França Leme

efleme@gmail.com

Campinas

Pesar

‘Annus horribilis’ 

O ano mal começou e já acumula tragédias como Brumadinho, meninos do Flamengo e agora a perda de Ricardo Boechat, um dos maiores âncoras do rádio e da TV brasileiros. Corajoso, sem papas na língua, quantas vezes ele falava por nós, expressando nossa indignação com as bandalheiras e patifarias da vida nacional... Leve a nossa gratidão.

 

Hélio de Lima Carvalho

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

Assembleia Paulista

Não mudou nada

A constatação de que os caras de pau dos deputados estaduais paulistas continuam a ganhar sem trabalhar, marcando o ponto e se ausentando das inúteis sessões, é mais uma prova insofismável de que foi eleita gente inadequada para representar o povo de São Paulo. Decerto eles nem comparecem nunca, valendo-se de assessores igualmente corruptos para sacramentar sua presença no ponto. Dá vergonha estar pagando salário a esses salafrários! Precisamos fiscalizar e denunciar.

Ademir Valezi

adevale@gmail.com

São Paulo

Enganação

Os eleitores brasileiros devem ficar atentos ao que acontece na Assembleia paulista. Porque se em São Paulo os deputados assinam o ponto e não comparecem às sessões, dá para imaginar o que se passa no restante do País. Segundo reportagem do Estadão, muitos deputados, na tentativa de justificar a imoralidade, alegam compromissos externos. O problema é que essa farra é habitual e certamente nunca tiveram desconto no salário. Oxalá a denúncia do jornal faça os “representantes do povo” criarem vergonha na cara. Quando no andar debaixo algum funcionário de lá usa o mesmo expediente, é porque é esse o exemplo que vem de cima. Mas um erro não justifica o outro e servidor que não honra o cargo deve ser demitido a bem do serviço público. Está na lei. No caso de deputados, cassação! É muito importante a participação do eleitor acompanhando os trabalhos na Assembleia, cobrando projetos e votações. As urnas mostraram nas últimas eleições que a sociedade não suporta mais político picareta e enrolador. Ao trabalho, senhores!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Igreja x Estado

Sínodo sobre a Amazônia

Quando a Igreja Católica, por intermédio de clérigos com viés esquerdista, aqueles que pensam e agem conforme cartilhas que nada têm de evangelização, mas de ideologia pura e simples, tenta interferir nos destinos de uma nação soberana, está, a meu ver, simplesmente na contramão do progresso necessário a um país em reconstrução político-social e administrativa. Ninguém é a favor de desmatamento, de interferência em áreas indígenas ou quilombolas, mas de ações coordenadas por autoridades especificamente definidas na defesa, na preservação e no possível usufruto das riquezas da nossa Amazônia em benefício de todo o povo brasileiro. Os brasileiros conscientes da realidade política e social advinda da fundação do PT e da Teologia da Libertação, esquerdista, estão de pleno acordo com as Forças Armadas nessa ação participativa lá em Roma. 

Aloisio Arruda de Lucca

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Lei de Newton

Diante das informações do Estadão e da entrevista do bispo do Xingu, surgiu a ideia de reunir técnicos da Embrapa e brasileiros com vivência e autoridade em meio ambiente para, em congresso, discutirem dogmas da Igreja Católica, infalibilidade do papa e outros temas afins, já que os bispos se acham experts em biomas, ecologia, etc., e ainda estranham que o governo se interesse no que vai ser discutido em Roma. Por essa e outras é que os evangélicos ganham cada dia mais seguidores. Se esses bispos são contra a fiscalização das ONGs, já viram qual vai ser a conotação da pauta do tal sínodo. Em vez de atuarem na conscientização das pessoas, que seria função da Igreja, querem exercer função de polícia e fomentar o alarmismo dos inimigos do Brasil, potência agropecuária.

Germano Rafael Biotta Mariutti, engenheiro agrônomo

geragro70@gmail.com

Ribeirão Preto

Manobra diversionista

E a discussão sobre abusos de padres, isso ficará para outro sínodo? Bela maneira de desviar a atenção dos próprios pecados.

Celso Francisco Álvares Leite

celso@celsoleite.com.br

Limeira

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Ricardo Boechat

Morreu ontem, em acidente de helicóptero, o "iceberg" do jornalismo brasileiro. Um jornalista que, independentemente de onde trabalhasse, levava a notícia aos quatro cantos do Brasil de forma clara, precisa e verdadeira, doesse a quem doesse. Não tinha medo de informar as falcatruas em todos os níveis da suja política brasileira. Admirável por sua coragem nos comentários que fazia durante o jornal da Band, nos quais ele explicava os fatos de forma clara aos mais leigos, sem se preocupar com represálias. Insubstituível na Rádio Bandeirantes. Um talento que vai deixar muita saudade em todo o território nacional. Que Deus o mantenha em paz. Meus pêsames à sua família e a toda a imprensa, escrita, falada e televisionada.

Valdy Callado

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Lamentável a trágica morte deste jornalista que foi, disparado, o melhor âncora da TV brasileira. Culto, experiente, arguto e educado, fazia as perguntas e críticas que muitos queriam ouvir. Era independente e tinha moral para criticar, inclusive, ministros do Supremo Tribunal Federal. Boechat foi e será insubstituível.

Giampiero Giorgetti

giampiero@falcare.com.br

São Paulo

Não há palavras suficientes para descrever a tragédia que representa, para a democracia e o jornalismo brasileiros, a partida precoce de Ricardo Boechat. Qualquer coisa que se diga é inútil, dada a sua grandeza. Mas tenha a certeza, Boechat - onde quer que você esteja! -, que és o orgulho de Dona Mercedes, da "doce Veruska" e de seus familiares.

Milton Córdova Júnior

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Hoje a notícia perdeu a alma!

Paulo Celso Biasiolli

pcbiasioli@yahoo.com.br

Limeira 

O País perde uma das poucas vozes confiáveis que se colocavam contra a bandalheira geral. A perda de Ricardo Boechat é incalculável para a credibilidade e a esperança no Brasil.

Harry Rentel harry@countryroad.com.br

Vinhedo

Grande perda para o bom jornalismo, em mais uma queda de helicóptero. É preciso que sejam verificadas, cuidadosamente, as causas do acidente: piloto deficiente ou aparelho velho sem condições para uso? Estas quedas de helicópteros que vêm acontecendo com frequência no últimos tempos têm de ser revistas. Aparelhos revisados e pilotos reexaminados. Salvar vidas é um dever de todos.

Aristides C.A.de São Thiago

a.cast@uol.com.br

Campinas 

Início de ano tenebroso

2019 chega repleto de tragédias. Início tenebroso de um ano que ainda custará muito a passar. Porém, marca indelével daqueles que partiram e dos que aqui ainda estamos, a natureza humana sobrepõe a tudo esperanças e forças advindas dessa própria gênese, que une matéria e espírito, aquilo que morre a isso que, sentimos e sabemos, não morrerá jamais. E assim nossas breves despedidas ao jornalista Ricardo Boechat, com a certeza de que não há separações para sempre, apenas temporários e breves até lá!

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Inaceitável

"Uma tragédia atrás da outra - Incêndio mata dez garotos do Flamengo" (9/2, A18). Uma vez Flamengo, nem sempre Flamengo. Pouco importa se houve culpa ou dolo, são dez mortes inaceitáveis.

Fausto Ferraz Filho

faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

Primeira página

Parabéns ao "Estado", por publicar na primeira página (9/2) as fotos e dados das inocentes vítimas do incêndio no CT do Flamengo.

Maria Lucia R. Jorge

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

Brasil

Novamente o coração do brasileiro sangra em mais um episódio trágico que deixa claro que a vida, neste país, é um mero detalhe, se comparada aos interesses empresariais e a bolsos cheios de dinheiro derivados de propinas, conchavos e vistas grossas. Mal tivemos tempo de secar nossas lágrimas com as mortes de Brumadinho (MG) e já nos encontramos novamente em luto nacional com a abreviação da vida de garotos que sonhavam com a ascensão profissional pelo Flamengo. A ganância dos empresários, aliada a políticos corruptos e a funcionários públicos desonestos e inaptos, nos tem feito reféns. O brasileiro já tem medos demais, e são incontáveis os lugares públicos ameaçados de ruir a qualquer momento. A ingênua intenção de visitar um local pode nos fazer vítimas de uma tragédia de grandes proporções. Até quando a impunidade irá imperar por aqui? Para que servem tantos laudos e autuações, se nada é cumprido, verificado e exigido de fato? Não se trata do Flamengo, da Vale, do museu, do viaduto, da boate, trata-se de apurar e punir exemplarmente tudo e todos que estiverem por trás destas vidas ceifadas criminalmente. Parece que o descumprimento das leis se tornou a regra geral deste país. Por ora, clamamos pelo respeito à vida.

Ana Silvia F. Peixoto P. Machado

anasilviappm@gmail.com

São Paulo

Perturbador

O Brasil vive uma quadra perturbadora e avassaladora. Corações e almas estão dilacerados pela tristeza. O rosário de imprudências, ganâncias e irresponsabilidades é vergonhoso e assustador. A impunidade humilha os brasileiros de bem. Constrange o bom senso. Seres humanos são destruídos em enchentes, assaltos, incêndios, no trânsito, em balas perdidas, em sequestros, nos covardes feminicídios, nos viadutos sem manutenção e nos desmoronamentos. A agonia, a angústia e o desespero destroem famílias. Sonhos e emoções acabam no vazio da estupidez e da desesperança. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

Desleixo oficial

Esta sequência de desastres geotécnicos, agora complementada com o incêndio no Flamengo, revela que o poder público não cuida da observância de itens normalizados pela ABNT!

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

'Ainda que eu ande pelo vale da morte...'

Neste vale de lágrimas, só o que vale é o dinheiro. Vidas não valem nada. Não têm cotação em Bolsas de Valores. Era Vale do Rio Doce, o rio que mataram sem amargura. Virou só Vale, só o que vale. O valor do minério. Mina do Feijão, de cada dia, daquela população. Brumadinho, tua hora chegou. A terra em lama te envolveu. Um a um, teus filhos a Vale levou, enterrados em vida. O apocalipse do descaso, da ganância, da ambição. Da poeira de estrelas e das águas vieram e para lá voltaram. As mãos com terra e ferro feridas jazem agora no Vale da Morte. Que a paz esteja convosco. Amém. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

O verdadeiro culpado

Todos sabemos que o único culpado nestas séries de tragédias é o "deus Dinheiro", por seu excesso ou falta, qualquer que seja a ideologia. É o pobre que acaba morando nas encostas dos morros, de vulcões, nas várzeas, nas margens inundáveis de rios, nas comunidades também conhecidas como favelas, ou em outros locais perigosos, por falta de um mínimo necessário, do tal dinheiro, para a sobrevivência. Por outro lado, aqueles que detêm o vil metal tendem a fazer tudo o que propicie o rápido acúmulo, subornando fiscais, burlando o Fisco, comprando dirigentes ou se apoderando de regiões de influência ocupadas pelos menos favorecidos. Nem é preciso citar as manobras para ocupação do poder por vias políticas e/ou religiosas exatamente para ampliação do patrimônio. Será que há esperança de mudança no Brasil e no mundo?

Carlos Gonçalves de Faria

sheriffaria@hotmail.com

São Paulo

Quem não deve não teme

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e sua esposa, Guiomar, são alvos de investigações pela Receita Federal sobre provável lavagem de dinheiro, corrupção, tráfico de influência e ocultação de patrimônio. Inconformado, o ministro pediu ao presidente daquela Corte, Dias Toffoli, para que notificasse o ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com o objetivo de esclarecer se houve irregularidades nessas investigações. Ora, na verdade, já dizia aquela senhorinha de Taubaté: quem não deve não teme. Ou será que deve? A propósito, quem soltará o "pai Gilmar", caso seja preso? Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Receita Federal

O estardalhaço feito pelo ministro Gilmar Mendes contra uma investigação da Receita Federal nos faz pensar se ele é um cidadão comum ou, por ser ministro do STF, está acima de qualquer suspeita. O cidadão brasileiro é investigado pela Receita diuturnamente, e nem por isso sai esperneando pela mídia ou pelas redes sociais. Pode-se criticar apenas o vazamento da investigação, mas quem não deve não teme.

Roberto Luiz Pinto e Silva

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

A Receita e o ministro

No meu modo de pensar, como cidadão brasileiro e contribuinte do Imposto de Renda, nada existe de ilegal ou anormal em o ministro Gilmar Mendes e sua esposa, Guiomar Mendes, estarem sendo alvo de investigação de supostos crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência, conforme o procedimento dos auditores da Receita Federal. Outrossim, cabe salientar ainda que, de acordo com convenção da ONU da qual o Brasil e signatário, um dos compromissos assumidos é o combate à corrupção, então, senhor ministro e esposa, todos são iguais perante o que diz a lei. Até que se prove em contrário.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Investigação

Receita investiga Gilmar Mendes, que pede atitude de Toffoli.  De investigador a investigado. Já não era sem tempo!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

Iguais perante a lei

Não entendi por que Gilmar Mendes recorreu ao presidente do STF a respeito da fiscalização que está sendo realizada pela Receita Federal. Para efeito fiscal, ele é uma pessoa como qualquer outra e deve responder pelos seus atos. Lula se julgava acima de todos e está na cadeia. Que todos sejamos tratados como iguais perante a lei. É justo que o senhor Mendes se explique às autoridades fiscais e pague por eventuais erros.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

Fisco

Sr. ministro do STF, "dura lex, sed lex" não é para todos?

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Equívoco

A respeito da investigação sobre suspeita de "corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência", da qual é alvo no âmbito da Receita Federal, Gilmar Mendes disse ao "Estadão/Broadcast" ("Estadão", 9/2, A10): "Órgão não pode virar 'Gestapo', afirma ministro"): "Agora, se eles fazem isso com ministro do STF, o que não estarão fazendo com o cidadão comum?". A meu ver, o ministro está equivocado, já que, se eles fazem isso com o cidadão comum, por que não podem fazer isso com ministro do STF, já que todos são iguais perante a lei?

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Ora, a Constituição

Parodiando uma frase consagrada e atribuída ao ex-presidente Getúlio Vargas a respeito da lei, um atual ministro do STF encalacrado com a Receita Federal bem poderia cunhar a frase "a Constituição? Ora, a Constituição". O comentário feito por ele publicado pelo "Estadão" de 9/2 (A10) dá uma ideia do desprezo deste jurista à letra de nossa Lei Maior. Nesse comentário ele admite como fato real que está havendo diferença de tratamento da Receita Federal entre o que faz "com ministro do STF" e "o que estão fazendo com o cidadão comum". Ele insinua, contrariando o artigo 5.º da Constituição, que nem todos estão sendo tratados como iguais perante a lei, pelo menos para a Receita Federal. É lamentável uma ideia desta passar pela cabeça de um ministro que, como obrigação maior, deveria lutar pela observância à nossa Carta Magna.

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

A correção das autoridades

A notícia de que o ministro Gilmar Mendes está sendo investigado pela Receita Federal é uma necessidade que a população exige. Se realmente fez lavagem dinheiro, tráfico de influência ou ocultou patrimônio, o povo precisa saber. Ninguém neste país está livre de cumprir as leis. Nossas contas são fiscalizadas nos mínimos detalhes. Qual o motivo de suas contas não serem passadas pelo mesmo "pente fino" que as nossas? Por ter tão elevada função, deveria ter muito mais cuidado em seus atos financeiros. A República e a democracia se mantêm com o elevado compromisso de correção de todos os cidadãos, principalmente de nossas "mais altas autoridades". Tenho dito!

João Coelho Vítola

jvitola1@gmail.com

Brasília

Cidadão comum

Reveladora a reação de Gilmar Mendes à investigação que sofre pela Receita Federal. Ao dizer que, "se eles fazem isso com ministro do STF, o que não estarão fazendo com o cidadão comum?", ele deixa claro que não se julga "cidadão comum". Realmente, o "cidadão comum" fica com a certeza de que o STF está precisando de uma grande faxina, especialmente em cima destes juízes que não se consideram cidadãos comuns.

Nelson Penteado de Castro

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Intocável Supremo

Porque veio à luz o teor da investigação (focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência) dos auditores fiscais da Receita Federal sobre o supremo ministro Gilmar Mendes e esposa Guiomar Mendes, acatando ponderação do "indignado" (perseguido?) magistrado sobre quebra de sigilo, fraude fiscal e quetais, o presidente Dias Toffoli enviou ofícios ao ministro Paulo Guedes, ao secretário da Receita, Marcos Cintra, e à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitando a "devida apuração e adoção das providências cabíveis". Presidente Toffoli, em conexão com a Receita, está em curso no Senado um pedido de CPI - Operação Lava Toga! Recomendo buscar o pronunciamento do senador Delegado Alessandro Vieira (Rede-SE) arrolando as intolerantes imperfeições de ofício e arroubos antirrepublicanos de conhecimento público cometidos pelos magistrados supremos, que estão a justificar a referida CPI. Ademais, conforme nota da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), a apuração sobre uma eventual quebra de sigilo não pode "causar qualquer prejuízo à continuidade das investigações". O Brasil está mudando e o até então "intocável" STF deve seguir neste rumo! Força, Receita Federal!

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

O esperneio do intocável

Chegou a vez do Gilmar. / É só o primeiro da fila. / É só explicar.

Mário Ghellere Filho

marinhoghellere@gmail.com

Mococa

Obrigação do leão

O artigo 5.º da Constituição proclama que todos são iguais perante a lei, portanto, o ministro Gilmar Mendes não tem do que reclamar. O Leão da Receita Federal tem a obrigação de autuar tanto o cidadão comum quanto aqueles que se consideram acima da lei, quando cometem atos suspeitos.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

'Carteirada'

Indignado ao saber que - junto com sua mulher, Guiomar - é alvo de investigação pela Receita Federal, por suspeita de "possíveis fraudes de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência", o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou tratar-se de "estratégia deliberada de ataque reputacional a alvos pré-determinados" que visaria, muito mais do que a ele, a atingir "a todo o Poder Judiciário nacional". E arrematou: "Se fazem isso com um ministro do STF, o que não farão com um cidadão comum?". Em seguida, solicitou ao presidente da Corte, Dias Toffoli, "providências urgentes" para apurar os autores das investigações sobre ele e seus familiares. Toffoli, incontinenti, pediu que a Procuradoria-Geral da República e a própria Receita Federal apurem a atuação dos auditores fiscais. Assim, ficamos sabendo que ministros do STF, caso sejam alvo de investigação por suposta prática ilícita, não usam - como é dado aos cidadãos comuns - os meios legais para refutá-la. E que seria ofensivo ao Poder Judiciário não a hipótese de que um ministro do STF delinquisse, mas sim a apuração dos fatos. E, ainda mais, como mostraram Gilmar e Dias Toffoli: ministros contam com uma "carteirada" do presidente da Corte para intimidar os investigadores. Gilmar Mendes é, sem sombra de dúvida, um cidadão incomum.

Sergio Ridel

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Perseguição...

Eu nunca vi, numa investigação sobre políticos, pessoas do Judiciário e do Executivo, o investigado afirmar que pode ser investigado e depois demonstrar que nada foi encontrado. Se uma pessoa não deve, eu, como um simples cidadão, acho que é o mais simples e efetivo para este tipo de investigação. Sempre é que "está sendo perseguido", "é um ato político" e outras desculpas.

Vital Romaneli Penha

vitalromaneli@gmail.com

Jacareí 

O homem da capa preta

O que o juiz Gilmar Mendes necessita entender é que ele em nada difere de todo e qualquer cidadão, exceto por vestir uma toga qualquer. Há um certo tempo, existiu em Caxias, no interior do Rio, Tenório Cavalcanti, um notório cidadão que desfilava e jactava suas falcatruas sob a marca registrada de uma empertigada capa preta. Em que pese todo o seu condenável comportamento delinquente, ele jamais procurou se esconder sob dissimuladas e fatigantes verborreias.  

Luís Lago

luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

Sabe com quem está falando?

Quem pensam que são estes fiscais, que investigam o supremo ministro. Oras, será que eles não sabem com quem estão falando?

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

A autoridade popular

Toda autoridade pública deveria estar sob escrutínio permanente de sua movimentação financeira e evolução patrimonial. Se está tudo correto, o ministro não deveria estar preocupado. Numa República, a autoridade mais elevada é o cidadão que paga altíssimos impostos e sustenta o País.

Paulo R. Kherlakian

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Sigam em frente

Caro Marcos Cintra, falo como seu eleitor que sou e que sabe de suas qualidades: não se vergue a Dias Toffoli! Gilmar tem de ser investigado, sim! Ele não está acima dos "reles mortais".

Marco Aurélio Pezzotti

mapezzotti@terra.com.br

São Paulo

O baú do ministro

O STF é composto por seres humanos, iguais a mim, a você, com todos os defeitos e qualidades inerentes à raça humana. É óbvio que o brilhante ministro Gilmar Mendes deve ter um baú ou caixa preta que só ele sabe o que tem dentro. Quanta podridão deve estar acumulada no STF e ninguém tem acesso? O Brasil é um país podre, a bandidagem está em todos os segmentos da sociedade. Na realidade, o que muda sempre é o sobrenome do bandido. Lamentável, mas é a realidade.

José Roberto Iglesias

rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

O número 1

O ministro Gilmar Mendes não só pode, como deve, ser investigado, aliás, é bom que se diga, aqueles que se consideram acima da lei deveriam encabeçar a lista. 

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

O STF acima de todos

Como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não viu as movimentações escandalosas do ministro Gilmar Mendes? Seria o Supremo Tribunal Federal um ser isento de corrupção e mazelas? Por quanto tempo ainda teremos de aguentar a onipotência judiciária? Está mais do que evidente que é necessário passar a limpo a casa suprema, ou, como diz um certo ex-presidente, seriam mais honestos que ele? O pior de toda esta história é que os profissionais que ousaram levantar as contas do ser supremo terão de responder judicialmente, sob risco de condenação criminal. Sou favorável a que os cargos públicos do Supremo Tribunal Federal sejam ocupados por meio de concursos públicos, dando fim à indicação política e, consequentemente, moralizando aquilo que chamo de última vergonha nacional. 

Eduardo Cavalcante da Silva

cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo

Impeachment já!

O ministro do STF Gilmar Mendes se considera acima de tudo e de todos. Aliás, Gilmar, Lewandowski, Toffoli e companhia limitada! Acho que não! E você? O que o Senado da República está esperando para começar a enquadrar este povo? Espera-se mais dos senadores que não têm rabo preso.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

CPI Lava Toga

Acusam a sabedoria e a memória pregressa das redes sociais: "Em 2014, numa palestra a calouros da USP, o ministro Dias Toffoli disse que apoiou o roubo de processos para impedir o despejo de invasores de propriedades em São Paulo. Isso quando atuava no Departamento Jurídico do Centro Acadêmico XI de Agosto. Um sujeito com essa mentalidade pode continuar à frente do STF?". As imagens desse irreverente e petulante discurso me causaram asco. Agora no STF, nada mudou! Abaixo o ministro e suas posturas protetoras aos amigos venais de diversas espécies, é o meu voto! Quem venha logo a CPI Lava Toga.

Júlio Armando Echeverria Vieira

jecheverria50@gmail.com

Santa Cruz, Califórnia (EUA)

Governo cede aos intocáveis

Mais uma vitória dos servidores federais, os auditores fiscais. Desta vez, e infelizmente, pela caneta do presidente Jair Bolsonaro, que cedeu à pressão destes auditores e manteve o privilégio da categoria de não serem revistada em áreas restritas em aeroportos. O presidente tomou essa decisão mesmo sabendo que estes auditores, em protesto, resolveram fazer corpo mole no trabalho na semana passada e humilharam, no Aeroporto do Galeão, mais de 3 mil passageiros obrigando-os a esperar por até quatro horas para que suas malas fossem revistadas. Ou seja, nada vai mudar... E cada vez mais, e com a complacência do Planalto, estes servidores públicos, principalmente os federais, dão as cartas como se fossem intocáveis nesta República. Não abrem mão de seus múltiplos privilégios, coisa impensável para o trabalhador do setor privado.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Operação-padrão

Frequentemente ouvimos que "este país não tem jeito", "este país" isso ou aquilo. Cabe lembrar que este país não é uma entidade abstrata. É feito de brasileiros. A nossa gente. E é aí que mora o problema. Meus cabelos brancos me ensinaram que metade da população é ótima, mas a outra metade... Vejam o que estes auditores fiscais fazem. Sem entrar no mérito da regulamentação, que não cabe a mim julgar, assistimos a esta corja penalizar os "outros" brasileiros com operação-padrão, para forçar o governo a atender ao que essa corporação exige. Não me venham dizer que não há outra forma mais civilizada de defender os seus interesses. É o fim da picada!

Fernando B. Nogueira

fernando@bikeways.com.br

São Paulo

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