Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Pacote para a Amazônia

A notícia de que o governo pretende construir grandes obras na Amazônia para marcar presença na região, que de fato está na mira de empresas e governos estrangeiros, é bem-vinda. Sabemos que há muito tempo grupos travestidos de entidades religiosas procuram captar a simpatia dos moradores desse território, indígenas ou não, com segundas intenções. Mas tais obras devem levar em conta o mínimo abate de árvores da Floresta Amazônica. Vejo com muita preocupação a construção de mais uma hidrelétrica nessa região – uma imensa planície –, cujo lago implicará forte desflorestamento. Preservar as árvores é indispensável, eis que são elas responsáveis pelas chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil, por meio dos denominados “rios voadores”. Embora o governo Bolsonaro pareça não acreditar no aquecimento global, ele é real, atestado por cientistas de inúmeros países. Essa realidade é evidenciada também pela constatação de temperaturas cada vez mais elevadas no Hemisfério Sul e baixas temperaturas inéditas no Hemisfério Norte. E é na Amazônia que temos a maior possibilidade de contribuir para estancar o aquecimento global, sem perder o poder soberano sobre o nosso território. A construção de mais uma hidrelétrica na Amazônia, a meu ver, é totalmente desnecessária. Para abastecer a Zona Franca de Manaus poderia ser utilizada a energia das usinas de Belo Monte ou de Tucuruí, ambas no Pará, reduzindo o envio de eletricidade destas para o Nordeste, o Sul e o Sudeste. Essas regiões poderão ser abastecidas com o aproveitamento da energia eólica e fotovoltaica. Afinal de contas, o nosso país tem um potencial enorme no âmbito da fotovoltaica. Aliás, cada residência brasileira poderá até vir a gerar a própria eletricidade fotovoltaica e adicioná-la à rede pública. 

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Floresta em pé

O pacote do governo para a Amazônia deveria criar condições para o Brasil ganhar dinheiro com a preservação florestal. A floresta em pé, preservada, tem imenso valor, é uma das maiores atrações turísticas do planeta. O que falta é criar condições para a exploração racional do imenso potencial turístico e biológico da região. O governo Bolsonaro precisa olhar para a Amazônia com outros olhos, abandonar ideias desenvolvimentistas que nunca deram certo e enxergar na floresta amazônica preservada o maior patrimônio natural do País e do mundo.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

Reformas

Já se observa uma convergência política para o apoio ao governo na superação dos problemas de Orçamento e de volta do crescimento econômico com aumento do emprego, notadamente pela reforma da Previdência. A eliminação de privilégios e a redução das despesas de custeio em todos os níveis da gestão pública passaram a receber maior atenção e ter popularidade. O governo só tem a ganhar com as medidas e a publicação dos resultados. Faltam, todavia, duas abordagens obrigatórias: 1) A extinção da pobreza pela oferta de ocupação e renda para os contingentes na base da pirâmide social; e 2) o desempenho adequado da responsabilidade pelo meio ambiente, com o fim – imediato – do desmatamento na Floresta Amazônica e no Cerrado, acompanhados de projetos de recuperação de biomas e de bacias hidrográficas.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Previdência

A verdadeira reforma da Previdência deverá ter o mesmo teto e as mesmas regras para todos os trabalhadores, da iniciativa privada e da área pública, militares, políticos e membros do Judiciário. Qualquer outra será mais uma afronta, um tapa na cara do real trabalhador. Vamos aguardar para conferir o que essa gente vai aprontar. Em se tratando de Brasil, das corporações e da índole nefasta de quem detém o poder e a caneta na mão, nosso futuro pode ser muito sombrio.

RENATO OTTO ORTLEPP

renatotto@hotmail.com

São Paulo

Jovens sem chance

Alvissareiras as notícias de que a maioria da população é a favor de uma reforma efetiva da Previdência, reduzindo drasticamente os privilégios do serviço público. Mas no caso da idade mínima de 65 anos para aposentadoria, como ficarão os jovens, que nem sequer conseguem o primeiro emprego? São milhões nessa situação, número que corre o risco de aumentar sem parar, levando em conta que os jovens, na esmagadora maioria dos cursos que fazem, mesmo os profissionalizantes, não recebem a capacitação adequada para ingressar no mercado de trabalho, quando surge a chance.

JOHN LANDMANN

john@chocolatdujour.com.br 

São Paulo

CLÁUSULAS PÉTREAS

Saco sem fundo

Merece cumprimentos o editorial As cláusulas pétreas (11/2, A3), pela magistral frase “um Estado quebrado não é capaz de assegurar direitos”. Essa advertência serve não só para o Supremo Tribunal Federal, como para todos os que pensam que o cofre do Estado é um saco sem fundo e por mais que seja “assaltado” sempre terá como atender a certas demandas, ainda que possam ser justas e defensáveis. Advertência ponderada e oportuna que deveria ser acatada por todos os que têm alguma responsabilidade com a coisa pública.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Distorção

O que é ruim sempre pode piorar. Não bastassem as mais de 70 alusões aos direitos em contraposição a apenas sete aos deveres na nossa Constituição, dita cidadã, os brasileiros já se habituaram a ver juízes e tribunais legislando e criando constituições paralelas. Muito boa a abordagem do editorial As cláusulas pétreas, apontando essa distorção, contra a qual, aparentemente, não temos a quem recorrer. 

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

SEGURANÇA EM VOO

Acidente com helicóptero

O trágico desastre que vitimou o jornalista Ricardo Boechat mostra a falta do crash-resistant fuel system (CRFS), o chamado sistema de resistência contra acidentes com combustível. A ausência de legislação mais rígida na fabricação de helicópteros é responsável por milhares de mortes em acidente, em várias partes do mundo, em que pessoas morrem carbonizadas por causa da explosão do tanque de combustível, e não por ficarem feridas em decorrência do pouso forçado.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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ERRO DE ATITUDE

A Igreja Católica não consegue entender por que está perdendo muitos adeptos no mundo inteiro. É fácil: escândalo no Banco do Vaticano, pedofilia com a participação dos padres e bispos, violência sexual de padres contra freiras, só para enumerar alguns fatos que ultimamente frequentam as manchetes dos jornais no mundo inteiro. Por outro lado, com tanta coisa mais urgente para a Igreja Católica resolver, somos informados de que em setembro/outubro de 2019 teremos o Sínodo da Amazônia com fomento e patrocínio do Vaticano. Obviamente que se trata de uma agenda política e ideológica da Igreja Católica de "esquerda", chefiada por Don Cláudio Hummes, ex-arcebispo de São Bernardo do Campo e amigo íntimo do demiurgo de Garanhuns que está condenado e preso por 25 anos em Curitiba. As igrejas evangélicas agradecem pelo enorme e constante crescimento dos seus adeptos. Pobre da minha Igreja Católica.

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté 

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'MAIS UM FANTASMA'

Sobre o artigo de Eliane Cantanhêde no "Estadão" de 12/2, até a articulista reconhece que há razões históricas para a animosidade do governo Bolsonaro contra a Igreja Católica, e ainda mais agora que ela pretende usar o Sínodo da Amazônia, a se realizar no Vaticano em outubro, para minar - mais ainda do que já fez a mídia internacional de esquerda - a imagem do governante lá fora. Mas a autora afirma: "A Igreja Católica pode não estar no seu melhor momento... mas ainda é a Igreja Católica". Quer dizer que, assim como há duas décadas nos martelam na cabeça que se formos assaltados é para não reagirmos, deixando comodamente o criminoso aliviado no seu mister - e mesmo assim morremos -, agora o governo deve prestar vassalagem ao suserano porque, apesar das ranhuras e nódoas na imagem da Igreja e dos ataques por ela já declarados contra Bolsonaro desde a campanha eleitoral, devemos continuar a beijar servilmente o anel cardinalício? Ora, pois! A Igreja perdeu seu rumo (e quem diz isso é uma católica, apostólica, romana e praticante), está a realizar política da mais baixa qualidade pretendendo atacar à socapa um governo que, por motivos mais do que sabidos, ainda não conseguiu pôr em prática suas medidas. E nem esperam pelos resultados, já condenam de antemão. Mas não querem nem saber quem paga os caros advogados de Adélio Bispo, isso não é do pio interesse dos cardeais. Contrariando a opinião da autora, eu penso que é prudente, sim, tratar inimigo como inimigo, é prudente, sim, se resguardar de inimigos ocultos que usam máscaras de cordeiros e até batinas. Este clero progressista não representa a maioria dos católicos e dele nos envergonhamos. Nestes anos todos não fizeram um comentário contra as vergonhas do mensalão e do petrolão, nenhum... e agora vêm dar pitacos onde não devem. A Igreja saiu do seu quadrado faz tempo, mas agora exagerou.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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OS BISPOS E A POLÍTICA

Sobre a reportagem "Bispos se opõem a políticos em evento" (10/2, A8), os bispos do Brasil gostam de se imiscuir em política, mas não gostam que participem de suas reuniões. É notório que eles estão evitando o contraditório (d. Cláudio Hummes "empurra" o tema para a embaixada e d. Erwin Kräutler alega que, se houver mudança de plano governamental, "vamos nos levantar (sic)"). O bispado já foi influência para levar Lula à Presidência. Será que nem assim aprendeu? Eles deveriam respeitar o "a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus". Mas, se não respeitam, no momento em que vão invadir outra área passam a ter a obrigação de ter o contraditório representado. O atrevimento de Kräutler em dizer "nós conhecemos a Amazônia muito melhor que qualquer integrante do governo federal" é chocante. Qualquer soldado do Exército brasileiro que já trabalhou na Amazônia conhece melhor a Amazônia do que qualquer outra pessoa, que dirá os oficiais ou suboficiais que por lá já habitaram. Outro bispo, Roque Paloschi, diz que focarão direitos negados. Que direito é negado aos índios, se com 0,47% da população eles detêm 15% do território nacional? Faltam lucidez e bom senso aos bispos que se manifestaram na matéria. Se todos os demais bispos estão no mesmo estágio de informação, urge que se leve ao Sínodo sobre Amazônia, em outubro em Roma, alguém que possa esclarecer aos bispos sobre o que eles estão falando. 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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A OPOSIÇÃO DOS BISPOS

Acho o bispo Kräutler devia se preocupar mais com seus padres - como fez o bispo da Paraíba, D. Manoel D. Pedreira da Cruz, quando proibiu que os padres que estão sob seu comando fiquem a sós com crianças ou adolescentes - do que com a política. Esse bispo, austríaco que é, devia se preocupar com o rebanho da Venezuela, pois aqueles católicos estão carentes de tudo, inclusive da fé.

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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CADA MACACO NO SEU GALHO

Diz um velho ditado: cada macaco no seu galho. A Igreja Católica mexe com atividades que sabe lhe trarão protagonismo na mídia. Essa tática é sobejamente conhecida na política quando é necessário alterar o foco da atenção. Infelizmente, hoje, o foco da atenção da mídia na Igreja está nos casos de pedofilia. Nos Estados Unidos e na Espanha, estima-se que 7% dos padres estejam envolvidos nesta prática. No Brasil, trata-se de tema tabu. Logo que um caso tem evidência é silenciado. E o padre é realocado para outra paroquia, onde seguramente voltará ao crime. Prática recorrente em todos os países onde este procedimento foi apurado e está em estágio mais avançado. Essa prática que leva fiéis a renegar a religião e mal combatida, apesar de esforços de setores do clero em seguir adiante na apuração. Contam com a vergonha das pessoas abusadas em vir a público delatar os agressores. Pessoas na maioria das vezes pobres, simples, que veem no padre um símbolo, uma ou a única forma de se aproximarem de Deus. E no fim são traídas. Dada a importância do fato, seria significativo que a situação da pedofilia eclesiástica no Brasil fosse mais bem, apurada, punida para que a igreja tivesse oportunidade de opinar com a mesma credibilidade do passado, em áreas que estão além de suas responsabilidades.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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OPINIÕES CONFLITUOSAS

Considero-me parcialmente politizado, mas confesso que não leio, não vejo e não ouço metade do que a mídia enxerga em relação ao "desastroso" governo Bolsonaro. O comentário de ontem de Eliane Cantanhêde mostra bem esse aspecto. Nomeia inimigos cruciais de um governo que chegou a 40 dias e traz no bojo sequelas de uma patente militar, provavelmente o maior de seus males. Sem tempo nem sequer de recuperar sua saúde, o "braço armado" que visualizo é a metralhadora giratória da imprensa disparada desordenadamente com o objetivo de atingir qualquer alvo construtivo. Lembrando a Eliane que a Igreja Católica Apostólica Romana comanda o cristianismo há 200 séculos e, se tivesse se preocupado mais com a aplicação dos ensinos do seu protagonista, com certeza a humanidade não estaria na sofreguidão em que está.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

São Paulo

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IGREJA X ESTADO

A Igreja Católica, antes de se meter em política, precisa olhar para o próprio umbigo: freiras estupradas, pedofilia, corrupção, ou vai acabar tendo o mesmo fim do PT, com seu "deus" na cadeia. Se liga aí, papa Francisco. E quando as Igrejas Católica, Evangélica, Presbiteriana, etc. deixarão de ser isentas de pagamentos de impostos? Sei não, Sergio Moro e Paulo Guedes, mas neste meio tem muita "lavanderia" de dinheiro sujo. Se a corrupção realmente for combatida, sobrará muito dinheiro para o governo investir na saúde e na educação dos brasileiros menos favorecidos. Fica a dica.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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'A IMPRENSA E BOLSONARO'

Excelente o artigo do jornalista Carlos Alberto Di Franco de segunda-feira (11/2, A2). Disse tudo o que eu gostaria de dizer ao presidente Bolsonaro e aos jornalistas em geral, porém não o faria com a mesma capacidade de expressão e análise. Realmente, o que os brasileiros pedem é a superação do clima de briga entre partes que se comportam como adolescentes, buscando um ponto de equilíbrio que venha a resultar em soluções para as várias crises que atingem nosso país.

José Rodrigues de Oliveira joserodrigues.oliveira@gmail.com

São Paulo

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COMBATE À LEVIANDADE

Cumprimento o jornalista Carlos Alberto Di Franco pela coluna de segunda-feira (11/2, A2) "A imprensa e Bolsonaro", pela clareza e, principalmente, pelo didatismo com que aborda a fundamental profissão e as práticas jornalísticas (que vêm sendo surradas nos tempos recentes). Entendo que o artigo merece ser lido por profissionais, estudantes e professores da nobre profissão. Como leitor de jornais que faço questão de pagar, sei que para manter quadro de jornalistas de primeira linha existem custos significativos, busco informações e dados confiáveis, além de opiniões abalizadas, que me permitam formar ou reformar minha opinião com segurança. Destaco algumas de suas frases: "O verdadeiro jornalismo não busca apenas argumentos que reforcem a bola da vez, mas também, com a mesma vontade, os argumentos opostos. Estamos carentes de informação e fatos da boa dialética. Sente-se (sentimos) o leitor conduzido pela força de nossas idiossincrasias". "Muitas pautas estão quicando na nossa frente. Muitas histórias interessantes estão para ser contadas. Precisamos fugir do show político e fazer a opção pela informação que realmente conta". Como leitor, preciso ter certeza de que foram feitas as clássicas perguntas que devem ser feitas a qualquer repórter que cumpre pauta investigativa: checou? Tem provas? A quem interessa esta informação? Trata-se de eficiente terapia no combate ao vírus da leviandade. 

Sávio Capelossi Filho capelossi@gmail.com

São Paulo

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A ARTE DE NOTICIAR

Muito oportuno o artigo de Di Franco "A imprensa e Bolsonaro", referindo-se a uma falta de entrosamento entre governo e parte dos jornalistas. O atual governo é refém de uma grande massa de pseudojornalistas que não entendem que uma das qualidades que enobrecem a sua profissão é a de saber noticiar um acontecimento ou propostas em estudo com conhecimento, clareza e tendo em sua mente a veracidade daquilo que irá transmitir e que não cause dúvidas ao público alvo.    

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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'GOVERNAR NÃO É TUITAR'

Perfeito o editorial de ontem (12/2, A3) sobre a situação do presidente e do vice. Quem poderia contornar essa situação? Se o vice tem uma função, ela deve ser respeitada independentemente dos desejos dos filhos mimados do presidente eleito.

Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro 

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TWITTER

Um país de 200 milhões de habitantes, com problemas do mesmo tamanho, hoje é tratado de maneira lamentável e amadora em sua comunicação por meio de Twitter, como falou o editorial deste jornal (12/2, A3).

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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CPI DA TOGA

A CPI da Toga foi para o arquivo, não por culpa do presidente do Senado, diga-se, mas por causa da pressão exercida pelos togados - sim, os mesmos que têm culpa no cartório - aos que não resistiram à pressão, como Tasso Jereissati e Katia Abreu. Afinal, já tinham as 27 assinaturas necessárias para instaurar esta CPI. Sinto-me cada vez mais com vergonha disto aqui.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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A FONTE SECOU OU SECARÁ

Em entrevista dada à rádio CBN/SP, o criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira criticou o projeto de Lei Anticrime do "nosso juiz" e agora ministro Sergio Moro, declarando que é altamente punitivo. Mas o ministro Moro não mostra como acabar com a corrupção (quer que desenhe, doutor?). Criminalistas como este senhor, que defende políticos, empreiteiros e outros similares, estão esperneando porque sabem que, sendo a Lei Anticrime aprovada, e sem sabotagens, terão seus honorários, aliás, advindos de dinheiro sujo, minguados. Nós, brasileiros (as) de bem, não temos bandido de estimação, e apoiamos integralmente o projeto de Lei Anticrime do ministro e eterno juiz Sergio Moro. 

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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PACOTE MORO

Como profissional da Saúde Mental, quero registrar meu apoio ao projeto de Moro e à carta do leitor sr. Abdiel Reis Dourado para este "Fórum" na qual, com muito bom senso, ele mostra que não há vacina contra emoções humanas: não há treinamento que extinga num policial as emoções de medo e surpresa. Tal ser, imune às emoções, classificamos como psicopata.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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TRANSPLANTE DE LEIS

Fernão Lara Mesquita, no "Estadão" em 12/2 (A2), está certo. É difícil de adotar leis que funcionam bem em outras sociedades, pois dependem de outras práticas como o voto distrital, o recall de representantes políticos e de Judiciários e da mobilização da cidadania. Mas não está Sergio Moro errado em tentar. Faz parte da sociedade tentar progredir.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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OS AUDITORES FISCAIS

Na última discussão sobre reajuste do funcionalismo, acho que ainda no desgoverno Dilma, os auditores fiscais exigiram que os companheiros aposentados tivessem não só o porcentual equânime, mas também que eles fossem premiados com os porcentuais das taxas de sucesso obtidas pelo pessoal da ativa. Pano rápido. Confiram no editorial "Corporações vs. sociedade" (11/2, A3)!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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O IMBRÓGLIO COM A LEI KANDIR

Nosso expressivo "Estadão" de ontem, primeira página (E&N), em matéria de Adriana Fernandes Idiana Tomazelli, nos deu importante conhecimento de nefasta intervenção do sr. presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ameaçando deixar o Tribunal de Contas da União (TCU) sem orçamento para o ano 2020, caso o referido órgão não aprove ou mude seu voto contra a devolução de créditos de ICMS aos Estados constante na Lei Kandir. Nunca se viu semelhante ingerência, sobretudo ameaçadora, a um órgão técnico, independente e infenso a quaisquer interferências políticas, em especial a pressão do presidente da Casa que deveria e deve preservar os lídimos interesses da população, tão espoliada pelos políticos irresponsáveis, quando não venais, corruptos, como se vê no imenso desfile de nomes nas Cortes de primeira instância e até nas superiores. Ainda bem que o sr. Rodrigo Maia teve a nobreza e a hombridade de pedir, de público, desculpas pela inusitada opinião. O TCU deve ter nosso apoio irrestrito no cumprimento de suas decisões, acabando com o descalabro de governadores estaduais irresponsáveis cuja incompetência e irresponsabilidade afundam diversos Estados da Federação. Tem milhões de funcionários nesses Estados que ganham elevados vencimentos e aposentadorias absolutamente precoces. O Estado nacional tem de pôr um freio nestas gastanças desenfreadas, pelas quais o povo é tido como responsável (?!) e arca com o ônus dessa bandalheira que fazem dos cofres públicos os cofrinhos de moedinhas de suas casas.

Ubiratan de Oliveira Uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

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PROCRASTINAR

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, precisa acautelar-se com relação ao hábito de procrastinar atitudes importantes. Em primeiro lugar, não deveria procrastinar dieta hipocalórica, pois corre o risco de ser vítima de alguma doença crônico-degenerativa. Em segundo lugar, não deveria procrastinar a reforma da Previdência, pois corre o risco de quebrar o País. As duas medidas são importantes para a saúde; a primeira, para a do o próprio deputado. A segunda, para a Saúde Pública, que se encontra na mesma situação em que a descrita pelo escritor alemão Erich Remarque em "Nada de novo no Front", obra que denuncia como eram tratados os feridos durante a Primeira Guerra Mundial. Em relato histórico, o escritor descreve que a um dos soldados que reclamava por maior atenção ao companheiro agonizante no leito de morte, um enfermeiro desabafou: "Uma operação atrás da outra, desde as cinco horas da manhã; é um movimento incrível; estou lhe dizendo, meu velho, hoje houve 16 mortes novamente, a sua é a 17.ª. Não tenho a menor dúvida de que ainda completaremos 20". Infelizmente, a educação está em patamar semelhante, sofrendo os efeitos do mesmo hábito de procrastinar.

Irene Maria Dell'Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga 

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APRENDENDO COM OS ERROS

Como se sabe, aprender com seus erros é uma atitude inteligente, embora Bismarck preferisse aprender com os erros dos outros. A preferência por uma ou outra forma, o meio político, por estar exposto à mídia de um modo geral, é aquele que mais revela as opções das pessoas, e ficamos sabendo quem aprendeu ou não com seus erros ou dos outros. Faço esse tipo de comentário à guisa da entrevista concedida por Rodrigo Maia às repórteres Adriana Fernandes, Camila Turtelli e Mariana Haubert na edição do "Estado" de domingo (10/2), que, com perguntas inteligentes, mostraram-nos como uma pessoa pode de fato evoluir e aprender. Seguro, lúcido, hábil, o jovem político mostra que aprendeu com seus equívocos do passado, quando até sua mãe teve de interferir para desestimula-lo, num certo momento, de se apresentar como candidato à Presidência da República. Sem dúvida, aprendeu e é, hoje, uma estrela ascendente, com uma mente altamente esclarecida, haja vista sua defesa intransigente da reforma da Previdência. Enquanto isso, Gleisi Hoffmann mergulha num ostracismo crescente porque sua capacidade intelectual e opção ideológica a impedem de perceber que vem cometendo erros após erros e, pior, não aprendendo nem com os erros dos outros. É, sem sombra de dúvida, uma estrela cadente.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri

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RICARDO BOECHAT

O jornalista Ricardo Boechat nos deixou de forma trágica, na segunda-feira. Boechat frequentava nossa casa todos os dias, trazendo as notícias de forma clara, honesta e sempre com bom humor. A sua coragem e sensibilidade eram características que o aproximavam de nós. A lacuna deixada pelo seu falecimento será dificilmente preenchida. Não conseguimos imaginar a dor de seus familiares, amigos e colegas de trabalho. Nesta hora de tanto sofrimento, só podemos pedir a Deus que continue iluminando a vida de seus entes queridos, acrescentando mais força para vencer este enorme desafio, que é a falta de um grande homem. Boechat deixa o exemplo de grande profissional e, principalmente, de ser humano. Adeus, grande amigo. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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Perdi valoroso amigo e competente profissional, o jornalista Ricardo Boechat. Nos conhecemos há 40 anos, quando ele trabalhava, no Rio de Janeiro, com o colunista Ibrahim Sued e eu, repórter da sucursal do "O Globo", em Brasília, precisava passar notícias para o programa diário que Ibrahim fazia, à noite, na TV Globo. Boechat  usava palavras duras em suas análises na Band. Não poupava homens públicos poderosos. Por vezes injusto, desaforado e exagerado em afirmações e acusações ácidas. Mas Boechat jamais se omitia. Seguramente por essa característica, Ricardo Boechat mereceu prêmios e o respeito da maioria dos telespectadores.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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Sabem aquelas pessoas que aparecem na TV e que você as vê diariamente e tem simpatia por elas? Esse era o meu caso. Todos os dias eu assistia logo pela manhã, quando não no rádio, na TV, aos comentários de Boechat, e depois no rádio dava risadas com ele chamando, com seu mote, "Buenos Dias, José Simão". Todos ríamos como se estivéssemos ali, com Boechat ao nosso lado. À noite, ele ancorava o jornal da Band com muita categoria e profissionalismo. Portanto, duas vezes por dia eu tinha um encontro unilateral com ele, mas para mim era como se eu o conhecesse pessoalmente, era um amigo da TV.    Agora, estamos de luto com o inesperado, o trágico. Boechat faleceu neste lamentável acidente, entre os vários que já levaram a população à tristeza durante os meses de janeiro e fevereiro. Que Veruska, Valentina e Catarina, esposa e filhas, a quem ele sempre docemente se referia, tenham força para superar essa dor. Ricardo Boechat, além de uma grande profissional, tornou-se amigo da TV de muitos brasileiros que adoravam assistir aos seus comentários espontâneos, críticos e até humorados. O Brasil perdeu uma pérola do jornalismo e será difícil de ligar a TV ou o rádio e saber que não teremos mais a sua presença. Ao amigo da TV, o meu reconhecimento e carinho pela sua coragem e competência.

Waldir Leite Roque wlroque@gmail.com

João Pessoa

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Perdemos o farol da imprensa brasileira, que nos sinalizava as rotas seguras do bom jornalismo. Melhor âncora de jornalismo da televisão brasileira, era a grande referência aos jovens estudantes de jornalismo. Brilhante, corajoso e equilibrado, era a voz mais legítima dos anseios da Nação. Repórter e colunista de jornal, notável homem de rádio e insuperável na condução de noticiário de televisão, tudo num só homem: Ricardo Boechat. Fará muita falta ao Brasil. Meus pêsames à sua esposa e filhas, à Rede Bandeirante e seus inúmeros colegas e amigos, especialmente a José Simão.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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Combativo e contundente em suas críticas, Boechat em ação representa o inconsciente coletivo de milhões de brasileiros indignados com a impunidade do setor público e privado no cometimento de tragédias nacionais. Que venha a Lei Boechat, para punir com rigor estes criminosos de colarinho branco. Somos todos Boechat.

  

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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Ricardo Boechat não tinha papas na língua. Ele era o pé no traseiro dos políticos e agentes públicos que não andavam na linha. Que vá com Deus. Nós aqui, embaixo, nos esforçaremos para aprender as lições. E toca o barco!

Sergio Aparecido Nardelli saparecidonardelli@bol.com.br

São Paulo 

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Por pelo menos duas vezes escrevi para o jornalista Ricardo Boechat criticando algum comentário feito em seu atual programa matinal, na Band, que eu sempre que possível ouvia no rádio do carro, e, pela irreverência na resposta, sua marca latente, tenho certeza de que ele mesmo escreveu. Por isso fazem todo sentido as homenagens de amigos e colegas publicadas neste jornal. Guardarei com carinho essas correspondências, prova cabal de seu inquestionável profissionalismo e respeito por seus ouvintes. Em sua homenagem, lembro o seu imortalizado jargão: "Toca o barco".

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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Ontem, ao sair de casa, senti que estávamos órfãos do nosso defensor, do defensor do País.

Lucília Mascheretti pirajuense@hotmail.com

São Paulo

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Sem Ricardo Boechat, o Brasil ficou órfão das 7h30 às 9h10 da manhã.

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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Notícia sem os comentários de Boechat é o mesmo que carnaval sem escola de samba.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

  

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Mais uma tragédia e uma unânime convicção: somos todos Boechat.

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

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SEGUNDA CHANCE

A sequência abrupta de grandes tragédias (Brumadinho, temporal no Rio, incêndio no CT do Flamengo e queda do helicóptero com o jornalista Ricardo Boechat) aflora um sentimento comum: a vontade de não acreditar. Ou seja, fosse pela vontade dos homens, todas essas vítimas teriam uma segunda chance. 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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OS BONS VASOS SE VÃO

Impressionante, os jovens com uma vida inteira pela frente estão morrendo! Os bons jornalistas, críticos que falavam as verdades, também! Já os corruptos, os fiscais vendidos... Resumindo: os vasos ruins, estes não quebram! Continuam por aí pensando em armações!

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

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O INCÊNDIO NO FLAMENGO

Inexplicável o comportamento da diretoria do Flamengo e, em particular, do presidente Landim nesta tragédia que vitimou jogadores da base, em não responder às perguntas dos jornalistas. Patética também a explicação do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello. Flagrantemente, é comportamento que não condiz com a história do clube. Comportamento vergonhoso. O presidente, se esquivando e fugindo das perguntas, envergonha o clube mundialmente. Caiu por terra todo o trabalho de colocar o clube na vitrine mundial. Imagino o que não devem estar pensando os executivos de outros clubes e os jogadores do Flamengo sobre este comportamento da diretoria, sendo proibidos de dar declaração e vendo que estão num clube onde a diretoria se esconde, se omite numa situação desta. Como clube, o Flamengo virou um clube de várzea qualquer. Vai levar tempo para se levantar moralmente. Qual pai ou mãe vai confiar agora seu filho ao Flamengo? Eu, como torcedor, estou envergonhado em sair com a camisa do Flamengo. Saio com a do Zico, que resumiu tudo numa frase: "Se você é multado 31vezes, não pode empurrar com a barriga". Não deveriam, por enquanto, treinar lá onde ocorreu a tragédia. Que procurassem outro local. Treinem na Gávea. De que adianta ou vale, no momento, esta Taça Guanabara para o Flamengo? Nada. Que clima há? Esta diretoria é indigna das tradições do clube.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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QUE SIRVA DE EXEMPLO

Dez mortos no ninho do urubu e inúmeras irregularidades apontadas sem solução alguma. Punição exemplar: ao negligente Flamengo, pelas dez mortes, dez meses sem disputar nenhum tipo de campeonato; e ao serviço de fiscalização do Rio de Janeiro, pesadas multas e até prisões, após fim do inquérito.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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TRAGÉDIAS BRASILEIRAS

Em Minas Gerais, Mariana e Brumadinho. No Rio de Janeiro, CT do Flamengo. No Ceará, ofensiva do crime, organizado e consentido. Em Brasília, STF, Senado e Câmara. Em São Paulo... Bruno Covas. 

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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VIGARICE INSTITUCIONALIZADA

O exemplo vem de cima. Mostra a matéria do "Estadão" de 9/2 ("Deputados ganham sem participar de sessões", A4) o mau exemplo da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A vagabundice e a vigarice estão institucionalizadas nos menores níveis. Pagamos a conta, salários e benefícios generosos, e não temos trabalho. Uma vergonha. A "fuga" é para assuntos particulares ou irrelevantes ao mandato. Desculpas esfarrapadas não faltam. Sabemos que são interesses pessoais, greves, passeatas, encontros politiqueiros e pouco relevantes ao interesse público e manutenção das "bases". O interesse público e um mero detalhe. Depois os dignos políticos se queixam e dizem-se vítimas dos adjetivos pertinentes.

Luiz A. Bernardi luizbernardi51@gmail.com

São Paulo

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