Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2019 | 02h00

Judiciário X Legislativo

‘Sentimento de corpo’

Informa a imprensa que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, pretende administrar o sentimento de descrença da sociedade na Corte pela criação de um “sentimento de corpo” entre os nobres e intocáveis integrantes, a fim de blindar a instituição de iniciativas como a CPI da Lava Toga e de ataques nas redes sociais. Atitude típica de quem se dispõe a combater efeitos, por mais constrangedores que sejam, sem enfrentar as verdadeiras causas do baixo prestígio que os togados passaram a merecer nos últimos tempos, fruto da promiscuidade explícita com forças políticas e outras áreas do poder. A tentativa pode, no entanto, em médio prazo, ser muito frustrante.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

Motivos não faltam

Lamentável, mas esperado. Os senadores que retiraram sua assinatura para convocação da CPI da Lava Toga são representantes da velha política. Não é possível que não se investigue a atuação política dos juízes do STF. A não cassação dos direitos políticos de Dilma, por si só, já recomenda tal CPI. Mas tem mais: habeas corpus a mancheias, insistência em não prender condenados em segunda instância, paralisação dos processos contra Renan Calheiros...

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas 

Harmonia já!

Foram raríssimas as CPIs no Congresso, nos últimos anos, que produziram algum efeito prático, se é que isso se verificou alguma vez. E não seria diferente com a chamada CPI da Lava Toga. Ao contrário, essa comissão mergulharia numa retórica cansativa e interminável que não chegaria a lugar algum, pois o Judiciário sempre tem a seu favor argumentos com base na tecnicalidade e na interpretação subjetiva da lei. Está na hora de os três Poderes lançarem mão da harmonia que é devida para se aprovarem o quanto antes as reformas estruturais. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Reformas

Contas públicas

Conforme o editorial O Congresso e a reforma (13/2, A3), é realmente auspiciosa a notícia de que a maioria dos congressistas reconhece a necessidade da reforma da Previdência. Mas, cabe também registrar, a sociedade brasileira precisa ficar cada vez mais atenta aos desmandos dos políticos aliados a empresários inescrupulosos que, irresponsavelmente, malversam os dinheiros públicos. Portanto, mesmo com a reforma da Previdência, se não tivermos administrações públicas sérias e competentes, as contas públicas continuarão combalidas e o Estado brasileiro acabará na bancarrota.

Ruyrillo P. De Magalhães

ruyrillopedro@gmail.com

Campinas

Educação

Escolas militarizadas

Muitas posições contrárias ao que se chamou de militarização das escolas no Distrito Federal. No entanto, essa ideia nasceu da falência do ensino tradicional: jovens rebeldes que insistem em não permitir que os professores cumpram sua missão, alunos com excessiva liberdade ameaçando os professores e demais funcionários se não forem atendidas suas demandas. O que se vem observando é a falta dos mínimos princípios éticos e morais característicos da cidadania dentro do espaço escolar. Com essa iniciativa, creio que professores e funcionários serão, sim, mais respeitados e até a criminalidade deve diminuir, principalmente no entorno das escolas. Algo tem de ser feito, o País está perdendo o bonde da História na área da educação. 

João Coelho Vítola

jvitola1@gmail.com

Brasília

Crime organizado

Saia-justa

A transferência de líderes do chamado crime organizado de São Paulo é um duro golpe nessa gente que escolheu, forçada ou não, a vida bandida. Foi a segunda forte derrota dos criminosos. A primeira deu-se no Ceará, onde, apesar do pânico e da grande cobertura midiática, pouco conseguiram. Aqui, apesar das ameaças a autoridades e ao povo de bem, a transferência de chefões de uma facção também foi realizada. Se tentarem revide, darão um tiro no pé, pois o povo ordeiro e pacato, a grande maioria dos brasileiros, pedirá, embalada pelas metas do presidente Bolsonaro, penas ainda mais duras para esses facínoras que, num país onde oficialmente não há pena de morte, matam inocentes sem pena.

Vanderlei de Lima

toppaz1@gmail.com

Amparo

Cidade de São Paulo

Caindo aos pedaços

Dizem que São Paulo é uma cidade rica. Na verdade, produzimos aqui muita riqueza e se arrecadam muitos impostos, porém quase 90% dessa fortuna tributária vai embora, para sustentar o fausto das cortes nos muitos palácios, daqui a Brasília. Por isso, enquanto as pontes da nossa cidade apodrecem e caem, enquanto nossos cidadãos trabalhadores se amontoam em favelas sem nenhuma infraestrutura, enquanto “noias” e miseráveis sem teto vagam até pela Avenida Paulista, constroem-se aeroportos vazios e lindas pontes estaiadas nos cafundós do Judas e legiões de eleitores dos currais são agraciados com empregos fantasmas, bolsas e camisetas. Como poderiam, então, nossos alcaides gerenciar a imensa demanda dos seus 12 milhões de vassalos, se lhes sobram apenas 5% de ISS, o confisco do IPTU e mais uns trocados, como multas, licenciamento de veículos e poucas otras cositas más? E a coisa piorou mais ainda porque muitas empresas sabiamente saíram daqui para outras cidades, onde a extorsão de ISS e IPTU é menor, o que se comprova facilmente vendo o abandono do outrora próspero e bem cuidado centro da cidade, onde hoje só prosperam a contravenção e o comércio informal. Talvez por isso o fugaz prefeito João Doria tenha caído fora, para não se queimar como seus antecessores, deixando o abacaxi para outros descascarem. Infelizmente, tudo muda para continuar na mesma. Enquanto o poder financeiro continuar centralizado nesta pseudo-Federação, a cidade de São Paulo continuará ricamente pobre. E isso em pleno século 21. 

Alfredo Franz Keppler Neto

alfredo.keppler@yahoo.com.br

São Paulo

Rápido e mais barato

Para evitar, no futuro, que danos de pontes, estradas, viadutos, etc., resultem em meses de reparo, nossa engenharia deveria aprender no Japão como se reparam em dias ou semanas verdadeiras catástrofes. Naturalmente, com custo bem menor.

Andre Frohnknecht

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Muita água no feijão

E agora vêm os diretores da Vale declarar que os laudos de que dispõem indicam que não havia risco de rompimento da barragem do Feijão, em Brumadinho (MG), e que as leituras dos instrumentos de monitoramento estavam normais. Considerando o tipo de falha catastrófica a partir da base, ou do fundo do reservatório, chega-se à conclusão de que aquele tipo de falha só pode ter sido causado por excesso de água na barragem. E o excesso de água ter sido causado por falha ou deficiência dos drenos, evidenciando negligência na manutenção e falha no monitoramento. Portanto, cabe ao poder público investigar, descobrir onde está a verdade e punir severamente os responsáveis. Neste passo, vão acabar pondo a culpa em Arquimedes, o sábio da antiguidade que formulou os primeiros princípios da hidrostática.

Renzo Galuppo

renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos

Obras em perigo

A barragem de Brumadinho foi carregada por mais de duas décadas para atingir condições de instabilidade. Os viadutos da Marginal do Rio Pinheiros e da Via Dutra foram usados por mais tempo ainda e também cederam. Nas duas situações, parece não ter havido análise contínua, crítica, comparando as situações atuais dessas obras com aquelas que as justificaram. Em Brumadinho o limite de sustentação fora ultrapassado e se estava em fase de aplicação de medidas emergenciais para manter a barragem estável. Nos viadutos, os pilares mostram danos, cujo agravamento deve-se à idade e também à excessiva capa de asfalto. Os jornais informam que as pistas foram projetadas para ter 10 centímetros de capa de asfalto, mas já estavam com cerca de 30 centímetros. Além disso, o tráfego aumentou de intensidade, com veículos mais pesados, e, para agravar, com recente redução de velocidade. Nos dois casos, além das correções pelo seu envelhecimento, era necessário reestudar e adequar as obras às novas condições de uso.

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

'Contadores de tostões'

Nos anos 60 Ralph Nader, um advogado americano, após uma luta épica nos tribunais que por sua vez inaugurou a era da defesa do consumidor, conseguiu vencer na Justiça dos EUA as montadoras de automóveis e os "contadores de tostões" (apelido jocoso dado aos estatísticos e analistas de risco das fábricas) cujos relatórios norteavam as decisões dos diretores das montadoras sobre o que era mais barato, pagar indenizações por morte e invalidez ou chamar veículos sabidamente produzidos com defeito para recall. Pois a Vale, mais de 50 anos depois, agiu da mesma forma estúpida, como as velhas montadoras, desprezando vidas humanas como se fossem meros números numa planilha do Excel, preferindo apostar no mais barato. O que nos falta não é um Ralph Nader, mas juízes corajosos que punam exemplarmente empresas desprezíveis no tocante à preocupação com a vida humana e o meio ambiente, como neste caso da Vale e seus diretores, que, aliás, seguem vivos, ricos e livres, ao contrário de suas vítimas.

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

Tragédia de Brumadinho

No meio do caminho tinha uma pedra. No fim do caminho, uma lama.

Nivaldo Ribeiro Santos

nivasan1928@gmail.com

São Paulo

Doação hipócrita e de má-fé

O Direito brasileiro tradicionalmente acolhe o princípio da responsabilidade objetiva, descrita pelo parágrafo único do art. 927 do Código Civil nos seguintes termos: "Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei ou quando a atividade desenvolvida pelo autor implicar, por sua natureza, riscos para os direitos de outrem". Mineradora, por si só, já acarreta riscos; mais ainda quando se utiliza de barragens tecnologicamente arcaicas. Portanto, são inúteis e procrastinatórias, sob o prisma do Direito Civil, as averiguações de culpa dos prepostos da Vale. Esta tem obrigação de indenizar - o mais amplamente possível, este é o preceito - as vítimas de Brumadinho. Assim, falar em doações não passa de disfarce de um sórdido e repugnante réquiem regido pelo causador da morte ou esperteza do bonzinho que fez o mal e se põe a dar uma compensação material, proveniente de seu íntimo insincero e cruel. O Brasil não vingará enquanto instituições da estatura da Vale adotarem comportamentos hipócritas e deixarem de cumprir suas obrigações independentemente da coerção demorada imposta pelo Judiciário. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Mineração: reflexão necessária

Não é mais possível admitir o rompimento de barragens de rejeitos em Minas Gerais. Duas grandes catástrofes já fazem parte da tragédia nacional e se tornaram os maiores crimes ambientais da história do Estado, do País e até do mundo. Nesses dois crimes registramos centenas de mortes e incalculáveis prejuízos sociais, econômicos e ambientais. Além do trauma que nunca será superado, temos a aniquilação de córregos, rios e de toda uma cadeia que se estruturava à sua volta, que vai desde a vida humana, fauna e flora, o abastecimento de água, atividades econômicas como a pesca, pequenas lavouras, turismo, patrimônio histórico até a própria atividade mineradora. Os prejuízos não caberiam em nenhum relatório, pois são incomensuráveis e incalculáveis, em todos os víeis: social, econômico, ambiental, humano e cultural. A mineração representa a principal atividade econômica do Estado de Minas Gerais. A Associação dos Municípios Mineradores do Estado de Minas Gerais (Amig) vem cobrando, há vários anos, um novo modelo de exercício da atividade mineradora que leve em conta a sustentabilidade, a segurança e o futuro econômico dessa atividade que é finita. Esse é o grande desafio que assola a maior parte das cidades mineradas de nosso Estado. A quase totalidade desses municípios se tornou dependente da extração minerária e muitos não sobreviveriam sem a arrecadação tributária advinda da mineração. Não podemos mais aceitar que o interesse econômico das mineradoras se sobreponha à segurança da população e à efetiva viabilidade ambiental exigida em qualquer empreendimento dessa natureza. É inadmissível que órgãos ambientais licenciem empreendimentos e renovem licenças considerando métodos ultrapassados e obsoletos, proibidos em outros países, a exemplo do método de alteamento de barragens de contenção de rejeitos à montante. A permanência de barragens à montante já deveria, desde o crime de Mariana, em 2015, ser completamente extinta em todo território nacional, dando destino sustentável e social para todo o seu rejeito. É necessário o imediato aperfeiçoamento da legislação, aliado a uma fiscalização rígida e isenta, com estrutura técnica e acompanhamento efetivo in loco. O sucateamento do Departamento Nacional de Produção Minerária (DNPM) ao longo de décadas culmina hoje em uma Agência Nacional de Mineração, carente de estrutura técnica, física e de recursos humanos, incapaz de fiscalizar, promover e assegurar que a mineração seja exercida no interesse nacional, como determina a artigo 176 da Constituição federal. A reincidência de um crime ambiental e humano ocorrido na mina da Vale, no município de Brumadinho, merece profunda reflexão acerca da atividade minerária que queremos para Minas Gerais e o Brasil.

José F. A. de Oliveira

petroniosouzagoncalves@gmail.com

Belo Horizonte

Prevenir catástrofe é dever de todos

As desgraças ocorridas neste começo de ano sintetizam os descaminhos vividos pelo País. O acidente de 2015 em Mariana (MG) não foi suficiente para induzir ao efetivo controle das barragens brasileiras, tanto que ocorreu outro em Brumadinho (MG). Os deslizamentos nas encostas e as cheias nos vales são recorrentes (só no Rio, em 2009, foram 917 mortos e 345 desaparecidos). As 242 mortes da Boate Kiss, de Santa Maria (RS), em 2013, não foram suficientes para sensibilizar quanto à regularização da prevenção de incêndios em milhares de edifícios, que continuam pegando fogo e fazendo vítimas, como os dez mortos do centro de treinamento do Flamengo (RJ). Quando as catástrofes saem da mídia diária, todos delas se esquecem e nenhuma providência é tomada. É preciso exigir que os donos, construtores e técnicos respondam pela regularidade de suas instalações e, em não o fazendo, sejam responsabilizados civil e criminalmente. Isso vale também para os poderes públicos em relação a vias e prédios de repartições. Quem utiliza irregularmente equipamentos públicos ou particulares tem de responder pelos problemas. Chega de impunidade! 

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

Brumadinho X Chico Mendes

Ricardo Salles, entrevistado no programa "Roda Viva", da TV Cultura, falou como o governo reagiu a Brumadinho com suas centenas de mortos e a destruição do meio ambiente, como deverá ser a fiscalização das barragens no futuro, falou sobre os lixões, sobre a poluição que está deixando mortos nossos rios e mares, sobre o agronegócio. No fim, foi perguntado sobre Chico Mendes, que realmente nada tinha que ver com tudo o que fora mostrado e dito no programa. Deveria, naquele programa, ter ficado no livro de História, mas foi tudo o que a imprensa nacional noticiou.

Eni Maria Martin de Carvalho

enimartin@uol.com.br

Botucatu

O Brasil não aprende

O Brasil não aprende. Não aprende porque não pune. Não pune porque há um excesso de tolerância, sensação de impunidade e uma espantosa penca de privilégios, na maioria autoatribuídos de maneira espúria, no Judiciário e nas poderosas corporações sindicais e dos servidores públicos. Aproxima-se a data da votação da tão necessária e inadiável reforma da Previdência e já é enorme o arsenal de pressões que será exercido pelo corporativismo advindo das entidades acima citadas. É inaceitável como uma porcentagem relativamente pequena da sociedade brasileira se julgue tão a montante do restante dos trabalhadores do País, reclamando, exigindo a manutenção de privilégios muitas vezes obtidos de maneira ardilosa e pouco recomendável. A esquerda, com sua contumaz irracionalidade e falta de espírito republicano, tudo faz para criticar, obstaculizar e boicotar as ações do governo no sentido de reorganizar e estabelecer novas bases e diretrizes para o desenvolvimento do País. Haja coragem, disposição e muita capacidade de diálogo para levar adiante as ações que para tanto se fazem necessárias.

Jose Roberto Martins

joromar@terra.com.br

Belo Horizonte

Sem Habite-se

Boate Kiss, Barragem de Mariana, Barragem de Brumadinho, Ciclovia Tim Maia, Museu Nacional, cidade do Rio de Janeiro, Ninho do Urubu e tantas outras tragédias recentes que dariam para encher a página deste jornal aconteceram basicamente pela negligência dos administradores dos locais e, principalmente, pela inoperância dos órgãos públicos encarregados da fiscalização. O Brasil foi descoberto no ano de 1500 e passou definitivamente para as mãos dos brasileiros em 7 de setembro de 1822, mas até agora parece não ter o habite-se de funcionamento.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

O Santuário Nacional

Sobre a reportagem acerca da restauração do Museu Nacional ("Estadão", 13/2), o Museu Nacional é o verdadeiro Santuário Nacional do Brasil. Aqui, no dia 2 de setembro de 1822, a arquiduquesa Leopoldina e futura primeira Imperatriz do Brasil, revestida com todos os poderes constituais antes da viagem do Dom Pedro I para São Paulo, declarou a Independência do Brasil. A mãe da Independência do Brasil nasceu como filha do Imperador Francisco II, do Império Sacro Romano da Nação Germânica, o Império de 1.006 anos, e o pai tornou-se mais tarde também o primeiro Imperador da Áustria como Francisco I. Foi um Imperador com duas coroas imperiais. Seria bom restaurar este local com muito amor como verdadeiro local da nossa Independência.

Michael Peuser

mpeuser@hotmail.com

São Paulo

'O tempo e o vento'

Li com atenção o texto "O tempo e o vento", de Paulo Delgado (13/2, A2) e o considero muito oportuno para abrir uma discussão sobre os assuntos diversos ali abordados. Contudo, vemos que o texto mistura situação médicas diversas, colocando-as numa caixa só. Creio ser hora de lermos opiniões de psiquiatras e membros de saúde pública. Sugiro que "ouçamos" inicialmente sugestões em o que fazer com usuários de drogas. Para começar, com os viciados em crack, droga barata que "cola" no cérebro e causa um caos de saúde pública em grandes capitais, como o que vemos em São Paulo. Não tenho uma opinião formada, porém creio ser possível estratificar os usuários dessa droga de forma a cuidar de perto aqueles mais frágeis psicossocialmente. Este amparo deve ter controle externo de qualidade e eficiência. O que vemos hoje é inaceitável, deixar seres humanos sujeitos a doenças infectocontagiosas, além de seu problema de base, não parece correto. 

Nelson Leite

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

Segurança Nacional

É de todo sabido que facções criminosas são orientadas pelos seus líderes, que estão em presídios até de segurança máxima, como está acontecendo no Ceará e diariamente, principalmente, no Rio de Janeiro, e também em todo Brasil. É de todo incompreensível que até hoje, apesar de toda a moderna tecnologia, ainda não tenham sido instalados aparelhos capazes de detectar telefones celulares dentro de todos os presídios em todo o País. Caso nossos técnicos sejam incapazes de fazer isso, então a solução é pedir a Israel que nos auxilie enviando um dos seus técnicos, que ensinará em 24 horas aos nossos como resolver o seríssimo problema de segurança nacional.

José Carlos de Castro Rios

jc.rios@#globo.com

São Paulo

Sobre tudo e um pouco mais

Tudo o que tem se apresentado no País nos últimos anos, meses, semanas e dias, seja através da tentativa de assassinato do então candidato, crime ainda não esclarecido, sejam as tragédias que ceifaram vidas, seja o âmbito político, apenas deixa claro, de forma inquestionável, que há um grande interesse de que este novo governo não dê certo. Está evidente que os Três Poderes não trabalham a favor do progresso e dos interesses dos cidadãos brasileiros, quanto a isso não há coesão, coerência ou compromisso nenhum. Este "toma lá dá cá" não pode continuar a fazer parte da nossa gente. O que assistimos neste roteiro nefasto apenas reforça o que já sabemos há muito tempo: o Brasil está à deriva e qualquer um que tente fazer uso do leme será, de uma forma ou de outra, atrapalhado, banido, impedido.

Ana Silvia F. Peixoto P. Machado

anasilviappm@gmail.com

São Paulo 

Todos são iguais

"Supremo age para evitar agenda hostil no Congresso" ("Estadão", 13/2, A4). Anota aí: CPI da Toga; PEC da Bengala; abuso de autoridade; foro de juízes; fim dos "penduricalhos". Propostas que demandaram urgentes conversas entre os ministros Onyx Lorenzoni e Dias Toffoli, visando a abafar o clamor da sociedade inconformada com as tenebrosas decisões monocráticas, entre outros arroubos, de alguns ministros, que afrontam a ordem constitucional. Ligado o sinal de alerta, engajados (?) por sobrevivência, os "intocáveis" supremos ministros saíram a garimpar apoio ao arquivamento da CPI da Toga. Que coisa, hein! Com a retirada de três assinaturas, entre elas a da senadora Kátia Abreu, que se quedou ao humilde apelo do petulante ministro Gilmar Mendes, a Lava Toga foi arquivada. Até quando? Abram-se as pautas no Congresso! Acelerem a agenda! Quem não deve não teme! Os doutos supremos não são mais iguais do que os iguais.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Movidos pelo medo

Então quer dizer que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atuaram nos bastidores durante o último fim de semana, ameaçando retaliar senadores que ousassem aprovar a operação "Lava Toga", que investiga o "ativismo judicial" e o uso abusivo de pedidos de vista ou expedientes processuais (chicanas) para retardar ou inviabilizar decisões do plenário em tribunais superiores? Graças à retirada do pedido de Kátia Abreu, Tasso Jereissati e Eduardo Gomes, a CPI "Lava Toga" foi arquivada pelo presidente da Casa, o recém-eleito Davi Alcolumbre. A pergunta que fica é: será que algum destes três senadores contrários à CPI temem que algum processo seja desengavetado na mesa dos ministros? 

Paulo R. Kherlakian

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

STF

Diz o ditado que quem não deve não teme! Mas o STF treme! Por quê?

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

O fim da 'Lava Toga'

Sob pressão, senadores enterraram a "CPI da Lava Toga" após os senadores Katia Abreu (PDT-TO), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Eduardo Gomes (MDB-TO) terem retirado sua assinatura, sendo que os partidos desses senadores estão por aqui de processos a serem julgados no STF. Essa CPI morreu antes mesmo da sua concepção, o que nos dá um caminhão de possibilidades. Porque, se isso não é acordo de "cavalheiros", o que será então? "Vocês não nos investigam que nós esqueceremos em alguma gaveta do STF esses processos." Se houve pressão, para a maioria dos brasileiros vale a máxima "quem não deve não teme". Dá para confiar na Suprema Corte? Dá para confiar na Justiça brasileira? Dá para confiar em nossos políticos? Dá para o Brasil continuar nas mãos desta gente?

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Barganhas

Com a retirada de assinaturas de senadores e o engavetamento da CPI da "Lava Toga", fica claro que, para acabar com estas velhas barganhas, ainda necessitamos de mais troca de parlamentares nas próximas eleições. Temos paciência... 

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Água e sabão

Não haverá "CPI da Toga". É o dito pelo não dito, com aval do benedito. Segurem aí que aliviamos aqui. Sim, uma mão lava a outra. Ou suja...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Bengala

Está difícil de passar a Lava Toga? Que tal começar com a PEC da Bengala? Algo tem de ser feito para correção de rumos deste colegiado. Tudo seria admitido como um recall. Coisa muito bem colocada por Fernão Lara Mesquita recentemente.

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

São Paulo

Analogia

O casal de parlamentares Ciro e Iracema recebeu R$ 555 mil de auxílio-moradia, apesar de serem proprietários de uma bela e grande mansão. Aqui isso é legal, mas é imoral. Caso levassem uma bela surra, em virtude deste caso, seria ilegal, mas moral. Ou não?

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

Senadora Mara Gabrilli

O que mais esperar de um país cujo Senado, com quase dois séculos de existência, não tem ainda acessibilidade para um senador ir à tribuna? O que podemos nós, deficientes físicos, esperar? Em tempo: a Câmara também não tem.

Orivaldo Tenório de Vasconcelos

professortenorio@uol.com.br

São Paulo

Suicídio

Recorrentemente, petistas se manifestam e bradam que o seu partido não está morto. Esquecem-se de afirmar, no entanto, que o velório que negam estar em andamento resulta menos de seus reveses eleitorais que decorreram da decomposição ocasionada pelos 14 anos de governo impregnado de corrupção e incompetência que desembocaram no atual difícil quadro da economia, com desemprego alto, do que de seu recente suicídio por autoenvenenamento catalisado por atitudes insanas de sua presidente, deputada Gleisi Lula Hoffmann (PT-PR), como, por exemplo, a configurada  pelo seu  comparecimento à cerimônia de posse de  insólito ditador cujo governo não é reconhecido por boa parte do mundo democrático e que está levando a Venezuela a um caos social, sem precedentes.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

A sempre ausente ONU

A população mundial sofreu e está sofrendo as consequências da inoperância da Organização das Nações Unidas. Seu Conselho de Segurança (CS), onde decisões importantes são tomadas, é controlado por cinco países com poder de veto usado, quase sempre, para servir à conveniência de seu detentor. Foi assim na invasão do Iraque sem comprovar a existência de armas de destruição em massa; no bombardeio da Líbia para eliminar Al-Kadafi, deixando o caos se instalar no país mantendo, entretanto, a produção de seu petróleo; nas guerras sujas e violentas na Síria e no Iêmen, sem trazer a paz, e por aí vai. A crise venezuelana se tornará um problemão para a América Latina, em particular Colômbia e Brasil, se não forem realizadas novas e livres eleições naquele país. É tarefa ideal para o CS, se não for o poder de veto de Rússia, China e Estados Unidos. É para indagar, mais uma vez, por que alguns continuam a ter este privilégio, 74 anos após o fim da 2.ª Guerra Mundial. Resta, agora, saber de que lado ficarão os ricos e poderosos generais venezuelanos, o do truculento, brutal e demagogo Nicolás Maduro, ou do povo, quase perdendo sua esperança.

Omar A. El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Pacote para a Amazônia

Concordo plenamente com a matéria "Governo prepara pacote de obras para a Amazônia", publicada na terça-feira (12/2) neste jornal. O Brasil não precisa mais construir usinas hidrelétricas na Amazônia, e sim preservar a floresta para amenizar o aquecimento global. As demandas adicionais de energia elétrica devem ser alimentadas por energia eólica e fotovoltaica, além de um programa organizado de economia de consumo para eliminar os desperdícios no consumo de energia.

John Edgar Bradfield

lbradfi@amcham.com.br

Itanhaém

Sínodo Vaticano

Sobre a reunião dos bispos católicos, o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), disse-o e disse-o muito bem: "Quem cuida da Amazônia brasileira é o Brasil, não tem de haver palpite de ONG estrangeira, de chefe de Estado estrangeiro. O Brasil não dá palpite no deserto do Saara, no Alasca". Na avaliação do governo, a Igreja é uma tradicional aliada da esquerda e do PT. A manifestação do ministro refere-se ao Sínodo que se realizará no Vaticano em outubro próximo, quando serão discutidos assuntos atinentes à Amazônia brasileira.

Parece que o Vaticano esqueceu o sábio conselho "a César o que é de César...".

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

Igreja e Estado

Tem toda razão o presidente Jair Bolsonaro quando diz que vai recorrer aos bons ofícios da Itália para que interceda junto à Santa Sé, a fim de evitar ataques diretos à política ambiental e social do governo brasileiro, durante o sínodo católico sobre a Amazônia. Se a Itália vai fazer alguma coisa, eu não sei. Mas o certo é que a preocupação do governo Bolsonaro é legítima. Tem mesmo de ter olhos e ouvidos nesta reunião eclesiástica para saber o que se passa ali, pois a igreja brasileira está infestada de bispos vermelhos de todos os matizes e nacionalidades, pertencentes à execrável Teoria da Libertação, cuja finalidade é tirar um naco do território brasileiro. Os olhos cobiçosos destes velhacos vermelhos estão voltados para a Amazônia, por causa das suas riquezas. Senhores bispos vermelhos, em 1930, a igreja espanhola contava com 20 mil frades, 60 mil freiras, 31 mil padres e aproximadamente 5 mil comunidades religiosas. Quem conhece a história da guerra civil espanhola certamente conhece os horrores do que aconteceu à Igreja Católica espanhola e seus religiosos, por se envolverem em assuntos de Estado. Nem mesmo o inferno conhece horrores iguais. Uma pálida lembrança deste turbilhão de horrores eu relatei no meu romance "Os Anos de Chumbo". A igreja não é partido político. Com tal sínodo, o que pretende é juntar-se à oposição para afrontar o governo. E o que sempre pretendeu com as suas incursões na Amazônia foi mutilar o território nacional, a fim de entregar parte de suas riquezas a ONGs de atuação obscuras, quilombolas e indígenas sem compromissos com a Pátria.

Abdiel Reis Dourado

abdiel@terra.com.br

São Paulo

Ricardo Boechat

As uníssonas manifestações de apreço ao jornalista Ricardo Boechat por parte de seus colegas de profissão mostram quão carentes de bom jornalismo estamos. Ele conciliava a seriedade com humor, sem deixar de dar a notícia, com uma abordagem crítica. Sinal dos tempos correntes, em que impera o copiar e colar da informação, sem praticar a comunicação.

  

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

A diferença

Todas as atividades têm seus exemplos de capacitação, de pessoas que excedem o esperado em suas atividades. Ricardo Boechat é um deles. De complementador de informação ao âncora na TV, foi promovido âncora. Emblemático, crível, realizou mediações em debates eleitorais. Alçado à rádio, atividade em que era inexperiente, tornou-se locutor radiofônico icônico. Tudo isso após ser demitido de outro conglomerado da mídia. Quando nada mais se esperava dele na área, foi redescoberto, aproveitou a oportunidade e se reinventou. Não era um mero repórter de notícia. Era cuidadoso ao se certificar da veracidade da notícia, porque entendia que a credibilidade era seu patrimônio. Já sua opinião, sabia, poderia ser discordante. Devemos engrandecer tais exemplos para que profissionais de quaisquer áreas entendam a importância de se espelhar nestas figuras e adotar atributos que as levaram a este patamar: o reconhecimento da sociedade em geral. 

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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