Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Pitbulls do presidente

Perfeita a manchete de primeira página do Estado de ontem: Filho ataca ministro e gera crise na volta de Bolsonaro. Dois ataques recentes: Eduardo Bolsonaro, deputado federal, acusou o vice-presidente, Hamilton Mourão, de não ter “traquejo político”; e Carlos, vereador no Rio de Janeiro, pelo Twitter acusou o secretário-geral da Presidência, ministro Gustavo Bebianno, de ter mentido quando disse que havia conversado, por três vezes, com o presidente sobre os problemas do PSL. Deduz-se que foi sobre a candidata laranja a deputado por Pernambuco, que teria recebido R$ 400 mil para a campanha em 2018. A vigilância é implacável, Carlos Bolsonaro está no Rio, mas de olhos e ouvidos no Planalto (A4), por intermédio de um primo que, embora não ocupe nenhum cargo na Presidência da República, ostenta crachá amarelo que lhe permite caminhar livremente nas dependências do palácio, até em locais de acesso restrito. Um absurdo essa regalia. O primo causa desconforto na equipe de governo e ainda pode vazar informações importantes e sigilosas. Hoje em dia, desconfia-se até da sombra, no “ramo” da política em especial. Portanto, ou o presidente doma os seus “garotos”, ou teremos uma crise por semana. 

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@homal.com

Jundiaí

Estranho no ninho

Como assim, a pessoa não ocupa cargo em nenhum órgão da Presidência, mas ostenta crachá que lhe permite caminhar com liberdade nas dependências do Planalto chegando a participar de reuniões restritas? Pode isso?

MARIA ÍSIS M. M. DE BARROS

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro 

Barraco de fundo de quintal

Depois de 13 anos da desastrosa administração do governo do PT e de um intervalo que se pode chamar de apático do governo Temer, temos agora um Executivo no qual, sendo partidário ou não, se depositava grande esperança. Mas o presidente e seus filhos estão pondo a perder o que se poderia considerar um precioso trunfo. É espantoso como, semana sim, outra também, eles criam verdadeiros terremotos. Estão tratando a Presidência do Brasil como se fosse propriedade privada, em brigas de fundo de quintal. A bagunça generalizou-se de tal modo que, nesta altura, se alguém (leia-se ministros, sobretudo os militares) não intervier o futuro se torna sombrio. O barraco é enorme e o pessoal não tem o menor senso de compostura.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

Barueri 

Segure os ‘menudos’

Houvesse o governo Bolsonaro substituído diretamente os governos petistas, diante dos estragos do atual fogo amigo até admitiria que não encontrassem lavadoras de roupas nos palácios, desembarcadas, talvez, em algum sítio de Atibaia. Sou eleitor do presidente e torço por seu sucesso. E da República, por consequência, claro. Seus “menudos” estão passando dos limites! Inconcebível alguém fora da estrutura formal da Presidência gravar e vazar conversas restritas, por divergências pretéritas com membros do governo. Como fica a governança? Lavadas as roupas sujas em casa, o presidente deve convocar os rapazes para aquele tradicional almoço familiar de fim de semana. Ofereça-lhes um novo cardápio, livre de gorduras e calorias, de modo a aproveitar a energia dos meninos que se vem dispersando nos pratos da vaidade. De sobremesa, que tal profiterole republicano com fervente calda de obediência à ética e aos bons costumes? E nada de frituras, hein!

CELSO DAVID DE OLIVEIRA

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Governo em risco 

Talvez ainda seja cedo para arrependimento. Mas os últimos episódios que membros da cúpula do poder federal estão propiciando à Nação vêm tornando essa possibilidade cada vez mais concreta. Para onde irá esta nau chamada Brasil? Não foi eleito para a Presidência da República outro brasileiro que não Jair Messias Bolsonaro. Também não vivemos em outro regime político que não o republicano. A família imperial luso-brasileira não reina mais em nosso Brasil desde 1889, quando do nascimento da República. Portanto, se membros da família Bolsonaro querem estar no Palácio do Planalto governando, devem passar pelo crivo da Nação e ser para tal eleitos. Inadmissível que filho de presidente, seja ele quem for, ponha em risco os destinos do País. Muito séria e lastimável a intromissão do vereador do Rio de Janeiro filho do presidente em atos de governo. As crises palacianas sempre existiram e existirão, mas jamais se devem aceitar pacificamente ingerências familiares de governantes nos destinos nacionais. O presidente, uma vez eleito, não é mais dono de si. A Presidência é uma instituição da República e como tal deve ser respeitada. Ou o presidente toma as rédeas do poder ou o vice-presidente que se prepare para governar o Brasil. Tenham seriedade os srs. governantes, a pauta da Previdência e a da segurança pública são indispensáveis para o futuro imediato do Brasil. A qualidade dos ministros indicados, tal como os srs. Paulo Guedes e Sergio Moro, é uma conquista que os brasileiros de bem não podem perder por atos e vontades de asseclas desprovidos de compromisso com o povo. Se as reformas forem prejudicadas por atos insanos dessas pessoas, as demais instituições democráticas da República terão de intervir para restabelecer a ordem e o rumo no País.

CLÁUDIO ABDUL HAK ANTELO

cláudio@ahantelo.com.br

São Paulo

Intrigas palacianas

Diz o povo que “cachorro de muitos donos morre de fome”. Bastou o chefe estar internado, para que familiares, membros do PSL, ministros e outros ingressassem em interminável contenda, com ofensas, palavras de ordem, corretivos morais e outros ensaios dispensáveis. O presidente retornou agora, refeito do sofrimento hospitalar, e pode pôr a casa em ordem dando um grito de “chega, vamos trabalhar!”. As quizílias domésticas precisam acabar. E vamos em frente, que o Brasil precisa de menos intrigas e mais ações.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Atitude já!

Para manter sua boa imagem perante a opinião pública é imprescindível que o presidente Bolsonaro afaste definitivamente os filhos dos assuntos de governo.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Regime militar

O presidente Jair Bolsonaro deveria aplicar a educação ensinada nos colégios militares a seus dois filhos, ou seja, se não for pela conversa, que seja pelas mãos.

DARCI TRABACHIN DE BARROS

darci.trabachin@gmail.com

Limeira 

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O IMPOSTO DO LEITE IMPORTADO

Ô, Paulo Guedes, aumentar a proteção ao leite nacional é o contrário da política econômica liberal que você defende ("No Twitter, Bolsonaro comemora aumento de imposto de importação de leite", "Estadão", 12/2). Estamos voltando aos governos Geisel e Dilma? Explica de novo para Jair Bolsonaro o que tinha sido combinado e que ele não entendeu direito!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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O LEITINHO

Como bem escreveu William Waack ("O berreiro do desmame", 14/2, A12), a mentalidade predominante no Brasil não é liberal e cada brasileiro demanda seu leitinho. Ora, a prática perversa do "jeitinho" ou do "toma lá, da cá" com certeza cairia a um nível mínimo - aquele ligado somente à natureza imperfeita do ser humano - caso a contribuição compulsória do brasileiro trabalhador-pagador de impostos fosse revertida em saúde, educação e segurança eficazes. Enquanto tal não ocorrer, não há governo de esquerda, centro ou direita que impedirá essas práticas, muitas vezes a única forma de o cidadão espoliado recuperar um pouco de sua autoestima. No Reino da Desigualdade, não há como ser exigida nobreza de caráter dos súditos. Pelo que estou observando, uma parcela dos recém-eleitos congressistas, além de fazerem uma autopromoção barulhenta, já organizou feudos, modernamente denominados de "frente parlamentar", e está disposta a cobrar pedágio a seu bel prazer. Mau sinal.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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RENÚNCIA FISCAL

Quando vejo os senhores Ilan Goldfajn e Paulo Guedes tecendo comentários para resolver a economia, lembro aos dois que a renúncia fiscal aos exportadores dá ao Brasil possibilidades de competir em igualdade de condições com outros países, já que todos os produtos exportados trazem dólares, alimentando a economia e equilibrando as contas. Parece que são obtusos e não veem que não são as exportações ou a renúncia fiscal o maior problema do Brasil, e sim os "gastos internos" com a famigerada folha de pagamento federal. Mas nisso não querem mexer, seja por ignorância ou conivência, já que fazem parte da "tchurma" que mama no governo. No momento em que enxugarem as contas federais, diminuírem as mordomias, as benesses de deputados e senadores, as benesses de juízes e os gastos com "aspones", ficará mais fácil e com toda certeza acertarão, colocando as contas em ordem. Mas será que têm coragem para isso? Ou fica mais fácil aumentar os juros e quebrar os exportadores? E, agindo assim, a quem estão favorecendo? Querem que traduza?

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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QUEDA DE BRAÇO

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, diz que o Brasil não pode menosprezar a China e reclama do suposto corte de subsídio nos setores agrícolas. Contudo, por atual conjuntura panorâmica, dificilmente ela conseguirá pungir o plano econômico do ministro Paulo Guedes. Até porque os agricultores brasileiros passaram a investir nas sofisticadas máquinas agrícolas, no lugar de contratar empregados. Além do mais, quando exporta soja para a China, o Brasil é obrigado a importar os produtos chineses baratos. Mais uma vez, os empregados ficaram prejudicados. Isso porque as empresas brasileiras que fabricavam os produtos similares dos produtos chineses quebraram. Por isso, eu acho que a ministra Cristina não ganhará do ministro Guedes nesta suposta "queda de braços".

Osamu Arazawa arazawaosamu@gmail.com

Londrina

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'TOMA LÁ, DÁ CÁ'

Li no editorial do "Estado" de 13/2/2019 que, para a aprovação da reforma previdenciária, há um grande e delicado trabalho de coordenação política a ser feito. A meu ver, queira ou não o governo, o tal "trabalho de coordenação política" terá de, obrigatoriamente, passar pelo processo institucionalizado e enraizado do "toma lá, dá cá". Quem viver verá.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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PROLE ATRAPALHADA

A prole Bolsonaro é mesmo atrapalhada, basta lembrar as sofríveis declarações de que poderiam fechar o STF com um único soldado, que a CPMF voltaria, e isso omitindo as movimentações atípicas de recursos ilícitos, entre outras. A última "bomba" foi do "infante" Carlos Bolsonaro - que nem do governo faz parte - fritando o ministro Gustavo Bebianno, causando perplexidade. Se a prole não quiser afundar o governo do pai, deveria preservar o seu restabelecimento. Como já dizia aquela senhorinha de Taubaté: "Meu filho, em boca fechada não entra mosquito!".

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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VOLTE PARA O RIO

Este Carlos Bolsonaro é vereador no Rio de Janeiro, mas optou por infernizar o Planalto 24 horas por dia. Desgrude do papai e use essa energia para trabalhar para sua cidade, garoto. 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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CRISES DE CIÚMES

Estas confusões reveladas na mídia entre os filhos de Bolsonaro e políticos parecem, na verdade, ser crises de ciúme. Os filhos, por mais atenção, e os políticos, por mais espaço no poder. Quem deveria prevalecer? Nenhum deles. Acho que todos devem urgentemente procurar psicólogos ou até mesmo psiquiatras. Ciúme é uma doença e, às vezes, mata. O povo não merece isso. Já chegam os desmandos e as roubalheiras nos Três Poderes. Em tempo, não sou psicóloga. Apenas observadora.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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BOLSONARO MANDA INVESTIGAR BEBIANNO

Nesse caso, o presidente deveria mandar esclarecer também o envolvimento do filho dele com o tal Fabrício Queiroz, milicianos e família trabalhando em seu gabinete, e, finalmente, a origem do dinheiro na conta do filho e da esposa.

Marisa Bodenstorfer baica53@googlemail.com

Lenting, Alemanha 

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POLÍTICA DA ESPERTEZA

O ruim não é o presidente ter escolhido espertalhões para seu ministério, o ruim é se não corrigir o erro. 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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IMPEACHMENT NO STF

Muito mas eficaz e rápido do que a CPI Lava Toga, que foi arquivada, seria o impeachment de Ricardo Lewandowski, pelo que fez no impeachment de Dilma Rousseff; de Dias Toffoli, pela usurpação de decisão que seria do Congresso e do Senado; de Gilmar Mendes, por tudo; e de Marco Aurélio Mello, pela tentativa de soltar quase 200 mil presos condenados em segunda instância, alguns perigosíssimos.  Bastava isso. 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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NAS MÃOS DAS QUADRILHAS?

Já assinei vários abaixo-assinados pedindo impeachment de alguns ministros do STF. Depois da pressão contra a Lava Toga, alguém em sã consciência acha que algum senador terá lisura, independência para apoiá-la? Depois das últimas eleições, continuamos ou não nas mãos das quadrilhas organizadas da República? A conferir...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O ENCONTRO DE ONYX E TOFFOLI

Absolutamente espúrio qualquer entendimento entre STF e Parlamento. Dias Toffoli, que nem sequer teve a dignidade de se declarar suspeito nos julgamentos que envolveram José Dirceu, de quem ele foi assessor, e que fere as regras de independência dos poderes ao determinar voto fechado para a eleição de presidente do Senado, mesmo depois de esmagadora maioria (50 a 1) do Senado se manifestar pelo voto aberto, não pode ser ouvido nem atendido. Ele não dignifica o STF agindo de forma no mínimo duvidosa e em prejuízo de uma Justiça isenta.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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SUPREMA IGNORÂNCOA JURÍDICA

Alguém explique ao ministro Toffoli e ao dr. "Vladimir", seu colega, a diferença entre os artigos 155 e 157 do Código Penal, furto e roubo, respectivamente! Como agiu furtivamente, o dr. "Vladimir" furtou o processo, e não roubou, como afirmou o ministro em conversa com alunos da USP, cujo vídeo viralizou na internet nos últimos dias.

Albert Henry Hornett hornettalberto@hotmail.com

São Paulo

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LEI MORO ANTICRIME

A coluna da Sonia Racy de 6/2/2019 nos informou que o advogado criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, contumaz defensor de políticos e criminosos (desculpem o pleonasmo...), criticou a proposta do ministro Sergio Moro para alteração de 14 leis visando a endurecer penas e punições contra o crime. Disse o advogado que as medidas propostas são para o pós-crime, que não há medidas preventivas ao crime. Alguém precisa explicar a este senhor que a Justiça é e sempre será reativa ao descumprimento de regras e leis. Quem é responsável pelas políticas de prevenção e a sua aplicação em qualquer Estado de Direito é o Poder Executivo, não o Poder Judiciário. Talvez pelo fato de tanto defender políticos e criminosos, tenha ele se contaminado com a esquerda brasileira e seus seguidores, que são burros, mal preparados e que adoram proferir frases de efeito inócuas, na absoluta falta de algo propositivo e benéfico para a sociedade.

Guilherme Costa Negraes Júnior gnegraes@terra.com.br

São Paulo

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OAB

Fica, aqui, a nota de repúdio às declarações de natureza política do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dr. Felipe Santa Cruz. Ele confunde a representação que preside com sua fidelidade partidária petista ao atacar a Operação Lava Jato e o nosso ministro da Justiça. Eu, como advogado paulista, veterano, declaro que "ele não me representa" e em todas as redes sociais em que estou me comunicando meus colegas igualmente dizem que "ele não nos representa". Deveria se abster a reduzir as mensalidades, reduzir as mordomias da entidade, defender os advogados contra a anarquia jurídica imposta pelo STF e atuar como nosso representante de categoria, não político. Que se reserve e lute por suas convicções democráticas sem utilizar o nome sagrado da OAB. 

Jose Rubens de M. S. Sobrinho  joserubens@jrmacedoadv.combr

São Paulo

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OS URUBUS...

Será que só eu estou vendo o governo Bolsonaro andar? Enquanto ele está se tratando de uma tentativa de assassinato - jamais averiguada -, observo a Previdência sendo discutida, Sergio Moro transitando entre parlamentares para vender sua pauta, Onyx Lorenzoni se reunindo com Dias Toffoli para apaziguar as relações entre os poderes. O que querem mais os eternos urubus?

Eliana Pace pacecon@uol.com.br

São Paulo

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NO RASTRO DA FACADA

Como pode Zanone, advogado de Adélio Bispo, que esfaqueou Bolsonaro na campanha de 2018, ter recebido R$ 300 mil em sua conta bancária, e o Coaf não se manifestar? Quem depositou esse dinheiro?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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BOLSONARO E A IMPRENSA

Deu tristeza ler a coluna "Por que o presidente lida mal com a imprensa" (14/2, A2), do marxista Eugênio Bucci. Rancor, desprezo, distorção e ideias emboloradas. Dá tristeza também ver a decadência do "Estadão". Meia dúzia de artigos que valem a pena ler. Fininho como uma cartela de frios. Um jornal que abriga um desajustado como Bucci está a merecer pena mesmo.

José S. Morel Filho zzmorel@icloud.com

São Paulo

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ESTRANHO NO NINHO

Lendo neste 14/2 o "Espaço Aberto" do "Estadão", que há tantos anos assino, pude aferir - lado a lado - o abismo hierárquico entre alguns articulistas que frequentam a folha, caso claro de José Serra e Eugênio Bucci, que assinaram, respectivamente, os artigos "Menos juros, mais desenvolvimento" e "Por que o presidente lida mal com a imprensa". O primeiro - que gabarito! - nos brindou com uma belíssima fração de seu vasto conhecimento no campo econômico-financeiro, tecendo oportunos e proveitosos comentários sobre a questão dos juros e sua imbricação com a dívida pública e o drama fiscal brasileiro, matéria útil, maiúscula, irretocável. Dizem, com espírito gaiato, que "de onde nada se espera é daí que não vem nada mesmo", e foi com esse humor que li o artigo de Bucci, o qual, para variar, à falta de coisas mais importantes com que se preocupar no momento, voltou a vergastar o presidente Jair Bolsonaro, recém-saído de uma internação hospitalar, agora pegando como "gancho" para suas invectivas a justa homenagem que o presidente fez ao jornalista Ricardo Boechat, há pouco falecido. É impressionante a má vontade do articulista com o presidente - coisa nunca vista em relação a Lula, o mesmo que vivia a falar em "regulação da mídia" -, seja no curso do mandarinato lulopetista, seja após a deflagração da Lava Jato e o desmascaramento da quadrilha que pilhava os cofres da Nação. Com todo o respeito, não sei o que este "estranho no ninho" faz entre as águias do "Estadão".

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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MEMÓRIA CURTA

Sr. Eugênio Bucci, acho no mínimo hilário o título "Por que o presidente lida mal com a imprensa". O sr. deve ter memória curta, devo lembrá-lo de que a imprensa lidou muito mal com o sr. presidente durante muito tempo. O seu artigo pode ser muito esclarecedor para os alunos uspianos que estão com a cabeça feita, mas o leitor do "Estado" não se enquadra neste perfil. O presidente pode ter suas opiniões e falar sobre elas, e isso não significa que ele tem sempre razão. Mas durante cerca de 13 anos lemos, e não digerimos, os artigos elogiando e tentando incutir na cabeça do leitor quão competentes eram os antecessores de Bolsonaro. Quão "inteligentes" eram as suas opiniões, que, aliás, muito poucas vezes foram questionadas pela imprensa "imparcial" "independente". Por essas e por outras, vamos ficando com as redes sociais, quer gostem ou não.

Neide R. Sper R. Santos neidesper@gmail.com

São Paulo

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CASCA DE BANANA

O articulista Eugênio Bucci enxerga pelo em ovo. No seu artigo de 14/2/2019, diz "note-se a expressão no bom sentido", sobre as palavras do presidente. Seguramente, o presente não tinha nenhuma segunda intenção, este articulista procura pelo em ovo. É desagradável. É muito cedo para jogar contra, deveria torcer para as coisas darem certo, e não jogar casca de banana, como o PT faz.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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EUGÊNIO BUCCI

O professou Eugênio Bucci ainda não se acostumou com a derrota. Ele se acha, mas é fraquinho, fraquinho.

Germano Rafael Biotta Mariutti geragro70@gmail.com

Ribeirão Preto

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EXTREMA UNÇÃO

Lula escolheu Fernando Haddad para substituí-lo como líder do PT. Para quem esperava um renascimento do partido, apenas vai assistir a colocação da lápide.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PASSADO

Os petistas não têm presente e muito menos futuro, somente um péssimo passado.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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TRANSFERÊNCIAS DOS PRESÍDIOS

Demorou para ser feita a faxina nos presídios e as transferências para os federais de segurança máxima ("Marcola e 21 membros da cúpula do PCC são transferidos para presídios federais", "Estadão", 13/2). Falta, agora, transferir o preso de Curitiba para cela comum.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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OS MILITARES E O SÍNODO CATÓLICO

Pela minha idade, pude acompanhar pessoalmente todo o período da ditadura militar, que, por sinal, nunca contou com minha simpatia. Entretanto, precisa-se reconhecer que, apesar da censura e da repressão truculenta, os militares da época nunca chegaram ao ponto de interferir num Sínodo católico e na política externa do Estado Vaticano, como atualmente vem querendo fazer o general Heleno Augusto. Também gostaria de lembrar ao ilustre general que o Estado Vaticano nada tem que ver com a República Italiana, a não ser pela proximidade geográfica. Assim, os pedidos de interferência ao governo italiano são totalmente inócuos e vão contra as mais elementares normas de bom senso diplomático. Talvez o nosso chanceler Ernesto Araújo não saiba disso ou tenha se esquecido de informar ao general Heleno.

Maria Julia Pacheco do Canto e Castro juliapcastro@gmail.com

São Paulo

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CALAR É OURO

"Heleno afirma que só fala se convocado" ("Estadão", 14/2). No meio político existem critérios muito diferentes do meio militar. Na política, muitas vezes, quando ocorre em evento desfavorável, é melhor fingir-se de morto, como se nada tivesse a haver, bem como suportar estoicamente enquanto dure o evento, preferivelmente calado. O Sínodo que acontecerá em Roma em outubro é um lance do "clero progressista" que quer voltar ao protagonismo, discretamente apoiado pelo papa Francisco, que joga um jogo duplo acendendo uma vela a Deus e outra ao diabo. Neste contexto, por mais imoral que seja, mesmo na Santa (e não tão) Madre Igreja, calar é ouro, pois os prejuízos serão menores.                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ASSIM NÃO DÁ!

Continua-se a procurar corpos em Brumadinho (MG), a população vive aterrorizada com a possibilidade de novos rompimentos de barragens, continuam também as cruéis evasivas da Vale em indenizar os mortos e afetados pela sua irresponsabilidade em Mariana (MG), e jovens atletas têm a vida ceifada por negligência de um clube e também em razão das recorrentes omissões de servidores do Rio de Janeiro, bem como de autoridades que, inaceitavelmente, atuam somente no pós-tragédia, raramente saindo dos confortáveis gabinetes para desfilar em seus ternos e gravatas. Enquanto isso, em Brasília, os Poderes Legislativo e Judiciário se digladiam num espetáculo próximo do circense e distante da angustiante realidade que a população vive, além de esta estar totalmente desguarnecida da tutela do Estado brasileiro, sem serviços de saúde, educação, segurança e exercício da cidadania. É um total desrespeito com aqueles que pagam a conta. Eleitos, nomeados ou contratados tornam-se cegos ao desespero coletivo que está tomando conta dos brasileiros, muito próximos de tomarem as ruas e a situação fugir ao controle. Já vimos isso em tempos recentes. Buscam repetir? Definitivamente, assim não dá!  

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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AINDA A TRAGÉDIA EM BRUMADINHO

A edição da revista "Veja" desta semana, datada de 13/2/2019, informa que na mina de Feijão, logo acima da barragem de Brumadinho (MG), ocorriam 23 detonações mensais de minério. Isso significa algo como detonações diárias, com exceção de sábados, domingos e feriados. Em programa assim, numa cava pequena como a daquela mina, é normal que as dinamitações sejam dadas preferencialmente no horário de almoço ou, alternativamente, no final do dia de trabalho. A barragem, situada a menos de 3 km da cava, cedeu na hora do almoço. Alguém pode informar se o pessoal da dinamitação da mina foi ou não atingido pela queda da barragem e, se não foi, o que diz sobre ela em relação ao desmonte do dia do acidente? Em outros termos: foi feita dinamitação no horário do almoço daquele dia?

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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CULPA GENÉRICA

Apurar responsabilidades no Brasil é o mesmo que procurar agulha no palheiro, mas, afinal, quem foi o culpado pela tragédia? O fabricante, o material, o sentinela, o alarme, o gestor anterior, os fiscais, o engenheiro, a obra, a crise, o último funcionário da empresa, os desaparecidos? Pois bem, é tanta gente que não foi ninguém.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A REESTATIZAÇÃO DA VALE

Eu não sabia que a Vale tinha sido reestatizada. Eu não estava entendendo as atitudes da Vale com a questão ambiental. Agora, creio que captei o motivo. A Vale sempre foi pioneira em cuidados ambientais desde 1980, com a instalação de um setor de meio ambiente na presidência e, depois, nas áreas operacionais, inclusive das coligadas e controladas. A empresa privatizada gravou com perpetuidade uma reserva de 20 mil hectares de mata atlântica no município de Linhares (ES) e instruiu a Presidência da República para a criação da Floresta Nacional de Carajás, com 411 mil hectares de floresta amazônica, por meio de um estudo técnico da Vale e do Ibama. O trabalho regulamentava as áreas de mineração e as condições ambientais e fora inspirado nas florestas nacionais americanas. Havia a recomposição das áreas mineradas com barragem de rejeitos. As ferrovias tiveram suas margens reflorestadas, os navios da Docenave foram monitorados, enfim, havia uma ação e preocupação com o meio ambiente e com as áreas vizinhas às barragens. Infelizmente, concluí que a reestatização da mineradora foi uma das causas do desastre de Mariana e Brumadinho.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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UMA JOIA

O presidente da Vale disse em Brasília que a empresa é uma joia, mas será que por isso tem o direito de não cumprir nada, emporcalhar a cidade, matar pessoas, detonar a natureza do lugar e ainda não pagar multas e enrolar e postergar direitos como nunca antes? Se foi isso que disse, então o Brasil chegou sem dúvida ao fundo do poço da vergonha e da imoralidade. E, pior, não vi durante estes três anos da vergonha chamada Mariana os ditos formadores de opinião e artistas famosos - e até a tal imprensa investigativa - repetir tantas vezes, como fizeram com Flavio Bolsonaro, por exemplo, ou algo deste novo governo.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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CPI DA VALE

Kkkkkkkkkkkkkkk! Outra enganação!

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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FOTOS

Um dirigente da Vale mostrou recentemente na televisão duas fotos aéreas da parte superior da barragem de Brumadinho. Em uma, a mais antiga, via-se que havia uma grande quantidade de água no topo; na outra, mais recente, via-se que a vegetação já havia ocupado uma boa parte desse topo. O que me leva a voltar a este assunto é o fato de o dirigente dizer que as coisas estavam melhores porque a vegetação indicava isso. Ora, sabe-se que para a vegetação existir tem de haver água, e por isso chamo a atenção para este fato, porque se esta mesma análise também estiver de alguma maneira servindo de base para medir os riscos nas demais, é de todo conveniente que se reveja este tipo de análise (sei que há outros, mas o dirigente, ao se servir deste, deixou dúvidas), porque a barragem de Brumadinho indica claramente que mesmo com a vegetação tudo pode vir abaixo sem prévio aviso. No meu entender, o melhor é não haver acomodações e retirar preventivamente as pessoas e animais das áreas de risco das demais barragens, caso haja esses riscos, e ao mesmo tempo proteger os rios com diques, não do tipo que se coloca hoje dentro deles, mas fora deles, com diques de concreto nos lugares certos. A vida tem de prevalecer.

José Carlos Piçarra jcpicarra@hotmail.com

São Paulo

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'ONDE ESTAVA DEUS?'

O papa Bento XVI, Josef Ratzinger, ao visitar o Campo de Concentração de Auschwitz, perguntou: "Onde estava Deus?". Alguém perguntou "onde estava Deus?" ao se deparar com as cenas terríveis do tsunami na barragem da Vale em Brumadinho. Estava comprando ações da Vale, em queda de 28% na Bolsa de Valores, revendendo dias depois e ganhando 10% de lucro.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A MORTE DE RICARDO BOECHAT

Todas as manhãs, às 7h30, minha esposa e eu sintonizávamos a TV Band News para assistir aos comentários de Ricardo Boechat. Mesmo que estivessem assistindo a outro canal de TV, naquele horário mudávamos para a Band News. Na última segunda-feira não foi diferente. E, por uma incrível coincidência, seu comentário derradeiro foi como a impunidade que impera neste país, que não é levada a sério pela população e, principalmente pelo poder público, é a principal responsável pelos seguidos desastres causados por empresários inescrupulosos. Aqueles que, ao contrário dos que se orientam pela boa prática e respeito às leis, se orientam apenas pelo lucro fácil e jamais pelo respeito à vida humana. E Boechat chamou a atenção para o fato de que a tragédia que vitimou dez garotos do Flamengo, alojados num muquifo, deixou para trás a tragédia de Brumadinho, cuja procura dos corpos ainda nem terminou. Ponderou que a tragédia do Rio de Janeiro também foi impactante e entendia a atuação da imprensa, mas não deveríamos jamais esquecer tais tragédias. E citou matéria da Globo, de Aline Ribeiro e Thiago Hardy, que levantaram o número de vítimas fatais em tragédias provocadas por empresários inescrupulosos e a leniência dos poderes públicos desde 2007, encontrando o impressionante número de 1.774 mortos. E eis que, por um capricho do destino, pouco mais de 4 horas de seu comentário, Boechat também seria vítima desta praga, numa queda de helicóptero, que não tinha autorização para transportar passageiros. A empresa proprietária do aparelho já fora multada pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) em 2018, mas continuou a transgredir a lei. Ora, a Anac deveria ter apreendido o aparelho, e não apenas multar, pois estavam em jogo vidas humanas, como acabou acontecendo. Pode até ser que a Anac não tenha respaldo legal para tanto, mas deveria ter. A empresa Zum Brazil, agência responsável que organizou o evento em que Boechat fora dar a palestra em Campinas, afirmou fazer "seleção criteriosa" dos prestadores de serviço. Tão criteriosa que não constatou que a empresa havia sido multada em 2018. Assim, o grande jornalista juntou-se às 1.774 vítimas citadas por ele no seu último comentário, que agora são 1.775. E o piloto, que também morreu no acidente, era um dos proprietários da empresa.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PELO EM OVO

A imprensa está batendo numa tecla de que o helicóptero que caiu e vitimou o jornalista Ricardo Boechat não estava autorizado a transportar passageiros, só a fazer voos aerofotográficos ou filmagens. Isso é uma grande bobagem burocrática, pois não foi o que causou o acidente. O que causou o acidente foi uma falha na turbina (motor) da aeronave. Para fazer voos aerofotográficos ou filmagens o aparelho teria de transportar um ou dois fotógrafos ou cinegrafistas, mais os equipamentos (aumentando o peso transportado) e fazer manobras mais perigosas do que seguir de um ponto ao outro só levando uma pessoa. Parem de procurar pelo em ovo!

Claudio Rodolfo Saltini Peschke claudiopeschke@gmail.com

São Paulo

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BIBI FERREIRA

A maior, mais brilhante e longeva (quase um século!) estrela dos palcos brasileiros transformou-se na mais luminosa estrela no céu do País. Um raríssimo talento de múltiplas competências - atriz, cantora, música, diretora, dançarina, autora e compositora -, com desempenho excepcional em todas elas. Parodiando o inesquecível verso do "Soneto de Fidelidade", de Vinícius de Moraes, "e assim quando mais tarde me procure a morte, angústia de quem vive, eu possa lhe dizer do amor que tive pelas artes dramáticas. Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure". Viva Bibi!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INSPIRAÇÃO

Com a partida da diva Bibi Ferreira, ela deixa, além do imenso talento cultural e artístico, a postura classuda de uma mulher que viveu intensamente seu longo tempo de vida. Que seu exemplo sirva de inspiração a todos nós, para continuarmos esta jornada no sentido de que possamos ajudar na construção da grande nação brasileira, que ela sempre honrou em toda a sua vida.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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PRÉ-LIBERTADORES 2019

O São Paulo Futebol Clube (SPFC) deu vexame histórico ao ser eliminado da Pré-Libertadores de 2019 pelo pequeno time Talleres, de Córdoba, Argentina, que ocupa apenas a 12.ª posição no Campeonato Argentino. Lembrou o Corinthians diante do Tolima, em 2011. Envergonhou o futebol paulista e, mais ainda, o futebol brasileiro pentacampeão mundial. Impressionante a decadência são-paulina. O ex "Soberano" hoje é motivo de piadas.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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