Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2019 | 06h00

Governo Bolsonaro

Ficção x realidade

Se um estrangeiro, desconectado da lamentável História brasileira, lesse o editorial ‘Filhocracia’ (15/2, A5), acharia tratar-se de um conto ficcional. No enredo, o filho da maior autoridade do País chama um ministro de Estado de mentiroso, com o pai no Twitter atestando a atitude do rebento. A narrativa fica por conta do comportamento constrangedor desse pai, agindo sem a consciência de ser ator institucional da República e tratando seu governo como assunto doméstico. Suas iniciativas igualam-se a um reality show. E o texto se encerra com o personagem presidente recebendo uma lição de moral: não é um bom pai, não soube ensinar limites aos filhos. Infelizmente, porém, seria preciso explicar ao estrangeiro não se tratar de literatura, e sim de um esclarecedor editorial desnudando a realidade vivenciada pelos brasileiros, que, recorrentemente, aguardam um autêntico líder que nos tire deste buraco institucional, cada vez mais fundo a cada governo.

Honyldo R. Pereira Pinto

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Fim do filhotismo

Parece ter faltado a Jair Bolsonaro a percepção de que os brasileiros votaram nele para presidente da República, e não em sua família. Em boa hora vem a anunciada decisão de afastar a prole do Palácio do Planalto.

Eliana Pace

pacecon@uol.com.br

São Paulo

Sem palpites

É bom mesmo os pimpolhos do presidente Bolsonaro pararem de dar palpites no Palácio do Planalto, pois estão atrapalhando o seu governo. Que eles cumpram honesta e dignamente os mandatos para que foram eleitos.

Emerson Luiz Cury

emersoncury@gmail.com

Itu

Volta às origens

Dia após dia temos visto as escaramuças e interferências ilegais e indevidas na administração federal de filhos do nosso presidente, ora de um, ora de outro, atingindo ministros de Estado e até ao respeitável vice-presidente da República, gerando animosidades, atrapalhando o andamento dos trabalhos e obrigando à réplica de algum membro da alta cúpula do governo atacado e desmoralizado publicamente. Mas pior é o próprio presidente vir a público desmentindo ministros e até o vice-presidente! Uma vergonha... Esses meninos não se contentam em ter invejáveis privilégios como filhos do mais alto dignatário do País? Esperamos que esses garotos, como diz o pai, eles, sim, retornem às suas origens. 

Ubiratan de Oliveira

uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

Crise palaciana

O que o Brasil precisa e merece, agora, é ser governado por mãos firmes, e não por picuinhas.

 

M. do Carmo Z. L. Cardoso

zaffalon@uol.com.br

Bauru 

Coração e mente

O presidente Jair Bolsonaro, vitimado por atentado até agora pouco esclarecido, ainda não conseguiu dar início às suas atividades normais e, portanto, não pôs todo o seu potencial à disposição do povo que o escolheu neste momento extremamente delicado do País, tão necessitado de reformas vitais. Assim, toda a sociedade espera que, com a saúde recuperada, ele passe a dedicar coração e mente à sua difícil tarefa e, paralelamente, controle alguns de seus familiares cujos impulsos impensados somente são úteis aos farejadores do “quanto pior, melhor”, ansiosos por corroer, no prazo mais curto possível, as bases do projeto nacional, que mal se iniciou.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

A que veio?

A vitória de Jair Bolsonaro nas urnas incomodou muita gente, seja na esfera social, nos órgãos públicos, nos segmentos midiáticos, na política, no empresariado que não quer perder benesses e subsídios, nos cargos de confiança e nos escalões em que ainda transitam resquícios do reinado petista. Por essas e muitas outras é que estão querendo achar pelo em ovo para desequilibrar o seu governo, até agora muito bem estruturado, com pessoas experientes e capacitadas. Pegaram no pé de vários ministros e fazem a maior fofocagem. Só não pegaram no pé do ministro Sergio Moro porque o ibope dele é imbatível. Agora querem que o presidente faça em 44 dias o que não foi feito em 30 anos de uma democracia de figurino, essa mesma que dizem que Bolsonaro quer estraçalhar. O presidente que dê de ombros a tudo isso e mostre daqui a quatro anos a que veio.

Manoel Braga

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Missão primordial

A mídia não está entendendo. Bolsonaro não foi eleito para fazer um governo perfeito e sem problemas. Bolsonaro foi eleito principalmente para estancar a roubalheira petista e dar um fim à corrupção que domina toda a administração pública federal.

André Luis Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

Federais em ação

O presidente Jair Bolsonaro, com muita veemência, determinou à Polícia Federal que investigasse, urgentemente, seu ministro Gustavo Bebianno. Essa determinação, porém, não foi estendida ao esclarecimento das movimentações atípicas de um dos “menudos”, o filho senador. Dois pesos e duas medidas?

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

De laranjas

Outros partidos, além do PSL, não teriam tido também candidatos laranjas nas eleições 2018? A conferir.

Vital Romaneli Penha

vitalromaneli@gmail.com

Jacareí 

Em São Paulo

Jardim Pantanal

A cada chuva, nos últimos 20 anos, os moradores desse bairro da zona leste de São Paulo perdem tudo o que possuem, pois ali não há nada de jardim, mas tudo de pantanal. Há uma briga entre governo do Estado e Prefeitura sobre quem é responsável pelas obras de saneamento. Se o sr. João Doria não conseguiu cobrar do governo de Geraldo Alckmin, agora como governador tem de resolver com o prefeito Bruno Covas essa questão vergonhosa, já que a Prefeitura pouco fez pela cidade na atual gestão. Deveriam todos se entender, uma vez que os três citados são do mesmo partido.

Stanko Svarcic

ssvarcic@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Carlos Bolsonaro

O exemplo de como vem sendo tratada pelo governo Bolsonaro a suspeita de irregularidades na campanha eleitoral do PSL - à época presidido por Gustavo Bebianno, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República - é por tudo lamentável, em especial pela participação de Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente. Embora não tenha cargo no governo do pai, com frequência ele age como se fosse seu porta-voz, e foi dessa forma que acusou Bebianno de haver mentido sobre conversa em que este teria tratado do assunto com o presidente. Por sua imaturidade e seu temperamento explosivo, Carlos se envolve em assuntos que não lhe dizem respeito e provoca ou agrava crises que podem debilitar a credibilidade do novo governo. Está na hora de Jair Bolsonaro decidir se governará como um estadista e deverá, para tanto, afastar de seu entorno aqueles que, mesmo sendo seu filho Carlos, por bem intencionados que eventualmente sejam, só agregam dificuldades. Tomara que seja assim, do contrário Bolsonaro passará para a história como mais um desastre produzido pela indigente política brasileira. E só para lembrar: a conta sempre vai ser paga pela Nação.

Sergio Ridel

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Crise no governo

Como se sabe, o ex-presidente do PSL Gustavo Bebianno despontou há pouco no cenário nacional como o entusiasta e apoiador de primeira hora da candidatura de Jair Bolsonaro. Coube a ele a delicada e intrincada costura política de bastidores para que o presidente encontrasse no partido a base de sustentação para que fosse lançada sua candidatura à Presidência. Diante do imbróglio desta semana, envolvendo Carlos Bolsonaro e o atual poderoso ministro da Secretaria-Geral da Presidência, cabe alertar a todos: se o advogado Bebianno caísse, não cairia sozinho de boca fechada... Quem sobreviver verá.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Doa a quem doer

Correta a decisão de Jair Bolsonaro de não conversar, mas sim pressionar o ex-presidente do PSL Gustavo Bebianno pelas verbas de campanha eleitoral de 2018 destinadas a uma "laranja" que se encontra "sumida". Na verdade, o mesmo procedimento do presidente deveria ser destinado ao "filhão" Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz, pelas movimentações atípicas detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que até agora estão em stand-by. Ora, presidente Bolsonaro, o povo de bem aguarda suas providências neste caso também. Afinal, seu lema é "doa a quem doer", não é mesmo?

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Hora de sentar o facho

É inacreditável. Seria cômico, se não fosse patético. O governo com imensos problemas para resolver, muitos deles há décadas insolúveis, com o presidente da República ainda recuperando a saúde, com os brasileiros sonhando com dias melhores, e eis que cai no colo de Bolsonaro, recém-saído do hospital, um tremendo abacaxi: um arranca-rabo de um ministro, com assento no Palácio do Planalto, com Carlos, dublê do filho do chefe da Nação e farejador insaciável de problemas. Carlos deveria sentar o facho. Natural que tenha amor e adoração pelo pai. Mas está exagerando. Em todas as sombras e falatórios identifica inimigos do pai. Casa dividida é prato cheio para os adversários. Carlos não é funcionário do governo. Como vereador no Rio de Janeiro, deveria exercer o mandato integralmente ou entrar de licença, para que o suplente assuma. Depois, então, quem sabe, ser nomeado, com toda pompa, por Bolsonaro conselheiro-mor do governo. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

Inadmissível

Bolsonaro, lembre-se, não é mais um deputado obscuro, mas o presidente da República, e nesta posição não pode permitir que  seus filhos passem o tempo todo se comportando como participantes do governo, chegando a confundir seus eleitores. Começa pelo filho Flávio, senador envolvido numa situação estranha que, a bem do governo e principalmente do pai, deveria renunciar ao cargo e responder à acusação sem usar do privilégio - e, acima de tudo, calar a bocarra e se eclipsar. Outro, Carlos Bolsonaro, faz questão de vir a público para acusar e provar que um ministro do governo mentiu quando disse ter conversado três vezes no mesmo dia com o presidente Bolsonaro. Trata-se de um problema que cabe não a ele, mas apenas ao pai, que discretamente pediria ao acusado que se demitisse com alguma desculpa, como evitar prejuízos ao governo. Da forma como o filho usou as trombetas de Jericó, para unicamente aparecer para o público, o dito cujo recusa ser demitido e coloca o governo numa situação ruim, até porque da forma como o assunto foi tratado, obviamente, ele terá respaldo de membros de seu partido, justamente quando há necessidade de aprovação de políticos para assuntos sérios a serem votados no Congresso. Para não passar em branco, outro filho seu, Eduardo, também para fazer figuração na mídia, declarou recentemente que o vice, Hamilton Mourão, não tem traquejo na política. O que resulta dessa idiotice? Que Mourão é honesto e, talvez, precise ficar safado como os políticos? Quanto ao "presidente" Bolsonaro, que corte o privilégio dos filhos de usarem a sede do governo como sua casa. E lembre a eles que quem fala demais acaba dando bom dia para cavalo.

Laércio Zanini

spettro@uol.com.br

Garça 

Vaca amarela

"Vaca amarela fez cocô na panela. Quem falar primeiro come tudo dela." Que tal sugerir essa brincadeira para os filhos do presidente?

Lúcia Mendonça

luciamendonca@terra.com.br

São Paulo 

Nepotismo

Enquanto reinar o nepotismo mascarado no Planalto Central, haverá desencontros e excesso de vaidades. Enquanto os filhos de Bolsonaro não ficarem em seu devido lugar, haverá divergências. Basta de "Lulinhas" e filhinhos de papai em nossa República. Filhos que não agregam em absolutamente nada. O presidente foi eleito dignamente, seus filhos não foram eleitos para atuarem ao seu lado. Querem "moleza"? Nepotismo nojento e descarado. Vão trabalhar, amigos. Saiam da aba do papai.

Leandro Ferreira

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

São Paulo

Para que oposição?

Simplesmente criticável o comportamento dos filhos do presidente, que insistem em "governar" com o pai. Até agora, só estão atrapalhando sua gestão. O senador com suas trapalhadas mal explicadas; o deputado com seu boné de Trump; e o vereador, o pior dos três, agindo como um Conselheiro Acácio, mal humorado, atirando ora no vice-presidente (total falta de compostura), ora tornando público um problema palaciano (total imaturidade). Com estes filhos (metidos), o presidente não precisa de oposição!

Godofredo Soares

godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

Solução

Palmadas bem dosadas, às vezes, solucionam problemas de molecada travessa.

Lígia Maria Venturelli Fioravante

lmfiora@uol.com.br

São Paulo

Firma familiar

É da crônica histórica e verdadeira de nossa saga empresarial que as empresas familiares, típica herança de nossa colonização lusitana, amiúde não navegaram a bom porto, dada a confusão que se entrelaça entre os aconchegos familiares e a objetividade racional - por vezes até insensível - que deve guiar o comando de uma empresa. Abílio Diniz dizia que escolhia, entre sua imensa prole, aqueles vocacionados ao trabalho de administrar com gosto e justiça, enquanto os demais recebiam uma paga mensal para não se imiscuírem nos assuntos corporativos. Efetivamente, sob esse aspecto, outros foram os valores da família Bolsonaro, pais e filhos políticos, o primeiro não um bom pai e os segundos não bom filhos, no aspecto mencionado, segundo o editorial de "O Estado" (15/2, A3). O pior é que não se trata de empreendimento econômico, mas da nação brasileira.

Amadeu Garrido

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Irmãos metralha

É uma pena, além de muito lamentável, terem iniciado cedo e muito antes do esperado as crises provocadas pelas declarações de Jair Bolsonaro e seus filhos, os "irmãos metralha". Não era o momento, pelo andar da carruagem.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Os meninos que se acautelem

Militares de altas patentes têm sido convocados a participar do novo governo. Convocados é a palavra certa, pois, além de não haver grandes compensações financeiras, seu desgaste eventual pode contaminar as Forças Armadas. Os políticos, no mesmo caso, terão pouso na oposição, mas os militares estão num trapézio sem rede de proteção. O maior temor que devemos ter é um destes filhos-políticos do presidente se chocar com um general. Atuam contra Mourão dissimuladamente, mas, como diz o vulgo, estes meninos que não se façam de bestas! Mourão não é de fugir do combate, até porque tem uma missão constitucional a cumprir e vai fazê-lo até o fim. Mas qualquer general incomodado com estes rapazes, eleitos com estrondosa votação graças ao pai - e não o contrário -, se estes tentarem derrubar um milico qualquer, particularmente de modo grosseiro e desrespeitoso, poderá ver o desembarque de toda a gente fardada, e aí voltaremos à velha República... E seja o que Deus quiser. 

Roberto Maciel dos Santos

rvms@oi.com.br

Salvador 

Bolsonaro e a imprensa

Sobre o artigo "Por que o presidente lida mal com a imprensa", de Eugênio Bucci (14/2, A2), não sei a quem Eugênio Bucci, notório esquerdista - pois se não o fosse jamais seria professor na ECA-USP -, tenta convencer na sua hipócrita e tendenciosa matéria contra Bolsonaro. Ele deve ter memória muito curta ou muita cara de pau, pois foi desde o famoso bate-boca com Maria do Rosário, em que a harpia petista distorceu os fatos, que o então deputado foi massacrado impiedosamente na imprensa como misógino, homofóbico, racista e outros até a campanha, bem como diversas matérias fundamentaram ações judiciais ineptas. Na campanha, então, com as divulgações de fake pesquisas e fatos, no que só empataria com Marina, que obteve 0,5% dos votos, entre outros, o deixaram bem escaldado. Com a descoberta que venceu por ampla maioria, com apenas apoio das redes sociais, viu a fraqueza da imprensa em influir nos resultados eleitorais, abrindo-se uma caixa de pandora negativa para o setor, pois a partir daí, em termos políticos, ela se mostrou que é um cão sem dentes. O articulista, fiel à sua hipocrisia, critica no final da matéria o decreto que faculta à Abin declarar segredo de documentos oficiais. Um serviço secreto que não pode declarar documentos sensíveis como secretos não seria uma agência de informações digna do nome.      

            

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

A análise de Eugênio Bucci

Em "Por que o presidente lida mal com a imprensa" (14/2, A2), quanta imaginação e arrogância em procurar pelo em ovo ou chifre em cabeça de cavalo nas declarações de um presidente eleito com 78% de votos (desconsiderando o Nordeste). Por sua análise da proporcionalidade entre o elogio e a crítica, feita por um jornalista às palavras de um presidente, sem falar da sua opinião sobre pátria, que para ele é uma coisa ultrapassada, posso imaginar qual o significado de família para ele. Tenha certeza o professor de que sua fase passou e de que meus filhos jamais o terão como professor.

Fábio Cruz

fabiojbhcruz@hotmail.com

São Paulo

Cuba Libre?

Luís Fernando Veríssimo usa do espaço que generosos editores lhe concedem - será que ainda o pagam? - para fazer uma metáfora ruim sobre o acidente em Brumadinho e, mais uma vez, demonstrar reação negativa a qualquer iniciativa do governo federal ("Estado", "O represado", 14/2, C8). E relembra, saudoso, algumas coisas que, segundo ele, poderiam retornar. Duas delas, alegres, a volta do bambolê, acho que nunca saiu de moda, e da Cuba Libre, famoso drinque dos anos 60, cuja mistura vermelha evocava a queda do regime de Fidel. Já a volta da pena de morte, imagino que ele tenha se inspirado no regime cubano que a pratica dia sim, outro também. No mínimo, deixam morrer de fome um inimigo político. Até quando vamos ter de aguentar a coluna deste senhor nas páginas do jornal? Façam uma enquete com os leitores!

Marco Antonio Esteves Balbi

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Difícil de acreditar

Luis Fernando Veríssimo afirma que Jair Bolsonaro foi eleito pela ausência de Lula. Será que ele não lê o jornal no qual escreve?

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Triste e patético

Sou eleitora do Bolsonaro e hoje estou envergonhada e triste. Ele é patético. Pensa que ainda está em campanha! Vestir uma camiseta de jogador de futebol numa reunião ministerial ("Estado", 15/2, primeira página)? Se toca, senhor presidente! Seus ministros devem estar horrorizados e envergonhados.

Tânia Melo Franco

taniamelofranco@gmail.com

São Paulo

A Previdência e a camiseta

Logo após o projeto da reforma da Previdência, enviado pelo governo ao Congresso, ter sido aprovado pelo mercado e por analistas responsáveis especialistas no assunto, o presidente Jair Bolsonaro foi fotografado vestido de forma despojada enquanto se reunia com seus auxiliares. É muito interessante notar como parte - não pequena - da opinião pública parece estar dando muito mais importância à origem da camiseta do Palmeiras usada pelo presidente do que com a reforma propriamente. São várias as explicações para esse fenômeno, sendo uma delas, talvez a principal e a mais condenável, a intenção de denegrir a imagem de Bolsonaro a cada "bola dentro" do governo. Freud explica e os que anseiam por um Brasil melhor lamentam. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Reforma da Previdência

A discussão da reforma da Previdência aborda como essencial apenas aspectos econômicos. Mas é preciso levar em consideração alguns dados, como as contribuições de patrões e empregados, que atingem R$ 195,19 bilhões, para cobrir aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais para mais de 30 milhões de pessoas. Por outro lado, os funcionários públicos, civis e militares, e também servidores do Distrito Federal, todos pagos pela União, atingindo 1 milhão de pessoas, teve um déficit de R$ 95,1 bilhões. Como se constata, a solução para o problema previdenciário não pode ficar restrita a alguns economistas, mas envolver amplos setores, pois tem que ver com a área social, um fator muito importante.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Militares da reserva

Sobre a manchete "Previdência: menos de 1% de militares da reserva é convocado" ("O Globo", 10/2), prefiro pagar religiosamente seguros de vida, saúde, patrimônio e afins, sem usá-los. Para a minha defesa e da Nação, é melhor que ninguém seja convocado. Sinal de paz! De qualquer forma, apesar dos desafios decorrentes da falta de recursos orçamentários, não devemos desdenhar o amanhã, razão pela qual a tropa deve estar preparada diuturnamente, sem medos, para os chamamentos constitucionais e até domésticos, no socorro às vítimas de catástrofes naturais e tragédias decorrentes da ganância financeira, desídia, negligência e irresponsabilidade do homem no trato da coisa pública, que ceifam vidas de inocentes irmãos.

Camila David de Oliveira

camilapdavid@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Não é justo

Quando autoridades e especialistas de gastos públicos informam que o País gasta 28% do PIB com servidor e Previdência, silenciam que tal alto porcentual se deve basicamente a um minoritário grupo elitizado dessas categorias de trabalhadores estatais. Com essa omissão, jogam toda a culpa deste disparate econômico sobre a laboriosa classe de servidores, que serve para dificultar a reforma das contas públicas, mantendo-se assim os privilégios das castas privilegiadas do setor, o que não é justo.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Ordem e progresso

Em primeiro lugar, os grandes devedores da Previdência precisam pagar o que devem. Inclusive porque fazem uma concorrência desleal a quem recolhe seus tributos em dia. Qualquer reforma que não combata a sonegação será injusta e ineficaz. A lei deve ser igual para todos.

Alvaro C. G. Gemignani

alvaro.cg.g@hotmail.com

São Paulo

Mamando nos subsídios

Em entrevista ao "Estadão" ("'Desmame de subsídios não pode ser radical'", 11/2, B1), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, diz que é contra o corte de subsídios ao setor, como pretendido pela equipe econômica do governo, já que também é produtora agrícola. E, para justificar a defesa de continuar mamando nas tetas dos subsídios, que tem prejudicado o equilíbrio fiscal nos últimos anos, diz que o setor agrícola responde por 20% do PIB nacional. É verdade! E, certamente, todos nós, brasileiros, estamos aplaudindo essa competência e produção de alimentos no campo. Ora, nem por isso justifica este setor, felizmente hoje rico, ficar choramingando subsídios. Da mesma forma, tem sido ruim para o País o corporativismo da bancada ruralista, que tem conseguido aprovar no Congresso benesses para o setor, como o perdão de dívidas, Refis, etc. Aliás, corporativismo muito parecido com o dos servidores federais sedentos por privilégios... Muito melhor seria para esta ministra se demonstrasse sua preocupação com o monstruoso déficit fiscal, herança maldita do PT, e ser mais uma voz a abraçar o fim, ou a redução, da maioria dos subsídios, como ocorre para diversos setores da atividade econômica, que geram uma redução de arrecadação acima dos R$ 200 bilhões por ano. E quem paga essa azeda e nefasta conta são os 210 milhões de brasileiros. Mesmo porque, devido a essa literal orgia com recursos dos contribuintes, hoje o Brasil apresenta o caos na saúde, uma educação pública sem qualidade, falta de saneamento básico e até o caos nas estradas, ferrovias, portos e hidrovias que poderiam já estar transportando a um custo menor a produção nacional, incluindo principalmente a agrícola. Essa é a grande verdade! Está mais do que na hora de o empresário brasileiro se desgarrar ou desmamar das tetas do governo. Estes bilhões de reais sugados do erário em subsídios já teriam há tempos garantido o nosso desenvolvimento econômico e social.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Falta de harmonia ou sintonia

A manchete "Ministra da Agricultura ataca 'desmame radical' de subsídios" demonstra que o presidente Bolsonaro ou o vice, Hamilton Mourão, precisa ou precisam fazer uma reunião com os ministros e presidentes de órgãos da administração indireta no sentido de que antes de qualquer manifestação a respeito de suas respectivas pastas, o façam em sintonia, entre eles, para evitar a desarmonia e dar a impressão de que cada um faz o que quer no Planalto. Não é possível nem normal que ao menos a ministra da Agricultura e o ministro da Economia não conversem entre si, e assim por diante, antes de darem declarações. Aliás, isso serve também para o presidente, o vice, os filhos e deputados aliados. 

Ruyrillo Pedro de Magalhães

ruyrillopedro@gmail.com

Campinas 

A ministra tem razão

A ministra tem razão, reduzir benefícios à agropecuária, maior estrela do comércio exterior, é o mesmo que assinar atestado de burrice, uma vez que o agronegócio proporcionou 42,40% da receita de exportações do País e se manteve como o setor mais competitivo da economia nacional, além, é claro, de garantir boas condições de abastecimento interno e contribuir para o controle da inflação e o bem-estar das famílias. Fazer desmame radical em setor competitivo é demasiadamente arriscado. Será que o ministro Paulo Guedes não sabe que em time que está ganhando não se deve mexer?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Obras na Amazônia

Sobre a matéria "Governo prepara pacote de obras para a Amazônia" ("Estado", 12/2), Jair Bolsonaro, presidente da República legitimamente levado ao cargo por sufrágio universal em eleições limpas em outubro, é considerado um político oriundo do "baixo clero", pois em seus 28 anos de mandato como deputado federal (salvo alguns enganos não significativos para o que quero dizer) nada fez, a não ser dar a entender à mídia que ora o observa om olhos de "sapiências" ser um elemento daquela baixaria: insípido e inodoro, que lá, na Câmara dos Deputados, só esteve para usufruir de "certas" benesses, tão comuns naquele ninho de cobras. Pois bem, como presidente, está a anunciar medidas que, para mim, denotam que as mesmas emergiram e fluíram pela mente de quem, estando no Congresso ao longo destes "tantos" anos, se apercebeu, engrandecendo-se e levando adiante suas ideias patrióticas, que era preciso dar um basta a tantos falsos falaciosos, principalmente os que se ocultam em ONGs que exploram a miséria alheia, Amazônia afora.

Carlos Leonel Imenes

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

Olhemos para o norte

As Forças Armadas consideram o Triplo A como uma ameaça. É uma faixa de terra de 135 milhões de hectares. Abrange uma área rica em minerais raros. Não à toa, é uma área que desperta interesse de vários países. Seria bom o governo começar a olhar por esta região. Este pacote de obras que o governo prepara para a Amazônia pode ser um começo. É preciso que o governo brasileiro comece a olhar para a Região Norte, antes que seja tarde.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Forças Armadas na Amazônia

É justo e de sua função que se preocupem com a segurança nas fronteiras: contra contrabando de drogas e de produtos extrativistas. Mas a fixação no risco de ocupação por potências estrangeiras é quimera. Já poderiam ter aprendido que a abertura de novas estradas só resulta em depredação. Novas hidrelétricas não fazem nenhum sentido. Manaus pode ter o fornecimento de energia elétrica garantido com centrais térmicas alimentadas com GLP, sem novas linhas de transmissão. Prioritário é o combate à extração de madeira e ao desmatamento. Unidades de helicópteros e paraquedistas podem ter grande eficiência nesta tarefa. Os intendentes poderiam dar útil apoio na logística de projetos de recuperação de áreas degradadas. Quanto a "missionários" estrangeiros, caberia prendê-los e extraditá-los. Proponho uma divisão de proteção florestal e fluvial.

Harald Hellmuth 

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Quem é Chico Mendes?

Quando um idiota ocupa o Ministério do Meio Ambiente, estando a serviço das grandes mineradoras e desmatadores, não surpreende que ele ataque publicamente um ícone da luta pela preservação da Amazônia como foi Chico Mendes ("Salles ironiza Marina Silva após ataque por 'ignorância' sobre Chico Mendes", "Estadão", 13/2). O (des)governo de Jair Bolsonaro (PSL) mal começou e já é um show de horrores. Só se vê má-fé e burrice. Tudo tem limites. A única pessoa minimamente sensata e normal no governo é o vice-presidente, o general Mourão. A que ponto chegamos? Impressionante. Até quando a sociedade civil irá tolerar, calada, tamanhas aberrações e o total desrespeito praticado contra o País e o povo brasileiro?

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Chico Mendes

Será que alguém já parou para pensar quem foi, exatamente, este "herói" acreano? Ricardo Salles tem razão ao afirmar "que diferença faz quem é Chico Mendes neste momento?". Foi mais uma invenção do PT, que pertencia a um partido comunista que não existia legalmente e que, posteriormente, se filiou ao PT, candidato não eleito duas vezes, nunca um defensor da floresta, como diziam. Com o seu assassinato, o PT o tornou um herói local para se aproveitar da situação e se infiltrar na floresta. Mais uma falsidade e uma mentira deste partido chefiado pelo maior ladrão que já se viu no Brasil.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Presidiário, eis a questao...

O diretor-geral da Polícia Federal declarou dezenas de vezes que o presidiário Luiz Inácio Lula PT da Silva onera os cofres públicos em R$ 300 mil mensais. Neste contexto, uma interrogação se impõe: por que o Poder Judiciário não decidiu enviar o superdelinquente para uma penitenciária de segurança máxima? Por que continuam com este tratamento diferenciado, privilegiado, para o superdelinquente Lula PT da Silva? Afinal, na Constituição federal, em vigor, está inscrito "que todos são iguais perante a lei".

Gilberto Araujo

gilberto.araujo2077@yahoo.com.br

Capim Branco (MG)

Voto sobre homofobia

Celso de Melo defendeu em plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) o fim das festinhas da mulherada, quando convidam as colegas para informar o sexo dos bebês em formação, com a célebre frase: "Ninguém nasce mulher". Não há assunto mais importante para o STF debater? Aliás, este "time" de 11 ministros é exageradamente remunerado para ficar discutindo o sexo dos anjos. 

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

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