Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2019 | 05h00

Governo Bolsonaro

Não foi pra isso

Irretocável o editorial ‘Filhocracia’ (15/2, A3). De sua leitura fica evidente o sério risco de implosão do governo de Jair Bolsonaro, como consequência das inaceitáveis intromissões dos filhos nos assuntos do governo, a não ser que o presidente de fato tome uma atitude firme e os afaste definitivamente do Planalto. Será ele capaz? O episódio da fritura do ministro Gustavo Bebianno, da forma como foi feita, é inaceitável e demonstra enorme ingratidão com um aliado de primeira hora que foi fundamental para sua eleição e sempre agiu de forma leal para com o presidente. O mesmo se aplica à recusa em admitir o exercício da Presidência pelo vice, general Hamilton Mourão, durante o afastamento hospitalar - como seria em qualquer República digna do nome -, mantendo o governo praticamente parado por duas semanas. Se a ordem política continuar sendo subvertida dessa forma, a Presidência de Jair Bolsonaro terá vida curta. Sem contar que a esquerda, que expulsamos do poder por todos os males que fez ao País, pode crescer em cima dessa bagunça e voltar fortalecida em 2022. Os que torcem contra o governo - contra o Brasil - devem estar rindo de orelha a orelha. Não foi para isso que confiamos o nosso voto a Jair Bolsonaro. 

Jorge Manuel de Oliveira

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Pelo andar da carruagem presidencial e pelas peraltices dos rebentos, o “mito” tem tudo para se transformar num espetacular e retumbante “mico”. Vamos aguardar e torcer para não termos mais essa decepção.

Renato Otto Ortlepp

renatotto@hotmail.com

São Paulo

Reforma da Previdência

Saúvas

O presidente Jair Bolsonaro aprovou a idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres, na proposta do governo de reforma da Previdência. Reformas previdenciárias são impopulares porque a maioria não consegue ver que o Estado tem capacidade limitada de atender às demandas. Mas o grande público tem de levar em conta o rápido envelhecimento da população brasileira. A “resistência” petista, inconformada com a vitória de Bolsonaro nas eleições de 2018, tudo fará para tentar torpedear o governo, camuflando seus verdadeiros propósitos com a defesa hipócrita de “direitos” dos pequenos, quando, na realidade, estará defendendo os grandes, que se sentem prejudicados pela reforma quanto a manter os seus privilégios, dados pelos governos do PT. As corporações privilegiadas são como as saúvas. Ou o Brasil vence a batalha da Previdência, ou a Previdência acaba com o Brasil.

 

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Pontos questionáveis

A reforma proposta pelo governo Bolsonaro peca pelo menos em dois aspectos. 1) A idade mínima para aposentadoria deve ser a mesma para homens e mulheres. Se, por um lado, os adeptos de idades diferenciadas defendem as mulheres, por outro, não nos esqueçamos de que no Brasil as mulheres vivem entre cinco e sete anos mais que os homens. 2) Se o déficit previdenciário já se vem agravando há tempos, não há razão para uma transição de 12 anos. Não deveria passar de cinco anos.

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Brasil travado

Pesos e contrapesos

Merecia maior destaque a crônica Idas e vindas, de Roberto DaMatta (13/2). De forma sucinta, o cronista avalia, ironicamente, que se o Brasil fosse atacado e uma parte do seu território, tomada, não teríamos como reagir, tamanhos são a burocracia e o jogo de interesses que nos impedem de realizar qualquer coisa. Concordo plenamente com essa visão. Penso que distorcemos o sistema de pesos e contrapesos que deve existir numa democracia que se preze. Uma Constituição absurdamente detalhista, excesso de leis, regulamentos e normas e a prevalência de interesses pessoais ou de pequenos grupos sobre os da sociedade brasileira travam o nosso futuro e impedem a construção de um Brasil melhor.

Marcos Lefevre

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

Vale S.A.

A joia brasileira

“As pessoas precisam de três coisas: prudência no ânimo, silêncio na língua e vergonha na cara” - Sócrates. Segundo o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, a tragédia de Brumadinho foi um “acidente” e a empresa mineradora é uma “joia brasileira”. Se tivesse vergonha na cara, já teria pedido demissão. 

Luigi Vercesi

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

A Vale é uma joia e não pode ser condenada, assim falou a sumidade de R$ 5 milhões/mês, o presidente da empresa. Pois é... A joia talvez não deva ser condenada mesmo, mas os irresponsáveis que a conduzem, sim!

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Desleixo fatal

Por essa catástrofe que vitimou mais de 300 pessoas realmente não é a Vale que deve ser condenada, mas seus gestores, que depois de Mariana não tomaram providências adequadas. A Vale é uma empresa muito rica e tem a obrigação de adotar as melhores práticas de segurança.

Marco Antônio Martignoni

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

Será que 320 mortos e desaparecidos não são suficientes para o presidente da Vale ter humildade e vergonha na cara para acordar e aceitar que a empresa que comanda é culpada pelo terror instalado? Não dá para deixar por conta de infortúnio e fatalidade. Atitude vergonhosa, joga a lama para debaixo dos que sumiram. Deveria ser preso, ele e seus diretores e técnicos, pois foi erro, desleixo, irresponsabilidade o que aconteceu. Joia, a Vale? Só se for feita de sangue e lama. Oferecer o que for não paga os crimes cometidos, dinheiro não compra a vida de ninguém.

Pedro Eduardo Fortes

pec.fortes@uol.com.br

São Paulo

Tintim por tintim

A Vale diz que a estrutura de Brumadinho “não estava em risco”. Se estiver certa, o que aconteceu, então, para a barragem entrar em colapso? Detonação na cava próxima (o acidente foi na hora do almoço, quando se costuma detonar o minério a lavrar)? Aumento da acumulação de água na barragem? Alguém bateu o pé com força no chão? A Vale tem a obrigação de informar, de forma correta e convincente, a causa do desastre. 

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com .br

Cotia

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Joia brasileira

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, disse que a empresa é uma "joia brasileira" e não pode ser condenada pelo que chamou de acidente ocorrido em Brumadinho (MG), que deixou 321 pessoas, entre mortos e desaparecidos, com poucas chances de localizar os corpos ainda desparecidos, restando apenas contabilizá-los. Desta forma, o certo seria classificar a mineradora como uma joia falsa, ou então uma bijuteria de péssima qualidade. Isso foi dito pelo simples fato de que entre as vítimas não havia ninguém pertencente à sua família, caso contrário, jamais falaria uma discrepante bobagem similar. Né, não?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Bancada da lama

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, teve a petulância de proclamar na Câmara dos Deputados que "a VALE é uma joia brasileira, que não pode ser condenada pelo 'acidente' da Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho". Este senhor deveria ter saído do Congresso algemado! Isso, se o Brasil e seu Poder Legislativo fossem uma nação e um Congresso sérios. A Vale é uma empresa assassina, que matou mais de 320 pessoas pelo torpe motivo de lucro, ganância e ambição desmedida. Lá, no Congresso, conta com a bancada da lama, formada por deputados e senadores pagos pela Vale para defender seus interesses e crimes.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Desrespeito

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, não é só um cara de pau - para não dizer um simplório infeliz -, mas também um fanfarrão em suas declarações. Chegou ao cúmulo de dizer que "as sirenes de alarme não funcionaram porque foram engolfadas pela lama" e que o fato "não é corriqueiro". Ora, além de imbecil, nem se dignou A se levantar de sua cadeira quando a Câmara dos Deputados homenageou as vítimas com um minuto de silêncio. Afinal, se a tragédia atingisse sua família, qual seria a sua atitude?

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Brumadinho & Vale

Disse o executivo que a Vale, "uma joia", não pode ser penalizada. Então, ficamos assim: a empresa acima da lei, Brumadinho debaixo de lama. Joia...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Vale condenada

A empresa de fato não pode ser condenada, mas seus diretores devem. O presidente atual da Vale no mínimo deve ir plantar batatas em algum sítio de algum cadeião.

Ariovaldo Batista 

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

Submissão vergonhosa

Em novembro de 2017, aos dois anos da tragédia de Mariana (MG), escrevi para o "Fórum dos Leitores" do "Estadão": "Declarações na época do desastre feitas pelo indiciado (então) governador de Minas, Fernando Pimentel, agindo como moleque de recados da Samarco, dando entrevista na sede da empresa dizendo que ela estava fazendo tudo o que estava ao seu alcance para reparar os danos". Hoje, pouco mais de três anos após Mariana e uma tragédia a mais provocada pela mesma empresa, já que a Vale é uma das donas da Samarco, vem o governador Romeu Zema dizer praticamente a mesma coisa. Fica a pergunta: até quando veremos a submissão vergonhosa dos ocupantes de turno do palácio aos interesses desta verdadeira "joia brasileira"? E isso tudo num ambiente em que vemos o presidente da Vale arrogantemente declarar que a empresa não pode ser responsabilizada pelo "acidente" (como assim, sr. Schvartsman, por acaso sua empresa está acima do bem e do mal?) e quando já começam as negaças e artimanhas da Vale, como em Mariana, para deixar as reparações dentro de suas previsões sórdidas.

Renzo Galuppo

renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos

Punição

O brasileiro já acorda apático e assustado, pois as notícias são extremamente cruéis todos os dias. Não por falta de desejo de receber boas e normais notícias, mas por acreditar que elas não aconteçam. Por trás destas tragédias quase que diárias está uma branda punição aos responsáveis. As mortes dos garotos cujo sonho foi interrompido pela negligência de um clube de futebol que, se houvesse exemplar punição, não teria colocado os garotos incorretamente num local inadequado. Qual a punição que um clube deveria receber neste acontecimento fúnebre? Multas milionárias e, depois de atestado local inadequado para alojar crianças, prisão aos responsáveis. No caso da barragem de Brumadinho, dezenas e dezenas de mortes, qual a punição, além das indenizações, os responsáveis deveriam sofrer, desde o presidente da Vale, que parecia saber, de acordo com a mídia, que a barragem já sofria danos estruturais? Até quando autoridades vão deixar impunes os responsáveis por tantas tragédias que resultam em dezenas de mortes e feridos? O País, mortificado, a sociedade, entristecida, urge que haja fiscalização e punição exemplar para os responsáveis pela negligência em todos estes acontecimentos e tragédias possíveis de serem evitadas. Sem punição, há um estímulo para que tudo se repita.

Creusa Colaço Monte Alegre

ccolacomontealegre@yahoo.com.br

São Paulo

Incêndio no Flamengo

Para fazer jus ao nome, o Ninho do Urubu, do Flamengo, deveria ter sido construído na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Crise no governo?

Se a apuração feita pelo "Estado" confirma a primeira enquadrada em Gustavo Bebianno pelo presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro só a reverberou, as análises jornalísticas precisam ser mais diretas. Não se pode dizer que Carlos criou crise, nem mesmo se pode dizer que há crise. Em qualquer administração, seja governamental, seja privada, quem detém o poder, no caso presente o presidente Bolsonaro, tem de ter o cuidado de não ser usado. Parece-me que a reação dele visa justamente a enquadrar todos sob seu comando. Refiro-me à afirmação de Bebianno de que havia conversado com Bolsonaro quando, de fato, não havia conversado. O presidente se sentiu desrespeitado e tomou a ação que mais lhe pareceu adequada - provavelmente percebeu situação que serviria para enquadrada geral, digo todos os seus subordinados. Jamais devem usar mentiras, ainda mais se pretenderem fazer uso destas para mostrar intimidade ou poder dos quais de fato não desfrutam. Aquilo que a maioria chama de crise é algo que acontece em qualquer lugar, e que se poderia chamar, na linguagem popular, "ajeitando a carga".

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas

'Os Bolsonaros'           

Aviso de mudança no horário nobre da programação da TV: em lugar da "Família Soprano", a série "Os Bolsonaros". Não percam nenhum capítulo desta vibrante e emocionante novela da vida real repleta de intrigas palacianas, traições, fortes emoções e violenta disputa pelo poder. Recorde absoluto de audiência.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Bolsonaro e seus garotos

Sou de direita. Não me lembro de ter sido de esquerda alguma vez na vida. E olhe que já vivi muito. Votei em Jair Bolsonaro, fiz propaganda para ele e torci pela sua saúde quando estava hospitalizado. Estou perplexo com as besteiras que Bolsonaro e seus filhos estão protagonizando no governo. Mas que falta de tato! A oposição está festejando tudo isso e morrendo de dar risada da nossa cara. E, embora, o presidente Bolsonaro tenha apinhado o seu o governo de generais de quatro estrelas, etc., não tem um só deles que tenha o bom senso de aconselhar o presidente: "pare de fazer besteiras, a nobreza do cargo exige compostura; o senhor não pode aparecer numa reunião palaciana vestido numa camisa do Palmeiras e chinelo de dedos. O senhor é o presidente de todas as torcidas; em nome da governança, afaste do governo a influência perniciosa dos seus filhos, ou vamos ter uma crise atrás da outra". Lembrai de Getúlio Vargas, seus filhos e o que aconteceu depois...

Abdiel Reis Dourado

abdiel@terra.com.br

São Paulo

Intrigas e vaidades

Vamos rezar para que o governo Bolsonaro não vá parar numa  UTI com tantas intrigas e vaidades dentro do próprio governo. É hora de seus colaboradores mais próximos tomarem juízo, pensarem mais no Brasil.

Devanir Amâncio

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

CQD parcial

Quando o nome do atual presidente despontou na opinião pública como candidato e, segundo amigos meus, tinha chances de ser eleito, eu desdenhei e fiz os seguintes comentários: ele não tem nível e acho que nem competência para ocupar o cargo que pretende. No entanto, votei indiretamente nele para barrar o partido que destruiu quase totalmente o País. Hoje vejo que "como eu queria demonstrar" (CQD) parcialmente, o meu primeiro comentário sobre o nível pessoal já ficou claro. Convenhamos! Num evento futebolístico qualquer o presidente da República colocar a camiseta do clube de sua preferência para posar diante da mídia e fazer proselitismo, até aí, tudo bem. Agora, circular pelo Palácio do Planalto vestindo a camisa do seu time, posar para uma foto em grupo onde aparece de paletó sobre o referido uniforme e presidir com a mesma indumentária uma reunião com ministros em seu gabinete? Aí ficou claro o baixo nível do "capitão". A meu ver, ele não tem a compostura exigida para presidente da República. Nem seu antecessor, igualmente de baixo nível, chegava a esse ponto. Resta aguardar para ver se ele confirma ou não meu segundo vaticínio, sobre sua competência.

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

Falta de compostura

Presidente Bolsonaro, se não pode colocar sapato e arrumar a camisa dentro da calça, por favor, fique em casa e não se exponha de forma inadequada. Afinal, o sr. é o presidente da República.

Sonia Maria Benfatti

Resstel sbresstel@gmail.com

São Paulo

Pressa sem precedentes

Tivemos 16 anos de desgoverno, corrupção desenfreada, políticas populistas, desajuste econômico, desemprego gritante, saúde alarmante, segurança inexistente como nunca antes assistimos na história deste país e, agora, querem que tudo se resolva em 40 dias, planos, propostas, soluções, objetividade, eficácia, eficiência, etc. Que hipocrisia.

Manoel Braga

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Duvido

Ainda aguardo com esperança que o "posto Ipiranga" vulgo Paulo Guedes coloque este pobre país no século 21 da economia mundial. Mas confesso que, ao ver um Bolsonaro que se deixou ser refém dos muitos generais (vide o decreto das armas) que nomeou permita tal salto temporal...

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

Sob o signo da interdição

A última do regime chavista na Venezuela é a interdição, no Estado de Táchira, e com o uso de caminhão-tanque e contêineres, de uma importante ponte que liga aquele país à Colômbia. O objetivo é impedir a chegada de ajuda humanitária aos que morrem por falta de comida e insumos médicos. Seria cômico, não fosse trágico: é a Venezuela de Nicolás Maduro, o bufão sem apoio político, popular e internacional, mas cercado de militares e de milícias "bolivarianas" que lhe garantem a sobrevida. O ato alucinado do caudilho, digno do realismo fantástico de Gabriel Garcia Márquez, há de servir como metáfora para a doutrina marxista que só faz trazer infelicidade a todas as nações que a perfilham na vã esperança de lograr o progresso, a paz e a justiça social. A interdição, pode-se dizer com tranquilidade, é traço marcante em tudo o mais no socialismo, seja o bolivariano, o castrista, o leninista, o maoísta ou de qual tom de vermelho for. E não importa o lugar: seja na Rússia de Lênin, na China de Mao, em Cuba de Castro ou na Venezuela de Maduro, a história se repete monotonamente com a edificação de muros e imposição de obstáculos, não para conter a imigração ilegal, mas para impedir a saída voluntária do próprio povo, cansado de tanto sofrer. Não é só a interdição de pontes - como agora -, mas também de fronteiras, de licenças, de comunicações; interdição política, tornando ilegais legendas que não a que esteja no poder; interdição do diálogo com as oposições. Também a interdição dos meios de pagamento, do livre-comércio, do lucro (sempre demonizado), do "ir e vir", do pensamento, da imprensa, da mídia, da internet...  Enfim, é este sistema boçal e abrutalhado, que alguns míopes juram "não existir mais" desde 1989 (quando caiu o Muro de Berlim), e que está afundando a olhos vistos nossos vizinhos venezuelanos - detentores das maiores reservas globais de petróleo -, que Gleisi Hoffmann e seus sequazes do PT e demais legendas rubras gostariam de ver implantado no Brasil. Vá de retro, minha senhora!

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Apoio aos venezuelanos

O governo brasileiro deveria marcar presença posicionando-se energicamente contra o ditador da Venezuela, fazendo chegar pela fronteira brasileira a tão esperada ajuda humanitária que Maduro insiste em rejeitar, talvez com receio de perder o controle sobre um país cuja maioria de habitantes passa fome e pode engrossar o apoio político ao autoproclamado presidente Juan Guaidó, que promete alimentos, condições dignas e paz. O nível de comprometimento do governo de Maduro com países como Rússia e China chegou a tal ponto que boa parte da produção de petróleo da Venezuela hoje está sob controle russo e chinês, como forma de garantir os empréstimos bilionários contraídos desde o governo de Chávez até o de Maduro, somando valores estratosféricos que ultrapassam a dezena de bilhões de dólares, deixando nosso vizinho à mercê de países com histórico antidemocrático que poderiam tentar alguma aventura bem longe do quintal de casa. Para países livres e, em especial, para o Brasil, é indispensável termos uma Venezuela livre das influências da autocracia russa e da ditadura cubana, não apenas para libertar a Venezuela da indefensável ditadura de Maduro, mas também para refrear as aventuras internacionais de autocracias que ainda vagabundeiam pelo planeta.

Paulo R. Kherlakian

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Venezuela e Brasil

Temo que possamos estar saindo do centro saudável pelo mesmo caminho tomado pela Venezuela, embora indo em sentido contrário. Explico: a Venezuela elegeu Chávez porque o povo já não aguentava governo tão corrupto e tantos privilégios para muitas corporações e afiliados do governo. O Brasil elegeu Bolsonaro porque o povo já não aguentava governo tão corrupto e tantos privilégios para muitas corporações e afiliados do governo. Chávez levou o país para a esquerda dita socialista (de araque, pois). Bolsonaro pretende levar o Brasil para a direita, num regime fortemente influenciado pela ideologia e dependente de filhocracia e "redes sociais". Lá, o primeiro alvo do governo foi a imprensa, que publicava os desmandos que ocorriam. Aqui, é conveniente nos preparar para defender o direito de liberdade da imprensa, que é o melhor fiscal de governo que podemos ter.

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

O custo da intervenção

O Brasil de Lula e de Dilma gastou muito dinheiro dos brasileiros na Venezuela, mas resultou na sua falência sob todos os aspectos. O Brasil de Bolsonaro não deve colocar nenhum centavo para tentar "salvar" a Venezuela. Qualquer intervençãozinha na Venezuela custará dez vezes ou mais o que o petismo gastou com o bolivarianismo. Quem tomará conta da Venezuela serão a China e a Rússia, que é o que Lula e Dilma sempre almejaram. A Colônia do Brasil não dá conta nem do... Brasil!

Ney José Pereira

neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo 

Brasil-Venezuela

A queda de Nicolás Maduro, o ditador sanguinário da Venezuela (apoiado pelo nosso desgoverno anterior), pode ter um grande significado positivo para nossa economia. Aquele país está completamente deteriorado economicamente e ávido por novos produtos, equipamentos, serviços e mão de obra especializada. Com todo o petróleo que eles têm, não será difícil de financiar uma nova fase de crescimento econômico. O Brasil pode ser, sem dúvida, o parceiro preferencial, e assim sermos a principal fonte de fornecimento para a reconstrução. Nosso crescimento e nossa geração de empregos podem passar por essa via.

André Luis Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

Ainda a fraude no Senado

Há oito senadores suspeitos no caso da cédula a mais que apareceu no dia da eleição do presidente do Senado. Nomes não foram revelados, por serem suspeitos. E quando tiverem certeza? Revelarão? É mais fácil o sargento Garcia prender o Zorro do que revelarem o autor do ato.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

O 'mineirinho'

O ex-gerente da Odebrecht Ênio Augusto Pereira e Silva, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou à Polícia Federal que a Odebrecht realizou pagamentos milionários a alguém cuja alcunha era "Mineirinho", e que este seria, na verdade, Aécio Neves. Com a firme e imediata repulsa de seu advogado, Aécio nega a veracidade desse relato. Porém, resta um detalhe: quantos relatos semelhantes, sobre corrupção, foram desmentidos pela rigorosa apuração dos fatos?

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

Mau começo

Uma pena um começo legislativo tão desastroso. Após eleição para as mesas diretoras do Congresso Nacional, quando aconteceu de tudo, desde a permanência de Rodrigo Maia, na Câmara, confirmando o desejo consciente e inconsciente pelas velhas práticas políticas, passando pelo "furto" de documentos e até no próprio processo de votação com mais cédulas do que número de eleitores, no Senado, após uma eleição em que coisas inimagináveis (se bem que onde tem o cangaceiro Renan Calheiros tudo pode acontecer) deram estupenda audiência nas TVs, agora foi a vez de a maioria daquela Casa Revisora impedir que fosse instala uma CPI para investigar possíveis excessos cometidos por cortes superiores, principalmente no STF. A chamada Lava Toga. Depois de tudo aquilo que foi dito, primeiro pelas ruas e, depois, pelas urnas, é incrível que a classe política  ainda insista em fazer negociatas e acordões, bem como manter o corporativismo, como os que vêm sendo feitos para livrar a cara de deputados e senadores que tiveram ou podem ter "rabo preso" ou ver seus privilégios também ficarem comprometidos. Imaginam "suas excelências" que vão conseguir fazer uma média com os tribunais, deixando-os imunes e impunes para viverem todos felizes para sempre. Só se esqueceram de combinar com o povo.

João Direnna

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

A CPI Lava Toga

Pera aí, deixe eu ver se entendi bem: a senadora alucinada Katia Abreu disse que retirou sua assinatura da petição que requeria a instalação da CPI depois de ter conversado com o ministro Gilmar Mendes? E por que cargas d'água o ministro conversaria com ela sobre esta questão? Afinal, trata-se de assunto de competência do Poder Legislativo! O senador Tasso Jereissati disse que retirou a sua assinatura depois de pensar melhor? Este senhor por acaso já não tem idade mais que suficiente para pensar "antes" de fazer ou falar seja lá o que for? Parece que há mais mistérios entre o Poder Judiciário e o Poder Legislativo além daquilo que possa cogitar nossa inteligência!

Arlete Pacheco

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Pacote anticrime

O Projeto Anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, é uma luz que acende no fim do túnel. Porém ele precisa de aprovação do Congresso Nacional. O projeto traz para a sociedade a esperança de que dias melhores virão no que tange a sensação de segurança. No entanto, vale lembrar que não se trata de uma fórmula mágica, em que a criminalidade será combatida da noite para o dia. Porém o ministro Sergio Moro já deu sinal a que veio, com a transferência dos principais líderes de facções criminosas dos presídios de São Paulo para presídios federais de segurança máxima fora do Estado de São Paulo. É preciso que o brasileiro tenha paciência, uma vez que a segurança pública é de responsabilidade, também, dos governos estaduais. Dessa forma, a sociedade terá de ser paciente e esperar que as mudanças nas leis tragam a segurança cuja falta tanto atormenta o País e as famílias. Por outro lado, o projeto não pode ser uma licença para matar, mesmo porque a Polícia brasileira é a que mais mata e a que mais perde policiais no confronto com a bandidagem. Quando falamos de segurança pública no País, logo pensamos na Polícia armada para combater a violência e tirar os criminosos das ruas. A questão é que o trabalho a ser feito (e trata-se de algo enorme e árduo) - de pacificar (trazer a paz) não somente os morros, mas a vida, o dia a dia das pessoas - depende de todos... O objetivo do pacote é importante, a mudança no cenário brasileiro em relação à segurança pública não depende só de leis, elas não resolvem tudo, policiais também sofrem com a insegurança e sentem na pele a desvalorização da Polícia por conta de baixo salário, falta de treinamento, de incentivo, e às vezes são obrigados a fazer o tal conhecido "bico" para complementar o salário de ações negativas evidenciadas por parte da imprensa e da falta de políticas dos governos para a reconstrução das corporações. Estamos falando de uma remodelação das leis contra a criminalidade e corrupção e, sem sombra de dúvida, de um novo governo que vira a chave e opta por enfrentar, corajosamente, esta criminalidade que vem assustando todos.

Turíbio Liberatto

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

Combate à criminalidade

Apesar da extrema violência dos marginais que apavoram a sociedade com seus crimes variados, o nível mental desses criminosos é tão primário que ajuda as autoridades judiciais a combatê-los. Exemplificam essas realidades os exibicionismos e as comunicações pelas redes sociais, entre tais patológicas personalidades, que facilita que sejam tomadas providências repressoras contras estas quadrilhas, como está acontecendo agora, inclusive com a maior facção criminosa do Brasil, que esperemos seja suficiente para desmantelá-la.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

El Chapo

O exemplo do traficante mexicano à prisão perpétua nos Estados Unidos pelo júri popular poderia servir de exemplo à reforma do ministro Moro, assim todo traficante de drogas reputado perigoso e detentor de cartel ficaria confinado à solitária até o dia da morte. Com isso o Brasil libertaria seus jovens e demais dependentes das mãos mortíferas daqueles que fazem do comércio de drogas o meio mais caro de fazer da vida um nada.

Carlos Henrique Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Maior criminoso do mundo

O traficante mexicano El Chapo foi julgado nos Estados Unidos e sentenciado à prisão perpétua, porque vive de vender drogas. Foi classificado pela a mídia americana como o maior criminoso do mundo. A imprensa americana errou: o maior criminoso do mundo é um brasileiro. Não vou dizer quem é porque todos OS brasileiros sabem "su nombre", "his name".

Mário A. Dente

eticototal@gmail.com

São Paulo

Horário de verão

Graças a Deus uma vez mais vai terminar este imbecil horário dos políticos. Espero que o novo governo acabe com ele de uma vez por todas! A maioria do povo prefere o horário da natureza ou de Deus. A pesquisa feita pelo jornal "O Estado de S. Paulo" apontou 63% contra este tal horário de verão na primavera. O presidente Bolsonaro tem nas mãos a decisão de acabar com o ultrapassado e ineficiente horário de verão, que comprovadamente não cumpre com sua finalidade de economizar energia elétrica. Todos os brasileiros sentem os transtornos biológicos, rotineiros e físicos com a mudança de horário, principalmente a diminuição da produtividade no trabalho e no rendimento dos alunos nas escolas. Diversas pesquisas comprovam que a maioria da população desaprova o horário de verão, enquanto estudos demonstram que essa medida é ineficiente para economizar energia elétrica, porquanto o uso de ar-condicionado tornou-se o grande vilão do consumo. Cabe ressaltar que, atualmente, as casas usam lâmpadas led e painéis solares para o aquecimento da água, invalidando a justificativa de que a maior duração do dia serviria para economizar energia elétrica. Acredito que o governo e a população desconheçam o estudo demonstrando que a alteração abrupta no relógio biológico dos cidadãos afetados pela medida eleva em até 8,5% a incidência de infartos, segundo estudo do professor Weily Toro Machado, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), publicado em 2015. Ciente dessa consequência mortal, creio que até mesmo o defensor mais fervoroso deste famigerado horário de verão mudará de ideia. 

Jose Mondelli

jomond@fob.usp.br

Bauru

Desacostumados

Nós, brasileiros, não estamos acostumados com isto: recuperar o que nos foi roubado. Então, aproveitemos muito este momento em que, com o término do horário de verão, veremos de volta a hora furtada.

Francisco Eduardo Britto

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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