Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2019 | 02h00

Governo Bolsonaro

Paz passageira

Passado cerca de um mês e meio da posse presidencial, a paz acabou. O filho do presidente, Carlos Bolsonaro, falou demais e foi infeliz. Chamar um ministro de mentiroso em púbico, mesmo que seja verdade?! Cautela é sempre o indicado. E deu no que deu: crise por bobagem. Parecem não ter o que fazer e todos saíram perdedores, a começar pelo próprio presidente, ao apoiar o filho linguarudo. Menos mal que a oposição - esquerdista, leia-se - é pequena e medíocre. Mas não significa que não faça estragos. É mais uma brecha para grasnar no exterior.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

O que de fato importa

Fernando Henrique Cardoso critica a “desorganização” no governo Bolsonaro. Muitos concordarão com o ex-presidente e milhões discordarão. Mas o que importa mesmo é que haja transparência, que nunca houve, e não se assaltem os cofres do País. E aqueles que o fizerem e fizeram no passado sejam julgados, condenados dentro da lei e o dinheiro, devolvido. Isso esperam os brasileiros que trabalham e pagam impostos altíssimos para manter toda essa máquina de triturar recursos.

Aparecido José G. Silva

ajgs@uol.com.br

Santana de Parnaíba

Rumos

Uma pena que o clã Bolsonaro ache mais importante para o Brasil a demissão de um ministro do que a reforma da Previdência. Ou eles corrigem o rumo ou seremos nós que perderemos o nosso.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Crises desnecessárias

Estamos assistindo a uma guerra de comunicação nas redes sociais e nos órgãos de imprensa, com informações contraditórias sobre acontecimentos e pessoas que participam do processo político nacional. Essa guerra não vai levar a nada, ao contrário, nela todos perdem. Os cidadãos assistem, atônitos e com certo desânimo, a esse desencontro de informações, tentando descobrir onde está a verdade. Temos um governo que está bem-intencionado e com bons projetos em amplas áreas de atuação. Neste momento o Poder Executivo precisa de muito apoio para que possa ser efetivo e transformar em resultados os seus propósitos, aprovados pela maioria da população. O momento é de união e trabalho, não de guerra. O Brasil já perdeu muito tempo com disputas desnecessárias. É tempo de reconstrução do País.

Manoel Loyola e Silva

magusfe@onda.com.br

Curitiba

Hora de limpeza

Por incrível que pareça, já está na hora de uma profunda limpeza no Ministério do presidente Jair Bolsonaro, tamanha a lambança que uma meia dúzia deles tem feito, com declarações desconexas, mostrando desconhecimento de suas obrigações e até chegando às raias da má-fé. Tudo indica que querem chamar a atenção para esconder suas próprias limitações, apresentando-se como “donos da verdade”. Que o presidente Bolsonaro tenha a agilidade e coragem de extirpar essa turma que só sabe tumultuar - incluindo os “menudos”. Pra frente, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Educação

USP x colégios militares

Lugar-comum: a universidade é a diversidade na unidade. Quem vive a Universidade de São Paulo (USP) sabe que isso é verdade e lá se encontram reflexões e ações para todos os gostos, credos, etc. Até para criar problemas onde não existem, por exemplo, entendendo que aluno de colégio militar não é aluno de escola pública. O ingresso na USP pode ser feito por várias portas de entrada e em todas elas se procura balancear o mérito acadêmico com políticas de ações afirmativas de inclusão social. Uma dessas ações visa a beneficiar o aluno oriundo de escola pública brasileira, a que é mantida e administrada pelo poder público, nos termos do inciso I do artigo 19 da Lei n.º 9.394/96, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, como reverbera a Resolução CoG7534/2018 da USP. Ora, os colégios militares são administrados pelo Exército Brasileiro e por ele mantidos, mesmo que seus alunos, exceto os reconhecidos como carentes, paguem quotas mensais (artigos 82 e 83 da Portaria 42/2008 do Comando do Exército). Como, então, não reconhecer os colégios militares como escolas públicas brasileiras? Urge revisar esse ato falho e garantir o direito desses alunos à matrícula na USP.

João Cyro André, professor da Escola Politécnica da USP

joaocyro.andre@gmail.com

Barueri

Vale S.A.

Nosso esquálido Direito

A prisão preventiva de oito administradores da Vale, por causa do desastre de Brumadinho, provavelmente não prevalecerá. Nosso Direito tem leis demais, mas poucos preceitos efetivos. Muitas leis, muita corrupção (em sentido genérico), disse Tácito. O fato é que nada recompõe os danos causados às vítimas. Mas o que falta mesmo é um preceito pelo qual, nessas grandes obras capazes de pôr em perigo vidas e o meio ambiente, seja obrigatório um seguro de valor à altura do risco, que o Ministério Público e a Justiça poderiam liberar de imediato para os seres humanos que suportam dores irreversíveis. Sem falar no poder de polícia - fiscalização - rigorosíssima do Estado brasileiro, que é inegavelmente omisso. Os Rios Tigre e Eufrates causavam grandes inundações na Mesopotâmia e nossos ancestrais lograram erguer barragens eficazes.

Amadeu Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

‘Lamagate’

Prenderam engenheiros da empresa alemã Tüv Süd que, segundo as notícias, declararam ter assinado o parecer técnico (laudo) sobre risco e segurança da barragem do Feijão, em Brumadinho, mediante pressão de um alto gerente da Vale que ameaçou a companhia europeia de perder o contrato com a mineradora brasileira. Os alemães surpreendem novamente, como no escândalo “dieselgate”: abrem mão de princípios sagrados da atividade que exercem e participam de negociações milionárias fraudulentas inaceitáveis - justamente na área da engenharia, especialmente respeitada na cultura teutônica. Trata-se agora de um novo escândalo mundial, o “lamagate”. E se comprova, mais uma vez, a força do senso comum e do óbvio: o modelo deliberada e conscientemente adotado pelos gestores governamentais da autofiscalização de empreendimentos com potencial relevante de risco ambiental é simplesmente suicida.

Olimpio Alvares

olimpioa@uol.com.br

Cotia

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Propaganda enganosa 

Carlos, o segundo filho do presidente Jair Bolsonaro, protagonizou o primeiro grande fracasso do pai na condução da República. Ao chamar publicamente de mentiroso o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, para satisfazer os rancores do filho, Jair Bolsonaro assumiu o papel de caudilho em detrimento do de estadista. Ao fazê-lo, Bolsonaro não apenas traiu os milhões de brasileiros que viram nele a possibilidade da restauração moral da Nação, mas criou um ambiente de insatisfação e desconfiança entre as próprias hostes e com o mundo político. As consequências funestas serão sentidas logo que começarem a tramitar no Congresso as propostas de reformas. O lema cunhado em sua campanha, "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", afinal, revelou-se tão somente propaganda enganosa. 

Sergio Ridel Sergio

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Um samba no Planalto

Como descendente de italiano, tanto de pai como de mãe, até entendo a confusão que se estabeleceu no centro do poder do Brasil, entre o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Muitas vezes, é característica da nacionalidade que uma pequena altercação tome um vulto inimaginável, com as famílias entrando na contenda, transformando-se num escândalo, para a alegria da vizinhança. Entretanto, tal espírito não condiz com o Palácio do Planalto. A desavença tomou tal dimensão que me lembrei de um samba do saudoso Adoniran Barbosa, nome artístico de João Rubinato, denominado "Um Samba no Bexiga", que tem um verso significativo, a saber: "Não fumos lá pra briga, nós fumo lá pra come".

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

'Filhocracia'

Pelas últimas notícias, parece que neste início de governo Bolsonaro temos também um "Bumlai", aquele amigo de Lula que tinha acesso a todos as dependências do Planalto, sem nenhum controle e sem ter nenhum cargo no governo federal. Agora estamos falando do olheiro, primo de Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro que, embora não ocupando nenhum cargo na Presidência, ostenta crachá amarelo que lhe permite caminhar livremente nas dependências do palácio, até em locais de acesso restrito. Este governo, que deveria começar atendendo aos anseios do País e dos brasileiros, está se deixando levar por interferências externas. Precisam explicar para os filhos Bolsonaros que Jair, agora, é presidente (institucional), chefe de governo e de Estado, e que o Brasil é uma democracia com Constituição federal em vigor, e não uma "filhocracia", termo citado no editorial do "Estadão" de 15/2.

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Famílias no poder

Em todos os países e em todas as épocas tivemos famílias no poder, dos impérios dinásticos às Repúblicas atuais. Os Kennedy e os Bush, nos Estados Unidos. Na virada do ano 1500, o Vaticano foi dominado pela família Borgia, que saiu da Espanha para enriquecer em Roma. Rodrigo Borgia chegou a ser o papa Alexandre VI, com seus três filhos homens: Giovanni, o Duque de Gandia, Cesar e Godofredo, e sua filha Lucrécia. Praticaram todos os crimes imagináveis, entre 1492 e 1503. Seu sucessor, Julio II, mudou tudo. Era guerreiro e amava a arte de Michelangelo. Resultado: a Capela Sistina. No Brasil, Getúlio Vargas teve a sombra de Benjamin, seu irmão, que o levou ao suicídio, ao articular a morte de Lacerda com Gregório... e acertar o Major Vaz. Já sua filha, Alzira, foi sempre seu anjo protetor. Como escreveu Tolstoi: "Todas as famílias felizes se parecem entre si. As infelizes são infelizes cada uma à sua maneira".

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Vergonha

É uma decepção muito grande ver a família Bolsonaro encenando capítulos de novelas das nossas TVs, ou seja, só brigas, intrigas, confusões, traições e por aí afora. Que vergonha! Acho que o general Mourão, pelas suas declarações curtas, mas objetivas, tem mais condições de dirigir o País no momento.

Károly J. Gombert

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

Quem é o presidente?

A continuar como está, mais um pouco e não saberemos mais qual dos Bolsonaros é o manda-chuva.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Os 'garotos' do presidente

A coluna "Direto da Fonte", de Sonia Racy, no "Estadão" de 15/2 (C2), trouxe a seguinte afirmação sobre os filhinhos do presidente Bolsonaro: "quem conhece Bolsonaro sabe que ele vai proteger os filhos sempre". Gostaria de passar ao nosso digno presidente uma assertiva do mentor espiritual de Chico Xavier, Emmanuel, que vem a calhar para o caso acima: "Os pais preparam os filhos para dominarem o mundo, mas não lhes ensinam a terem autodomínio".

Celso Vicente Fiorini

cvfiorini@gmail.com

São Paulo 

Lema

Parece que o lema do governo mudou radicalmente. Em vez de ser "Brasil acima de tudo e Deus acima de todos", temos agora o "Flávio acima de todos e Carlos acima de tudo". Que Deus tenha pena de nosso querido Brasil.

Fernando Hintz Greca

greca.fernando@gmail.com

Curitiba

Fogo amigo?

No meu modo de pensar, quando o Brasil tem tudo para dar certo, vêm os filhos do presidente Bolsonaro e querem transformar o Palácio do Planalto num puxadinho de sua família. O vereador Carlos Bolsonaro abalou o governo do próprio pai, além de dividir o partido, afetando sistematicamente o apoio no Congresso Nacional. Os demais membros da família Bolsonaro têm de entender que a faixa presidencial somente foi destinada ao presidente. Se existe uma embrulhada entre o ministro Bebianno e o presidente, ambos têm de dar uma solução plausível ao povo, afinal existe o ditado "roupa suja se lava em casa". Pelo menos por ora o que se espera é que o presidente capitão do Exército ponha em prática a hierarquia militar: cada um no seu devido lugar.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Bebianno e a candidatura laranja

O presidente da República precisa mandar investigar o presidente de seu partido? Onde haverá mais mentiras, afinal?

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Paulo

Caso Bebianno

Para um governo ter sucesso, não é concebível acobertar elementos do partido que façam gol contra.

Marcos Catap

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

Bolsonaro, o casual

Está se formando uma imagem meio bizarra de Jair Bolsonaro. Não controla os seus filhos ou os usa para dar recados. Embora não façam parte do governo, seus filhos estão causando danos ao governo, pois se comportam aqui e no exterior como se fossem ministros de Estado. Na semana passada, Jair Bolsonaro participou de uma reunião ministerial vestindo a camisa de seu time de futebol, com propaganda explícita de uma escola de idiomas. Uma coisa são sua família e seu time de coração, outra é sua função como chefe do Estado. Elementar, não!

Omar A. El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Intromissão

Capitão, capitão, tenho a certeza de que a educação que o sr. deu aos seus filhos foi de total respeito, e percebo também que não foi tão militarizada, o que é ótimo, psicologicamente falando. Agora, presidente, o que seus filhos ainda não devem ter percebido é que a oposição, com a faca e o queijo na mão, espera estes momentos de ingenuidade deles para, usando as redes sociais, se intrometerem em assuntos do governo. Cabe somente ao presidente acompanhar e resolver assuntos de extrema delicadeza, como foi o caso do ministro de Secretaria de Governo, Gustavo Bebianno. Para a oposição, quanto mais colocar lenha na fogueira, melhor, assim desestabiliza sua atuação no comando do País. De um lado, seus filhos atrapalhando; do outro, militares e Rodrigo Maia defendendo a permanência de Bebianno no cargo. Reflita, aja e mostre para que veio presidente. Nós, seus eleitores, esperamos de um homem honesto como o sr. - assim nos fez acreditar -, que em seu governo que começa agora sua governabilidade seja tardia, mas não falhe. Boa sorte, capitão, e toque o barco.

Creusa Colaço Monte Alegre

ccolacomontealegre@yahoo.com.br

São Paulo

Oposição

A grande ambição dos petistas é a de provarem que Jair Bolsonaro é tão corrupto quanto eles. O Brasil que se dane!

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Faltou coragem

Faltou coragem ao presidente Jair Bolsonaro, mas sobra demagogia quando deixa de apoiar o projeto da equipe econômica comandada pelo ministro Paulo Guedes, que indicava também idade mínima de 65 anos para a aposentadoria das mulheres, no projeto de reforma da Previdência que será apresentado ao Congresso esta semana. Como dono da caneta, Bolsonaro a reduziu para 62 anos. Na verdade, as briosas mulheres brasileiras estão mais preocupadas com seu emprego e com o futuro de seus filhos do que com o tempo para se aposentarem. E sem uma reforma robusta para resolver de vez o déficit da Previdência, teremos menos emprego, um pobre futuro e não haverá recursos para inclusive pagar os aposentados. Esta é a grande verdade! Nesse sentido, o presidente também demonstra não conhecer bem a nossa Casa Legislativa, onde passou 28 anos. Isso porque esta proposta de reforma, que será detalhada na sua íntegra no próximo dia 20, conforme prometido por Bolsonaro, ao chegar ao Parlamento, será cercada de um acalorado debate, com centenas de emendas para modificar o projeto original. E nisso, até esta idade mínima de 62 anos para as mulheres, definida em péssima hora pelo presidente, poderá ser modificada para pior pelos congressistas. Isso poderá frustrar a expectativa prevista por Paulo Guedes de R$ 1,1 trilhão de economia em dez anos com a reforma. No projeto inicial era previsto R$ 1,3 trilhão... A participação das mulheres no mercado de trabalho é crescente e hoje responde por quase 50% da força de trabalho. Portanto, o número de mulheres solicitando aposentadoria deve crescer e elevar as despesas, hoje mais do que deficitárias, da Previdência Social. É, pois, imperioso que esta reforma seja aprovada em condições de equilibrar as contas da Previdência. Caso contrário, não vai convencer o mercado, e tampouco os investidores, a aplicar recursos que nos propiciem desenvolvimento econômico e social. O presidente não pode continuar fraquejado.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Idade mínima

Um dia o Brasil certamente irá fazer parte do Primeiro Mundo! A idade para ter o direito de receber a aposentadoria e ou pensões seria para todos igual, não havendo diferença de classes e profissões. Hoje uma verdadeira aberração! Logicamente, teria de haver duas exceções: 1) doentes e inválidos; e 2) as verdadeiras heroínas deste país, as mães brasileiras. Por cada criança nascida, que a mãe possa apresentar o certificado de nascimento e uma cópia do RG para ter o direito de aposentar-se um ano mais cedo, ao limite de até cinco filhos. Direito mais que justo! O Brasil precisa mais crianças para garantir os futuros pagadores das aposentadorias e das pensões.

Michael Peuser

mpeuser@hotmail.com

São Paulo

Manobra diversionista?

A reforma da Previdência ainda é uma manobra diversionista? Nos últimos anos assistimos aos políticos utilizarem a reforma da Previdência, por eles considerada inviável, como um jeitinho para manter o "status quo" do País e conservar indefinidamente o regime de benefícios em que vivem, usando a reforma da Previdência corno desculpa universal, numa evidente manobra diversionista, evitando enfrentar os problemas reais das contas públicas, que são: uma infinidade de direitos adquiridos, que jamais deveriam ser chamados de direitos, e sim de tortos adquiridos, ou pelos seus nomes próprios (sinecuras, compadrios, cambalachos, auxílios, etc.), todos concedidos ao arrepio do artigo V da Constituição, que estabelece a igualdade de direitos entre todos os brasileiros e mantidos por uma interpretação errônea do conceito de direito adquirido. Um grande exemplo destes "tortos" está na diferença de salário entre os membros do Poder Executivo e os dos Poderes Legislativos e Judiciários. Estes tortos adquiridos inviabilizam qualquer acerto de contas públicas e precisam ser eliminados, embora certamente sua extinção cause prejuízos aos aplicadores das leis (os integrantes do governo), que insistem em chamar a atenção para a reforma da Previdência, numa evidente atitude diversionista para preservar seus "direitos adquiridos". A entrada do novo governo, com renovação de 50% de seus quadros, nos dá uma esperança de que se enfrentem os problemas reais, inclusive a reforma da Previdência, que deixaria de ser só uma estruturada diversão. Embora eu tenha várias duvidas sobre os pronunciamentos monocráticos do STF, ainda tenho confiança em suas decisões colegiadas, que podem resolver este problema do Brasil sem serem iludidos pelas mágicas dos integrantes do sistema de governo, elementos que precisamos eliminar e que vão a todo custo tentar manter o regime como está.

Tarcisio de B. Bandeira

tbb@osite.com.br

São Paulo 

Juros

Será que o ministro Paulo Guedes sabe que os bancos cobram de 2% a 2,25% por uma operação do cartão de débito paga pelos comerciantes, e no crédito 5% ou mais? Não seria bom ver isso?

Danilo Sales Cozzi

extratos@cozzi.com.br

Pindamonhangaba

Bye, bye, Ilan

Ilan Goldfajn, em breve ex-presidente do Banco Central, já vai tarde. Vamos ter um papo reto? Ele surfou na onda da combinação de recessão com freio no crescimento dos gastos públicos, que garantem baixos níveis de inflação, para abaixar os juros. A despeito de todas as evidências de que não existe demanda interna capaz de impulsionar a inflação, manteve juros reais punitivos e, por definição, desnecessários. Foi, inclusive, incapaz de se comunicar de forma simples, fácil e direta com o Executivo, o Legislativo e a população para educar a todos do que realmente precisa ser feito para aplacar de vez a inflação. Ou seja, não fez nada. Já vai tarde.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

O Supremo e o ICMS

Supremo Tribunal Federal (STF) adia julgamento que definiria se é crime declarar e não pagar ICMS. Soa estranho declarar que deve e não pagar. Acho que não é por aí, mas em se tratando dos deuses do Olimpo - leia-se ministros do STF -, depois de tantas coisas que fizeram, cada um com uma interpretação, tudo é possível. ICMS é tributo. Tem de ser pago. Então podemos declarar que devemos e não termos de pagar? É isso? Então declaremos que devemos IPTU, IPVA, IRPF, etc. e não paguemos. Certo? Os deuses do Olimpo, em vez de facilitarem a vida do País, do cidadão, dificultam, embaralham. Tributo é para ser pago. Não há outra alternativa. Está na hora de repensar nesse STF.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

O STF e a crise dos Estados

Sobre o editorial "A crise dos Estados e o STF", publicado no "Estadão" em 14/2 (página A3), não adianta o Supremo Tribunal Federal agora querer regulamentar o que é evidente por si só, ou seja, que não se pode gastar mais o que se arrecada, e pronto. Qualquer contador sabe mostrar isso na análise de contas públicas. Imagino os sábios, em suas longas argumentações jurídicas inúteis, quererem discursar sobre um assunto que qualquer dona de casa domina, que não se pode gastar mais do que se ganha. Existe uma paródia que diz que, se alguém quiser complicar algo, basta envolver um advogado. Imaginem, então, os sábios ministros do Supremo, que já foram advogados.                     

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Lenha na fogueira

Ou o Supremo Tribunal Federal (STF) perdeu a direção, o bom senso, o sentido de lógica para considerar o momento crítico em que o Brasil se encontra ou estão à deriva total no comando do STF. Além de eles terem se autodeterminado um aumento salarial indecente neste momento difícil que o País atravessa, agora o ministro Ricardo Lewandowski, para agravar ainda mais a situação, mantém o reajuste automático de juízes do Rio Grande do Sul, mesmo este Estado o tendo rejeitado alegando atravessar grande crise financeira. Estamos enojados e envergonhados com as atitudes dos ministros que compõem o STF, que deveriam dar exemplos de conduta correta e coerente.  

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

A Receita Federal e o ministro supremo

Todos nós sabemos que, quando um órgão público faz denúncia contra algum figurão da República, tudo é abafado porque, em vez de serem julgados, os funcionários acabam sendo transferidos para comarcas que nem um pobre mendigo quer. Por isso nenhuma novidade que, após terem sido vazadas na mídia denúncias contra o ministro Gilmar Mendes, de repente a "Receita Federal não viu processo nenhum". Ninguém sabe, ninguém viu, mas com certeza algumas cabeças serão devidamente cortadas. Onde já se viu investigar as vacas sagradas da Justiça e da política brasileiras? O Leão só corre atrás das pobres piabas assalariadas.  

 

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Carteirada certeira

E o sr. Gilmar Mendes, ao invés de mostrar transparência em suas contas, coisa de gente da Justiça, numa carteirada só, resolveu. Quem me dera! Como sempre digo, a gente aqui, embaixo, paga caro para ser honesto!

Flávio Cesar Pigari

flavio.pigari@gmail.com

Jales

Gilmar Mendes

O ministro do STF Gilmar Mendes referenciou a Receita Federal como a Gestapo do regime nazista. Talvez se estudasse um pouco de História, não faria uma relação dessas. Acho que ele, como qualquer cidadão, tem de prestar contas de seu patrimônio. De nada adianta seus "jus sperniandi"!

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Suspeição

O ministro do STF Gilmar Mendes, por causa de atuações anteriores e por conta de denúncias vazadas para a imprensa, torna-se cada vez mais suspeito para as suas habituais concessões monocráticas de habeas corpus, sendo recomendável a sua própria declaração de impedimento caso novamente advogados habilidosos, e muito bem pagos, direcionem para ele pedidos nesse mesmo sentido.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Patrimônio supremo

R$ 20 milhões é o patrimônio do ministro Gilmar Mendes e de sua esposa, Guiomar Mendes, segundo noticiado pelas redes sociais, que raramente erram nessas matérias. Se há fumaça desse fogo, desconheço a grandeza dos números e não os desafio. Certo é que os enricados bandidos e ladrões de colarinhos brancos, da Lava Jato, em especial, que nem sequer conseguem esquentar os beliches para justificar a troca das roupas de cama e toalhas dos estabelecimentos penais e casas de detenção, devem a sua "liberdade, liberdade" às asas abertas do fiel amigo Gilmar Mendes, o posto Ipiranga dos habea$ corpu$ corporativo$ de exceção. Da Justiça destes Robin Hoods a sociedade ordeira se cansou!

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Prestígio 

O ministro Gilmar Mendes teve a oportunidade de conferir o seu prestígio. Deve agradecer à Receita Federal. Resumindo: quem gosta do Gilmar?

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Muros e barragens

Nasce torta a ideia de murar a divisa norte-americana com o México. Torta e prisioneira de si mesma. Uma possível muralha, além de desumana, não irá impedir que os migrantes sigam em frente - pois lutam pela justa sobrevivência -, mas aprisionará os também migrantes americanos em suas próprias represálias. O que temem os que se preocupam em gradear? Temem perder o que buscaram fora de seus domínios. Ou alguém imagina que o poderio norte-americano se ergueu sobre si mesmo, à semelhança de um isolado gigante que se autoconstruiu? Viveria o país do dólar sem necessitar de nada mais? De onde vieram os ascendentes dos mais de 300 milhões de seus habitantes? A par dos nativos, não fundamentam sua etnicidade os ingleses, alemães, irlandeses, escoceses, italianos, poloneses, franceses, africanos, asiáticos, hispânicos e tantos mais? Contudo, a pergunta decisiva é natural: a constituição biodiversa norte-americana da fauna, florestas, planícies, montanhas, desertos, costas e recursos minerais se basta em seu próprio território desnecessitando dos ventos, das águas, do oxigênio, do fluxo magmático e dos eflúvios vitais que viabilizam as existências planetariamente? A esperança é igualmente natural: pássaros erguerão pontes aéreas, formigas perfurarão túneis, ventos infletirão, águas seguirão seu ciclo, movimentos crustais ignorarão divisas e humanos encontrarão marretas. Nenhum muro resiste ao tempo e ao bom senso. Muros imitam barragens. Um dia rompem, mesmo que ignoremos os sinais de sua desestruturação. Não é apenas a relação com o México que está sendo agredida, é a coexistencialidade planetária. Justamente quando se impõe integrar esforços mundiais, em nome da eco sobrevivência, nada mais desaprumado que um muro indigesto. Os próprios norte-americanos, no fundo, sabem disso. Cabem duas atitudes: investir o que custaria a muralha em ações de solidariedade e desconstruir os pequenos muros que erguemos todos os dias.  

José Alberto Wenzel

josealbertowenzel@gmail.com

Porto Alegre

A tarifa do ônibus e a Justiça

"Justiça suspende aumento da tarifa de ônibus em São Paulo" ("Estadão", 14/2). Acho um absurdo uma juíza se meter em assuntos administrativos da prefeitura. O reajuste de tarifas é, e deve ser, assunto da prefeitura, que as subsidia, e levando em consideração os custos das concessionárias. A Justiça deve ter mais o que fazer do que se meter na seara aleia! Isso não é democracia, isso se chama anarquia.

Godofredo Soares

godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

Multas nos pedágios

É um absurdo o governo passar a multar veículos que excedem a velocidade de 40 km/h ao passarem pelas cabines automáticas dos pedágios. O que funciona e inibe de fato o excesso de velocidade por estas cabines é a cancela abaixada, que se abre somente após a "autorização" do sistema e não deveria abrir se o veículo ultrapassa o limite de velocidade. Essas cancelas estão frequentemente e inexplicavelmente abertas em permanência. A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) alega que o custo para manutenção de cabines danificadas por veículos que ultrapassam a velocidade máxima é alto. A agência deveria, inicialmente, investir na eficácia e na sofisticação do sistema, antes de apelar para multas. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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