Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2019 | 01h00

Governo Bolsonaro

Demissão de Bebianno

Não se pode dizer que o agora ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gustavo Bebianno fosse um quadro fundamental para o presidente Jair Bolsonaro. Mas a sua demissão enfraquece o governo, pelo momento da tramitação da fundamental reforma da Previdência. E muito mais pela motivação que ficou nitidamente exposta, dentro e fora do governo. Pelo que esse episódio indica, a hierarquia que vai vigorar dentro do governo de Bolsonaro coloca seus filhos logo abaixo do cargo de presidente. Assim, poderíamos reescrever o slogan da campanha eleitoral de Bolsonaro, dentro dessa expectativa: “O Brasil acima de tudo e Deus acima de todos. Menos para os meus filhos”.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

E o Carlos?

É certo mandar Gustavo Bebianno embora. Como disse aquele prefeito do Nordeste que convocou seus comissionados para o show carnavalesco da noiva, o cargo que Bebianno ocupava é de livre provimento. E Carlos? Fisicamente afastado, no cumprimento da sua vereança, vai acompanhar (claro), mas não interferir nas coisas do Planalto, espera-se. Mas se continuar a fazê-lo, que o pai o contemple com um cargo de confiança. O que me deixa mais intrigado e muito preocupado é que o 02 tenha tomado a iniciativa das denúncias, tornando a crise pessoal-passional. O grupo presidencial ainda não é uma equipe, não forma um conjunto afinado e, assim, pode desconhecer regras básicas de convivência nos altos escalões da República. Os filhos Carlos, Flávio e Eduardo, ou qualquer membro do governo, sabendo de algo que lhes pareça ilegal, devem dirigir-se ao Gabinete de Segurança Institucional, que é o indicado para apuração de informações, análise e busca de alternativas de solução para problemas, antecipando-se a crises. Bola nas costas do general Heleno, que deve, entre outras coisas, impedir a presença do primo do Carlos, quinta-coluna, no Palácio.

Roberto Viana Santos

rovisa681@gmail.com

Salvador

País não pertence ao clã

Bolsonaro, como presidente, não pode permitir que seus filhos passem o tempo todo se comportando como participantes do governo, chegando a confundir seus eleitores. Ele tem que se conscientizar de que o Brasil não é uma empresa familiar de propriedade do clã Bolsonaro. Para evitar danos a uma série de temas que serão votados no Congresso, ele que mantenha seus filhos (de quebra, também o tal sobrinho) longe de Brasília e os proíba de dar entrevistas ou postar na internet assuntos internos do governo, nos quais eles não podem nem devem tentar interferir. Se isso não for feito, o governo Bolsonaro pode fracassar já no início. 

Laércio Zannini

spettro@uol.com.br

Garça

Personalismo maléfico

Aprendiz de estadista, Bolsonaro está traindo, em questiúnculas, parte importante do que prometera: o Brasil acima de tudo. Questões de família e de simpatia por determinadas empresas de mídia estão interferindo nos interesses de um governo que deveria ser imparcial e em prol, exclusivamente, do bem do País e da população. Ainda há tempo para correções, mas se persistir em viés tão personalista e pouco pragmático, vai, com o tempo, jogar contra todo o time.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Despreparo óbvio

O editorial Muito ajuda quem não atrapalha (19/2, A3) traduz o que eu penso. Nós, brasileiros, estamos preocupados com o despreparo do presidente. Votei nele para fugir do PT, mas sempre foi notório que o sr. Bolsonaro não estava apto para assumir a Presidência. Vamos torcer para que doravante erre menos.

Vanderlei Cesar Mathilde

vcmathilde@uol.com.br

São Paulo

Coerência e paciência

Não é porque o meu pai é o piloto da aeronave que eu vou mostrar a rota. É preciso ter coerência e paciência, afinal, muitos querendo ajudar podem ocasionar muitos problemas. Estamos em início de governo, nada melhor que deixar que os escolhidos cumpram o papel para que foram designados. O presidente que assuma sua posição, o Brasil não quer se arrepender de o ter elegido. É isso!

Francisco E. A. França

fefranca_3@hotmail.com

São Paulo

‘Volta, Temer’?

Do jeito que os Bolsonaros trapalhões vão desgovernado, logo, logo, vamos ter o povo na rua pedindo: “Volta, Temer!”.

José Ed. Bandeira de Mello

josedumello@gmail.com

Itu

Ao exonerar o ministro Bebianno, o presidente foi coerente com as promessas de campanha. O ex-presidente Temer errou muitas vezes ao passar a mão na cabeça de vários ministros e de políticos amigos que cometeram sérias infrações administrativas. Como castigo, o povo reprovou sua conduta, demonstrando isso nas pesquisas sobre seu governo.

Roberto Hungria

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

Pacote anticrime

Caixa 2 não é crime?

Bolsonaro assina o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, dividido em três partes. Moro afirma que o pacote é uma sinalização de que o governo não será condescendente com a criminalidade, em especial a criminalidade mais grave. Mas, segundo ele, caixa 2 não tem a mesma gravidade da corrupção. Traduzindo: Moro afinou.

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

‘Rachid’

Como o costume é o parâmetro para criar leis e aplicar a justiça, é necessário criminalizar a chamada “rachadinha”, prática comum nas Casas legislativas, em que parlamentares embolsam parte do salário de assessores. 

Jorge de Jesus Longato

financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

Ataques a policiais

Sugestão ao ministro Moro: penas mais severas para criminosos que ataquem policiais. Afinal, esses profissionais se expõem muito em ações em benefício de nós todos, a coletividade, não raro tornando-se alvo preferido de criminosos. Temos de criar mais defesas para eles e inibir os que hoje os atacam.

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Vigilância sempre

O objetivo principal da exoneração de Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência da República - abortar uma crise maior dentro do governo - não pode ofuscar o real motivo da exoneração: o laranjal construído por ele e outros companheiros para fazer mau uso do Fundo Partidário. Isso não pode cair no esquecimento e deve ser apurado com veemência e publicamente pelas autoridades. O laranjal é claro exemplo da política velha e imoral que infesta o Congresso Nacional há décadas, razão pela qual houve renovação significativa do Parlamento nas últimas eleições. Mas não basta votar somente, é imperativo que a opinião pública permaneça vigilante. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Transparência

Com a mesma densidade que o presidente Jair Bolsonaro mandou investigar o laranjal do PSL, demitindo, ainda, o ministro Bebianno, deveria manter a transparência e investigar o seu menudo senador eleito Flávio Bolsonaro e o motorista dele Fabrício Queiroz, por lavagem de dinheiro e outros crimes supostamente cometidos quando ainda era deputado. Caso o presidente eleito, urgentemente, não afaste seus filhos do Palácio do Planalto e comece a governar de fato, corrigindo os rumos do seu governo, corremos seriamente o risco de o Brasil ser governado por uma junta militar, já nos próximos cem dias de governo, salvando dessa maneira o governo do capitão reformado, que, pelo andar da carruagem, não está apto para o cargo.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Alerta

A empolgação de milhões de brasileiros com a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República está caindo. Visitei recentemente duas cidades do interior do Estado de Goiás e, conversando com várias pessoas que nele votaram com entusiasmo, pude notar que está havendo certa descrença, causada principalmente pela intromissão de seu filho Carlos Bolsonaro em assuntos em que não cabe a ele dar pitaco. Tem gente achando que já está passando da hora de cortar o mal pela raiz. É só um alerta. 

Jeovah Ferreira

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

Governo e aparentados

Sem considerar os apadrinhamentos e os "amigos do peito", os mais próximos ao trono sempre se constituíram em pedras de tropeço para os governantes. A família Bolsonaro não poderia estar fora dessa corrente, considerando ainda o fato de estarem muito próximos a uma proteção indiscutível e poderosa. Todos sabemos que adversários favoráveis ou não à família Bolsonaro, com "acertos aqui e ali", estarão muito em breve fumando o cachimbo da paz. Certo estava o sábio Confúcio quando disse que "político é como carvão: em brasa, queima; apagado, suja".

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Malcriação

Carlinhos, pare de fazer malcriação e choramingar, o papai tem bastante serviço a fazer! Vá brincar na sua cadeirinha de vereador no Rio com seus amigos. 

Olavo Fortes Campos Rodrigues

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

Cala a boca, moleque!

Era assim que se formava o caráter de moleques inconvenientes. E o pai nem era militar.

José Luiz Tedesco

tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio 

Nocaute

Gustavo Bebianno caiu ou foi derrubado? Li, reli, ouvi opiniões e concluí que ele caiu. Jair Bolsonaro se sente mais confortável em torno dos filhos e de seus colegas de caserna. É um direito seu. E um fato me chamou a atenção: Bebianno estava muito íntimo dos políticos e teve o apoio deles. E isso foi e é ruim. Queria colar no poder. Só que usou cuspe, ao invés de cola.

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

Chega de falar em Bebianno

Engraçado que para a mídia o que importa é o filho do presidente Bolsonaro ter criado uma demissão no Planalto, mais do que atacar Bebianno, comprovadamente corrupto. Nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma, trocavam ministros como se troca de roupa, e nenhuma demissão foi tão falada como agora. Ou é ciúmes porque até hoje nenhum governo teve tanta influência nas redes sociais e a população está deixando de lado a mídia escrita e falada, ou estão à espera de outra catástrofe para falarem até cansar. Troquem o disco, por favor, porque estão correndo atrás do Brasil. Até agora quem votou em Jair Bolsonaro o apoia, com ou sem os filhos, porque quer um Brasil olhando para a frente, e não para trás. Bebianno já era. Finito!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Militarizando

Posso afirmar categoricamente que não tenho nada contra, muito menos me oponho, a nomeação feita pelo presidente Jair Bolsonaro do general da reserva Floriano Peixoto para a vaga de Gustavo Bebianno, que foi exonerado da Secretaria-Geral da Presidência após a desinteligência e o bate-boca com Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Tudo nos leva a crer que o presidente não encontrou no meio político remanescente, nem entre os recém-empossados, alguém de sua confiança e à altura para assumir o cargo. O general é o oitavo militar a assumir um ministério neste governo - ou seja, eles são mais de 1/3 deles. Faço, aqui, uma pergunta para ser analisada com atenção e muita cautela antes de ser respondida: não estaria o presidente militarizando excessivamente as posições de grande importância e básicas de seu governo? E por quê?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Mais um general

Com a nomeação de Floriano Peixoto para a Secretaria-Geral da Presidência, no lugar de Gustavo Bebianno, são agora oito generais no Ministério do capitão Jair Bolsonaro, cada vez mais parecido com um Estado Maior da Presidência. Nesta toada, daqui a pouco só estarão faltando o General Electric e o General Motors. 

Hélio de Lima Carvalho

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

Bebianno, uma tragédia

Os segredos irrevelados a uma nação abalam-na mais que a verdade. Se conhecemos a verdade, podemos tolerar, perdoar, valorá-la, etc. Já a ciência de que há segredos que poderiam inviabilizar o exercício da Presidência da República parece-nos de maior gravidade: a ignorância sobre o que pode nos molestar severamente gera um quadro psíquico - no caso, um inconsciente coletivo - completamente desconfortável e pleno de ansiedade. Ao dizer que saí, mas não revelo segredos para não abalar o governo de Bolsonaro, Bebianno faz das reticências algo mais grave do que a pronúncia das palavras. Parece que não à toa segredos de Estado foram passados a um subalterno, diretor da Abin.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

O exercício da Previdência e as reformas

A mensagem de vídeo gravada pelo presidente da República e divulgada por rede social na segunda-feira expôs de forma latente a real dimensão do fato envolvendo o PSL e a demissão do ministro Gustavo Bebianno. Em verdade, o presidente Bolsonaro, ao salientar as virtudes do ministro exonerado, assim talvez tenha feito contra a sua própria vontade e sentimento, circunstância que, se verdadeira, demonstrou o eventual temor em relação àquele que se foi e dos supostos segredos que levou consigo, os quais sabe-se lá se, em existindo, quando serão revelados ou que preço custará para não serem contados. Lamentavelmente, o que sobra ao brasileiro de bem é perceber que após dois meses de governo nada mudou e a velha política continua aí e muito ativa, pois o que se teve até aqui foi mais do mesmo. O tempo vai passando e as revelações diárias só fazem demonstrar que a política brasileira e os seus políticos são os mesmos, que nada mudou e provavelmente nada mudará. Pelo visto, os privilégios continuarão grassando nos cantos e nas esquinas de Brasília. A confusão patrocinada pelos arroubos monárquicos da família Bolsonaro certamente custará muito caro à sociedade brasileira quando chegar a hora de verdadeiramente lutar pela aprovação das reformas no Congresso Nacional. Evidencia-se, por todas as notícias e comentários produzidos nos jornais e nos telejornais, que a credibilidade do comandante do Executivo restou violada neste episódio envolvendo o filho palpiteiro encarnado no seio do poder e o ministro politicamente natimorto e, agora, exonerado. Torçamos todos para que os deputados e os senadores tenham consciência e a sabedoria necessária para definitivamente compreenderem que a reforma do Estado brasileiro e, em especial, as reformas da Previdência e da Segurança Pública precisam acontecer independentemente da ausência de preparo do governo para atender aos anseios da Nação e bem governar. Torçamos que os demais ministros palacianos, eivados do peculiar patriotismo, consigam aconselhar o sr. presidente a bem exercer o mister que mais de 200 milhões de brasileiros, neste momento, almejam que aconteça. Tudo sob pena de ocorrer mais uma catástrofe na história política nacional.

Cláudio Abdul Hak Antelo

Claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

Entropia

Na verdade, o governo Bolsonaro se inicia quase dois meses após a posse, atraso motivado por atentado que insiste em não ser totalmente esclarecido quanto a mandantes e motivações, quando serão entregues no Congresso Nacional os esboços dos seus até agora mais importantes projetos: o pacote anticrime e a reforma da Previdência. Lamentavelmente, no pano de fundo estará o desagradável episódio sofregamente explorado por alguns setores dos meios de comunicação, envolvendo o já exonerado secretário-geral da Presidência da República Gustavo Bebianno. Não será hora de focar mais no que realmente interessa ao povo brasileiro, e não de consumir energia, a ser retirada de setores mais importantes, posto que se conserva, aumentando, além do necessário, a entropia inútil?

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Reforma da Previdência

Se for aprovada, ganha o Brasil. Se não for aprovada, perdem os brasileiros. 

Jair Nísio

jair@smartwood.com.br

São Paulo

Falta foco

No editorial "Finalmente, a reforma" (16/2, A3), podemos compreender que está faltando foco para dar andamento à questão da reforma da Previdência, o mesmo foco que talvez falte ao ministro Paulo Guedes com relação às medidas na Economia. Para alcançar um objetivo é necessário, em primeiro lugar, tomar uma decisão e priorizar aquilo que é importante, desprendendo-se daquilo que pode dispersar, o que se traduz no tal foco. Nesse aspecto, o ministro Sergio Moro deu um grande exemplo, sem titubear em suas metas. O foco em questão é a viabilidade do País: sem votar e aprovar a reforma em toque de caixa, o País ficaria em situação deplorável, ainda pior da que se encontra atualmente. O presidente recebeu voto de confiança da grande maioria dos cidadãos, seria uma grande decepção se não correspondesse a ele. Quanto ao ministro Paulo Guedes, é só pôr em prática aquilo que diz nos discursos, é disto mesmo que precisamos: nós, os soldados rasos, que estamos no fronte, aguentando o bombardeiro, enquanto vai se esgotando nossa munição; vulneráveis por causa da pusilanimidade dos nossos comandantes.    

Irene Maria Dell'Avanzi

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

Tudo como dantes

Durante a campanha para as eleições de outubro de 2018 e mesmo no discurso de posse em 1.º de janeiro de 2019, o atual presidente da República prometeu e garantiu uma nova maneira de governar acabando com as práticas nocivas resultantes dos "governos de coalizão" anteriores. Hoje, 46 dias depois de assumir o cargo, o que se vê ou lê? Na coluna "A crise no ar", do jornalista João Domingos, publicada sábado no "Estadão" (16/2, A10), ele informa que o líder do partido do presidente na Câmara admite que o governo, não tendo os 308 votos na Casa e os 49 votos no Senado necessários para aprovar a reforma da Previdência, "(...) terá de oferecer cargos no governo aos partidos e dar garantias de que vai liberar o dinheiro das emendas parlamentares ao Orçamento da União". Diz, ainda, que o mesmo líder admite "(...) que o jeito será recorrer aos costumes da velha política, de construção de uma base governista sustentada no 'toma lá, dá cá', que o presidente tanto combateu durante a campanha". Diante disso, o jornal afirma no final de seu principal editorial (A3) que "certamente já há deputados e senadores imaginando o quanto poderão ganhar com a fragilidade gritante de um presidente que tem menos de dois meses de governo, mas que, de tão precocemente desgastado, parece já estar em fim de mandato". A conclusão do título deste texto é (...) no "quartel do capitão".

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

Reforma democrática

A reforma da Previdência deve ser unia, universal e solidária. Sem incorporação ou manutenção de privilégios. Deve ser para todos. Os vencimentos do poder público a 20 salários mínimos com todos os penduricalhos. Após cinco anos de aprovação, deve-se efetuar uma revisão dos valores e cortar os excessos. Após a votação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional, o povo deve dar sua aprovação por meio de plebiscito ou referendo. Isso, sim, é reforma democrática.

Valdomiro Trento

valdomirotrento@hotmail.com

Santos 

É justo?

Nós, trabalhadores e aposentados pela CLT, fomos sistematicamente roubados - esse é o termo correto, antes e depois do regime militar. Os militares só nos tiraram o direito ao voto, o que foi bom porque não sabemos votar. Todos os que elegemos com voto obrigatório, sem exceção, são sanguessugas da Pátria e muitos ainda roubam. Os biônicos eleitos pelo colégio eleitoral nos custavam menos e eram bem melhores. Antes da "ditadura", todo o dinheiro que tínhamos na Previdência Social foi gasto pelo "presidente bossa nova" na construção de Brasília. O Brasil que, segundo ele, avançaria 50 anos em apenas 5 do seu governo, desde então, só andou para trás, ficando agora difícil demais de fazê-lo andar para a frente. Esse foi o último grande assalto à Previdência antes de 1964. Em 1985 saíram os militares e voltaram os amantes do poder, a roubalheira, o parasitismo e as injustiças. Sem nos consultar, covarde e traiçoeiramente, abaixaram o teto das contribuições para 10 mínimos, reduzindo, assim, nossos benefícios em 50%. Tiraram o abono de permanência e o pecúlio, roubando-nos ainda mais. Depois FHC desvinculou nossos reajustes, antes os mesmos do salário mínimo, chamando-nos de vagabundos. Vagabundo é quem recebe gordas aposentadorias mantendo seus imorais privilégios à custa do eterno pagador de impostos, que nesta "democracia" nada tem de volta. Mentira que a Previdência quebra porque vivemos mais; quebra porque o governo distribui nosso dinheiro para todos. Com ele Dilma Rousseff presenteou os campeões das Copas do Mundo de 58 e 62, que só correram atrás da bola, conheceram o mundo, a fama, ganharam muito dinheiro, mas jamais contribuíram com a Previdência. Principalmente no Nordeste, municípios inteiros dependem quase exclusivamente dos idosos que recebem seus benefícios, mas que também nunca contribuíram. E assim é no Brasil todo. Nós, os trouxas, pagamos e todos recebem. Isso sem falar nos milhares de "Jorginas" da vida que continuam sangrando a Previdência. Senhores, para a Previdência não falir, segundo nosso governo, a reforma é inevitável e urgente, mas os valorosos e nobres senadores, deputados federais e estaduais (é muito deputado) custando bilhões aos cofres públicos continuarão com tantos vergonhosos e injustificáveis privilégios? É justo políticos serem tratados em hospitais de Primeiro Mundo, Albert Einstein e Sírio-Libanês, com o nosso dinheiro, enquanto morremos sem atendimento nos hospitais públicos abandonados e lotados, sem remédios e sem médicos? Esta é a "democracia" que eles elogiam, defendem e gostam.

Nilson Martins Altran

nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul

A questão da saúde

Ainda que a expectativa de vida esteja aumentando no Brasil, há a questão da saúde da população, logicamente em condição bem inferior à de países evoluídos. Por isso não se podem igualar condições previdenciárias. Aumento das condições para o acesso à aposentadoria acarretará, em contrapartida, um incremento nos afastamentos por motivo de saúde. Para atividades mais exigentes fisicamente, como as de policiais e militares, a situação de afastamento seria mais crítica. Algumas atividades civis também são críticas nas exigências físicas, como na construção civil. Por outro lado, com o Loas pagando um salario mínimo a idosos acima de 65 anos e deficientes de famílias de baixa renda, é melhor nem se filiar ao INSS, para muitos.

Heitor Vianna P. Filho

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

Desde que...

Nós, brasileiros, exigimos mudanças na Previdência, desde que sejam nossos vizinhos que irão pagar a conta.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

A Previdência rural

Se megaprodutores rurais atingem cifras bíblicas na exportação de grãos - recebidos em dólares e euros -, é de perguntar: empresário não é aquele que corre todos os riscos, mas colhe integralmente como seus os lucros nababescos que lhes permitem inclusive um estilo de vida de sheiks, permitem-se patrocinar lobbies em todos os níveis para obterem o que lhes é lícito na luta pela produção, comercialização e exportação, por que acham-se credores de subsídios ou isenções que pesam sobre o Tesouro, isto é, a população? Será que o ônus previdenciário deve recair, por exemplo, sobre o microempresário funileiro "Zezinho, Martelinho de Ouro"? Dr. Paulo Guedes, vara de marmelo no glúteo deles, eita!

José Benedito dos Santos

dossantosjosebenedito178@gmail.com

Taubaté

Guedes curto e grosso

Em palestra a empresários em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, curto e grosso, disse recentemente: "Quem insiste em subsídio quebrou o País". E foi além, no lugar de pedir subsídios e outros benefícios, "o que vocês podem fazer pelo Brasil". O ministro está coberto de razão! Precisamos acabar com este vício nefasto que o governo resolve ou pode tudo, mas que, infelizmente, de forma irresponsável, sucessivos governos cedem a esses pedidos dos empresários. Estes, além dos subsídios que sugam dezenas de bilhões de reais por ano do dinheiro público, ainda conseguem até como sonegadores perdão de juros e multas sobre os impostos devidos, como ocorre nos inúmeros Refis aprovados pelo conivente Congresso. O que se espera é que o presidente Jair Bolsonaro dê apoio ao ministro Paulo Guedes para que dê um fim nestes subsídios e recoloque o País na rota do desenvolvimento.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Contradição às boas intenções

O valor médio de todas as aposentadorias do INSS (Regime Geral de Previdência Social) foi de apenas R$ 1.369,00 em 2017 (dados da Secretaria da Previdência), enquanto as médias das aposentadorias dos servidores públicos e de outras castas estatais variaram entre R$ 8.478,00 e R$ 26.823,00 (no mesmo período). É inacreditável que o governo pretenda achatar ainda mais os benefícios da casta privada, piorando as regras do "Sistema de Pontos", que visa unicamente a arrochar ao máximo a aplicação do fator previdenciário. Isso contradiz as "boas intenções" declaradas publicamente por Jair Bolsonaro.

Luiz Brandão da Silva

projeto35@hotmail.com

Teresópolis (RJ)

Capitalização

A adoção do regime de capitalização (fundo de garantia da aposentadoria) para todos é, sem sombra de dúvida, a decisão mais acertada e justa, posto que cada um - empregado com 8% + empregador com 16% - irá contribuir para a formação de poupança da qual sacará o necessário (80% da última base de contribuição) para seu sustento pós-aposentadoria, sem precisar que o governo (diga-se a sociedade) arque com custos de exclusiva competência pessoal. O sistema contemplará todos os cidadãos, de imediato e com retroatividade de valores e prazos, já que o INSS e provavelmente os órgãos que controlam os demais regimes têm a memória de cálculo das contribuições de todos os atuais trabalhadores, com condições, pois, de calculá-los até a data de transição (vigência deste sistema), os quais, somados aos futuros, serão liberados após um tempo definido de contribuições (40 anos), independentemente da idade, exceto nos falecimentos e invalidez permanente. Os valores calculados das contas serão supridos, inicial e proporcionalmente, com 90% dos recursos atualmente disponíveis, deixando 10% destinados a reserva para complemento das aposentadorias imediatas, e o complemento das demais se fará em cinco anos, por meio de dotações do Orçamento da União. Extinguir-se-á todo benefício para o qual não tenha havido contribuição, apenas mantendo-se os atuais beneficiários até o seu falecimento.

Valentim José Camarço Neto

vjcneto@gmail.com

São Paulo

Otimizando a largada 

Neste conturbado início de governo, o presidente Jair Bolsonaro marcaria um gol de placa se, a título de redução de despesas, depois de transferir as atribuições do polêmico ministro Gustavo Bebianno a um de seus serenos generais, no embalo da transformação do limão em limonada, também eliminasse a estranhíssima pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, comandada pela também muito estranha pastora Damares Alves, uma Dilma, quando abre a boca.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

São Paulo

Fuga

A ministra Damares Alves com certeza faltou às aulas de metodologia científica quando cursou a faculdade ("Em entrevista a rádio, Damares aconselha pais de meninas a fugir do País para evitar violência", "Estadão", 15/2). Que ela tenha opiniões pessoais sobre os costumes ainda é tolerável, mas alegar dados de "pesquisas feitas pela sua equipe" para fundamentar sua argumentação é intolerável! Sugere aos pais de meninas fugirem do Brasil. Ora, ministra, não sabe, não, o alto índice de abuso sexual cometido pelos próprios pais? E muitos com a cumplicidade silenciosa das mães? Esse tipo de conduta só deixa cada vez mais desassistidas as meninas brasileiras. Ministra, volte para a igreja e fique por lá, por favor!

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

Damares Alves

Depois de ter dito que viu Jesus num pé de goiaba e de ter posicionado que "meninos vestem azul e meninas, rosa", a polêmica pastora e ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que revelou ter sido estuprada por um pastor aos 8 anos (!), sugeriu aos pais e mães de meninas brasileiras que fujam do País, apontado por uma pesquisa sobre abuso sexual como o pior lugar da América do Sul para criá-las. Pelo jeito, não será surpresa se muito em breve a ministra liderar campanha nacional para o uso obrigatório da burca. A que ponto chegamos! 

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Declarações polêmicas

Qual vai ser o próximo conselho da ministra Damares?

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

Silêncio

Em face das constantes e polêmicas afirmações da ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, o melhor que ela poderia fazer era aprender Libras com a esposa do presidente Bolsonaro e, uma vez concluído o curso, nunca mais abrir a boca.  O governo, o País e nossa inteligência agradeceriam.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Aos amigos...

Certa mídia televisiva brasileira tem dado grande destaque às declarações da boquirrota ministra Damares Alves, mas, não faz muito tempo, a mesma emissora não costumava dar nenhum destaque às declarações e discursos quase sempre patéticos e desconexos da então presidenta Dilma. Como dizia Maquiavel, "para os amigos, tudo; para os inimigos, o rigor da lei".

Luiz Henrique Penchiari

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

'Novo' governo

Bolsonaro prometia um novo governo, novo Congresso e novos ministros. Com saudades de Dilma, nomeou Damares.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

'Sínodo da Amazônia'

Esclarecedor o artigo "Sínodo da Amazônia", de autoria do professor Denis Lerrer Rosenfield, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), publicado na segunda-feira (18/2, A2), alertando para o fato de que as razões apresentadas no documento preparatório para o evento - supostamente universais, ambientais e humanitárias - escondem os interesses da ala esquerdista da Igreja Católica, baseada no marxismo, seguida claramente pela CNBB, na Teologia da Libertação. Põe em risco a soberania nacional pois se visa, claramente, a retirar uma fatia do território de nosso país. Além do mais, muita terra já foi doada para poucos índios: segundo o IBGE, cerca de 1 milhão de indígenas ocupa 2,5% do território nacional em área demarcada. Confiemos na eficiência e no patriotismo de nosso atual presidente Jair Bolsonaro e de seus ministros, que desde a campanha eleitoral vêm demonstrando preocupação com o problema. 

Maria Cecília Naclério Homem

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

Sínodo esquerdo-amazônico

A Igreja Vermelha nunca deu ponto sem nó. Minha hóstia primeiro, que a farinha é pouca. No popular, é o tal "por baixo dos panos". Eclesiasticamente, por debaixo da batina...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Protesto

Venho por meio do "Fórum dos Leitores" expressar a minha indignação com a coluna "Sínodo da Amazônia" (18/2, A2), em que o autor diz que a Igreja Católica ajudou a fundar partido político e movimentos. Desde já venho dizer que sou atuante e nunca pediram voto para mim, nem para partido "a" ou "b", e quero dizer que a "minha" igreja é a maior instituição de caridade do mundo, com cerca de 115.352 institutos como hospitais, asilos, dispersários, etc. E outra coisa, o autor diz que o Brasil não tem desmatamentos - por favor, que venha ao interior conhecer as usinas de álcool.

Marcelo Batista

marcelobatistang@gmail.com

Nova Granada

'Sobre a identidade internacional do Brasil'

Ao focar a questão da identidade internacional do Brasil ("Estado", 17/2, A2), o professor celso lafer nos brindou com brilhante aula do que venha a ser essa matéria. Ressaltou a importância de manter o fio da continuidade que permite falar em identidade internacional (citando Deutsch), a manter uma coerência de longa duração, desde a independência, apesar e acima de compreensíveis incoerências conjunturais, provenientes das contradições da vida e das ações politicas. "A perspectiva organiza a realidade", citando Ortega y Gasset. Traz a lume a lição de San Tiago Dantas, segundo quem "a continuidade é um requisito da política externa, independentemente aos problemas administrativos do país", completando com a afirmação de que "a projeção da conduta do Estado no seio da sociedade internacional revele um alto grau de estabilidade e assegure crédito aos compromissos assumidos". Importante, ainda, e de leitura obrigatória, os sinais de preocupação com eventuais rupturas, no momento, com aquilo que se encontra de terminado em nossa Constituição: "o Brasil não é um Estado confessional", preleciona o mestre Lafer. Ilustra, ainda, sua preleção, com a lição lapidar de Hannah Arendt: "Somos do mundo, e não apenas estamos no mundo". Recomendo a leitura deste artigo a todos aqueles que se considerem ser do mundo.

Tullio Formícola

tulney@gmail.com

São Paulo

Nenhum exemplo

O ex-ministro Celso Lafer, na edição de domingo (17/2, A2), atribuiu alguns pontos negativos à atuação do ministro Ernesto Araújo na condução do Itamaraty. Só se esqueceu de citar pelo menos um único exemplo real daquilo que afirma que o atual ministro estaria fazendo de errado. Além da deselegância de um antecessor passar pito naquele que está sentado na cadeira, Lafer esqueceu-se de combinar com a realidade. E não é a primeira vez que o faz.

Thiago Rachid

thiago.rachid@gmail.com

Nova Iguaçu (RJ)

A fome de Leviatã

É inconcebível a quebra do sigilo bancário da banca de defesa de Antônio Cláudio Mariz de Oliveira ("Estadão", 19/2, A3). Mussolini, em uma só noite, mandou incendiar 40 escritórios de advocacia. Atentar de forma inconstitucional e ilegal contra uma biografia que incansavelmente se dedicada a lutar em prol das liberdades e da ampla defesa, como a de Mariz de Oliveira, mais que iluminar caminhos tortuosos além dos limites do poder estatal, incendeia toda a advocacia e a sociedade, tornando hobbesiana a administração da Justiça e os cidadãos presa - ou presos - da fome de Leviatã. 

Rodrigo de A. Sodré S. Gouveia

rsampaiogouveia@hotmail.com

São Paulo

Origem de recursos e sua licitude

Se um advogado ou juiz tem participação em casos jurídicos cuja origem dos recursos do réu é ilícita, por que não se deve investigar como os recursos do réu foram direcionados? Nos Estados Unidos, se um advogado recebe recursos de origem ilícita, ele passa a ser investigado e com quase certeza passa a ser réu. Por que aqui, na terra tupiniquim, tem-se de preservar situação em que recursos ilícitos podem estar suportando mais corrupção?

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas

'Abuso evidente'

O editorial de 17/2, com o título "Abuso evidente", trouxe entre aspas uma citação do sr. Gilmar Mendes: "Se eles fazem isso com ministro do STF, o que não estarão fazendo com o cidadão comum?". Será necessária uma prova mais contundente de que, aos olhos deste senhor, os cidadãos brasileiros não são iguais perante a lei? Cadê a Constituição, que ele tem obrigação de defender?

Fernando Caiuby

fernando@elvirabrandao.com.br

Vinhedo

Marajás tupiniquins

Acostumados com as facilidades, as blindagens políticas e retaguardas jurídicas que protegem nossos marajás, sejam eles de quaisquer de nossas instituições, fica difícil de discernir como e quando aprovar ou desaprovar as consequências, advindas dos atuais vazamentos, dos sigilosos dados financeiros e patrimoniais de alguns dos nossos funcionários públicos, regiamente pagos com o suor e sofrimento da maioria dos cidadãos brasileiros. Nada contra o editorial "Abuso evidente", do nosso "Estadão" de 17/2, mas fica a pergunta que todo brasileiro está fazendo neste momento: se não fosse por "estes vazamentos abusados", quando seriam descobertas falcatruas e enriquecimentos ilícitos da maioria dos marajás tupiniquins? Jamais!

Aloisio Arruda De Lucca

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Segunda instância

Das redes sociais: juristas e escritórios de renome, finalmente, firmaram a sua jurisprudência corporativa sobre a prisão em segunda instância. "A prisão de um condenado só pode acontecer quando este não tiver mais condições de pagar os honorários". Revoguem-se os entendimentos em contrário.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Prisão e condenação em segunda instância

Por unanimidade, a segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter uma decisão do ministro Gilmar Mendes e negou recurso, impetrado por um grupo de advogados do Ceará, para conceder habeas corpus coletivo a condenados em segunda instância. Mas é de admirar como o mercado de trabalho e de renda, corporativista e numa visão economista e financista, consegue suplantar as vontades populares, os conselhos dos setores especializados e as necessidades pragmáticas da sociedade. O advogado é essencial e necessário, o Direito, uma legenda e um sagrado ofício, porém a sociedade é a razão de ser de todas as instituições e do próprio Estado, e os nossos tempos atuais são, em uníssono, um clamor aflitivo pela necessidade da medida que os nobres cearenses pretendem coibir, a da prisão após a condenação em segunda instância da Justiça.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

De novo o fanfarrão

O fanfarrão e presidiário Lula da Silva "rabiscou" na intimação que recebeu sobre a sua segunda condenação - agora, no caso do sítio de Atibaia - que não reconhecia a legitimidade sentencial imposta pela juíza federal Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Criminal de Curitiba. Arrogante e prepotente, desde a primeira audiência, Lula desafia a Justiça em todas as oportunidades que tem. Na verdade, presume-se que "elle" não leu e pouco menos entendeu o teor da fundamentação daquele ato. Talvez nas próximas condenações o homem "mais honesto" seja mais humilde e respeitador.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Já disse Ciro Gomes

Lula não reconhece a legitimidade da sentença do sítio de Atibaia. Você está preso, babaca!

Ely Weinstein

elyw@terra.com.br

São Paulo

Desaforo

O prisioneiro Lula da Silva, condenado a 25 anos de prisão, ao tomar ciência de sua segunda condenação proferida pela juíza federal Gabriela Hardt, escreveu não reconhecer condenação e que é inocente. É mais uma demonstração de acinte e de afronta ao Judiciário do ex-presidente que se julga acima do bem e do mal.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Cabe recurso

Não reconhecer a sentença, seja qual for, tudo bem, mas assine e fique bonzinho, que cabe recurso, como ele mesmo considera, embora saibamos e esperamos que não dê em nada, exceto se aumentar a pena, como já ocorreu na condenação anterior. De qualquer forma, 25 anos passam rápido e Lula se acostumará. Simples assim.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Catataus

Não passa de uma farsa deslavada esta história de Fernando Haddad ser novamente advogado do ex-presidente Lula. Com essa nomeação, terá mais dias para visitas e livre acesso à espaçosa e confortável "cela presidencial". Lá, discutirão de tudo, menos, é claro, estratégias para a defesa do condenado, somente se prestarão essas visitas do doutor poste para levar e trazer recados, e assim colocar em dia as tramoias petistas. O causídico constituído será na verdade o portador de "catataus" do poderoso chefão condenado a 25 anos de reclusão. Para quem não sabe, "catatau" é uma gíria utilizada por presidiários para fazer chegar a criminosos do lado de fora da penitenciária recados para a execução das mais perversas tarefas. 

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

IPTU carioca

O pagamento do IPTU é para o contribuinte uma forma de fazer penitência. Realmente, estou pagando meus pecados a peso de ouro. De janeiro/2017 a janeiro/2019 tive um aumento acumulado de 125% no IPTU, contra um de 12,5% em minha aposentadoria. Seria mais adequado se a sigla IPTU significasse "Indecente e Pavoroso Tributo Urbano". O IPTU virou caso de polícia.  

Marcelo de Lima Araújo

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Aberrações dos planos de saúde

Os planos de saúde continuam sapateando em cima de seus desafortunados clientes. Além de aumentar suas mensalidades bem acima do valor aceitável da correção monetária oficial - fazendo com que os aposentados muitas vezes tenham de parar de pagar o plano por não terem mais condições simplesmente matemáticas, uma injustiça criminosa -, praticam descaradamente outros pequenos furtos. Uma pessoa pagando o valor máximo de um plano (no caso, de R$ 3.800 por mês) se vê impedida de fazer certos exames de sangue com valores até inferiores a R$ 100. Outra aberração inaceitável é de um cliente meu, com 86 anos de idade, que nunca utilizou seu plano hospitalar (R$ 4.200 mensais) e morreu atropelado, deixando esta baba de dinheiro intacta para seu explorador. Embora, como sempre, possa haver as letrinhas minúsculas no contrato de adesão, isso é roubo e merecia uma intervenção do governo para devolver em parte este valor que simplesmente foi doado ao milionário plano sem nenhuma contrapartida.

Geraldo Siffert Junior

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

Greve no SUS

Como fica a pobre população pobre?

Antônio Sérgio Isnidarsi

aiisnidarsi1@hotmail.com

São Paulo 

'Multas nos pedágios' - Esclarecimento

Sobre a carta do leitor sr. Luciano Harary "Multas nos pedágios", a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) esclarece que a aplicação de multas aos veículos que excedem a velocidade, seja no perímetro das praças de pedágio ou fora delas, nas rodovias do Estado é de competência da Polícia Rodoviária Militar e do DER. A multa para o motorista que excede o limite de velocidade de 40 km/h não foi instituída agora. O que ocorreu foi o início de fiscalização eletrônica dessa infração nas praças de pedágio, o que já ocorre em outros pontos da rodovia. A agência reguladora esclarece, ainda, que não há qualquer relação entre o início da fiscalização eletrônica e o custo para a manutenção de cabines danificadas, inclusive porque esses reparos são responsabilidade das concessionárias e não há aplicação de verba dos cofres públicos nessa manutenção. O início dessa modalidade de fiscalização ocorre estritamente por questões de segurança viária, já que o excesso de velocidade nas proximidades das praças de pedágio põe em risco não somente quem comete a infração, mas também aqueles que cumprem a legislação de trânsito. Cabe destacar, ainda, que a nova modalidade de fiscalização está em implantação somente nas novas concessões (rodovias operadas pela ViaPaulista e Entrevias), conforme previsto nos contratos de concessões mais recentes.

Silvana Martinucci

artespimprensa@artesp.sp.gov.br

São Paulo

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