Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2019 | 01h00

Reformas

Previdência

Na manhã de ontem o presidente da República levou pessoalmente ao Congresso Nacional o texto da PEC da Previdência, cujas regras para concessão de aposentadoria e outros benefícios serão bem mais rigorosas. É consenso que o sistema de seguridade social precisa de ajustes, mas nada comparado à maioria dos itens constantes da proposta de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro. Elevar a idade mínima para 65 anos (homens) e 62 (mulheres), restringir a pensão por morte a 60% do valor do benefício, conceder abono salarial apenas a quem ganha um salário mínimo e pagar menos que o mínimo àqueles que recorrem ao Benefício de Prestação Continuada são alguns pontos difíceis de aceitar e que merecem especial atenção. Pôr os políticos no regime geral, reduzir as alíquotas previdenciárias e aplicá-las de acordo com o salário e inserir o funcionalismo público nas mesmas regras são pontos positivos. Porém a reforma terá de ser amplamente discutida com a sociedade. A austeridade proposta para os trabalhadores da iniciativa privada é absolutamente desproporcional e ainda não há sinalização dos sacrifícios que serão impostos aos militares. É chegado o momento de a sociedade entrar no debate, com espírito público e consciência democrática. 

Willian Martins

martins.willian@globo.com

Guararema

É preciso bem mais

A maioria dos políticos, empresários e da população pensa que a reforma da Previdência vai salvar o Brasil do atoleiro em que se encontra. Não, não vai, nem daqui a 20 ou 30 anos. O País necessita urgentemente de muitas outras reformas, como a tributária, a política, a judiciária, a trabalhista, a educacional e até, digamos, “religiosa”. Exemplo: cobrar imposto das igrejas sobre o dízimo recebido dos fiéis, que, na verdade, está sendo usado para construir templos faraônicos no Brasil e no exterior, pouquíssimo é gasto em causas sociais. A reforma agrária, de que pouco se fala, é tão importante quanto a da Previdência. Milhões de quilômetros quadrados sem uso para nada, a não ser a criação de cupins. E por aí vai. O real crescimento do produto interno bruto, a geração de riquezas, dependerá não só da reforma da Previdência, mas do conjunto dessas reformas.

Valdy Callado

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

Mudanças políticas

A reforma política deve começar pela reforma dos políticos. Sugiro, pelo bem do Brasil, extinguir a figura dos suplentes, os cargos comissionados, os de livre provimento, as aposentadorias de políticos e os foros privilegiados em qualquer circunstância. Políticos devem trabalhar com funcionários de carreira que já existem nas Casas legislativas. Basta de assessores “de confiança” parasitas do Estado.

Carlos A. Borges

borges.ca@gmail.com

Rio de Janeiro

Pacote anticrime

Deputados e senadores que já receberam caixa 2, e parece que são a maioria, jamais votarão a favor de um projeto que vai criminalizar tal prática. A única possibilidade de isso ser feito é colocar no projeto de lei um artigo isentando os parlamentares atuais de serem processados por tal prática no passado. Por muito que isso possa doer, talvez seja uma saída para o impasse que se vai criar, fatiando ou não o projeto que o ministro Sergio Moro está apresentando. 

Roberto Croitor

roberto.croitor@gmail.com

São Paulo

Governo Bolsonaro

Dilema hamletiano

Parece-me que estamos diante do dilema de Hamlet, ser ou não ser, no explosivo caso da demissão do ex-ministro Gustavo Bebianno. É a conclusão a que chego depois desse rebuliço todo. Caso Carlos Bolsonaro tenha influenciado o presidente a demitir Bebianno e este esteja com a razão, evidentemente, temos um chefe do Executivo inseguro e debilitado. Se, ao contrário, o presidente não se deixou influenciar e tomou uma decisão que se mostrou de alto risco, temos no mais alto cargo da Nação uma pessoa com decisões exaltadas e imoderadas. Imaginando, por último, que o ex-ministro não esteja com a razão, então faltou ao presidente competência para, sem estardalhaço, solucionar um caso corriqueiro como é a exoneração de um ministro. Qualquer alternativa é altamente preocupante.

Éden A. Santos

edensantos@uol.com.br

Barueri

Áudios esclarecedores

Nos áudios divulgados pelo ex-ministro Gustavo Bebianno percebe-se claramente quem mentiu nessa comédia pastelão. Agora fica a pergunta: como se sustenta na cadeira um presidente desmascarado na mentira? Creio que, além de fraco, o presidente mostrou-se de fato totalmente incapaz de resolver uma situação banal. Imaginemos quando surgirem crises realmente sérias diante do “capitão”. Parece que a comparação com o ex-presidente Jânio Quadros não é tão absurda assim. Mas até Jânio teria agido com mais sobriedade. Apertem os cintos!

Sandro Ferreira

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

Luz amarela

É bom lembrar que a campanha de Bolsonaro foi feita pelo povo, que o elegeu porque sua proposta de governo era condizente com os anseios da maioria esclarecida, que não aguentava mais a incompetência administrativa e a corrupção desmesurada dos 13 anos de governo do PT, o inchaço da máquina pública por milhares de funcionários comissionados e infestada de parentes de políticos e esquerdistas, o aparelhamento do Estado em todos os níveis, o déficit crescente nas contas públicas. O mote de sua campanha foi “o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, com a promessa de fazer tudo diferente, sem ideologia, valorizando a competência e combatendo à corrupção. Mas nem bem começou seu governo e já nos deparamos com a acusação do Ministério Público do Rio de que um de seus filhos estaria envolvido em enriquecimento ilícito e com a interferência de outro filho nos assuntos de governo, provocando a queda de um ministro. Isso é tudo o que a oposição deseja para desconstruir sua imagem de homem honesto e solapar a estrutura de seu governo. E é um prato cheio para a imprensa alinhada com a esquerda. Está na hora de acordar para a realidade dos fatos. A luz amarela acendeu. Pulso firme com seus “garotos”, não permitindo intromissão nos assuntos de governo, objetividade no trato das matérias relevantes que foram promessa de campanha e o conduziram à Presidência. Dizem que a oportunidade é uma deusa que tem cabelos na testa e deve ser agarrada pela frente. Depois que ela passa, a única coisa a fazer é lamentar.

José Varlese Filho

jvarlese@uol.com.br

Mairiporã

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O presidente mentiu

Lamentável e muito ruim para esta República que o presidente Jair Bolsonaro tenha demitido seu fiel amigo e ministro Gustavo Bebianno chamando-o de mentiroso quando, na verdade - e relatos da imprensa já indicavam isso - o mentiroso é o próprio presidente, conforme áudios divulgados pelo site da revista "Veja" na terça-feira. Diferentemente do que dissera o destemperado e irresponsável Carlos Bolsonaro, filho do presidente, houve, sim, no dia 12 de fevereiro, quando ainda o presidente estava hospitalizado, as conversas pelo WhatsApp entre Bebianno e Bolsonaro. Eles discutiram, sim, sobre a relação com a TV Globo, sobre uma viagem à Amazônia, revelada pelo "Estadão", e também sobre as suspeitas de que haveria candidatura laranja no partido de ambos, o PSL. Por este triste episódio, o que se vê é que o presidente demonstra inaptidão para o cargo que ocupa. Falta-lhe diplomacia e sobra inconsequência institucional. E, por fim, o presidente demonstrou que é desleal com aqueles que, como Bebianno, o ajudaram a se eleger. Infelizmente, já começa a perder o apoio até de parte dos 57,8 milhões de eleitores que lhe conferiram o voto nas urnas. Não será desta forma torpe, como agiu no caso de Bebianno, que conseguirá apoio para aprovar projetos na sua gestão. Ainda assim, e pelo amor à Pátria, a maioria dos brasileiros torce para que o presidente Jair Bolsonaro seja humilde, faça um "mea culpa", afaste seus filhos do poder e conduza sua gestão com dignidade e com a eficiência que permita o desenvolvimento econômico e social do País. Caso contrário, o Brasil afunda de vez.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Gravações reveladas

Depois de ouvir as gravações divulgadas pela revista "Veja", fiquei com saudade do Lula...

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

Bolsonaro x Bebianno

E agora, Jair?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso

zaffalon@uol.com.br

Bauru

Briga de comadres

É dantesca a briga de comadres enraivecidas sobre quem disse o quê. De um lado, a tia Maricota; e, do outro lado do rinque, a tia Cotinha. Enquanto o País espera pelas reformas necessárias, as "comadres" ficam de "mal", entrelaçando os respectivos dedinhos mindinhos. Que Gustavo Bebianno e o clã Bolsonaro façam, imediatamente, as pazes, entrelaçando seus dedões "mata piolho", senão ficarão de castigo. É uma vergonha nacional!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Clã Bolsonaro

Todos sabemos que o sr. Carlos Bolsonaro é vereador da Câmara do Rio de Janeiro. Não é lá que ele deve trabalhar? Ele foi responsável pela exoneração do sr. Bebianno. Ele colocar o primo com crachá para circular pelo palácio é demais! Com que objetivo? O sr. Carlos pode tudo? "Capitão", arrume a casa, se não ela desaba.

Ariovaldo J. Geraissate

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

Quem é o presidente do Brasil?

Votei em Jair Messias Bolsonaro para ser o presidente do Brasil, e não nos seus filhos e muito menos nos seus assessores especiais Tercio, José Matheus, Filipe Martins e no seu sobrinho Léo Índio, que nem cargo possui no Planalto, mas anda por lá com tamanha desenvoltura que parece ter cargo de ministro. Em um mês e meio de governo, as trapalhadas foram suficientes para deixar dúvidas sobre quem realmente irá governar este país e conduzi-lo para aprovar as reformas necessárias para o seu crescimento. Presidente, se isso ocorresse dentro das Forças Armadas, seria permitido? E, se ocorresse, o senhor concordaria?

Darci Trabachin de Barros

darci.trabachin@gmail.com

Limeira

Bolsonaro não faz curvas

As gravações revelaram um Bebianno pusilânime e um presidente que não faz curvas, vai direto ao ponto.

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Crise? Que crise?

Uma demissão por justa causa provoca crise no governo Bolsonaro. Bem, é pelo menos isso que a imprensa vem querendo promover a todo custo. A quebra de confiança está patente nos fatos, e isso é indiscutível. Transformar isso em crise faz parte de um plano diabólico de alguns setores da grande mídia, inconformados com a perda das benesses que tinham nas gestões anteriores. Esperamos que o Congresso Nacional tenha maturidade e discernimento suficientes para avaliar a real necessidade do País, que são as reformas. Ninguém é mais importante que o Brasil. A "crise" que a mídia e alguns esquerdopatas que ainda grassam nos porões dos Três Poderes querem plantar neste novo Brasil não vai pegar, porque o brasileiro já está vacinado e escolado, suficientemente, para dar o troco a estes antipatriotas. 

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

O avesso da censura

Em 2005 Lula mandou ao Congresso projeto de lei que previa a criação do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ) e suas seções federais, o qual teria poderes para "orientar, disciplinar e fiscalizar" o exercício da profissão, com poderes inclusive de punir jornalistas. Foi a primeira tentativa dos petistas de estabelecer censura nos órgãos de imprensa. Muita gritaria, e não foi aprovado este PL, mas sucessivas tentativas de aprovação se deram em 2010, 2011 e 2014. Tudo em vão, para o bem da liberdade de imprensa e de expressão. Agora, no entanto, que o povo conseguiu eleger um candidato que se propôs a acabar com o sistema político e institucional podre, de repente os órgãos de imprensa e quase toda a classe jornalística se volta contra Bolsonaro, declararam guerra a ele. De que forma? Notícias positivas de seu governo estão sendo minimizadas e até ignoradas. As más notícias estão sendo ampliadas e repetidas à exaustão. Instituíram a censura às avessas, dominando os meios de informação! Por que tanta raiva e repulsa? Porque um capitão do Exército, um militar, ousou enfrentar e vencer o sistema podre, a política corroída, numa campanha em que praticamente não gastou dinheiro, sem depender da mídia e já anunciando com antecipação que não iria repassar verbas públicas para a imprensa e tampouco perdoar dívidas, os velhos calotes que eram relevados pelos governos petistas. Aqui está o rebuliço! A esquerda trabalhou muito bem durante os últimos anos, como acentuou José Dirceu (que está solto!) em entrevista: ela ocupou as universidades e escolas, ela aparelhou a mídia e tem um Judiciário subserviente. É contra este verdadeiro "exército" que teremos de lutar, e ainda contra os leitores que se deixam convencer facilmente pelas notícias veiculadas pelos grandes grupos jornalísticos e passam a replicá-las sem nem sopesar o assunto. Eu garanto que Lula fica grato a cada leitor que assim faz. Eu vou encarar. A guerra só começou, e não vamos jogar a toalha. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Primarismo

Simplesmente impressionante o primarismo do presidente Jair Bolsonaro ao tachar a Globo como "inimiga", dizendo, entre outras bobagens, que, se o ministro Bebianno conversasse com um diretor da empresa, "estaria botando o inimigo dentro de casa". Órgãos sérios como a Globo, o "Estadão", etc. não inventam notícias, apenas as divulgam. Eventuais comentários e interpretações, se não agradarem a alguns, devem ser contrapostos a novas interpretações, gerando assim um debate civilizado. Outra coisa que me irrita é o círculo mais próximo do presidente insistir em tratá-lo como "capitão". Isso cheira à Dilma querendo ser tratada como "presidenta". Está certo que ele é um capitão da reserva, mas no presente está ocupando o cargo de presidente da República. Então teríamos de tratar todos segundo suas profissões - eletricista José, auxiliar de escritório João, passeador de cachorros Willian, etc.

Nestor Rodrigues Pereira Filho

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

A grande tarefa

Apresentados ao Congresso Nacional os projetos da nova lei anticrime e da reforma da Previdência, o governo dá o primeiro passo de sua grande tarefa. O Executivo, com os projetos, dá a partida das reformas, e agora cabe aos congressistas fazer que dali saiam as leis que mais atendam aos interesses da comunidade. Precisamos de um Estado em condições de bem gerenciar sua máquina administrativa e de serviços, e de induzir o desenvolvimento. Os dois projetos não são meras propostas de governo. São imperativos nacionais para livrar o País das leis e práticas casuísticas que nos conduziram à crise. A nova lei anticrime deverá acabar com a impunidade aos praticantes de delitos, a represália aos agentes da lei e a outras fraquezas que as políticas de esquerda trouxeram ao setor e hoje potencializam o crime. Na Previdência, é preciso corrigir distorções, eliminar privilégios e reconhecer as especificidades das diferentes categorias de trabalhadores. Executivo e Legislativo têm todo o protagonismo neste processo de reconstrução nacional. Se trabalharem bem, vão encerrar o nefasto ciclo de judicialização da política, o que será muito bom, pois o Poder Judiciário, além de guardar a Constituição, tem a vasta tarefa de julgar as divergências da sociedade e harmonizá-las com o ordenamento jurídico. 

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Laranjal

O PSOL distribuiu laranjas na Câmara dos Deputados durante a ida de Bolsonaro para apresentar sua reforma. Seus integrantes fariam o mesmo para protestar contra os laranjas do PT ou Lula? Ainda bem que não me iludo com nada e ninguém.

Devanir Amâncio

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

Vontade de vestir o pijama

Em pleno dia útil, um bando de desocupados liderados pelas centrais sindicais se reúne na Praça da Sé para protestar contra a necessária e urgente reforma da Previdência. O atual modelo previdenciário, segundo a grande maioria dos economistas, é insustentável. A longevidade do brasileiro gira em torno de 74 anos e o número de idosos no País é cada vez maior. Contribuir por apenas 15 anos para vestir o pijama, como defendem os sindicatos, é uma piada de mau gosto que só se justifica por aqueles que defendem o "quanto pior, melhor".

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Militares

Parece confusa a reforma da Previdência. Querem impor 35 anos de serviço aos militares, incluindo policiais e bombeiros militares. Entretanto, pretende-se manter 30 anos e 25 anos para policiais federais e civis. Haveria neste caso uma discrepância de dez anos, entre a mulher policial e a militar. Se confirmado, haveria judicalização. Por outro lado, afastaria mais ainda a atratividade de profissionais para a área militar, como os médicos.

Heitor Vianna P. Filho

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

A Previdência e o pacote anticrime

A imprensa de forma geral insiste na possibilidade de uma proposta atrapalhar a outra, ou seja, a reforma da Previdência atrapalhar o pacote anticrime. A mídia, os parlamentares e a sociedade estão sabendo que ambos os pacotes são necessários para mudar o Brasil. Ambos estiveram na campanha de Jair Bolsonaro e foram assimilados pelos eleitores como medidas que melhorariam o País tanto no campo econômico quanto no campo da segurança, dando qualidade de vida às pessoas. Portanto, não há problema algum em votar ambos. O Brasil passa por uma oportunidade única ao votar o pacote anticrime que nenhum governo propôs até hoje. Este pacote engloba o crime organizado, crime violento e corrupção. Segundo Sergio Moro, é necessário endurecer em relação à criminalidade mais grave, e que o foco não é aumentar as penas, e sim as regras de cumprimento delas. Doa a quem doer, o caixa 2, crime eleitoral, precisa ser tipificado. Sobre "licença para matar", discurso da esquerda, gostaria de saber o que esta gente pensa quando a licença para matar foi dada aos bandidos, que matam sem piedade suas vítimas e saem pela porta da frente das delegacias. 

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Além das reformas

Além das reformas indispensáveis pelas quais o País precisa passar, existem outras panaceias que precisam ser atacadas, sob pena de, se isso não for feito em muito pouco tempo, desequilíbrios ainda mais graves ressurgirem. Diversos órgãos públicos clamam pela autonomia administrativa e financeira, além do reconhecimento como carreira típica de Estado. É o caso das universidades, Defensorias Públicas e dos Ministérios Públicos, o que na prática significa escapar de controles mais rígidos no tocante à qualidade dos serviços prestados e dos gastos que são efetuados por estes órgãos, os quais são programados como se o orçamento público fosse infinito - uma vez criados estes órgãos, tem sido praticamente impossível extingui-los. Mas o serviço público para a sociedade não precisa ser prestado diretamente pelos governos; aliás, pode ser que ele seja mais eficiente se terceirizado a entidades especializadas no assunto. As Câmaras Municipais e federal, Assembleias, Congresso, Senado, além dos chefes dos Poderes Executivo e Judiciário, não podem continuar a arbitrar seus próprios salários e condições de trabalho sem nenhum tipo de controle social. Está mais do que na hora de serem criados conselhos integrados por membros da sociedade, com função social e sem remuneração, que passa em arbitrar as condições salariais e de funcionamento dos órgãos ditos autônomos e dos órgãos públicos em geral, pois a autonomia em benefício próprio é ilegítima. O que é legítimo é o atendimento das necessidades da sociedade.

Airton Reis Júnior

areisjr@uol.com.br

São Paulo

Tragédias brasileiras

Há alguns dias, a coluna "Direto da Fonte" informou sobre o almoço do ministro Sergio Moro no Instituto dos Advogados para apresentar o Projeto Anticorrupção e Antiviolência e que sofreria críticas contundentes do advogado Antônio Mariz de Oliveira, que alega ser este projeto apenas de endurecimento de penas, sem falar em prevenção ao crime. Com o devido respeito, discordo veementemente da opinião do nobre advogado, porque no Brasil temos leis, normas, regulamentos e Tribunais de Contas em número suficiente para coibir atos criminosos ou no mínimo negligentes, que com certeza poderiam evitar não só as tragédias já amplamente comentadas, mas também aquelas que afetam o dia a dia das pessoas, como construções edificadas irregularmente ou em áreas de risco, o atendimento na saúde pública, o desrespeito às leis de trânsito, a criminalidade, etc. E somente com penas mais duras e que sejam efetivamente cumpridas, sem infindáveis recursos, é que o cidadão brasileiro se conscientizaria a ter mais respeito pelas leis e no trato com a coisa pública. 

Celso Neves Dacca

celsodacca@gmail.com

São Paulo

População carcerária

É sabido que temos uma superpopulação carcerária no País. A "plea bargain", proposta pelo ministro Sergio Moro, é sem dúvida um avanço em desobstruir a Justiça e, por decorrência, aliviar a superlotação dos nosso presídios. O que não entendo é por que os estrangeiros que são detidos no Brasil por tráfico de drogas, quer sejam simples "mulas" ou mesmo traficantes de grosso calibre, tenham de cumprir pena no Brasil, para só depois serem extraditados. Não seria mais lógicos que fossem indiciados e imediatamente extraditados?

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Transferências e segurança

Marcola e mais 21 detentos foram transferidos para diversos presídios federais de segurança máxima. Sendo aqui Brasil, onde tudo é para inglês ver, acredito que o regimento dessas penitenciárias deve ser duríssimo e cada detento só poderá ter, no máximo, uma linha de celular por operadora. 

Lauro Becker

beckerjr2018@gmail.com

Indaiatuba

Ao infinito

A 60.ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Operação Ad Infinitum, foi deflagrada pela Polícia Federal e voltou a prender, pela 3.ª vez, o engenheiro Paulo Preto, suspeito de desvios do dinheiro público num montante que chega a absurdos R$ 130 milhões. Como das duas primeiras vezes em que foi preso, Paulo Preto recebeu habeas corpus concedido pelo ministro do STF Gilmar Mendes, e o nome escolhido para esta nova fase da Lava Jato, "ad infinitum", parece ser uma alusão à obstinação com que os defensores do cumprimento das leis perseguirão tal intento, sem contemporização e sem descanso, apesar de todos aqueles que militam contrariamente, dificultando que a justiça seja feita e que os malfeitores sejam penalizados dentro do estrito sentido das leis.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Banho de sol

Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, operador da corrupção para o PSDB e para si, guardava mais de R$ 100 milhões em dois endereços em São Paulo: numa casa na Vila Nova Conceição e num apartamento na Avenida Brigadeiro Luis Antônio. Mais cuidadoso que Geddel Vieira Lima, Paulo Preto dava banho de sol em seus amados e saudáveis R$ 100 milhões! Ano passado noticiaram que ele teria R$ 113 milhões depositados na Suíça, onde, provavelmente, esquiavam em Saint Moritz!    

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Negócio trabalhoso

O maior político manipulador de dinheiro vivo, até agora conhecido, Paulo Preto, agora foi preso para valer. Anteriormente já havia sido trancafiado, mas Gilmar Mendes o soltou, por meio de habeas corpus, por duas vezes. Pelo noticiário, vimos que ele tinha certas peculiaridades, como colocar o dinheiro no sol para não mofar e transportar o numerário em malas grandes, onde cabia R$ 1,5 milhão em cada uma. Realmente, este negócio é muito trabalhoso, quanto esforço, para ganhar o quê? Uma continha na Suíça...    

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Conselhos de Paulo

R$ 100 milhões em casa! Paulo Preto parece ser um "ótimo" gestor de dinheiro; dava até banho de sol nas notas, para evitar mofo...

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Aí é demais!

Colocar R$ 100 milhões para tomar sol, aí já é demais. Este Paulo Preto, amiguinho de Gilmar Mendes, é muito cara de pau!

Arcângelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

O bunker de Paulo Preto

R$ 72 milhões, R$ 100 milhões, qual será o próximo valor e o próximo "poupador"? Vamos convocar o Ali Babá para encontrar as demais 38 cavernas e os seus proprietários!

Henrique Boneti

hboneti@uol.com.br

São Paulo

Paulo x Aloysio

A Polícia Federal prendeu o operador financeiro do PSDB Paulo Preto. Em 2007, a Odebrecht fez uma transferência financeira para a conta de Paulo no valor de 275 mil euros. No mês seguinte, foi emitido um cartão de crédito em nome de Aloysio Nunes Ferreira, vinculado à conta de Paulo. Aloysio teria recebido o cartão no Hotel Majestic Barcelona, na Espanha. Aloysio foi ministro das Relações Exteriores, senador, ministro da Justiça, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, vice-governador de São Paulo, deputado federal e deputado estadual. Aloysio é filiado ao PSDB desde 1997. Falando em PSDB, por onde anda o deputado federal Aécio Neves? Parece que ele está se fingindo de morto.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

PEC da Bengala

A poucos dias dos 70 anos e, por conseguinte, da prescrição de precedentes crimes de peculato, formação de quadrilha e afins, em razão de indecente chicana jurídica, assinada pelo libertador ministro Gilmar Mendes, malabarista de habeas corpus a criminosos amigos, robustos sócios do erário, o quase septuagenário Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, operador financeiro do PSDB, foi alcançado pela Operação Ad Infinitum, da Lava Jato. Mais trabalho à vista, sem juros e parcelamentos, para o generoso supremo provedor Gilmar Mendes. Seguramente, os seletos apenados e indiciados da "Confraria Amigos do Supremo", a qualquer momento, sairão às ruas gritando: "Bem-aventurado, companheiro Gilmar! Vida longa à PEC da Bengala!".

Júlio Armando Echeverria Vieira

jecheverria50@gmail.com

Santa Cruz, Califórnia (EUA)

Força ao TRF-4

Aleluia, está acabando a munição! Não havendo outra inusitada intervenção monocrática do supremo amigo Dias Toffoli, daqui a poucos dias o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) julgará os derradeiros embargos de José Dirceu a uma condenação da Lava Jato. Confirmada a sentença, o carnaval do condenado e decadente guru petista não será igual àquele que passou. Já o vejo reconduzido ao calvário da Papuda, de onde nunca deveria ter saído, sorvendo imodéstias lágrimas de moribundos Pierrôs abandonados pelas Colombinas justiceiras. Força, TRF-4!

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Incompetência da Justiça de São Paulo

Não dá para acreditar que a Justiça do Estado mais importante da Federação, isto é, São Paulo, ficou quatro meses tentando intimar o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto em sua residência, sendo que até a velhinha de Taubaté sabe que este indivíduo está preso em Curitiba desde 2015. Sinceramente, o (ir)responsável por esta ação tem de ser sumariamente demitido. Seria cômico, não fosse trágico tal fato.

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Jean Wyllys na Europa

Jean Wyllys está morando em Berlim, e, claro, os "cumpanheiros" o estão ajudando, algo comum nas amizades. Só é estranho um cara que no Brasil tanto elogiava Cuba e outras democracias similares não ter ido morar lá, afinal de contas as ditas minorias das quais ele faz parte e o PSOL são super bem-vindas a Cuba. E, claro, adorados por lá, talvez essa estadia fosse grátis.

Zureia Baruch Jr.

zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

Alemanha

Para se vingar do 7 a 1, Brasil envia Jean Wyllys para a Alemanha.

Moises Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

Comoção?

Li num canto de jornal que "(...) a renúncia de Jean Wyllys ao cargo de deputado causou comoção no País (...)". Quem disse isso está "variando", termo popular usado quando alguém berra a estupidez como esta. 

Laércio Zannini

spettro@uol.com.br

São Paulo

O fim da Ford Caminhões

A decisão da Ford de parar com a fabricação de caminhões em São Bernardo do Campo e os automóveis Fiesta e Focus na Argentina (América do Sul) nos deixa entristecidos pelas consequências advindas dessa decisão. Somente quem participa deste universo que é a comercialização de caminhões sabe o que significa para a classe empresarial que optou pela marca e os transportadores que acreditaram nas tiradas midiáticas do produto, enfim, todos aqueles que de um jeito ou de outro dependem da tradicional marca ficarão no prejuízo. Todas as ações indenizatórias não apagarão a tristeza e a decepção de milhares de funcionários, concessionários e motoristas autônomos que acreditaram na marca. O setor automobilístico tupiniquim deve ficar atento, porque onde há fumaça há fogo. Outra grande montadora já deixou claro que, se continuar no prejuízo, puxa o carro do País...

Aloisio Arruda De Lucca

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

O mercado

"Ford vai fechar fábrica em São Bernardo com 2,8 mil trabalhadores" ("Estadão", 18/2). O mercado cobra suas consequências: quando produtos não são mais bem vendáveis, cessará sua produção, infelizmente. Espero que o aumento da vendagem de outros veículos possa absorver os trabalhadores passíveis de demissão.     

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Ford

Durante muitas décadas, incentivos e renúncias fiscais foram concedidos pelos governos federal, estadual e municipal à montadora Ford, que auferiu milhões de reais, parte grandiosa enviada à matriz, lucros sobre lucros. Agora, com o período de recessão que atinge a todos indistintamente, vem a público anunciar o fechamento de sua fábrica em São Bernardo do Campo, tirando emprego direta e indiretamente de mais de 20 mil trabalhadores e arrasando parte da economia do município. É seu direito, a liberdade de decisão não pode ser alterada, mas não é justo enquanto ganha suga, quando perde abandona. Cabe aos governos tomarem atitudes legais duras para reverter tal processo, já que os sindicatos podem até fazer barulho, mas nada conseguem - apenas, em alguns casos, acordos pífios que não vão solucionar a grande massa de desempregados. Não podemos mais ajudar quem não nos ajuda, principalmente nas mais diversas horas difíceis. Jamais a Ford, mesmo tendo supostos prejuízos, poderia neste momento abandonar aqueles que a fizeram ganhar muito e se tornar grande no Brasil. Não podemos ficar sentados e ver tal equívoco ser praticado. Agora, senhores Doria e Guedes, mostrem-se presentes e atuem em prol dos trabalhadores e da economia de uma região já machucada com a recessão.

Pedro Fortes

pec.fortes@uol.com.br

São Paulo

Demissão na Ford

A demissão dos trabalhadores da Ford do Brasil da fábrica em São Bernardo do Campo (SP), no ABC Paulista, representa a dispensa de 2,8 mil trabalhadores, segundo estimativa do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e demonstra a tentativa do capital em transformar os trabalhadores em "bode expiatório" da crise do capitalismo rentista, em benefício de uma política econômica que está levando o mundo ao caos, ao colapso ambiental - vide aquecimento global e, por consequência, mudanças globais do clima, com possibilidade antes apenas remota e imaginada, mas agora real e concreta, da extinção, num curto intervalo de tempo, da espécie humana sobre a face da Terra. Neste momento, os trabalhadores não podem e não devem aceitar resignados tamanho martírio de serem desempregados ao bel prazer do capital especulativo-rentista. Ora, quem gerou essa crise do capitalismo foi o próprio capitalismo, em função de sua ganância e sanha pelo lucro fácil e a qualquer preço, que sob a ótica neoliberal tem por princípio a não intervenção do Estado na economia, ou seja, o mercado se autorregula através da "mão invisível" de Adam Smith em a "A riqueza das nações". Detalhe: quem, se não o próprio Estado, através do dinheiro do cidadão, está socorrendo bancos, empresas e demais segmentos tocados pela iniciativa privada, igual à crise de excesso de neoliberalismo de 1929? Entretanto, como dizia o fantástico brasileiro "filho do carbono e do amoníaco" Augusto dos Anjos num belíssimo poema publicado em vida no livro "Eu" (1912): "A mão que afaga é a mesma que apedreja". Ilustra bem que, com ou sem socorro do Estado, com dinheiro público para o setor privado, a Ford do Brasil deu a largada para as demissões em massa no País, aprofundando a crise social, com reflexos sobre toda a sociedade. Resta aos trabalhadores que ainda estão empregados uma reflexão: esperar sentado pelo dia da "degola" ou esbravejar e ir à luta pela sua sobrevivência.

Antonio Sergio Neves de Azevedo

antonio22yy@hotmail.com

Curitiba

Transporte de passageiros

A posição do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas ("'Ferrovia não é trajeto Londres-Paris', argumenta ministro", "Estadão", 8/2, B7), contrária à obrigatoriedade de transporte de passageiros na Ferrovia Norte-Sul, revela uma mentalidade retrógrada, tal como a dos colonialistas europeus no passado longínquo, que construíam caminhos e depois ferrovias somente para ligar as fontes produtoras aos portos de embarque para as metrópoles. Infelizmente, a posição que o ministro revela é a continuidade da mentalidade imperante no País desde a época das privatizações das ferrovias, jogando no lixo da história o direito da maioria da população que não dispõe de jatinhos, privados ou da FAB, para os deslocamentos pelo País. Esse direito foi reconhecido primeiramente pelo Imperador Pedro II, constando da legislação de nascimento das ferrovias, e depois pelos governos militares que tentaram deixar uma herança sólida de infraestrutura. O ministro, voando em jatinhos, não tem ideia do alto preço que a população paga com seu sofrimento em ônibus lotados ou bloqueados em estradas e ruas congestionadas pelo País afora. O ministro também ignora os esforços de ministros com verdadeira visão de integração nacional que, seguindo a filosofia primeva do Marquês de Pombal, e depois de Meira Mattos, souberam abrir caminhos e criar conceitos de articulação do interior do País, sempre pensando que o transporte existe tanto para cargas como para passageiros.

Pedro de Camargo

decamargo.pedro@hotmail.com

São Paulo

O lixo no Tietê

Vendo a foto da primeira página do jornal de terça-feira (19/2), do tapete de lixo levado pelo Rio Tietê, fica a seguinte pergunta: a culpa pelo aquecimento global e todos os outros problemas de meio ambiente é de quem? Do produtor rural?

Beatriz Garcia Lemos

biaglemos@gmail.com

São José do Rio Preto

'Tapete de lixo'

A foto estampada na primeira página do "Estadão" de terça-feira mostra o quanto estamos longe de sermos um país civilizado: o povo mal educado, despido de qualquer cidadania, não aprende e continua jogando lixo onde não deve, e ele vai para os córregos e rios. Depois chora quando o rio vem buscar o resto de seus pertences.

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Valor perdido

Cada garrafa plástica vazia vale por lei US$ 0,10 nos Estados Unidos, quase R$ 0,40 aqui, no Brasil. Bastaria que houvesse uma lei obrigando os fabricantes de bebidas a comprarem de volta as latas de alumínio e garrafas de plástico e vidro vazias e não se veriam mais as cenas deprimentes deste lixo boiando nos rios e mares brasileiros. 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Canibais

Vendo a impressionante foto publicada no "Estadão" de 19/2, da poluição do Rio Tietê, temos de concordar com o ministro da Educação, que qualificou os brasileiros de "canibais". Só errou quando disse que nos portamos assim no exterior. A foto do "Estadão" o desmente. O canibalismo começa em casa. Que vergonha!

Godofredo Soares

godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo

'Em defesa de Lobato'

Confesso que fiquei estarrecido quando li há pouco tempo em "O Estado de S.Paulo" que editoras pretendem fazer correções em obras do escritor Monteiro Lobato, que entra em domínio público, para suavizar falas que seriam de cunho racista de personagens da obra infantil do autor. Eis que artigo de J. Roberto Whitaker Penteado, neste mesmo jornal, repudia tais ideias esdrúxulas de modificar a obra de um dos maiores escritores brasileiros ("Em defesa de Lobato", 17/2, E2). Realmente, absurdo!

William Cecílio Soukef Silva

w.soukef@yahoo.com.br

Goiânia

Monteiro Lobato

Fiquei indignada ao constatar que um dos livros infanto-juvenis mais importantes e celebrados da literatura brasileira está sofrendo mutilações sob o pretexto de atualização. Uma obra de arte, música ou literatura nunca deve ser atualizada, elas foram feitas, compostas ou escritas no seu tempo, e assim devem ficar, justamente para mostrar como seus autores viam e interpretavam a sua época histórica. Se tem alguém que não tem o que fazer de original, que escreva adendos com suas explicações sobre o que entendeu, mas não desvirtue uma obra que ainda hoje faz muito sucesso  entre as crianças e os jovens deste e de outros países. 

Nilze Nardi Toni

famiglianarditoni@gmail.com

São Caetano do Sul

Ainda bem

Fiquei feliz com a reação negativa dos leitores a respeito da adaptação audaciosa que o escritor Pedro Bandeira quer fazer da obra de Monteiro Lobato. O texto original acompanhado de comentários resolveria a questão.

Jurema Carvalhaes Barbi

juremacb@gmail.com

São Paulo

O sítio da mãe Joana?

Com efeito, não é porque a obra de Monteiro Lobato tenha caído neste ano em domínio público que se possa dela fazer o que quiser, até ser reescrita e desfigurada ao bel prazer de cada um. Leitura obrigatória da infância de tantos, "O Sítio" continuará sendo do Picapau Amarelo para sempre, não da mãe Joana!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Obra roubada

O que estão pretendendo fazer com a obra de Monteiro Lobato é mais do que falta de ética, é um roubo. E, como tal, é um caso de polícia. O jornal "O Estado de S.Paulo", que sempre primou por sua conduta ilibada, deve publicar este crime não no suplemento literário de Cultura, mas sim nas páginas de noticiário policial. 

Maria Gilka

mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo

A ganância dos editores

As livrarias Saraiva e Cultura estão indo à falência, graças à ganância dos editores! Como pode a editora do livro "Grande Sertão: Veredas" taxar uma reedição em R$ 85?!

Newton Terceiro

newterc@gmail.com

São Paulo

Escolas militares

Tenho lido críticas acerca das escolas militares - inclusive neste "Fórum" um leitor recentemente indagou se os pais querem os filhos marchando e cantando hinos. Ordem, hierarquia e disciplina não prejudicam a juventude e os pais não querem, na verdade, filhos e filhas agredindo professores e fumando maconha dentro da sala de aula, como tem sido mostrado nos meios de comunicações. Não significa que escolas não militares não sejam eficientes. Ademais, ninguém é obrigado a matricular filhos e filhas em escolas militares, podendo optar por estabelecimentos de ensino que entendam apropriados.

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças

real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

'Desastre'

Li a carta do leitor sr. Alexandre Campini, no "Estadão" de 19/2. Ela mostra o nítido perfil comunista, preocupado com o ensino de História pelo olhar da direita. "Another Brick in the Wall" é, sim, uma letra revolucionária esquerdista, que mina o respeito dos alunos por professores. E a geometria é, sim, muito mais importante do que pensa o missivista. Todo apoio às escolas militares, a bem do Brasil!   

Carlos A Borges

borges.ca@gmail.com

Rio de Janeiro

Insurretos reitores

Contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de outubro passado, que reconheceu por unanimidade os colégios militares como escolas de ensino oficial e, por consequência, seus alunos estão dispensados de contribuição/quotas mensais, aptos às matrículas nas universidades públicas, "USP cancela matrículas de estudantes de colégios militares aprovados pelo Sisu", ("Estadão", 15/2). Dias depois, a universidade voltou atrás. Mas o que foi isso? Está na hora de alijar radicalmente os insurretos magníficos reitores e seus imorais pares de nossas aparelhadas universidades, que há anos estão a "fazer a cabeça" dos alunos com fracassadas e radicais ideologias acadêmicas, em detrimento da verdade de nossa História e da qualidade do ensino. Magníficos reitores, a regra é clara. O Brasil mudou. Com a palavra, o desacreditado Supremo Tribunal Federal!

Camila David de Oliveira

camilapdavid@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Educação e ideologia

Só o "Estado" deu a projeção devida à negativa da USP em matricular alunos provenientes de escolas militares aprovados em vestibular. Do "Estado", nada a comentar, afinal sempre luta pela justiça em sua plenitude, mas e o restante da imprensa, onde andou?

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas 

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