Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2019 | 01h00

Reforma da Previdência

Sim, podemos

Em 1998, o projeto que fixaria idade mínima para aposentadoria foi derrotado por um voto, graças ao erro na votação do deputado e ex-ministro Antônio Kandir. Entre outras, essa derrota do governo contribuiu para não completar a necessária reforma da Previdência, colaborando para aumentar o déficit da seguridade social em 34 vezes entre 2005 e 2017 - R$ 7,9 bilhões e R$ 268,8 bilhões, respectivamente. Agora o governo apresentou o seu projeto e desta vez se espera que não haja mais equívocos ou erros. E que a oposição se comporte de maneira responsável, contribuindo para a melhoria da proposta, e não como sindicalistas em porta de fábrica. O problema das contas públicas não pode mais ser empurrado com a barriga. Esse é o primeiro de muitos problemas graves que devemos resolver. Como falava o presidente Barack Obama, “yes, we can”.

Omar A. El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Carne moída x Kobe Beef

Por mais necessária que seja a reforma da Previdência, ela não me causa entusiasmo, porque é apenas um item de uma enorme lista de desequilíbrios na sociedade. A desigualdade é muito grande, os privilégios são assustadores e os beneficiários acham que eles são normais e que são merecedores de tudo. Na realidade, esse conjunto de privilégios os faz sentir superiores. Nada pode justificar tantos auxílios, a exemplo de moradia, paletó, planos de saúde, apartamentos funcionais, estabilidade para todos os funcionários públicos, a quantidade enorme de “assessores”, carros com motorista, foro privilegiado e mais uma montanha de penduricalhos. Diminuindo tamanhas disparidades se aumenta o respeito e fica muito mais fácil fazer qualquer que seja o ajuste necessário. Afinal, é difícil aceitar que dividam a minha carne moída quando o prato deles está cheio de Kobe beef de Wagyu. Ou não?

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

Papo reto

Agora que todos procurarão pontos na proposta de reforma da Previdência para criticá-la, vamos ter um papo reto? A atual proposta, que causa revolta a alguns, por mais agressiva que possa parecer, não resolve o problema! A economia projetada com o formato apresentado diminuirá o déficit do sistema de previdência de mais de R$ 3 trilhões (sim, trilhões) para “meros” R$ 2 trilhões nos próximos dez anos. Ou seja, lembrando que, por norma, o Congresso vai “desidratar” a atual proposta, diminuindo a redução projetada do déficit público, não só o crescimento econômico será muito aquém do seu potencial caso conseguíssemos eliminar ou reduzir significativamente o déficit previdenciário, como também teremos de voltar a discutir o assunto em breve, muito breve. Papo reto é isso.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Ou vai ou quebra

Nem bem foi apresentada ao Legislativo a proposta de reforma da Previdência e já começaram as críticas, como a da dificuldade de acesso, a aumentar a pobreza no País. É difícil entender, o que leva a crer ser a Previdência um negócio a ser utilizado por poucos, pelos mais espertos. Entender que é um direito de quem cumpre as obrigações durante um período determinado parece não sensibilizar ninguém. Com os críticos de sempre, dos partidos de esquerda, que sempre são contra tudo o que não parta deles, nem vale a pena discutir. Outros nem sequer leram o projeto e jogam para a plateia, que ainda não entendeu nada - espera-se que desta vez o governo saiba explicar, ao contrário do que se viu anteriormente. Pois sem a reforma o Brasil vai quebrar. Simples.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Laranjas na Câmara

Com um punhado de laranjas nas mãos, meia dúzia de esquerdistas achou que estava mandando algum recado ao presidente Jair Bolsonaro. Que nada! Com certeza as laranjas foram colhidas no sítio que certo criminoso preso “não” possuía em Atibaia. A pantomima acabou!

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Sangue nos olhos

Terminada a apuração das eleições de outubro, com a vitória de Bolsonaro, tudo parecia indicar - parecia - que as coisas estariam resolvidas a favor do Brasil, uma vez que o petismo fora alijado do poder e seu ícone maior, Lula da Silva, estava na prisão. Mas os adversários de Bolsonaro, que perderam nas urnas, tiveram como aliadas pós-eleição as muitas querelas comuns quando um governo cimenta sua base com argamassa familiar, que a História já provou ser o vírus que contamina toda a estrutura. A reforma da Previdência ainda terá muitas dificuldades para ser aprovada, pois a esquerda tem sangue nos olhos e faca no dentes. O governo não tem a maioria no Congresso que lhe dê condições de aprovar suas reformas. Até aqui, estamos na fase do “disse me disse” e o presidente ainda não tomou as atitudes que o povo espera de um El Cid, o Campeador.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Governo Bolsonaro

Ainda o caso Bebianno

Com toda a celeuma criada com a demissão do então ministro Gustavo Bebianno, interferência de Carlos Bolsonaro, apoio do pai Jair, etc., o próprio governo conseguiu desviar a atenção de tudo o que focamos ao eleger o capitão: acabar com a corrupção, combater os excessos dos governantes anteriores, promover as reformas e manter uma equipe coesa para isso. Queremos e aguardamos que tudo se estabilize e, uma vez esclarecido, possamos obter o que esperávamos e esperamos deste governo. Será que ainda não entenderam nada disso, ou querem o retorno da avacalhação geral?

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Sem baixarias

Aqueles áudios vazados do BBBB - o Big Brother Bolsonaro-Bebianno - mostram lamentáveis futricas e picuinhas, mas nenhuma ilegalidade e nenhum palavrão. Já melhorou muito em relação ao padrão anterior!

César Garcia

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

Da água para o vinho

Já notaram que, dos quatro presidentes que tiveram áudios vazados, Jair Bolsonaro é o único que pede à Polícia Federal que investigue o próprio partido? 

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A dura reforma da Previdência

Para quem a vida não é "dura"? Para ninguém. Somos matéria orgânica e, como tal, sujeitos às suas funestas vicissitudes; somos portadores de um psiquismo frágil fonte das piores emoções e ações. E, agora, a esquerda, funcionários públicos e congressistas de má-fé vêm com mimimi reclamando da reforma previdenciária "dura", apresentada pelo governo ao Congresso esta semana? Nenhum privilégio fez nem fará com que estes seres escapem de sua natureza humana, esta, sim, "dura", frágil, imperfeita, fugaz... O que são 90 anos perto do infinito do tempo? E não é que os senhores congressistas estão dispostos a perder o valioso tempo de vida (curta) deles e nosso debatendo sobre as minúcias de um projeto já aplaudido por todos os de bom senso, só para se sentirem importantes? Esqueçam, seu sucesso será mais do que fugaz. Aprovem logo e vamos tratar do futuro de nossos descendentes.

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

'A mais ambiciosa das reformas'

O "Estado" tece loas em relação à proposta de reforma da Previdência (21/2). No entanto, a conta singela do quanto se arrecada ante o que se paga extingue por mágica o total arrecadado por décadas, antes dos primeiros a se aposentar. Dinheiro que, se fosse investido, renderia dividendos suficientes para o pagamento das aposentadorias, sem sacrificar o capital arrecadado. Regra simples que os rentistas conhecem bem. Também a comparação com a média de idade de aposentadoria de outros países precisa levar em conta a expectativa de vida e, no caso brasileiro, as fortes discrepâncias regionais, bem como a natureza do trabalho praticado. 

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

Fique como está

Trabalhador no Brasil não tem privilégios. O Brasil não vai falir por causa da Previdência como está. A roubalheira de anos ainda não conseguiu quebrar o País e não vão ser os benefícios de aposentados, os trabalhadores comuns, que vão. Mais uma vez, os militares ficaram de fora com a promessa para depois, o que significa ficar no "ora-veja". Afora juízes, parlamentares e outros servidores que causam prejuízo com os privilégios adquiridos. 

Eliton Rosa

elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

Aposentados injustiçados

Seria oportuno que o governo Bolsonaro, que quer melhorar o País e já enviou o projeto de reforma da Previdência ao Congresso, lembrasse a injustiça cometida aos aposentados pelos governos passados. Estou me referindo aos aposentados que na década de 1960 foram obrigados a contribuir em dobro ao máximo da contribuição (20 salários), mas na hora de se aposentarem o governo não levou em consideração essas contribuições. Ou seja, tungaram, desrespeitando os contribuintes. Será que o governo da esperança pode fazer a justiça e corrigir o erro cometido?

Toshio Icizuca

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Munição para os críticos

Está certo que a reforma do projeto dos militares é de fácil trânsito e não causará maiores dificuldades, mas... se todos estão dispostos a fazer sacrifícios, por que não saber conjuntamente qual é a contribuição deles? Por que dar "munição" aos que são contrários à reforma da Previdência? 

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Grito

308 votos da Câmara dos Deputados separam o País da aposentadoria ameaçada para o futuro garantido. Que a reforma da Previdência seja o novo Plano Real do Brasil. Parodiando o grito de independência de Dom Pedro I, é chegada a hora histórica de bradar de espada em punho: "reforma ou bancarrota!". Muda, Brasil!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Agora é para valer

Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro da Previdência Social do Brasil, e a deputada federal Gleisi Hoffmann partiram para o ataque, juntamente com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), contra a reforma da Previdência apresentada pela equipe de Jair Bolsonaro. A atual oposição, que na última década ajudou Lula e Dilma a afundarem o Brasil num mar de lama, não sabe para onde correr e fica criticando toda proposta dos ministros de Bolsonaro. O ministro Sergio Moro precisou fatiar as medidas anticrime para a avaliação dos nobres congressistas. Se mudanças sérias não forem implementadas urgentemente, o Brasil entrará em colapso total. Será que os políticos do Planalto Central são os únicos que não enxergam isso?

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

A faca do PSOL

Patéticas e ridículas as cenas de protestos dos parlamentares do PSOL, de macacão e laranjas às mãos, no momento em que o presidente Jair Bolsonaro entregou ao Congresso o projeto de reforma da Previdência. Usando a linguagem de sinais e leitura labial, ficou claro para as redes sociais que, para a baixaria total, faltou-lhes a sangrenta faca dada ao companheiro homicida Adélio, de Juiz de Fora.

Camila David de Oliveira

camilapdavid@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Laranjas e laranjais

Os terroristas do PSOL abaixaram a faca e subtraíram as laranjas no laranjal do Lula? Aproveitaram que o cara está preso. Só que a manifestação deles deveria ser em Curitiba, por lógica. Mas comunistas não têm isso.

Nelson Pereira

Bizerra nepebizerra@gmail.com

São Paulo

Comunicação

Não concordo nem em número, nem em gênero, nem em grau com aqueles que dizem - entre eles a imprensa parcial e seus papagaios adestrados - que os trabalhadores não estão sendo esclarecidos a respeito da reforma da Previdência e que o governo não sabe se comunicar, assim como não soube o governo Temer. Como perguntar não ofende, pergunto: um país com mais de 1.500 (um mil e quinhentos!) sindicatos para todos os ofícios e gostos não tem condições de ter o seu povo devidamente informado sobre seus direitos e deveres? Para que servem, então? Quando da reforma trabalhista, essas entidades não titubearam em marcar assembleias para discutir o fim do Imposto Sindical, lotando páginas inteiras de jornal com os respectivos editais de convocação. Será que os sindicatos somente tiveram a ideia de marcar assembleias quando seus cofres estavam sob ameaça, demonstrando, assim, que o interesse primordial não está focado no trabalhador?  

Arlete Pacheco

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

'O recado da Câmara'

Complementando o editorial de 21/2/2019 (A3), "se quiser aprovar projetos, Bolsonaro terá de construir uma base com mínimo de solidez" (...), e um mínimo de sordidez. Será possível?

Roberto Carderelli

robertocarderelli@gmail.com

São Paulo

A hora do voto

Por que a exoneração do sr. Gustavo Bebianno enfraqueceu a aprovação da reforma da Previdência, como propagado na mídia? Significa dizer que os deputados votam conforme sua conveniência e por represália, e não por aquilo que é necessário para o Brasil, numa criminosa inversão de valores? Estando o "Brasil acima de tudo" e, além disso, contando com o voto aberto, vamos conhecer os deputados que colocam os interesses pessoais acima do Brasil.

Alpoim da Silva Botelho

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

Intactos os pilares do governo

A coisa é muito simples: um ministro perdeu a confiança e foi demitido. Só isso. Crise seria se o demitido fosse uma personalidade da envergadura de um Paulo Guedes ou do ministro Sergio Moro, pilares e avalistas das reformas econômicas e éticas pretendidas pelo governo Bolsonaro.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

São Paulo

Pequenezas

Foi dada a largada para os vazamentos de áudios, coleção 2019! O conteúdo das conversas entre Gustavo Bebianno e o presidente Jair Bolsonaro, divulgados pela revista "Veja", nada têm de comprometedor, mais parecem um punhado de trocas de acusações entre ex-amigos magoados um com outro e foram vazados por mera vendeta, na véspera da entrega do projeto da reforma da Previdência ao Congresso Nacional. Não é somente o PT e seus apêndices que torcem para o Brasil dar errado. Há também uma enorme parcela de políticos interessados na manutenção da velha e imoral política do "toma lá, dá cá", a quem pouco interessa o futuro da Nação. Cabe à opinião pública sensata ignorar estas pequenezas e pressionar o Legislativo a aprovar o que é realmente vital para sairmos do atoleiro. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Assuntos sigilosos 

O porta-voz da presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, deu um fecho condizente com a inépcia que permeou a administração da crise que culminou com a demissão do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Gustavo Bebianno. A opinião pública, que já assistira a Bolsonaro e seu filho Carlos chamarem Bebianno de mentiroso - por haver dito que conversara com o presidente sobre as acusações que sofrera de envolvimento em supostas irregularidades na campanha do PSL -, foi informada pelo porta-voz de que a demissão aconteceu por motivo de foro íntimo de Bolsonaro. Este, por sua vez, declarou que Bebianno saiu por "ruídos" na comunicação entre eles. Assim, ficamos sabendo que: no governo Bolsonaro, ministros que este qualifica como mentirosos e que supostamente estão envolvidos em ilícitos não devem temer a perda do cargo; e que eventuais demissões acontecerão por razões sigilosas, ainda que se tratem de cargos públicos. E mais: que a "nova era" na política brasileira durou exatos 48 dias.

Sergio Ridel

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

A intromissão dos filhos

Senhor presidente, quer dizer que, se o senhor fosse o comandante do Exército e seus filhos fossem cabo, sargento e tenente, eles dariam ordens aos generais e chamariam o general de mentiroso?

Elvio M. Lagazzi

elvio.babi@hotmail.com

Araras

Ordem na casa

Michelle, meus respeitos, por favor, ponha ordem na casa. Certamente você consegue! Mande ele ir trabalhar e ponha os filhos dele de castigo no quarto, sem TV e celular.

João Vieira

joaobvieira@yahoo.com.br

Sertãozinho

Tempo perdido

Quanto tempo está se perdendo com um ministro subitamente desafeto, que até outro dia não conseguia nenhum "placé" político. Definitivamente, este país assim não tem futuro.

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Conversa de surdos

Há gente demais falando e ouvindo, mas não entendendo nada. Nem os que estão falando nem os que estão ouvindo e repetindo nas redes sem entender. Basta de pão e circo. O culpado é quem mandou matar Jair Bolsonaro, que nos últimos cinco meses não foi o mesmo. Ninguém fala de Adélio Bispo e dos seus óbvios mandantes. O Brasil mudou? Não, continua o mesmo! "Brasil" têm as mesmas letras de "Libras" e o País está, neste início de governo, numa conversa de surdos. Pouquíssimos estão propondo as verdadeiras mudanças que podem transformá-lo num país melhor. Nas redes sociais impera a mediocridade. Nos editoriais, artigos e matérias publicados na imprensa, só manchetes sensacionalistas e conteúdos não lidos, porque repetitivos e vazios. O que elegeu Bolsonaro foram a farra lulista, a impunidade e o politicamente correto, sinalizando que os 57 milhões de eleitores alfabetizados e esclarecidos que votaram nele querem uma mudança na cabeça do povo brasileiro, sem a qual tudo será inútil. O apelo é este: vamos mudar de assunto e discutir o futuro, deixando os corretivos do presente - importantíssimos e urgentes, mas que apenas garantem a sobrevivência do País, não seu desenvolvimento - para o governo, e discutir amplamente as regras do jogo que estão erradas e já exaustivamente remendadas sem resultado. Vamos discutir as mudanças constitucionais que permitirão que o Brasil, nos próximos 30 anos, atinja suas plenas potencialidades. Fofocas sobre a corte nunca resolveram os problemas no mundo. Vamos trabalhar pelo Brasil, esquecendo os personagens e exigindo os resultados.

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Torcendo contra

A artilharia da esquerda e da imprensa contra o governo Bolsonaro, que mal começou, é violenta. Será que não tem nada de bom? Só se procuram mazelas, parece que o propósito é inviabilizar desde já o novo governo, assim não chegaremos a lugar nenhum. Será saudades do PT?

Gustavo Guimarães da Veiga

ggveiga@outlook.com

São Paulo

Comissão Arns

A Comissão Arns, formada por 20 líderes acadêmicos e políticos, foi lançada na quarta-feira na Faculdade de Direito do Largo do São Francisco e diz que os direitos humanos foram "agredidos, distorcidos e atacados" durante a campanha eleitoral de 2018. Diz esta comissão que ela visa à proteção dos direitos humanos e que seu propósito é apartidário. Participantes do evento, entre outros, são Fernando Haddad, Eduardo Suplicy e Marilena Chauí. Apartidários? Me engana que eu gosto.

Bernadete Jordani Barbosa

detejordani@hotmail.com

São Paulo

Apartidária?

A repórter Monique Heemann deveria ter sido mais honesta quando diz no seu texto (21/2, A8) que a Comissão Arns vê direitos humanos "agredidos" na eleição mas que não tem inclinação partidária. É claro que tem! Vejam quem são os seus fundadores, quando e por que foi formada esta comissão.

Carlos Benedito Pereira da Silva

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

O nome de Arns em vão

"Comissão Arns vê direitos humanos 'agredidos' na eleição" ("Estadão", 21/2, A8). Um dos fundadores da Comissão Arns tem em seu fantástico currículo ser membro da antiga Comissão da Verdade de Dilma Rousseff, bem como, entre outros, ter sido contra o impeachment de sua amiga. Tal Comissão Arns tem a mesma credibilidade e imparcialidade da "resistência (chuveiro Corona)" dos petistas. Talvez o finado Cardeal Arns deva se estar virando no túmulo, pelo uso de seu nome para finalidades políticas. Uma coisa também se observa é que esquerdistas não têm a menor honestidade intelectual, pois no marxismo não existe moral, mas apenas interesses.                           

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Das comissões

Cria da mais uma "comissão de direitos" é uma tal de "Comissão Arns". Pois é. Na atualidade, melhor seria uma "Comissão de Deveres". Para todos. Sem exceções. E, se não fosse pedir muito, pra valer! 

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Sem precedente na história do Brasil

A Vale, em página inteira de jornal ("Estadão", 21/2, A15), declara de forma bastante pomposa que: "A Vale, em manifestação de respeito às famílias atingidas pela tragédia de Brumadinho, formalizou nesta quarta-feira, 20/2, um acordo sem precedentes na história do Brasil com autoridades e representantes da sociedade civil (...)". Na realidade, a declaração que mais representa a verdade deveria ser: "A Vale, em manifestação de respeito às famílias atingidas pela tragédia sem precedentes na história do Brasil, a de Brumadinho, formalizou nesta quarta-feira, 20/2, um acordo que considera adequado com autoridades e representantes da sociedade civil".

Flavio Bassi

flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

Desastres ambientais

O artigo do professor José Goldemberg sob o título "Licenciamento e desastres ambientais" (18/2, A2) é a explicação definitiva da importância do meio ambiente. Inclusive, reavivou a minha memória do por que venho insistindo há tempos na sua defesa. Embora eu tenha no meu subconsciente os fatos ocorridos durante o governo militar nessa área, não lembrava mais a importância do professor Paulo Nogueira Neto para o meio ambiente, ao convencer o presidente Médici a criar, em 1973, a Secretaria Especial do Meio Ambiente, que daria origem ao Ministério do Meio Ambiente. Também da importância da Cetesb em São Paulo, que no governo Montoro resolveu o grave problema ambiental em Cubatão. Porém, a reforma administrativa do governo Bolsonaro desmontou por completo esse ministério, indicando uma visão em que o licenciamento ambiental aparece como um obstáculo pernicioso. E o professor explica que, na verdade, estamos voltando à visão do governo militar em 1972. Ou seja, enquanto a grande maioria dos países do planeta se preocupa com o aquecimento global, nós estamos regredindo quase 50 anos. E citando teorias estapafúrdias, que me lembram a época da Inquisição, em que padres duvidavam de que a Terra girava em torno do Sol. E, como diz o professor Goldemberg, os desastres ambientais de Mariana e Brumadinho ocorreram devido à falta da importância dada ao licenciamento ambiental. E lembra que não se faz necessária nem a elaboração de novas leis, basta utilizar as já existentes e aprimorá-las, quando muito, digo eu. Como vários causídicos já declararam, se as verificações de segurança, no caso das barragens, viessem assinadas por toda a cúpula das mineradoras, acabaria com os atuais atestados falsos. Isso porque, em caso de ocorrências como as citadas, todos seriam condenados a severas penas. Essas observações valem ainda mais para a Amazônia, onde o governo pretende realizar grandes obras sob o argumento de ocupar o território. Obras como uma nova hidrelétrica no Pará, uma ponte sobre o Rio Amazonas, para a prolongação da BR-163 até o Suriname. Esta última passando por uma grande área da Amazônia ainda indevassada, com as consequências previsíveis. Não é necessária a destruição das árvores para tanto, os atuais habitantes do local, índios inclusive, sabem melhor que qualquer um como defender o território de grupos estrangeiros. Basta dar-lhes o apoio necessário. 

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Bunker de R$ 100 milhões

Se o presidiário Geddel Vieira Lima (MDB) tinha guardado em seu apartamento em Salvador (BA) R$ 51 milhões em espécie, fruto de propina acumulada, o que dizer, então, do operador do PSDB Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que guardou em dois imóveis seus mais de R$ 100 milhões em espécie? Este, novamente, foi preso na fase 60 da Operação Lava Jato, deflagrada na terça-feira, por determinação da juíza Gabriela Hardt (substituta de Sergio Moro). Pelos relatos da Polícia Federal, este suposto corrupto ex-diretor da Dersa e operador do PSDB foi delatado por doleiros e membros da Construtora Odebrecht. Outros milhões de dólares podem estar espalhados em paraísos fiscais... Como se rouba nesta terra tupiniquim! Nesta operação da PF, entre outros, o ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) foi alvo de busca e apreensão por suspeitas de ilícitos. O que se espera é que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que já concedeu por duas vezes habeas corpus a Paulo Preto, não o faça novamente. É muito estranho o comportamento de Gilmar com relação ao ex-Dersa: por que no dia 15 de fevereiro, mesmo sabendo estar uma ação contra este operador do PSDB em fase final de alegações, transferiu a ação para a Justiça Federal de São Paulo, com grande possibilidade de ela prescrever e beneficiar o suposto corrupto? E o PSDB que fique com a barba de molho...

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Nova moeda

Um paulopreto equivale a dois geddéis.

Mauro Lacerda de Ávila

lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

Para a eternidade

Eis que Paulo Vieira de Souza, detentor de um tesouro que supera a casa dos R$ 100 milhões, diz a Operação Ad Infinitum, fase 60 da Lava Jato, foi preso e vem sendo investigado. Preto guardava sua fortuna em dois endereços em São Paulo, uma casa na Vila Nova Conceição e um apartamento na Avenida Brigadeiro Luis Antônio - e por vezes ele colocava o dinheiro para tomar sol, com medo de que as notas embolorassem. Essa operação tem o nome certo, pois desde 2010 esta farra envolvendo também a Odebrecht vem dando drible na Justiça e o dinheiro, nestas alturas, já deve ter criado asas. São quase dez anos, tempo suficiente para fazer o dinheiro sumir. Caberá ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf )investigar o caminho do dinheiro, pois dentre em breve a operação poderá chamar-se Ad Eternum, pois os presos são soltos, o dinheiro some e o Brasil dá mais um passo atrás consumido pela corrupção. Que vergonha!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

O Rodoanel bem guardado

Os trechos que faltam no Rodoanel de São Paulo estão depositados numa casa na Nova Vila Conceição e num apartamento na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, onde Paulo Preto dá banho de sol para não embolorarem...

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Fuga de Gilmar

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, os membros do Ministério Público Federal, os responsáveis pela Polícia Federal, todos os envolvidos, enfim, com as investigações e denúncias da Operação Lava Jato desejam, em primeiro lugar, fugir à competência e alçada do ministro do STF Gilmar Mendes. Coincidência sinistra ou fundados receios norteiam esses sentimento comum?

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Desordem e regresso

Como pode um país sonhar com dias melhores para sua gente, se a luta pelo "quanto pior, melhor" é incessante? Não são poucos aqueles que, em busca de seus interesses pessoais, travam verdadeiras batalhas pela continuidade da velha, arcaica e carcomida política, que sempre privilegiou aqueles que usaram e abusaram das benesses perpetradas por leis forjadas e acordos espúrios viabilizados na calada da noite e nos porões das negociatas. A renovação política, tão sonhada pela população séria e ordeira deste país, nunca foi tão aguardada e comemorada, mas os malandros da corte continuam agindo nas sombras dos gabinetes refrigerados daqueles que não abandonam as "tetas generosas" que lhes deram mordomias, impunidade e dinheiro, muito dinheiro. O Brasil busca seu caminho implementando leis e projetos que colocariam o País nos trilhos da recuperação econômica, moral e de crescimento, mas parlamentares predadores lutam contra e farão de tudo para que esta nação  continue patinando na lama da insensatez. O STF, por sua vez, precisa mudar. Não é possível que a maior instância da Justiça brasileira seja instrumento de manipulação de apadrinhados políticos. O Brasil vive uma nova era e chegou a hora da mudança.

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

'Pragmatismo para crescer'

Seria quase irretocável o editorial "Pragmatismo para crescer" (17/2, A3), não fosse a triste frase de que há um "imaginário" domínio marxista na educação. Desde nossos netos até os jovens da periferia, é visível a influência da lavagem cerebral feita quase nos moldes da Revolução Cultural. O ministro da Educação tem, sim, muitas prioridades, mas esta, sem dúvida, precisa ser uma delas, pois pode ser - ou já é - um perigoso intruso de deriva a uma esquerda nefasta e nefanda. 

Sérgio Neville Holzmann

holzmanns823@gmail.com

São Paulo 

Vespeiro

Ter 12 milhões de desempregados e mais tantos outros na informalidade é hoje questão crucial da economia, com seus desdobramentos sociais. A aprovação de alteração previdenciária é uma questão importante para diminuir o rombo do déficit financeiro futuro e, de certo modo, uma tentativa inicial de se reduzirem privilégios. Mas existem outros fatores importantes imediatos a repensar e que também freiam o desenvolvimento econômico: um Estado punitivo na taxação, em que limites mínimos de Imposto de Renda não se alteram há anos, uma parafernália de impostos que faz com que a carga total seja equivalente à de países desenvolvidos, sem gerar o mesmo retorno ao cidadão; um Estado que arrecada muito e gasta mal; tem como resultado que, assim como ao Estado sobra pouco dinheiro para investimento, também ao cidadão falta dinheiro e sobra mês. Incapaz ele fica de poupar e é estimulado a se endividar em prestações de todo gênero, a prazos a perder de vista. Temos de alterar este quadro que leva a economia a voos de galinha. Resistências certamente haverá, pois neste caldeirão econômico nefasto há os que lucram muito. Coragem e forca de vontade serão qualidades essenciais neste contexto.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Emprego e crescimento econômico

Muito bom o editorial "Não basta baratear o emprego" (20/2, A3), que explica que não são apenas os entraves da legislação trabalhista os responsáveis pelos altos índices de desemprego. Contudo, não concordo com a ideia de que, para fortalecer a confiança dos empresários, investidores e consumidores, é necessário aprovar a reforma da Previdência. Em primeiro lugar, é preciso fazer uma classificação da expressão "empresários": temos as grandes empresas, que, como vimos recentemente, revestem-se de uma fachada de eficiência e credibilidade que, em boa parte das vezes, não corresponde ao comportamento que têm na vida real. Certificações e títulos de responsabilidade social mais servem para camuflar atitudes imorais e até ilegais. As grandes formam um pequeno grupo com cinco ou seis representantes de cada setor da economia; é fácil de reconhecê-las, pois preferem automatizar a contratar pessoal. Do outro lado, temos uma grande massa de pequenos empresários, que sofre com uma burocracia burra que os onera acima das forças e que só serve para estimular a informalidade. E são essas pequenas empresas que mais geram empregos! Pois bem, não é preciso esperar a aprovação da reforma da Previdência, o que é preciso é tomar providências: o ministro Paulo Guedes é um homem bem-sucedido, mas vem do setor financeiro e acho que não tem a mínima noção do que é o tiroteio aqui embaixo. Poderia, com algum esforço, competente ao cargo que ocupa, tentar compreender, desburocratizar e desonerar o universo das pequenas empresas. São medidas simples e ao alcance da caneta dele, seja Bic ou Mont Blanc. Seria muito operativo e importante para o País. Outra providência urgente é alertar os políticos para que exercitem mais a criatividade na hora de buscar receita. O contribuinte já está pávido, além disso, que estímulo existe em pagar imposto sabendo que não haveria, em contrapartida, qualquer benefício? Uma sugestão é cobrar mais impostos das grandes empresas... mais de acordo com a "responsabilidade social" delas.

Irene Maria Dell'Avanzi

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

O enigma do liberalismo

Sobre o editorial "Não basta baratear o emprego" (20/2, A3), enquanto não decifrarmos o enigma do liberalismo, com seus defeitos e qualidades, e ao mesmo tempo aprendermos a dominar novas tecnologias e formas de empreender, iremos nos digladiar inutilmente para tentar atrair empregos que não mais existem deixando de incentivar projetos inovadores que exigem muito trabalho e inovação. Precisamos enfrentar com coragem a improdutividade e regimes de trabalho cartoriais, pois é o único modo de reduzir as gritantes desigualdades sociais. O resto é discurso panfletário e vazio.

Airton Reis Júnior

areisjr@uol.com.br

São Paulo

Auditoria na bolsa-ditadura

Sobre o artigo "Selva!", da economista Monica de Bolle ("Estadão", 20/2, B2), quer dizer que a ministra Damares Alves não deve levantar uma auditoria nos R$ 17 bilhões que saíram do Tesouro Nacional patrocinados pela Comissão de Anistia? Falta, ainda, auditoria no Bolsa Família. Tudo é prioridade, inclusive a recuperação fiscal.

Décio Curci

deciocurci@gmail.com

São Paulo

'Selva!'

No artigo "Selva!", da economista Mônica de Bolle, no caderno "E&N" de 20/2, ela cita "en passant" indenizações aos prejudicados pela ditadura. Falha como economista, pois deveria dar os números de quem recebe o benefício e o valor despendido pelo governo com as indenizações, ressaltando que nenhuma indenização pagará o sofrimento dos familiares e os designados como perseguidos. Assim como relata esse triste acontecimento, esquecem-se ela e a imprensa de relatar os 120 (cento e vinte) mortos e 343 (trezentos e quarenta e três) feridos pelos terroristas, (pseudoguerrilheiros), apud o livro "O golpe de 1964 - O que os livros de História não contaram". No entanto, ao detalhar os militares que participam do governo, detalha os números com precisão e os desvaloriza. Será que só ela tem conhecimento técnico? O Brasil tem militares altamente competentes. Estudei na EPUSP e tive excelentes professores militares com doutorado no MIT e colegas militares da Marinha, no curso de Engenharia Elétrica, que eram excelentes universitários. 

José Luiz Abraços

octopus1@uol.com.br

São Paulo

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