Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2019 | 01h00

Bolivarianismo

Fome soberana

O bem nutrido ditador Nicolás Maduro está praticando um virtual genocídio. No ano passado foi apurada uma perda média de 11 kg de massa corpórea por indivíduo da população venezuelana. Impedindo ou dificultando a chegada de ajuda humanitária oferecida por vários países, como o Brasil, Maduro mantém as condições para perda adicional de peso. É a preservação da fome soberana... Não conheço divulgação a esse respeito, mas pode-se deduzir que muitas mortes decorrem da extrema subnutrição. O teatro montado com a mobilização de blindados de grande porte para enfrentar caravanas de pedestres, que vão fazer o acesso à Venezuela por outros caminhos, menos visíveis, tornam ridícula a encenação.

Mario Helvio Miotto

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

Manual socialista

Nicolás Maduro, grande líder do socialismo bolivariano com pretensões de domínio na América Latina, introduz no manual socialista o dever impostergável de os venezuelanos passarem fome em nome da pátria. Assim se deve entender o impedimento da ajuda humanitária de Brasil, Colômbia, EUA e outros países. Na realidade, trata-se do fim de um sonho ideológico que não deu certo, contribuindo para a desmoralização do socialismo. 

José Carlos de C. Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

E a esquerda?

Não se observa nenhum tipo de manifestação da esquerda brasileira contra os acontecimentos constrangedores e desumanos sofridos pela população da Venezuela, diariamente exibidos pela mídia, com cenas explícitas de inanição e escassez, até de medicamentos, cuja entrada de caráter humanitário está sendo obstruída sob a alegação de interferência na soberania por seu ditador, não reconhecido internacionalmente, embora ladeado por chefes militares movidos por compensações ainda não totalmente reveladas. Serão os esquerdistas de Pindorama insensíveis ao sofrimento dos venezuelanos, em nome de uma ideologia derrotada e ultrapassada que mantém a elite no luxo, mas em nenhum dos países onde se instalou ofereceu ao povo progresso e bem-estar mínimos?

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com 

São Paulo

Teste venezuelano

Aos “companheiros” que ainda apoiam Nicolás Maduro sugiro experimentar viver como os venezuelanos por um mês: passar fome e necessidades de todo tipo diariamente, fazer malabarismo para driblar uma inflação diária de 2.740%, ficar sem tratamento médico pela falta de remédios, ouvir as alucinações diárias do chefe, e por aí vai. Tenho certeza que depois dessa experiência ficarão revoltados com a situação cruel e grotesca em que um sangrento tirano está disposto a sacrificar todo o povo para permanecer no poder.

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Em São Paulo

Minhocão

O prefeito de São Paulo, conforme divulgado, decidiu desativar o Minhocão já no segundo semestre deste ano e ali fazer um jardim suspenso. Considerando que ele tem prazo até 2026 para decidir demoli-lo ou transformá-lo em parque, suponho que esse tempo seja para abrir novos corredores de trânsito para absorver a média de 70 mil carros por dia. Já existe estudo para isso? O que o prefeito pretende fazer com esse número de automóveis, se debaixo do elevado o congestionamento já é insuportável? Para quem não conhece, vão aqui alguns números. O Minhocão cruza, grosso modo, três bairros centrais de São Paulo, tem 3,5 km de extensão e quatro pistas, duas em cada sentido. Em vários momentos do dia o trânsito sobre ele para. Temos, então, 3.500 metros divididos por 7 - comprimento médio de um automóvel mais o espaço entre os carros -, o que dá 500 carros em cada pista, 2 mil no total, simultaneamente. Ao peso de, em média também, uma tonelada e meia cada carro, são 3 mil toneladas sobre um elevado que está na lista dos que se encontram com problemas estruturais. Se houver estudo sobre o que fazer com tanto carro, tudo bem. Caso contrário, acho que sei o motivo da pressa de tirar os carros lá de cima e fazer o jardim: o ar de São Paulo está, de fato, irrespirável...

Marcia Meirelles

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

Ação politiqueira

Transformar o Minhocão em parque suspenso em detrimento da sua finalidade principal, que é a mobilidade urbana, é uma atitude politiqueira, de tipo muito comum na cidade. São Paulo vive um caos urbano, pontes caindo, cracolândia, insegurança pública, crise no funcionalismo, caos no atendimento da saúde, buracos nas vias, transporte público deficiente... E a pessoa que está prefeito quer gastar dinheiro público para se promover! Lamentável. Precisamos de pessoas que administrem seriamente. E a locomoção das pessoas que circulam pelo local por necessidade, por onde elas passarão? Não há opção.

Edmar Augusto Monteiro

eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

Ligação fundamental

Alguém cogita de desativar a Avenida Radial Leste, a 23 de Maio ou a Tiradentes? Nem em sonho! São ligações fundamentais para as zonas leste, sul e norte, assim como o Minhocão o é para a zona oeste. Para o bem e para o mal, a cidade cresceu com essa ponte de safena. Vão tirá-la agora? Como vai ficar o trânsito desta cidade doente? E uma de suas piores doenças é o trânsito terrível. Vai melhorar com a desativação? Não vejo como. Eu seria a favor se a cidade tivesse pelo menos o dobro de linhas de metrô. Mas a Linha 6 - Laranja, que serviria exatamente à zona oeste, está com obras paradas há dois anos! E mais: vão fazer parque no Minhocão? Por que não finalizam antes o Parque Augusta, que é uma reivindicação há décadas e fica ali ao lado? Desativar o Minhocão sem outras providências para equacionar o problema viário é uma atitude demagógica, que beira a irresponsabilidade. 

Francisco Eduardo Britto

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Canudinho

Fiquei muito impressionado com a foto, no Estadão do dia 19, do tapete de lixo no Rio Tietê e, sobretudo, com o descaso das autoridades municipais com a sujeira absoluta que tomou conta de São Paulo. O mais interessante é a preocupação do prefeito Bruno Covas de proibir o uso de canudinhos de plástico na cidade para evitar a poluição, como se vivêssemos em Estocolmo. Creio que nosso alcaide habita outro espaço sideral.

Leão Machado Neto

lneto@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fronteira fechada

O estágio de insanidade mental atingido pelo ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, passou dos limites. Maduro fechou a fronteira com o Brasil enviando blindados para uma região próxima a Roraima e suspendeu voos e embarcações com Curaçau para deliberadamente bloquear a entrada de ajuda humanitária na Venezuela. O apego doentio pelo poder levou Maduro a encarar como guerra qualquer envio internacional de socorro por diversos países, entre eles o Brasil. Será que o tiranete delirante encara a distribuição de gêneros alimentícios e médicos a seu país como uma guerra em que a Venezuela seria bombardeada com alimentos e remédios?

Paulo R. Kherlakian

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Maduro enlouqueceu

Não satisfeito com seu povo agonizando pela fome e sem trabalho, agora Maduro, enlouquecido, decide fechar a fronteira com o Brasil, e avalia também fechar fronteira com a Colômbia, a fim de impedir a entrada de ajuda humanitária (alimentos, remédios, etc.) na Venezuela. O líder da oposição a Maduro, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente, conseguiu inclusive apoio dos principais sindicatos dos caminhoneiros venezuelanos para transportar esta ajuda humanitária, mas Maduro promete, com seu exército, impedir a ação. Será que o PT e Lula, que cegamente apoiam este governo da Venezuela, estão preocupados com a caótica e miserável situação do povo venezuelano?

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Hora de fazer algo

Nicolás Maduro: até quando?

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Homicida

Com a proibição de entrada de ajuda humanitária por Nicolás Maduro na Venezuela, os órgãos internacionais têm de acusá-lo de homicídio.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Queda

O presidente da Venezuela, um tal de Nicolás, está caindo de maduro.

Milton Córdova Júnior

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

Distância

Está na hora de os brasileiros ajudarem os brasileiros carentes e doentes nestes rincões distantes, e que se danem os venezuelanos. Este maluco do Maduro ainda vai nos envolver em alguma guerra.

Harry Rentel

harry@countryroad.com.br

Vinhedo

Questão de tempo

Cedo ou tarde o insano Nicolás Maduro apelará para a tática do "inimigo externo" e vai bulir com o Brasil, e não teremos outra opção senão nos defender com armas contra o vizinho doido. É só questão de tempo... Ou a diplomacia do governo Bolsonaro joga sério e duro agora, já, para retirar o Napoleão de hospício da cadeira ou ainda pagaremos mais caro militarmente no futuro por essa omissão.

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

Da coerência crítico-ideológico-partidária

Maduro fechou a fronteira com o Brasil. Por coerência, espera-se veemente protesto da presidenta lullopetista...

A,Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Apoio no Brasil

O ditador Maduro agora fecha a fronteira para impedir que seu povo, em face da grande miséria reinante lá, nem mais possa fugir para o Brasil. Esta tirania é apoiada por forças políticas de esquerda do Brasil como PT, PCdoB, PSOL, PSTU e outras, com as alegações mais furadas possíveis.

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Cúmplice fascista

O nazifascista petista, digo bolivariano, Maduro não permite a entrada da ajuda internacional de alimentos, remédios e vacinas para os venezuelanos. E a porta-voz petista Gleisi Hoffmann permanece calada em sua muda adoração de Maduro - sempre glorificado por ela, por Lula e por seu partido. Assim, o PT será cúmplice deste possível morticínio nazifascista sul-americano.

Suely Mandelbaum

suely.m@terra.com.br

São Paulo

O silêncio dos indecentes

Onde é que se escondem os partidos de esquerda, principalmente o PT, os artistas e intelectuais do "elenão", que se calam diante de tantas barbaridades cometidas pelo ditador venezuelano, Nicolas Maduro? Não se ouve um pio destes calhordas em favor do povo sofrido da Venezuela, que não tem o que comer ou o que vestir, supermercados vazios sem víveres e materiais de higiene de primeira necessidade, açougues vendendo carnes podres e, mesmo assim, disputadas a tapas. A tendência de piora é iminente. O desumano e desequilibrado ditador acaba de decretar o fechamento da fronteira com o Brasil, que ofereceu aos países amigos trânsito para a entrada de ajuda humanitária naquele país. Mesmo diante dessas atrocidades, os defensores dos fracos e oprimidos continuam surdos e mudos, num silêncio covarde e indecente. Mas nada de surpresa nessa atitude desprezível. O presidiário Lula sempre bajulou Hugo Chávez e o regime venezuelano, seu sonho de consumo. A presidente petista Gleisi Hoffmann vive nos palanques com Maduro, o apoia incondicional e descaradamente e denigre a imagem do Brasil com mentiras inconsequentes. A única coisa que nos conforta é saber que o restinho desta praga que sobrou está com os dias contados e o sonho de transformar o Brasil num regime ditatorial ficou muito distante.     

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

'Simples'

"São tantos os militares no governo Bolsonaro que tem gente perguntando quem está cuidando dos quartéis." Infelizes e insanas palavras do jornalista Luis Fernando Veríssimo ("Simples", 21/2, C6). Em nome da sociedade que elegeu uma nova República, na mesma face da moeda, retruco: são tantos jornalistas démodée que tem gente perguntando "por qué no te callas?". Se "somos um país sem memória, paciência", como afirma o escritor, suas matérias sobre o momento atual são protagonistas do acervo das silentes e insossas edições dos blogs, colunas e pasquins esquerdistas dos dias imediatamente passados, que nos impingem os efeitos da doença do alemão, em razão da galopante dinâmica dos fatos e notícias dos dias seguintes, favoráveis ao Brasil. "Quem está cuidando de sua casa, Veríssimo? Vai para casa! Sua hora já deu, a sua coluna emagreceu!", dirão os "impacientes" brasileiros que derrotaram os seus amigos em outubro passado, em respeito à sua belíssima e já saudosa obra d'antanho, isenta de proselitismo político.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

Quem está cuidando dos quartéis?

A pergunta de Veríssimo na sua crônica de quinta-feira (21/2) parece desonesta e infantil, mas é somente tola, ao tentar confundir o leitor. Um senhor da idade dele já deveria saber que, quando dispensado do jornal que hoje lhe acolhe, outro seguirá preenchendo o seu espaço. Não há, sequer, um militar da ativa neste governo, então quem cuida dos quartéis são os mais novos, num processo de substituição natural. Não ter assunto é pior que não ter o talento do Érico.

Roberto Maciel dos Santos

rvms@oi.com.br

Salvador

Fanatismo

Por favor, alguém avise ao democrata petista Luis F. Veríssimo que as coisas são, sim, bem simples, depende do ponto de vista político de cada um. Por isso este nobre senhor, sendo mais um expert, deve ser informado de que Lula está preso e tem mais seis processos nas costas, ou seja, de santo não tem nada. Mas o fanatismo é a mãe da falta de argumento e da ignorância.

Maria M. J. Simões

mmjsimoes@bol.com.br

São Paulo 

Veríssimo e Haddad

Aposente-se, Veríssimo, já passou da hora. Vá morar na Venezuela. Boa seria a vitória de Haddad, para governar de Curitiba.

Carlos Norberto Vetorazzo

cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

A eleição acabou

Na quarta-feira, 20/2/2019, a eleição acabou. Temos, finalmente, um governo sério, que apresentou nesse dia seu projeto de reforma da Previdência ao Congresso Nacional. O Brasil vai à luta para se recuperar dos anos vermelhos. Tenho 78 anos e nunca na minha vida me senti tão esperançoso. Os que ainda estão contra serão derrotados, haverá uma renovação não só na política, mas no pensamento e nos costumes. A limpeza continua com a Operação Lava Jato, que veio para ficar. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai mudar para tornar-se realmente a mais alta Corte de Justiça do País. Ministros renunciarão espontaneamente. Os criminosos enfrentarão uma população disposta a reagir pela vida. Estatais serão privatizadas. A Constituição será refeita eliminando os mais de cem direitos grátis, que enfraquecem o povo, dando-lhe a oportunidade de crescer na vida com o seu próprio esforço. Os corruptos fugirão como os ratos fogem das ratoeiras. Os privilegiados perderão e a meritocracia será implantada naturalmente. Tudo isso e muito mais começará a acontecer, e Deus voltará a ser brasileiro. Quem viver verá!

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

'Governo nasce com a reforma'

No editorial do "Estadão" "Governo nasce com a reforma" (21/2, A3), não se vê um pingo de tolerância da imprensa com o governo do presidente Bolsonaro. Ao dizer que o governo começa com 50 dias de atraso, o editor parece se esquecer de que Bolsonaro foi retirado do combate ainda na campanha e todos nós acompanhamos a difícil luta para se curar da facada. Pergunto ao editor se ele tem ideia de como fica uma pessoa que sofreu um atentado como Bolsonaro. Parece pouco? O presidente só não morreu porque, entre todos os fatores, ele era uma pessoa saudável. Diz o editor que o presidente só dispunha de um discurso ideológico e moralista, mas o editor reparou que com apenas um discurso o presidente foi capaz de apresentar uma reforma da Previdência bastante ousada, que, se aprovada, vai colocar o Brasil nos trilhos novamente? Agora o que se espera é que o Congresso cumpra sua parte e vote logo esta reforma, pois ao que se sabe os deputados e senadores estão de braços cruzados aguardando o projeto para ser discutido e votado. Quando algum jornalista diz que não é fácil reunir 308 votos. Fico pensando o que estarão fazendo os parlamentares que se elegeram prometendo mudar o País. O melhor de tudo é que as urnas assustam e assustarão cada vez mais quem se elege e não cumpre o prometido.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Protesto na Câmara

A "fantasia de laranjas" dos deputados do PSOL na Câmara, na recepção da mais importante proposta dos últimos anos, levada ao Congresso pelo presidente Bolsonaro na quarta-feira, não pode passar impune! É uma falta de decoro, incompatível com a gravidade do momento. É uma manifestação contra o Brasil. Não podem fazer ali o que bem entendem, sem qualquer consequência. Não estão na "casa da mãe Joana"!

Décio Antônio Damin

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

Lula deve estar gargalhando

Terminada a apuração das eleições de outubro passado, com a vitória do PSL de Bolsonaro, tudo parecia levar a crer - parecia - que tudo estaria resolvido a favor do Brasil desde que o petismo foi alijado do poder, com o afastamento de Dilma da Presidência e seu ícone maior, Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado a mais e dez anos de prisão. Nem tudo o que é se lhe parece. Os adversários de Bolsonaro perderam nas urnas, mas tiveram como aliados pós-eleição as muitas querelas, comuns quando um governo cimenta a sua base com argamassa familiar, que a História já provou ser o vírus que contamina toda a estrutura. A reforma da Previdência ainda terá muitas dificuldades para ser aprovada, pois a esquerda tem sangue nos olhos e faca no dentes. O governo não tem a maioria no Congresso que lhe dê condições de aprovar suas reformas, que chegam para discussão num momento em que as tragédias dão uma trégua. Até aqui, estamos na fase do "disse me disse", em que a Presidência vestiu a faixa, mas ainda não tomou posse nem a atitude que o povo espera de um provável Dom Rodrigo Diaz de Bivar, o "El Cid" espanhol.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Reforma necessária

A reforma da Previdência, dizem todos, é muito necessária. Então, os jornalistas deveriam, nos seus artigos, pressionar o Parlamento, e não apoiar o "toma lá, dá cá" dizendo que o governo deve "negociar" com os parlamentares. Vamos combinar o seguinte: se a reforma da Previdência não for aprovada, quem perde não é o Bolsonaro, mas a população brasileira.

Victor Hugo A. Raposo

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

Por que derrubar Bolsonaro?

Está muito, mas muito mesmo, claro e transparente que o Congresso ainda está infestado de bandidos que, disfarçadamente, torcem para a queda de Bolsonaro - o que, se Deus quiser, e Ele há de querer, não acontecerá. Quem são eles? Muito simples saber: são todos aqueles que têm dívidas no cartório e sabem que tudo será uma questão de tempo, mais dias, menos dia todos farão companhia para o bandido-mor. A eles eu junto uma boa parte da imprensa que a serviço desta corja de canalhas corruptos recebia benefícios dos bancos públicos (BNDES, Caixa Econômica  Federal e Banco do Brasil), além, é claro, de não pagarem impostos. Agora, que a teta secou, que o  dinheiro público acabou, só lhes resta fazer covardemente oposição falsa e mentirosa ao presidente eleito em esmagadora vitória.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Corrupção

Ninguém duvida de que a corrupção no Brasil é endêmica. Há muito presente nas esferas de poder, ondula ao longo do tempo, apesar do sentimento de que, nas última décadas, ela tenha adquirido características pandêmicas, mediante a generalização, em todos os níveis, de altas intensidades epidêmicas. Há que reconhecer, no entanto, o esforço da sociedade no sentido de minimizar os danos dela decorrentes, por meio da Operação Lava Jato, cuja ação resultou em prisões antes consideradas improváveis. Mas o conquistado até agora, embora necessário, mostra-se insuficiente, se a falta de transparência, semente de todo ato ilícito, não for institucionalmente escrutinizada nas negociações envolvendo recursos que, se desviados em benefício de poucos, diminuirão a capacidade de investimentos em áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança, além de afetar o próprio crescimento econômico do País.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

O discreto Aécio Neves

Estarrecida, li que o deputado Aécio Neves só comparece à Câmara dos Deputados quando há votação, para não perder os parcos R$ 33.700,00 a que tem direito, sem a eles fazer jus ("A discreta volta de Aécio à Câmara", 22/2, A8). Ainda por cima, quer ter uma cozinha privativa! Nós, o povo brasileiro, não deveríamos oferendar-lhe também um espaço para academia com personal trainer?

Inês Levis

ineslevis@hotmail.com

Jundiaí

A Geni da vez

O PSL e todos os seus filiados são suspeitos, ou melhor, culpados até que provem o contrário; a família Bolsonaro vai acabar com o Brasil; este governo vai afundar mais dia, menos dia. São essas notícias ou insinuações, escritas, anunciadas, comentadas em todos os meios de comunicação que viraram moda, não se imagina qualquer meio de comunicação elogiar absolutamente nada deste novo governo, que não foi eleito para agradar à direita ou esquerda, foi eleito para ao menos tentar acabar com o assalto continuado dos cofres públicos e colocar as contas em dia para que o País possa retomar o rumo do crescimento sustentável. Só escapou, até agora, a primeira-dama, mas acredito que vão tentar encontrar algo contra ela. Joguem pedra, joguem o que quiser, enquanto é tempo, mas, quando o País começar a sair da lama e pisar em terra firme, que todos os que jogaram ao menos uma pedrinha se retratem, espero, num futuro bem próximo. 

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Pobre oposição

O PT e o PSOL estão certíssimos em protestar contra o laranjal do PSL e de pedir a saída do ministro do Turismo.  Entretanto, estes partidos erram fortemente ao considerar que fazer oposição significa tão somente apontar irregularidades do governo e exigir providências. Todos sabem que o Parlamento é o foro onde se discutem projetos de lei através do debate e do contraditório, como acontecerá com a reforma da Previdência. Para a oposição da esquerda isso parece ser secundário. O mais importante é gritar, espetacularizar e torcer contra. Pobre oposição. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Passe e repasse

Um time de futebol faz passes entre os jogadores. O PSL faz  repasses da verba pública, dinheiro do contribuinte, para os seus candidatos laranjas.

Paulo Boin

boinpaulo@gmail.com

São Paulo

Paul McCartney

Quero cumprimentar o repórter Julio Maria pela entrevista com Paul McCartney ("Estrada sem fim", 22/2, C1). Não fez perguntas óbvias a Paul McCartney, foi curioso, incisivo, abrangente e inteligente toda vida... Ao desligar, o ex-beatle deve ter pensado: "Hey, que cara legal!".

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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