Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2019 | 01h00

Bolivarianos

Populismo e fome

O populismo e a demagogia barata do socialismo bolivariano do século 21 de Hugo Chávez, continuado pelo déspota Nicolás Maduro, levaram a Venezuela ao caos. Chávez distribuía alimentos, eletrodomésticos, casas, confiscou terras, nacionalizou empresas, fechou estações de rádio e de TV, criou milícias, deu mil privilégios aos militares de alta patente, tudo bancado pela estatal do petróleo PDVSA. A combinação do populismo com a renda do petróleo criou o mais poderoso sistema de subsídios da América Latina, tornando a figura patética de Hugo Chávez um ícone da esquerda mundial. Com a queda do preço do petróleo, essa política bolivariana se tornou insustentável, causando fome, desabastecimento, emigração em massa e a maior inflação do mundo atual, superando 1 milhão por cento. As manifestações populares contra Maduro começaram e foram reprimidas com violência. Hoje o Grupo de Lima e mais de 50 países não reconhecem o governo Maduro, que tem o apoio da Rússia, China, Turquia e, no Brasil, do PT e dos partidos que domina. Aliás, a ONU volta e meia se intromete no Judiciário brasileiro pedindo a libertação do criminoso condenado Lula da Silva, mas não toma nenhuma medida contra o déspota Maduro, que afronta descaradamente os direitos do povo venezuelano.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Covardia

A milícia bolivariana ligada ao ditador Nicolás Maduro incendiou caminhões repletos de mantimentos. Sejamos coerentes pelo menos uma vez na vida: esse ato criminoso é de pessoas corretas, humanas e justas?

Luiz Felipe Schittini

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

À espera do desfecho

Assistimos durante o fim de semana aos confrontos nas fronteiras do Brasil e da Colômbia com a Venezuela. Alimentos e medicamentos foram queimados por aliados do governo, que tenta se manter, apesar de não ser reconhecido por dezenas de países. Nicolás Maduro, cada dia mais isolado e contestado, recorre ao velho discurso de falácias. O governo brasileiro, apesar de rompido politicamente com Maduro, optou por fazer a ajuda chegar à fronteira, mas não usou a força, e socorre as vítimas dos confrontos. Oxalá o Grupo de Lima - do qual o Brasil faz parte -, juntamente com a União Europeia, os EUA e organismos internacionais, encontre uma solução sem que haja a necessidade de intervenção militar. Depois de 20 anos, o chavismo parece ter chegado ao fim de seu prazo de validade. A Venezuela precisa voltar à normalidade e, principalmente, os 3 milhões de refugiados da crise necessitam ter segurança e oportunidade de retornar à sua pátria e ajudar na reconstrução nacional. O Brasil não vai à guerra e trabalha pela paz.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

Maduro prepara seu velório

A marcha dos acontecimentos - agonia da ditadura venezuelana - está na iminência de nos pregar uma agradável surpresa. Há um adágio popular que diz que de onde não acreditamos que possa surgir algo construtivo (ou positivo) é de onde não surgirá nada mesmo - no caso, seria uma insurgência popular que derrubasse o ditador Nicolás Maduro, dado o Estado policialesco imposto na Venezuela. A diplomacia e as sanções econômicas também não têm demonstrado eficácia para libertar o povo venezuelano do jugo da ditadura, que torna o país inviável social e economicamente, além de matar sua população de fome e falta de socorro médico. Coube aos países vizinhos a tentativa, malograda, de enviar alimentos e medicamentos à população desassistida. Mas o governo Maduro, ao fechar as fronteiras e hostilizar os países fronteiriços, criou uma situação favorável a despertar no povo venezuelano entusiasmo e coragem para enfrentar o aparato policial-militar que reprime violentamente, até com assassinatos em massa, as manifestações pacíficas organizadas pela oposição. Até então, as saídas voluntárias - estimadas em 3 milhões de pessoas - vinham servindo como válvula para a população oprimida e evitavam que a panela de pressão explodisse. Agora, diante da impossibilidade de deixarem o país, em fuga da opressão, da fome e da morte por inanição, os venezuelanos haverão de criar coragem e destemor para assumir o risco de morrer com dignidade, lutando por liberdade, democracia e condições de vida minimamente aceitáveis. Assim, talvez esteja mais próximo do que imaginávamos o fim do governo Maduro. Claro, por sua própria e exclusiva iniciativa.

Noel Gonçalves Cerqueira

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

A Venezuela é uma fria?

Fria - na verdade, crime - foi colocar dinheiro do contribuinte brasileiro para financiar a corrupção na Venezuela. Prestar apoio humanitário ao povo desse país só é fria na cabeça do ex-chanceler Celso Amorim e da ex-presidente Dilma Rousseff.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

São Paulo

Em São Paulo

Cidade abandonada

A cidade de São Paulo elegeu o João Doria prefeito para o mandato de 2017 a 2020, pois os paulistanos estavam certos de que, apesar de ele ser um político novo, tinha larga ficha de “empresário bem-sucedido”. Mas ignoraram um ponto fraco: a ambição política o fez abandonar o cargo para concorrer à Presidência da República. Não vingou a pretensão e ele teve de se contentar em sair candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Apesar da frustração dos paulistanos, os eleitores do interior resolveram dar-lhe uma chance e o elegeram governador do Estado. Graças a isso, hoje a capital paulista é comandada pelo inexperiente Bruno Covas. E o resultado é que se paga um salgado IPTU e os moradores têm de viver com verdadeiros lixões nas ruas, semáforos obsoletos, buracos nas vias principais, que estão mais para crateras, bandeirolas de todo tipo afixadas nos postes, sem contar a ideia megalômana de transformar o Minhocão em mais um jardim para usuários de drogas. Esperamos que o próximo prefeito não seja mais um aventureiro.

Jose Millei

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Fico perplexa ao ver como funciona a cabeça do prefeito Bruno Covas. Salta aos olhos dos paulistanos a necessidade de tapar os buracos das vias públicas e de se cortarem as árvores cuja queda causa prejuízos e mortes. Urge um mutirão. E o moço pensando no Minhocão! Mas o paulistano não é ingênuo, não se deixa enganar por um parquinho suspenso, arremedo tupiniquim da High Line nova-iorquina.

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Crise na Venezuela

O ditador Nicolás Maduro disse, em pronunciamento aos seus simpatizantes, que pode pagar todo alimento que o Brasil quiser ou se dispuser a vender. Pagar? A Venezuela deu um calote milionário no Brasil e o Tesouro Nacional, ou seja, o contribuinte brasileiro, teve de desembolsar milhões de dólares para arcar com o não pagamento pelo governo Maduro. O país está completamente falido, sem nenhuma condição de arcar com absolutamente nada. Não é questão de ser ou não mendigo, mas a população venezuelana está cada vez mais miserável, entregue à própria sorte, literalmente. O governo Bolsonaro acerta em conceder ajuda humanitária ao povo da Venezuela. Somos a maior e mais rica nação continente, com ambição de liderança regional. Por isso temos responsabilidade e devemos ajudar a minimizar o sofrimento dos povos que estão ao nosso redor.

Willian Martins

martins.willian@globo.com

Guararema

O mendigo

O psicopata Nicolás Maduro, que levou a Venezuela à ruína, alega a não mendicância para o recebimento de medicamentos e comida doados a seu país como ajuda humanitária. "Não sou mendigo", ele diz, concluindo que comprará toda a comida do Brasil. Só agora ele demonstra este gesto, se assim pode ser chamado, humanitário? Precisou chegar a este nível de fome generalizada para uma iniciativa decente. Ou é tudo "fake", para chamar a atenção dos poucos que o seguem, como o PT e o Foro de São Paulo, que acaba de se manifestar apoiando-o. Por outro lado, é preciso ver se há empresas dispostas a vender a comida, uma vez que pagar não é o forte da Venezuela de Maduro - haja vista o U$$ 1,2 bilhão que deve ao Brasil também por compras efetuadas e não pagas. Simples assim.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Armadilha

Nicolás Maduro está desesperadamente procurando um motivo para justificar suas atrocidades. Espero que ninguém caia na sua armadilha.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Tomara que caia

Maduro é insano, vil, cruel. Colapsa a economia de uma das nações mais prósperas antes do chavismo, permite seu povo agonizar e clamar por dignidade e alimento pelos quatro cantos do país e vai a um palanque medíocre ao centro de Caracas - distante donde manifestantes e militares se apunhalam como podem - reclamar da ajuda humanitária oferecida pelas democracias vizinhas. O Brasil, neste marasmo de tirania, se deixou protagonizar o papel de coadjuvante das movimentações "ianques", por mais paradoxal que isso possa parecer. Não há espaço para negociação diplomática com a ditadura à beira da ruína. Salvem a Venezuela.

Jorge Neto

jorgealneto@gmail.com

Areia (PB)

A Venezuela por si

Quem elegeu Chávez e Maduro foi o povo da Venezuela. Se o elegeu, bem ou mal, é problema exclusivo do povo venezuelano.  Para derrubar Maduro, só por um golpe de Estado pelos militares ou o povo entrando no palácio e o arrancando de lá. Lembram o que os italianos fizeram com Mussolini e Clara Pettaci? É assim que termina... O Brasil e demais países não têm de ficar se metendo onde não é chamado. 

Jorge Gonella

jorgegonella@hotmail.com

São Paulo

Não intervenção

Estão perfeitamente corretos nossos dignitários ao dizer que incursão militar na Venezuela está fora de cogitação. Nada de violência institucional! Mas será que não há um interlocutor venezuelano instado no poder aqui, no Brasil, ou em qualquer outro rincão mundo afora, na Rússia ou na China, com quem possamos dialogar? O que bastaria para Nicolás Maduro senão uma saída honrosa para seus equívocos sociais, o de que só o capitalismo pode livrá-los da miséria, a despeito de toda a selvageria que alimenta seu ditatorialismo, capitalismo que, no final das contas, só faz necrofagias nos pés de pútridos selvagens? Nada de Corte de Haia nem de exílio africanister's, mas de boa índole aos tempos em que a humanidade dá largos passos adiante.

Carlos Leonel Imenes

leonelzucaimenes@gmail.com

Nazaré Paulista

Mudança de hábito

A notícia de que o Itamaraty, por meio da sua conta no Twitter, afirmou que o governo brasileiro condena veementemente os "atos de violência perpetrados pelo regime ilegítimo de Nicolás Maduro no dia 23 de fevereiro, nas fronteiras da Venezuela com o Brasil e com a Colômbia, que causaram vítimas fatais e dezenas de feridos", demonstra uma mudança de atuação do Itamaraty, desde o tempo do Barão do Rio Branco. Ninguém pode ignorar que a ajuda humanitária enviada para os venezuelanos, não por acaso iniciada pelos norte-americanos, embora necessária para aquela população, representou ao mesmo tempo uma provocação ao regime de Maduro. A ele só restou reagir a tal ingerência. E o objetivo da ajuda era exatamente este. Eu, particularmente, achei imoral utilizarem essa tática, pelo fato de usarem como bucha de canhão pessoas desesperadas pela falta de alimentos. A escaramuça que ocorreu já era clara antes mesmo de acontecer.  Não resta a menor dúvida de que o presidente Maduro se tornou o mandatário da Venezuela por acaso e que não tem a mínima condição de ser presidente de coisa nenhuma. Eu vejo em Maduro uma figura caricata, indigna de ser presidente daquela nação amiga. Por seu lado, Donald Trump está há tempos procurando uma escaramuça com algum país e, atualmente, a vítima da vez é a Venezuela. Tanto que Rússia e China correram a prestar solidariedade ao presidente da Venezuela, pois não perdem a oportunidade de desafiar os EUA em seu quintal. Apontar a ilegitimidade das últimas eleições na Venezuela é um direito das nações, assim como reconhecer Juan Guaidó presidente encarregado da Venezuela para organizar as novas eleições e comandar provisoriamente aquele país. Porém penso que o Itamaraty foi longe demais em conclamar os demais países do planeta a não reconhecerem o governo de Maduro. Não cabe ao Brasil insistir para que os demais países se juntem àqueles que condenam o regime venezuelano. Seria um papel a ser desempenhado pela OEA, ou mesmo pela ONU. Tanto que os generais brasileiros se apressaram em desmentir qualquer interferência de força armada do Brasil contra aquele país. A verdade nua e crua é que o nosso país tem hoje um ministro do Exterior que é um ponto bem fora da curva. Se o presidente não o substituir a tempo, ele poderá causar muitos problemas para o Brasil.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Fantasia

Triste demais é ler as bobagens protagonizadas pela deputada Gleisi Hoffmann. Diz ela que a ajuda humanitária do Brasil é uma intervenção fantasiada de ajuda. Para a petista, quando não é golpe, é fantasia. Seria demais perguntar se sua eleição foi golpe ou fantasia? Pobre mulher, mas ela faz parte daquelas pessoas que comem bem, bebem e dormem tranquilamente, pois o país em que ela vive é uma democracia, muito embora ela apoie ditaduras, para os outros, é claro. Já na Venezuela, aqueles que discordam do governo estão morrendo de fome e doentes. Não se vê um esquerdista nestas horas ir para a Venezuela. A esquerda adora criticar os EUA, mas quando está de férias ou junta seus dólares, adora ir para Miami consumir. Vamos parar com esta demagogia, deputada. O momento é preocupante, pois milhões de pessoas sofrem nas mãos do sanguinário ditador Maduro. Espera-se que este déspota entregue as armas e desapareça, pois ele e seus comparsas, além de destruírem o país, destruíram também a vida e o sonho de seu povo. 

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

No mundo de Polyanna

Não sou de botar reparo ao que os outros escrevem - afinal, devemos respeitar a opinião alheia -, mas não pude me conter ao ler a cartinha "Cabo de guerra", do leitor sr. José de Anchieta ("Fórum dos Leitores", 25/2), que parece ver uma "nova guerra fria" recriada na América do Sul a partir do enrosco venezuelano. Ora, com todo o respeito, a guerra fria - todos sabem - foi um conflito de ordem política, militar, tecnológica, econômica e ideológica entre os EUA e a (extinta) URSS, e teve seu início já no pós-guerra, quando ambos - antigos aliados - passaram a competir entre si e se lançaram a uma corrida armamentista, com base em mísseis sofisticados capazes de levar, de uma só vez, múltiplas ogivas nucleares a longas distâncias. Foi chamada de "fria" porque não houve uma guerra real entre as superpotências, dada a inviabilidade da vitória de qualquer das partes numa conflagração nuclear. Sendo assim, causa espécie falar, agora, em "guerra fria", vez que, todos sabem, a Venezuela (que não tem armas nucleares) está a "vender o almoço para comprar o jantar", enquanto o Brasil já deixou bem claro que não vai intervir (militarmente) e, por suposto, tampouco a Colômbia. Suscitou igual espécie ver que o leitor considera haver "legítimas lideranças" (?) na Venezuela, à qual ele exorta para que, junto com Brasil e Colômbia, seja encontrado um "denominador comum" (?) objetivando ao fim da "contenda" - nome que parece dar à ajuda humanitária que se pretende fornecer ao vizinho faminto, vítima da estupidez de um regime tosco e infame, apoiado, todavia, pelas esquerdas - PT à frente. Fiquei curioso: que tipo de "denominador comum" os governos atuais de Brasil e Colômbia podem ter com o regime socialista falido de Nicolás Maduro?

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

O Supremo absoluto

Conforme "O Estado" de 24/2 (A4), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) querem limitar a atuação da Receita Federal do Brasil (RFB) - por consequência, prejudicar a Lava Jato e também se beneficiar do anonimato, isto é, o povo não pode saber sobre as investigações por atos de "corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência por parte do ministro Gilmar Mendes e familiares". O "projeto mordaça" ou "cala a boca" à RFB vem sendo discutido a portas fechadas entre ministros do STF e parlamentares. O presidente do STF discursou no Sindicato dos Fiscais Federais e disse que é necessário delimitar a RFB. No mesmo sindicato, o ministro Gilmar Mendes defendeu a extinção da EEP Fraude - Equipe Especial de Programação de Combate a Fraudes Tributárias, clara tentativa de interferência no Poder Executivo, em benefício próprio. Enfim, os companheiros do STF querem limitar a RFB, querem legislar. Porém quem legisla é o Legislativo, e o Judiciário julga, simples assim. Nesta toada, agora, não querem ser investigados pela RFB, nos termos da lei existente; julgam-se onipotentes. Isso precisa acabar, é um mau exemplo à sociedade. O STF precisa ser contido em suas investidas contra a ordem constituída, pois, pelo que se vê, pretende ter poderes absolutos. O povo deu o recado nas urnas, mas parece que não ecoou no STF. O Brasil precisa mudar e o exemplo vem de cima.

Alpoim da Silva Botelho

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

Restrição à Receita Federal

Sobre a reportagem do "Estado" de domingo (24/2, A4), colaboração entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares visando a restringir a atuação da Receita Federal na investigação de operações suspeitas de membros do STF e do Parlamento me parece mais um movimento em causa própria, que mais uma vez inverte os fatores, ou seja, o problema não são as operações financeiras suspeitas, que merecem investigação, mas sim quem os auditores da Receita estariam investigando - no caso, ministros do STF e parlamentares da República e dos Estados. Mais uma vez, as suas excelências tentam dificultar a atuação dos auditores da Receita Federal, sempre que esta atuação lhes puder prejudicar. Se tal acontecer, a quem os auditores da Receita Federal poderiam recorrer para impedir as medidas que estão sendo tramadas para dificultar a investigação das operações suspeitas? Isto é uma vergonha!

Luiz Roberto Costa

lrcosta1@bol.com.br

São Paulo

Supremo

No "Estadão" de domingo (24/2), li a reportagem da articulação entre STF e Câmara dos Deputados para mudança na lei para limitar os poderes da Receita Federal quanto aos ministros do STF, isso porque sobre um dos seus ministros a Receita apurou possíveis atos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio... Uma coisa deve ser vista por todos os cidadãos de boa conduta sobre o que é ser supremo. Supremo é aquilo que é exemplo de conduta no procedimento e no caráter. Supremo porque passou pela lei incólume de ser julgado. Supremo porque é exemplo sem mácula. Supremo porque em sua vida não há nada para esconder. Supremo, antes de tudo, é exemplo, é conquista por mérito, e não por indicação.

Antonio Carlos Nogueira

anogueira56@yahoo.com

São Paulo

Pessoas Expostas Politicamente (PEP)

A notícia de primeira página do "Estadão" de domingo causou apreensão. Não pelo fato da "largesse" da Receita Federal, mas pelo fato de que existem pessoas intocáveis neste país. Na Suíça, os bancos trabalham com o conceito de PEP, pessoas expostas politicamente, para monitorar contas com movimentações suspeitas. Um ministro do Supremo, um político jamais poderiam ter o privilégio e a blindagem que agora se tenta montar. Como explicar que o escritório de advocacia da esposa de Gilmar, um ministro altamente controverso, tenha movimentado R$ 17 milhões em 2017? Tem de investigar, sim! Outra coisa inexplicável, a mesadinha de R$ 100 mil que Dias Toffoli recebe da mulher. Os tempos mudaram e o "lavajatismo" tanto criticado por este ministro é a luz do sol que asseia e limpa as feridas e a podridão. 

José Severiano Morel Filho

zzmorel@icloud.com

Santos

Receita Federal

O denunciante pode tornar-se mais criminoso que o investigado.

Arnaldo Ravacci

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba                            

Não aceitaremos

Quer dizer que o Supremo Tribunal Federal e os parlamentares querem limitar os poderes, digo trabalho de fiscalização da Receita Federal? Isso é censura ou, como diz a RF, lei da mordaça. Não aceitaremos!

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Investigação tributária

Se o cidadão comum está sujeito a este tipo de investigação, por que o STF e parlamentares se acham no direito de não serem também investigados?

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

STF e parlamentares contra a Receita

Seria oportuno lembrar que quem não deve não teme?

Shirley Schreier

schreier@iq.usp.br

São Paulo

Proteção aos afortunados

Não ao dito por Dias Toffoli: "(...) o qual questionou o nível das explorações bancárias e fiscais cometidas pela Receita Federal" (""Estado", 24/2, A4). Sim ao procedimento da Receita Federal: por conta das negatividades de Gilmar Mendes & família divulgadas pelo Fisco federal. Se conclui que a Receita Federal do Brasil é um fiscal constitucional, e dessa forma o delituoso foi Gilmar Mendes, não a Receita Federal, porquanto neste passo o STF e parlamentares, ao proibir a atuação da Receita Federal, somente estão protegendo autoridades e contribuintes afortunados.

José Jair Januzzi de Assis

januzzi@adv.oabsp.org.br

São Paulo

Privilégios

Diante de um cenário de grande expectativa para a aprovação da reforma do sistema previdenciário nacional público e privado, sempre é bom lembrar os privilégios do setor público, quando comparado com o setor privado. Se, de um lado, os salários pagos ao funcionalismo público em geral são fora da realidade brasileira - claro, com algumas exceções -, sempre é bom lembrar que é raro um funcionário público ser demitido, pois foi aprovado em concurso público. Eu me lembro que há muitos anos eu participei de um concurso para conseguir uma vaga na antiga Chrysler do Brasil, em São Bernardo do Campo (SP). Após vários testes e entrevista em inglês, eu consegui uma vaga na empresa, mas fui demitido anos mais tarde, pois a empresa americana desistiu de operar no Brasil. Por que no setor público isso nunca pode acontecer, pois existe o tal "direito adquirido"? As leis brasileiras, mesmo as previdenciárias, não deveriam ser iguais para toda a sociedade?

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Responsabilidade

A proposta da reforma previdenciária foi apresentada e os parlamentares, principalmente do PT, PSOL, PCdoB e Rede, terão de deixar o populismo de lado e aprová-la. É preferível ganhar um salário mínimo a não receber nada. O PT, que governou o País durante um período superior a 13 anos, esteve muito mais preocupado em dilapidar o patrimônio público e enriquecer ilicitamente, em lugar de fazer a necessária e urgente reforma previdenciária. Se aprovada agora, será o maior feito do governo Bolsonaro, e as gerações futuras serão eternamente gratas.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Carnaval

É mais fácil sair em bloco do carnaval do que se mobilizar para apoiar a reforma da Previdência de Bolsonaro para salvar a economia e milhares de desempregados, além de barrar as ações interesseiras de governadores, deputados, senadores e juízes do STF.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Quem se sacrifica?

Fiquei até emocionado ao ver nos jornais paulistas anúncio da Fiesp/Ciesp em apoio à reforma da Previdência. Ou seja, os empresários paulistas apoiam o sacrifício dos trabalhadores em prol do crescimento do Brasil!

Marcos de Luca Rothen

marcosrothen@hotmail.com

Goiânia

Privilégios na reforma

Nesta reforma da Previdência, será que ainda seriam aposentados metalúrgicos que perderam o dedinho minguinho da mão esquerda?

Antônio Jácomo Felipucci

annafelipucci@hotmail.com

Batatais 

Funcionários públicos

Só uma pergunta: será que vereadores, deputados estaduais e federais, senadores, juízes, governadores, prefeitos e mais uma centena de outros cargos bem remunerados aceitarão ter seus salários diminuídos, para poder ajudar a pagar os salários dos funcionários públicos comuns? Porque são sempre os funcionários públicos comuns que sofrem. Quando se fala no funcionalismo, só se lembram dos que ganham pouco. Os que ganham muito não querem nem que se desconte o Imposto de Renda, mas dos pequenos tem de descontar 27%. Afinal, todos são funcionários públicos. Seria muito bom se estas categorias, e outras, colocassem a mão na consciência e realmente pensassem um pouco no Brasil.

José Claudio Canato

jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

Justa homenagem

O sr. Rolf Kuntz fez uma justa homenagem ao ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso, por tudo O que ele fez e ajudou a implementar no Brasil por boa parte do final do século 20 e início deste século ("Estadão", 24/2, A2). E grande parte do que conseguiu implantar deveu-se, sem dúvidas, à postura de estadista dos presidentes dos governos durante o regime de exceção, que nunca pensaram nos seus mandatos, mas sim em cumprir o planejamento de longo prazo realizado. Parece-me injusto realçar que ele não permitiu injunções repressivas ou similares, porque com certeza ele e os órgãos onde trabalhou jamais sofreram qualquer tipo de censura.

Marco Antonio Esteves Balbi

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Entendi!

Os  filhos de Bolsonaro não estão agindo por conta própria contra o pai, como pode parecer. Estão fazendo, a pedido dele, aquilo que ele não tem coragem de fazer, para não contrariar ninguém. Primeiro Carlos e Bebianno, agora Flávio boicota a reforma da Previdência para fazer média, pelo pai, com os guardas municipais.

Elisa Maria P. C. Andrade

elisa@portuguesemforma.com

São Paulo

Governo Bolsonaro

Cumprimento a procuradora de Justiça Marcia de Holanda Montenegro, pela visão realista do pacote de Sergio Moro, em face do estágio a que chegou o império do crime no Brasil ("O fim da cegueira", 23/2, A2). Ao contrário foi a visão teoricamente correta, mas descolada da urgência de estancar a hemorragia do crime organizado enraizado no País da coluna "Notas & Informações" ("O pacote-punição de Moro", 23/2, A3). Quanto à coluna de Marco Aurélio Nogueira (23/2, A2), ao criticar a conduta do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos nestes dois meses de governo, desviando energia contra inimigos reais e imaginários ao invés de se concentrar nos objetivos principais a que se propôs e começar a agir como presidente, e não como candidato, esqueceu-se o autor de mencionar a responsabilidade dos meios de comunicação neste período, que deram tanto destaque aos desacertos e tão pouco aos acertos conseguidos, apesar das tragédias que assolaram o País e da hospitalização do presidente.

Eduardo Sérgio Antunes

eduardo.antunes@terra.com.br

São Paulo

Causas e efeitos do crime

O artigo "Desde que haja punição pode haver crime", publicado no "Estadão" de 22/2 (A2), de autoria do ilustre advogado criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, insiste na afirmação de que são as causas do crime que devem ser combatidas, e não os efeitos. Muito bem, mas quais são estas causas? É fácil criticar ou atacar o sistema atual, mas repito: descrevam, mostrem, enumerem quais são afinal essas causas. Temos condições no momento de atacar as causas ou o País está numa situação tão grave que é melhor atacar os efeitos?

Károly J. Gombert

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

Atenção à juventude

Sobre o artigo "Desde que haja punição pode haver crime", do respeitado advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira (22/2, A2), gostaria de observar que é preciso cuidar muito bem das práticas que evitam a formação de criminosos tanto quanto daquelas que buscam neutralizar os que agem fora da lei. São duas coisas diferentes. No primeiro caso, são necessários itens de acolhimento - comida, família, escola, esporte, arte, lazer, trabalho. No segundo, há que recorrer à polícia e à detenção e privação de liberdade dos criminosos. Quanto mais sucesso uma sociedade tiver em formar cidadãos corretos, tanto menor será a necessidade de um exuberante aparelho repressor. E o contrário também é verdadeiro. Mas em qualquer país é fundamental muito carinho com a juventude, pois é nesta fase da vida que se dá a formação do caráter das pessoas.

Euclides Rossignoli

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

Brumadinho, um mês

Ao que tudo indica, as buscas pelos mortos neste assassinato em massa de Brumadinho (MG) serão encerradas em breve. A alegação principal é a impossibilidade de remoção do enorme volume de rejeitos despejados pelo rompimento da barragem do Córrego do Feijão. O que está sendo ignorado é que todo este volume já foi parte do solo das montanhas de Brumadinho, e lá teria permanecido pacificamente, se não tivesse sido removido, triturado e estragado pelas máquinas da mineradora Vale. Então o correto é removê-lo totalmente da área atingida, dando-lhe melhor destino, e devolvendo as condições naturais à região. Isso é impossível? Não! A história está cheia de exemplos em que volumes de terra e rochas até maiores do que este foram removidos, sem a tecnologia atual. Neste país de rios podres e políticos idem, sempre se procura o caminho mais fácil - neste caso, "indenizando" as vítimas, com quantias que, para a Vale, são "dinheiro de pinga", irrisórias.

Nestor Rodrigues Pereira Filho

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Jurisprudência nas tragédias

Usar como jurisprudência a tragédia da Boate Kiss para determinar as indenizações dos garotos mortos nas precárias instalações do Flamengo parece brincadeira de advogados irresponsáveis. Em Santa Maria (RS), as pessoas estavam se divertindo e não tinham nenhuma ligação com a boate. No Flamengo, aqueles garotos presos em contêiner sem saída de segurança eram funcionários a serviço do clube, mesmo que se negue que o clube nada tinha com eles. Porém eles estavam ali sonhando em crescer, dar uma vida melhor a seus pais, e o Flamengo também tinha a confiança de que alguns deles seriam grandes atletas e representariam o clube com orgulho. Pensem, senhores, onde está a jurisprudência neste caso?  

Wilson Matiotta

loluvies@gmail.com

São Paulo

'Pela liberdade dos índios plantarem'

O que será que está travando o progresso dos índios brasileiros? Segundo Antonio Cabrera, em seu artigo "Pela liberdade dos índios plantarem" (19/2, B6), nossos índios poderiam produzir alimentos em abundância se utilizassem suas terras demarcadas e tivessem uma assistência necessária para plantar e conservar o meio ambiente, como todos os produtores rurais fazem. Esperamos que o novo governo atente para este fato.

Dumara Piantino Jacintho

dumarapj@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

Opinião

Há tempos não se liam, numa mesma publicação, dois excepcionais artigos como os escritos por Pedro Cavalcanti ("Índios") e por Carlos Alberto Di Franco ("Mulher Maravilha") - "Estadão", 25/2, A2. Ambos, cada qual no assunto que abordou, foram muito felizes e perspicazes, pois de forma simples e objetiva trouxeram a lume algo não muito comum de se ver. Parabéns aos dois.

Carlos Benedito Pereira da Silva

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

Parque Minhocão

Creio que o nosso prefeito Bruno Covas não apreendeu nada com o avô, Mario, sobre política e administração pública. Iniciar esta catastrófica obra ainda neste ano, no Minhocão, que tem um tráfego intenso diariamente na ligação leste/oeste, é querer parar a cidade de São Paulo. E, caso seja concretizada, possivelmente vai transferir para ela a cracolândia, pois será um lugar ideal para o consumo de drogas e o descanso de vagabundos. Sabemos que esta obra, desde o início, já era polêmica, mas somos obrigados a reconhecer que fez fluir bem o tráfego entre essas zonas. E agora, o que ocorrerá? Pelo visto, temos mais um incompetente na direção da nossa grande cidade.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Ainda o Minhocão

Quem trafega regularmente pelo túnel que passa por debaixo da Praça Roosevelt sabe perfeitamente o quanto sua iluminação é deficitária, e não é de agora. É uma situação crônica, que vem de anos, sendo raríssimos os dias em que o túnel encontra-se plenamente iluminado. A Prefeitura argumenta que a manutenção da iluminação da cidade é atribuição de empresas terceirizadas, isentando-se da responsabilidade direta. Ora, como pode a Prefeitura propor um projeto arrojado de construção e manutenção de um parque sobre o Minhocão, se não consegue nem manter os túneis devidamente iluminados?

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

O caminho mais simples

O prefeito tomou a decisão mais simples de fechar o Minhocão. Não tinha alguma solução técnica de reduzir o barulho? Não era melhor destruir tudo? E o trânsito? Interessante como as decisões são políticas, e não técnicas. Pobre cidade de São Paulo.

Manuel Pires Monteiro

manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

A reforma do elevado

Cova de São Paulo. Um parque de noias, violência e travando ainda mais o trânsito da cidade.

Alice  Arruda Câmara de Paula

alicearruda@gmail.com

São Paulo

Presente caro

O novo Parque Minhocão é baseado na proposta do arquiteto Jaime Lerner feita à gestão Gilberto Kassab (22/2, A15). Houve, naquele momento, concorrência ganha pelo autor para realizar o projeto ou tratou-se de um presente? Se foi presente, foi dado sabe-se lá por quê. Quem pagou pelo presente e o encaminhou à prefeitura? Por que optar por receber qualquer presente, possivelmente caro, com as obrigações que tal aceitação envolve, e ter de revisar tal projeto em lugar de desenvolver um projeto internamente pela grande equipe de arquitetos da prefeitura?

Suely Mandelbaum, urbanista

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Favelização

São Paulo está um verdadeiro caos: cheia de buracos, a Cracolândia cada vez maior, moradores de rua invadiram praças e viadutos - que, por sua vez, estão caindo ou em risco de cair. A via embaixo do próprio Minhocão se transformou numa favela, um albergue noturno, e as autoridades municipais simplesmente fecham os olhos para isso. Quanto a esta história de transformar o Minhocão num parque, ora, por que não fazem o Parque Augusta? A população quer que este prefeito comece a administrar a cidade e deixe de piorar mais ainda a vida do paulistano!

Francisco Jose Cárdia

fra.cardia@hotmail.com

São Paulo

Zeladoria 

Sr. prefeito Bruno Covas, quando o senhor providenciará o fechamento das "covas" no asfalto das ruas e avenidas da capital? E o matagal que cresce nos canteiros, até quando ficará assim?

Lourdes Migliavacca

lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

Oscar 2019

A academia resolveu vestir a política e deixou de lado o que a arte realmente pode oferecer. Prêmios duvidosos, em sua grande maioria.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Roberto Avallone

Trabalhamos junto no "Jornal da Tarde", alguns séculos antes de ele dizer para a câmera "Interrogação" e fazer o sinal do gancho para a telinha. As histórias que contava no "Jornal da Tarde" das terças acabaram reunidas em livro com todas as vírgulas. Memória fantástica, não errava citações, resultados, escalações e causos. Exclamação! Cuidava da aparência como Mastroianni e nunca teve um único fio branco de cabelo. Vaidoso, escondia a idade, mas não escondeu o coração palestrino. Gostava de um elogio sincero e descartava mal humorado críticas ou censuras ao seu trabalho. Não era fácil. Lutou. Venceu. E ponto final. Deixa saudades.

Paulo Chedid

paulochedid@uol.com.br

São Paulo

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