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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2019 | 03h00

ESTADO DA NAÇÃO

Confiança, o elo fraco

O oportuno editorial Brasil pior do que há sete anos (25/2, A3), sobre condições de trabalho e desperdício da capacidade produtiva no País, destaca acertadamente ao final: “Confiança é a primeira condição para melhorar a vida dos brasileiros”. Acrescentaria que confiança destruída é a semente das incertezas, presentes e futuras. Numa democracia, ensina o filósofo chileno Rafael Echeverria, a solidez e o bom funcionamento dos mecanismos de geração de confiança garantem a integração do tecido social e a democracia, caso contrário, só pela força. A História está repleta de exemplos. Mecanismos típicos são compostos por pesos e contrapesos, independência e responsabilidade dos Poderes, em suas esferas intrínsecas, ética, moral, transparência e correção ao lidar com a coisa pública, comportamentos e pensamentos estadistas, sobretudo responsabilidade pela nação, sem nenhum tipo de discriminação. Mas nos últimos, digamos, 15 anos tais mecanismos foram visivelmente danificados, se não destruídos, levando à previsível erosão da confiança. Vivíamos um populismo de esquerda, com “confiança” e obediência não pelo medo, mas por solidariedade e participação no butim, omissão ou mera sobrevivência. Vivemos há muito polaridades e mundos binários. Quando não funcionam os mecanismos geradores da confiança, a democracia corre o risco de a integração social ser feita pela força, ou por uma guinada, como foi no Brasil. Oxalá não tenhamos as mesmas experiências, com sinal trocado, o que não parece, ao menos no discurso, e sim a restauração da confiança e o saneamento dos mecanismos. Aguardemos, com esperança e precaução. Dada a situação, torna-se imprescindível que todos os responsáveis e interessados, incluída a oposição, assumam suas responsabilidades visando o coletivo, o que se nota difícil. Constata-se que todos os que participaram da destruição da confiança posam de vítimas, sem assumir sua parte no desastre que vivemos. A democracia corre risco em qualquer polo do populismo. Como finaliza o editorial, “confiança requer bons projetos e competência política”. Acrescentaria reconstrução da confiança com muita determinação, humildade, empatia e atitudes propositivas de todos.

LUIZ A. BERNARDI

luizbernardi51@gmail.com

São Paulo

Sete anos

O excelente editorial Brasil pior do que há sete anos expõe a chaga do desemprego e da informalidade, herança dos governos anteriores que cabe ao atual enfrentar e sanar. O título nos remete à história bíblica de José, filho do patriarca hebreu Jacó, que, vendido por ciúme dos irmãos como escravo aos egípcios, foi chamado pelo faraó para interpretar sonho que tivera sobre sete vacas belas e gordas que pastavam junto ao Nilo, seguidas de sete vacas feias e magras. José não só explicou o significado do sonho – o mundo de então conheceria sete anos de prosperidade, seguidos de sete anos de muita pobreza –, mas deu a solução: o faraó que gerisse a crise armazenando parte da produção agrícola da época das vacas gordas para dela se beneficiar no tempo das vacas magras. Tanta capacidade demonstrou que foi feito primeiro-ministro. O ministro Paulo Guedes não conta com esse poder de interpretar sonhos, mas pode avaliar que a corrupção tem influência muito nociva na economia. Além disso, há medidas que poderiam contribuir, como a desburocratização das pequenas empresas, as que mais geram empregos. Drástico corte de despesas contribuiria bastante, mas aí o Legislativo é que devia dar exemplo, reduzindo vencimentos e benefícios, no mínimo, para solidarizar-se com os milhões de eleitores que apoiaram os parlamentares e atravessam a tempestade sem enxergar chance de salvamento no horizonte próximo.

IRENE MARIA DELL’AVANZI

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

Brasilidade

A simples troca do lulopetismo pelo bolsonarismo não é garantia de que se dará a urgente mudança de marcha à ré para marcha engatada adiante neste acidentado percurso entre o desastre e a viagem bem-sucedida. É preciso adotar o brasileirismo acima de tudo, para o País conseguir seguir em frente, distante o suficiente do perigo de despencar no precipício que ronda a sinuosa estrada por onde trafega.

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

EDUCAÇÃO

Bandeira e Hino Nacional

Creio que a maioria dos brasileiros apoia a ideia de ambos nas escolas. Nunca houve tanto desrespeito, falta de educação, moral e civismo no ambiente escolar como agora. No meu tempo, 40 anos atrás, reverenciávamos a Bandeira todos os dias de aula e sabíamos todos os hinos nacionais, sentíamo-nos patriotas, orgulhosos em sabê-los e manifestar esse orgulho. E todos daquele tempo ainda sabem cantá-los. Hoje peçam a um estudante que cante o Hino Nacional. Parece palavrão, ingerência político-partidária e outras besteiras mais. Vamos ser mais patriotas, reverenciar o nosso Brasil e parar com essa politicagem idiota.

JAIME E. SANCHES

jaime@carboroil.com.br

São Paulo

Patriotismo?

Isso é algo que nunca esteve na nossa cultura. Um país que há 518 anos é explorado pela nobreza, reinado, oligarquias sociais e políticas não permitiu despertar no brasileiro o sentido de patriotismo, aquilo que os estadunidenses têm pelo seu país. Lamentável, quem sabe um dia teremos um Brasil acima de tudo.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Civismo

Entoar o Hino Nacional uma vez por semana nas escolas públicas e privadas do ensino fundamental é obrigatório, segundo a Lei n.º 12.031, de 21/9/2009, promulgada durante o governo Lula da Silva, assinada pelo vice José Alencar e pelo então ministro Fernando Haddad. Afirmo categoricamente que a maioria absoluta dos nossos alunos sabe cantar apenas algumas poucas estrofes dos hinos pátrios (Nacional, da Independência e à Bandeira). Portanto, reafirmar e exigir o cumprimento da lei não é nada de excepcional. Filmar os alunos cantando é uma forma de estimular o patriotismo, praticamente ignorado pelos nossos alunos e professores.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Há um século

Gosto de ler aquelas notinhas de um século atrás no Estadão. Ontem a nota era de pais reclamando da falta de livros, papel e outros materiais para uso das crianças, apesar de a lei garantir o ensino gratuito. A minha conclusão é que em cem anos nada mudou! Ainda poderá mudar?

ANGELA MARIA DE SOUZA BICHI

angela_bichi@hotmail.com

Santo André

O MEC E O HINO NACIONAL

Nada mais absurdo e equivocado que o e-mail enviado pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, às escolas do País determinando que as crianças cantassem o Hino Nacional e dissessem o lema de campanha de Jair Bolsonaro. Como mãe de uma aluna do ensino médio, já orientei minha filha a não se curvar a essa ridícula orientação nem se deixar filmar em situação alguma em sala de aula. Merecemos respeito, senhor ministro. 

Maria Ísis Meireles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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O CERTO E O ERRADO

Cantar o Hino Nacional nas escolas está certo, mas bradar o slogan "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos" e, além disso, gravar vídeos disso e mandá-los para o Ministério da Educação, aí já é propaganda, exploração e palhaçada.

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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POSITIVO

Cantar o Hino Nacional nas escolas é legal, positivo. Mas, como o mundo está cheio de gente chata e metida, deverá ser problema. O Hino Nacional é uma boa. Só não acho necessária o jargão "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos". Este não é um pensamento de todos.

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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MINISTÉRIO COMPROMETEDOR

Senhor presidente, em quem votei esperando mudanças extremas em relação aos últimos governos, lamento ter de escrever sobre o total despreparo de alguns ministros de seu governo, que o estão comprometendo cada vez que se manifestam em público. Refiro-me aos ministros Ricardo Vélez Rodriguez (Educação) e Damares Alves (Direitos Humanos). Urge uma tomada de posição imediata, após o pronunciamento de ambos, especialmente quanto à recomendação às escolas que filmem as crianças durante a execução, que seria obrigatória, do Hino Nacional. Não seria o caso de demissão sumária?

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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PERIGOSO

Dos três malucos do ministério Bolsonaro, o mais perigoso é o ministro da Educação. Ao contrário de Ernesto Araújo, do Itamaraty, e de Damares Alves, dos Direitos Humanos, Vélez Rodriguez tem nas mãos a educação de jovens brasileiros, que após passarem 14 anos sob influência de professores de esquerda, agora vão receber aulas de nacionalismo de direita. Getúlio Vargas e a ditadura militar já usaram este método. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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QUAL É O PROBLEMA?

A esquerda brasileira está fazendo um escândalo achando um fato gravíssimo ter de cantar o Hino Nacional brasileiro nas escolas. No meu tempo cantávamos o hino pelo menos uma vez por semana. Ninguém reclamava. Qual é o problema? Tínhamos respeito pela escola e pelos professores, o que hoje em dia não existe mais. Deixar criança ver pornografia no museu dizendo ser arte e filmá-las, isso pode; mas cantar o hino na escola não pode.

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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POR QUE TANTO BARULHO?

Sobre cantar o Hino Nacional nas escolas, nada demais. As crianças norte-americanas desde cedo aprendem a amar o seu país. Elas amam sua bandeira, carregam-na com orgulho e batem no peito dizendo "eu amo meu país". No Brasil, seria necessário um resgate aos símbolos nacionais. Nossa bandeira brasileira não é respeitada e, por vezes, é queimada em manifestações. O ministro da Educação deveria eleger prioridades na sua pasta, quais sejam: acabar com o analfabetismo, preocupar-se com a leitura e a escrita de nossas crianças. Está provado que aqueles que não sabem ler não sabem interpretar, um dos requisitos básicos da nossa língua. E, para que não fique no esquecimento, por que o mesmo barulho não se deu quando, em 21/9/2009, o então vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva, na época em que o ministro da Educação era Fernando Haddad, sancionou a seguinte lei: art. 1.º, o art. 39 da Lei n.º 5.700, de 1.º de setembro de 1971, passou a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: "Nos estabelecimentos públicos e privados  de ensino fundamental é obrigatória a execução do Hino Nacional uma vez por semana". Onde estava a imprensa atenta, que nada disse sobre o que se obrigou e não se cumpriu?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PASSARAM BATIDO

No art. 39 da Lei n.º 5.700, de 1.º de setembro de 1971, passou a vigorar que nas escolas públicas e privadas, pelo menos uma vez por semana, fosse obrigatória a execução do Hino Nacional. Por ironia, no art. 2.º esta lei entrou em vigor em 21 de setembro de 2009, assinado e aprovado pelo então ministro da Educação à época, Fernando Haddad. Acho que os petistas que estão ironizando a medida do novo ministro, Ricardo Vélez, que determina de agora em diante o cumprimento da lei, passaram batido nesta lei sancionada no governo Lula, já que os congressistas do PT foram à tribuna destruir essa iniciativa como se fosse pecado os brasileiros aprenderem a amar e honrar desde pequenos seu país. Isso é primário em todo e qualquer país desenvolvido, mas talvez eles se sintam frustrados porque esperavam desde sempre obrigatoriedade para ensinar o hino cubano, bolivariano, etc., mas nunca o hino do próprio país.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O ESSENCIAL

Renata Cafardo, na matéria sobre a mensagem enviada pelo MEC aos diretores de escola Brasil afora, falha ao não destacar o essencial: o pedido é de cumprimento voluntário, como não poderia deixar de ser, posto que não há ingerência administrativa do MEC sobre as escolas. Mas seria muito bom que a maioria das escolas pudesse cumprir a solicitação, aproveitando para valorizar dois dos símbolos nacionais: a Bandeira e o Hino, muito lembrados somente em época de competições esportivas.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA

Tenho profunda admiração pelo político Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo, um dos poucos que se salvam diante do mar de mediocridade, incompetência e corrupção existente dentro da classe política nacional. No artigo de sua autoria "Todos pela Educação", publicado domingo pelo "Estadão" (24/2, A2), entretanto, nota-se que ele também foi contaminado pela cegueira coletiva que atinge a totalidade dos responsáveis pela educação em nosso país. Entre muitas colocações adequadas e corretas que ele faz, lá pelas tantas pode ser sentida a viseira que o limita quando ele apresenta índices de avaliação do Estado que governou. E por que isso? Porque ele também se prende aos índices do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que deveria mudar sua sigla para Idebmp, ou seja, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica em Matemática e Português. Aí a viseira que causa a cegueira de forma crônica nos educadores brasileiros. É preciso que estes retirem as vendas que cobrem seus olhos e percebam que a educação é muito mais do que essas duas disciplinas e deveria começar com a avaliação dos nossos estudantes como pessoas e cidadãos. Avaliando sua postura cívica dentro da escola, em casa e no espaço público onde vivem. Nosso problema maior não é com o nível de nossos estudantes no trato com números e letras, mas com seu comportamento pessoal no meio onde vivem. De nada vai nos adiantar termos gênios matemáticos e brilhantes literatos se como pessoas eles continuarem sendo incivilizados, malcriados, desonestos, imorais, grosseiros, resumindo, asselvajados. A saída para isso, conforme já sugeri em diversos comentários anteriores, será o resgate da disciplina de Educação Moral e Cívica, que existia no passado, mas foi retirada dos currículos por decisão de algum ou de alguns educadores incompetentes. Com aulas diárias dessa matéria, que teria desempenho mínimo exigido para progressão escolar. Continuo com a sensação de estar enxugando gelo.

José Cláudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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PAREDÃO, NÃO

O presidente Jair Bolsonaro ainda não completou dois meses de governo, e neste bimestre passou praticamente um mês internado, para tratar do covarde atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG). No entanto, tem recebido críticas diárias por sua postura diante do governo. Já o criticaram por "bater continência" a uma autoridade, por usar bermuda, camiseta e chinelos, sentar na calçada, fazer churrasco com seguranças, etc., críticas vindas de quem não tem mais o que fazer. Do atentado que quase lhe tirou a vida nada mais foi cobrado, a não ser as redes sociais que se mantêm fiéis ao presidente. A quietude da mídia investigativa neste triste episódio é lastimável. Agora, acusam-no de demagogo, de estar enveredando para o caminho do populismo e de não ter um plano de governo definido. Bolsonaro está cumprindo à risca o prometido em campanha: montou o ministério sem os contumazes conchavos políticos, reduziu o número de pastas de 29 para 22 e já enviou para análise do Congresso a reforma da Previdência e o pacote anticrime, projetos fundamentais para a economia e para a desacreditada Justiça do País. Portanto, deixemos de lado estes mimimis infindáveis que não levam a nada, permitam que um governo que está engatinhando tome prumo e mostre a que veio, aí sim, critiquem seus erros e acertos. "Muito ajuda quem não atrapalha." 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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'O ESPECTRO DO POPULISMO'

Faço parte do imenso contingente de brasileiros desiludidos e que, por isso, uniram-se aos outros milhões que, movidos pelo mesmo descrédito e desejo de mudanças, arriscaram-se a eleger Jair Bolsonaro. O "Estadão" de domingo constitui talvez o mais desanimador texto sobre as negras perspectivas que nos aguardam, mostradas no editorial "O espectro do populismo" (A3). Pena! Pensei que, aos 80 anos, eu pudesse encarar o fim com a perspectiva de deixar um Brasil um pouquinho melhor que fosse aos meus filhos e netos. Parece que ainda não será desta vez...

  

Celso C. Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo

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CORNETEIROS

Já esta difícil para o Brasil tirar a inhaca deixada por PT, PMDB, PCdoB, PSDB... Ficará mais difícil ainda se a turma do mimimi, que não admite a derrota nas urnas, e a imprensa na sua maioria, fazendo ataques baixos, como comparar o presidente Bolsonaro ao Hugo Chávez de forma ridícula e absurda, não pararem de cornetar. Enfim, vamos trabalhar para levar o País para a frente, e vamos deixar o presidente Bolsonaro e sua equipe trabalharem.

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

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INTERVENÇÃO NA VENEZUELA

Os vizinhos e os mais distantes estão tentando, por todos os meios pacíficos, levar ajuda humanitária aos sofridos venezuelanos. Entretanto, o ditador Nicolás Maduro não concorda com nada e parece regozijar-se com a fome e outras necessidades de seu povo. Assim, para fazer o bem necessário, talvez haja necessidade de realizar o mal evitável: invadir a Venezuela, com forças militares conjuntas dos diversos países integrantes das providências humanitárias.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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DIPLOMACIA

A Venezuela passa por uma grande crise. Mas os países sul-americanos decidiram que não aceitarão a imposição dos Estados Unidos de promover uma invasão militar. Efetivamente, foi um procedimento muito importante. O problema tem de ser decidido de forma diplomática de alto nível. E sem conotação político-partidária, bem como devem ser afastadas as impressões de que se trata de interesses econômicos, pois é um país de destaque na área petrolífera.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MILICOS VENEZUELANOS

A  obrigação dos militares é ser patriotas e lutar para defender o país e os cidadãos que lhes pagam os salários, e não os ditadores. Na Venezuela, não merecem o nome de militar, mas só de milicos, e envergonham todos os militares patriotas que morreram - e morrerão - em guerras para defender a independências dos seus países e patriotas. Os venezuelanos não são independentes e, para não morrerem de fome e de doenças, por culpa do ditador, fogem para outros países. 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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O PODER DE MADURO

O Exército da Venezuela possui 1.300 generais para uma população que beira os 32 milhões de habitantes (mais de 10% já fugiram). O bolivarianismo mimou cada general com a direção de uma estatal ou órgão público, onde se locupletam. Dessa forma, eles não estão defendendo Maduro apodrecido e imprestável; estão defendendo seus interesses pessoais, porque sabem que, se entrar um governo decente, a mamata será extinta. Tradicionalmente, esse exército é tido como o mais corrupto das Américas. O sistema corrompeu também o Judiciário, com ministros da alta Corte serviçais escolhidos a dedo, o mesmo método aplicado aqui, no Brasil.

Walter Barreto de Alencar walteralencar30@gmail.com

Salvador

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ATO FALHO

Nicolás Maduro quer porque quer voltar ao palanque; é que ele falou dos americanos, rompeu com a Colômbia, mas esqueceu-se do "nós contra eles". Populista de meia-tigela, diria Lula.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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O PODER

Passa da hora deste Nicolás Maduro cair de maduro.

Joel Massari Rezende joelrezende07@gmail.com

São Paulo

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'POR QUÉ NO TE CALLAS?'

Enquanto o regime do ditador Nicolás Maduro agoniza e arrasta junto o povo venezuelano, o PSOL tem a ousadia de chamar de "fantoches dos Estados Unidos" as tropas colombianas e brasileiras que foram até a fronteira da Venezuela levar "suposta" ajuda humanitária, ignorando acintosamente as ilicitudes e as imoralidades de que Maduro lançou mão para se perpetuar no poder sacrificando seu próprio povo. PSOL, por qué no te callas?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MELHOR CALAR

Gleisi Hoffmann critica ajuda humanitária à Venezuela e diz que o País se submete aos EUA. Se é para fazer esse tipo de comentário, é preferível calar a boca!

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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APOLOGIA AO CRIME

Se o PT ainda tinha alguma remota intenção de voltar ao poder, esse sonho se tornou um delírio inalcançável, depois que a presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, manifestou pleno apoio ao ditador da Venezuela, fazendo coro com os bolivarianos de que a ajuda humanitária enviada por diversos países é, na verdade, uma cortina de fumaça dos EUA para invadirem a Venezuela e tomarem seu petróleo. Depois de vários caminhões carregados com ajuda humanitária serem queimados por ordens de Maduro, como é possível alguém celebrar a morte de pacientes em hospitais à espera de medicamentos que jamais chegarão? Deste triste episódio podemos ter uma certeza: o PT é uma organização criminosa que apoia todos os tipos de genocidas. Como não há uma lei que puna apologia ao crime, então ficamos assim: PT nunca mais.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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PRESEPADA

Que me perdoem, mas este furdunço terceiro-mundista em Pacaraima (RR) já está passando das medidas. Embora com respaldo de boa parte da comunidade internacional, o Brasil, temerariamente, comprou queda de braço com a Venezuela na conhecida questão da ajuda humanitária. Ocorre que as negociações não avançam, Maduro já canta vitória e as hostilidades na fronteira já beiram o ridículo. Venezuelanos nos dois lados da fronteira, militares de ambos os países - os de Maduro o nosso vice-presidente chama de contingente "capenga" -, indígenas e toda sorte de desocupados protagonizam esta presepada de corre-corre, bombas de gás lacrimogêneo, pedradas, pescoções, xingos. De repente, bandeira branca: ambulância venezuelana atravessa a fronteira e traz feridos da banda de lá para atendimento em hospital brasileiro. De permeio, um coronel Jacaúna se melindra nos brios por bomba de gás que explode no lado brasileiro, deita falação exaltada e incomoda a "chefia" em Brasília. Ora, ora, é muita abelha e pouco mel. Há outras prioridades na agenda nacional. Mandem os caminhões (consta que são apenas dois) de víveres e remédios para gente talvez mais necessitada do sertão nordestino, ponha-se termo a este angu de caroço e vamos às prometidas reformas, capitão!

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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BRASIL E VENEZUELA

Brasil e Venezuela, duas ricas nações do continente sul-americano, ambas com grande potencial econômico, mas com grandes problemas políticos. O povo brasileiro atendeu aos preceitos democráticos elegendo um novo presidente em eleições limpas, inconformado com uma corrupção avassaladora e malversação do erário em seus últimos governos, em que um dos presidentes foi deposto e o outro está condenado, cumprindo pena de reclusão em Curitiba (PR). No Brasil, uma onda de otimismo se apoderou de todas as camadas sociais com a eleição do capitão de reserva do Exército Jair Bolsonaro, confiantes numa reviravolta de grandes medidas para o soerguimento da moral governamental e a necessária evolução da economia em todos os setores. A Venezuela ainda guarda resquícios do malfadado regime bolivariano implantado pelo falecido ex-presidente Hugo Chávez e continuado pelo seu herdeiro político Nicolás Maduro, recém-reeleito numa eleição cercada de possíveis fraudes, ensejando a renovação de um regime ditatorial abjurado por quase todas as nações do Ocidente. Neste início do novo governo brasileiro, em que medidas importantes estão em andamento, tendo como escopo a reforma da Previdência, medidas severas contra a criminalidade, retomada da confiança dos investidores estrangeiros nos negócios brasileiros e muitas outras, não temos nada que ver nem de nos intrometer na soberania do país vizinho. Vamos torcer para que os venezuelanos resolvam os seus próprios problemas políticos sem a interveniência de outros países. Já temos muitos problemas internos para nos preocuparmos. Os distúrbios na fronteira Brasil-Venezuela, na cidade de Pacaraima (RR), divisa brasileira com aquele país, por causa dos caminhões de mantimentos da ajuda humanitária brasileira impedidos de entrar naquele país por forças militares venezuelanas, para aplacar as dificuldades de abastecimento daquele povo, indicam que o governo do orgulhoso ditador Maduro rejeita esmolas. Deixemos a solução da crise que eles mesmos criaram para os próprios venezuelanos. Se o Brasil deseja oferecer ajuda humanitária, que o faça ao nosso abandonado povo nordestino abalado por secas e sempre às voltas com pobreza endêmica em todos os cantos. Certamente, os vários caminhões de mantimentos seriam muito bem recebidos, e com alegria, no nosso ressequido sertão.

José Batista Pinheiro batistapinheiro30@gmail.com

Rio de Janeiro

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DO QUE NOS LIVRAMOS

Com o total empenho da maioria dos brasileiros e confiados na direção do ex-deputado Jair Messias Bolsonaro foi feita a campanha eleitoral mais linda, econômica, patriótica e exemplar de toda a historia brasileira republicana. Graças a este povo que se empenhou voluntariamente na campanha, o vencedor Bolsonaro nos livrou da tragédia e do colapso que vem sofrendo os nossos irmãos venezuelanos nas mãos de um ditador comunista, Nicolás Maduro, que está pondo em prática tudo aquilo que o esquerdismo, PT, Lula e Dilma já vinham programando também para o Brasil. Após tê-lo financiado com o nosso dinheiro, por que este covarde esquerdismo brasileiro hoje se esconde e não vem a público renovar seu apoio a Hugo Chávez e Nicolás Maduro? Com o passar do tempo, não há nada melhor para desmenti-los que a exposição dos fatos. Com o empenho dos eleitores que lutaram nesta campanha contra o mal e a grande luta pela vida de Bolsonaro, todos os brasileiros não podem se esquecer de agradecer a Deus por nos ter abençoado e nos livrado deste maléfico e desumano esquerdismo que está provocando tantas mortes e fome na Venezuela.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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DIREITO INTERNACIONAL

A professora doutora Maristela Basso, da Universidade de São Paulo (USP), mostrou em entrevista à Jovem Pan na sexta-feira 22/2 toda a sua lucidez, ponderação e sabedoria para que o governo brasileiro lidasse com o delicado assunto das fronteiras na Venezuela. Ela é nota dez, como também nosso estadista Hamilton Mourão. Posturas de classe e de alto nível que rendem homenagens à tradição conciliatória da diplomacia brasileira, no caminho altivo que sempre nos ensina o querido Rubens Ricupero. Parabéns ao novo governo brasileiro.

Moacyr Las Casas de Oliveira mlascasas@uol.com.br

São Paulo

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VENEZUELANOS E BRASILEIROS

O Brasil é um país com 50 milhões de pessoas passando fome, 17 milhões de desempregados e uma enorme parcela tentando viver com um salário mínimo. Entretanto, sai um governo e entra outro, e continuamos a gastar dinheiro alimentando refugiados venezuelanos e lhes prestando assistência médica - esta já precaríssima aos brasileiros. E os governos sempre alegando déficits financeiros e querendo reformar a Previdência.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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MUITO A FAZER

O Brasil está no fundo do poço. Tanta corrupção, injustiças, privilégios, desvios. A reforma da Previdência, que parece justa, alivia a questão fiscal, mas não resolve todos os problemas. Há muita coisa a ser feita! Muita ilegalidade e imoralidade. Há que suspender e rever com urgência o auxílio-defeso, que todos sabem ser um dos maiores ralos de corrupção. Há muito pescador na Asa Sul e em Ipanema recebendo o auxílio, que deve ser revisto e moralizado. Outro ponto fundamental é uma devassa nos fundos de pensão das estatais, todos eles saqueados por bandidos até hoje impunes. A fiscalização e o alcance do Tribunal de Contas da União, da Controladoria-Geral da União, do Ministério Público e da Polícia Federal devem chegar às entidades de classe, em especial a OAB, e àquelas que financiaram eleições e facções no passado como CUT, Contag, sindicatos dos bancários, etc. São muito fortes os indícios de desvios de recursos, financiamento a candidaturas políticas e até apropriação de bens pelos seus dirigentes. Só falta fiscalizar, apurar e punir! A questão das aposentadorias dos "perseguidos pela ditadura" é outro escândalo que tem de ser revisto! Como podem terroristas que mataram civis, roubaram e sequestraram ter aposentadorias milionárias e vitalícias e as famílias das vítimas não serem contempladas? Revisão e moralização já! Muitos não lutaram por democracia, mas sim para implantar ditaduras de esquerda. Há muito que ser feito. Talvez estejamos apenas começando um período de moralização e mudança no País, que chegou à total depreciação de seus valores éticos, morais e sociais. Um estrago de 16 anos, que levará décadas para consertar. Mas temos de começar já!

Erica Maria Dias ericadf@bol.com.br

Brasília

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A PREVIDÊNCIA EMPERRADA

A Batalha das Termópilas, travada entre Leônidas, o grego, e Xerxes, o rei Persa, era mais previsível do que a aprovação da reforma da Previdência, pelo fato de que, na primeira, o objetivo era claro, com apenas dois contendores. A reforma da Previdência vai emperrar por razões que a própria razão política expõe, quando uma diversidade de partidos políticos, uns com ideologias marxistas-leninistas, outros apenas com sangue nos olhos e faca nos dentes, pretende dificultar a aprovação de que sonham como uma desforra da última derrota eleitoral. O verdadeiro "nó górdio" desta reforma tem o seu endereço nas Forças Armadas, não só porque o governo pode ser considerado semimilitar, como o verde-oliva e a lembrança de 1964 ainda criam um medo-pânico naqueles saudosistas que veem o perigo mais perto. Só teríamos as reformas aprovadas e tranquilas se o Congresso tivesse, pelo menos, 50% de políticos do naipe de Policarpo Quaresma, personagem criado pelo escritor Lima Barreto. As três raças que fazem parte do nosso cadinho racial têm características muito peculiares. Entenda-as, senhor presidente Bolsonaro.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PREVIDÊNCIA - QUEM PAGARÁ O PATO?

O empresariado e a grande imprensa brasileira não só têm de, como  precisam  entender que agradar gregos e troianos nunca foi fácil. Por isso todos temos de colaborar, temos de traçar uma rota, seguir por ela e, se necessário for, durante o percurso, podemos aparar as arestas que forem surgindo, mas o importante, agora, é dar o start, é começar.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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HORA DE AGUARDAR

O debate sobre a reforma da Previdência ainda não se iniciou e já se observam críticas isoladas - vindas até de alguns parlamentares - referentes a aspectos que certamente serão analisados no Congresso Nacional, pois este, numa democracia com a saúde democrática para a qual supostamente a nossa se encaminha, é o foro adequado para corrigir posições importantes que o autor do projeto, no caso presente o governo federal, não considerou ou  interpretou de maneira unilateral, no seu propósito de sanear as contas públicas. Aos mais açodados, portanto, recomenda-se que aguardem o desencadear de suas sugestões e posicionamentos para o momento oportuno. Assim, serão mais úteis e efetivos.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O que deputados e senadores querem "negociar"? Que publiquem as suas intenções! Que os votos sejam abertos! Os eleitores têm o direito de saber.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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SENADORES E DEPUTADOS

Fico triste e desanimada de ler as notícias sobre o dinheiro usado e dado aos políticos brasileiros. Os senadores não reeleitos, por exemplo, pediram aposentadoria no valor de R$ 32 mil por mês ("Estado", 26/2, B5). Mas eles não trabalharam 30 anos, não é verdade?! E os deputados recebendo o auxílio-mudança de R$ 33 mil - e mesmo quem foi reeleito vai receber, porque é direito! ("Estado", 26/2, A10). Até quando isso vai continuar acontecendo? Ninguém pode mudar isso? Que vergonha!

Maria Virgínia Martins Faria mvmffa@icloud.com

Botucatu

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PREVIDÊNCIA: O JABUTI INCONSTITUCIONAL

Agentes governamentais declararam que, aprovada a Emenda Constitucional que dispõe sobre a contribuição previdenciária, nada impede que se questionem novos princípios que abalem cláusulas pétreas no Supremo Tribunal Federal (STF), por iniciativa dos entes legitimados a tanto. São cláusulas pétreas a forma federativa de governo, o voto direto, secreto, universal e obrigatório, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais. São imutáveis, até o advento de novo Poder Nacional Constituinte. Entretanto, não eles, apenas, são resguardados ante emendas constitucionais. Ao lado dos preceitos pétreos há os preceitos fundamentais. Estes também não podem ser tisnados pelo Congresso Nacional, Poder Constituinte derivado. Entre eles, o previsto no inciso III do art. 7.º da Constituição federal, que consagra o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para todos os trabalhadores. Consequentemente, a exceção prevista pela reforma, de exoneração do empregador que admitir aposentado do recolhimento do FGTS, e multa de 40% no ato de demissão, é atentatória a direito fundamental, não admissível mesmo no corpo de emenda ao diploma fundamental da República,  combinado com o  princípio pétreo da igualdade entre todos da mesma condição jurídico-social, que abre o "caput" do artigo 5.º, ao consagrar os direitos e garantias individuais e coletivos dos cidadãos brasileiros. Como já mencionou editorial de "O Estado" (22/2, A3), um jabuti vindo da toca, posto que a matéria regida é outra. E inconstitucional.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CASO FORD

O anúncio do fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP) não foi nenhuma surpresa. Anteriormente, a GM ameaçou fazer o mesmo. Tudo tem que ver com a globalização e a descentralização industrial. Estados e municípios em dificuldades financeiras aumentam os impostos e afugentam as indústrias. Sindicatos  estimulam seguidas greves e as indústrias  fogem para centros distantes do sindicalismo. Com mais de 12 milhões de desempregados e uns 4 milhões de desalentados, o melhor a fazer é ficar de bico calado e garantir o emprego. Sindicato no Brasil tornou-se massa de manobra dos partidos de esquerda. Diz o ditado popular que "é melhor um pássaro na mão do que dois voando".

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DEFESA DOS TRABALHADORES

Gozado: milhares de pequenas e médias empresas fecharam as portas, demitindo milhões de colaboradores, e os sindicalistas de plantão, incluindo o deputado Paulinho da Força, nada fizeram a respeito. Agora, como a Ford dá Ibope, todos eles aparecem e afirmam que defenderão os trabalhadores. Estranho, não?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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'O GOVERNO E AS CLASSES LABORIOSAS'

Ao tratar das classes laboriosas, Almir Pazzianotto Pinto ("O governo e as classes laboriosas", "Estadão", 19/2, A2) não fez qualquer menção ao setor público. Também, pudera. Além de laborar pouco, o Estado brasileiro é completamente refratário às tecnologias da informação que permitem a automatização de atividades executadas por pessoas, tornando-as mais eficientes e menos custosas. Enquanto a inexorável mudança vai se estabelecendo na iniciativa privada, a necessidade do nosso gigantesco e improdutivo setor público é sempre de mais gente para produzir com baixa qualidade a um custo altíssimo. As oportunidades de automatização não são apenas desprezadas, mas rechaçadas pela modorrenta máquina pública. Afinal, ela não tem proprietários ou acionistas que exijam melhores resultados com menos despesas. Seu dono é o povo brasileiro, ignorante, vivendo a reboque da sina de ser explorado por quem deveria servi-lo.

Herman Mendes hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

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CABRAL ALIVIADO

O ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral, que está preso por esquema de propina desde 2016, confessou no Ministério Público que nos primeiros meses do seu governo todas as obras rolavam propinas de 2%, 3%. Vale lembrar que Lula foi garoto propaganda de Cabral, dizia que ele era honesto, sensível e de paixão pelo povo. E Lula defendia Cabral mesmo após a prisão. É mole? Enfim, Cabral, após confessar ser corrupto (o pior dos bandidos), disse estar aliviado. Que pena, ele não poderia se sentir assim. Tem de ser igual a Lula, acreditar e conviver com a própria mentira, sofrer. Reflexão: que só a morte os separe das grades.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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BRUMADINHO, UM MÊS

Protestos em Brumadinho (MG) contra a Vale. Manifestações do tipo "tragédia anunciada não tem perdão" e outras. Mariana? Também tragédia anunciada. E o que foi feito? Nada. Todos os protestos são válidos, mas deveriam ser feitos no Congresso Nacional. O Congresso é o grande culpado por essas tragédias, por falta de legislação, que é sua principal atribuição. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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O SALDO DE BRUMADINHO

Outro gigante mar de lama. Os riscos podiam acontecer a qualquer momento. E aconteceram. Até quando?

Alice  Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIAS DIÁRIAS

Brumadinho é mais uma das tragédias que se soma à dos muitos mortos em acidentes de trânsito, das vítimas de assassinatos, dos doentes que falecem por falta de atendimento no setor de saúde, dos que se vão por falta de remédios para sobreviver, etc., etc. O quadro é muito mais grave do que se supõe, na nossa vã imaginação. Um acidente maior isolado não nos faz ver a grande tragédia que todo dia ocorre difusamente Brasil afora 24 horas por dia.                      

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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CULPA

O presidente da Vale vai fazer exatamente o que Dilma Rousseff fez quando comprou Pasadena: vai pôr a culpa num subordinado.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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IRRESPONSABILIDADE

No Rio, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, disse que ofereceu para as famílias dos jovens mortos no incêndio do ninho do urubu o dobro das indenizações em casos semelhantes. É bem provável que outros clubes, pelo Brasil afora, também coloquem seus atletas de base em condições de insegurança igual, ou ainda pior, mas não conheço nenhum no qual essa irresponsabilidade levou à morte destes jovens. O presidente Landim precisa explicar melhor o que quis dizer.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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DR. PAULO NOGUEIRA NETO (1922-2019)

"Morre pioneiro da proteção ambiental" ("Estadão", 26/2, A15). Dias atrás, perguntaram-me quais as pessoas que eu admirava. Pergunta difícil. Fez-me refletir, e pensei em alguns nomes. Percebi que essas pessoas tinham características bastante semelhantes. Pessoas de fé, simples, de amor ao próximo e ao meio ambiente. O dr. Paulo Nogueira Neto, falecido anteontem, pertencia à minha lista. Sou muito grato pelo que ele fez e nos deixou.

José Pacheco e Silva josepacheco@later.com.br

São Paulo

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TRIBUTO

Relembrando o filme de Peter Sellers "Muito além dos Jardins", o grande ecologista e conservacionista Paulo Nogueira Neto foi além do meio ambiente, ele implantou as primeiras reservas ecológicas no Brasil, a da Lagoa dos Patos e do Taim. Como não existiam técnicas por terra, a demarcação foi feita pelo ar, a bordo de um Cesna. O grande ecologista conseguiu colocar no mapa da preservação ações em favor da biodiversidade e das gerações futuras, iniciou pelo Sul e partiu depois para o Pantanal mato-grossense, depois para o Norte até chegar a algumas reservas na Amazônia - inclusive as indígenas, também demarcadas. Achei pouco os 28 segundos dados pelo "Jornal Nacional" para noticiar sua morte, razão pela qual ofereço este tributo ao grande ecologista, porque o dr. Paulo fez muito pela natureza e pela vida. Poucos sabem, mas foi ele que implantou também as abelhas sem ferrão, trazidas da Europa e da África. Dr. Paulo, obrigado por tudo o que o senhor fez pela natureza e pela vida a todo o povo brasileiro.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@gmail.com

Curitiba

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A CEF E O CINE BELAS ARTES

Lamentável o fim do patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF) ao Cine Belas Artes, que agora corre sério risco de fechar as portas. O Belas Artes é um patrimônio cultural essencial da cidade de São Paulo. Por aí se vê a total falta de apoio e incentivo à arte e à cultura pelo (des)governo de Jair Bolsonaro (PSL), que é um verdadeiro inimigo das artes e da cultura. Tornei-me cliente da CEF exclusivamente por causa do Belas Artes e vou fechar a minha conta imediatamente. Nós, cinéfilos, esperamos que a Prefeitura Municipal de São Paulo e o Estado de São Paulo façam a sua parte e garantam o funcionamento do Belas Artes.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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FILME SOBRE MARIGHELLA

Vendo as críticas dos jornais alemães sobre o filme brasileiro que narra romanticamente a vida de Marighella, podemos concluir que o marketing utilizado pelos seus idealizadores no festival de Berlim, de querer mostrar o Brasil como um país selvagem, não deu certo, embora tenhamos muitos problemas, como os outros países, podemos trabalhar aqui dentro para resolver os nossos problemas.

Marcos de Luca Rothen marcosrothen@hotmail.com

Goiânia

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ÓBITO ASSISTIDO

Há poucos dias li manifestação do eminente médico dr. Drauzio Varella sobre  discussão nos setores pertinentes do que chamou de suicídio assistido, para os casos com muito sofrimento e sem perspectiva. Apenas sugiro ao destacado médico a utilização do termo "óbito assistido". Dou como exemplo o caso de minha mãezinha, que, aos 102 anos, encontrava-se no dia 24/2 (quando esta carta foi redigida) entubada em estado agônico, ou seja, passando por afogamento a cada poucos minutos, já que mesmo com todos os suportes médicos não há perspectiva de retorno. Se eu, como filho, pudesse autorizar, não hesitaria em levá-la a óbito assistido. Siga em frente com sua proposta, dr. Varella. Não há necessidade de um ser humano, aos 102 anos, morrer sob o sofrimento do afogamento durante tantas horas. 

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

 

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