Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2019 | 01h00

Reforma da Previdência

Atitudes políticas

Chamam a atenção as atitudes tão diferentes de Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, respectivamente. Davi tem mostrado, no discurso, muita boa vontade em relação à reforma da Previdência, até estabelecendo comissão especial do Senado para acompanhar a evolução das discussões na Câmara. Já Rodrigo tem insistido em alegar que o governo não dispõe de base para aprová-la e que o governo precisa “dialogar” com deputados para alcançar posição de domínio que garanta a aprovação. Isso me soa ao nocivo e corrompido “toma lá dá cá”. Não esquecendo que Rodrigo vem da velha política, que representa um Estado que fez o que fez. Assim, parece estar tentando abrir portas para os velhos políticos e seus pedidos indecentes de outros tempos.

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas

A volta do mensalão?

Voto em troca de cargo é o único caminho para aprovação dos projetos governamentais?! A grande maioria dos 594 parlamentares só aprovará a reforma previdenciária ou o pacote de Sergio Moro se ganhar cargo público para apaniguados. Isso está enraizado no Congresso e o presidente Jair Bolsonaro só agora enxergou a veracidade do “toma lá dá cá”: ou entra no jogo ou não governa. Infelizmente, ninguém dá ponto sem nó.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Desviando a rota

Por que não deixar claro quem são os parlamentares que querem barganhar o voto para aprovar a reforma? Devagarinho estamos caminhando para o velho presidencialismo de coalizão. 

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Sem plano B

Se a reforma da Previdência não emplacar, haverá a falência do Estado logo, logo, pois, não fosse o crédito que ainda tem, o Brasil estaria como o Estado do Rio de Janeiro, inadimplente. Se a reforma for demagogicamente desidratada, vai se empurrar o problema com a barriga um pouco mais para a frente. O Brasil só voltará a ter um futuro se o Estado voltar a ficar viável, uma vez que já consome um terço do PIB em tributos e o que temos é isso aí, que bem conhecemos. O estrago que o PT perpetrou contra o povo e o País é imenso. Não cabe, portanto, plano B.

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Devedores do INSS

Ontem o Estadão informou que a Petrobrás registrou lucro de R$ 25,8 bilhões em 2018 e anteontem nos informou que a dívida da Petrobrás com o INSS é de R$ 1,437 bilhão. Olá, presidente Roberto Castello Branco, dê uma ajudinha ao INSS, que está esperando a estatal pagar o que deve. Em nome de todos os pagadores, agradeço.

Hermann Grinfeld

hermann.grinfeld@yahoo.com.br

São Paulo

Educação

Que retrocesso!

O ministro que recentemente assumiu a pasta da Educação teve a “irresponsabilidade” de sugerir às escolas públicas e privadas que demonstrassem sentimento de brasilidade e em algumas oportunidades cantassem o Hino Nacional, um dos nossos símbolos nacionais. De imediato houve protestos de uma parcela da mídia e de algumas entidades, como a UNE, por exemplo, com jovens amordaçados em manifestações. Lembro-me, porém, de que, há uns oito anos, em algumas escolas eram cantados hinos de organizações que não existem oficialmente, como o MST, e os alunos, perfilados, eram obrigados a cantá-los mantendo as mãos no coração. Lembro-me também de que, numa solenidade escolar presidida pelo então ministro Luiz Dulci, do PT, foi entoada a Internacional Socialista. Nenhum órgão reclamou, nenhum jovem se amordaçou... Brilhante retrocesso o ato ministerial! Espero que no MEC e nas outras pastas surjam outros retrocessos como esse. Vamos voltar a pensar no Brasil!

Ricardo Pereira de Miranda

ricarmiran@terra.com.br

Salvador

Polêmica ‘PTSOL’

O ministro da Educação já reconheceu que errou com a frase e com a filmagem. Quanto ao Hino Nacional, deve, sim, ser cantado nas escolas, até para aprenderem a letra, que poucos sabem. Patriotismo também é um bem a cultivar. 

Gustavo Guimarães da Veiga

ggveiga@outlook.com

São Paulo

Mudança na alfabetização

O ministro da Educação deveria dar, urgentemente, a resposta que todos nós esperamos para a educação pública nacional, negligenciada nos últimos 20 anos, em que restou aos brasileiros apenas o subemprego - quando o têm. O Brasil precisa melhorar o ensino básico já, muitos chegam à faculdade sem saber interpretar textos e escrevem sofrivelmente nossa língua pátria. Ainda estamos no início do ano letivo, há que trazer para a atualidade os programas de alfabetização. Não dá para esperar, com métodos ultrapassados os brasileiros de baixa renda são mal e porcamente alfabetizados. Esperamos medidas construtivas do ministro, para trazer o ensino básico público para o século 21.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Bolivarianos

CDRs na Venezuela?

Impressionou o soldado fugitivo da Venezuela que disse que lá não são livres e não podem falar contra o governo para não serem perseguidos. Faz lembrar os milhares e milhares de Comités de Defensa de la Revolución (CDRs) que existem em Cuba desde 1960, um em cada edifício, em cada quarteirão, em cada grupamento, permanentemente vigiando todo mundo. Em toda a ilha sempre há alguém vendo e reportando o que é feito, quem conversa com quem, quem visita quem, quem ganha algo de quem, etc. Com os CDRs são identificados possíveis rebeldes e debeladas tentativas de revolta. Em Cuba esse modelo de vigilância permanente garante o governo há mais de 50 anos e funcionando na Venezuela pode garantir a permanência de Maduro no poder. Mas a Venezuela não é uma ilha...

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

Apoio da esquerda

Inacreditável! A mesma esquerda brasileira que se diz vítima da ditadura tupiniquim apoia o ditador sanguinário venezuelano, que nem ajuda humanitária deixa chegar ao seu povo! 

Rodrigo Echeverria

rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A guerra de Maduro

Ao vermos o governo de Nicolás Maduro na ONU pedir encontro com Donald Trump para "evitar guerra", devemos nos lembrar do episódio do primeiro-ministro britânico Arthur Neville Chamberlain, ao celebrar com Hitler o famoso Acordo de Munique, em 1938, pelo qual se concedia a região dos Sudetos de Checoslováquia à Alemanha, a título de pacificação. Seguiu-se a invasão a ferro e fogo da Polônia. Evidentemente, não são situações paralelas, a Venezuela não tem forças para atacar ninguém (salvo com o apoio da China e da Rússia, não descartável). A manifestação de Maduro parece mais um repto desafiador do que um pedido diplomático. E a inviabilidade da presença de Trump como seu interlocutor é manifesta. A ONU é foro adequado para solucionar o grave drama da Venezuela, mas o governo Maduro deveria iniciar pela convocação de eleições gerais, limpas e democráticas, concomitantemente à abolição de suas ações repressivas e ditatoriais. 

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

A Venezuela ontem e hoje

Ver como era a Venezuela até a década de 1980 e como viviam os venezuelanos e ver hoje pessoas naquele país comendo restos de comida que encontram no lixo é de cortar o coração. E, o que é pior, a crise que se instalou naquele país é apenas fruto do desgoverno implantado pelo ditador Nicolás Maduro.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Inevitável

Embora haja enormes diferenças, também há algumas e preocupantes semelhanças entre a Venezuela de hoje e a Síria de alguns anos atrás, inclusive nas personalidades dos ditadores Assad e Maduro, no tratamento por eles dado às populações de seus países e na presença da Rússia de Putin apoiando Maduro, como fez para manter Assad no poder. Como Obama, também Trump está hesitante quanto a intervir, deixando o campo livre para a ousadia de Putin. Este último está sedento por ampliar sua área de influência geopolítica e fincar os pés no quintal americano. Quando a rebelião popular se tornar aberta e incontida, como parece inevitável, o grau de violência da repressão madurenha e as ações de Putin e Trump irão determinar se teremos uma derrubada da ditadura relativamente suave ou uma permanência destruidora e sombria, não apenas para a Venezuela, mas para toda a região, inclusive o Brasil. Só nos resta esperar que Trump não abandone a Venezuela, como Obama fez com a Síria.

Jorge Manuel de Oliveira

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Brumadinho, um mês depois

"STJ manda soltar oito funcionários da Vale" ("Estadão", 27/2). Finalmente, os oito funcionários da Vale que haviam sido presos foram postos em liberdade pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Justiça os quer fazer de bodes expiatórios da tragédia de Brumadinho (MG). A investigação das verdadeiras causas do acidente ainda não foi concluída para, a partir daí, ser possível nominar culpados. A averiguação é complexa e a prisão não pode ser justificada por alguns detalhes burocráticos irrelevantes e fatos ainda não apurados.

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

Onde está a Justiça?

É vergonhoso ver nossa gente sendo roubada, e nada é feito para que isso não aconteça. Temos juízes ganhando verdadeiras fortunas para que assistam calados ao que a Vale está fazendo com o povo. Um salário mínimo para quem teve seus entes queridos enterrados vivos, ou que teve suas lavouras arrasadas em Brumadinho, é simplesmente vergonhoso. Onde está a justiça? Será que ela existe só para libertar bandidos? Esta tal justiça esquece que os mortos, ou lavradores eram trabalhadores que prestavam seus serviços ao País? Trabalhadores de verdade, que deixaram como legado apenas a miséria.

Wilson Matiotta

loluvies@gmail.com

São Paulo

Assunto prioritário

O rompimento das barragens de Bento Rodrigues e Brumadinho jogou lama nos Rios Doce e Paraopeba. Dezenas de pessoas morreram e outras dezenas ficaram desabrigadas e largadas. As autoridades totalizaram os prejuízos financeiros desta bagunça toda? O que mais estamos esperando que aconteça, para que atitudes sérias sejam tomadas? O monitoramento de barragens desse tipo precisa ser implementado urgentemente. Se o custo de implantação é alto, mais alto ainda é o custo de matar gente inocente. Chega de impunidade. O Brasil precisa de seriedade para tratar de assuntos prioritários como este. Não há espaço para discussões. Agir o mais rápido possível é o mais sensato.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Sem estardalhaço

Delações da OAS homologadas pelo ministro Edson Fachin revelam pagamentos a Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Aécio Neves, José Serra, Edison Lobão, Eduardo Cunha, Jaques Wagner, Fernando Pimentel, Vital do Rego (TCU), Rodrigo Maia e outros proeminentes políticos multipartidários e renomados agentes públicos. Pelo que entendi, os depoimentos deveriam estar sobre segredo (de quê?). Quem vazou? Por qual razão não se fez o estardalhaço tão em moda, no modo STF ferido aliado a algum segmento da mídia amigo? Triste saber que a Suprema Corte está articulando com o Congresso Nacional um projeto de lei para calar os auditores da Receita Federal porque o ministro Gilmar Mendes e esposa, bem como a esposa do ministro Dias Toffoli, entre outros de não menos importância do STJ e do TSE, foram arrolados em relatório embrionário sobre fraudes tributárias. Quem realmente o vazou? A cada caso, uma régua? Arnaldo, a regra é clara ou não?

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

A semana

Gilmar Mendes e Dias Toffoli são investigados pela Receita Federal, chiam. Bolsonaro elogia o ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner e é chamado de fascista por Jean Wyllys, que por sua vez é alvo de ovadas na Universidade de Coimbra. O terrorista Carlos Marighella é transformado em herói por Wagner Moura. Cabral admite propina e diz ser viciado em dinheiro. Nicolás Maduro afirma que seu povo não é mendigo, queima caminhões de alimentos apoiado pela abominável Gleisi Hoffmann e os venezuelanos são flagrados numa cena dantesca comendo lixo. Este é um pequeno retrato da atual situação. Há muito mais por vir.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

O ex-deputado em Coimbra

Sobre as declarações de Jean Wyllys em Coimbra, já era de esperar que ele fosse correr o mundo vomitando ofensas ao governo brasileiro e, especialmente, a Jair Bolsonaro. Mas falar do "insulto" contra Bolsonaro é absurdo. Por acaso falou da cusparada dele contra o então colega da Câmara? E, por curiosidade, quem está pagando as despesas do ex-deputado e, principalmente, com que dinheiro?

Luciano Nogueira Marmontel

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

O mimimi do expatriado

Jean Wyllys ainda é notícia, mas logo deixará de ser. Passará de porta-voz expatriado do mimimi a apenas mais um chato.

Marcelo Melgaço

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Conceito

Qual é esta estranha doença de gene tipicamente petista que acomete o governo Bolsonaro e cujo duplo efeito, além de irritar a nós, seus apoiadores, é fazer tal governo cair em contradição em si mesmo deixando Bolsonaro com cara de bobo? Como explicar que num governo de direita, dito conservador, seja nomeada uma pessoa que, além de ser contrária à posse de armas, é famosa por ser contra a redução da maioridade penal e publicamente militante a favor da liberação das drogas? Refiro-me à sra. Ilona Szabó, como suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Faltou pouco no currículo da nomeada para gritar "Lula livre!". Bolsonaro começa a cair em meu conceito no exato ponto em que sobe no dos petistas...

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

Sao Carlos

Deixando 'o recado'

Li em meu "Estadão" de 27/2 (B2) o texto "Educando bolsonaristas", em que Mônica de Bolle "deixa o recado" aos que se julgam "os donos do Brasil", supostamente alguns ministros como o do Turismo, o da Educação, o das Relações Exteriores e até o (excelente, a meu ver) ministro do Meio Ambiente, este por hipotéticos "fictícios diplomas acadêmicos". Acompanhando a marcha da política tupiniquim no dia a dia, confesso não ter identificado nos referidos algo que sugerisse, minimamente, que se pretendam "donos do Brasil", locução exagerada que, à falta de méritos, ao menos revela o quanto duas pessoas podem extrair conclusões bem distintas de um mesmo cenário. Cumprimento a articulista, que tem uma prestigiosa coluna nesta folha e está autorizada a emitir livremente opiniões com base em critérios subjetivos, isentando-se de fundamentá-las. Não fora isso o bastante, na mesma edição do "Estado" (A8) a colunista Vera Magalhães volta à sua carga diária contra Bolsonaro ("Fim da lua de mel"), quando alfineta, interpretando pesquisa CNT/MDA que apontou que o governo possui "apenas 39%" de ótimo e bom, esquecendo-se de que a mesma pesquisa (publicada na página A4) dá que o presidente Jair Bolsonaro "é aprovado por 57,5% da população", ampla maioria, portanto. Para a sra. Vera Magalhães, aparentemente, este último dado há de ser irrelevante (!) - tanto que o omitiu. Devo lembrar à articulista que, mal tomou posse, o presidente foi para a Suíça e, logo depois, ficou 17 dias internado, estando ainda convalescente da terceira laparotomia a que se submeteu à conta do lastimável atentado de Juiz de Fora (MG). Logo, pouco mais de 30 dias efetivos de Bolsonaro à frente do Planalto. Mas num ponto eu concordo: como diria Chacrinha, "quem não se comunica se trumbica" - que o diga Temer, sempre com magro dígito de "popularidade" -, e o governo deve, sim, investir mais em comunicação. A esse propósito, todavia, ressalvo que a articulista deveria, também, comunicar-se melhor com seus leitores. Pegou mal chamar os frequentadores das redes sociais (entre os quais, eventualmente, eu me incluo) de "macacas de auditório". Se o Planalto se comunica mal, há de sofrer reparos. Igualmente, e "a fortiori", diria que a comunicação feita por jornalistas à base de insultos aos próprios assinantes do jornal para o qual escrevem deve sofrer todas as reprimendas. Parafraseando Mônica de Bolle, fica o recado.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

'Ameaças à democracia'

Sob o título "Ameaças à democracia", o editorial de 26/2 do "Estadão" (página A3) comentou o relatório da organização Freedom House, fundada há 60 anos por Eleanor Roosevelt, para promover, entre outros objetivos, os direitos humanos. O relatório sobre o estado da democracia coloca o nosso país entre os dez em que houve importantes acontecimentos em 2018, porém ressalta - e com razão, digo eu - que o candidato Jair Bolsonaro se tornou presidente com uma retórica baseada no desdém pelos princípios democráticos. Com menos de dois meses de governo, Bolsonaro vem demonstrando cabalmente a que veio. Ao procurar fritar um dos seus principais ministros, acusando-o de ser mentiroso, acabou sendo desmentido publicamente pela revista "Veja". Isso vai custar-lhe um aumento no pedágio da reforma da Previdência no Congresso, que será pago por nós, claro. Se escolheu alguns ministros de primeira linha para auxiliá-lo, por outro lado Bolsonaro escolheu alguns que jamais deveriam estar lá. Por exemplo, o ministro das Relações Exteriores, escolhido só por pensar igual a ele sobre o aquecimento global, ambos tendo Donald Trump como guru. Baseiam-se apenas no achismo, sem nenhum argumento técnico, e veiculando notícias inverídicas. No atual episódio em relação à Venezuela, a atuação do chanceler foi tosca. E, logo na sequência, veio uma determinação ditatorial do ministro da Educação, totalmente em desacordo com o regime democrático em que vivemos, por meio do qual o presidente foi eleito. Também não veio para ajudar a reforma da Previdência. Cabe a todos nós, agora, eleitores e não eleitores do presidente, que obviamente não está tendo o controle de sua equipe, exigir dele e de alguns de seus ministros que mudem a maneira que eles vêm governando um país democrático, de tamanho continental, a oitava economia do planeta, e ter a responsabilidade da soberania sobre a maior floresta tropical, que terá importância fundamental na tentativa de frear o aquecimento global. Não dá para governar este gigante por meio das redes sociais e de bravatas incabíveis. O atual governo tem de ser comandado e conduzido por profissionais gabaritados. A situação atual, internacional e nacional, não permite a presença de jejunos.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Registro

Com a perigosa e crescente ascensão da direita populista mundo afora, Brasil incluso, cabe destacar o que disse com propriedade em tom de alerta Michael Abramowitz, presidente da importante e respeitada instituição americana Freedom House: "As vitórias eleitorais de movimentos antiliberais na Europa e nos EUA em anos recentes deram impulso a grupos semelhantes ao redor do mundo. Essa onda está no centro de nossas preocupações, pois esses movimentos danificam as democracias por dentro, por meio de sua atitude de menosprezo pelos direitos políticos e civis, enfraquecendo a causa da democracia ao redor do mundo. Raramente a necessidade de defender as regras da democracia foi tão urgente". Por oportuno, cabe citar Rui Barbosa: "A pior democracia é preferível à melhor das ditaduras".

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Onde a democracia corre risco

É necessário informar ao sr. Michael Abramowitz, da Freedom House, que a capital do Brasil não é Caracas, Havana, Pequim ou Pyongyang. Conheça, estude de verdade nosso povo maravilhoso, para depois emitir opinião consistente. Escreveu bobagens, "cara pálida".

Walter Donizetti

Venicio whvenicio@gmail.com

São Paulo

Freedom House

Alguém já ouviu falar na instituição americana Freedom House? Buscando no Google, só este comentário já valeu: "A entidade é conhecida pela opacidade quanto a seus métodos. Suas avaliações são quantitativas e atingidas por um processo de consulta a pessoas internas e externas. Além disso, nada se sabe". Então muito me admira que o "Estadão", no editorial "Ameaças à democracia" (26/2, A3), tenha perdido tempo em rasamente descrever que essa instituição coloca o governo Bolsonaro como ameaça à democracia. Até parece que essa instituição só entrevistou pessoas do "ele não". Realmente, as atuais atitudes do governo estão ferindo a democracia, atropelando instituições, querendo calar a imprensa, levando o País à guerra contra a Venezuela, etc., etc.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Parcialidade

Li o editorial de 26/2 "Ameaças à democracia". Não conheço a instituição americana Freedom House, mas, no mínimo, é suspeita de parcialidade. Na visão dessa instituição, só existe democracia onde forem eleitos governantes de esquerda. A crítica que faz ao governo Bolsonaro é inteiramente injustificável, pois não conheço governo mais democrata do que o do presidente Bolsonaro. Democrata até demais para o meu gosto! Além do mais, democracia representativa é o pior regime que existe. Este regime permitiu o PT destruir o Brasil, um país que era do futuro.

Abdiel Reis Dourado

abdiel@terra.com.br

São Paulo

Por quê?

Lendo neste jornal o editorial "Ameaças à democracia", não vi uma análise do porquê da "ascensão da direita populista". Mas esta foi o resultado do movimento pendular em que chegamos ao extremo da ideologia de gênero, a criminalização da vítima, auxílio-reclusão, ajuda financeira ao filho do criminoso e nada ao filho da vítima, ao politicamente correto e a imposição da aceitação de comportamentos e hábitos antinaturais.

Oscar Seckler Muller

oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

'Democracia virtual'    

José Renato Nalini colocou dois pontos, em seu artigo, que nos obrigam a forte reflexão ("Democracia virtual", 27/2, A2). Um deles, os elogios emanados a Ricardo Lewandowski. Antes de qualquer elogio ao juiz, Nalini deveria esclarecer quais caminhos levaram o cidadão ao posto no STF. Existe o rumor de que ele nunca conseguiu aprovação em exames para cargo de juiz. Se isso for verdade, começamos com algo preocupante. Depois a forma como foi alçado ao posto, debaixo do governo Lula e com uso do quinto constitucional. Depois disso, a excrescência da proteção que ele deu a Dilma Rousseff, mantendo os direitos políticos desta quando a Constituição, de maneira clara e insofismável (conjunção aditiva é a definição do "e") impedia que isso acontecesse, deixa claro que um juiz que deve defender a Constituição na verdade a desrespeitou. Por tudo isso, se for verdade, me parece que Lewandowski não poderia ser indicado como exemplo de nada. Depois, Nalini envereda pelo caminho (depreende-se das palavras, mas ele não deixou claro) de defender o uso de celulares em eleições. Uma hipótese que só pode ser colocada por quem não tem noção do que pode ser feito num sistema de informática aberto, que é o que teríamos se o celular pudesse ser usado. Até mesmo em circuitos fechados hackers podem "pintar e bordar" para praticar atos ilícitos, leia-se fraudar qualquer eleição. Deve o senhor Nalini se informar melhor, antes de colocar pontos de vista como os colocados neste artigo.

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas

Armagedon

Os desencontros de posicionamentos - naturais em fases iniciais de qualquer empreendimento - de alguns integrantes da equipe do atual governo são recorrentemente utilizados por vários jornalistas para prognosticarem o Armagedon brasileiro. O curioso é que grande parte destes analistas não se manifestou com o mesmo fervor durante a gradativa quebra do País, ao fim de quase 15 anos de governo petista, pontuado por empréstimos vultosos a ditaduras inadimplentes, por slogans demagógicos anunciando, por exemplo, a eclosão da "pátria educadora", pela aniquilação da mais importante estatal do País e pela formação da talvez mais irrespirável atmosfera de corrupção de toda a República, entre outros desastres cujas consequências se presenciam hoje.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Brasil, um país de tolos

O professor Eugênio Bucci, que nunca disse uma palavra em relação aos governos Lula/Dilma, resolveu continuar suas críticas em relação ao governo Bolsonaro e, agora, focou no slogan "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos" ("O ridículo do hino e a escola sem sentido", 28/2, A2). Sobre o slogan, ele tergiversou, filosofou e foi buscar explicação no nazismo ao citar a "Alemanha acima de tudo", e não perdeu tempo para dizer que o slogan nada tem de original. Muito bem, pode não ser original, porque neste país o povo se acostumou a não dar importância às coisas que têm importância, tais como caráter, honra, disciplina, respeito, etc.  Boa mesmo foi a era do mensalão e do petrolão, quando o slogan "Brasil, um país de todos" foi transformado em "Brasil, um país de tolos", e, no governo Dilma, o "Brasil, Pátria Educadora" e o "País rico é país sem pobreza" mostraram um país que todos conhecem hoje, com cerca de 14 milhões de desempregados, violência incontrolável e uma economia destruída. Basta ver a situação dos Estados, quase todos quebrados. A alta cúpula do PT está presa, roubaram e corromperam o País, mas isso não incomoda as academias. O que incomoda é ter alguém que se propõe a mudar o País e restaurar a ordem e o progresso, resgatar os valores da família, assuntos ausentes nos discursos da esquerda. O Brasil tem uma das piores taxas de conclusão do ensino médio, entre jovens de 25 a 34 anos, quase dois terços dos jovens de 20 e 25 anos não estão estudando e pior, 20% dos brasileiros de 20 a 29 anos são da geração nem-nem-nem, nem estudam, nem trabalham e nem procuram. Onde está a "Pátria Educadora" que ninguém contesta? Diante desse quadro, temos mesmo é de torcer para este governo dar certo, e que Deus esteja conosco, pois gente que torce contra temos aos montes.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

O ridículo do hino

Sr. Eugênio Bucci, comparar as ideologias do governo Bolsonaro com ideologias nazistas é que é ridículo. Ensinar um pouco de civismo às crianças é muito bom, pois hoje me parece que estão valendo mais as bandeiras do Flamengo e do Corinthians do que a brasileira. E como sabem bem os hinos de seus times. É aí que prosperam o fascismo e o nazismo. O sentido é: civilidade e Constituição acima de todos e que Deus nos ajude. Pois, como dizia Tom, o Brasil não é para principiantes. 

Paulo Ribeiro

pauloribeiro634@gmail.com

Cotia

Em evidência

O artigo do senhor Eugênio Bucci (28/2, A2) é um dos piores que já li. Não pelo conteúdo em si, mas por sua forma grotesca. Transcrevo um trecho que demonstra literalmente este fato: "E assim caminha este país (sic), sem caminhar para lugar algum". Ou seja, para este jornalista, o País, em apenas 59 dias, "caminha para lugar algum". O problema consiste no seguinte: jornalistas do gabarito deste senhor são como artistas pop e precisam estar em evidência para serem constantemente cumprimentados. E como no momento é moda exaltar as gafes da administração - para deleite do petismo -, esses deslizes são explorados de forma burlesca numa tentativa de ridicularizar um governo recém-eleito. Para o senhor Bucci, não foi a importância do fato em si o que mais importou, foi a oportunidade de aparecer e contar com um maior índice de aprovação. E provo! Pois, no mesmo dia, no mesmo jornal, há a notícia do lucro da Petrobrás desde que começou a Operação Lava Jato! Notícia muito mais importante, tremendamente mais importante do que daquela explorada pelo vaidoso jornalista que optou pelo espetáculo, pela leitura às gargalhadas ou, é bem provável, para ser citado ad nauseam nos sites petistas. Aí, sim, será difícil de pensar em algo pior.

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

Obsessão

Eugênio Bucci, mais uma vez, dá mostras de seu estado terminal de transtorno psicológico obsessivo em seu artigo de ontem (28/2) no "Estadão". Como não tem nenhuma inspiração para escrever nem competência para se sobressair, toda coluna sua traz uma crítica imbeciloide e mal ajambrada ao governo Bolsonaro. O texto de ontem versa sobre assunto totalmente superado e compete com a coluna de Luís Fernando Veríssimo no item "inconformados" (com a vitória do Bolsonaro). Na edição de ontem só faltou um texto de Marcelo Rubens Paiva para completar a pobreza que o "Estadão" oferece a seus ainda assinantes.

Nelson Penteado de Castro

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Foco no que importa

Em que pese o seu preparo intelectual, queria lembrar ao sr. Eugênio Bucci, certamente de orientação esquerdista (direito dele, é claro), que a orientação do atual governo é de direita, ou centro direita, ou liberal conservadora, como queiram chamar, cujo presidente foi eleito diretamente pelo povo, isto é, num regime chamado democracia. No entanto, pior do que o slogan de campanha "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos" é ter de ler, num veículo como o "Estadão", opiniões tão atrasadas. Em primeiro lugar, repito, estamos numa democracia, diferentemente dos regimes totalitários apoiados pelo partido corrupto ao qual o sr. Bucci serviu por bons anos. Isso, sim, é atraso! De conseguinte, não tem este senhor a menor condição para falar mal de um novo governo, eleito democraticamente, que está apenas começando e que já fez muito pelo Brasil, antes mesmo da posse do presidente. Pelo que sei, o articulista serviu ao governo de 2003 a 2007, no auge da gestão do presidiário. Pior do que o slogan são as opiniões do colunista, data máxima vênia, e repito, que ele tem o direito de ter, mas que tenho o direito de criticar, é o que se vê nas universidades federais brasileiras, onde imperam a maconha e outras drogas em detrimento da pesquisa (visitem a UnB para comprovar); nas escolas públicas, onde o desrespeito ao professor impera; são os textos escritos por estudantes brasileiros do ensino médio, e pior ainda é não ter um mínimo de patriotismo, necessário a toda e qualquer nação que queira ser assim chamada, como são a França, os EUA e a própria vizinha Argentina. Ter vergonha do nosso hino, como têm os petistas, além de terem vergonha de nossa bandeira, é de uma falta de cidadania indescritível que só cabe na cabeça de gente muito atrasada, padrão bolivariano. Destaquemos os mais de 30 anos de esquerdismo, ou de uma pseudo social democracia, também como queiram chamar, que eu chamo de momento corrupto brasileiro, que afundou o País no atraso, na lama, na preguiça, na burrice. Vale lembrar que os governos do PT usavam seus slogans mentirosos e ninguém reclamava, sem falar da mandioca, do vento estocado e da "mulher sapiens": uma maravilha que deve ter causado vergonha até mesmo nos intelectuais Lula e Maduro. Ainda que se possa questionar a utilização do slogan de campanha, ao invés do slogan do governo (Pátria Amada Brasil!) certo é que o ministro corrigiu seu equívoco e já retificou a sua mensagem e trata-se de algo muito menor do que os problemas deixados pelo PT ao Brasil. Tenhamos foco no que interessa. Sejamos pragmáticos para tentarmos construir um Brasil destruído. Cantemos, sim, o nosso Hino, com orgulho de sermos brasileiros, porque haveremos de ser uma grande Nação! 

Ary Braga Pacheco Filho

ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

Deus acima de todos

O slogan "Ordem e Progresso", contra o qual não escuto nenhuma voz bradar, é abreviação do lema religioso do Positivismo, a chamada religião da humanidade. Essa religião pode, não é? Está lá na bandeira até! Mas "Brasil acima de tudo e Deus acima de todos" não pode. A primeira é de um homem, Augusto Comte, a segunda é de outro homem, Jair Bolsonaro. Ambas são oriundas de mentes humanas e ambas apregoam o bem. Quem protesta apenas contra a segunda, na verdade, é contra o homem, não contra o slogan.

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

O MEC e o hino

Todo brasileiro está ciente das novas normas, das novas disposições e das novas exigências da Presidência da República, nas escolas públicas e particulares, de que se cante nosso Hino Nacional, com o hasteamento da nossa bandeira e a filmagem dos atos acompanhada do slogan partidário - estes felizmente já cancelados. Mas a esquerda que dominou nosso país nos últimos 13 anos, seus ideologizados, seus usufrutuários que teimam em não largar as tetas ainda tesas do erário, seus pseudojornalistas, escritores, artistas, professores acadêmicos, filósofos e estudantes mal informados - cérebros lavados com a bactéria comuno-socialista - insistem, de alguma maneira, em desqualificar quaisquer decisões tomadas pelo nosso atual presidente. Nossas crianças serão nossos administradores do futuro, nossos médicos e advogados, nossos legisladores e juízes, enfim, está nas mãos dessas crianças o futuro bem-estar do nosso Brasil. Três coisas que comunistóide-socialistabolivariano não tolera: o Hino Nacional, que ataca seus ouvidos, as cores da nossa Bandeira, que mancham seus olhos, e a carteira de trabalho.

Aloisio Arruda De Lucca

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Amor pelo País

O governo Bolsonaro pretende incutir o amor pelo País através de Hinos. Por que ele não tenta fazer um governo com resultados duradouros e positivos para todos, e assim desenvolver o amor pelo País? Filmar as crianças? As que não cantassem sofreriam perseguição de quem? 

Andre Livovschi

alivov@hotmail.com

São Paulo

Educação

Muito triste: sabemos que, se há uma saída para o País, essa saída passa pela melhoria e valorização da educação, mas o que temos neste novo governo? Um ministro atrasado e equivocado, que mantém o MEC parado desde que assumiu, que parece não perceber que evasão, qualidade, formação de professores e sua valorização são realmente os problemas da educação. Pelo contrário, o ministro nefasto se lança em aventuras midiáticas como sua última encenação. Não se trata de questionar se devemos ou não cantar o Hino Nacional, mas, reconhecendo sua importância como símbolo nacional, acho grave transformá-lo num instrumento partidário, patrioteiro e de propaganda de um governo que não tem nada a acrescentar. Como acreditar? E para aqueles que gostam de torcida organizada eu pergunto: adianta "torcer"?

Maria Ísis M. M. de Barros

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

Pergunta

É razoável supor que, ao nomear seus ministros, o presidente Jair Bolsonaro foi movido por um complexo de fatores, tais como promessas de campanha, indicações pessoais, sugestões de bancadas setoriais, etc. Tendo em conta o desempenho de alguns ministros, com indiscutíveis falhas nas atuações, surge a pergunta que não quer calar: por que o presidente Bolsonaro não substitui os ministros Ricardo V. Rodriguez, Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, e Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos?

José Sebastião de Paiva

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

Polêmica

O Hino Nacional sendo cantado nas escolas, demonstrando patriotismo e amor à terra em que nasceu, assim como acontece em quase todos os países do mundo, foi motivo de polêmica no Brasil. Agora, um adulto pelado, com seu órgão genital exposto, apresentado a crianças como se arte fosse, não causou tanta indignação de educadores e polemistas de plantão. Brasil, nós nos orgulhamos desta amada pátria.

Jorge Peixoto Frisene

jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

Dá para entender?

Filmar um criança mexendo numa "obra de arte" nua deitada, pode! Filmar uma criança cantando o Hino Nacional, não pode!

Dá para entender?

Milton Bulach

mbulach@gmail.com

Campinas

Um mínimo de respeito

Não sei por que tanta polêmica com assunto tão elementar e fundamental em qualquer sistema educacional. A discussão e a repercussão estão fora de foco, amplificadas por bobagens de todo tipo. Só pode ser viés ideológico, simples assim. Lembro-me em escolas públicas e escolas particulares: entrada com formatura por classes, com os maiores à frente, canto do Hino Nacional e comemoração de datas cívicas festivas, entrada para as aulas por chamada das classes, fanfarra, desfiles no bairro, na data da Independência e da República, etc. Detalhe: no recreio, áreas distintas para as turmas masculinas e femininas. Ninguém saiu ferido, diminuído ou com a cabeça feita dessas escolas, tínhamos noções de educação moral e cívica e respeito pelos professores, pela autoridade, não pelo medo ou poder. Tudo isso incentivado e apoiado por nossos pais. Agradeço, aos quase 70 anos, esta educação, que só me trouxe o bem, coroada depois no Exército. Procurei incutir tais valores em meus filhos: respeito, civismo, moral e civilidade, e hoje, adultos, vejo neles bons frutos. Oxalá passem isso para seus filhos. A que ponto chegamos, com ressalvas quanto aos erros e à forma como a coisa infelizmente está renascendo, por parte do responsável pela Educação, já reconhecido o erro. Saber e cantar corretamente o Hino Nacional e ter valores morais e cívicos são o mínimo esperado de um cidadão em formação ou formado. Nada tem que ver com militarismo, ideologias ou partidos políticos, embora tendo sido o erro ocorrido aproveitado por notórios partidos e pela mídia enviesada. Mas carro de boi que faz muito barulho está vazio. Enfim, o ponto é um mínimo de amor e respeito ao Brasil e à terra onde nascemos: um mínimo de patriotismo.

Luiz A. Bernardi

luizbernardi51@gmail.com

São Paulo

Hino Nacional nas escolas

Achei um absurdo o que li no jornal "O Estado" do dia 26/2, o governador de Pernambuco, sr. Paulo Câmara, dizendo ser  contra as crianças cantarem o Hino Nacional nas escolas. É na escola, sim, que se aprende a cantar o nosso hino, despertando nas crianças o amor à Pátria. Achei muito estranho um governador de Estado manifestar-se dessa maneira. Se fosse para acabar de vez com a execução do Hino Nacional nas partidas de futebol,  estaria de pleno acordo, considerando que nesses eventos ninguém respeita nada, a gritaria da torcida não para, a música vai sendo tocada, quase não se ouve, não há respeito, e os jogadores enfileirados não cantam, desdenham ou não conhecem a letra do hino da Pátria. Vergonha.  

Carlos dos Reis Carvalho

bigcharles020@gmail.com

Avaré

Sem sentido

Para um povo que não recebe educação de qualidade, que não vê perspectivas de construir seu próprio futuro, sem garantias de ter necessidades básicas atendidas, cantar o Hino Nacional não faz o menor sentido. 

Eliana França Leme

efleme@gmail.com

Campinas

Trilha sonora

Quando políticos nos derem motivo de orgulho cívico, todos cantarão o Hino Nacional. Enquanto não acontece, a única trilha sonora é a "se gritar pela ladrão, não fica um"...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Patriotismo ou doutrinação

Quando cantamos o Hino Nacional antes de uma partida de futebol, é patriotismo, agora, cantar nas escolas, alguns idiotas dizem que é doutrinação. A que ponto esta esquerdalha chegou! Acabar com a pornografia nas escolas e transformá-la em civismo e patriotismo, nada melhor. Chega desta esquerdalha destrutiva.

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Hino Nacional

Sou do tempo em que se ensinava no curso fundamental, tanto em escolas públicas quanto nas privadas, não só o Hino Nacional brasileiro, como também outros e belíssimos hinos (Independência, República, Bandeira, etc.) e estrangeiros também. Era parte integrante da formação cívica do indivíduo. Aproveitar os deslizes do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, para fazer apologia contra a importância do aprendizado do Hino Nacional - com a alegação de ser coisa "conservadora" e de "extrema-direita" -, isso, sim, é aberração tendenciosa e deturpada. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

Colisão de trens no Rio de Janeiro

A cada dia, mais que 1.100 trens passam tranquilos pela cidade de Frankfurt, na Alemanha. Nove pessoas ficaram feridas e o maquinista faleceu na quarta-feira em colisão entre duas composições no Rio de Janeiro. Em setembro, outubro e novembro de 2018 houve acidentes de descarrilamento na mesma ferrovia. É questão de sorte, talvez?

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Doenças raras

Belo artigo da advogada especializada em doenças raras Rosangela Wolff Moro (28/2, A18). Muito boa, também, a ação da primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, em favor dos doentes. Mas ainda não entendo como a maior "epidemia" do Brasil, o autismo, ainda não acabou. Mandei as informações para todas as secretarias de saúde do Brasil e para o Ministério de Saúde em Brasília, e ninguém tomou uma atitude. Esta "epidemia" do autismo pode ser evitada com um custo de R$ 0,05 de material e de um minuto de tempo para cada recém-nascido. As crianças nascem saudáveis, mas, devido a três erros não naturais durante o nascimento, iniciamos a "epidemia" de autismo. Nenhum mamífero comete estes erros e nossos antepassados durante milhões de anos também não os cometiam. Já temos 2 milhões de autistas no Brasil e, se não tomarmos imediatamente uma ação, vamos ter 4 milhões de autistas em 20 anos aqui, no Brasil.

Michael Peuser

mpeuser@hotmail.com

São Paulo

Eleição municipal

O PSL cogita de lançar o filho do presidente Bolsonaro Eduardo Bolsonaro para a Prefeitura de São Paulo, dependendo dos resultados do governo de seu pai. Será, se for eleito, um fato inédito, nunca visto, original na política brasileira: pai presidente da República e filho, prefeito de São Paulo, num mesmo tempo de gestão. Se este fato se der, quem será beneficiado será o nosso infortunado Brasil, que ficará livre da nefasta corrupção passiva que o assola principalmente desde o governo do PT. "Ita speratur", assim se espera.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

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