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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2019 | 03h00

ECONOMIA

Raquítico 1,1%

Decepção, mais um ano de PIB medíocre. O IBGE divulgou que o crescimento econômico de 2018 ficou em raquítico 1,1%. É verdade que na gestão de Michel Temer saímos da dura e impiedosa recessão promovida pelo PT. Mas o déficit monumental da Previdência, que deixou um rombo de R$ 290 bilhões em 2018, mesmo com o governo combatendo as fraudes e os gastos improdutivos ainda nos impõe um déficit público em torno de R$ 130 bilhões em 2019. Com esse rombo não há economia que sobreviva. O PIB per capita do Brasil hoje é de US$ 8.700, ou R$ 32.443, menos que os R$ 33.933 de 2010. Para efeito de comparação, no nosso vizinho Chile é de US$ 15.340. Esse é mais um duro alerta para o Planalto, o Congresso e o povo brasileiro. Ou se faz uma reforma séria da Previdência, que propicie o equilíbrio das contas públicas, ou vamos amargar o pior da recessão econômica já a partir de 2020. E o contingente de desempregados, hoje de 12,7 milhões de trabalhadores, poderá dobrar nos próximos anos!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Situação caótica

A evolução do PIB em 2015 foi de -3,5% e em 2016, de -3,3%. Uma ainda frágil tentativa de recuperação foi observada em 2017 e 2018, com um discreto índice de 1,1%. Significa que ainda estamos no fundo do poço. Consertar o estrago feito nos governos anteriores vai nos custar muito caro. O Brasil saiu da rota de crescimento sustentável e será quase impossível recuperar todo o prejuízo registrado desde 2014. Os congressistas parece que não estão sabendo disso e não votam nada importante para mudar esta situação caótica e pôr o Brasil nos trilhos do crescimento. A equipe do presidente Jair Bolsonaro continua engessada, imóvel diante do caos.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Tudo travado

A economia do Brasil não cresce nem crescerá porque as compras e os negócios não giram, uma vez que tudo custa muito mais caro aqui por causa dos impostos, da logística, etc. Um carro que lá fora custa R$ 30 mil aqui custa R$ 55 mil. E com os juros também mais altos o custo vai fácil para uns R$ 65 mil. Ora, se custasse R$ 30 mil, ou não mais que R$ 40 mil, sobrariam R$ 35 mil, ou R$ 25 mil, para comprar outras coisas, investir, poupar, e a economia giraria. O Brasil perdeu a dinâmica e não vejo como consertar isso, ainda mais com um Judiciário que adota o princípio de “não estamos nem aí, é tudo para nós aqui”. 

MILTON BONASSI

mbonassi@uol.com.br

São Paulo

PODER JUDICIÁRIO

Repercussão geral

Muito bom o editorial A sobrecarga do STJ (28/2, A3). Realmente, o requisito da repercussão geral para a admissibilidade de recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) constitui necessidade urgente. Há outras providências processuais e organizacionais também necessárias, como a organização de calendário de julgamentos colegiados, aglutinação temática de recursos, redução de hipóteses de decisões monocráticas, etc. Mas o requisito da repercussão geral antecede todas e condiciona a implantação progressiva. Meus cumprimentos pela qualificada contribuição trazida pelo prestigioso editorial. Por favor, prossigam!

SIDNEI BENETI, ministro aposentado do STJ

benetisidnei@gmail.com

São Paulo

URBANISMO

Privatização do Pacaembu

O estádio do Pacaembu é mais do que mais um patrimônio histórico da cidade de São Paulo, é referência nacional e internacional não só de futebol. Seu ginásio esportivo recebeu lutas de Eder Jofre, campeão mundial de boxe, o ginásio de tênis hospedou partidas com Maria Esther Bueno, um dos ícones mundiais do tênis, dentre tantos outros esportes e esportistas de primeira linha. E quantos artistas famosos se apresentaram em sua concha acústica original, que deu lugar ao horrível tobogã que hoje está lá e foi palco para Rolling Stones, Pink Floyd, Led Zeppelin e tantos outros? Não me preocupa a privatização do Pacaembu, mas a possibilidade de descaracterização de um patrimônio histórico de tradição e importância únicas. Razão para preocupação não falta. Basta ver a irresponsável descaracterização do Maracanã, questionada por todos, até na Justiça, e o que fizeram com o Pelezão de Brasília. Se ficar falando de barbaridades cometidas, não acabo mais. A cidade de São Paulo vem sofrendo inúmeras descaracterizações e perdas de sua memória e seu patrimônio histórico. Foi absurdo e irreparável transformar em poeira parte do bairro da Luz, do Largo da Batata e do Largo de Pinheiros, para encurtar as perdas que os responsáveis pelo patrimônio histórico de São Paulo têm permitido. Não me preocupa mandarem abaixo o tobogã para a construção de um prédio mais moderno e integrado ao Pacaembu. São inúmeros os exemplos internacionais de integração e fortalecimento do patrimônio histórico com projetos modernos, arrojados, inteligentes, mas preocupa muito a falta de transparência. Neste país de tantas espertezas o que sobra é mediocridade, bem ou mal-intencionada. No cenário real que temos aí, o que se pretende com um edifício no meio do estádio do Pacaembu, para não dizer no meio do City Pacaembu, ambos tombados? Privatização não é o problema. O Pacaembu precisa ser recuperado. Problema é a eterna falta de transparência, temerária, com cheiro de coisa mal feita. 

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

Parque Minhocão

O Elevado Costa e Silva, mais conhecido como Minhocão, foi construído em 1970, pelo então prefeito Paulo Maluf. Na época os idealizadores da obra afirmaram que o viaduto era necessário para melhorar o trânsito na Avenida São João. Agora, quase 50 anos depois, o prefeito Bruno Covas resolveu transformar o viaduto num parque linear. Não creio que seja uma boa ideia, porque a estrutura continuaria muito próxima das janelas dos prédios, o controle do uso do local seria muito difícil e o trânsito na região ficaria deveras prejudicado. Melhor seria desmontar a estrutura e redesenhar o leito da Avenida São João, com três pistas nos dois sentidos e uma ilha central mínima. Isso aí.

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Alguém sabe por que a Prefeitura não incluiu o Minhocão na lista de vistoria dos viadutos de São Paulo? Ele completou 48 anos de uso, com dezenas de infiltrações, mato crescendo nas juntas e sem manutenção. Não é outra tragédia anunciada? 

MARLENE KLAIOM DA SILVEIRA

marleneklaiomsilveira@gmail.com

São Paulo

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POR QUÊ?

Uma das mais famosas citações humorísticas de Juca Chaves é "a hiena é um animal que come fezes dos outros animais, só tem relações sexuais uma vez por ano e ri, mas ri de quê?". Sobre o Brasil, sabe-se, e não é piada: dentro do ranking de 42 países, ocupou em 2018 o 40.º lugar em Produto Interno Bruto (PIB), com crescimento de 1,1%, o mesmo de 2017, segundo dados da Austing Rating, após porcentuais negativos em 2015 e 2016; é um dos recordistas de homicídios no mundo, com indicadores piores até que os de alguns países em estado de guerra; e caiu 17 pontos entre os menos corruptos em 2017, de acordo com a Transparência Internacional. Diante destes números, entre outros constrangedores, cabe a indagação: seu povo se diverte no carnaval... mas por quê? 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CARNAVAL NO CONGRESSO

Que país é este em que o Congresso Nacional não antecipa suas atividades para tratar de assuntos urgentes e de grande magnitude, como a reforma da Previdência, cumprindo rigorosamente o hiato carnavalesco sem qualquer importância política?  

 

Paulo Eduardo Grimaldi pgrimaldi@uol.com.br

Cotia

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BOLSONARO E O CONGRESSO

Parece que a renovação do Congresso Nacional não foi suficiente para mudar a política do "toma lá, da cá". Uma parte dos políticos não consegue se abstrair do vício e do egoísmo de cuidar de seus próprios interesses. Os eleitos foram eleitos para tratar dos interesses da Nação. Trata-se de uma corja de cidadãos de quinta categoria que pretendem se mostrar como se fossem honestos, cívicos e de classes superiores. O novo presidente encontra dificuldades para aprovar a reforma da Previdência porque pensa que conseguirá alterar o sistema de diálogo com o Congresso por meio das redes sociais. Não sei, pode ser que sim, mas não será fácil. Espero que pelo menos o pacote anticorrupção do ministro Sérgio Moro seja aprovado.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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A URGENTE REFORMA

O governo (Poder Executivo) apresentou uma proposta que, por todas as informações disponibilizadas, é merecedora de elogios: é melhor e mais justa do que todas as anteriores. Só os articuladores na imprensa e na mídia sabem das razões de não expressarem apoio. Cabe ao Congresso (Poder Legislativo) a responsabilidade de tramitar a aprovação no prazo mais curto possível. Não cabem procrastinações. A responsabilidade é uma atitude e, como tal, não negociável. Esta é a situação. O desenlace não depende de ações do presidente Bolsonaro, como os viciados na cultura do "toma lá, dá cá" estão tentando fazer crer.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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CARNAVAL EM SÃO PAULO

Para o "maior carnaval dos últimos tempos", nosso prefeito cancelou 50% dos banheiros químicos, reduziu 1/3 das ambulâncias e plantou somente 5% das mudas de árvores previstas no plano de metas. Nossa cidade vai ser a mais cheirosa, mais desassistida e a mais pelada do Brasil! Recorde absoluto!

Giampiero Giorgetti giampiero@falcare.com.br

São Paulo

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CARNAVAL PERMANENTE

Não entendo por que os paulistanos estão tão ansiosos pela chegada do carnaval. São Paulo já Vive um carnaval permanente, ou seja, viadutos ameaçando cair, praças invadidas por moradores de rua, enchentes em todo canto, mato alto em praças, uma das principais vias da cidade sendo desativada, ora já estamos vivendo um carnaval faz tempo!

Francisco Jose Cardia fra.cardia@hotmail.com

São Paulo

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PIADA DE SALÃO

Está para nascer alguém com peito para fechar o Sambódromo em dia de desfile, haja a irregularidade que houver. Isto aqui é Brasil, minha gente!

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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EXCESSOS DA RECEITA FEDERAL

Concordo com o editorial do "Estadão" "É preciso haver limites" (28/2, A3), quando questiona atuações de auditores da Receita Federal que extrapolam suas funções, investigando e divulgando informações que não competem a eles. No entanto, já que existem fortes indícios de crimes, tais como lavagem de dinheiro, ocultação de bens, entre outros, praticados por juízes do Supremo e outras "autoridades", gostaria de me deparar, também, com uma cobrança contundente deste jornal para que os órgãos competentes investiguem e punam com rigor eventuais criminosos, pois é disso que se trata.

Eduardo Vitale euvitalee@outlook.com

São Paulo

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'É PRECISO HAVER LIMITES'

Deixe-me ver se entendi: em minha declaração, informo compra de um terno como roupa de trabalho, a Receita entende como crime e automaticamente glosa o valor. Um ministro do STF, ou qualquer outra autoridade ou cidadão, mostra patrimônio incompatível com a sua receita, ou valores em moeda incompatíveis com seus recebimentos legais, e isso não é crime nem merece ser averiguado. Ah, entendi! A propósito, estarrece o que nos é dado a conhecer através da revista "Piauí" sobre o esquema dos doleiros Tony e Juca Bala. Se levado em conta tão somente o que é colocado neste artigo, destacando-se que os doleiros afirmam que advogados, políticos e artistas eram os maiores clientes das operações, o nosso estimado "O Estado de S.Paulo" propugne limites onde estes somente serviriam aos criminosos.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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FIGURÕES PRIVILEGIADOS

Estamos assistindo a um grande auê por todos os lados criticando a dita "perseguição" da Receita contra Gilmar Mendes e outros figurões. Gostaria de saber quando o cidadão comum, auditado pela Receita, terá o mesmo privilégio na preservação de seus direitos?

Andre Livovschi alivov@hotmail.com

São Paulo

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AINDA O MEC E O HINO

Ontem, no blog do Fausto Macedo, no jornal "O Estado de S.Paulo", o advogado João Jacinto Anhê Andorfato deu uma explicação completa sobre a legislação dos atos cívicos emitidos pelo ministro da Educação que causaram polêmica, em que a mídia perdeu-se no "ranço ideológico". Também ontem no jornal "Estado" li um belo exemplo de como explicar sobre a tão discutida extinção da Justiça do Trabalho, com o didatismo do professor José Pastore, brilhante (28/2, B8). Por que o jornal não agiu da mesma forma no "affaire", reproduzindo a explicação do advogado João Jacinto Anhê Andorfato? Quero deixar claro que a atitude do ministro da Educação ao colocar o lema da propaganda da campanha do presidente Bolsonaro é repugnante, bem como exigir vídeo da cerimônia. Quanto às fotos, os que criticam precisam pisar no barro da periferia para "ver com os próprios olhos" o contentamento dos alunos quando têm fotos publicadas nas exposições dos trabalhos realizados em grupo. Falo isso com conhecimento de causa, porque a minha esposa foi professora em Carapicuíba durante 30 anos. Finalizando, e sendo "pirracento": será que a mídia pede autorização para publicar ou levar ao ar todas as fotos e vídeos publicados?

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo 

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RIDÍCULO

No artigo "O ridículo do hino e a escola sem sentido" (28/2, A2), o colunista Eugênio Bucci lança uma crítica aberta ao MEC pelo envio de orientação para que escolas adotem o Hino Nacional e o lema "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", e também condena o governo pelas idas e vindas que vem adotando na tomada de decisões. Convenhamos, isso é típico das democracias, quando uma medida não recebe apoio popular, volta-se atrás. Em ditaduras não há essa possibilidade. Nos governos de Lula e Dilma, os ziguezagues foram constantes e em grande número, inclusive quando o polêmico Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) assinado por Lula (sem ler) foi rejeitado pela sociedade pelo caráter autoritário que continha em suas entrelinhas. Dilma Rousseff adotou em seu governo o chavão "pátria educadora" e, no entanto, o que se viu foi a pasta da educação ser alvo de sucessivas investigações da Polícia Federal pelo vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além do controvertido caso em que o MEC teria distribuído cartilhas orientando adolescentes a manterem relações homoafetivas ou ainda quando a proposta de distribuição do kit gay pelo então ministro da Educação Fernando Haddad fora rejeitada pela sociedade. Não tenho lembrança de o articulista ter feito algum tipo de crítica a tal aberração e muito menos a um governo com dos IDHs mais baixos do planeta. Parafraseando o autor da matéria, ridículo, mesmo, é não permitirem que um governo que está em início de carreira e tem tudo para dar certo seja bombardeado diariamente com críticas ferozes antes que cometa algum grande erro ou acerto. Se querem ajudar, não atrapalhem.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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BRASILIDADE E PATRIOTISMO

Li na quinta-feira o artigo "O ridículo do hino e a escola sem sentido", que me desagradou muito. O autor do texto, senhor Eugênio Bucci, acredita que o Hino Nacional é inútil, tal como os funks ensinados nas escolas públicas (com vídeos na internet) durante o governo petista. Tal como relata o senhor Luiz Gonzaga Bertelli, o Hino Nacional não confere ao brasileiro um certificado de cidadão. Porém entender o significado da letra do nosso hino ajuda a formar a nossa brasilidade e patriotismo. Não vejo nenhum desrespeito em ensinar crianças o nosso hino e concordo inteiramente que a escola seja laica e apartidária, que tenha como objetivo o conhecimento, e não a doutrinação, como aconteceu durante o período de governo petista. Desta forma não temos de presenciar nossos atletas quando, durante a execução do nosso Hino Nacional, ficam mudos ou fingindo que o sabem.

Stela Sarmento Stelamaris.sarmento@gmail.com

São Paulo

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PATRIOTISMO E PATRIOTADAS

Não se pode confundir patriotismo com patriotada. Um é a qualidade de quem é patriota, que ama a sua Pátria e por ela é capaz de fazer grandes esforços e sacrifícios; já patriotada costuma ser a confusão que fazem entre a demonstração ostentatória de patriotismo demonstrada pelos militares em  solenidades e cerimoniais, com as demonstrações dadas por autoridades de hipocrisia, enaltecendo atributos que o governo e o país não têm.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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NÃO FARIA MAL

Discordo do texto de Eugênio Bucci, desde o título, "O ridículo do hino e a escola sem sentido" (28/2, A2), até sua última letra do texto. A importância do canto do Hino Nacional com os alunos perfilados demonstra respeito ao símbolo nacional, traz para o peito das crianças, jovens e adultos o amor a este país, o orgulho de ser brasileiro. É disso que estamos precisando, além de disciplina, hierarquia, respeito dos alunos para com os professores. Filmar os alunos e recitar o "slogan" da campanha do nosso presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, foram um preciosismo desnecessário, concordo, porém não faria mal algum e não levaria nenhum jovem a usar drogas, agredir professor, faltar às sextas-feiras às aulas nem tampouco deixaria o aluno de ser criativo e ter suas próprias convicções.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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UM ERRO

Não dá para entender aonde Eugênio Bucci quis chegar com seu texto (28/2, A2). Ele quis dizer que cantar o Hino Nacional é ridículo ou filmar as crianças cantando o Hino Nacional é ridículo? De qualquer maneira, ele errou feio. E, se "educadores" e "advogados" gritam que crianças "não podem ser filmadas assim" ("assim" como? Simplesmente aprendendo a serem patriotas?), isso apenas mostra como a nossa sociedade carece de discernimento e um mínimo de espírito nacionalista. O articulista deveria saber que o lema do então candidato veio do lema da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, unidade de elite do Exército, ao qual pertenceu. Se o lema é igual ao da Alemanha de quase um século atrás, paciência. Afinal, não se tratam de palavras tão raras. Quanto à aversão demonstrada pela articulista pela menção a Deus, ninguém é obrigado a seguir religião nem crença alguma, mas não faz mal respeitar quem segue. E palavras que não são ofensivas podem ser usadas. Não é porque a campanha acabou que o lema virou proibitivo. Pode-se dizer que, como propaganda, o lema é fraco. E gramaticalmente questionável. Como chamamento a um povo que desconhece e ignora tanto os símbolos nacionais e é bombardeado diariamente com mensagens estúpidas vindo de novelas, revistas, músicas, programas de auditório, filmes e, agora, também de colunas de importante jornal de circulação nacional, é mais que bem-vinda. Nunca gostei dos textos do jornalista Eugênio Bucci. Mas esta foi a gota d'água. Ridículo é o texto que ele escreveu. Sei que há muita gente que concorda com as bobagens nele contidas; eu acho apenas deplorável e nojento.

José Alfredo de T. Andrade ja1962ta@yahoo.com.br

Santos

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RESGATANDO O RESPEITO

Se religião fosse ruim, ela teria deixado de existir há milênios, e, no entanto, continua firme e ainda serve de freio à maioria dos seres humanos. Os Dez Mandamentos são um dos melhores exemplos de conduta social. Portanto, aos céticos, esperamos o respeito, inclusive quando um articulista como Eugênio Bucci ("Estadão", 28/2, A2) tenta analisar o chavão usado pelo presidente Bolsonaro, "Brasil acima de tudo e Deus acima de todos", como algo execrável. Uma das coisas que mais se perderam nas salas de aula durante o lulodimismo foi o respeito. Alunos não respeitam bens públicos, salas de aula, professores, diretores, etc. Não existe nenhum limite, mas quando acreditamos que existe um "Deus acima", quem sabe as condutas sociais comecem a entrar nos eixos e o caos que permeia o ensino no Brasil ultimamente desapareça? Não existe aprendizado no caos, mas talvez a crença num "Deus acima" ajude. Gostem ou não os Eugênios Bucci da vida, ordem, respeito, amor e religião também são progresso.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A ESCOLA QUE O PT QUERIA

Não sei se Eugênio Bucci está sem assunto ao gastar vários parágrafos para analisar o slogan da campanha de Bolsonaro ou criticar desmandos (devidamente corrigidos!) do governo (28/2, A2). Mas tenho certeza de que o autor quer porque quer criticar o governo. Nada mais lhe importa. Talvez esteja muito aborrecido com fatos reais e palpáveis. Quando o governo por ele apoiado saiu do poder, o Ibovespa estava abaixo de 40 mil pontos. Hoje, está em quase 100 mil. As ações da Petrobrás, na época PTbras, valiam menos de um terço do valor atual. O desemprego tem diminuído (pouco, mas com consistência). Quanto à última frase do colunista, "a sanha autoritária precisa de uma escola que não pense", afirmo que era exatamente o que o PT queria, a exemplo de todas as ditaduras que este partido apoia.

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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DIATRIBE DESTEMPERADA

Com o perdão do eminente jornalista Eugênio Bucci, o MEC não pediu que as crianças cantem o Hino Nacional perfiladas e filmadas "para deleite dos ocupantes da Esplanada". Isso é uma calúnia e uma difamação intolerável. O próprio título do artigo ("O ridículo do hino...") é agressivo e desrespeita um dos maiores símbolos nacionais. Nem a mensagem passada pelo MEC aos alunos é "ufano-pedagógica", nem mesmo o slogan da campanha é "um chamamento de governo". Mais adiante em seu texto, Bucci diz "e assim caminha este país sem caminhar a lugar algum" e fala que, "(...) não fossem os protestos (...), as crianças (...) estariam sob delírios autoritários". O pior é quando deriva para comparar o slogan nazista com o bolsonarista... E o cúmulo é quando gasta linhas caras falando de Deus. Não sou ninguém comparado ao autor, mas me envergonharia de um texto exclusivamente difamatório, uma diatribe destemperada fora de tempo e lugar, que agride de maneira injusta os 57 milhões de cidadãos brasileiros que elegeram este governo.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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E O ESSENCIAL?

Decepcionado e triste com a preocupação do jornalista Eugênio Bucci (28/2, A2) em criticar o supérfluo e não comentar o essencial. É como, num jogo de futebol, criticar somente a perda de um pênalti e não mencionar nem opinar sobre o resultado final do jogo. Seria mais interessante saber a opinião dele sobre a sugestão das crianças cantarem o Hino Nacional brasileiro nas escolas do nosso país.

Paulo Botti botti.paulo@gmail.com

São Paulo

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JUAN GUAIDÓ NO BRASIL

O presidente venezuelano Juan Guaidó fez seu discurso de agradecimento ao presidente Bolsonaro e só não falou quem autorizou a compra de títulos da dívida pública venezuelana e em que governo se deu tal roubalheira - e quanto roubaram por este negócio.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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QUEDA DE ÁRVORES EM SP

A quantidade de árvores que vêm caindo nestas águas de março não tem precedentes. Nas imagens divulgadas pela TV ou pessoalmente é possível ver que as raízes estavam confinadas em recortes mínimos de terra na calçada, o que fragiliza suas raízes e lhes tira a estabilidade. Especialistas vêm alertando sobre este problema, cada dia mais comum. No Brasil, a responsabilidade pela calçada é do proprietário do lote lindeiro, que faz dela uma extensão de seu gosto e ideias. Existem projetos para mudar esta situação passando a responsabilidade para o poder público, que luta para não ter mais essa responsabilidade e custo. Neste limbo vivem as árvores e por causa deste limbo caem as árvores. Estudos apontam que estes aguaceiros que vêm despencando forte e localizados são consequência de pontos de calor que se formam dentro da área urbana, normalmente gerados por bairros com um índice de verde baixo ou inexistente. A maioria da população urbana brasileira veio do campo, onde conviveu com muita pobreza e é de esperar que vejam o cimento e o asfalto como símbolo de riqueza, de progresso. A maioria de nossas pequenas cidades e periferias é um deserto escaldante, pontos geradores de calor. Todos querem sombra, mas ninguém quer uma árvore frondosa na calçada para dar trabalho. Estamos num perigoso círculo vicioso.

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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PODA NOTURNA

Gostaria de registrar aqui a falta de respeito da Prefeitura na poda de árvore na Rua Ourania, Vila Madalena - uma travessa da Praça do Pôr do Sol, usando uma serra elétrica a madrugada toda, terminando por volta de 5h30 na quarta-feira (27/2)! Um absurdo! Não dormi um segundo sequer, o barulho era ensurdecedor. Falta de respeito com todos aqui da rua e da região, pois era tão alto que seria capaz de incomodar o bairro todo. 

Cristiane Maia Flores crisflores_@hotmail.com

São Paulo

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CAOS NA CIDADE

Já que a cidade de São Paulo está sem gestão e zeladoria, a Prefeitura poderia enviar a seus moradores avisos emergenciais para que, em possibilidade de chuva, tentem sair da cidade. Não correriam o risco de se afogar, de ter uma árvore caindo em sua cabeça ou de ficar sem luz por tempo indeterminado. Um verdadeiro caos, não é, prefeito Bruno Covas?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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