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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

‘Déjà-vu’

O presidente Jair Bolsonaro está passando a impressão de que ainda não percebeu suficientemente a diferença entre exercer cargo parlamentar e chefiar o Estado brasileiro. Como deputado federal, ele se pronunciava do modo que lhe aprouvesse, no momento que bem entendesse, e assim obteve bons frutos, que lhe garantiram sucessivos mandatos. Na atual função, no entanto, suas falas precisam ser programadas para surtirem, da melhor maneira, o efeito desejado e, portanto, ser transmitidas no momento certo. Foram extemporâneas suas recentes declarações insinuando haver a possibilidade de rever pontos importantes da reforma da Previdência já distribuída, talvez a mais marcante de seu governo, cuja discussão no foro apropriado, o Congresso Nacional, ainda nem começou. Deu a impressão de ter cedido a clamores partidários prematuros, o que faz a sociedade ter a sensação de déjà-vu, relativa a tentativas anteriores, fracassadas, de aprovação da reforma. Além de passar o desconforto de falta de sintonia ideal com a equipe econômica.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Entregando os anéis

Imaginem o proprietário de um imóvel que queira vendê-lo. Vai à agência de classificados de um jornal e manda postar o seguinte anúncio: “Vendo apartamento em bom estado, cinco cômodos, desocupado. Preço: R$ 400 mil. Mas posso deixar por R$ 300 mil”. O interessado vai atrás e começa uma negociação a partir de... R$ 300 mil! Foi isso que Bolsonaro fez, acho que por compulsão de externar suas ideias, mostrar seu poder ou demonstrar como é flexível. Esse rapaz é muito inocente, não teria sobrevivido na Câmara dos Deputados em posição de liderança, só mesmo no baixo clero.

PAULO ROBERTO SANTOS

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

Só os sinais trocados

Impressionante a similaridade da trajetória profissional de dois excelentes economistas: Joaquim Levy e Paulo Guedes. Ambos assumiram suas pastas (da Fazenda e da Economia, respectivamente) com muita clareza das reformas econômicas necessárias para tirar o Brasil da “rota de colisão” das contas públicas e ambos deram com os burros n’água por causa do voluntarismo populista de seus chefes. Estou convencida de que é uma questão de pouco tempo para Paulo Guedes renunciar, assim como fez Joaquim Levy. É patente a similaridade de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro na condução econômico-administrativa do País: o governo dirigido apenas às suas respectivas patotas, a não aceitação do contraditório, o encobrimento dos malfeitos de seus apoiadores e, principalmente, o discurso do “nós contra eles”. A diferença está nos chapéus do poder: os bonés vermelhos do MST no caso da Dilma e os quepes militares no governo de Bolsonaro. Nesta disputa entre populismo de esquerda e populismo de direita, quem sai perdendo é o bom senso agregador do centro, o grande derrotado nas eleições de 2018.

MARIA JULIA PACHECO DE CASTRO

juliapcastro@gmail.com

São Paulo

Semente da desconfiança

O vaivém de decisões neste início de governo federal está virando a marca mais importante dos novos donos do poder. Por mais apaixonados que os defensores possam ser quanto à sua liderança, uma ainda incipiente, mas contínua descrença começa a surgir na mente de seus eleitores, que aguardam ansiosamente as primeiras medidas concretas para a solução dos angustiantes problemas brasileiros.

JOSÉ DE ANCHIETA ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Firmeza na escolha

Está na hora de o presidente Bolsonaro – que tem o apoio, a esperança e a confiança da maioria dos brasileiros (57%, segundo a última pesquisa) – manter a sua equipe de trabalho longe das pressões que advêm daqueles que se dizem “aliados”, como ainda agora com o ministro da Justiça e Segurança Pública. Sergio Moro fez um convite a Ilona Szabó e teve de voltar atrás por pressão das redes sociais, o que desgastou politicamente a figura do ministro. Firmeza na expressão e na ação constitui a marca de um bom governo.

JOSE MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

A dimensão de Moro

Sergio Moro equivocou-se ao imaginar que, na condição de auxiliar do Executivo, gozaria da mesma independência própria dos magistrados. Ao ser obrigado a “desnomear” Ilona Szabó de um simples cargo de suplente, certamente sentiu sua pequenez, que já o reduzira quando se viu forçado a separar do projeto anticrime o caixa 2, obviamente para atender a pretensões de políticos. Ele se dá conta de que é um simples coadjuvante de um governo que tem pai e filhos que comemoram seus feitos estatais. Lembra-nos um pensamento de Albert Einstein: “Se outrora um homem encarnava um valor aos olhos da sociedade quando ultrapassava uma certa medida de seu egoísmo pessoal, deve-se exigir dele hoje que ultrapasse o egoísmo de seu país e de sua classe. Só então, tendo chegado a esse autodomínio, poderá ele melhorar o destino da comunidade humana” (Como Vejo o Mundo). Sob esse aspecto, o exercício da magistratura, com suas prerrogativas, no campo do Direito Público, serve mais à sociedade do que a subserviência de um ministro da Justiça a um grupo familiar. E vê-se que Moro foi reposto à dimensão humana dos homens comuns que nada prometem à nossa construção nacional.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

DINHEIRO PÚBLICO

Passeio de senadores

A falta de escrúpulos de certos parlamentares brasileiros é latente e acintosa. Publicou o Estado que vários deles estão em viagem para o exterior com suas respectivas esposas. E quem vai pagar as despesas do passeio? O sofrido povo brasileiro, claro! Estamos cansados e indignados com esses abusos que correm soltos, sem o menor respeito pelo dinheiro público.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Duplo roubo

Conforme delação de diretores da empreiteira OAS, as obras contratadas com governos estrangeiros amigos durante o período petista eram superfaturadas para o pagamento de propinas. Uma vez que a maioria delas era financiada pelo BNDES, e como os países em questão não estão pagando esses empréstimos, estamos sendo roubados duas vezes.

VITAL ROMANELI PENHA

vitalromaneli@gmail.com

Jacareí

GOVERNADORES E AS REFORMAS

Os governadores dos Estados deficitários e que desejam apoio do Planalto já estão no movimento do "toma lá, dá cá", exigindo socorro da União em troca de votos para a reforma. Não se pode esperar de governadores que atuem com base em trocas, porque as reformas são de extrema importância para a vida nacional, que não conta somente com sete Estados. Daí que o editorial "A ordem das coisas" (1/3, A3) tem toda a propriedade no contexto atual. Com efeito, o Brasil precisa das reformas e os eleitos para Estados perdulários não têm o direito de impedir que ocorra favorecimento aos brasileiros em geral.

José C. de Carvalho Carneiro 

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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TITANIC

"Sem votos para aprovar a Previdência, governo promete 'bônus' para agradar a novatos" ("Estadão", 1/3). Os políticos não têm o menor sentido de representação de seus eleitores no Congresso Nacional. Parece que eles continuam insistindo na velha política do "toma lá, da cá". Não estão nem aí para as consequências do rombo nas contas públicas. Como é possível este "status quo"? Por que eles não se preocupam com o futuro de seus filhos e netos? Creio que estamos no clímax do egoísmo humano, ao menos aqui, no Brasil. Sinto como se estivéssemos no Titanic afundando, mas ninguém acredita nos fatos: a orquestra continua tocando Tchaikovsky, todos continuam tomando seu whisky e contando suas piadinhas estúpidas. O futuro está muito longe, talvez nem chegue, para que aprovar a reforma da Previdência? 

 

Mário Negrão Borgonovi 

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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O CONGRESSO CONTRA-ATACA

O Brasil do futuro, numa galáxia far, far away, e o Congresso contra-ataca. Vamos lá, nosso Yoda da economia conta com os jedis, "só que são brasileiros", seu sabre de luz não funciona, não sabem usá-lo; o outro lado da força é mais atraente, revolta dos clones, dos robôs vermelhos, altas traições e quem dá mais, afinal, a lei da "mais valia" era bem isso, e tem ainda a estrela da morte que, por sorte, está estacionada para consertos numa colônia da via Curilacteatiba, mas que sem combustível propelente etílico não vai. Aguardemos a "providência", quer dizer, a Previdência.

João Luiz 

Piccioni  piccionijl@gmail.com

São Paulo

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REFORMA PARA O FUTURO

Não há a menor dúvida de que o projeto de reforma da Previdência trará benefícios para o País. Incluindo, de forma clara, os militares, PMs, bombeiros, o Judiciário e, principalmente, a classe política do Legislativo em todos os níveis, a economia prevista poderá ser viabilizada. Estas classes são as mais deficitárias e as com maiores privilégios. Mas as novas regras só deveriam valer a partir de sua entrada em vigor. Hoje, para quem tiver pelo menos 50% do tempo previsto para as regras atuais, que se faça uma transição suave para evitar a judicialização. Isso não sendo observado, acho que dificilmente ela será aprovada. E, se o for, será tão emendada que teria sido preferível deixar como está. Hoje o que se tem a fazer é economizar e aumentar os valores das alíquotas e cobrar de forma efetiva os devedores. Assim seria bem digerida. Sugiro que Paulo Guedes e sua equipe reflitam melhor. E com um detalhe: se não houver a retomada do emprego em curto prazo e mantido um crescimento constante e uniforme, esquece.

Paulo H. Coimbra de Oliveira 

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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REMUNERAÇÃO DOS MILITARES

Foi noticiado que, "segundo as Forças Armadas, desde o governo Fernando Henrique Cardoso os salários dos militares vêm sendo achatados". Faço uma correção: não estão sendo achatados; estão sendo achacados. Um general-de-Exército com mais de 40 anos de serviço e com formação e responsabilidades extraordinárias ganhar meros R$ 28,5 mil brutos só pode ser brincadeira. Qualquer concurseiro recém-saído das fraldas e sem qualquer maturidade e responsabilidade ganha isso, em determinados concursos públicos.  

 

Milton Córdova Júnior 

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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BPC-LOAS

A proposta do presidente Jair Messias Bolsonaro é que doravante os idosos que não têm condições de se sustentar e não tenham contribuído para a Previdência passem a receber R$ 400 mensais e só chegariam a receber um salário mínimo quando completarem 70 anos. Na minha opinião, com R$ 400 mensais o difícil será chegar aos 70 anos.

Virgílio 

Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PÉSSIMO NEGOCIANTE

Incrível a ingenuidade ou o péssimo negociador que demonstra ser o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ). É a segunda vez que o presidente escorrega feio quando fala sobre a reforma da Previdência. Na primeira, no início de janeiro deste ano, diferente da proposta da sua equipe econômica que era aposentadoria aos 65 anos para ambos os sexos, de forma irresponsável afirmou que aprova como proposta 57 anos para mulher e 62 anos para o homem, quando a proposta de Michel Temer, já discutida e aprovada nas comissões da Câmara, era de 62 para mulher e 65 para o homem.  Porém, e em boa hora, este confuso Bolsonaro, quando da entrega no mês de fevereiro da proposta da reforma de seu governo ao Congresso, se não acolheu na íntegra a do ministro Paulo Guedes, autorizou 62 anos para mulher e 65 para o homem. Ou seja, as mesmas idades da proposta de Temer.  Mas o nosso presidente, como se estivesse sofrendo de amnésia, na quinta-feira falando com jornalistas, no Planalto, infelizmente disse que estaria disposto a discutir com o Congresso a redução para 60 anos da idade de aposentadoria das mulheres. Com essa atuação insegura ou esquizofrênica de Jair Bolsonaro, a reforma da Previdência, se sair, será completamente desfigurada. E isso pode significar um péssimo resultado para as contas públicas e o crescimento econômico do País.

Paulo 

Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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CEDENDO ANTES DE COMEÇAR?

Ele conseguiu novamente. Durante entrevista coletiva da imprensa (faltavam alguns não convidados), Jair Bolsonaro surpreendeu a equipe econômica quanto à nova idade mínima para a aposentadoria para as mulheres. Quer dizer, um bom negociador iria para a mesa de negociação com propostas "cheias" para obter margem nas negociações. Ele não. Já cedeu antes de começar! Pelo amor de Deus, fechem a boca do homem e ponham um ventrículo ao lado dele nas próximas reuniões. Caso contrário, a oposição não terá de fazer o mínimo esforço para bloquear as necessárias reformas.

Ademir Alonso Rodrigues 

rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

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CALADO

É bem oportuno recomendar ao presidente Bolsonaro reportar-se à memorável frase pronunciada pelo rei Juan Carlos, da Espanha, na Conferência Ibero Americana realizada em Santiago do Chile, dirigida ao então presidente da Venezuela, general Hugo Chávez: "¿Por que no te callas?", quando, na reunião que teve com os jornalistas na semana que passou, se referiu à idade mínima para a aposentadoria das mulheres.

Éden A. Santos 

edensantos@uol.com.br

Barueri

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QUEM MANDA SOU EU

Em um só dia na semana que passou Jair Bolsonaro deixou claro que ele não é fantoche nas mãos de seus ministros e enquadrou Paulo Guedes e Sérgio Moro, até então percebidos como intocáveis. A ver se isso é bom ou não.

Sandra Maria Gonçalves 

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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HERANÇA MALDITA DO PT

A maioria dos brasileiros elegeu Bolsonaro para não ter um presidiário na Presidência, e não porque goste de várias de suas ideias. Agora chega a herança maldita do PT: um presidente que não sabe falar, mas que, quando fala, atrapalha os planos dos poucos competentes do ministério. Além disso, temos um ministro de Relações Exteriores que não gosta de globalização, um ministro da Educação nomeado depois de desconvidar Mozart Araujo e que, em vez de se preocupar com educação, tenta voltar ao século 19 nas escolas desconhecendo a revolução 4.0, uma ministra cujo mestrado não é mestrado e que ainda fala em rosa e azul para meninas e meninos, respectivamente, e um ministro do Meio Ambiente que não gosta de plantas. Finalmente, desconvidar Ilona Szabó para uma comissão do Ministério da Justiça, uma cientista política de altíssimo nível, é jogar no lixo uma de nossas melhores cabeças. Precisamos começar a escolher em que país iremos viver, porque o nosso não vai dar mais...

Aldo Bertolucci 

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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DERRAPANDO

Quer dizer que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, não tem mais a tão prometida autonomia prometida em campanha? Assim pode começar a corrosão de um governo que ainda tem boas expectativas...

Luiz Frid 

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Entre as reformas que o governo quer implantar é preciso incluir a reforma política. Para tal, uma medida se impõe: o fim da reeleição de presidente da República, senadores, deputados e todos os cargos eletivos em todos os níveis. A reeleição é a impulsionadora da corrupção, dos arranjos, das negociatas. O político procura fazer caixa durante o mandato para comprar a reeleição e tornar-se político profissional. O exercício de cargo eletivo deveria ser serviço cívico, e não meio de vida. Os mandatos de senador e deputado deveriam ser ambos de seis anos, renovados em um terço a cada dois anos. Completado o mandato, ninguém poderia concorrer de novo, garantindo a renovação constante. Isso não extinguiria a corrupção, mas a limitaria sensivelmente. Na verdade, o atual sistema não é democrático, mas aristocrático na medida em que favorece o aparecimento de dinastias políticas e feudos eleitorais. Para construir a democracia os cidadãos deveriam eleger candidatos em dobro do número de cadeiras e Câmara e Senado seriam compostos por sorteio entre os eleitos, garantindo oportunidade igual para todos, ausência de influência de poder econômico e extinção dos fundos partidário e eleitoral.

Roberto 

Doglia Azambuja robertodoglia@gmail.com

Brasília

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ARTHUR LULA E A ESTUPIDEZ DE EDUARDO BOLSONARO

"Cogitar saída para enterro só põe Lula 'em voga posando de coitado', diz Eduardo Bolsonaro" ("Estadão", 1/3). De uma absoluta estupidez o comentário de Eduardo Bolsonaro sobre o falecimento do neto de Lula, Arthur, aos 7 anos, na quinta-feira. Uma coisa são as divergências políticas e morais. A outra é sensatez. Em tempo, votei em Bolsonaro, sou de direita, detesto Lula e o PT. Mas respeito numa hora destas é o mínimo que se pode ter. Cabe lembrar que os filhos de Jair Bolsonaro estão dinamitando o governo do pai em todas as escalas possíveis. Quietos, fariam um favor ao mundo!

Sérgio 

Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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MAL EDUCADO

Ao ler a opinião de Eduardo Bolsonaro sobre a ida de Lula ao enterro do neto, só se confirmou o que sabemos faz tempo: o cara é um estúpido e insensível. Posso garantir, se fosse meu filho, iria apanhar de cinta e eu sofreria muito por não tê-lo educado corretamente.

Sérgio Barbosa 

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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SOLIDARIEDADE

Eu votei em Jair Bolsonaro, mas espero que cada imbecil que fez alguma brincadeira ou comentário maldoso acerca da morte do neto de Lula se arrependa. Caso contrário, que sofra as consequências.

Marcelo Melgaço 

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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VENEZUELA E BRASIL

Temo que possamos estar saindo do centro saudável e começando a ir beirando o caminho tomado pela Venezuela. Explico: a Venezuela elegeu Hugo Chávez porque o povo já não aguentava governo tão corrupto e tantos privilégios para muitas corporações e afiliados do governo. O Brasil elegeu Jair Bolsonaro porque o povo já não aguentava governo tão corrupto e tantos privilégios para muitas corporações e afiliados do governo. Chávez levou o país para a esquerda dita socialista (de araque, pois). Bolsonaro pretende levar o País para a direita, num regime influenciado pela ideologia e dependente de difusas "redes sociais". Lá, o primeiro alvo do governo foi a imprensa, que publicava os desmandos que ocorriam. Aqui já se procura restringir acessos a documentos e o presidente já evita a grande imprensa. É conveniente que nos mantenhamos alertas para garantir a continuidade das ações investigativas da imprensa, a melhor fiscal de governo que podemos ter.

Wilson Scarpelli 

wiscar@terra.com.br

Cotia

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FRONTEIRAS ABERTAS

As fronteiras da Venezuela devem ser imediatamente abertas em mão dupla: para a entrada da inadiável e premente ajuda humanitária de medicamentos e alimentos e para a inadiável e premente saída de Nicolás Maduro. Basta!

J. S. 

Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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IMPENSÁVEL

"Guaidó busca apoio no Brasil enquanto chavismo pede reunião com Trump" ("Estadão", 28/2). Eis como as mensagens de Nicolás Maduro são impensadas, ou seja, na remotíssima possibilidade de um "meeting" com Donald Trump, este jamais iria para a Venezuela. Se Maduro sair da Venezuela para o encontro, haveria uma forte probabilidade de ser apeado do poder enquanto lá fora, terminando o encontro em exílio. Um encontro dessa natureza é algo pouco provável.                       

Ulf Hermann 

Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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BRAVATAS DO CAPITÃO

Jair Bolsonaro se dispõe a anistiar Nicolás Maduro, mas é Juan Guaidó que está fora da Venezuela há uma semana. Guaidó se apresenta como opção à ditadura de Maduro, mas é Guaidó que se autoproclama presidente interino e recusa o diálogo com o presidente eleito da Venezuela. A desastrosa política externa de Bolsonaro, agora acenando visitar o primeiro-ministro de Israel que acaba de ser indiciado por corrupção e suborno, pode lhe custar o cargo de presidente em favor do vice, Hamilton Mourão.

Marcos Abrão  

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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A CONFISSÃO DE SÉRGIO CABRAL

Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, condenado a quase 200 anos de prisão, responsável por ter quebrado aquele Estado, disse estar aliviado por admitir ter recebido propina várias vezes. Qual a lição este sujeito está passando aos brasileiros? Que basta confessar que roubou e fica tudo zerado? Ele vai viver nababescamente com o dinheiro que roubou, enquanto tantas pessoas perderam a vida para a violência e em hospitais por falta de remédios, enquanto o bandido roubava os cofres do seu governo. Já não é mais sensação de impunidade o que vemos no Brasil. Decididamente, neste país o crime compensa. Por essa triste constatação é que o pacote anticrime do ministro Sergio Moro precisa ser aprovado. 

Izabel Avallone 

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MUDANÇA DE TÁTICA

O presidiário e ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral optou por mudar a tática na sua defesa criminal. Condenado a mais de 200 anos de cadeia, resolveu dar uma significativa quinada. Agora, focando os benefícios da delação premiada, colocou o "rabo entre as pernas" e baixou o tom em seus depoimentos. Pretende, com isso, abater em 50% da pena imposta. Alegre, já comemora a redução para singelos cem anos. Isso que é tática.

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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AL CAPONE TROPICAL

Sérgio Cabral não é apenas o Al Capone dos trópicos, mas ostenta uma falta de arrependimento, uma naturalidade em confessar seus crimes de cifras estratosféricas, confessando o quanto é "viciado em poder e dinheiro", que embrulha qualquer estômago. Não poupou ninguém com sua metralhadora verborrágica desprovida de qualquer pudor, abarcando até a Igreja Católica. Impressionante! 

Elisabeth 

Migliavacca

São Paulo

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O CARDEAL

A tentativa patética de Sérgio Cabral para reduzir sua pena inclui uma acusação leviana a dom Orani Tempesta. Acho que ele está tentando colocar um padre na cela dele porque uma confissão de todos os seus pecados deve demorar uns 30 anos...

César Garcia 

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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VÍCIO

Do depoimento prestado ao juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato do Rio de Janeiro, fiquei surpreendido ao saber que o ex-governador Sérgio Cabral assumiu que dinheiro é o seu vício! Como não desconfiamos disso anteriormente? A continuar o angelical e estratégico "mea culpa", no modo Madalena arrependida, será que nas próximas audiências saberemos de outros vícios do "imaculado" Serginho, ou este da grana preenchia as suas carências plenamente? Com a palavra, a mulher, Adriana Ancelmo, e esposas precedentes. Ah, com muito menos de R$ 10 mil no exterior ou na poupança, amealhados com muito trabalho e suor na face, o sofrido povo brasileiro nunca se envergonhará em assumir esse vício igualmente?

Júlio Armando Echeverria Vieira 

jecheverria50@gmail.com

Santa Cruz, Califórnia (EUA)

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A CARA VELHA DE CABRAL

Estivessem vivos, com toda a sua experiência profissional Freud e Lakan teriam dificuldade em descer as profundezas dos porões do subconsciente do ex-governador do Estado do Rio Sérgio Cabral, julgado e condenado por fatos relatados durante os processos que na época deixou na rabeira dos ladrões do Estado os maiores ladrões do Tesouro público. Nenhum governador roubou mais do que Sérgio Cabral, ninguém ostentou tanto poder e riqueza como Cabral, nem mesmo os potentados dos sheiks do petróleo da Arábia. Um Ali Babá. Ignora-se a postura da nossa capenga Justiça diante da delação e Cabral que, desavergonhado ao extremo, brinca com a nossa Justiça, a nossa sociedade, como se fossem um rolo de papel higiênico à sua disposição. Seu apego ao dinheiro "é vício". Que tipos de advogados estariam orientando o traidor de seus delatados?

Jair Gomes Coelho 

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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VICIADOE EM DINHEIRO E PODER

Sérgio Cabral é candidato ao Prêmio Nobel de Medicina! Descobriu que pessoas viciadas em dinheiro e poder não são corruptos. São dependentes de grana afanada na política. Está no DNA dos Burocleptocratas. Só dinheiro roubado satisfaz! Dinheirólatras e poderólatras unidos jamais serão punidos!

          

Paulo Sergio 

Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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SÃO TODOS CABRAIS!

Sérgio Cabral está muito mais para regra do que para exceção. Como ele há muitos políticos viciados em roubar dinheiro público. Roubam porque podem, porque não sabem fazer outra coisa, roubam por inércia, continuam roubando sem saber o que fazer com tanto dinheiro roubado. Há milhares de políticos como Sérgio Cabral, não só no topo da pirâmide, mas também nas pequenas cidades do interior, onde houver dinheiro público haverá ladrões compulsivos. O Brasil será o país mais rico do mundo quando estancar esta sangria de roubo sistemático de dinheiro público. 

Mário Barilá Filho 

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O DIA DE LULA

Depois de assistirmos a Sérgio Cabral confirmar o que até a velhinha de Taubaté já sabia, isto é, que roubou até dizer "chega", fico pensando no dia em que Lula tomará a mesma decisão. Já imaginaram o tamanho do montante a ser declarado? Vai ter tantos zeros que vamos perder a conta.

Luiz Roberto 

Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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CARNAVAL NO RIO DE JANEIRO

O "Estadão" informou na primeira página de sexta-feira que o Ministério Público pediu interdição da Sapucaí às vésperas do carnaval. Será que não seria melhor interditar a cidade do Rio de Janeiro, fechar para balanço, e começar tudo de novo?

Luiz Henrique 

Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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A TRAGÉDIA NÃO ENSINOU

O sambódromo do Rio de Janeiro teve de ser vistoriado às pressas. Então, não estava em condições. O laudo dos bombeiros libera, mas as ressalvas no documento são graves. Tiraram o corpo fora. Como é de praxe. Ninguém assume nada. Um empurra para o outro. Não há ART da parte elétrica, por exemplo. Como estão os locais que recebem público? Teatros, estádios, cinemas, restaurantes, boates, bibliotecas, etc.? Simplesmente não estão. Parece que a tragédia no Ninho do Urubu não serviu para nada. 

Panayotis Poulis 

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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