Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Caminho de volta

Desde o início da campanha eleitoral, Jair Bolsonaro foi escolhido pelo PT como o adversário preferido, na suposição de que, caso eleito, não teria a menor chance de fazer um bom governo e assim facilitaria sua volta ao poder. Cabe agora à família Bolsonaro controlar seus arroubos e exageros e ao presidente, prestigiar seus três principais apoios, Sérgio Moro, Paulo Guedes e Forças Armadas, que são sua garantia de bom governo. Caso contrário, estará pavimentando o caminho de volta das esquerdas, dando razão ao PT.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Assim não vai 

Do jeito que vai, a reforma da Previdência acaba não indo. Ou, se for, tem grande possibilidade de acompanhar as propostas de presidentes populistas anteriores, que apenas a retocaram para saírem bem na foto com as centrais sindicais e outras entidades que se dizem protetoras dos trabalhadores. Antes de passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, que ainda nem sequer foi constituída, o presidente Jair Bolsonaro, ao dizer que a idade de aposentadoria da mulher poderá ser alterada de 62 para 60 anos, telegrafou aos sedentos parlamentares da velha política que outros pontos importantes poderão ser modificados. Com certeza as velhas raposas se aproveitarão dessa “fraquejada” para desfigurar o projeto do ministro Paulo Guedes, que prevê a economia de R$ 1,1 trilhão. Bolsonaro foi eleito com o discurso de que acabaria com as barganhas no Congresso. Fez o dever de casa ao constituir o seu Ministério sem nomeações políticas, parabéns. Mas agora não pode dar o braço a torcer aos eternos chupins do erário, que têm duas alternativas para que a Previdência não vá para o buraco de vez: aprovar ou aprovar a reforma da maneira como foi elaborada, para que milhões de pensionistas e aposentados não tenham uma desagradável surpresa ao visitarem os caixas eletrônicos – aí os insaciáveis urubus verão o que é bom pra tosse.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Sofismas

Negociar a reforma da Previdência? Os “entendidos” e, com certeza, os mal-intencionados sofistas desconsideram que o governo Bolsonaro apresentou uma proposta qualificada, melhor do que todas as anteriores e que considera as desigualdades e os privilégios. É a vez de o Congresso apresentar sugestões de melhorias, que sempre cabem. Não devem, num projeto que tem características de “segurança econômica e social do País”, negociar votos por verbas e/ou cargos, como estão acostumados.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Ruim pra todos

Qualquer parlamentar sabe que o Estado nada produz, vive à custa dos impostos extorquidos sem dó nem piedade de quem trabalha. Também não é preciso ser expert em demografia para saber que os avanços da medicina prolongam a vida dos idosos, cuja sobrevivência depende da aposentadoria, pela qual pagaram durante muitos anos de trabalho, e poderão ficar sem ela se os ilustres se abstiverem de cumprir o seu dever. Embora engatinhando no poder, o presidente tem feito esforços para conseguir essa inevitável e urgente aprovação, com “convite oportuno”. Mas após lermos que há 100 mil servidores no País loucos para se aposentar, com temor dessa reforma, é bem possível termos uma “recusa irresponsável”, pois grande parte do Congresso está pouco ligando para quem a elegeu e menos ainda que haverá de prestar contas à História. Só poderemos contar com um Executivo operante e com uma população atenta. E, talvez, com os parlamentares que ainda não adquiriram os vícios inerentes à velha política. Caso contrário, a única “satisfação” é saber que o dinheiro acabará para eles também.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@gmail.com

São Paulo

PODER JUDICIÁRIO

Penduricalhos

Após três decisões conflitantes da Justiça sobre a questão dos penduricalhos que engordam a remuneração de magistrados e servidores, como auxílio-transporte e auxílio-alimentação (Os penduricalhos de sempre, 1.º/3, A3), o ministro do Superior Tribunal de Justiça e corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Humberto Martins, voltou atrás e decidiu restabelecer os efeitos integrais da Recomendação 31/18 – suspensão do pagamento de privilégios – até que o caso seja analisado em definitivo pelo plenário do conselho. Diante do atual cenário de desequilíbrio do Orçamento da União e da necessidade urgente da reforma da Previdência, é lamentável que justamente o Poder Judiciário, considerado o pilar-mestre da sociedade, ofereça resistência para acabar com seus privilégios – para não falar nos altos salários, que são totalmente fora da realidade brasileira. Será que o Judiciário se considera fora do “barco chamado Brasil”?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com 

Campinas

EM SÃO PAULO

Canudos e educação

Um vídeo de uma tartaruga resgatada no mar com um canudo na narina viralizou nas redes sociais. E em vez de criarem campanhas de educação para que não se jogue lixo (nas suas diversas formas) no mar, algumas cidades litorâneas no Brasil proibiram bares e restaurantes de fornecer canudos de plástico aos clientes. Agora São Paulo, que está a mais de cem quilômetros do litoral, resolveu entrar na onda e também proibir os canudinhos nos bares e restaurantes da cidade. Existe um limite em que as leis substituem a educação. Impedir que um cidadão tome suco de açaí com canudinho numa frutaria em São Paulo não vai resolver o problema do plástico e da morte da fauna marinha na costa brasileira. Educação vai. Mas legislar para melhorar a educação requer preparo e dá um trabalho...

OSCAR THOMPSON

OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Desaprovado

O Minhocão representa a mais importante via de ligação entre as zonas leste e oeste, serve também à zona sul da cidade. A mobilidade urbana é um dos maiores problemas da metrópole. Prefeito anterior estrangulou artérias viárias com ciclofaixas, introduziu ônibus articulados, reduziu a velocidade em vias expressas e turbinou a “indústria da multa”. Resultado, sofreu derrota fragorosa nas urnas. Político sobrevive de suas realizações, se não atende aos anseios da sociedade, está fadado ao fracasso. Minha decisão como cidadão, desde já: não dar o meu voto ao prefeito Bruno Covas caso se candidate à reeleição. 

JOSÉ ROBERTO VIEIRA

jrdsvieira@gmail.com

São Paulo

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“A popularidade do presidente da República é inversamente proporcional ao poder de influência do 01, do 02 e do 03”

FLÁVIO CESAR PIGARI / JALES, SOBRE O CLÃ BOLSONARO

flavio.pigari@gmail.com

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“Faltam palavras para definir o arcabouço de besteiras que são ditas por políticos sobre o tema Previdência, quando se inicia o debate de tema tão delicado em nosso país”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE A REFORMA

fransidoti@gmail.com

MILITARES NO GOVERNO

“Militares ocupam 100 cargos nos 2.º e 3.º escalões do governo” (“Estadão”, 3/3, primeira página). Entendo que o governo Jair Bolsonaro, ao indicar esses profissionais, responderá por eles, livre de tenebrosas e coercitivas injunções políticas. Seguramente, as nomeações têm o apoio da sofrida e indignada sociedade, que sempre manteve as Forças Armadas em alto índice de aprovação, entre tantas instituições. Muitas delas, insuportavelmente, corrompidas e tungadas pelos governos vermelhos. Sem dúvidas, os beligerantes discursos de praxe dos esquerdopatas de plantão irão a pique, feita a comparação com as ações dos sindicalistas pau mandados, que vinham ocupando os mesmos cargos em seus aparelhados governos. O recado foi dado em outubro passado. À rua os “profissionais de cabresto”, há mais de 20 anos operadores da corrupção governamental que faliu o Estado.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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EXPERIÊNCIA E COMPETÊNCIA

Se o presidente da República, Jair Bolsonaro, quer se cercar de militares experientes e competentes para ocuparem cargos no segundo e terceiro escalões, no intuito de vigiar com grande cuidado o dinheiro do contribuinte e expandir a máquina pública, é natural. Não se caracteriza como aparelhamento do Estado, como ocorreu nos 13 anos dos desgovernos anteriores, com os cargos preenchidos por sindicalistas e partidários inexpressivos do PT, que prejudicaram o desenvolvimento do País. O governo não deve fechar as portas para os civis que cumpram plenamente as condições que se exige responsabilidade e ética no trato da coisa pública.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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MIL MILITARES NO GOVERNO

Acho pouco. Deveriam ser mil, pelo menos, no primeiro ano do governo Bolsonaro.

Reynaldo Maciel reynaldomaciel50@gmail.com

São Paulo

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‘REPÚBLICA DA CASERNA’

Cabe consultar o deputado Elmar Nascimento sobre alguns pontos. Ele fez a afirmação de que “o governo está saindo de uma república de sindicato para uma república de caserna”. Ele fundamenta tal afirmação no fato de existirem em torno de 100 militares na atual estrutura governamental federal. 1) O que representam 100 militares no total dos componentes da estrutura?; 2) Ele compara a atual quantidade de militares contra a antiga quantidade de sindicalistas nas gestões PT. Por que ele não colocou os respectivos números?; 3) Ele é parte de um partido que tem três ministros, nenhum outro partido tem tal privilégio. Não chega de privilégios para ele e seu partido? Será ele defensor de privilégios para poucos?; 4) A sintonia do discurso dele com o discurso de Rodrigo Maia não nos entusiasma. Serão ambos defensores do antigo e corrompido “toma lá, dá cá”? 5) Ele argumenta que o projeto anticrime de Sérgio Moro fere a Constituição. Trata-se de total desinformação ou má intenção. Se fosse verdade o que ele afirma realmente teríamos de passar por uma PEC, mas a proposta do sr. Moro nem sequer exige PEC, ela pode ser tratada por lei regular, pois em nenhum momento confronta a Constituição. Estará ele interessado em defender bandidos?

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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A PRESIDÊNCIA DA VALE

Finalmente foi tomada uma decisão do conselho de administração da Vale após a tragédia de Brumadinho (MG): destituição o presidente da mineradora. Fábio Schvartsman desonrou a história dos setores de meio ambiente da empresa. Desde 1980, quando o então presidente Eliezer Batista criou o Grupo de Estudos e Assessoramento sobre Meio Ambiente (Geamam), formado por cientistas renomados e independentes, diretamente ligado à alta administração, a Vale atendeu às sugestões dos doutores e muitas ações ambientais foram implementadas nas áreas operacionais do sistema norte e sul, inclusive nas empresas coligadas e controladas. O atual demissionário presidente não apresentou a dignidade outrora investida no cargo: antigamente se elegiam as questões sociais e ambientais como prioridades, além da atividade principal que era exportar minério de ferro. As recentes administrações, que existiram durante a reestatização oculta da Vale do governo Dilma, abandonaram a política anterior e aconteceram as tragédias de Mariana e Brumadinho. Lamentamos a sobreposição da política nas decisões técnicas que orientaram as ações da empresa.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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IMPUNIDADE PARA OS PODEROSOS DA VALE

Tragédia que abalou o mundo, quando do rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que acaba de completar um mês. E entre mortos, feridos e desaparecidos, que já ultrapassam mais de 300 seres humanos tragados pela negligência e insensatez dos mandachuvas da Vale, que estão impunes. Além de causar danos incalculáveis ao meio ambiente, é sem dúvida constrangedor que nenhum dos mandachuvas da Vale tenha sido preso. Nem após as denúncias de que os diretores da Vale do Rio da amargura sabiam, desde 2017, que a barragem estava em perigo iminente de ruptura. Que vergonha!  

José Benigno josebenignojournalist@hotmail.com

Recife

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‘A VEZ DA VENEZUELA’

Fernando Henrique Cardoso pareceu extrapolar a sua parcialidade ao mencionar em sua coluna de domingo (3/3, A2), intitulada “A vez da Venezuela”, que desde José Sarney até Michel Temer houve certo consenso básico pelos interesses nacionais através da nossa diplomacia. Faz menção ao livro do embaixador Rubens Barbosa, notando que a diplomacia brasileira não deixou de se orientar pelo interesse nacional. No caso da Venezuela, questiona o atual governo brasileiro a respeito da insistência em “subordinar a política externa a uma ideologia, e não às realidades”, esquecendo de mencionar que durante os mais de 15 anos de governo do PT, a nossa política externa foi ditada quase que exclusivamente por interesses ideológicos, partidários e pessoais,  muito longe dos reais interesses do Brasil. Menciona que bom mesmo seria o Itamaraty voltar a ser coerente com sua tradição, ressaltando e criticando o autoritarismo na Venezuela. A que tradição o ex-presidente se refere? O que dizer das posições de nossa diplomacia em relação ao escancarado apoio aos governos ditatoriais da própria Venezuela, Cuba, Nicarágua, entre vários outros países ao redor do mundo, com destaque para a África, durante o governo do PT? Interessante que em menos de três meses do atual governo, o ex-presidente Fernando Henrique adota a tática da memória seletiva para opinar sobre assunto bastante delicado, temperando seu texto com críticas precipitadas e notadamente parciais. Esperava um pouco mais de dignidade de FHC.

Flavio Carlos Geraldo flavio@fg4mad.com.br

São Paulo

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ONDE ESTAVA?

Em seu último texto publicado, Fernando Henrique Cardoso (FHC) - “Estadão”, 3/3, A2 - indaga se o atual governo insistirá no descaminho de subordinar a política externa que está implantando, a uma ideologia e não às realidades. Sem querer polemizar em torno da interpretação deste aspecto do seu artigo e da conceituação fluída, no contexto da interação entre Estados soberanos, de “realidades”, cabe, por outro lado, perguntar por onde andava este cidadão durante a modelo diplomático de resultados, carregado de densidade ideológica, executado durante os quase quinze anos do período petista. Será que se achava ele no Brasil?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CHORORÔ

Está na hora de FHC se aposentar. Responsável principal pela subida de Lula ao poder, se mantém na postura de um Brasil tradicionalmente fraco e bonzinho (3/3, A2). Como sociólogo, não entende mais nada quando advoga o caminho da China contra o dos Estados Unidos. Acorde, FHC!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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ACERTANDO O PASSO

Os recentes acontecimentos gerados pelo Ministério das Relações Exteriores fariam do seu patrono Rui Barbosa uma tremenda galhofa, pois ou acertamos os passos ou então nossa diplomacia será apenas de subserviência.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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BRUNO COVAS NÃO CONHECE A CIDADE

O editorial de sábado (3/3) do “Estadão”, sob o título “Brincando com a cidade”, traduz exatamente a opinião do paulistano sobre o prefeito Bruno Covas. Ele simplesmente não conhece a cidade e a vem governando na base do que lhe deixou seu antecessor, o que, aliás, não foi nada bom. A ideia do prefeito descrita no editorial, de que vai construir um parque num trecho do Minhocão e, se não der certo, desmancha tudo e volta como era, para mim já é um caso de psiquiatria. A cidade está um lixo, com viadutos e pontes ameaçadas de desabar, a cada chuva caem mais árvores e o prefeito se preocupa em tentar enfeitar o aleijão arquitetônico que só poderia ter sido criado pelo ex-prefeito Maluf, um dos piores prefeitos desta cidade. Me parece muito mais uma obra para época de campanha do que um projeto racional. Para quem conhece a cidade, o atual prefeito está sendo um desastre em seus mínimos detalhes. O quadro efetivo de funcionários municipais na área de arquitetura e engenharia tem um número significativo de servidores capacitados para cuidarem das pontes e viadutos e se não o fizeram foram pelo fato de serem substituídos por empresas contratadas, o que, aliás, deveria ser investigado pelo Ministério Público. A entrega do Pacaembu, tombado pelos patrimônios históricos do Estado e do Município, inclusive para construírem dois espigões dentro do estádio é de uma ilegalidade despudorada.  Projetado pelo maior arquiteto que a cidade já teve, Ramos de Azevedo, em seu original era um magnífico anfiteatro, também desfigurado por Maluf. A cada temporal na cidade, um número cada vez maior de árvores desaba sobre os fios de energia elétrica. A imprensa chama a atenção para a falta de podas devido à queda da energia. Mas, o buraco é mais embaixo, pois as árvores desabam pela infestação de cupins e fata dos cuidados mais comezinhos. Portanto, seria muitíssimo mais barato, a prefeitura cuidar da saúde de árvores adultas, em lugar de inventar esse absurdo no Minhocão. Também acho que aquele mostrengo tem que ser demolido, mas para tanto, há de se elaborar um projeto criterioso, equacionando todas as variáveis que implicarão em sua demolição. Para isso existem a Arquitetura e a Engenharia. É lamentável que justo o neto do engenheiro e ex-prefeito Mário Covas e esteja fazendo uma administração tão errática.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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‘BRINCANDO COM A CIDADE’

De fato, soa como brincadeira de mau gosto a declaração do prefeito Bruno Covas sobre a desativação do Minhocão. A cidade está suja, esburacada, trânsito caótico e com árvores ameaçando cair - entre outras mazelas -, e o sr. prefeito, mal orientado e sem noção de prioridades, trata questões de interesse público como se a cidade, como dito, pudesse ser transformada em campo de experiência.

Alvaro Augusto Fonseca de Arruda alvaro.arruda@uol.com.br

São Paulo

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VERGONHA

Parece que os gênios tupiniquins estão querendo copiar o Highline Park de Nova York. Não à toa os hermanos nos tratam como macacos. Abaixo o Minhocão. Prefeito Covas, existe uma favela em plena calçada na Radial Leste na altura da Rua do Hipódromo e também embaixo do viaduto da Rua Piratininga, já faz tempo. É uma vergonha a falta de enfrentamento e correções dessas mazelas em nossa outrora bucólica São Paulo.

A.Rondina rondina.a@hotmail.com

São Paulo

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QUATRO FATOS, UMA DECISÃO E UMA PERGUNTA

Fatos: 1) o Minhocão representa a mais importante via de ligação entre a zona leste e a zona oeste, servindo também à zona sul da cidade. 2) Mobilidade urbana é um dos maiores problemas da Metrópole. 3) Prefeito anterior estrangulou artérias viárias com ciclofaixas, introduziu ônibus articulados, reduziu a velocidade em vias expressas e turbinou a “indústria da multa”; como resultado, levou uma derrota fragorosa nas urnas. 4) Político sobrevive de suas realizações; se não atende aos anseios da sociedade, está fadado ao fracasso. Decisão: diante destes fatos, minha decisão como cidadão: não dar meu voto, sob nenhuma hipótese, ao prefeito Bruno Covas, caso ele se candidate à reeleição. Pergunta: não cabe um referendo?

José Roberto dos Santos Vieira jrdsvieira@gmail.com

São Paulo

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O BIDÊ E O MINHOCÃO

Visitando uma amiga, deparei-me com uma solução deveras criativa em seu banheiro: era o bidê repleto de vasinhos de plantas variadas. Ficou bom, enfeitou mesmo. Ao elogiar, a amiga disse ter sido uma necessidade, o bidê está para desabar, é necessária obra de sustentação, a parte hidráulica está corroída, a elétrica está em curto e, além de tudo e obviamente, existe o chuveiro para substituir. Perguntei, então, por que ela não o retirou. A resposta foi o problema quanto aos danos causados no piso, teria de refazer o banheiro todo. Comecei a rir, pois me veio à cabeça o Minhocão. Mas há aí duas diferenças: a primeira é que as violetinhas são baratas, enquanto o jardim do prefeito vai jogar no lixo milhões do suado dinheiro dos paulistanos; e o segundo é que, ao não providenciar alternativas, ele vai nos deixar sem ter onde lavar as partes.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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BLOCO DOS IMBATÍVEIS

O bloco dos politicamente corretos arrebata multidões na folia de Brasília. Ganha entusiasmados adeptos em todos os carnavais. As fantasias são originais e feitas com esmero. As mais chiques e aplaudidas mostram foliões que desconhecem a importância de dar a seta, toda vez que o motorista for mudar de faixa; dos que fazem atalhos nos jardins e gramados; dos porcalhões que não recolhem a sujeira dos cachorros; dos que queimam lixo no fundo do quintal; dos que desrespeitam vagas dos idosos e deficientes físicos; dos que dirigem (?) fumando, digitando, lanchando ou falando no celular; dos que atravancam o trânsito nas comerciais, parando nas pontas dos retornos; dos que colam na traseira dos carros. Uma graça. Todo carnaval os notáveis corretos dão um show de exemplos edificantes na vida diária. Purpurinas neles.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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CARNAVAL EM PINHEIROS

Simão Álvares com Sebastião Velho acabou em violência. Depoimento de uma das minhas funcionárias (eu estava indo em direção ao plantão das Associações na Henrique Schaumann): “Tava tudo bem, do nada passou um grupo com os moleques com madeira e objetos que machucam, o pessoal só foi gritando é ‘arrastão’e todo mundo fechou, a polícia avisou que poderíamos abrir de novo os clientes foram embora. Desta vez eles acabaram com o bairro! Nunca vi uma coisa dessa acontecer, tem mais bandido no bairro do que polícia”. Amanhã (quarta-feira de Cinzas) não abriremos. Com certeza não valerá a pena. E nem poderia exigir isso das minhas funcionárias. Elas merecem esta pausa.

Veronica Bilyk veronicabilyk@gmail.com

São Paulo

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DA FESTA À LABUTA

O brasileiro em geral está comemorando o carnaval cada vez com novo comportamento e criatividade (frequência, fantasia...). Pena que o mesmo não é seguido no lado profissional, em que parcela da população está desempregada por falta de formação ou conhecimento, no que geralmente, além de capacidade, não tem criatividade e dedicação. Essa mudança de cultura da festiva para a profissional com certeza traria mais condições e redução do emprego.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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FAZENDO AS CONTAS

Vejo publicações que mencionam aumento de arrecadação de R$ 2 bilhões em determinado Estado com o turismo do carnaval. Isso ocorre em quatro dias. Esquecem-se de que a ao longo do tempo a transmissão de doenças sexuais e outras de ordem infecciosa, os gastos para os hospitais advindos da violência, acidentes e afins, o aumento do consumo de drogas e todas as suas implicações para a sociedade resultam num passivo de pelo menos o dobro dessa arrecadação.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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A VOZ DA RAZÃO

Ah, essa sensação que não passa, de que o Brasil precisa mais do que carnaval e futebol.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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