Fórum dos Leitores

.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2019 | 03h00

ACABOU A FOLIA

Por uma nova cultura política

Depois do carnaval o País começa a andar, diz a tradição. Este ano, com um novo panorama político, espera-se que ande com renovado vigor. As últimas eleições trouxeram um sopro de esperança de que a vergonhosa cultura política do Brasil poderia transformar-se em algo melhor. Houve uma grande renovação e seguramente o Brasil precisa de gente nova na política. Gente com pelo menos uma pitada de idealismo e senso comunitário. Pessoas que realmente façam a representação dos interesses do povo. As velhas raposas, que olham prioritariamente para os próprios interesses, não vão fazer o País evoluir e sair do marasmo atual. Haverá uma batalha entre a velha e a nova política, porém, por enquanto, é uma luta desigual, pois os calouros ainda estão aprendendo. Esperamos que depois de dois meses de aprendizado os novatos já possam reduzir a quantidade de erros. Transparência é uma necessidade dos novos tempos, porém, se misturada com ingenuidade e açodamento, acaba sendo contraproducente. Com tantos erros de comunicação e estratégia, os novatos estão dando a oportunidade que seus opositores precisam para bloquear qualquer boa iniciativa. Se os representantes da nova política quiserem ter sucesso, vão precisar de união, profunda reflexão, planos estratégicos abrangentes e, principalmente, uma comunicação bem organizada.

MANOEL LOYOLA E SILVA

magusfe@onda.com.br

Curitiba

GOVERNO BOLSONARO

Tuitadas

Dei meu voto ao presidente Jair Bolsonaro esperando uma mudança positiva para o nosso país e também como uma forma definitiva de colocarmos o PT nas sombras. Porém, a cada dia que vai às redes sociais com assuntos de pouca importância para o País, esquecendo que não cabe a um presidente da República se comunicar com quem o elegeu via Twitter, mais se acende a minha decepção. Além do mais, os assuntos pouco recomendáveis ultimamente abordados estão servindo tão somente para ressuscitar o PT.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Chega de redes sociais

O presidente Bolsonaro conquistou o reconhecimento dos brasileiros quando, com seus métodos, livrou o País de uma organização criminosa que, a exemplo da Venezuela, pretendia perpetuar-se no poder. Agora é governar. De preferência com a sobriedade dos seus generais e transmitindo apoio irrestrito às reformas conduzidas pela competência e integridade dos ministros Paulo Guedes, da Economia, e Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública. Se deixá-los trabalhar, o povo só tem a agradecer e continuar a apoiar seu comandante. Mas sem palhaçada!

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

São Paulo

Acorde, presidente

Pouco importam as mensagens publicadas nas redes sociais pelo presidente Jair Bolsonaro. Importante mesmo é resolver os sérios problemas do País. Vale lembrar que o número de desempregados continua muito elevado. O Brasil precisa crescer, progredir, e para isso os investidores precisam acreditar no presidente e na sua equipe, que até agora nada fizeram. O tempo está passando e só observamos fofocas. Enquanto os doentes ficam aguardando vagas nos hospitais públicos e as crianças ficam pedindo dinheiro nos sinais de trânsito, Bolsonaro e sua turma estão curtindo os palácios de Brasília, gastando dinheiro público, utilizando os ilimitados cartões de crédito. É simplesmente vergonhoso!

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Ainda é tempo

Ainda é tempo de o presidente Bolsonaro colocar a máquina nos trilhos. Primeiro, precisa parar de falar bobagens, de tuitar boçalidades em redes sociais, descer do palanque e assumir o posto para o qual foi eleito, pôr os seus filhos nos devidos lugares para os quais foram eleitos, senão correremos seriamente o risco de seu governo ser sucedido por, digamos, uma junta militar. Afinal de contas, será que os políticos são todos iguais mesmo? Só mudam de endereço?

ARNALDO LUIZ DE OLIVEIRA FILHO

arluolf@hotmail.com

Itapeva

‘Incivilidade política’

Sobre o artigo Incivilidade política (7/3, A2), o professor José Antonio Segatto tenta explicar as razões de Jair Bolsonaro ter sido eleito presidente. Ao menos para mim, que votei nele no segundo turno, a razão foi óbvia: era ele ou o PT. Simples assim.

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

Falta de senso crítico

O professor José Antonio Segatto aborda os vários motivos do “leite derramado”, mas, a meu ver, faltou alguma profundidade. O que vimos em 2018 foi a falta de representatividade de excelentes candidatos e a polarização entre o que representava a mesmice e o que sobrou. Na verdade, falta aprofundar a análise sobre o porquê de ter-se produzido essa situação. Permitam que apresente minha opinião. A origem está na falta (e faltou) de uma real oposição, veemente, dos partidos ditos de centro-esquerda, àquele descalabro que se instalou no País e já era visível para o povo por ocasião do mensalão. Mesmo agora, depois de tudo o que aconteceu na última eleição, continua a subserviência explícita de partidos de esquerda ao Partido dos Trabalhadores. Aos olhos de número expressivo de pessoas ditas progressistas, não houve nenhum crime no mensalão, nas obras coligadas do apartamento no Guarujá e do sítio em Atibaia. Afinal, nada estava no nome de Lula da Silva... Falta a essas pessoas o senso crítico que não faltou ao povo nas eleições de outubro de 2018.

NELSON MATTIOLI LEITE

nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

BOLIVARIANOS

Maduro só piora

O jornalista alemão Billy Six está preso há quase quatro meses na Venezuela e há um mês iniciou greve de fome. Nicolás Maduro conseguiu piorar a situação com a expulsão do embaixador da Alemanha. A decisão de prender e expulsar um jornalista americano só agrava a situação. Aguardemos a manifestação prevista para amanhã, novo round no confronto político de Juan Guaidó contra a ditadura.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Epílogo

O “filme” de Nicolás Maduro está queimando. Só não dá para saber ainda a altura das chamas.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


TIRO NO PÉ


Chegou ao conhecimento do presidente Jair Bolsonaro um vídeo com um ato obsceno praticado durante o carnaval. O presidente resolveu postar a cena em seu Twitter particular. Redigiu a mensagem pedindo a seus seguidores que comentassem e tirassem suas conclusões, releu e apertou a tecla “enviar”. O presidente não necessitará ser internado num hospital para tratar do grave ferimento provocado por este ato, mas vai mancar por muito tempo até se recuperar do tiro que deu no próprio pé. 


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


*

PEDIDO DE IMPEACHMENT


Um dos autores do pedido de impeachment que culminou na cassação da presidente Dilma Rousseff (PT), o jurista Miguel Reale Jr., avalia que a publicação de um vídeo obsceno de “golden shower” pelo presidente Jair Messias Bolsonaro justifica abertura de um pedido de impeachment. Sugiro que o presidente Bolsonaro fique ligeiro e nunca se esqueça de que em boca calada não entra mosquito.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


*

O TUÍTE DE BOLSONARO


Agora sabemos por que passou cinco mandatos sem apresentar um projeto sequer, não tem nada na cabeça...


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


*

O PRESIDENTE NO TWITTER


Depois desta do carnaval, a pergunta que não quer calar: quando será que o presidente Jair Bolsonaro deixará de twittar e começará a governar?


Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri


*

URGÊNCIA


Mais importante que manter fuxicos nas redes sociais é apresentar soluções para nossos grandes problemas.


José Carlos de C. Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro


*

INFANTIL


O presidente Jair Bolsonaro, já conhecido como “o infantil rei do Twitter”, está dando o que falar. Perde tempo em responder postagens daqueles que nada têm para fazer, igualando-se a eles. Na verdade, em pleno exercício do mandato, Bolsonaro se perde nestas comezinhas atitudes, deixando de lado suas obrigações para com o País. Seus eleitores estão de cabelos em pé com suas “tuitagens”. Agora está explicado o porquê das constantes interferências de seus filhos em seu governo, onde ele faz ouvido de mercador. Minha nossa!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

SEM SERVIÇO?


Caro sr. presidente, o senhor está sem nada para fazer? Deve ser por isso que vem se preocupando com um vídeo de carnaval... Se estiver precisando de ajuda para arrumar uma ocupação, nós, aqui, podemos fazer uma listinha indicando por onde começar as tarefas. Que tal?


Beatriz Garcia Lemos biaglemos@gmail.com

São José do Rio Preto


*

A EQUIPE SURTOU


Amadorismo em arte é terrível e assustador. A pomposa Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República surtou. Perdeu o rumo. Confunde alhos com bugalhos. Na tentativa de livrar a cara de Jair Bolsonaro pela divulgação do vídeo medonho, argumenta que o chefe da Nação é “homem do povo” com a mesma opinião do “grande eleitorado”, que também elegeu os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor. Jânio não está mais entre nós. Não pode mais se defender de coices e sandices. Recordo, porém, que Collor de Mello, como presidente da República, jamais divulgou vídeos indecorosos e pornográficos. Corria destacando frases otimistas nas camisetas, jogava futebol, andava de jet-ski, treinava judô, recebia populares na Casa da Dinda e subia a rampa do Palácio do Planalto com crianças.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


*

NUVEM DE FUMAÇA


O vídeo postado pelo presidente da República em sua conta pessoal, tido como pornográfico pelos santarrões de plantão, apenas mostrou aquilo que pode acontecer quando a bebida e as drogas são consumidas por pessoas que, a pretexto de diversão sadia, fazem do carnaval  um acontecimento deprimente. Ao invés de procurar uma maneira de coibir esses excessos com campanhas educativas, veiculadas por todas as modalidades de mídia, mostrando a possibilidade de comemorações responsáveis, ataca-se quem tem a coragem de tocar a ferida. Apareceram até ditos “juristas” que propugnam o impeachment presidencial, mas que nada fizeram a respeito quando do governo de certa “jararaca”, agora felizmente engaiolada. Toda esta celeuma ridícula está servindo apenas como “nuvem de fumaça” para desviar a discussão daquilo que realmente importa, como a reforma da Previdência e a legislação anticrime. Aliás, este filme é velho, pois já o exibiram à saciedade durante o governo Temer!


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


*

MEMÓRIA CURTA E SELETIVA


Que o presidente atual é curto e grosso não há dúvida, mas queria  entender o “mimimi” com relação à última postagem dele mostrando cena abjeta, que pode rolar em qualquer evento e até mesmo no metrô, tal o nível de degradação a que chegamos. Quando os jornais estamparam a foto de uma “senhora” defecando em público sobre foto do atual presidente, houve quem justificasse dizendo ser uma “performance”. E as fotos e vídeos de certo “espetáculo” mostrando homens pelados se arrastando de quatro, uns atrás dos outros, tudo bem? E quanto à programação de certo canal expondo as crianças à sugestão de sexo adolescente, ao invés de incentivá-las à leitura, é correto, producente? Que memória curta e seletiva é esta que faz com que nada tenha sido dito ou criticado, por exemplo, nas tantas vezes em que o atual inquilino da Polícia Federal de Curitiba chamou as “cumpanheras” do “grelo duro”, ou que “acertou” a esposa de primeira quando a engravidou – ou o que dizer da entrevista à “Playboy” em que falava de sexo com animais? Sem contar as palavras chulas em discursos causando embaraço aos intérpretes. Aí tudo bem? Por favor, chega de tanta hipocrisia!


Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul


*

BOA INTENÇÃO


Não vou defender nem entrar no mérito da questão, mas existem coisas piores, como certas novelas e um certo programa de uma rede de televisão. Além da famosa “exposição de arte” em que crianças tocavam um homem nu. Creio que o presidente poderia ter sido menos radical, mas a intenção em si era boa. Todos criticam, mas a grande maioria das pessoas não gostaria de ver seus filho e filhas nessa situação. A mídia é estranha, defende certas coisas com a fala de não censurar, mas quer censurar o que o presidente postou. Sejam coerentes.


Marcos de Carvalho Costa marcos.50@uol.com.br

Sarapuí


*

A OBSCENIDADE DO CARNAVAL


A sociedade, farta da hipocrisia e da espoliação corrupta do fruto de seu trabalho, elegeu para o governo do País um regime de direita, com candidato aberto, simples e direto. Porém décadas de socialismo moldaram a mentalidade brasileira e agora o cidadão sente falta da hipocrisia passada, e reclama – não da obscenidade explícita do carnaval em si, mas da exposição do mal pelo presidente da República. Incomoda encarar a realidade. A hipocrisia está entranhada na mentalidade nacional.


Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito


*

BOLA FORA


Em princípio, o que mais desconcerta na tuitada pessoal do presidente Bolsonaro sobre carnaval é a sua desnecessidade. Embates carnavalescos ou “instrutivos”, como queiram, deveriam abranger contextos plurais, avessos à generalização.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


*

ESCUDO ANTICRÍTICAS


O presidente Bolsonaro herdou de Lula e Dilma o escudo anticríticas: ele pode fazer o que quiser e será ferozmente defendido pelos seus pares. A barbaridade sem precedentes que o presidente da República publicou em suas redes sociais é motivo até para um processo de impeachment, mas os defensores do presidente se apressam em defendê-lo, incapazes sequer de uma palavra de repreensão. Se Bolsonaro continuar assim, é melhor o Brasil já ir se acostumando com a ideia de ser governado pelo general Mourão.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

O QUE SOBROU DESTE ESCOMBRO


Não adianta dourar a pílula, Bolsonaro não tem jeito! Depois de ter publicado vídeos obscenos para provar que carnaval é todo ele assim, os que ainda não estão cegos pelo fanatismo hão de se perguntar como pode um presidente atacar a mais popular de todas as festas brasileiras. As mais democráticas e tradicionais expressões culturais de um povo. Claro que estas cenas ocorrem. Mas ocorrem só nos carnavais? E nas baladas e nos shows com públicos enormes? Seria o mesmo dizer que não há amor erotizado verdadeiro porque existe pornografia para dar e vender desde que a humanidade se desenvolveu como tal. Queimemos, então, milhares de obras de arte de períodos em que a sexualidade não encontrava os freios advindos da era vitoriana. Acabemos com tudo o que o império romano construiu, bem como a arte grega. Ali, a homossexualidade grassava solta e os bacanais faziam parte do contexto. No entanto, foi um período de grande produção intelectual, que permanece viva até os dias de hoje. Não estou fazendo apologia da obscenidade. O que quero dizer é que se tenha a honestidade suficiente para confessar que o que de fato  irritou profundamente o presidente que governa via Twitter foi que neste carnaval muitos blocos expressaram democraticamente críticas a ele que o pegaram de surpresa, já que Bolsonaro fantasia que o contingente de seus apoiadores incondicionais é uma unanimidade, quando na verdade se resume a uma pequena parcela da população que não larga o osso porque não quer se defrontar com a vacuidade de ideias e valores que permeia a família presidencial – pai e filhos chamados por números. Bem, mas algo se salva no que sobrou deste escombro: a equipe econômica chefiada por Paulo Guedes, que luta pela mãe de todas as reformas, a da Previdência, e também de outras necessárias, e a perceptível unidade, integração, visão estratégica e capacidade de articulação da equipe de militares que cerca o presidente, cujo porta-voz qualificado para representá-los é o vice, Hamilton Mourão, que tem demonstrado ser um oásis de sensatez e experiência. E assim vamos tocando o barco até quando for possível.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


*

‘CONSTITUIÇÃO E PREVIDÊNCIA’


“Constituição e Previdência” é o melhor editorial do “Estadão” dos últimos tempos (3/3, A3). Quem sabe o nosso querido jornal estimula um movimento cívico em que a população exija que a Carta Magna seja a guardiã de nossos valores e ideias perenes que represente a todos, e não de decisões passageiras e pessoais como a idade mínima para a aposentadoria e outras que devem sair da Constituição e entrar para o âmbito das leis complementares?


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


*

REFORMA CONSTITUCIONAL


Em princípio, parece-me correta a opinião do “Estadão” em relação a retirar da Constituição as diretrizes legais superiores da Previdência Social (3/3, A3). Só que, a tocar neste assunto, muitos outros pontos da vida econômica e social – a comparar com outros países – deveriam igualmente deixar de ser detalhados na Lei Magna. Seria preciso, portanto, uma reforma constitucional, coisa que poucos recomendam a estas alturas. O ponto que logo salta à vista no momento, em relação à Previdência, seria a garantia do poder de compra da moeda das aposentadorias, que deveria ser preservado de maneira insofismável. Todos sabemos que o Brasil não tem histórico de moeda forte e que quem se aposentou com valores razoáveis no passado hoje já chegou ao piso de um salário mínimo mensal. E parece que realmente – na prática – a política dos últimos anos, exceto a dos governos petistas, foi reduzir as aposentadorias do Sistema Geral do INSS ao salário mínimo. Quem diz que o valor pode chegar a mais de R$ 5 mil por mês (o teto) deveria saber que ele é inatingível. E um valor teórico.


Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo


*

DIFÍCIL SOBREVIVÊNCIA


Minha aposentadoria deve ser paga todo dia 2 de cada mês. Segundo a lei, é o segundo dia útil de cada mês. Por que, sendo o segundo dia útil de cada mês, só recebi no dia 7 de março, se o segundo dia útil de março foi dia 4? Infelizmente, os aposentados a cada dia que passa estão sem condições de sobreviver. Quero esclarecer também que fui muito prejudicado com o rendimento  pago atualmente pela Previdência: trabalhei durante 44 anos e sempre cumpri com minhas obrigações. Hoje recebo míseros reais, sendo que o que paguei ao INSS a mais, segundo eles, nunca me foi devolvido.


Domingos Spósito annacsposito@aol.com

São Paulo


*

QUE IDEIA INFELIZ


O quinto (5.º) dia útil do mês de março, dia 8/3, foi “prorrogado” para o sétimo (7.º) dia (12/3). Quem teve e$$a infeliz ideia? Os aposentados que recebem a aposentadoria no quinto dia útil vão ter de  arcar com “juros e multas” pelo atraso no pagamento das contas de consumo, água, luz, telefone, IPTU e outros títulos que vencem até o quinto (5.º) dia útil... Por quê? Que absurdo! Ou é para confirmar que a “Previdência” está muito mal, mal mesmo? Culpa dos políticos e servidores com superssalários, que recebem polpudas aposentadorias em detrimento daqueles que contribuem para se aposentar. O que aconteceu? Até quando passaremos por mais “e$$a vergonha”?


Luiz Fernando Dias da Silva lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo


*

BÔNUS OU TROCA?


Para garantir a aprovação da reforma da Previdência no Congresso, o Palácio do Planalto concederá bônus aos parlamentares novatos, a serem usados para a conclusão de obras e para ações e serviços em saúde e educação. Representantes do governo dizem que isso não significa a velha política do “toma lá, dá cá”. Neste momento, a reforma da Previdência está acima de tudo e deveria estar acima de todos, incluindo os congressistas, mas não é o que parece. Se estes bônus forem realmente aplicados em boas intenções, é um louvável atenuante. Mas que continua sendo política de troca, continua.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

AXÉ


Para um parlamentar novato entender de fato o que é necessário para o País, basta ele se inteirar da situação caótica em que o Brasil se encontra. Agora, um axé de R$ 5 milhões para a sua “base” só servirá para contaminar um organismo ainda novo, uma ajuda mascarada, com segundas intenções.


Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos


*

REFORMA DE ATITUDES


A reforma mais importante, que está acontecendo, é a das atitudes. Não se tolera mais a corrupção, nem os privilégios inaceitáveis de políticos, servidores e de juízes. Apenas porque a situação – as circunstâncias – mudou com a exclusão do PT não só do poder, mas da cena política, a cada dia mais práticas absurdas dos governos petistas vêm à luz do dia. Não ter negociado com políticos a formação do ministério significa uma quebra de paradigmas. O verdadeiro Brasil emergirá, mesmo que alguns não queiram


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


*

A PREVIDÊNCIA DO JUDICIÁRIO


O Judiciário é a mais forte corporação da República, particularmente os magistrados, protegidos pelas suas garantias institucionais – vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade dos vencimentos –, ampliadas pelo exercício da legislatura em que o poder respectivo é omisso. Conseguiram os juízes muitas vantagens dos governos anteriores, até que, no limite da legalidade, empunhando sobre a cabeça dos congressistas a sua espada de Dâmocles, trocaram um polpudo aumento salarial por um “direito não adquirido”, o auxílio-moradia, que por meio de chicanas lutam para manter. Agora vem a Previdência geral e irrestrita, e esta gente não dá um pio? Cá comigo, acho que matei a charada: toda esta turma, apesar do teto astronômico dos vencimentos, ultrapassa o seu valor e tem ou terá de dispensar o que estiver acima do teto. Na prática, os novos e mais altos descontos previdenciários do Judiciário (quem ganha mais paga mais!) recairão, no fim das contas, sobre aquilo que já não recebem, o sobreteto. E, assim, fingem aceitar pagar o plus que de fato não vão pagar. Muito simples.


Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador


*

A CASA DOS AMIGOS


A Operação Lava Jato pediu a suspeição do ministro Gilmar Mendes em razão de tenebrosas e maliciosas ligações com os ex-ministros Aloysio Nunes e Raul Jungmann, às vésperas do habeas corpus concedido ao criminoso Paulo Preto, operador de propinas do PSDB, recentemente condenado apesar dos “feitiços” dos padrinhos. Alô, senhora procuradora-geral da República, Raquel Dodge! Nada a peticionar sobre a suspeição com os amigos Aécio Neves, Jacob Barata, Wesley e Joesley Batista “et caterva”? Diante das imorais posturas protetoras a bandidos endinheirados afilhados de Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e que tais, e do covarde e inconcebível silêncio formal da Corte Suprema em face de indecentes decisões monocráticas que viraram lugar-comum nos gabinetes, que tal uma emenda constitucional para redefinir o STF como Suspeitíssimo Tribunal Federal, a Ca$a do$ amigo$?


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


*

‘SENHOR DOS ESCRAVOS’


“Nosso casuídico é f...” – frase de Aloysio Nunes ao telefone com Raul Jungmann para definir Gilmar Mendes pelo desfecho que deu ao caso Paulo Preto e que podia resultar na prescrição da pena. Resposta de Raul Jungmann: “Senhor dos escravos”. Não por acaso, o Ministério Público Federal quer tirar Gilmar Mendes de casos que envolvam Paulo Preto e Aloysio Nunes. Dedução: os escravos somos nós?


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


*

CHEGA!


O que mais falta para o ministro do STF Gilmar Mendes perder a reputação ilibada?


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


*

MINISTRO SOB SUSPEITA


Então quer dizer que a Lava Jato interceptou contatos entre Aloysio Nunes (investigado pela Lava Jato) e Gilmar Mendes (juiz do STF) em que o advogado de Nunes comemora soltura de Paulo Preto com um inusitado “nosso causídico é f...”, em referência ao ministro Gilmar Mendes? Como se não bastasse, ainda completou: “(É o) senhor dos escravos”. Isso é motivo para a Procuradoria-Geral da República (PGR) não só pedir a suspeição do ministro, mas também para denunciá-lo por crime! Fica a dúvida: será que a expressão “senhor de escravos” pode ser interpretada como todos aqueles que tinham dívidas com a Casa Grande (Lava Jato), mas foram libertados da Senzala (PF de Curitiba) pelo causídico que também atende como ministro do STF?


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


*

ATENÇÃO


Gilmar, Aloysio e Paulo Vieira Souza, vulgo Paulo Preto, convivas dentro do governo FHC. Não se trata de algo a que, além do MP, a imprensa deveria se dedicar e investigar? Num país que se mostra disposto a ser passado a limpo, nada mais desejável. Ou necessário?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


*

ACABOU A MOLEZA


Conforme manchete do “Estadão” de segunda-feira (5/3), “arrecadação do imposto sindical cai 90% após reforma trabalhista”, fazendo desta forma com que os sindicatos “patronais” e de “trabalhadores” tenham de cortar custos em geral como viagens, festas, mordomias e até mexer nos cabides de emprego que mantinham à custa dos trabalhadores. Porém, com certeza, a maior preocupação não com fazer tais cortes, mas, sim, com o fato de eles terem de procurar um trabalho para ganhar dinheiro como vinham ganhando no mole até hoje, né não? A moleza acabou!


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


*

$INDICATO$


Segundo dados oficiais, o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical tanto para organizações patronais como trabalhistas provocou vertiginosa queda de quase 90% (!) na arrecadação do imposto que assumiu caráter facultativo. Em 2018, primeiro ano da reforma trabalhista, duas imponentes e poderosas entidades do empresariado viram seus faturamentos despencarem ladeira abaixo: na Fecomercio, de R$ 29,3 milhões para R$ 7,5 milhões, e na Fiesp, de R$ 16,9 milhões para apenas R$ 3,4 milhões. Nos sindicatos de trabalhadores, o impacto foi ainda maior, uma queda de R$ 2,24 bilhões para R$ 207,6 milhões. A partir de agora, a outrora bilionária indústria dos sindicatos, muitos deles com atuação importante e correta, terá de se recriar e reorganizar para sobreviver da contribuição voluntária, por boleto bancário e assinatura do contribuinte. Imposto sindical, quem te viu, quem te vê...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

NO CAMINHO CERTO


“Governo edita MP para reforçar caráter facultativo da contribuição sindical” (“Estadão”, 3/3). Uma das medidas mais necessárias para os sindicatos voltarem a ser entidades trabalhistas, e não braços da ECPO (entidade criminosa politicamente organizada) PT, para fins políticos, foi o término da exigência do imposto sindical, que deve ser voluntário e pessoal. Os sindicatos tentaram subterfúgios, mas a Medida Provisória (MP) 873 colocou as coisas no lugar. Haverá muita grita no Congresso pelos abutres e harpias do PT & puxadinhos contra sua conversão em lei, mas será debalde.                       


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


*

MP 873


O presidente da República promulga mais uma norma contra o sindicalismo brasileiro: a determinação para que as contribuições sindicais ou outras como assistenciais ou contributivas sejam feitas por boletos. Isso merece a seguinte consideração: o sindicalismo tem os endereços dos trabalhadores que são associados, mas as deliberações são tomadas em assembleias sem restrições e os acordos coletivos anuais nas datas-base são estendidos a todos os representados. Logo, se faz necessária alguma retribuição, como as contribuições aprovadas, para que os empregadores façam o desconto dos valores que forem aprovados nas assembleias.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


*

NADA DURA PARA SEMPRE


O desespero das centrais sindicais com a necessária e oportuna reforma trabalhista de Michel Temer e, agora, com a MP de Bolsonaro que dificulta ainda mais a famigerada contribuição sindical, combustível que permitia a vida nababesca de sindicalistas, empregos para apaniguados, shows artísticos, sorteios de carros e apartamentos e, principalmente, greves que paralisavam indústrias, bancos e escolas durante dias e que tinham apenas o objetivo de eleger e de manter no poder integrantes dos partidos satélites do PT. Durante os governos petistas os sindicatos voaram em céu de brigadeiro; agora, estão enfrentando turbulência. Nada é para sempre!


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


*

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL


Liberdade, diálogo democrático e livre negociação os sindicatos sempre tiveram (que são muitos e talvez isso cause pouca arrecadação). Só não estão acostumados, a meu ver, com as mudanças, e estão estranhando. Como a lei obrigava (quase intimava) os trabalhadores a contribuírem, ficava muito mais fácil, cômodo e confortável. Agora, terão de se adaptar às novas regras livres e com liberdades para negociarem democraticamente com os trabalhadores.


Jaime E. Sanches jaime@carboroil.com.br

São Paulo


*

AVANÇO PARA OS TRABALHADORES


Quando era sindicalista, Lula pregava a extinção do imposto sindical compulsório, um dia de trabalho por ano de trabalhador formal, chamando-o de “herança maldita de Vargas”, mas assim que a assumiu a Presidência deixou de lado a promessa e ainda vetou a fiscalização das contas das entidades sindicais pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Diante de cenário altamente liberado, o número de sindicatos no Brasil chegou a mais de 16 mil – nos Estados Unidos existem 130; na Argentina, 91; no Reino Unido, 168; e 16 na Alemanha. Nos países mais industrializados, os sindicatos e associações de trabalhadores têm vida própria e o trabalhador é quem decide se filiar ou não às entidades. A reforma trabalhista do governo Michel Temer e a recente edição da Medida Provisória 873 do governo Bolsonaro, segundo a qual o pagamento agora deverá ser feito por boleto bancário, sem dúvida reforçam  o caráter facultativo do imposto que os sindicalistas simplesmente chamavam de “contribuição trabalhista”. Para um país que paga mais de 36% de impostos do PIB, as mudanças atuais na área sindical são um avanço e tanto para os trabalhadores, que agora poderão decidir se querem ou não se filiar a essas entidades. Valeu!


Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas


*

A AGONIA DO PELEGUISMO


O desafio dos sindicatos (6/3, A3) vai muito além: com o comunismo, os sindicatos se tornaram uma gangue de pelegos sustentada por políticos todos comunistas. O que está acontecendo é a agonia do comunismo e, com ele, o peleguismo sindical.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


*

‘OS DESAFIOS DOS SINDICATOS’


Uma dica aos sindicalistas: não adianta se lamentar, embora acostumados com as tetas do governo, agora, meus caros, a fonte secou. O que lhes resta fazer é trabalhar, produzir. Acabou a mamata de receber sem nada dar em troca. Nós, os trabalhadores, nos cansamos de sustentá-los. Agora, virem-se nos 30.


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


*

VÃO TRABALHAR!


Os sindicatos devem existir, mas em menor número. Devem se associar e acabar a farra do levar grana no mole e na boa. Aliás, a CUT sempre teve tanta grana que patrocinava greves da Apeoesp, manifestações do MTST, do MST e do nobre João Pedro Stédile e seu “exército” de vândalos. O presidente da CUT, o nobre sr. Wagner, adora usar camisas Lacoste, comer um belo filé e uma grande lagosta. Agora, tem de cair na real, afinal de contas operários que ganham quase nada ainda terem de ajudar esta turma e seus milhares de “cumpanheiros” é, no mínimo, falta de vergonha na cara. Que se virem nos 30 e vão todos trabalhar, algo que milhões de brasileiros fazem todos os dias, até mesmo no carnaval.


Marieta Barugo  mbarugo@bol.com.br

São Paulo


*

MPF E DEFENSORIA


A propósito de gastos desnecessários em órgãos do Estado, o Ministério Público mantém em sua estrutura uma função totalmente excrescente, na qual aloca, no País todo, milhares de integrantes, com gabinetes, assessorias e estagiários, a um custo sem nenhum benefício: é a tal função “custos legis”, da qual se pretende extrair fiscalização da lei. Ora, que tome juízo e fiscalize-se a si próprio. E  livre o contribuinte de carregar essa desnecessidade, porque fiscalizar a lei é atividade que não se justifica mais nos dias de hoje.


Leonel Cunha leonelcunha@icloud.com

Curitiba


*

BLOCOS CARNAVALESCOS


O carnaval paulistano, pós-petelulismo e na era dos “jovens prefeitos” malandrinhos da hora (Haddad, Doria, Covas Neto), transformou-se na “completa tradução” pós-moderna de um desvairado fenômeno. Em sua coluna de 6/3, “A volta da rotina” (página C3),  Roberto DaMatta descreve e desnuda a espantosa experiência que vivemos nos últimos dias com os chamados blocos carnavalescos. A sua definição da espantosa “celebração”, nominando as variadas e multiformes tribos e espécimes de foliões, é definitiva: “malucos prototransgressores”. Quanto ao sr. Covas Neto, não lhe ocorreu que, autorizando a aglomeração de centenas de milhares de foliões (malucos prototransgressores) movidos a álcool, afins e um animuns furibundo, só poderia resultar no que se viu. Sendo a cidade esta imensidão territorial, por que não situar o carnaval – já que é inevitável o estupro – em pontos geográficos espalhados por esta imensa metrópole? Organizar blocos que desfilem em suas regiões? Seria mais fácil de organizar, supervisionar, policiar e inibir os prototransgressores de todos os matizes. Assim se evitaria o caos que se espalha pelo centro nestes turbulentos dias e se desafogaria o sistema de transporte urbano, assistência médica e supervisão policial. E proporcionaria a chance de dinamizar a economia local. Estamos cansados de amadorismo, incompetência, politicamente correto e zorra!


Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.