Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Militares e democracia

Só quem não conhece a História e um mínimo de geopolítica não enxerga que uma grande nação se sustenta somente com Forças Armadas fortes e bem treinadas. Dizia um grande ex-ministro do Supremo Tribunal Federal: “Um Congresso reunido e uma revolução podem tudo”. Mais ainda, vale lembrar, o Brasil está “sob nova direção”, ou seja, valores caros a uma sociedade democrática estão vindo à tona. EUA, França, Itália, Reino Unido e Rússia, somente para citar alguns exemplos de grandes nações, têm fortes sistemas de defesa, isto é, Forças Armadas. O Brasil precisa de pragmatismo. E cito um outro grande brasileiro, Antônio Ermínio de Moraes: “Muita conversa reduz a eficiência”.

ARY BRAGA PACHECO FILHO

ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

Coisa de principiante

Democracia é uma realidade posta desde 1988 – processo iniciado com a eleição de Tancredo Neves para presidente, em janeiro de 1985, no Colégio Eleitoral: Constituição, Poderes harmônicos e independentes (checks and balances) e atuação livre da imprensa. Toda a discussão acerca do mérito da fala do presidente da República na quinta-feira aí se esgota. O que não parece esgotar-se é o ciclo de bobagens propagadas por Bolsonaro, a seguir amenizadas por figuras, sempre as mesmas – notavelmente, Hamilton Mourão, Augusto Heleno e Onyx Lorenzoni. Enquanto isso, pautas de fato relevantes não recebem o tratamento que merecem, tal como as reformas previdenciária, tributária, penal e processual (o alcunhado pacote anticrime), uma rediscussão do pacto federativo, a questão da sustentabilidade do nível de gastos públicos e outras tantas. Falta de bom senso do mandatário máximo do País? Inexistência de uma assessoria minimamente profissionalizada? Certo é que, parafraseando Tom Jobim, a Presidência não é para principiantes.

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

Esclarecimento perfeito

Fiquei satisfeita com o esclarecimento do vice-presidente Mourão, a respeito da declaração da importância do comprometimento das Forças Armadas com a democracia. E digo mais: até mesmo para que a democracia seja resgatada e perdure no nosso Brasil. Há quem diga que os governos totalitários, como o da Venezuela, são democráticos. Estes, sim, necessitam rever o seu conceito de democracia.

SILVIA REBOUÇAS P. DE ALMEIDA

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

Ambiguidade

Considerado o “não disse que disse” já costumeiro e lamentavelmente reiterado, a ponto de o presidente da República expressar que seus pronunciamentos sempre causam polêmica, isso significa simplesmente, e no mínimo, que ele não é portador de domínio satisfatório da linguagem. Fernando Pessoa lançava setas inflamadas contra qualquer um que esbordoasse a sintaxe e dificultasse a compreensão das ideias que pretendia expressar. Simplesmente não os tolerava. Imagine-se se se defrontasse com um presidente da República. Depois de dizer que a democracia é dependente dos militares, procurar explicar sua pérola linguística ao afirmar que os militares são seus garantidores, diversamente do que acontece com militares que apoiam ditaduras, é expressar um raciocínio pelo lado da exceção, anfibologia que deixaria prostrado o grande poeta português. O que se espera de um presidente não é linguagem erudita, mas simples, clara e objetiva. Não seria demais se lesse alguns poemas de Alberto Caeiro (“pensar é estar doente dos olhos”).

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Intervenções desastradas

O presidente Bolsonaro ganhou a eleição porque melhor encarnou a luta contra a corrupção e os compadrios no governo. Começou o mandato com grande apoio popular, principalmente por ter indicado Paulo Guedes e Sergio Moro para o Ministério. Aí mostrou seriedade e teve apoio até aumentado. Começou a perder esse apoio quando nomeou ministros obscuros. E continua a perder apoio de seus eleitores com intervenções desnecessárias, provocativas e até desastradas nos meios sociais. O presidente não deve deixar passar o suporte que ainda tem.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

O presidente Bolsonaro tem aparecido mais pelas trapalhadas que ele, seus filhos e sua equipe vêm protagonizando do que por atitudes assertivas diante dos problemas herdados das administrações anteriores. Apesar de críticas e alertas, o presidente persiste em atitudes que desgastam a sua imagem e a do seu governo. É bom lembrar que a maioria dos eleitores votou nele mais para barrar “a ameaça petista” do que por considerá-lo o melhor candidato. Mas é o que temos para hoje e agora é torcer para que governe e nos tire do profundo buraco onde a esquerda nos meteu.

JOÃO MANUEL MAIO

clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

Cartão corporativo

Parece-me que o discurso de campanha vem sendo atropelado pela realidade dos primeiros meses de governo. Isso é o que revela a reportagem do Estadão (6/3) sobre o aumento de 16% nos gastos com cartão corporativo nos dois primeiros meses deste governo. Um descompasso entre a pregação de campanha eleitoral e a realidade. Urge reverter o quadro e o governo começar a mostrar que está gastando menos, seja com cartão corporativo ou qualquer outra forma de pagamento.

LUIZ ROBERTO COSTA

costaluizroberto@bol.com.br

São Paulo

EM SÃO PAULO

Medo das árvores

Como se não bastassem os assaltos, que só aumentam, as enchentes praticamente centenárias, o trânsito infernal, tudo por falta de infraestrutura, agora convivemos com o medo da queda de árvores, que virou rotina. Gostaria de saber quem são os técnicos e/ou profissionais que fiscalizam a saúde das árvores, qual o critério usado, uma vez que só neste ano caíram cerca de mil na cidade e todas estavam ocas e cheias de pragas e cupins. Perdoem-me a comparação, mas uma vez constatado o “câncer” já com metástase por todos os galhos, é preciso cortar o mal pela raiz, antes que a tragédia já anunciada vire realidade. De tanto ver árvores caídas sobre automóveis, tenho mudado meu itinerário, evito passar em ruas e avenidas com muitas delas, principalmente as centenárias. Diante dessa lamentável situação, acredito que técnicos e fiscais da Prefeitura entendam tanto da saúde das árvores quanto eu de física quântica: nada.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


LOUCO?


“O laudo aponta que Adélio Bispo dos Santos, que tentou matar Jair Bolsonaro, tem Transtorno Delirante Permanente-Paranoia e, por isso, foi considerado inimputável.” Só falta informarem que quem está pagando seus caros advogados é um médico psiquiatra. Por pura pena, é claro!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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ESTRANHA CONCLUSÃO


Peritos dizem que Adélio, o cara que tentou matar o presidente Bolsonaro, tem doença mental e é inimputável, mas ninguém falou se, quando ele se filiou ao PSOL e ficou lá por sete anos, era normal. Ele sofreu alguma lavagem cerebral e pirou geral? Isso tem de ser investigado, afinal de contas alguém cacifou uma grana preta para defender um doente mental, e diante disso é meio estranha essa conclusão. Será que os peritos foram contratados por Guilherme Boulos ou por Jean Wyllys?


Marieta Barugo mbarugo@bol.com.br

São Paulo


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UM CASO QUE NÃO DEU CERTO


“Peritos dizem que esfaqueador de Bolsonaro tem doença mental e é inimputável” (“Estadão”, 7/3). Que Adélio Bispo é um maluco, disso todos sabiam, mas o que pelo visto não se pesquisou foi quem induziu um maluco a esfaquear Bolsonaro, pois pelo seu pobre mundo mental e condições materiais não teria muitas condições de ir atrás de Bolsonaro e de espreita-lo em Juiz de Fora, local onde praticou seu atentado. A grande suspeita é a esquerda brasileira, a maior interessada, que queria se livrar de um adversário incômodo, que por fim acabou vencendo a eleição, apesar dos pesares. Desde o assassinato de Celso Daniel, muitos que incomodaram um partido criminoso morreram. Bolsonaro é apenas um caso que não deu certo.                      


Ulf Hermann Mondlo hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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TRANSTORNOS


Depois de seis meses (meio ano), a Justiça Federal atestou que o garçom Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, sofre de “transtorno delirante permanente paranoide”. Por ironia do destino, sua vítima foi um homem que, apesar do pouco tempo de muita exposição na mídia, já dá claros sinais de que também sofre de algum tipo de transtorno.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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BOLSONARADAS


Com quase 70 dias de governo, o presidente Jair Bolsonaro tem aparecido mais pelas trapalhadas e dificuldades que ele, seus filhos e sua equipe vêm protagonizando do que por atitudes e respostas assertivas diante da “imensidão dos problemas herdados das administrações anteriores”. As críticas vêm de todas as partes e o presidente é recorrente em se expor a situações que desgastam a sua imagem e as expectativas de seus eleitores. Há algo, entretanto, que precisa ser lembrado: a maioria dos eleitores de Bolsonaro votou mais por querer afastar o risco de termos o PT de volta em Brasília do que por acreditar que ele seria um grande estadista e a pessoa mais capacitada para dirigir a Nação. Fernando Haddad na Presidência da República teria trazido para a esfera do poder políticos como Lula, Manoela D’Ávila, Lindbergh Farias, Dilma Rousseff, Jean Wyllys, Maria do Rosário e Guilherme Boulos – sem falar de uma garantida aproximação com países como Cuba, Bolívia, El Salvador, Nicarágua e a Venezuela de Nicolas Maduro. O que o eleitor de Bolsonaro teve de fazer foi uma “escolha de Sofia”, foi escolher um mal menor. Nenhum dos outros candidatos além de Bolsonaro teria condição de impedir o PT de voltar ao Planalto, o que a maioria do povo brasileiro não queria de jeito nenhum. Portanto, Bolsonaro é o que temos para hoje, e o que nos resta é torcer para que, com o passar dos dias, ele vá pouco a pouco aprendendo a governar e consiga nos tirar do profundo buraco em que a esquerda enterrou o Brasil.


João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos


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A TORMENTA CHEGOU


O presidente Jair Bolsonaro e seus comandados continuam fornecendo munição à vontade aos seus adversários políticos, e nunca foi tão fácil espinafrar a Presidência da República e causar toda sorte de constrangimento ao Palácio do Planalto e a tudo o mais que ali orbita. Motivo é o que não falta.


Maria Elisa Santos marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo


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DO VENTO ESTOCADO À ESCATOLOGIA


Vamos muito mal. Tivemos uma presidente (desculpem, “presidenta”) cuja inteligência estocava vento, agora temos um onipresidente que tem como prioridade divulgar escatologia. Uau!


Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo


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RUDE, GROSSEIRO


Nós achávamos, mesmo, que era um “tosco”. Enfim, se revela.


João Luiz Piccioni piccionijl@gmail.com

São Paulo


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POBRE PRESIDENTE


Não imaginava, na minha ignorância, que alguém esfaqueado no intestino teria como consequência colateral a síndrome de leso.


José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio


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MAL ASSESSORADO


Jair Bolsonaro certamente está mal assessorado, como se vê pelas crises desnecessárias geradas em seu governo com a ajuda de seus arredios filhos. Agora, como se ainda estivesse em campanha eleitoral, o presidente comete um erro grave ao postar em seu twitter um vídeo pornográfico em que um homem está urinando em outro durante o percurso de um bloco carnavalesco. Bolsonaro, além de cometer grotesca quebra de decoro postando este vídeo, ainda dá uma de moralista escrevendo “temos de expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades”. E, não satisfeito com seu ato demagogo, por causa de uma minoria absoluta que comete atos obscenos no carnaval, o presidente afronta o folião brasileiro ao dizer “é isto que tem virado muitos dos blocos de rua no carnaval brasileiro”. Ora, como o presidente é incapaz de absorver críticas, certamente deve estar incomodado com as que recebe dos blocos carnavalescos. Aliás, como a maioria dos governos que também foi criticada nesta grandiosa festa popular. Se tivesse Bolsonaro uma postura institucional republicana, poderia até dar uma mensagem de repúdio a alguns excessos que acontecem entre poucos carnavalescos. Mas o que estamos assistindo, infelizmente, é que falta democracia para o presidente.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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NOSSO PRESIDENTE


Entre atirar no escuro ou atirar na cabeça, usei de minha idade para não votar na ultima eleição. O vencedor surpreendeu no início e recebeu minha esperança; tem tudo para um bom governo, porém precisa ouvir mais seus generais Mourão e Heleno.


Fábio Duarte de Araujo fabionyube2830@gmail.com

São Paulo


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PATRULHAMENTO INCONSTITUCIONAL


O presidente da República é o chefe da família brasileira e, como tal, tem obrigação de apontar os deslizes morais de parte da sociedade, a qual, nos últimos tempos, perdeu a noção de valores, prima pela indisciplina nas escolas, é induzida a conviver “numa boa” com os desvios sexuais escandalosos, recebe milhares de camisinhas para se esbaldar no carnaval e, para não me alongar demais, algo preocupante informado por grande jornal da capital: 90% dos casamentos terminam em divórcio ao fim de dois anos. Portanto, acho criminosa a intenção da imprensa de calar a voz do presidente, ainda mais que apregoa tanto a “liberdade de expressão”. Por que a imprensa patrulha tanto as atitudes de Bolsonaro? Noto claramente que, em função dessa perseguição, algumas pessoas, sem muito discernimento e facilmente manipuladas, já clamam por impedimento e apostam que ele fracassará. Cuidado, senhores da imprensa facciosa e intolerante, quem semeia ventos colhe tempestades.


Jaime Manuel da Costa Ferreira jaimeferreira04@gmail.com

São Paulo


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MAIS GOVERNO, MENOS TUITES


Como se viu, o inconveniente, despropositado e desnecessário tuite de Jair Bolsonaro com o vídeo pornográfico do “golden shower” no carnaval paulistano viralizou mundo afora, provocando manchetes nos principais jornais e noticiários estrangeiros, ridicularizando o País. Parodiando o inesquecível Chacrinha, neste caso cabe dizer que quem muito tuita se trumbica. Presidente, mais governo e menos tuites, tá o.k.?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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QUEBRA DE DECORO


Jair Bolsonaro (PSL) violou o decoro presidencial de forma acintosa e deve ser afastado através de processo de impeachment, como bem sustentado pelo professor Miguel Reale Jr. Em pouco mais de 60 dias de governo, Bolsonaro já mostrou ser inepto, despreparado e que não tem a menor condição de ser presidente. Ele, seus filhos e o laranjal que os cerca são um tapa na cara do povo brasileiro. Viramos motivo de piada internacional. O vice-presidente, general Mourão, tem se mostrado bastante ponderado, razoável e deve assumir a Presidência o quanto antes. Na base da redução de danos e para que a normalidade volte a imperar no País.


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


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DA ARTE À PORNOGRAFIA


A tuitada do presidente Bolsonaro sobre o carnaval está causando muita polêmica. Se ele apenas tivesse comentado as barbáries que acontecem no carnaval, e a cada ano mais, poucos a teriam visto ou comentado. Mas ele a ilustrou com o vídeo do “golden shower”, antes considerado arte pela esquerda. Agora, isso obrigou a mídia que antes apoiava esta arte a concordar que isso não passa, mesmo, de pornografia, ataque violento ao pudor, ao vivo e em cores. Um nojo. Interessante, não?


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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OS PROTAGONISTAS


O.k., tudo bem, o presidente, ao postar aquele vídeo, “desrespeitou a liturgia do cargo” e “expôs aquelas imagens pornográficas a milhões de seguidores, entre eles crianças”. Mas e os protagonistas daquelas cenas em público: não infringiram a lei? Quem são? Não serão punidos?


José Jairo Martins josejairomartins7@gmail.com

São Paulo


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FALSO PUDOR


Toda esta celeuma criada pelo nosso presidente postando uma das mais terríveis mostras da nossa decadência moral, que infelizmente está tomando parte da nossa sociedade, coloca a nu uma realidade que os falsos moralistas e os hipócritas do falso pudor teimam em criminalizar moralmente e “politicamente” a pessoa que, queiram ou não, representa as ideias e os pronto-julgamentos de 57 milhões de brasileiros. Toda uma estrutura despudorada e apodrecida durante 13 anos jamais fora criticada e julgada, intempestivamente, como esta ação – talvez até imprópria – do presidente Jair Bolsonaro. O falso pudor é desmascarado quando uma mão de grande poder midiático toca na ferida. Não se faz uma omelete sem quebrar os ovos, não se conserta uma nação sem quebrar a hegemonia das ideologias retrógradas e dos defensores das libertinagens, das chamadas diversidades, atuais patrocinadoras dos problemas enfrentados pela sociedade brasileira.


Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira


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PRESIDENTE JOSÉ DE ABREU


O ator José de Abreu, um notório militante petista, se autoproclamou presidente do Brasil esta semana, copiando, segundo ele, o gesto de Juan Guaidó e inclusive se deixando fotografar com a faixa presidencial. Em seu blog, costumeiramente chama o presidente Bolsonaro de fascista e de outros impropérios. Agora, temendo sofrer alguma represália, pretende pedir habeas corpus preventivo. Cala-te boca!


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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PALHAÇADA


Ameaçado por Bolsonaro, José de Abreu estuda pedir habeas corpus. A palhaçada do ano!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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A IGREJA E O GOVERNO


Sobre a matéria “Evento da CNBB vira palco de críticas ao governo” (7/3, A8), evento de instituição religiosa deveria discutir temas religiosos. Ponto. Nenhuma delas tem o direito de se imiscuir em assuntos republicanos. Não se trata do teor das críticas a este ou aquele governo. Trata-se, isso sim, de ingerência. É exatamente como se qualquer governo promovesse uma discussão de caráter oficial sobre temas como pedofilia ou homossexualismo nas fileiras da Igreja Católica, por exemplo. Da mesma forma que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) alega interesse na “justiça social”, os governos poderiam alegar a defesa de seus cidadãos mais vulneráveis, como crianças e adolescentes. Ou não? Em tempo: não sou bolsonarista, longe disso. Não são as críticas feitas que me incomodam, mas o simples fato de elas serem feitas por uma instituição cuja autoridade moral ruiu e vem ruindo aceleradamente, como demonstra o livro “Sodoma”, publicado há alguns dias em 20 países, mas sintomática e curiosamente não no Brasil, o maior país católico do planeta.


Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo


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AINDA O LARANJAL


As suspeitas de desvios de recursos públicos nas últimas eleições para candidaturas chamadas de laranjas, imputadas pela imprensa apenas ao PSL, partido que abrigou a candidatura do atual presidente da República, com certeza se trata de prática generalizada, senão em todos, mas na grande maioria dos partidos e em todos os locais deste país. Devem e têm de ser apuradas, e punidos com rigor todos os candidatos de todos os partidos. Há que registrar que o atual presidente tentou doar as sobras de campanha, de cerca de R$ 1,5 milhão. Então, tentar envolvê-lo na prática eleitoral criminosa é mais uma tentativa de atacá-lo e um desserviço ao País. No fundo, o real responsável por toda esta suspeita de ilegalidade, o laranjal, como chamam, chama-se Fundo Partidário, que tem de ser extinto. Hoje, com a internet e as redes sociais, é absolutamente desnecessário financiar shows, santinhos, etc. Da mesma forma, temos de pressionar o Congresso Nacional, as Assembleias estaduais e Câmaras a cortar drasticamente despesas. Não podemos mais pagar auxílios mudança, combustíveis, moradia, etc. dos nobres deputados. A moralização do País passa necessariamente pelo cumprimento do teto constitucional salarial, cancelamento de auxílios no Legislativo e no Judiciário nacional e estaduais. Isso, sim, tem de ser evidenciado e cobrado pela imprensa e pelos brasileiros.


Elcio Dias Gomes ele56@bol.com.br

Brasília


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LARANJAS


Pelas notícias, 18 partidos passaram R$ 15 milhões a 51 candidatos(as) laranjas; uma delas recebeu apenas o seu voto. Não é por acaso que o Brasil tornou-se o maior produtor mundial de suco de laranja.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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CORRUPÇÃO ELEITORAL


Diante da divulgação sobre o uso de notas fiscais “frias” utilizadas por muitos políticos das esferas estaduais e federais, o que configura crime eleitoral, muitos deles confessados pelos próprios autores, os Tribunais Eleitorais devem agir imediatamente impondo as penalidades cabíveis; caso contrário, vai macular e desacreditar todo o nosso processo eleitoral.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim


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O OPERADOR


Paulo Vieira de Souza, de alcunha Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, foi novamente condenado, desta vez a 145 anos de prisão. Onde estão seus comparsas? Estranho!


Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo


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LAVAR DE MÃOS


Ficou combinado desde sempre que tucano não saía de cima do muro. Para nada! Pois agora não só saiu, como pulou de banda, deixando Paulo Preto enroscado sozinho numa sentença de 145 anos de prisão. A nota emitida do PSDB é patética e equivale a um lavar de mãos de Pilatos. Mas muita água ainda vai escorrer desse balde,


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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145 ANOS


Um juiz deu uma sentença de 145 anos de prisão a um homem de 50 de idade, quando no Brasil não há a prisão perpétua. Para cumprir toda a pena, o preso vai morrer, o corpo vai apodrecer e o esqueleto vai cumprir o resto da pena dando risada com os dentes à mostra.


Mário A. Dente eticotoal@gmail.com

São Paulo


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GILMAR MENDES


Que os diversos habeas corpus concedido por Gilmar Mendes a Paulo Preto – e a muito outros, como os Barata, no Rio de Janeiro, donos das empresas de transporte público, de quem foi padrinho de casamento da filha –, são suspeitos, disso não tenhamos dúvida, porém o pedido de impeachment ao Senado Federal pode abrir um precedente perigoso e trazer uma grande rusga entre os poderes.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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‘AUTOCRÍTICA É UM BOM COMEÇO’


Em artigo publicado na quinta-feira (7/3), Everardo Maciel ameaça criticar vazamento de informações sigilosas do indivíduo, no que está correto, mas envereda por outros caminhos, criticando a atuação da Receita Federal no que ele alega ser investigação. Se autocrítica é bom começo, o articulista poderia exercer o que apregoa sobre ele próprio. Na longa permanência dele na Receita, ele se mostrou um voraz defensor da sanha governamental a respeito de impostos. Nunca ele admitiu a correção das alíquotas do Imposto de Renda (IR) vigente, no que prejudicou sempre o contribuinte brasileiro em geral, na verdade aumentado o IR aplicável ano a ano. No tocante à crítica que ele faz sobre o papel da Receita, alegando que ela não pode investigar, há que se discutir o que é investigação. Claro que no momento em que um lesa-Fisco se configura, e ninguém com maiores recursos para captar tal situação do que a Receita em tais casos, na verdade é o que a Receita faz com o cidadão comum. Já com os privilegiados, não temos a mesma atuação, e o sr. Everardo vem defender que a Receita nada faça. Diferenciemos investigação em duas áreas: fiscal e criminal. Desta, de fato, a Receita deve se manter distante, já naquela ela deve atuar e colocar os cidadãos do País em condição de igualdade. Não é o que ocorre. Hoje o cidadão comum está sujeito, a meu ver corretamente, a ter sua situação fiscal/econômica avaliada pela Receita e, se indícios de ilicitude se mostrarem, esta deve encaminhar ao Ministério Público para que este investigue a possibilidade de ilegalidade patente. No caso do ministro Gilmar Mendes, a primeira parte destas tarefas foi cumprida, mas quanto à segunda, indevidamente, o ministro recorreu a artifícios para impedir que a investigação progredisse. Sem discussão que o vazamento para a imprensa foi indevido, mas jamais a sequência de investigação pelo MP deveria ser interrompida. Tal interrupção caracteriza, em toda sua sordidez, a diferenciação entre cidadãos, dando ao ministro um privilégio que nenhum cidadão deveria ter. É notório que, dia a dia, a ocorrência de artifícios para lesar o Fisco e, consequentemente, praticar crime tem se intensificado e, pior, desenvolvido. As paletas de Tony e Juca Bala para auditores e delegados é comprovação cabal disso. Dadas tais circunstâncias, deve, sim, a Receita ter o poder de avaliar situação fiscal/econômica de todo e qualquer cidadão. Aí ela deve parar, mas, encontrado indício de ilicitude, deve-se prosseguir na investigação no âmbito do MP.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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CVRD PRIVATIZADA?


Tem sido comum atribuir às empresas de mineração em geral alguns maus procedimentos que vêm sendo atribuídos à Vale por sua performance em Mariana e em Brumadinho. Tem sido dito que a culpa é da “privatização” da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Não é bem assim. Deve ser considerado que a CVRD não foi privatizada a grandes empresas de mineração, como a Votorantim e a Anglo American, entre tantas outras, mas sim a grupos financeiros que maiormente visavam ao lucro. No citado processo de privatização, foi notório que, tendo em vista a iminente aquisição da empresa pelas duas grandes empresas de mineração acima mencionadas, o governo federal, com apoio do PT (via entendimentos entre FHC e Mercadante), no último minuto bancou a formação de um novo consórcio, formado pela Vicunha e fundos de pensão de empresas estatais, com o suporte do Bradesco, para o qual foram liberados os fundos que fossem necessários para vencer o leilão. Assim, a CVRD foi “privatizada” para um grupo paraestatal, constituído de não mineradores. Com isso, o governo acalmou o PT. Enquanto a empresa baseou-se em quadros da antiga CVRD, tudo ia bem. Já quando priorizam o lucro, dá no que deu.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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A HOMENAGEM QUE FALTOU


No carnaval de São Paulo e do Rio de Janeiro, ninguém se lembrou de fazer uma homenagem aos bombeiros guerreiros de Brumadinho. Tantas homenagens  repetidas, e se esqueceram dos verdadeiros heróis deste país, que merecem de verdade uma homenagem, além dos policiais, médicos, etc.


Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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