Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2019 | 03h00

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Santo remédio

Como um doente em estado grave na UTI, o Brasil precisa de medicamento eficaz, que é a reforma da Previdência, para sobreviver. Ninguém que ame o paciente vai negociar com o médico sobre o medicamento necessário para salvá-lo. Mas muitas pessoas na sociedade e no Congresso Nacional querem negociar ou até mesmo atrapalhar a reforma. Conclusão: estão pouco se importando, seja lá o que vier a acontecer de pior com o pobre doente Brasil. Realmente, assim não dá para ter esperança num País melhor!

ARI GIORGI

arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

De impopularidade

Não sei o que mais se deve explicar aos deputados e senadores sobre a necessidade imperiosa de reformar a Previdência. O Brasil parece aquela família em que o pai perdeu o emprego, a mãe tem de trabalhar como diarista e o casal precisa explicar aos filhos que eles vão ter de sair da escola paga para uma do Estado, vai ter de vender o carro, os passeios ao shopping acabaram. E os filhos se revoltam, dizem que não aceitam – “nós não pedimos para nascer” – e todos esses “direitos” devem ser mantidos, não importam as consequências. Os Estados brasileiros já estão quebrando, a Lei de Responsabilidade Fiscal é letra morta. Mas no Congresso a maioria é contra a reforma porque ela é impopular. Ora, impopular é o Brasil quebrar!

JORGE GONELLA

jorgegonella@hotmail.com

São Paulo

Sem futuro

A reforma da Previdência Social, seja a proposta pelo governo ou a que for enfim aprovada pelo Congresso Nacional, é de tão elevada importância para a estabilidade econômica e social do País que não se compreende quem possa contrapor-se a ela, apenas pelo simples motivo de exercer oposição. É como se cada autor de voto contrário estivesse dizendo consigo mesmo: “As gerações futuras do Brasil que se lasquem”.

FAUSTO RODRIGUES CHAVES

faustochaves@hotmail.com

São Paulo

Isonomia imprescindível

Com seus altíssimos salários, parlamentares, membros do Judiciário, do Ministério Público e outros privilegiados do setor público podem muito bem pagar um plano de previdência privada durante a sua vida ativa. É fundamental que se aprove a reforma da Previdência Social para garantir a isonomia entre os setores público e privado e a sustentabilidade atuária. E que se separe o que é assistência social do sistema contributivo da Previdência. Os srs. parlamentares têm o dever cívico e ético de aprovar a reforma, independentemente de ideologia partidária. Devem agir em prol de um presente e um futuro melhores para o Brasil, até porque foi para isso que foram eleitos. Não nos envergonhem nem falhem na sua obrigação de representatividade dos cidadãos.

LENKE PERES

Cotia

Respeito ao povo

A reforma só tem sentido se for para incluir o Judiciário, o Legislativo e o Executivo. E só tem sentido em respeito ao povo e à base constitucional: todos são iguais perante a lei.

ALICE ARRUDA CÂMARA DE PAULA

alicearruda@gmail.com

São Paulo

ESTADOS EM CRISE

Irresponsabilidade fiscal

É de uma cara de pau sem limites a atitude de nossos políticos. Ora, talvez só mesmo o papa não soubesse da situação dos Estados brasileiros e suas respectivas consequências. E querem agora passar a ideia de que o governo federal é que tem de se apresentar e a Lei de Responsabilidade Fiscal que vá às favas? Temos o maior exemplo na situação do Rio de Janeiro, que tem sido vítima, há décadas, das barbaridades lá perpetradas e seus dirigentes vão a toda hora aos cofres federais, mas não cumprem nada. Por último, mas não menos importante, é a postura dos novos eleitos (desconheço exceções), que se manifestam como quem foi “obrigado” a se candidatar, nem queria tal espinhosa missão.

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

‘Herança irresponsável’

O editorial Herança irresponsável (6/3, A3) apresenta a impunidade como obstáculo para que em muitos Estados seja cumprida a Lei de Responsabilidade Fiscal. A verdade é que o carnaval da gastança não tem Quarta-Feira de Cinzas e atinge também grande parte dos municípios. Um sintoma dessa epidemia é que a irresponsabilidade com as despesas é diretamente proporcional à fome arrecadatória dos políticos e inversamente aos benefícios advindos da arrecadação. Parece invenção do diabo. É preciso reconhecer que tanto o Ministério Público como o Judiciário muito têm feito, vide a Lava Jato. A imprensa tem investigado e trazido à tona muitas dessas questões. Caberia ao Legislativo contribuir para o fim dessa cultura nefasta de desvios e impunidade, determinando o fim do foro privilegiado, que já deveria estar na pauta do Congresso.

IRENE MARIA DELL’AVANZI

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

VALE

Horizonte impune

Quanto mais se veem entrevistas com especialistas sobre o rompimento da barragem de Brumadinho, mais fica claro que tudo vai acabar em pizza – se alguém for punido, serão os peixes pequenos, que recebiam ordens. O presidente da Vale pediu licença do cargo, vai lá saber por que e para quê. O absurdo de Mariana já se sabe que vai passar praticamente batido, porque não há suporte legal para uma punição proporcional ao brutal dano ambiental e às populações indiretamente atingidas. Brumadinho provocou instantaneamente uma enxurrada de mortos e desaparecidos, imagem muito mais dramática que a de Mariana, mesmo assim há boas e inúmeras razões para não acreditar em justiça. O direito adquirido estava a favor da mineração, isso se não continuar. Por que não aprendemos com a História? O gângster Al Capone escapou de todas, menos da Receita Federal. Como estão as contas das mineradoras?

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

Joia letal

Se for confirmada a contratação pela Vale de empresa para fraudar laudos de segurança relativos à situação da rompida barragem de Brumadinho para enganar as autoridades e continuar a operar, restará claro que a empresa não é “uma joia”, como disse o presidente afastado, Fabio Schvartsman, e sim merecedora das maiores penas previstas na lei. Crime hediondo!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

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“Se as redes sociais foram um dos motivos da vitória, porque tinham um objetivo diferente dos que tem agora, o presidente poderá vir a colher a derrota por não saber utilizá-las adequadamente”

JOSÉ SERGIO TRABBOLD / SÃO PAULO, SOBRE OS PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO DE BOLSONARO

jsergiotrabbold@hotmail.com

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“A cada declaração polêmica de Bolsonaro, alguém diz que ela foi mal interpretada. Até onde vai isso?”  

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, IDEM

robelisa1@terra.com.br

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SEM NOÇÃO

Cada vez que tuita ou abre a boca, o capitão Jair Bolsonaro confirma que não tem noção da dignidade do cargo de presidente da República nem das coisas em geral. Sua mais recente (jamais será a última) patacoada foi afirmar que a democracia depende da vontade das Forças Armadas. E haja “intérpretes” para tentar desfazer tantas bobagens! Quem sentia pena dos americanos por terem um Donald Trump como presidente constata, agora, que o pior sempre é possível.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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‘QUEBRANDO LOUÇAS’

Cumprimento o “Estado”, que com seu editorial “Quebrando louças” (8/3, A3) mostra a triste realidade de termos um presidente sem noção do cargo que ocupa, lá catapultado por eleitores desesperados e sem opção. Só resta esperar que seus ministros e o Congresso governem o País.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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CRESÇA, PRESIDENTE

Concordo com o editorial “Quebrando louças” (8/3, A3) quando diz que não há nenhuma estratégia racional nas falas de Bolsonaro. Aliás, é muito fácil de entendê-lo, pois todos temos experiência própria de ideias bizarras e de monstros que nos perseguem, já que todos sonhamos. Quando crianças, acordamos assustados e corremos para contar à mamãe na certeza de que ela nos tranquilizará, como faz Bolsonaro dividindo sua aflição com a Nação da qual espera comportamento de mãe-acolhedora, que o acalme dos monstros repugnantes como os do vídeo pornográfico publicado por ele no carnaval. Das Forças Armadas, espera comportamento de  pai-herói, que vai liquidar com os monstros. E de seus ministros espera comportamento de irmãos mais velhos, que correrão para defendê-lo. Bolsonaro é autoritário? E qual criança pequenina não é? Passamos do presidente-fraude petista para o presidente-infantilizado. O primeiro não tem remédio, é um problema insolúvel de caráter defeituoso, já o segundo tem a minha torcida para que seja só uma “fase”, uma regressão psíquica causada pela facada quase mortal e pela assunção da Presidência.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA E MILITARES

Nas suas declarações de improviso, o presidente Jair Bolsonaro acaba por desautorizar seus ministros (mudança da embaixada brasileira para Jerusalém; redução da idade de aposentadoria para as mulheres) ou lançar conceitos esdrúxulos (a democracia brasileira existe graças à vontade dos militares). Após cada trapalhada, seus auxiliares tentam explicar, sem muito êxito, o que ele “realmente” quis dizer. Deverão convencê-lo a ler textos escritos, mantendo o improviso ao mínimo indispensável. Uma vez lançada a declaração, não há mais “recall”.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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O QUE QUEREM OS MILITARES

Democracia depende de militares, diz Bolsonaro. Ditadura também?

Antônio Jácomo Felipucci annafelipucci@hotmail.com

Batatais

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O POVO

Marco Aurélio Mello contestou o presidente da República e disse que a democracia não depende do querer das Forças Armadas, mas do povo. Justo ele, que quase causou uma desordem sem limites na noite de 19/12/2018, quando concedeu uma liminar permitindo a soltura de todos os presos condenados em segunda instância pelo indulto de Natal. Ele, que sempre desdenhou da voz do povo, agora se arvora como seu defensor. Não é só Gilmar Mendes que merece o impeachment, ele também, mas por outros motivos. A verdade é que há uma crise institucional escancarada “neste país” há muito tempo. Após uma centena de emendas, a Constituição envelheceu e, como o ministro Marco Aurélio, precisa ser aposentada e substituída por uma nova, condizente com os novos tempos. Fora Marco Aurélio!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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AS FORÇAS ARMADAS E A LIBERDADE

Se as Forças Armadas estiverem preparadas e condicionadas para respeitar a Constituição da República, irão garantir a liberdade e a democracia. No Brasil, elas já provaram que respeitam a Carta Magna e não desejam regime que não respeite as liberdades, inclusive a democrática. Brasil não é Venezuela. As nossas Forças Armadas merecem todo o respeito e a consideração dos brasileiros. O presidente, mais uma vez, cometeu deslize ao expender seu pensamento.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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DISCRETO RECADO

Realmente, dá para se divertir com a reação do nosso presidente diante da hipocrisia dos desesperados que procuram pelo em ovo para criticá-lo. O comentado vídeo publicado por ele no Twitter veio para mostrar e chocar, mesmo, a sociedade quanto à realidade em que se encontra nosso país, desgovernado e sugado desde 1985. Assim foi, também, sua criticada frase “democracia existe se as Forças Armadas quiserem”. Perfeito. Foi um discreto recadinho: respeitem e acatem este governo “legítimo”, cujo ouvido não é latrina, que nada vai acontecer.

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com

São Paulo

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COM O CORAÇÃO

Precisamos nos acostumar com nosso presidente, que fala com o coração, coração puro de brasileiro, é gente como a gente, e não precisa pensar para falar porque não faz parte e não pertence ao tradicional mecanismo político que existia nos governos anteriores. Essa é a diferença do nosso presidente Jair Bolsonaro.

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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BOLSONARO NAS REDES SOCIAIS

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicou no Twitter um vídeo de um episódio de nudez pública de dois homens, em que um deles inclusive urina no outro, e disse “não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões”. Meu comentário: como pode o presidente de uma das maiores economias do mundo comportar-se como um adolescente de 12 anos? Minha conclusão: o presidente procedeu de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo e poderá ser condenado por crime de responsabilidade por improbidade na administração pública.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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AINDA O TUITE DE CARNAVAL

“Advogados vão à Justiça contra Bolsonaro por ‘golden shower’ no Twitter” (“Estadão”, 7/3). Quando acontece alguma coisa na natureza, sempre surgem também os abutres para tirar um naco. O episódio também lembra, agora, os abutres advocatícios, que procuram aparecer promovendo ações que não darão em nada, mas farão aparecer seus promotores.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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BOCA CHEIA

Por favor, ofereçam aí uma sopinha ao presidente Bolsonaro para garantir que ele fique 5 minutos calado, mas avisem que é falta de educação falar com a boca cheia. O Ibovespa agradece... 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A SENHA DO TWITTER

Seria o caso de abrir uma CPI para apurar quem usa a conta de Jair Bolsonaro no Twitter. Uma coisa é certa: é alguém que não gosta do presidente e quer desconstruí-lo. Felizmente, somos espertos o suficiente para perceber isso.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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SEM CELULAR

O jeito mais fácil de Bolsonaro parar de tuitar asneiras é tirar o celular dele.

Orélio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br

Suzano

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DE NOVO?

Manchete do “Estadão” de ontem (8/3) trazia foto do presidente Jair Bolsonaro na cerimônia de aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais. Por uma ilusão de ótica, a imagem dá a impressão de que o fuzileiro “crava” sua espada nas costas do presidente. A propósito, semelhante fato aconteceu com Dilma Rousseff, quando também participou de cerimônia, lá atrás, ao fazer reverência aos homenageados. A diferença é que, logo após, o “poste” foi tirado do Palácio do Planalto. Portanto, fica a dica: Bolsonaro, muito cuidado com tais “semelhanças”.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FOTO INFELIZ

Creio que o “Estadão” foi infeliz ao escolher a foto de primeira página de sexta-feira (8/3). O presidente Bolsonaro caminhando e, atrás, um soldado com florete como que enfiando em suas costas, com sua fisionomia de perfil lembrando dor.

Laércio Zanini zannix813@gmail.com

Garça

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O DILMO

Jair Bolsonaro está se revelando um verdadeiro “Dilmo”. Não bastassem os tuites, sua equipe é assombrada sempre que ele resolve falar de improviso. Está difícil de convencê-lo de que ele não é mais o deputado do baixo clero discursando para nobres colegas que não prestavam atenção a nada – alguns dormiam, outros viam pornografia no celular...

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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MITO OU MICO?

Depois de ter de conviver por mais de cinco intermináveis anos com o confuso e incompreensível “dilmês” de Rousseff, que juntava alhos com bugalhos sem a menor cerimônia e lógica, agora o País se vê às voltas com o destrambelhado e imprudente bolsonarês presidencial, que exigirá, além de porta-voz, um intérprete à altura. Em pouco mais de dois meses de governo, já é possível perguntar: Bolsonaro, mito ou mico? Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ANOS PERDIDOS

Quem diria, hein? O senhor Bolsonaro está se equivalendo à senhora Rousseff a respeito de falar tolices. As asneiras só mudam o foco, mas a grandiloquência é a mesma. E, se estas afirmações estão corretas, como uma não se emendou, o outro também não o fará. Brasileiros, quantos anos perdidos e, tristemente, quanto mais vamos perder? Lembrando o filósofo americano Will Durant, em sua obra “Filosofia da Vida”, estamos fritos. Disse ele: “O que o berço dá só o túmulo tira”. E o nosso presidente, como sabemos, tem saúde para dar e vender.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri

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FOCO NAS REFORMAS

O post do presidente Bolsonaro no carnaval causou perplexidade às raposas que ficam à espreita para pegar alguma fala e replicar. Da forma como as coisas estão se encaminhando, até um “bom dia” de Bolsonaro pode dar pano para manga. Vivemos tempos de muita hipocrisia, dependendo de quem fala, o assunto tem um peso. Quando foi para crianças tocarem um homem nu não se ouviu barulho. Quando um presidente dá ênfase à família, aos valores morais, é criticado. Se eu pudesse dar um conselho ao presidente, diria a ele para deixar seus ministros trabalharem e não ficar perdendo tempo respondendo às provocações de gente que não quer que o Brasil mude. Foque nas reformas. Governe para todos. Uma hora esta gente cansa e será obrigada a ver as mudanças que certamente virão.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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OPORTUNIDADE

O fato de os números detalhados de uma reforma constitucional que afetará a vida de quem ainda não se aposentou e balizará o futuro das próximas gerações não terem ainda sido apresentados e amplamente divulgados à sociedade constitui uma sensível perda da fundamental transparência que deveria caracterizar o processo, na medida em que deixa de elucidar, entre outras questões, a origem de cifras vagamente anunciadas, como, por exemplo, a que se refere à economia de cerca de R$ 1 trilhão em dez anos, caso ocorra a aprovação. O Executivo perdeu excelente oportunidade de preencher esta lacuna, o que o obrigará agora a responder ao questionamento a respeito dirigido ao arquiteto do projeto, ministro Paulo Guedes, e elaborado pelo senador José Serra (PSDB-SP), que, naturalmente, colherá os frutos políticos provenientes da iniciativa.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PLANILHAS

Até que enfim um dos nossos políticos usou um dos seus dois únicos neurônios – já o outro está programado só para fazer lambança. José Serra pediu ao ministro da Economia as planilhas e premissas que nortearam a nova proposta de reforma da Previdência. Se isso virar moda, poderemos aguardar uma nova tempestade intestinal  neste país.

Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

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TRANSPARÊNCIA

Dr. José Serra, assim como pedes transparência ao ministro Paulo Guedes, que tal ser transparente diante das acusações contra o senhor?

Paulo Celso Biasioli pcbiasioli@yahoo.com.br

Limeira

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CORAÇÕES E MENTES

A reforma da Previdência move corações e mentes. Mexe com todos os que ainda não se aposentaram. O ponto de ebulição é colocar os diferentes dentro de um mesmo saco. O militar, embora exerça funções perigosas, não tem direito a sindicalização, greve e adicionais (noturno, de fim de semana e feriado, periculosidade, insalubridade, horas extras) nem ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Servidor civil, a maioria deles em funções burocráticas, sem tanto risco, mas de responsabilidade, também não tem os benefícios que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) garante aos trabalhadores das empresas privadas. Em compensação à inexistência dos adicionais, servidores militares e civis têm o direito legal de ir para a inatividade com salários integrais, e o trabalhador privado se aposenta com o teto do INSS. Os parlamentares não podem ignorar as diferenças e os direitos adquiridos. Logo, os 500 mil militares estaduais, mais os das Forças Armadas, hoje têm direito a salário integral na inatividade. O teto só pode ser estabelecido para os que ingressarem a partir da reforma e, mesmo assim, com a chance de contribuírem para uma previdência complementar.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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OS MILITARES E A PREVIDÊNCIA

Resumindo o pensamento militar capturado em várias redes: o problema é mais que previdência, é, principalmente, isonomia com outras carreiras de Estado. O pleito é melhoria salarial já: o mesmo tratamento que será dado às demais corporações. O Judiciário aceita cortar 40% em caso de morte do instituidor? Que seja. A Polícia Federal aceita o aumento porcentual da alíquota? Tudo bem para os militares. O Legislativo vai introduzir modificações no plano de carreira dos assessores regiamente remunerados? Os militares farão o mesmo.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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INCENTIVO À NÃO CONTRIBUIÇÃO

Inadmissível é conceder um salário mínimo a idosos pobres, a partir dos 65 anos, enquanto milhões de pessoas são aposentadas após 35 anos de contribuições com este mesmo salário mínimo. Melhor, então, para muitos, esperar pelos 65 anos sem nada contribuir.

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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MAIS DO MESMO

“Presidência eleva em 16% gasto com cartão corporativo” (“Estadão”, 6/3, A5). Só para esclarecer: cartão corporativo era instrumento a ser combatido só na campanha eleitoral? Agora é legal e necessário?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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EXONERAÇÃO NO ITAMARATY

O presidente Jair Bolsonaro, que tem demonstrado horror às críticas, afirmando até que odeia boa parte da imprensa, faz escola. Seu incompetente ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, exonerou do cargo de presidente do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais o embaixador Paulo Roberto de Almeida, do Itamaraty, só porque este postou em seu blog pessoal artigos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ex-ministro Rubens Recupero com críticas à diplomacia brasileira. Péssimo exemplo para um governo que se diz democrático.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FOGO AMIGO

A autoflagelação no governo Bolsonaro está virando caso médico. Com as estripulias que faz o sexteto formado pelos três “filhos desgovernados”, mais os dois ministros do “estoque” de Olavo de Carvalho, Ernesto Araújo infernizando o Itamaraty e Ricardo Vélez Rodriguez colecionando cartões amarelos na Educação, além da folclórica pastora Damares Alves, o governo não precisa de oposição.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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