Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2019 | 01h00

Caos em São Paulo

Chuvas e enchentes

Em vez de promover blocos carnavalescos, o atual prefeito deveria fazer mutirões de limpeza na cidade, com poda e corte de árvores em risco de caírem. Bastou uma forte chuva no final de domingo para demonstrar que os cidadãos estão indefesos na “Cidade Linda” e arredores.

Carlos Henrique Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Governo Bolsonaro

Reforma da Previdência

“Políticos têm de assumir o controle total do Orçamento”, palavras do ministro Paulo Guedes em entrevista ao Estado (10/3). Todos concordam com ele. Ao Poder Legislativo não cabe só ficar arrumando gastos sem apontar de onde virão os recursos. Cabe-lhe a responsabilidade pelo controle, pela correta aplicação do dinheiro público. Mas alguns deputados e senadores fogem de suas responsabilidades, como agora no caso da reforma da Previdência. Eles deveriam trabalhar para toda a população, e não ser levados na conversa por determinados grupos que de todo modo querem manter privilégios. A reforma da Previdência é importante, necessária e urgente. Nada de ceder. E deve atingir todos linearmente: homens, mulheres, pensionistas, trabalhadores urbanos e rurais, militares, servidores de todos os Poderes e o Ministério Público. Afinal, os cofres de onde sairão os recursos para pagar os benefícios a todos têm uma só origem: os impostos pagos pela população.

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Pauta positiva

Lúcida e objetiva a proposta do ministro Paulo Guedes de disparar uma “pauta positiva” para o Congresso. O que nós, brasileiros, esperamos é que os presidentes da Câmara e do Senado leiam sua entrevista ao Estado, tirem o Congresso da letargia carnavalesca, abandonem a discussão ideológica, rejeitem as pautas-bomba e convoquem deputados e senadores comprometidos com o bem da pátria e respeito aos interesses e objetivos do povo para discutirem e aprovarem celeremente as propostas da boa pauta do ministro.

Valdir A. Alves de Souza

valdirsouza@uol.com.br

São Paulo

Déficit fiscal

O maior problema fiscal do Brasil é o pretenso direito adquirido, que pode até ter sido adquirido, mas não é direito. Os salários do Judiciário e do Legislativo são muito superiores aos do Executivo, ao arrepio do artigo 5.º da Constituição. Existe um monte de auxílios, os parlamentares têm direito a uma “corte” muito além do necessário, que muitas vezes serve apenas para conseguir verbas. Para evitar a insolvência do Brasil, além de corrigir a Previdência para o futuro, é urgente definir claramente o que é direito, que pode ser adquirido, e o que é torto (sinecura, compadrio, auxílios, etc.) e jamais deve ser respeitado.

Tarcisio de B. Bandeira

tbb@osite.com.br

São Paulo

‘Toma lá dá cá’

Pela chamada de primeira página de domingo Por reforma, Bolsonaro dá a Maia aval para discutir cargos, e lendo a reportagem correspondente, é possível identificar o seguinte encadeamento lógico: nomeação mediante critérios políticos no segundo escalão = risco de ingresso de pessoas desqualificadas e corruptas no serviço público = inchaço e ineficiência da máquina = queda na qualidade dos serviços públicos e desvio na aplicação de recursos = déficit moral, judicialização das políticas públicas e ativismo judicial = déficit orçamentário e financeiro = decretação de estado econômico emergencial = necessidade de outra reforma na Previdência Social. Nada de novo na política brasileira.

Celso A. Coccaro Filho

ccoccar@gmail.com

São Paulo

Trapalhadas presidenciais

O jornalista Rolf Kuntz, no artigo Escatológico, mesmo, é o despreparo do presidente (10/3, A2), foi lapidar, teve a capacidade de escrever o que a grande maioria dos eleitores pensa de Jair Bolsonaro. Uma decepção. Na verdade, nosso presidente não estava à altura do alto cargo. Uma vez empossado, não soube o que fazer na Presidência da República. Teve a sorte de poder nomear os ministros Paulo Guedes e Sergio Moro, deu-lhes carta branca para agirem como bem entendessem, sábia decisão, porém não demorou muito para se intrometer onde não devia. Primeiro, Paulo Guedes propôs a idade para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres e, atabalhoadamente, Bolsonaro queimou a largada, dizendo que para as mulheres poderia ser 60 anos. Depois, Sergio Moro convidou a cientista política Ilona Szabó para integrar como suplente o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, mas por pressão de um de seus filhos (sempre eles) Bolsonaro mandou que o ministro a desconvidasse. Moro obedeceu, muito constrangido. O presidente que se cuide, se continuar a fazer o que não deve, pode acabar perdendo seus dois principais ministros. 

José Carlos de Castro Rios

jc.rios@globo.com

São Paulo

Tragédia grega

É assustadora a proposta de nova era do governo Bolsonaro. Com atraso secular mergulhamos no dilema das cidades-Estado gregas de Atenas e Esparta. O que nos leva a uma ridícula Guerra do Peloponeso, que confronta visões de mundo antagônicas. Uma parte tenta ver o País sob o manto da liberdade do comércio, das artes e da ciência, e a outra imagina impor o manto da hierarquia de valores obscurantistas e regressivos. O pior é que ambas habitam a alma do atual governo.

José Tadeu Gobbi

tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

Sindicalismo

Xeque-mate

A reforma trabalhista do injustiçado presidente Michel Temer deu fim à famigerada contribuição sindical, em que cada trabalhador destinava o ganho de um dia de trabalho ao sindicato da sua categoria. Os sindicalistas encontraram um meio de burlar a lei, por meio de assembleias em que meia dúzia de gatos-pingados decidiam pela totalidade. O Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, por exemplo, reuniu 3 mil integrantes para decidir que 110 mil colegas deveriam contribuir. A medida provisória de Bolsonaro de 1.º de fevereiro deve ser a pá de cal que levará ao desaparecimento da grande maioria dos sindicatos. Os parlamentares têm plena consciência de que trabalhador foge da contribuição sindical como o diabo foge da cruz, portanto, aprovar a medida é desejo de todos os que diariamente põem a mão na massa e ganham honestamente o seu salário.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

As razões do caos

Nenhum incidente ou acidente decorre de um só fator, mas invariavelmente pelo somatório de duas ou mais razões. É óbvio que acidentes (ou até catástrofes) acontecem pelo mundo todo, mas as consequências poderiam ser minimizadas se não viéssemos cometendo, há centenas de anos, graves crimes em três decisivas áreas de atuação: educação, corrupção e gestão. No caso do caos como o que São Paulo viveu ontem, tenho a firme convicção de que a desobediência aos três fatores acima agrava as consequências. A falta de educação básica permite que as pessoas transformem as ruas, córregos e rios em depósito de toda forma de lixo; a corrupção faz com que órgãos públicos permitam, mediante propina, que se infrinjam todos os regulamentos e normas técnicas tanto para construir quanto para habitar; e a gestão "fecha os olhos" para toda irregularidade, até porque depois que se permite a prática do crime não há como eliminar suas consequências. Numa rua estreita, onde havia casas, hoje é permitida a construção de prédios com 35 pavimentos, por exemplo. A sonegação do ISS (em conluio com incorporadores) propiciou a funcionários da Prefeitura Municipal de São Paulo a posse de mais de cem imóveis e uma via importantíssima como o Rodoanel já é uma circunferência de barracos invasores. Ou seja: fazemos tudo para que as tragédias se agravem. Não adianta chorar depois.

Celso C. Cretella

cpropano@gmail.com

São Paulo

Rodízio suspenso

Enchentes não são novidade em São Paulo, infelizmente. Naturalmente, enchentes levam à piora do tráfego de veículos. Para completar o cenário de caos, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que deveria gerenciar o tráfego de modo racional, suspende o rodízio de veículos em dias de enchentes, o que piora ainda mais o tráfego. Coisa de gênio!

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Nada muda

Por incrível "coincidência", chove em São Paulo nesta época do ano. Não acho que a mídia deva perder tempo entrevistando os servidores públicos responsáveis pelas trágicas consequências. Basta reproduzir as gravações feitas nas últimas décadas.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

Dias piores virão

Apesar da torrencial água que cai há dias na cidade de São Paulo, mesmo assim temos cortes sem prévio aviso da água e, ainda, interrupções no fornecimento de energia elétrica. Enquanto os poderes públicos não forem capazes de rever a onda especulativa imobiliária e conter este pseudoprogresso mediante planejamento, piores dias virão, de caos e trevas na cidade de São Paulo.

Yvette Kfouri

Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

Bolsonaro e a notícia falsa

Mais uma vez o presidente Jair Bolsonaro, usando de uma notícia falsa, resolveu atacar a imprensa ("Estado", 11/3, A8).  O assunto é por demais conhecido: as movimentações financeiras atípicas do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, que de comerciante de carros de "sucesso" confessou fazer o "rachid" com a equipe do gabinete do até então deputado Flávio - obviamente, sem que este soubesse de "nadinha". Em seu Twitter, o presidente acusa o "Estadão" de, em sua cobertura jornalística sobre o caso, ser o responsável por tentar acabar com o governo e arruinar o filhote Flávio. É o típico caso do rabo balançando o cachorro. Afinal, não foi o clã Bolsonaro quem deu motivos para tamanha improbidade? É lamentável quando não se olha para o próprio rabo.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

As redes de Bolsonaro

Ao compartilhar um texto em sua rede social preferida com falsa acusação a uma jornalista, o presidente Jair Bolsonaro só fez avançar mais um pouco na falta de credibilidade que suas publicações lhe rendem. Bolsonaro ganhou as eleições com pouco dinheiro e pouco tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV, mas as redes sociais fizeram a grande diferença. Ironicamente, estas mesmas redes sociais, impiedosas com quem faz mau uso delas, que o ajudaram a se eleger podem ser o estopim para lhe derrubar.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Devagarinho...

Primeiro, eles invadem seu jardim; depois, levam uma rosa; depois... Primeiro, ele defende a tortura; depois, divulga imagens obscenas; depois, usa frases falsas para atacar a imprensa...

José Eduardo Bandeira de Mello

josedumello@gmail.com

São Paulo

O comportamento do presidente

O comportamento de Bolsonaro como presidente e twitteiro não me causa qualquer espécie. Somente os seus eleitores de senso crítico limitado - os que o chamavam de "mito", o mesmo pessoal do "melhor Jair se acostumando" - é que talvez se surpreendam. Eu votei nele contra a quadrilha, mas não esperava nada diferente de um deputado federal inexpressivo que flanou por oito mandatos no Congresso Nacional. Um eventual impeachment também não me preocupa, pois o general Mourão já demonstrou ter o equilíbrio, a serenidade e a liderança necessários para conduzir o País. Agora, imaginem o que seria do Brasil com Manuela d'Ávila à frente da Presidência...

Marcelo Melgaço

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

Boca fechada

Se Romário, sobre Pelé, disse que ele calado é um poeta, no caso do presidente Bolsonaro seria o quê, um estadista?

José Eduardo Zambon Elias

zambonelias@hotmail.com

Marília

Pró-Brasil

Nas mídias sociais encontramos um grande número de puxa-sacos do presidente Bolsonaro. Não importa o tamanho da gafe do cara, eles estão de plantão para defendê-lo. Agem exatamente como os lulopetistas: ou você é favor do cara ou você é contra o Brasil. Para rimar, "pqp". A insanidade é tão grande que desprezam o fato de que os principais membros do governo estão trabalhando como bombeiros, ou seja, apagando os focos de incêndio provocados pelo desajeitado e bravateiro presidente. Uma correção: não são puxa-sacos, são afagadores. Vai que machuca. O que vale, mesmo, é ser pró-Brasil, já que entre os políticos não existe facção, e sim projeto de poder. Num país assim, ter político de estimação é uma aberração intelectual.

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

Sem rumo

Excelente o artigo do jornalista Rolf Kuntz no "Estadão" de domingo, "Escatológico, mesmo, é o despreparo do presidente" (página A2). Realmente, o jornalista abordou o que está na visão de grande parte do povo brasileiro. Bolsonaro continua desinformado e muito aquém do cargo para o qual foi eleito, consolidando, de tal forma, absoluto despreparo para a função presidencial. Talvez os seus ministros ou os mais chegados do presidente não leiam jornais, muito menos assistam a jornais televisivos, porque, se os lessem ou assistissem, talvez corrigissem o rumo do governo. Na minha ótica, não caiu a ficha como presidente, ainda.

Arnaldo luiz de Oliveira Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

O despreparo do presidente

Há tempos não lia um texto tão coerente ("Estado", 10/3, A2). Ao "intrometer-se" em assuntos que pouco domina, como educação ou comércio exterior, o presidente, além de revelar seu despreparo para o exercício do cargo, põe em risco a credibilidade do País e as conquistas duramente consolidadas pelos brasileiros.

Maria Ísis Meireles Monteiro de Barros

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro 

Fadiga social

A internet ainda parece, para muitos, uma terra sem lei, mesmo com melhorias no controle e na punibilidade de ofensas, entre outras manifestações inadequadas nas redes. Temos o direito de pensar e expressar o que quisermos, observando a necessidade de moderação e de educação. Publicar algo em estado emocional alterado geralmente acaba mal. Não são aceitáveis posturas extremistas ou preconceituosas, que incitam ações, reações ou violência de qualquer espécie. Tudo isso, infelizmente, é amplificado pelo grau de importância e relevância da fonte, demonstrando o grau de controle emocional. Nem todos gostam ou concordam com uma publicação, mas o respeito é imprescindível. Argumentos, e não xingamentos. Expondo opiniões publicamente, estamos sujeitos a isso. Basicamente, quem fala ou publica o que quer ouve o que não quer, além de favorecer usos oportunistas do dito e do não dito, criando ruídos desnecessários. É preciso ter a cautela, verificar as fontes, pesar bem as palavras e consequências antes de publicar algo. Trata-se de um exercício, altamente recomendável, de reflexão e de civilidade, afinal a tecnologia é, ou deveria ser, uma ferramenta social saudável, para a integração, o conhecimento e as relações humanas.

Luiz A. Bernardi

luizbernardi51@gmail.com

São Paulo

Twitter Brasil

Como diz o ditado, malandro esperto não chia, bom cabrito não berra. Se "militares garantem a democracia", os que chiam garantem o quê? Privilégios? Roubalheira? Impunidade?  Descaso? Oportunismo? Na soma, eis nossa corrupção institucionalizada ou tudo isto que aí está...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

Estava escrito

Muitos acreditam em destino, mas, para estes, dizer que já estava escrito que Bolsonaro iria descer a ladeira rapidinho é o mesmo que pensar que ninguém entra na escola sabendo de todo o aprendizado e com todas as respostas. O aprendizado é lento, difícil e, muitas vezes, pragmático. Quem pensa vai longe e pode chegar lá. É o caso do presidente. Ele pensa, vai pensar em todas as lorotas a que fez jus e, ao mesmo tempo, entender com elas o que precisa mudar. Ninguém é inteligente para tudo, nem ele. No entanto, essa máxima faz o ser humano refletir e, pensando, mudar atitudes que não deveriam pautar um governo, cuja administração maior do país é gerar empregos, transformar a mudança da Previdência em prioridade, acabar com a corrupção, deixar os desafetos oposicionistas de lado e correr para a frente. Precisamos que o País acredite que, juntos, podemos subir a ladeira do desenvolvimento econômico e sair do ostracismo de onde precisamos sair em busca de dias melhores.

Creusa Colaço Monte alegre

ccolacomontealegre@yahoo.com.br

São Paulo

A democracia e os militares

Colhi do discurso de "Étienne de La Boétie" o pensamento abaixo, cujos dizeres, apesar de antiquíssimos (1571), traduzem notícia que está na crista dos jornais dos últimos dias, quando Bolsonaro entendeu dizer que o sustentáculo da "liberdade depende" dos militares, mas, convenhamos, os militares também são "povo". Diz Étienne que os tiranos tiram forças para suas tiranias ou do servilismo do povo, ou do servilismo das Forças Armadas, subjugando-os. Assim são os tiranos: quanto mais eles roubam, saqueiam, exigem; quanto mais arruínam e destroem, quanto mais o povo lhes é subserviente e mais se lhes prestar serviços, mais eles se fortalecem e se robustecem numa roubalheira encandecida até aniquilarem e destruírem o país inteiro. Não há como se lhes saciar a gula pantagruélica. Mas, se um povo consciente nada lhes der, se resoluto não lhes obedecer as diatribes e, num corajoso uníssono, dizer "basta" (pela voz das urnas), eles (posto serem exploradores covardes), sem ser preciso luta ou combate, sem necessidade de verter sangue, eles acabarão por ficar nus, pobres e sem nada. (Entenda-se por tiranos os que se elegem golpeando o bolso dos pobres). Todos dependem literalmente de quem eles exploram. Assim, tal como a raiz sem umidade e alimento, estiola-se, seca e morre, assim findam os tiranos, cuja única seiva é a subserviência do povo. Povo este, no sentido geral, somos todos nós, inclusive as Forças Armadas. E aqui bate o ponto, a mim me parece por onde vasou o pensamento de Bolsonaro ao entender que a "liberdade" tem de se suportar no compromisso dos militares cuja vocação é a de serem o salvo conduto da liberdade e da democracia, símbolo da Pátria livre das botas barrentas dos tiranos e ditadores. 

Antonio B. Camargo

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

Cerco além dos limites

Barack Obama, durante uma cerimônia do Dia do Veterano no Memorial Day, falou que é graças aos soldados que podemos ter liberdade de religião, de imprensa, de ensino, de poder falar livremente e de votar, sem provocar nenhuma polêmica; o que temos visto em dois meses de governo Bolsonaro é um cerco além dos limites, em que quaisquer atos ou palavras, às vezes por menores que sejam, geram imediatos e contínuos ataques por parte da mídia e de políticos, formadores da opinião pública que, seja por interesses ideológicos, seja por interesses financeiros, cobram soluções em curtíssimo prazo para os erros e desmandos de 13 anos de governos petistas.  

Celso Neves Dacca

celsodacca@gmail.com

São Paulo

Melindre

Caso Bolsonaro repetisse as palavras do papa, também seria escandalizado pelo "melindrosos".

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Ainda o atentado

Em 6 de setembro de 2018 o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro sofreu um atentado e Juiz de Fora (MG), o agressor foi Adélio Bispo de Oliveira. Peritos indicados pela Justiça atestaram, em laudo, que o autor do atentado sofre de doença mental e que é perigoso para viver em sociedade e até mesmo num presidio comum. Em vista disso, por segurança, ele deve ser internado num manicômio judicial. Porém, naquela época, os meios de comunicação divulgaram amplamente que naquele mesmo dia, 6 de setembro de 2018, consta que Adélio Bispo de Oliveira foi registrado na entrada da Câmara dos Deputados. Brasília fica aproximadamente a mil quilômetros de Juiz de Fora. Quem foi que fez esse registro? Obviamente, foi com a intenção de criar um álibi, julgando que Adélio pudesse escapar do flagrante. Uma pessoa não pode estar em dois lugares tão distantes ao mesmo tempo. É necessário que se comprove se realmente naquele dia, 6 de setembro de 2018, há um registro de entrada da Câmara dos Deputados de Adélio Bispo de Oliveira. Se esse registro existe, então a polícia tem a obrigação de averiguar quem foi que fez esse falso registro. Caso isso venha a ficar comprovado, o caso do atentado a Jair Bolsonaro não pode ser encerrado. Aí tem!

José Carlos de Castro Rios

jc.rio@globo.com

São Paulo

Será?

Não concordo com o laudo da Justiça Federal sobre Adélio Bispo, depois de tudo o que aconteceu na pensão e da correria de advogados para defendê-lo. Além, é claro, da "assinatura" dele na Câmara no dia do atentado. Somos néscios?

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

A reforma da Previdência

Jair Bolsonaro deu sinal verde para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, encaminhar pedidos de deputados para nomeações para cargos do segundo escalão. Sob a alegação de "uma prática legítima e comum a todos os governos", Bolsonaro e Maia vão fatiar nos Estados os cargos técnicos politicamente. Novamente, ou mais uma vez, nos deparamos com a velha política das Capitanias Hereditárias, em que o "toma lá da cá" está cada vez mais presente, agora como moeda de troca na agilidade de aprovação da reforma da Previdência. Como um governo que se intitula "diferente" traz em sua essência a velha política do "eu te dou e você me dá"? Os milhares de eleitores do então presidente estão estupefatos com tantas trapalhadas, falta de convergência e foco do novo governo. O presidente está parecendo um legítimo elefante dançando chanchada numa joalheira. 

Fernando Santos da Silva

fernandosantossilva1977@gmail.com

São Paulo

À moda antiga

Sobre a nota na "Coluna do Estadão" de sábado "PSDB se reúne para discutir Previdência" (9/3, A4), a impressão que se dá é a de sempre: sem negociações, compadrios e conchavos à moda PT, PSDB, MDB e outros, não terá aprovação de reforma alguma, mesmo com as boas intenções de alguns e do governo. A mesmíssima coisa acontece desde os tempos de FHC, 20 poucos anos atrás.

Jaime E. Sanches

jaime@carboroil.com.br

São Paulo

Sinuca

O presidente Bolsonaro está numa sinuca na questão da Previdência, pelos três lados: civis, servidores e militares. Aliado a fatores ocorridos antes das eleições e aos que sucedem após, fica difícil de imaginar uma reeleição em 2022. O presidente, capitão reformado e que ascendeu na política pelo sindicalismo junto de sua classe, pode ficar conhecido como o único presidente que teria trazido prejuízos à categoria. Os presidentes petistas nada tiraram dos militares e Sarney concedeu-lhes até o 13.º salário.

Heitor Vianna P. Filho

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

Maquiavel

Às vésperas da votação da inadiável e premente reforma da Previdência pela Câmara dos Deputados, cabe, por oportuno, citar a obra-prima "O Príncipe", do gênio político florentino Maquiavel, quando diz "deve-se considerar que não há coisa mais difícil, nem de êxito mais duvidoso nem mais perigosa do que o estabelecimento de novas leis. O novo legislador terá por inimigos todos aqueles a quem as leis antigas beneficiavam, e terá tímidos defensores nos que forem beneficiados pelo novo estado de coisas". Sem mais delongas, não há mais o que esperar. Reforma já, Brasil!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Guedes atrás de R$ 1 trilhão

O ministro da Economia, Paulo Guedes, em sua oportuna entrevista concedida ao "Estadão" (10/3, B4 e B5), sobre a possibilidade de o Congresso modificar ou até eliminar pontos do projeto da reforma da Previdência enviado pelo governo, afirmou que aceita, desde que propicie uma economia em dez anos de R$ 1 trilhão. Ou seja, para Guedes este valor é o piso! Com essa economia projetada com a aprovação da reforma, Guedes promete que as futuras gerações não serão prejudicadas. Ao contrário, certamente tira o País do atoleiro do déficit fiscal e, com a volta do equilíbrio nas contas públicas, faz crescer o nível de investimento, o PIB, a oferta de empregos e a distribuição de renda. Mas Paulo Guedes, muito confiante na aprovação da reforma, ousado, quer mais. E, no lugar do "toma lá dá cá" da distribuição de cargos a políticos, deseja ver um Congresso protagonista e fala, na entrevista, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que deve enviar, primeiro, ao Senado que tem o objetivo de mudar o dito pacto federativo, dando fim às despesas obrigatórias e às vinculações orçamentárias. Ou seja, para Guedes, se aprovada, esta PEC dará aos políticos 100% do controle do Orçamento da União, Estados e municípios. Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá. Mas, num país como o nosso, que clama por mudanças para sair do fosso da falta de desenvolvimento econômico e social, creio que vale a pena pagar para ver como é que este Congresso, hoje mal avaliado pela nossa sociedade, vai se comportar. O que chama a atenção, de forma positiva, na excelente entrevista é que o ministro Guedes está determinado e otimista para alavancar a nossa economia, privatizar estatais, vender milhares de imóveis da União e, inclusive, reduzir impostos para empresas. Para tal, diz contar com todo o apoio do presidente Jair Bolsonaro. É o que o Brasil espera.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Petróleo estratégico

O ministro Paulo Guedes (10/3, B4 e B5) fala que por ele as estatais seriam todas vendidas. Não ha lógica nisso ou há falta de conhecimento. A cadeia do petróleo do poço ao posto funciona como uma corrente. Seus elos se unem. Imaginem a distribuição de derivados na mão de pequenos ou empresas estrangeiras. Caso não obtenham o lucro planejado, deixam o País, como está anunciando a Ford, no ABC paulista. Imaginem uma empresa dessas falindo. Uma corrente com elo fraco ou faltante não funciona. Imaginem as Forças Armadas dependentes de uma Shell ou Esso para movimentar seus maquinários. Só os grandes podem privatizar empresas estratégicas.

Michel A. Khouri

michelkhouri99@gmail.com

Santos 

Para que servem os tribunais de contas?

Leitor assíduo e assinante do "Estadão", diariamente leio um novo absurdo vindo do governo ou mais um escândalo, tal qual mais uma conta a adornar o rosário de escândalos que torna o brasileiro um descrente deste tal de "país do futuro", que a cada ano é mais futuro ainda. Informou-nos o "Estadão" de sábado (9/3) que o Tribunal de Contas da União (TCU) está para aplicar uma desavergonhada indulgência às empreiteiras, todas sem dúvida envolvidas na maior corrupção já registrada na história das democracias decentes. Essas empreiteiras levaram a força-tarefa da Operação Lava Jato a desvendar esquemas bilionários que levaram à prisão políticos que até então viviam como nababos, verdadeiros sultões de um país que se debate numa quase extrema pobreza. Esses políticos, agora encarcerados, sempre alegaram que suas contas foram examinadas pelo tribunal de contas, seja da União, seja do Estado, alcançando os municípios. Qual o critério adotado para a formação desses tribunais? A duvidosa atuação da maioria dos seus componentes é isenta de qualquer julgamento? Que critérios são usados para a escolha de um membro de tribunal de contas? Só o "Sombra" sabe.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Inutilidades

Coisas absolutamente inúteis, parasitas e nocivas para nosso país: STF, Coaf, Assembleias Legislativas, tribunais de contas estaduais, intelectuais partidários, sindicatos, OAB, ONGs. Precisamos, mesmo, é de ética, ação social verdadeira e como gerar empregos e combater a corrupção. 

André Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

Operação Lava Jato sob ameaça 

A banda libertária do Supremo Tribunal Federal (STF) - Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello, notórios opositores da Operação Lava Jato - se articula para que, em julgamento pelo pleno da Corte, no próximo dia 13, seja definido que crimes de corrupção em conexão com crimes de caixa 2 serão investigados e julgados pela Justiça Eleitoral. Hoje, a competência é da Justiça Federal, que tem realizado um trabalho eficiente, cujo resultado foram várias condenações e prisões de importantes políticos e empresários e a recuperação de vultosos valores roubados dos cofres públicos. Transferir esses casos para a Justiça Eleitoral é a garantia da impunidade para crimes dessa natureza e a provável anulação dos julgamentos já efetuados. A Justiça Eleitoral não possui magistratura própria nem estrutura para esse mister, e sua eventual atuação em casos análogos não redundou em qualquer condenação. E, mais do que tudo, a prevalência da competência da Justiça Federal emana do ordenamento da Constituição federal, que se sobrepõe a qualquer outro, embora o Código de Processo Penal disponha em sentido inverso. À sociedade - que tem assistido a algumas decisões do Supremo ao avesso da Carta - resta aguardar pela justeza da maioria de seus ministros para que seja preservada a Operação Lava Jato. E é bom que se diga: ditaduras e ditadores são sempre repugnantes, não importa a sua origem.

Sergio Ridel

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

S.O.S. Lava Jato

Quando se trata da importância da Lava Jato para o País, a gente não pode esquecer que o absurdo foro privilegiado "jabuticaba" - que deveria estar com seus dias contados - acoberta a maioria dos políticos corruptos, que fica fora do alcance da Lava Jato. Isso faz toda a diferença, porque o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são verdadeiros "bunkers" de corruptos, aparelhados por corruptos, portanto, perniciosos à nação brasileira. Caso ocorra agora a catastrófica transferência incondicional de todos os processos de políticos que não têm mais foro privilegiado para o TSE, será outra ofensa gravíssima a todos os brasileiros de bem, que desejam que os processos de corrupção na política e na administração pública sejam julgados com seriedade, e não todos engavetados, como tem sido até hoje, facilitando a prescrição dos crimes e a impunidade sistêmicas. 

Olimpio Alvares

olimpioa@uol.com.br

Cotia

Vergonha

Acho vergonho para o Ministério Público Federal (MPF), especialmente para a Procuradoria-Geral da República, que o "Estadão" tenha de explicar-lhes em editorial ("Bagunça não é prerrogativa", 10/3, A3) que não é competência da instituição determinar onde deve ser usado o dinheiro recuperado do crime. Até eu sei disso!  

Euclides Rossignoli

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

Até engolir a nação

Se há um poder que cada vez mais causa medo aos brasileiros é o Ministério Público. Para o povo, é o mais irrazoável e privilegiado órgão de Estado. Os salários são absurdos e os penduricalhos, vergonhosos e crescentes. Agora, querem se apropriar do dinheiro recuperado nas ações públicas. Sei lá quem incutiu nestes servidores essa ideia escatológica. E tem mais: tente se socorrer de alguma ilegalidade (em São Paulo, pelo menos) recorrendo ao MP (do idoso, no meu caso). Não lhe respondem sequer. Onde estavam com a cabeça os constituintes que criaram o quarto poder sem impor-lhes limites? E tendem a crescer até engolir a Nação, é a clara impressão.

Ademir Valezi

adevale@gmail.com

São Paulo

'Em nome do patriotismo'

Em excelente artigo veiculado neste jornal, intitulado "Em nome do patriotismo" (11/3, A2), o promotor de Justiça Roberto Livianu demonstra sua preocupação com a ideologização nas escolas no eventual retorno das necessárias disciplinas de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil (OSPB). Eu, como professor, ressalto a importância de ambas, não de forma transversalizada, como defende o nobre colunista, mas de forma integral e específica. Assim como nossos filhos por vezes apelam para disciplina, nossos alunos clamam por isso, posso afirmar com propriedade e conhecimento de causa. 

Mauro Sergio Silveira

prof.mauro@hotmail.com

São Paulo

Venezuela, sem gasolina e eletricidade

Agora faltam gasolina e eletricidade na outrora progressista Venezuela. Enquanto o presidente Nicolás Maduro culpava os Estados Unidos, a oposição convocava manifestação e greve para sábado. A população sofre a falta de alimentos, medicamentos e, principalmente, de esperança. Torcemos para que a Venezuela reencontre o seu caminho para poder repatriar os seus mais de 3 milhões de refugiados, explorar suas potencialidades e desenvolver a economia em favor do seu povo. E que tudo ocorra sem o derramamento de mais sangue. Chegam os que já tombaram. A solução venezuelana, pelo tamanho dos estragos causados pelo socialismo chavista, tem de contar com o apoio internacional. De preferência, dentro do princípio da não intervenção e da autodeterminação dos povos, criando condições para o país encontrar o meio pacífico - mesmo que espinhoso - que têm trilhado os demais países do continente, que hoje seguem uma nova ordem e trabalham para se refazer das utopias esquerdistas que os levaram à crise. É um processo difícil, que exige paciência e perseverança, mas vale a pena.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Apagão na Venezuela

Com a Venezuela entrando na idade das trevas, Nicolás Maduro culpa imperialismo americano. É de admirar como o povo venezuelano ainda não derrubou este tiranete. Mais um pouco e teremos o socialismo da idade das cavernas. 

Luiz Henrique Penchiari

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo 

Maduro agoniza, mas resiste

A Venezuela chegou a um ponto sem volta, que é a queda de Maduro. Não há outra saída, mas um Maduro agonizante está desesperado por uma forma de se manter na ditadura, como se classifica seu regime, mas ainda não entregou os pontos como fugir para Cuba, Rússia ou China, países que ainda o apoiam apenas para se contrapor aos Estados Unidos. Quanto ao Brasil, ele jamais poderia colocar nossos militares na Venezuela, por estarmos dividindo fronteiras e também por Roraima depender da energia elétrica comprada daquele país, responsável por abastecer mais de 70% das necessidades da capital Boa Vista. A alternativa seria abastecê-la com geradores a diesel, mas a um custo impressionante. Por isso, não é covardia, mas racionalidade o Brasil ter de se manter como um equilibrista  em corda bamba.

Laércio Zanini

spettro@uol.com.br

Garça

Novo passaporte brasileiro

Gostaria de fazer alguns comentários sobre o atual passaporte comum dos brasileiros. Sua emissão, além de simples, eficaz e rápida, atende em prazo bem razoável. Mas quero me deter a alguns detalhes deste importante documento. Primeiro, a foto poderia voltar a ocupar 40% da página de identificação do portador, facilitando o reconhecimento de toda autoridade portuária. Hoje, com cerca de 25% da página, essa mesma foto, que anteriormente era de 5 x 7 cm, além de ter sido reduzida a uma de 3 x 4 cm, ainda assim apresenta 40% de fundo branco. No todo, a foto tem aspecto pálido, desbotado e de baixa qualidade. O rosto, além de pequeno, não apresenta contraste de cores e detalhes. Vários documentos de identificação europeus trazem essas características bem evidentes na foto de rosto e na proporção do documento. Segundo, na identificação do portador, os dados são apresentados timidamente, com letras que exigem esforço na leitura e se caracteriza por uma página subutilizada. Ao contrário, o espaço poderia ser ocupado com uma melhor apresentação do portador, facilitando a rápida inspeção da autoridade, atribuindo agilidade ao seu portador, enquanto dificulta a falsificação. Alguns elementos de segurança, como selos holográficos e outra foto menor do portador na área plastificada do documento, poderiam ser agregados, o que certamente tornaria o documento mais seguro. Terceiro, fica como sugestão a capa voltar a ser na cor verde oliva, constando a presença do belo brasão da República Federativa do Brasil. Hoje, contém a expressão Passaporte Mercosul, um meio arco e quatro estrelas do Cruzeiro do Sul. Confesso que desconheço qualquer outro passaporte, por exemplo, que traga uma expressão como Nafta. Canadá, México ou EUA não dão evidência ao acordo em seus passaportes. Os países da Comunidade Europeia trazem essa expressão na capa, mas o maior destaque vai para o país de sua emissão. Na hora da apresentação do passaporte, o que irá facilitar a identificação vai ser dizer Brasil em primeiro plano, sem qualquer desatenção ou pouco caso ao acordo comercial entre os países em questão. Tenho passaporte brasileiro desde a década de 1970. Já passei por vários modelos ao longo destas cinco décadas. Desde um de capa dura até o atual. Com certa dose de saudosismo, sentia-me mais orgulhoso ao apresentar os mais antigos. Ficam aí tais sugestões.

Marcos Nogueira Destro

mdestro@amcham.com.br

São Paulo

Acidente aéreo na Etiópia

No moderno Boeing 737 MAX 8 foi instalado um sistema de segurança automático chamado MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System). Este sistema aumenta as características de manobra ao apontar o nariz do avião para baixo e, assim, evitar que a aeronave entre em velocidade na qual perde a sustentação. O sistema é muito importante, pois basta lembrar a tragédia do Air France em 2009. Entretanto, esse sistema não pode estar ligado na decolagem do avião, como ocorreu no acidente da Lion Air em novembro do ano passado. A leitura de dados apontou um falso estolar e o sistema ligado abaixou o nariz do avião, automaticamente, antes que este ganhasse altitude e sustentação no ar. O acidente da Ethiopian Airlines, ontem, é o segundo a cair, em seis meses, com o mesmo tipo de aparelho. Lamentavelmente, as situações são parecidas e a reação rápida da tripulação depende para desligar o MCAS de treinamento.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Mariana e Brumadinho dos ares?

Segundo acidente com o Boeing 737 MAX apontaria para uma Mariana e Brumadinho dos ares? De acordo com os portais internacionais de notícias, após o acidente em 29 de outubro de 2018 na Indonésia, a comunidade aeronáutica passou a questionar a falta de informação da Boeing às empresas aéreas e aos pilotos sobre seu novo sistema de aviso de entrada em perda de sustentação. Estaremos vivendo na era das tragédias anunciadas?

Lenke Peres 

Cotia

'Resistentes ao HIV'

Caro Fernando Reinach (9/3, A17), sou leitor assíduo de sua coluna no "Estadão", pois ela sempre traz elementos científicos que nos possibilitam reflexões acerca de assuntos transcendentais. É o que parece tratar-se este tema. Em resposta à sua pergunta "você acha que os dados desse experimento ilegal devem ser publicados e avaliados pela comunidade científica, ou devem ficar fora dos registros da ciência, como se o experimento nunca tivesse sido feito?", creio que o melhor caminho é seguir o código de ética que rege o comportamento (esperado) da classe à qual pertence esse cientista. Afinal de contas, códigos de ética servem exatamente para refrear ímpetos pessoais (mesmo que bem intencionados, em princípio) e balizar comportamentos sociais e suas consequências ao longo do tempo. A vida comporta mistérios (e nesse caso temos duas vidas em processo de existência) que a ciência, apesar de toda a sua evolução, ainda não conseguiu desvendar e explicar.

Mário Luiz Lúcio

mllucio@yahoo.com.br

São Paulo

Carnaval em SP

A Prefeitura de São Paulo noticiou que no carnaval em São Paulo multou vários homens que urinavam na rua. Não deu para entender como conseguiram efetuar o flagrante, identificar e multar o infrator e como foi conseguida a cobrança da multa. Vamos abordar quais os deveres da Prefeitura em construir banheiros para a população para uma mega metrópole como São Paulo. O último banheiro acessível construído na Capital foi no governo de Marta Suplicy, financiado pelo Banco Boston, no Anhangabaú, em frente ao Correio central. Em seguida, ao assumir o sr. José Serra, mandou emparedar o banheiro alegando vandalismo, desculpa inaceitável, pois entre o masculino e o feminino havia ali um posto de Guarda Civil Metropolitana cuja única função, por decreto, é cuidar dos próprios municipais. Em seguida (por seis anos), sr. Kassab, sr. Haddad, sr. Doria e sr. Covas não construíram nem conservaram poucos que havia na cidade. Em capitais como Tóquio existem mais de cem banheiros públicos conservadíssimos. Os homens, mesmo com educação precária, ainda conseguem se ajeitar, mas as mulheres são as grandes prejudicadas. Parece que alguns destes prefeitos não pensam nem um pouco nas mulheres. É de reconhecer que nas grandes datas festivas durante o ano a Prefeitura aluga milhares de sanitários químicos, na maioria das vezes de duvidosa qualidade, mas tem de pensar no dia a dia do cidadão comum, que vive nesta cidade, pelo menos em locais estratégicos como o Hospital das Clínicas, por onde passam milhares de pessoas diariamente, precisando na maioria das vezes de sanitário, pois há espaço suficiente no canteiro central, em frente ao IML, por exemplo.

Stanko Svarcic

ssvarcic@gmail.com

São Paulo

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