Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2019 | 03h00

ATAQUES À IMPRENSA

Tempos estranhos

Parabéns pelo brilhante editorial A missão do ‘Estado’ (12/3, A3), muito oportuno e, sobretudo, corajoso. Vivemos dias estranhos e precisamos tomar cuidado com elementos nefastos que demonstram intolerância em muitas questões, entre elas as liberdades democráticas.

JOAQUIM OLIVEIRA

jcarlitoxy@gmail.com

São Paulo

Defesa da democracia

Ao ler o editorial senti-me reconfortada, pois cerro fileira com o Estado por sua intransigente defesa da democracia a qualquer custo, bem como dos imprescindíveis valores republicanos. Ninguém tem o direito de vilipendiar a imprensa séria e íntegra, pois será sempre por ela que estaremos protegidos de qualquer tipo de ameaça e consequente ruptura dos mecanismos institucionais que devem nortear nosso país. Grata de coração por essa emocionante declaração exposta com tanta dignidade, fazendo-nos relembrar a sua edificante trajetória contra o autoritarismo e seus malfeitos.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

Outro tiro no pé

Em 144 anos de circulação o Estadão tem produzido editoriais ao longo de décadas que são verdadeiros libelos contra o autoritarismo e manifestações a favor da liberdade de imprensa. A missão do ‘Estado’, endereçado ao presidente da República e aos “pit bulls” digitais que o escoram nas redes sociais, foi mais uma dessas peças para guardar na memória. O texto reflete uma visão cristalina a respeito dos arreganhos autoritários do atual chefe do Executivo da Nação e enfática defesa dos valores que tornaram o Estadão o mais influente jornal do País e certamente um dos mais importantes do mundo. Mostrou ao sr. Jair Bolsonaro que, em sua ânsia de atacar veículos de imprensa – na maioria das vezes por motivos fúteis –, desta vez escolheu o “adversário” errado. Tomara que a reprimenda o leve a refletir melhor sobre suas desastradas intervenções e ele venha a se ocupar do que realmente a imensa maioria dos brasileiros gostaria: governar o País.

FERNANDO CESAR GASPARINI

phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

Quebra de decoro

O Messias errou. Quebrou o decoro da função eletiva que lhe foi designada democraticamente. Incitou o linchamento virtual de uma profissional de imprensa, Constança Rezende, no exercício de sua profissão. Nem se deu ao trabalho de checar as informações do áudio veiculado. Mostrou que a fluência do inglês de seu filho Eduardo não serve para além dos estúdios de TV americanos. A gravidade da situação se repete e se agrava caso seja comprovado – quando ainda? – o uso do perfil oficial do presidente, com má-fé, por seu filho Carlos. O Messias precisa antes de tudo trabalhar com a honestidade que cobra da “extrema imprensa”.

JORGE A. NETO

jorgealneto@gmail.com

Areia (PB)

Comunicação oficial

É hora de o sr. presidente parar de se preocupar com questões menores e notícias falsas plantadas por elementos que visam a desestabilizar o seu governo, abandonar a tuitagem como seu principal meio de comunicação e pensar nas suas responsabilidades perante os milhões de brasileiros que o elegeram como uma esperança de renovação. E ter presente que o seu principal meio de comunicação como chefe do Executivo é o Diário Oficial da União, por meio do qual os atos de governo se tornam efetivos e de alcance global.

LUIZ CARLOS G. PANNUNZIO

giotto.pan@gmail.com

São Paulo

EM SÃO PAULO

O dilúvio

Não há mais paciência da população da Grande São Paulo com as autoridades diante da tragédia das chuvas e enchentes. Por um lado, a Assembleia Legislativa segue o antigo calendário romano e só toma posse quando chegam os idos de março. Por outro, espera-se que seja formada imediatamente uma CPI da Chuva (fato determinado). A apuração deve ser rigorosa, com relatório final que indique: 1) a extensão dos danos e prejuízos, assim como o custo da limpeza; 2) como funcionou o sistema de alerta e de informação para chuva de 180 mm (em 12 horas), o que é chamado pelos meteorologistas de bomba d’água por causa das mudanças climáticas; 3) quanto era a verba prevista e qual foi o gasto efetivo, nos últimos dois anos, contra enchentes em todos os municípios afetados; 4) qual deve ser o plano de ação para os próximos dois anos, a partir dos dados coletados em audiência pública.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Para que serve?

O poder público economizou nos investimentos em prevenção, preferindo pagar salários e aposentadorias a funcionários muitas vezes desnecessários e improdutivos. Agora, os custos de todas as perdas – carros, casas, lojas, estoques destruídos – serão bancados pelos cidadãos. Para que serve o poder público?

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

Pouca sorte

São Paulo não tem sorte mesmo, seus prefeitos conseguem ser um pior que o outro. O sr. João Doria foi eleito com a esperança de termos um bom gestor, mas seu alpinismo político falou mais alto. Quis ser candidato a presidente, não deu. Candidatou-se a governador, abandonando a cidade com seus enormes problemas, traindo quem nele acreditou. Eleito, o vice, sr. Bruno Covas, ficou no seu lugar, sem ter qualificação para comandar a Prefeitura. Basta viver em São Paulo para ver como é medíocre sua administração.

PAULO BOIN

boinpaulo@gmail.com

São Paulo

Terreno abandonado

Num terreno situado na Rua Califórnia, 590, foi elaborado um projeto para uma dessas academias poliesportivas, a qual viria a ocupar 100% do terreno. A obra, evidentemente, foi embargada e acha-se abandonada, com restos de material jogado, muita madeira, etc. Atualmente serve para depósito de lixo (lixão), o que é feito desavergonhadamente por caminhonetes e caminhões. O cadeado do portão fica pendurado no próprio portão. O terreno presta-se perfeitamente à proliferação de escorpiões, ratos e mais novos moradores, como já se tem notícia. A Prefeitura e a construtora nada fazem para coibir tal descalabro, apesar de várias reclamações, e parecem ignorar os perigos para a saúde da população.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO, arquiteto e urbanista

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


CARROS OFICIAIS


A edição do jornal “Estado” de ontem (12/3, A10) informou que o presidente Jair Bolsonaro enviou pedido ao Congresso Nacional com vistas à compra de veículos novos blindados. Serão investidos nessa compra alguns milhões de reais. Decisão acertada, visando a dar maior segurança ao presidente e ao seu vice. Agora, é duro de acreditar que os ex-presidentes também estarão incluídos nesse pacote de veículos blindados. Quem pagará essa compra, considerando que o governo não fabrica dinheiro?


Aloisio Pedro Novelli celnovelli@terra.com.br

Marília


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GASTANÇA


Notícia do “Estadão” (12/3, A10) sob o título “Bolsonaro pede troca de carros oficiais” dá conta de que, além de Bolsonaro, Temer, Dilma, Fernando Henrique Cardoso, Collor, Sarney e também o presidiário Lula poderão receber carro novo. E ainda não se sabe por que o Brasil está afundado em dívidas. Pelo visto, não é apenas pelo déficit da Previdência.


Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo


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O EXEMPLO QUE VEM DE CIMA


O presidente Jair Bolsonaro, literalmente com o pires na mão, fez pedido ao Congresso Nacional para trocar todos os carros oficiais, que, além de modernos, devem ser blindados. A benesse não é só para o primeiro escalão de seu governo, mas se estende aos demais ex-presidentes, tais como Michel Temer, o “poste” impedido Dilma Rousseff, o presidiário Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e até mesmo José Sarney. Isso é que é dar exemplo de austeridade num momento tão delicado da economia do País. Como as coisas mudam, não é não?!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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DEUS NOS AJUDE


É muito simples e fácil de resolver o problema de segurança no Brasil individualmente e exclusivamente, tanto que o presidente Jair Bolsonaro já resolveu o seu e o de mais alguns privilegiados, pedindo a troca de carros oficiais por blindados para ele, seu vice, Hamilton Mourão, e seus antecessores Michel Temer, Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e José Sarney. Ou seja, cada um por si e Deus por todos.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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BOLSONARO E A MÍDIA


Manchete do “Estadão”: “Mídia é alvo de Bolsonaro no Twitter a cada 3 dias” (12/3, primeira página). Realidade: Jair Bolsonaro, desde que assumiu a Presidência há dois meses, é alvo diário da mídia jornalística, tanto escrita quanto televisiva. Então ele ainda está no prejuízo! Querem tapar o sol com peneira desmentindo a postagem de Jawal Rhalid em sua conversa com a jornalista Constança Rezende, mas foi gravada. A verdade é só uma: enquanto o denunciado sistema não destruir Bolsonaro, ele não vai ter sossego.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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CAMINHO LIMPO


Se o sr. presidente ataca o “Estadão”, ele também ataca os seus leitores. Leitores que buscam a informação de maneira limpa e justa, nunca subterrânea. É como aquele embate entre o saudoso Orestes Quércia e o jornalista Rui Xavier, a arrogância do entrevistado versus a coragem do jornalista que não se deixa amedrontar. O governante passa, mas o “Estadão” permanece, alimentando corações e mentes, impactando o verdadeiro mundo social. Não tem nada mais salutar do que um artigo escrito por um presidente da República, assim como os de FHC, por exemplo. Perscrutar a mente do chefe da Nação, saber o que ele pensa e como articula. Este é o caminho limpo e justo, o resto é uma nebulosa antissocial.


Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos


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‘A MISSÃO DO ‘ESTADO’’


Cumprimento o “Estadão” pelo editorial “A missão do ‘Estado’” (12/3, A3), que deixa clara a todos os cidadãos de bem deste país a importância deste jornal para com os valores democráticos e com o regime da lei que perdura desde a sua fundação, em 1875. No caso do ataque do presidente Jair Bolsonaro a este jornal e a uma de suas jornalistas, Constança Rezende, é evidente que o presidente está necessitando de amparo para auxiliá-lo em suas posições, pois a época da eleição já passou e ele não está imune às críticas após ter sido eleito por dezenas de milhões de eleitores. Que o “Estadão” continue na sua missão de defender a democracia, que vem desde a proclamação da República, passando pela truculência da época de Getúlio Vargas e contra a ditadura militar. Vá em frente, “Estadão”, pois o jornal está cumprindo o seu dever, o que deixa orgulhosa a grande maioria dos brasileiros.


Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas


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LIBERDADE DE IMPRENSA


É inconcebível que o presidente da República use informação falsa para atacar a imprensa. O que é um absurdo. A nossa Constituição tem como um dos pilares da democracia a liberdade de imprensa. A nossa União Geral dos Trabalhadores (UGT) defende a democracia.


Ricardo Patah, presidente nacional UGT antebraido@uol.com.br

São Paulo


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SOLIDARIEDADE


Minha solidariedade à repórter Constança Rezende. Que a indignação pelo gesto infame, típico das hordas de baixo clero, se converta em determinação ainda maior na missão diária de informar o grande público.


Flavio Menna Barreto mennabarreto2010@gmail.com

São Paulo


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ATAQUES À MÍDIA


Nos frequentes ataques à mídia, Bolsonaro está apenas seguindo o seu “ídolo” Trump.


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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MATURIDADE


A legislação eleitoral exige, para candidatos à Presidência do Brasil, idade mínima de 35 anos, presumindo que a pessoa já tenha a maturidade intelectual que o cargo exige de um primeiro mandatário. Espera-se isso de todos os brasileiros, mesmo de ultrarradicais de direita como o sr. Jair Bolsonaro, mesmo que sem muita convicção. Pois, passados mais de dois meses de seu mandato, só o que ficou claro é que o sr. Bolsonaro age como moleque, ao usar mídias sociais para vociferar inverdades, logo desqualificadas pelos seus porta-desmentidos, que alegam má interpretação de seus impropérios. É isso o que veio para “mudar” o Brasil?


Lauro Becker beckerjr2018@gmail.com

Indaiatuba


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O SILÊNCIO É DE OURO


O nosso país está passando por uma grave crise, com as contas públicas extremamente complicadas, sem dizer a calamidade financeira de diversos Estados e município. Para superarmos essas dificuldades, precisamos de muito trabalho e trabalho extremamente difícil, já que existem injunções políticas que precisam ser superadas. Para vencermos esses difíceis problemas, seria extremamente necessário que os homens públicos comandantes desta difícil tarefa falassem menos e se dedicassem a fazer mais. Não podemos nos esquecer de que existem 13 milhões de desempregados que precisam destas reformas para encontrar emprego. A sociedade precisa de tranquilidade para trabalhar e os empresários, de segurança para investir. Vamos lembrar: o homem tem duas orelhas para ouvir, o dobro de uma só boca para falar.


Marco Antônio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo


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POSTURA E COMPOSTURA


À frase do general Osório “a farda não abafa o cidadão no peito do soldado” podemos acrescentar: do soldado esperamos a postura e do cidadão, a compostura.


Pedro Luiz Bicudo plbicudo@gmail.com

Piracicaba


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MAIS GOVERNO


A gente sabe que conselho não se dá, pois, se fosse bom, seria vendido, e não dado, porém quem sabe alguém do governo resolve analisar o seguinte: o presidente tem um porta-voz, são vários ministros que devem se reportar ao presidente e se reúnem normalmente para analisar medidas e atitudes. Então, aconselho o senhor presidente que atue no que precisa, esqueça Twitter, Facebook, Instragam, etc. e governe de seu gabinete, não dê moleza aos corruptos, apoie a Lava Jato em sua totalidade, puna quem deve ser punido. O nosso STF faz mesmo o quê? Fica falando, falando por horas a fio para enrolar os telespectadores da TV Justiça e conceder habeas corpus a corruptos. Acho que deveria, sim, ser feita uma análise profunda das atitudes dos ministros. Vamos dar um chega para lá no Congresso, chega de “toma lá, da cá”, vamos colocar estes que só pensam em seus bolsos no lugar certo. E não se esqueça, presidente, de falar à sua prole para que cuide de seus mandatos e esqueça de ficar dando pitacos onde não deve. Enfim, vamos falar menos e governar mais, para alegria dos brasileiros e desespero dos traíras. 


José Fernandez Rodriguez cholo@terra.com.br

Santos


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A DESCONSTRUÇÃO DO ‘MITO’


Tenho visto da parte da mídia uma obstinação em desconstruir a imagem do presidente e de seu governo. Leio, pelo menos pela internet, sete jornais diários e alguns blogs. Noto que muitos dos leitores, depois de 70 dias, já viraram a casaca e passaram a fazer duras críticas também. Antes fãs, agora apedrejadores. Se Bolsonaro estivesse roubando, até eu estaria pegando pedras. Mas não, querem o imediatismo de suas providências, o que é impossível. Ficamos reféns de PT, PSDB, MDB e outras quadrilhas por 24 anos, quando botaram o Brasil em concordata. Gente, calma. As reformas propostas, além de levarem quase um ano para serem aprovadas, levarão anos para surtir efeito. E, com relação ao palavreado do presidente, acho adequado, pois nosso nível de ignorância não encontra paralelo no mundo.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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SABEDORIA, SENHORES!


Ao abandonar a utopia de uma reforma da Previdência perfeita dentro de um país tão plural quanto o Brasil, poderíamos amadurecer como cidadãos, conclamando os mais variados setores da sociedade à compreensão do momento delicado, à reflexão desapaixonada, e a um voto de confiança no presidente Jair Bolsonaro, por que não? Está mais do que na hora de pararmos de dar sorte ao azar.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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AGORA, A HORA DAS MUDANÇAS


Passado o carnaval, para muitos brasileiros é “ano novo”. Espera-se que a coisa pública e até os negócios privados entrem em velocidade de cruzeiro. Além das reformas já propostas ou em gestação em nível federal, que terão desdobramentos nas esferas estadual e municipal, é preciso reformar conceitos e, principalmente, combater o aparelhamento político do Estado. Há de acabar com o velho conceito de que o Estado é a viúva rica cujo guarda-chuva acomoda a todos. Os abusos faliram a “viúva”, que, não se cuidando, irá à mendicância. A reforma da Previdência tem de ser a mais justa possível e o dinheiro público, absolutamente controlado para evitar os desvios que têm levado o País ao buraco. Presidente da República, governadores e prefeitos têm de controlar seus governos, conter gastos, evitar desperdícios e, principalmente, impedir atos de corrupção. Benesses, favores e prêmios, como a tal “bolsa ditadura”, têm de ser revistos. As desonerações têm de ser responsáveis e o dinheiro público, suficiente para suprir as obrigações do Estado. Se isso não ocorrer, a crise continuará.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

        

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MOMENTO INOPORTUNO


Ônix Lorenzoni foi à Antártida esfriar a cabeça? Justo agora? Entendo cada vez menos este governo!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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A CULPA É DOS VELHINHOS


Ouvimos repetidamente há tempos que a reforma da Previdência é vital para o equilíbrio fiscal do Brasil. O próprio lastimável PT levantou esta bandeira bem antes da invenção da mandioca e de perceber que estocar vento não daria certo; aí entra, então, em cena o patrão da “bela, recatada e do lar”, com toda bagagem política engomada, prometendo que com ele a coisa desencantaria. Que nada, nem suas reuniões nos porões do palácio nem seus acordos inexoráveis deram certo! Agora, com a bela porcentagem de renovação dos membros do Congresso, de novo, a coisa está dando aquele cheirinho manjado do corrosivo troca-troca. Duvido que a reforma da Previdência saia este ano, por mais claro que Paulo Guedes explique, acho que não vingará, mesmo se desenhar. Para a eterna trupe do “sou contra por ser contra”, aqueles que acham que dão nó em macarrão cru, que mal conseguem entender os textos e muito menos têm interesse republicano, aprovar vai custar... e caro. Qualquer ser vivente que se inteirou de 10% do que aconteceu na Grécia sabe que a Previdência, do jeito que está, levará o País para a mesma rota. Nós, os velhinhos aposentados, vamos quebrar a Previdência. Como se tivéssemos força para tal! Sincero? Eu dava uma bela porrada na mesa, ora pois!


Paulo Celso Biasioli  pcbiasioli@yahoo.com.br

Limeira


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PRIVILÉGIOS E DESIGUALDADE


O ministro Paulo Guedes sempre afirma que um dos objetivos da reforma da Previdência é combater os privilégios e reduzir as desigualdades (o que sem dúvida seria algo louvável). Contudo, o governo pretende arrochar ainda mais a perversa regra do fator previdenciário, de 86/96 para 87/97 pontos, já no final de 2019. Assim, quem será imediatamente atingido serão os contribuintes do Regime Geral do INSS, que já não gozam de nenhum privilégio. Tal medida apenas achatará os benefícios dos mais pobres, fazendo aumentar as desigualdades entre castas e as injustiças sociais. Será que o governo ainda não percebeu tal contradição em relação ao seu discurso oficial, ou será que ele está apostando as suas fichas na incapacidade crítica da sociedade?


Luiz Brandão da Silva projeto35@hotmail.com

Teresópolis (RJ)


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UM TETO


É verdade que o governo federal tem de mexer na Previdência Social para igualá-la aos padrões de países mais desenvolvidos, só que na minha opinião o maior causador do déficit público federal são os altos salários que se pagam a aposentados e servidores. Na minha opinião, ninguém deveria ganhar salários e aposentadorias acima de R$ 10 mil mensais, desde o mais alto escalão de todos os níveis. Mas nisso o governo não tem coragem de mexer, sacrificando, assim, as classes menos favorecidas que estão sofrendo para ter uma vida mais digna.


Ibrahim Georges SkafIbrahim ibrahimacskaf@gmail.com

São Paulo


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CASO QUEIROZ


O editorial do “Estadão” de sábado “O filho não sabia de nada” (9/3, A3) pacientemente relatou as alegações de Fabrício Queiroz, amigo e assessor de Jair Bolsonaro e de seu filho Flávio ao Ministério Público sobre o desvio de salários dos funcionários na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Pacientemente porque a lorota de que repassava o dinheiro a terceiras pessoas (não funcionários) em pagamento de serviços públicos prestados por eles é tão flagrante que não se entende que pensam em calar a indignação popular que se avoluma sobre o caso com estas mentiras evidentes. Pelo menos confessou o desvio de dinheiro recebido em retorno dos funcionários. Daí não pode, espera-se, voltar atrás novamente, como já fez com outras versões escabrosas do caso. Maior que o embuste arranjado, só a afirmação de que Flávio Bolsonaro não sabia de nada. E falta apresentar os nomes dos que recebiam os valores, datas e recibos, CPF, etc. Adivinhem se e quando isso será feito. Mas se enganam em imaginar que o caso vai morrer sem apuração da verdade. O povo e a imprensa vão exigir isso aí.


Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo


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‘O FILHO NÃO SABIA DE NADA’


Excelente o editorial de 9/3 “O filho não sabia de nada”. Votei em Bolsonaro por falta de opção. Talvez todos os eleitores que votaram nele como eu já estejam começando a se arrepender. Se estes fatos não fossem verdadeiros, seria mais fácil usar as tão utilizadas “redes sociais” para desmenti-los. O difícil é imaginar que todos esses acontecimentos não sejam verdadeiros. Vergonhoso.


Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo


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O MEQUETREFE


Ninguém tem a menor dúvida de que o assessor de Flávio Bolsonaro não passa de um 171 pelas atitudes passadas e presentes. E também pelo seu aspecto fisionômico. Acho que deve responder pelos possíveis crimes que apurarem, mas penso que a fila deve começar pelo atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) tem uma lista e, se não me falha a memória, Queiroz está em 40.º lugar. Então que a punição comece pelo que lidera. Queiroz, a julgar pelos valores, não passa de um mequetrefe. E que se proíba a contratação de assessores. O quadro da Alerj é grande e a maioria não faz nada, apesar de serem qualificados.


Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro


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VERGONHA NACIONAL


Falta de solução para caso Marielle é vergonha mundial. O caso Bolsonaro/Coaf é vergonha nacional.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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O CASO MARIELLE


Acordei ontem sabendo que policial militar e ex-PM foram presos suspeitos pelas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes no crepúsculo matutino de terça-feira (12/3). “É inaceitável que a gente demore um ano para ter alguma resposta, qual a motivação política?”, cobrou o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Alinhado às comemorações e palavras de Mônica Benício, viúva da vereadora, e do insatisfeito deputado, remeto-me à tentativa de assassinato a Jair Bolsonaro, então candidato à Presidência, em Juiz de Fora (MG), pelo louco (?) Adélio Bispo: saber quem mandou matar é a “resposta mais urgente e necessária de todas”! Como reagiriam a viúva e parlamentares psolistas se vierem a público “laudos oficiais” atestando que os acusados do caso Marielle são tão malucos (?) quanto o Bispo, psolista esfaqueador de Bolsonaro?


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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ATENTADOS CONTRA POLÍTICOS


É impressionante como é pavorosa a postura do deputado Marcelo Freixo e de outros. Ele exige, de forma correta e veemente, a solução do inaceitável crime contra Marielle Franco, e a mídia nisso ajuda muito. Mas, quando o povo pede o mesmo esclarecimento no caso da facada contra o presidente Bolsonaro, eles debocham e aceitam a versão de que o esfaqueador agiu sozinho. Choca-me saber que a esquerda no meu país é muito egocêntrica e nada humanista.


Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo


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HIERARQUIA, ORDEM E DISCIPLINA


“Vélez demite coronel atacado por ‘olavistas’ no MEC” (“Estado”, 11/3). Uma coisa tem de ser dita aos militares nomeados pela administração Bolsonaro: o presidente e o entorno que o apoiou ganharam as eleição, e não os militares, que por si sós jamais teriam o voto popular. Seria oportuno lembrar como se diz nos quartéis, “enquadre-se e apresente-se”, e ponto final. Quem piar contra voltará para sua reserva, por mais competente que se julgue, pois na política também existem hierarquia, ordem e disciplina.                           


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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EXPURGO NO MEC


Se o obscuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, até agora não disse a que veio, pelos menos pela pressão dos sensatos militares que ocupam cargos estratégicos no governo expurga do MEC os tais ditos alunos do filósofo Olavo de Carvalho, para extirpar de vez da pasta o retrocesso ideológico que só produziu confusão. Tido como conselheiro de Jair Bolsonaro, o espetaculoso Olavo, que nem vive no Brasil, é bom que fique longe do Planalto, e o presidente comece a governar e tirar o País deste atoleiro econômico e social. E chega de crises! Bolsonaro, como prometeu em campanha eleitoral, pode e deve fazer um grande governo. Porém precisa se concentrar e dar o apoio necessário aos bons colaboradores que têm, como os da equipe econômica, o ministro da Justiça, etc., e se livrar o quanto antes também daqueles que vão de um lugar a lugar nenhum, como o ministro das Relações Exteriores, a da Mulher e Direitos Humanos, o ministro do Turismo e até o da Educação. O Brasil tem pressa.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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VÉLEZ RODRIGUEZ


O Brasil tem uma população de mais de 200 milhões de habitantes. Será possível que não se consiga encontrar um brasileiro em condições de ser ministro da Educação? Temos de conviver com um colombiano que desconhece as necessidades da educação em nosso país?


Luiz Fernando de Camargo Kastrup duasancoras@uol.com.br

São Paulo


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OLAVO DE CARVALHO E O GOVERNO BOLSONARO


“Um lobo faminto procurava uma presa. Na ponta de uma aldeia, ouviu um menino chorando dentro de uma isbá, enquanto uma velha dizia: ‘Se não parar de chorar, vou dar você para o lobo’. O lobo parou e ficou esperando a hora em que lhe iam dar o menino. Aí anoiteceu; ele continuou a esperar e a ouvir. A velha disse outra vez: ‘Não chore, bebezinho, não vou dar você para o lobo; assim que o lobo chegar, vamos matá-lo’. O lobo pensou: ‘Pelo visto, aqui falam uma coisa e fazem outra’. E foi embora da aldeia” (Fábula russa, narrada por Tolstói).


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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EQUIVALÊNCIA MINISTERIAL


Em solenidade comemorativa pelo Dia das Mulheres, o presidente Jair Bolsonaro disse que o seu ministério está equilibrado, porque cada uma das suas duas ministras equivale por cada um dos seus dois grupos de dez ministros. Seguindo a lógica proposta pelo presidente, cada ministro tem apenas um décimo da capacidade de uma das duas ministras.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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MINISTRA VALE POR DEZ


Ministro Guedes sabe que cotação é coisa séria, a sua é alta; ministro Sérgio Moro preza valores para alcançar equilíbrio e justiça. Então, se a ministra Damares vale por dez, o ministro do Turismo tem cotação negativa... já devia ter saído.


José Simões Neto jsmantrareg@gmail.com

São Paulo


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A FARRA CONTINUA


O carnaval não acabou lá para as bandas da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), que, segundo a imprensa falada e escrita, está se transformando num verdadeiro laranjal. E, como foi outrora, continuam com cobra engolindo cobra, e salve-se quem puder.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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O LARANJAL DO PSL – HISTÓRIA MAL CONTADA


A entrevista da representante comercial Adriana Moreira Borges ao jornal “O Globo”, em que ela cita o presidente do PSL de Minas Gerais, Marcelo Álvaro, eleito deputado federal e atual ministro do Turismo, é meio confusa e precisa ser mais bem explicada. Numa hora ela foi chamada para receber R$ 100 mil, mas deveria revolver R$ 90 mil. Não aceitou. Noutra hora ela retornou ao partido para pedir R$ 30 mil, mas foi esnobada. Finalmente, a candidata obteve, ela não diz quanto, doação de um empresário para a sua campanha, na qual obteve cerca de 12 mil votos. E, perguntada se não pensou em levar o assunto ao candidato ao cargo de presidente, disse que não, porque havia ficado frustrada, pois achava que seria um partido diferente. A pergunta é: por que não levou o assunto à Justiça Eleitoral? Graças a Deus, a sra. Adriana afirma ao final da entrevista que ficou tão chocada com o que ouviu dos dirigentes partidários que se sentou no carro e ficou “cinco minutos respirando”. Já pensou se ela se sufoca?


Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro


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FINANCIAMENTO DE CAMPANHA


Potenciais “laranjas” a mando dos partidos políticos teriam recebido R$ 62 milhões nas eleições de 2018. Esse fato mostra que o financiamento público de campanha não foi capaz de evitar o desvio de dinheiro público para o bolso dos políticos.


Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo


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DESFIBRILADOR


Segundo dados divulgados por alguns veículos de comunicação, o custo anual do Congresso Nacional, com seus 594 parlamentares, adicionados aos assessores bem remunerados que pululam pelos gabinetes, ocupados somente por pequena fração deles, em face de absoluta falta de espaço, é de cerca de R$ 10,2 bilhões, montante suficiente para manter aproximadamente 10 mil alunos de ensino médio. O número de deputados federais e senadores, no entanto, representa somente 0,85% do total de cargos eletivos no País. Há cerca de 56.810 vereadores espalhados por 5.568 Câmaras Municipais, além de secretários e agregados. Ao serem também computados os deputados estaduais, sem considerar os auxiliares por eles rebocados, a população de eleitos supera a de mais de 90% das cidades brasileiras. Não nos esqueçamos também da manutenção dos suntuosos prédios, com sua arquitetura arrojada e seus vidros brilhantes que sediam órgãos públicos, e do Judiciário, um dos mais caros do mundo, onde não há ingresso pelo voto. Estes são alguns flashes, entre muitos outros, que parecem sugerir que o Brasil se encontra atualmente numa espécie de estado cataléptico, aguardando, enquanto ainda há tempo, a aplicação de um desfibrilador que o ressuscite.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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AUXÍLIO-MUDANÇA


Não importa se existe amparo em lei, mas é absolutamente errado e vergonhoso o pagamento do auxílio-mudança aos deputados federais e senadores que se reelegeram na eleição de outubro do ano passado (“Juiz de Sergipe derruba restrições a auxílio-mudança de deputados e senadores”, “Estado”, 25/2). Senhor juiz dr. Ronivon de Aragão, não houve mudança, não houve o fato gerador que justificasse o pagamento, mesmo que de forma estapafúrdia tivesse sido inventada pelos inomináveis legisladores que passam por cima de quem se atrever a contestar o pagamento desse benefício. É a máxima que diz “que venha a nós o vosso dinheiro”. Não importa como está vivendo este sofrido povo brasileiro. Dr. Ronivon, não lhe dói na consciência mudar a justa e correta decisão do juiz Pedro Esperanza Sudário? O senhor, com essa atitude, foi contra as crianças, contra os jovens, contra os adultos, contra os idosos, o sr. foi contra o Brasil. Eu tenho certeza de que o senhor sabe que os reeleitos receberam o pagamento de R$ 33,7 mil do presidente da Câmara federal, Rodrigo Maia, no dia 28/12/2018, e que deveria ter sido em 31/l/2019, fim de seus mandatos. É uma reprise do pagamento do auxílio-residência, que é uma imoralidade quando os pagamentos são feitos a autoridades que possuem casa onde estão prestando seus serviços. Pior ainda quando são casados e estão nessas mesmas condições. Mas vamos em frente, ajoelhados e rezando com muita fé para que as reformas aconteçam e o País possa dar a volta por cima, que os empregos apareçam e que as disparidades diminuam, melhorando a nossa situação de pobreza.


Eduardo Módolo eduardomodolo@yahoo.com.br

Cerquilho


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SÃO PAULO ABANDONADA


Os estragos causados pelas chuvas desta semana mostram como Sampa está abandonada. O prefeito Bruno Covas (PSDB) simplesmente sumiu. Estava passeando no exterior durante a tragédia que inundou vários bairros paulistanos e causou caos na cidade. O interino, Tuma, revelou-se completamente despreparado. Triste e trágico vermos a maior, mais rica e populosa cidade do Brasil e da América do Sul abandonada e ao deus dará. Boa parte das verbas para enchentes não é utilizada. É um filme repetido e mais do que previsível. Todo ano isso acontece, e nada é feito, nem sequer de forma preventiva. Sampa está abandonada à própria sorte e os paulistanos estão a mercê de políticos oportunistas e incompetentes.


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


LIXO PAULISTANO


Há muito eram rios. Pelo que neles descartam, hoje um deles é o Tamanduátelixo. Transbordamentos e enchentes são a prova cabal de que o pior do Brasil é o brasileiro...


A.Fernandes standyball@Hotmail.com

São Paulo


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SEM LUZ


Desde sábado (9/3) às 18 horas, até ao menos segunda-feira às 17 horas (quando esta carta foi escrita), a Rua Buarque estava sem energia por queda de uma árvore. A AES dizia aguardar remoção pela prefeitura para a religação. Ali há moradores predominantemente idosos, que perderam todos os alimentos refrigerados. Enquanto isso, o “prefeito” estava de licença por estresse! E a subprefeitura do Butantã não age.


Carlos Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo


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COUTINHO


Um minuto de sentido e respeitoso silêncio em homenagem a Coutinho, um dos grandes talentos do Santos F.C., que formou com Pelé a mais afinada e temida dupla de ataque da história do vitorioso clube alvinegro praiano, tendo entre seus muitos feitos a conquista do bicampeonato mundial de clubes em 1962 e 1963. Por oportuno, cabe dizer que boa parte do extraordinário e inigualável marco dos 1.281 (!) gols que o “rei do futebol” marcou em 1.363 partidas ao longo de sua fenomenal e espetacular carreira deve-se ao perfeito e completo entendimento e entrosamento que os dois craques tinham em campo. Tal qual “o Gordo e o Magro” no cinema mudo, Lennon e McCartney na música pop e Dom Quixote e Sancho Pança na literatura, Pelé e Coutinho formaram uma dupla fora-de-série que tabelou como um par perfeito nos gramados e encantou o mundo da bola. Viva Coutinho!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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