Fórum dos Leitores 

.

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2019 | 03h00

MASSACRE EM SUZANO

Futuro apequenado 

O trágico massacre na escola de Suzano nos leva a questionar a intenção do governo de dar prioridade à facilitação ao armamento da população, em vez, por exemplo, de ensejar políticas públicas que abordem as consequências do comportamento agressivo, por exemplo, no trânsito, ou ainda o respeito aos espaços e bens públicos. Também é questionável uma Câmara dos Deputados com legisladores pertencentes a uma “bancada da bala”. Nesse contexto, acrescido do permanente incentivo do embate “nós contra eles”, percebe-se o alheamento de nossos dirigentes políticos na construção da cidadania do povo brasileiro, levando-nos a refletir sobre quanto desses fatores podem ter influenciado na ocorrência do triste evento que está abalando nossas famílias e apequenando o nosso futuro como nação. 

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

*

Retrato da educação

O depoimento de um ex-aluno e hoje professor da escola de Suzano corrobora as causas desse massacre: o excesso de bullying entre os alunos e a falta de respeito aos docentes. Infelizmente, esse é um dos retratos da educação no Brasil.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

*

Ausência dos pais

Hoje em dia muitos pais estão demasiado distantes dos filhos. Não existem mais respeito e rigidez. Os pais não sabem quem são os amigos dos filhos, os lugares que frequentam, como desfrutam o lazer, etc. Deixam nas mãos dos filhos todos os equipamentos disponíveis para receberem uma educação tipicamente fora de casa, o que reflete em determinados resultados. Ontem foram atacadas cerca de 20 pessoas, a meu ver, prova desse distanciamento entre pais e filhos. Que Deus abençoe as famílias enlutadas de Suzano.

DALTON A. S. GABARDO

dalton@gabardos.com.br

Curitiba

*

CHUVAS E ENCHENTES

Depois do temporal

Como acontece desde 1960, pelo menos que eu me lembre, mais uma vez a cidade de São Paulo foi inundada em diversos pontos, causando prejuízos enormes aos moradores. Porém os estragos poderiam ser bem menores se a população se comportasse melhor e os prefeitos anteriores e o atual realizassem obras mais inteligentes. Morei na Rua Paulo Barbosa, no Ipiranga, que enche até hoje. Em 1970 o prefeito tentou resolver o problema aumentando o nível da rua. Resultado: as casas ainda passaram a ser invadidas pelo Córrego do Ipiranga e quando ele voltava ao leito normal os moradores tinham de baldear a água da enchente. Em 1989, a prefeita Luiza Erundina mandou as administrações regionais da zona leste aterrar a Favela do Pantanal, que ficava em área da várzea do Rio Tietê. Os bairros que ali se formaram até hoje sofrem com enchentes constantes, pois o rio todo ano volta para o que era seu durante as chuvas de verão. Nesses dois exemplos, foi um erro crasso a decisão dos prefeitos. Também a Prefeitura não desenvolve uma campanha para que não se jogue lixo na rua, nos córregos e nos rios da cidade, com multa para os porcalhões da urbe. As subprefeituras devem manter um programa de limpeza dos córregos e rios de suas áreas. E o governo do Estado deve construir piscinões e baixar lei que obrigue, via pesadas multas, as cidades que ficam a montante da capital a cuidarem de seu esgoto e do lixo. Depois que as enchentes provocam mortes e prejuízos à população, os pronunciamentos das autoridades têm sido mera conversa mole.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

A várzea ao rio pertence

De nada adiantam obras onde sempre foram as várzeas dos rios. Eles sempre acabam voltando para ocupar o seu lugar.

LUCIANO S. TAVEIRA

lucianostaveira@gmail.com

Campinas

*

Recorrência

Todos reclamam das enchentes em São Paulo e região, e com razão. Mas nos esquecemos de que nossa cidade foi fundada, por Anchieta e Nóbrega, na confluência de muitos rios e córregos. É evidente que o Colégio foi edificado no alto de uma colina, que até hoje não foi inundada. Os fundadores não poderiam adivinhar quanto esta metrópole cresceria, sempre de forma errada e sem planejamento, a não ser o de Prestes Maia, ainda bem. Devemo-nos lembrar que, historicamente, rios como o Tietê e o Tamanduateí serviram como fonte de peixes para alimento e, especialmente, como rota de transporte. Inadmissível a má administração que a nossa cidade vem sofrendo há muito tempo, em especial de 1980 para cá. As petistas foram terríveis e a atual não está melhor. Nasci e cresci aqui e sempre ouvi falar dessas chuvas de março, no Glicério em especial, mas as deste ano foram as maiores que vislumbrei. Se a administração pública cuidar melhor desta imensa metrópole e a população colaborar, não atirando tanto lixo nas ruas e bueiros, tudo poderá ser bem melhor.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

*

O caos na Grande São Paulo

Por mais que a natureza seja inóspita – e suas reações são respostas inevitáveis e proporcionais às ações humanas –, o homem, especialmente o deste século, tem meios para controlá-la, desde que em seu compasso, harmonicamente. E desde que preveja, a tempo e horas, o que, claro, é previsível, como as águas de março e suas consequências numa cidade tão vergastada como São Paulo. Se o governo municipal não tem meios de atuar para evitar essas consequências, deveria estimular mutirões preventivos. Afinal, podar uma árvore está ao alcance até de um garoto. Governar é ciência, mas também engenho e arte. Uma semana após o final da 2.ª Guerra Mundial e da queda de Berlim, o povo alemão que remanesceu, livre do nazismo, já estava a limpar as ruas e abrir pequenas lojas. Eis a diferença. Um governo que estimulasse compromisso popular em tempo de paz estaria munido de significativa força. Mas eles não descem de seu pedestal burocrático e indiferente à sorte dos governados.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

Memória

Lembro que os emergenciais piscinões que salvaram áreas da Grande São Paulo de enchentes foram ordenados pelo governador Mário Covas (alguma semelhança?), engenheiro que ativou o DAEE para soluções duradouras. O esforço do governador foi um dos vários que trouxeram paz à população do Estado. Não nos esqueçamos!

MARCOS FICARELLI

ficareli@terra.com.br

São Paulo 

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

TRAGÉDIA NA ESCOLA

“Massacre em escola de Suzano deixa dez mortos” (“Estadão”, 13/3). Columbine é aqui.

Harry Rentel harry@countryroad.com.br

Vinhedo

*

CONTROLE DE ARMAS

A paciência acabou diante do massacre na escola em Suzano, na grande São Paulo, ontem. É preciso enfrentar os lobbies e debater o controle de armas a fim de mudar a legislação, como fez tanto o Canadá (14 mulheres mortas no massacre feminicida ocorrido em Montreal, em Quebec, em 1989) como a Austrália (35 mortes na carnificina ocorrida em Port Arthur, na Tasmânia, em 1996). O Brasil votou a favor das armas no referendo de 2005. Agora é a hora de mobilizar a sociedade e convocar nova consulta popular para mudar o País de uma vez por todas.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

ACESSO FÁCIL A ARMAMENTO

Preocupantes e graves os relatos de que a escola onde aconteceu o massacre em Suzano não tem patrulhamento externo nem sistema de segurança. Acontecimento muito triste no Estado onde milhares de policiais são escalados para correr atrás de camelôs. Há muito tempo que escolas públicas da periferia da Grande São Paulo – vítimas de todos os tipos de violência – foram relegadas ao abandono. Em 2011, visitei muitos estabelecimentos de ensino. De lá para cá, nada mudou, aliás, piorou. Repudio o ataque oportunista que a bancada da bala faz num momento de dor para todos os brasileiros – como se o acesso fácil a armas de fogo fosse resolver o problema sócio-educacional do Brasil.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

*

PRECISAMOS DE PAZ

O massacre ocorrido na escola em Suzano (SP) está diretamente ligado ao discurso de ódio, intolerância e apologia ao uso de armas de fogo adotado por Jair Bolsonaro e seus seguidores. Nada acontece por acaso e tudo tem consequências. Ao defender de forma irresponsável e temerária o ódio e a violência contra os diferentes e o uso de armas de fogo livremente, Bolsonaro estimula e incentiva que malucos tenham esse tipo de conduta. Se seguirmos neste mau caminho, logo estaremos repetindo os EUA, onde os massacres em escolas se tornaram uma epidemia. Precisamos de uma cultura de paz, tolerância e direitos humanos. Desarmamento, tanto literal como no espírito das pessoas. Quem semeia ventos colhe tempestades.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

ADEUS ÀS ARMAS

A relação entre energia e massa, segundo a fórmula de Einstein, permitiu a construção da bomba atômica e tornou o descobridor da fórmula um militante pacifista pelo resto da vida. O morticínio de crianças e jovens em Suzano e a consciência adotada pelo grande cientista, que se tornou ardoroso defensor da paz mundial, é a demonstração mais elementar de que armas mortíferas são absolutamente incompatíveis com a natureza e o destino do homem nesta terra, desde a bomba até o mais desgastado e tosco revólver. Infelizmente, não vemos um governo firmemente empenhado em desarmar o Brasil, o que seria um desafio, mas não implausível. Impotentes, assistimos ao movimento contrário de origem governamental. Há países sem armas de fogo. Desatinos como os de ontem em Suzano seriam impossíveis. Ao fim e ao cabo, tudo não passa de simples lógica de compreensão da vida do homem no universo, não fossem poderosos e dominantes interesses de uma minoria.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

MASSACRE EM SUZANO

Enquanto os governos deixarem de enfrentar a desigualdade no Brasil, a violência só irá aumentar.

Maria Lúcia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

*

ASSUSTADOR

Embora seja sabido que desde o princípio do mundo a humanidade sempre esteve sujeita às intempéries da vida, este ano de 2019 tem sido assustador, pela sequência de tragédias que têm acontecido, nunca antes vista na história do nosso país. Presumo que o slogan “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos” deveria entrar em prática urgentemente.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

TRAGÉDIAS

É inacreditável a overdose no noticiário sobre tragédias que assolam o País! Será que os brasileiros têm tendências masoquistas? Chega ao insuportável!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

CASO MARIELLE – CONSPIRAÇÃO

Um ano após o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, a polícia do Rio de Janeiro prendeu dois suspeitos de autoria do crime. Trata-se, evidentemente, de ponto de partida para a elucidação do caso, a ser teoricamente concluída somente quando as verdadeiras motivações e as ramificações com a rede de violência que desafia o poder público do Estado, certamente fios condutores para outras investigações de ações delituosas no atacado que mantêm a população refém, forem apresentadas à sociedade. Lembremo-nos de que atentados contra figuras públicas, como o sofrido há poucos meses pelo presidente Jair Bolsonaro, raramente constituem atos isolados, mas fazem parte de segmentos conectados que geralmente revelam elementos típicos de teorias da conspiração. Talvez o exemplo mais famoso seja o do assassinato do presidente John Kennedy, que, após mais de 50 anos, ainda levanta polêmicas sobre os resultados oficiais do governo americano relativos ao fato.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

RIOS DE JANEIRO

Três Rios numa só cidade: Rio da roubalheira, Rio do crime e Rio da milícia. Variações de um mesmo tema. Teimosa Cidade Maravilhosa.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

CONTRA O RELÓGIO

Após um ano, já se sabe quem matou Marielle, faltando o mandante. Basta um passo. A operação policial que destrinchou este crime teve prioridade máxima, na qual até tatuagem foi descoberta e revelou a identidade do atirador. Por outro lado, após 16 anos ainda não se sabe quem matou Celso Daniel e a fila de testemunhas que se seguiu neste importantíssimo caso. Imaginem o mandante! E, após seis meses sabendo quem tentou matar a faca o candidato Jair Messias Bolsonaro, ainda não se sabe o mandante deste crime odioso. Sim, um crime contra o candidato e que marcou para o resto da vida o capitão Bolsonaro – agora presidente da República do Brasil –, eleito por 55% dos votos válidos de cidadãos conscientes. Quem foi o mandante? Exigimos que se usem todos os recursos, sim, todos os recursos, para identificar, prender e punir o(s) mandante(s) deste crime de lesa pátria. Não se pode aceitar que o criminoso agiu como um lobo solitário, tendo hoje ele quatro advogados em sua defesa. Se os cidadãos de bem “deste país” aceitarem essa desculpa deslavada, é porque merecem e continuarão a merecer o destino vergonhoso que “este país” lhes está dando. O presidente Bolsonaro agora está bem, mas merece o respeito dos 200 milhões de brasileiros por estar dando seu esforço e sua saúde para transformar “este país”, alquebrado por tantos problemas, numa nação vencedora. Respeitem-no!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br 

São Paulo

*

CASOS E CASOS

Salta aos olhos, com a elucidação do caso Marielle – e isso pouco se vê nos comentários da imprensa em geral –, a ação correta tomada pelas polícias. Menciono no plural, pois fica evidente que o trabalho contou com mais de uma polícia. Anteontem, num comentário simples, o grande Sérgio Moro não deixou de registrar que a Polícia Federal participou também do caso. Pois bem, como é possível que este caso tenha sido elucidado, e até hoje Celso Daniel e Toninho do PT não tenham seus casos esclarecidos? O caso Celso Daniel é gritante. Sete de oito testemunhas faleceram em seguida do assassinato, pelos mais variados motivos, mas nenhum de morte natural. Será que a polícia carioca é tão melhor que a polícia paulista? Será que houve o empenho político necessário naqueles casos? Algo que os representantes do PSDB deveriam explicar para nós, os eleitores.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

*

MANDANTES

Agora perguntamos: quem mandou matar Marielle, Jair Bolsonaro, Celso Daniel, Toninho de Campinas e inúmeros outros? Não foi um lobo solitário com certeza!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Esclarecido o caso Marielle, retoma-se o de Celso Daniel? Afinal, são só 17 anos e a mídia só tocou bumbo.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

*

COMOÇÃO NACIONAL

Lamento muito o assassinato da senhora Marielle, que antes de ser morta era uma ilustre desconhecida. O que não entendo é a comoção nacional pela sua morte, muito diferente do assassinato do prefeito de Santo André, entre outros casos semelhantes. Já se esqueceram dos dez jovens queimados vivos no Flamengo e dos mais de 300 mortos na tragédia da barragem de Brumadinho, mas não se esquecem de Marielle? Por quê?

Carlos dos Reis Carvalho bigcharles020@gmail.com

Avaré

*

ATUAÇÃO POLÍTICA

Como aceitar que uma vereadora possa ter sido assassinada por sua atuação política num país que se diz democrático? O Brasil merece que este caso seja esclarecido. Quem matou, quem mandou matar e por que o fizeram é o que todos merecemos saber.

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

*

ATENTADOS

Fica a pergunta, uma pergunta que não quer calar: quem mandou matar Bolsonaro?

Marcos de Carvalho Costa marcos.50@uol.com.br

Sarapuí

*

ANISTIA INTERNACIONAL

Interessante o labirinto montado em praça pública pelo operoso e seletivo movimento Anistia Internacional para saber quem mandou matar a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). Nada falam sobre a morte do motorista Anderson Gomes. As questões e cobranças são as mesmas de todos os cidadãos do bem, porque à sociedade interessa a verdade no tempo certo, sem espetáculos midiáticos oportunistas. Estando presente em 150 países, com mais de 7 milhões de apoiadores, realizando ações e campanhas para que os direitos humanos internacionalmente conhecidos sejam respeitados e protegidos, indago por que o atentado à vida do então candidato Jair Bolsonaro à Presidência da República, em Juiz de Fora (MG), praticado por um partidário do PSOL, não mereceu a mesma acolhida e o mesmo empenho do movimento. Quem mandou matá-lo? Será que as vítimas de armas brancas não se encaixam nas ações, campanhas e protocolos de defesa humanitária da Anistia Internacional atuante no Brasil?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

*

PRÓXIMO PASSO

Enfim, comungamos, eu e Marcelo Freixo, da mesma opinião: já se sabe quem matou Marielle, já se sabe quem tentou matar Bolsonaro. Queremos os mandantes, ou o deputado só quer saber de um deles?

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

*

RASO

As investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do atentado contra Jair Bolsonaro (PSL) avançam sobre a nossa sanidade, principalmente após a prisão dos executores. Entra em cena a desconstrução pura e simples: o PM reformado Ronnie Lessa seria um fanático político e Adélio Bispo, um lunático partidário. Os mandantes devem estar achando a maior graça...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

CRIME ESCLARECIDO

A morte de Marielle pode chegar até onde não é do gosto da esquerda nem do agrado da direita.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

*

VIZINHOS

Muito estranho o PM assassino da vereadora Marielle residir no mesmo condomínio do presidente Bolsonaro, na Barra da Tijuca. Estaria ele ali sendo brindado na sua segurança e tendo proteção extragovernamental ou de algum instrumento da força pública?

Célio Borba celioborbacwb@bol.com.br

Curitiba

*

COINCIDÊNCIAS

O assassino da Marielle Franco mora no mesmo condomínio de Jair Bolsonaro, quem dirigia o carro mora na mesma cidade de Bolsonaro e a maior coincidência: os dois moram no Brasil, o mesmo país de Bolsonaro.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

*

E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA?

A política dos costumes ficou mais importante que a reforma da Previdência? Eu só vejo matérias sobre o crime de Marielle, sobre as cenas obscenas do carnaval e da disputa sobre cargos no Ministério da Educação. Enquanto se discutem estes assuntos, a economia avança inversamente e os empregos vão ficando para longe de sua recuperação. A velha política insiste em se apegar à cultura do Parlamento e ao “toma lá, da cá”. Enquanto houver comida na mesa, não se fará a principal reforma necessária ao desenvolvimento do País. A minha geração e, talvez, a de meus filhos não terão mais tempo para ver o Brasil civilizado. Estou quase jogando a toalha.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

*

A UTILIDADE DOS JORNAIS

A mídia informa que os presidentes Jair Bolsonaro e Rodrigo Mais concordaram em ceder cargos e vantagens a deputados, para que a Câmara dos Deputados aprove a reforma da Previdência. Mas só após a aprovação da reforma (dá cá) o governo deveria conceder os cargos e as vantagens (toma lá). Pagar uma compra antes da entrega da mercadoria é entrar numa fria, se os vendedores forem políticos.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

*

O COMPORTAMENTO DE BOLSONARO

Sobre a reportagem do “Estadão” sobre o ataque à imprensa do presidente Jair Bolsonaro, por meio do seu Twitter, reproduzindo uma frase falsa atribuída à jornalista deste jornal Constança Resende, pelo site Terça Livre – a declaração de que teria “intenção” de “arruinar Flávio Bolsonaro e o governo” –, esta foi uma informação não só falsa, como imoral, conforme constatou a direção do “Estadão” ao ouvir a gravação da sua jornalista e constatar que a frase citada pelo Terça Livre não aparece na gravação. Não é primeira vez que o presidente utiliza afirmações mentirosas como se fossem verdadeiras. Durante a sua campanha, repetiu várias vezes que em nome do aquecimento global as nações estrangeiras estavam arquitetando internacionalizar as calhas dos Rios Solimões e Amazonas. Foi desmentido pela imprensa, que constatou que a proposta era de uma ONG colombiana e só para os países que contêm em seu território a Floresta Amazônica. O principal objetivo deste governo é a aprovação da reforma da Previdência, que, como todos sabemos, não vai ser facilmente aprovada pelo Congresso. Mas o presidente, em lugar de se dedicar com afinco a ela, perde o seu tempo em assuntos em que nem deveria estar se envolvendo. Essa atitude do presidente tem de cessar, de um jeito ou de outro. Ou os seus conselheiros e ministros o convencem do absurdo de sua atitude ou o Congresso Nacional aprova uma emenda constitucional harmonizando-a à realidade atual, que impeça o presidente, durante a sua permanência no cargo, de se manifestar pelas redes sociais em assuntos que interfiram no desempenho de suas funções e nos negócios do Estado. O presidente é o chefe do Executivo 24 horas por dia e qualquer manifestação sua tem importância política e consequências na governabilidade do País. Como bem já se manifestou o professor de Direito da USP e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Junior, tais manifestações podem ter sérias consequências políticas e jurídicas.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

O ‘ESTADÃO’ NÃO MENTIU

No domingo, dia 10 de março de 2019, o País viu acontecer na internet uma das piores e mais sorrateiras campanhas de assassinato de reputação e difamação já vistas por este lado do planeta, quando um site autointitulado de mídia independente (mas que tem foco na defesa e alinhamento com o atual presidente, Jair Bolsonaro) distorceu informações acerca da jornalista Constança Rezende, do jornal “Estado”. A pressão sobre ela foi tanta que ela precisou desativar temporariamente sua conta na mesma rede social onde a difamação foi perpetrada. Não bastando, o próprio presidente (ou a pessoal responsável por suas redes sociais) compartilhou o factoide, e tudo com um motivo muito óbvio: abstrair legitimidade sobre a (grave) denúncia do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre o filho do presidente o senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz. O site, cujo nome é até preferível não citar, para não dar palanque, retirou a informação de um blog francês, deu interpretação completamente contrária ao que se ouve nos áudios e ainda colocou como manchete que a jornalista “admitiu intenção de arruinar Bolsonaro”, quando o áudio é óbvio em dizer que os fatos do caso Queiroz “estão arruinando Bolsonaro”, ou seja, em nenhum momento ela demonstra “intenção” ou vontade de chegar a isso, apenas descreve o fato. Mas não podemos nos esquecer de quem é a pessoa por trás deste site: é o jornalista (se assim puder ser chamado) que foi tratado a pão de ló durante a posse presidencial e, em seguida, fez uso da mesma rede social para debochar de jornalistas (inclusive internacionais) que denunciaram os maus tratos a que foram submetidos naquele dia em Brasília, análogos a cárcere privado. É necessário ter muita atenção, pois este é o tipo de pessoa que faz de tudo para estar perto do presidente, e assim conseguir ele mesmo o seu lugar ao sol.

Daniel Guedes Teberga Moreira danielteberga@hotmail.com

Guarulhos

*

‘A MISSÃO DO ‘ESTADO’’

Solidarizo-me com todos os jornalistas do “Estadão”, de maneira especial com Constança Rezende. Vivi toda minha vida ciente de tudo o que está descrito no editorial “A missão do ‘Estado’” (12/3, A3). É um momento muito duro para a história do jornal e também para a história do País. Estamos merecendo a frase de um verdadeiro estadista: “O Brasil é um país que não deve ser levado a sério”. O presidente não está dando trégua, mas desta vez doeu mais, não apenas para os que fazem parte da equipe jornalística deste órgão de imprensa, mas também para os que viram, desde pequenos, os próprios pais lendo o “Estadão”, comentando e explicando notícias. Faz parte da nossa história.

Irene Maria Dell’Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

São Paulo

*

RECADO AO CONGRESSO

Interessante o recado claro que o ministro Paulo Guedes mandou para os analfabetos políticos do nosso Congresso (10/3, B4), explicando que “todos têm de aprender a controlar 100% do orçamento”, e não se preocuparem só com suas emendas. Os partidos políticos precisam deixar de ser mercenários. Isso me lembra uma frase escrita na parede de uma determinada delegacia de Polícia: “Se todo malandro soubesse que a maior malandragem é ser honesto, seria honesto por malandragem”. Vamos acordar, senhores deputados e senadores, a hora é agora, vamos todos somente pensar no nosso Brasil. Pode ser? O povo agradece!

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

*

DESVINCULAÇÃO DE RECEITAS

Sou completamente contra botar o Orçamento nas mãos de políticos. Políticos manusearem valores orçamentários é o mesmo que botar cabras para tomar conta de hortas. Mexer com o erário e a distribuição de verbas governamentais é trabalho para técnico neutro, e não para políticos que certamente irão priorizar seus redutos eleitorais.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

DESIGUAL

É absolutamente inquestionável a urgência da necessária e prometida reforma previdenciária num país onde a desigualdade impera de forma acachapante: segundo dados da Instituição Fiscal Independente, do Senado Federal, a aposentadoria média do servidor público da União chega a ser quase 19 vezes (!) superior ao benefício médio do segurado do INSS e a pensão média paga ao servidor público é até 17 vezes (!) superior à paga do INSS. Reforma já, Brasil, sem mais delongas.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

POUCO RETORNO

“Servidor inativo ganha até 19 vezes mais que no INSS” (“Estadão”, 12/3). A matéria mostra como no setor público existem muitos “direitos (aliás, privilégios) adquiridos”, que mostram como a maioria dos barnabés é de parasitas que sugam a força do Estado, dando muito pouco de volta à sociedade, que paga em tributos na ordem de 1/3 do que se produz.                           

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

*

PRIVILEGIADOS

Está mais que claro e evidente o motivo de os servidores se empenharem fazendo lobby tão agressivo e constante contra a reforma da Previdência: o benefício por eles recebido ao se aposentarem é até 19 vezes maior que o do aposentado do INSS. Uma distorção assustadora, pois em média um aposentado do Legislativo deve receber em torno de 26,8 a 18,9 vezes o valor de R$ 1,4 mil mensal de um pobre segurado do INSS. Uma vergonha.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

CONTRIBUIÇÃO MAIOR

A notícia da página B3 do “Estadão” do dia 12 de março de 2019, dando conta de que o benefício de servidor aposentado do Legislativo é 18,9 vezes o valor da aposentadoria de um segurado do INSS, precisa ser complementada. Qual é a contribuição de cada um: enquanto o servidor do Legislativo contribui com 11% do salário total, ou seja, com R$ 2.948,00, no caso do servidor com salário de R$ 26.800,00, o beneficiário do INSS contribui com 8% do salário de R$ 1.400,00, ou seja, R$ 112,00. Resumindo, o servidor do Legislativo contribui com um valor 26,3 vezes maior que o beneficiário do INSS. É muito simples relatar apenas a parte dos fatos que interessa divulgar.

Gerson Antônio Rubin gersonrubin@hotmail.com

São Paulo

*

DESCASO COM SÃO PAULO

O normal de todo cidadão que ocupa um cargo é estar presente no seu local de trabalho. Assim é com o diretor de uma empresa, um médico, um bancário, um funcionário público, etc. No entanto, não é isso o que ocorre na maior cidade deste país, onde o prefeito é ausente, tira licença para tratar de assuntos pessoais e, como não temos um vice-prefeito, no impedimento dele assume o presidente da Câmara, que no caso é o vereador Eduardo Tuma. Todo este sentimento de falta de administrador deve-se à herança deixada por Joao Dória, que também não esquentou a cadeira de prefeito. O estreante do cargo, ao blindar o prefeito, disse que não havia ação preventiva que pudesse corrigir o que aconteceu em São Paulo na segunda-feira, e que Bruno Covas, mesmo distante, estava presente coordenando as ações. Temos, assim, um prefeito online. Como assim? Em tempos de eleição todos os candidatos têm a receita para acabar com os problemas do município e mais, se o prefeito de fato se interessasse pela cidade de São Paulo, teria trabalhado no sentido de minimizar o sofrimento daquelas pessoas que sofreram as consequências de um prefeito irresponsável, incompetente e desumano. Decididamente, São Paulo não merece este descaso.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

O DESASTRE DE SÃO PAULO

A chuva que caiu na segunda-feira não foi a maior que já tivemos, houve nos últimos anos várias chuvas mais fortes que a de agora. O que aconteceu desta vez que provocou todo este estrago? Qual é a explicação deste desastre, seremos informados ou as autoridades irão inventar histórias da Carochinha, como sempre?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

*

A CHUVA E A OMISSÃO AMBIENTAL

A estabilidade do ambiente em que vivemos é uma das maiores dívidas dos governos e da sociedade para com a população brasileira. A ocupação do território e a montagem das estruturas urbanas e de produção foram irracionais e nunca tiveram o devido reparo. A alegada falta de recursos, opções político-administrativas equivocadas e o desleixo não permitiram as correções. A maioria das inundações ocorre porque o homem ocupou as várzeas e, pior que isso, desmatou áreas lindeiras sem os cuidados para evitar que a areia e outros materiais sejam lançados pela chuva no leito dos rios. Mesmo depois de conhecer as soluções dos países mais adiantados para o problema, o brasileiro continua negligente. A política ambiental só serviu para pregação ideológica e facilitar o lucro dos militantes, pouco se importando com o povo. Já passou da hora de os governos – federal, estaduais e municipais – adotarem medidas para impedir a ocupação irregular do solo, promover a recuperação das áreas de escape das águas hoje bloqueadas e fazer a manutenção acurada das redes de escoamento. Jair Bolsonaro fala em proteger a Amazônia contra a cobiça internacional. Deve, também, fazer a sua parte e convocar Estados e municípios para a tarefa de proteção ambiental. Agora foi São Paulo, dias atrás, o Rio de Janeiro, e assim ocorre em todos os lugares. Uma chuva mais forte leva a prejuízos, sofrimento e mortes. Isso precisa acabar.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

O BRASIL DOS NOSSOS DIAS

Após as fortes chuvas caídas na região do ABC paulista na segunda-feira, o que mais impressionou foram as pessoas que tiveram enormes prejuízos com o forte aguaceiro. Suas declarações foram sempre da mesma maneira, como se o Estado brasileiro fosse o culpado pela tragédia acontecida, em virtude das enormes perdas sofridas, demonstrando assim total falta de credibilidade, como se encontra o Brasil dos nossos dias, onde ninguém acredita em mais ninguém.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

*

EURICO MIRANDA

Eurico Miranda enfrentava os hipócritas de peito aberto. Jamais se intimidou com arrogantes da banda podre do jornalismo esportivo. Multidões de torcedores carregam no coração o clube da Cruz de Malta. Mas ninguém, contudo, amou mais o Vasco do que Eurico Miranda.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

O ÚLTIMO GOL DE COUTINHO

A minha singela homenagem ao jogador Coutinho passa por comentar duas das fotos mostradas na reportagem “Morre o maior parceiro de Pelé” (12/3, A16): Coutinho entre três jogadores do São Paulo – o camisa 3 penso ser Jurandir, não me lembro quem seja o que está de frente e o camisa 6, o fantástico Roberto Dias – e, em outra tomada, quatro gigantes subindo a escada de um avião, Julinho Botelho, Pelé, Coutinho e Pepe. Duas fotos, cinco jogadores entre os maiores do mundo em suas posições, que me proporcionaram o privilégio de admirá-los no Pacaembu, no Morumbi, no Palestra Itália, no Canindé e na Vila Belmiro. E Coutinho... admirável! Dentro da área era hábil e preciso.

Amílcar Augusto Gouveia Filho amilcar@ledsim.com.br

São Paulo 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.