Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2019 | 03h00

MASSACRE EM SUZANO

Que tristeza

A tragédia que se abateu sobre os estudantes de Suzano chocou a todos nós. Apontar com precisão suas causas é difícil e arriscado, pois cairíamos facilmente no lugar-comum dos discursos sociológicos e políticos. Prefiro chorar como os pais que perderam seus filhos e os professores que perderam seus alunos. Suponho não haver dor maior. Bullying, condição social adversa, etc., nada justifica tamanho desastre. O desamor caiu impiedosamente sobre uma escola que se propõe a preparar jovens para a vida. Mesmo habituados à brutalidade do dia a dia, sentimos imensa tristeza. Não se pode afirmar categoricamente que atos como esse decorrem da banalização do uso de armas de fogo, mas parece óbvio que as reiteradas manifestações nesse sentido influenciam a juventude, que também é estimulada por simulações de atraentes jogos eletrônicos. A facilidade de acesso a esses incríveis passatempos abre caminho para atitudes mórbidas de consequências imprevisíveis. Quisera poder abraçar, um a um, todos os professores, funcionários, pais e alunos dessa escola. Na impossibilidade, abraço-os espiritualmente – se é que isso é possível.

FLÁVIO TINÉ

flavio.tine@gmail.com

São Paulo

Games e ausência

Eu não tenho dúvidas de que esse massacre na escola em Suzano tem muito que ver com a influência desses jogos eletrônicos, que estão levando muitos jovens a cometer atos de violência. Alie-se a isso a ausência dos pais. Não a ausência física, mas a omissão familiar.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Resultado da omissão

Massacre, tragédia, atentado, chacina, assassinatos em série, que importa o nome que possamos dar a esse terrível acontecimento? Não se trata de buscar culpados, mas, sim, responsáveis pela educação. Lembramos que o lar é a primeira escola da criança. É com os pais, com a família, que os filhos aprendem a dar os primeiros passos, aprendem a falar, a ouvir e a respeitar regras que lhes são apresentadas. Cabe à família estabelecer valores éticos, morais e sociais ao longo da vida dos filhos. A segunda família da criança é a escola, onde ela aprende a conviver com o diferente, a respeitar o próximo, a fazer amigos, a discernir o que é bom do que não é, pondo em prática o que aprendeu em casa. Inicia-se aí um processo de escolhas na vida da criança, em que o papel dos pais é fundamental, mas não só, a escola também ajuda na formação dos alunos. E por que esse acontecimento choca a todos nós? Por medo ou omissão, muitos pais deixam de exercer sua autoridade sobre os filhos, impondo regras e limites. Afirmo sem medo de errar, criança gosta de limites e pede por eles, mas muitos pais preferem mimá-los, não contrariá-los. Eis o resultado.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Falta tudo nas escolas

Como professor que fui e que acompanha o atual ensino público paulista, sei que tristes acontecimentos como esse podem se repetir. A estrutura das escolas não tem condições de acompanhar os alunos de famílias vulneráveis para saber por que eles deixam de frequentar as aulas. E ninguém toma providências porque no ensino público paulista falta quase tudo. A presença em cada escola de um assistente social seria exigir muito de nossos governantes. E há muitos alunos nas mesmas condições do Guilherme, que era um jovem de família desestruturada. Culpar a direção da escola? Jamais. Ela também é vítima dessa estrutura do nosso ensino público. Mal tem tempo de cuidar de tantos problemas que surgem no dia a dia escolar, não dá para verificar quem desistiu e/ou como é o lar dos jovens. Bullying? Guilherme era vítima de injustiça social e não dispunha de meios para adquirir os mesmos objetos que seus colegas tinham. Incentivo familiar para prosseguir nos estudos? Impossível. Apoio moral e orientação? Nas condições em que ele vivia, caberia à assistência social substituir a ausência dos pais. Mas é querer muito num país que não tem tempo para os menos assistidos no lar. Lamentavelmente, novas “bombas” explodirão.

DELPINO VERISSIMO DA COSTA

dcverissimo@gmail.com

São Paulo

Segurança

Mesmo o Brasil sendo palco de grandes tragédias, algumas anunciadas, vêm após os acontecimentos nossos governantes com o blá-blá-blá de sempre. Ao baixar a poeira, tudo cai no esquecimento, nada é feito, até a próxima tragédia. A propósito do caso da escola de Suzano, por onde andam as viaturas que rodam com o dístico “Ronda Escolar”? São vistas rodando por toda parte, menos na ronda escolar, para a qual foram destinadas. A meu ver, o governador deveria fazer um estudo mais aprofundado sobre esse assunto. Ainda sobre o episódio de Suzano, será que não há grupos organizados por trás do acontecido?

ARNALDO LUIZ DE OLIVEIRA FILHO

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Os prefeitos, em vez de usarem as guardas municipais como polícia e fiscais de trânsito, deveriam empregá-las na segurança das escolas. O artigo 144 da Constituição diz que as guardas são destinadas à proteção dos próprios, bens e serviços municipais. Mesmo nas escolas não municipais deve haver guardas.

HEITOR VIANNA P. FILHO

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

POSSE DE ARMAS

Sim ou não?

A propósito da discussão sobre a posse de armas, é preciso ter cuidado ao discutir temas polêmicos. Há situações em que a posse é necessária por questão de segurança, quando há real necessidade de se proteger. No caso de moradores de regiões desertas ou afastadas, ou ainda sujeitas a ataques de animais selvagens, a posse se impõe, pois não há a quem recorrer rapidamente em caso de emergência. É claro que a posse deve ser limitada, tanto em número quanto à especificação de armamentos. Não cabe alguém dispor de armas de grosso calibre ou com capacidade de repetição. O possuidor também deve preencher requisitos morais, psicológicos e éticos, que as autoridades definam pormenorizadamente. Assim, e com critério seguro, a posse ficará restrita. Quanto ao porte, não creio que o cidadão precise estar armado para sair à rua. A proteção das pessoas é dever do poder público, que deve fornecer condições de segurança a todos. Então, a meu ver, o porte não só deve ser proibido, como configurar crime potencial de ofensa à integridade do ser humano, e se tornar inafiançável. Uma legislação dura a esse respeito, com pena a ser cumprida em regime fechado, sem artimanhas judiciais para escapar da prisão, com certeza será desencorajadora.

CÉLIO DAL LIM DE MELLO

celimello02@gmail.com

Curitiba

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


TRAGÉDIA EM SUZANO


A respeito da tragédia na cidade de Suzano (SP), em que morreram dez pessoas, foram ditas centenas de bobagens, por autoridades e pela imprensa, sobre as causas do ocorrido. Ouviram-se oportunistas contra e a favor da liberação da venda de armas no País, aqueles que clamam por segurança e outros que pedem “paz” no lugar de “ódio”, quando são eles que disseminam este ódio na tentativa de cindir o povo em “nós” e “eles”. Culparam jogos, falaram sobre bullying sofrido por um dos jovens e que uma das mães era drogada. Ninguém, absolutamente ninguém, tocou num ponto nevrálgico: a falta da família, seja a tradicional ou não, mas aquela em que as crianças são educadas e orientadas a respeitar o próximo, com quem se aprende que a nossa liberdade vai até onde começa a do outro, com quem se aprende a lidar com as frustrações e também com quem se aprende cidadania, que não é só função da escola, e, por fim, onde crianças e adolescentes são cobrados de suas responsabilidades, porque as têm.  


Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul


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CRÔNICA DA MORTE PREPARADA


Ele acordou e se vestiu de morte. Roupa preta, cinturão, botas de cano alto. No rosto, cobriu-se de esqueleto. Jovem, franzino, olhar perdido, pele ainda marcada pela puberdade. Não se sabe ainda se naquela manhã tomou seu café da manhã, se conversou ou viu alguém em casa. O certo é que saiu para matar. Na escola que já fora a sua. Antes, fez sua primeira vítima: o tio, dono de loja de automóveis. Talvez pensou “deu certo o primeiro, vou em frente”. Tinha um parceiro, mais velho, amigos. Ele foi o primeiro a chegar. Parou o carro, estacionou com tranquilidade, largou a mochila no chão, apontou e atirou. Foi atirando mais. E matou. E matou. O parceiro entrou e, antes de também atirar, mutilou. E também matou. Foram ceifando vidas a esmo, de jovens que aproveitavam seu intervalo para o recreio, da diretora da escola, das funcionárias. Brutalidade. Sangue inocente derramado. A cidade se tingiu de vermelho e de tristeza. Agora, muito se falará, se especulará, se investigará. Por que ninguém decifrou naquele olhar um grito de socorro?


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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VIDA SEM SENTIDO


Está ficando claro que estamos criando uma geração de indivíduos desprovidos de valores, sem metas ou expectativas para sua vida e para quem matar ou morrer significam a mesma coisa. Perdem a noção de qual seria o sentido para sua vida. Confundem videogame com realidade. Precisamos com urgência de uma reflexão para sanar estes efeitos colaterais da falta de ensino, cultura e valores.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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EDUCAÇÃO E ATROCIDADES


Se todos se debruçassem sobre mortes em série, sobretudo em escolas, notariam a associação que se deve fazer sobre as ocorrências e a educação – ambas, a escolar e a familiar, tanto quanto a psicologia. Notemos que a educação é hoje em dia muito licenciosa em relação àquela que se praticava há 30 anos – é nos últimos 30 anos que se localiza a maioria dessas atrocidades. Estimulada por uma psicologia que apregoa não dever dizer “não” às crianças, nas escolas se difundiu a mesma ladainha. Hoje temos gente que foi educada sem nunca ouvir um “não”. Lado a lado com isso se insiste no tal assédio. Nos tempos priscos, nas escolas e nas casas, era comum o uso de apelidos, alguns dos quais hoje são considerados abuso. Tristes tempos que nos levam às lamentáveis ocorrências, que antes estavam distantes do Brasil, mas de uns três anos para cá vêm se repetindo de forma assustadora. Ou se recua no tempo, usando educação escolar e familiar nas quais “não” tem de fazer parte do dia a dia, ou estamos fadados a uma progressão de matanças em série.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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EDUCAÇÃO & VIOLÊNCIA


Abandonaram a educação e sucatearam a escola. Resta, agora, matar estudantes...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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LUTO NACIONAL


Que tal parar de questionar o porquê de tanta violência, se tanto eu quanto vocês estamos carecas de saber o verdadeiro motivo? Nós, pais, não somos mais autoridades para nossos filhos, professores não são mais autoridade para seus alunos, vivemos dias de liberdade ampla e sem restrições, em que tudo é liberado e permitido. Só há direitos, direitos e direitos, nada de deveres ou cobranças. Cantar o Hino Nacional ou o da Bandeira é ofensivo, disciplina e hierarquia são tortura, baile funk é cultura – neles, os jovens usam drogas, fazem sexo na rua, perturbam o sossego das pessoas e o direito de ir e vir dos outros, mas, se a Polícia interferir, é repressão. Nos jogos de videogame, ganham-se pontos matando policiais ou roubando velhinhos, e nós, com a maior cara de pau, achamos normal. Com base em tudo isso, prezados leitores, parem de questionar aquilo que vocês não só já sabem, como eu também, e por isso somos culpados. Que tal acordarmos para a vida?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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INSANOS


O massacre que aconteceu na escola em Suzano foi obra perpetrada por dois indivíduos psicopatas, sem dúvida alguma. É irrelevante, portanto, neste momento, fazer uso deste episódio para debater a questão da posse de armas, pois a força da loucura não tem limites: estes dois insanos iriam conseguir as armas que quisessem, fosse qual fosse a dificuldade. É preciso colocar esta tragédia na sua devida perspectiva.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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BESTAS


Duas “bestas humanas” invadem uma escola com revólver e algumas armas medievais e matam sete pessoas inocentes, cinco alunos e duas funcionárias do estabelecimento. No mesmo instante, “bestas” da oposição associaram o bárbaro atentado ao projeto de liberação de armas. Façam-me o favor. O projeto ainda não entrou em vigor, a comercialização de armas clandestinas é praticada desde que éramos conhecidos como Ilha de Vera Cruz. Machadinhas, tacapes, flechas e bestas – viram, suas bestas? – são comprados em qualquer loja de esquina e é legal o seu porte. Isso serve, também, para os senhores especialistas que acham que a flexibilização do porte e arma é um passo perigoso. Lembrem-se de que Jair Bolsonaro foi atacado com uma faca de cozinha. Que tal enquadrar também este instrumento doméstico como perigosíssimo? Ora, vão passear, que o mal de vocês é dor de cotovelo – e durante o passeio aproveitem para refletir sobre a lástima em que se encontra a educação, causa principal de tantas tragédias! Sonhar não custa nada.

   

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí


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SÓ VAI PIORAR


O Brasil e os Estados Unidos reuniram 32% dos mortos com armas de fogo do mundo (43 mil e 37 mil óbitos, respectivamente, dados de 2016 do projeto Global Burden of Disease). Liberando o porte de armas no Brasil, a situação só vai piorar, com desequilibrados mentais como os dois assassinos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP). Quem pode já está pagando por sua segurança (câmeras, rondas, portarias remotas). Agora querem que a pessoa se defenda com arma de fogo, também? Que tal apresentar soluções viáveis para o problema dos que estão vivendo uma “vida paralela”, violenta, em frente das telas dos computadores?


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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CONTROLE DE ARMAS


Imaginar que o controle de armas resolve o problema da violência equivale a pensar que o controle de canetas limita a assinatura de leis nefastas. O controle de armas é uma boa ideia, mas os fatos não colaboram com a proposta.


Oscar Seckler Muller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo


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SÓ MAIS DEZ


Massacre da escola de Suzano: só são mais dez crianças. Faz diferença? No contexto Brasil, são só mais dez crianças. Este massacre é diário e milhares de pais perdem seus filhos assassinados por ano, por mês, por dia, por hora. Milhares! O massacre da escola de Suzano só chama a atenção porque é diferente, novidade, tem imagens fortes, WhatsApp! Partilho da dor abissal dos pais e parentes que perderam seus filhos, porque tenho ideia de quão profunda é. Tenho noção, pela morte dos filhos dos amigos Miriam Araujo e Jairo Gurman, que, como todos os jovens promissores que desaparecem, não serviram para nada, não fizeram o Brasil melhor nem os brasileiros entenderem que morte violenta é o caminho mais rápido para a miséria humana, não só a do espírito, mas a do colapso social e econômico. Continuamos, brasileiros, a ser profundamente individualistas. O massacre destes estudantes em Suzano vai fazer a diferença? Só até acabarem as notícias sensacionalistas. Depois, segue a vida, segue a matança. Ninguém vai se importar, não faz diferença. “Não vai acontecer com os meus.”


Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo


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MASSACRE EM SUZANO


Leis que proíbem o porte de armas somente desarmam aqueles não inclinados e não determinados a cometer crimes (Thomas Jefferson, 1743-1826).


José Luiz de Sanctis jldesanctis@uol.com.br

São Paulo


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HIPOCRISIA


Por causa do hipócrita Estatuto da Criança e do Adolescente, o criminoso de Suzano, com 17 anos, tem seu nome protegido e a imprensa só pode se referir a ele como G. T. M. Seria cômico, se não fosse trágico!


Godofredo Soares godofredocaetanosoares@gmail.com

São Paulo


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A CULTURA DOS BRASILEIROS


No dia da chacina em Suzano o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli disse que a violência não é da cultura dos brasileiros. Então, qual a razão de ele ter mandado soltar um condenado em segunda instância a mais de 30 anos de prisão por corrupção, recebimento de propina e lavagem de dinheiro, uma vez que um fato dessa natureza pode gerar enorme repulsa e/ou violência entre os brasileiros?


Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté


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UM ESCÂNDALO


Difícil de acreditar que o governador João Dória pensa numa forma de compensação financeira para as famílias dos jovens assassinados em Suzano, notícia de um absurdo de estarrecer, porque o dinheiro não compensará a perda dessas pessoas. E, se adotar essa intenção, o Estado terá de indenizar todas as famílias que perdem parentes mortos pela bandidagem. Daí a pergunta: nosso Estado tem condições de arcar com essa despesa, porque não se trata apenas das oito pessoas assassinadas neste episódio, mas de todas as mortes futuras e passadas. Em vez de proposta politiqueira como esta, melhor dotar as escolas de maior segurança, sem contar nós, paulistas em geral. Chega a ser escandalosa a proposta deste político oportunista, que “governa” São Paulo querendo faturar Brasília.


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


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PRÓXIMA


O noticiário de ontem já não falou de Flamengo, nem de Brumadinho, nem das recentíssimas enchentes no ABC. A fila andou, já havia uma tragédia fresquinha em Suzano. 2019 promete.


Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo


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CASO MARIELLE


Um dos acusados do assassinato, sargento aposentado, mora num condomínio de luxo em uma casa avaliada em vários milhões, muito acima do que podem pagar seus rendimentos oficiais. Faz parte de um grupo que se reúne frequentemente num bar aonde todos chegam em carros de luxo e gastam valores muito elevados, pagos em dinheiro. Na polícia ninguém sabia de nada, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nunca se manifestou a respeito, a Receita Federal tinha a obrigação de saber que uma pessoa sem renda tinha nível de milionário. Agora, a Receita pede para minha netinha de 6 anos se registrar no CPF. Para que serve isso, se as autoridades não usam suas informações para proteger os cidadãos honestos?


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

                      

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OBSERVAÇÃO INFELIZ


Que incomensurável infelicidade política – para dizer o mínimo, salvo informações que não possuímos – do general Augusto Heleno, ao dizer que o assassinato de Marielle Franco deve ser investigado até os últimos aspectos tanto quanto a facada em Jair Bolsonaro. Parece ter admitido o general uma luta de facções, tudo o que os brasileiros de bom senso desejam evitar. O exemplo da concórdia e dos pactos sociais deve partir do Planalto, do presidente e de sua equipe. Ainda que militares, devem ter consciência política do entendimento e do bom pragmatismo, único meio de superar as inaceitáveis e rançosas divergências ideológicas. E disseminar o sal da tolerância e respeito por ideias antagônicas por todos os segmentos da sofrida e, não raro, indignada e emotiva sociedade brasileira.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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POR RAZÕES POLÍTICAS


Tardiamente chegou-se aos envolvidos na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. As autoridades advertem que isso é só o começo do deslinde do crime. O ideal é chegar definitivamente à raiz do fato. É o mesmo que se espera em relação à facada sofrida pelo presidente Jair Bolsonaro. O caso só deve ser encerrado depois que todas as ligações do esfaqueador confesso estiverem esclarecidas e identificadas as possíveis participações de cada um no mando, logística, custeio e proteção ao criminoso. A sociedade e o meio político são inundados de dúvidas e narrativas sobre as mortes dos prefeitos petistas Celso Daniel (de Santo André) e Antonio da Costa Santos, o “Toninho do PT”, de Campinas, brutalmente assassinados anos atrás. Existem muitas versões sobre corrupção, queima de arquivos e crimes paralelos que levaram ao abate de testemunhas e figuras do meio político e empresarial que pudessem trazer risco a poderosos supostamente envolvidos. Mais do que apontar supostos interessados nas mortes – de Marielle, Bolsonaro e de outras vítimas liquidadas ou atacadas por razões políticas –, precisamos ter mecanismos para a apuração eficiente do efetivamente ocorrido e, com a certeza dos fatos, punir os responsáveis. Sem isso, é triste constatar a dura realidade de vivermos numa terra sem lei. Lei que existe, mas não é cumprida, simplesmente inexiste.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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CULPADOS, NÓS?


É tamanha a fragilidade dos argumentos que foram divulgados ao público após a prisão de dois suspeitos de haverem assassinado a vereadora Marielle Franco que não é preciso ser nenhum gênio da jurisprudência para concluir que um possível habeas corpus será acatado por qualquer juiz com os pés nas costas, como se usa dizer. Alô, Gilmar Mendes! (Com ironia, por favor.)


Eleonora Samara equivalencia2014@gmail.com

São Paulo

   

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CHORUMELAS JURÍDICAS


Porque viu somente “ousadia” (?) do ex-ministro Aloysio Nunes (PSDB), mas não “amizade íntima” entre ele e o ministro Gilmar Mendes, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou o arquivamento da representação da força-tarefa da Lava Jato pela suspeição do ministro supremo para relatar o caso envolvendo o tucano amigo “funcional” no imbróglio do condenado operador de propinas do partido, Paulo Preto. Será que a senhora procuradora, cooptada pelo canto de um anônimo pássaro para reconhecer como causas perdidas as representações envolvendo suspeitosos membros do Supremo Tribunal Federal (STF), que jamais prosperarão diante do promíscuo e escandaloso corporativismo insculpido na Casa, por economia processual e paz espiritual, decidiu pelo caminho mais rápido, o arquivamento dos autos, para livrar-se do adverso pacote de cansativas e fantasiosas chorumelas jurídicas lapidadas em série nos gabinetes, que sempre se contraporão às suas manifestações técnicas quando estão em pauta os interesses dos supremos juízes?


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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A SUSPEIÇÃO DE GILMAR MENDES


Cara dra. Raquel Dodge, as causas de impedimento (art. 252 do Código de Processo Penal) e as causas de suspeição (art. 254 do Código de Processo Penal) são hipóteses que afastam a competência do juiz. Ou não é bem assim?


Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba


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SEM DÚVIDAS


O advogado Modesto Carvalhosa ingressou no Senado com pedido de impeachment contra o ministro do STF Gilmar Mendes. Anexou ao documento informações da Operação Lava Jato que apontam que o ex-ministro Aloysio Nunes atuou junto a Gilmar Mendes, por interesses próprios e também do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, já condenado a mais de 170 anos de prisão. O sentimento popular e da sociedade de modo geral, aferido em conversas e opiniões de muitos cidadãos brasileiros, corrobora e aplaude a ação proposta de Modesto Carvalhosa, e mesmo porque não devem pairar dúvidas assim reiteradas sobre os componentes das altas cortes judiciais nacionais.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

  

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REFÉNS DE OLAVO DE CARVALHO


É difícil de entender como o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos se vergam idolatrando como guru o filósofo Olavo de Carvalho. Mesmo morando nos EUA, Carvalho inferniza e apequena o Planalto, expressando-se rasteiramente pelo Twitter, como fez agora, ofendendo com palavras impróprias o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez. Foi Carvalho, também, que indicou nomes-chave do governo, como o inepto ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. E tem, como diz, vários de seus alunos no Ministério da Educação, que, pelo estrago que fizeram, graças à pressão do grupo militar do governo, finalmente foram demitidos.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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QUAL A IMPORTÂNCIA DE OLAVO?


Estou assustado! Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente, pontificava sobre a Amazônia com a moral de quem defendera tese sobre o assunto na Sorbonne. Mas nunca havia posto os pés em mata que não fossem as franjas da floresta... da Tijuca. Confessou isso publicamente – e não candidamente – em meio a risotas dos seus assemelhados. Agora vem Olavo de Carvalho determinar os rumos práticos da Educação do Brasil, a partir de sua vida de mais de década nos Estados Unidos? Uma coisa são linhas teóricas que orientem um modelo, outra a sua implementação. De Olavo sei apenas três coisas e, por não ter lido o seu badalado livro “Tudo o que você precisa saber para não ser um idiota”, receberei, certamente, dos seus seguidores a classificação de idiota. Sei que migrou da extrema-esquerda para a extrema-direita e não vai dar tempo de dar marcha à ré até chegar ao centro; sei que foi o redator final de uma belíssima coleção, em forma e conteúdo, sobre o Exército brasileiro e passado a compartilhar valores caros aos militares como patriotismo, por exemplo; sei, por fim, que denunciou desde as primeiras horas o Foro de São Paulo, e ninguém lhe deu crédito. Parece-me que nunca produziu mais que ideias, o que não é pouco, mas em tempo algum viveu a execução delas, no governo ou fora dele. Um teórico!


Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador


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DISPUTA DE PODER


O Palácio do Planalto, onde o presidente eleito em 2018 defenestrou a maior quadrilha ali instalada, está se transformando numa disputa acirrada em que o cinturão de ouro é o poder. Nenhum dos contendores pensa em jogar a toalha, mas em ser favorecido por uma manobra política. Num país onde a falta de educação está não só no ensino escolar, mas também entre os parlamentares, o Ministério da Educação é o tatame de uma disputa entre o ministro Ricardo Vélez Rodriguez e o escritor Olavo de Carvalho. A solução dessa disputa sobrou para militares e aliados do escritor. Não é falso que o governo, no seu conjunto, carece de uma bússola que o indique o norte e de um timoneiro que tenha “jogo de corpo” para enfrentar as borrrascas, intempéries e calmarias. Diz a Constituição brasileira que “todo poder emana do povo e por ele será exercido”. Puro “entretenimento verbal para adormecer bovídeos”.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO


É lamentável que no ministério mais importante para que brasileiros sejam cidadãos um dia o presidente em quem votei, que de início se mostrou diferente colocando pessoas técnicas nos cargos-chave, agora se deixe influenciar por um maluco (Olavo de Carvalho) que faz gato e sapato não só do ministro Ricardo Vélez Rodriguez, mas também do próprio presidente. A educação tem pressa e precisa de gente competente e que trabalhe. Pare de brincar, presidente Bolsonaro, a lua de mel está acabando!


Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo


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FILÓSOFO DE QUÊ?


É estranho que a mídia insista em denominar “filósofo” este tal Olavo de Carvalho, dito guru dos Bolsonaro. Trata-se de escritor medíocre, cujos livros nada têm de Filosofia, mas muito de boçalidade, ainda que sejam consumidos por seguidores, muitos dos quais, ao que parece, devem estar no mesmo nível deste deletério escrevinhador. Um sujeito que faz declarações pornográficas à imprensa a propósito de quaisquer assuntos que lhe desagradem social ou politicamente jamais poderia, remotamente, ser chamado de filósofo. Filósofo, na acepção da palavra, é um pensador que por meio de suas reflexões tende a abrir, na mente de seus audientes e leitores, a capacidade de interpretar um mundo pleno de justiça, solidariedade, sabedoria, entre outras virtudes éticas, muito ao contrário das vociferações de ódio e rancor características das manifestações públicas deste pobre vivente. Com a influência deste mistificador sobre o presidente da República e o Ministério da Educação, iremos de mal a pior nos próximos quatro anos.


Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto luizgonzaga@udemo.org.br

São Paulo


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MÃO FIRME, PRESIDENTE


Na edição de quarta-feira (13/3), página A8, nosso prestigiado “Estadão” publicou notícias de xingamentos do sr. Olavo de Carvalho às autoridades, presidente da República, ministros e pessoal da alta administração federal. Não entendo a irracionalidade deste cidadão tido como eminente professor que, residindo nos Estados Unidos, vem se intrometer nos assuntos brasileiros. Pergunto: que credenciais este cidadão tem para interferir na nossa vida? Quantos votos teve do povo e para quais ou qual cargo foi eleito? Parece-me que essa pessoa regride no tempo, achando que estamos na Idade Média, do Brasil Colônia, quando de Lisboa Sua Majestade Real, em conjunto com a eminência do cardeal daquela metrópole, ditava as ordens na pobre e explorada Colônia. É surrealíssima a intromissão indevida do senhor Olavo. Um desrespeito imperdoável deste professor. Vaidoso também, dando-se o direito de esbravejar, conclamando “meus alunos” – como que estes fossem sua propriedade particular, joguetes nas suas mãos! “Tempos estranhos”, no dizer do ministro do STF Marco Aurélio Mello. Com tantos casos que ocorrem na administração e nossa política, com filhos e amigos do presidente (eleito democraticamente) interferindo nos assuntos de Estado, mais congressistas puxando a sardinha e mordomias para si, faz-me lembrar que nosso querido e amado Brasil está se tornando, na mão desta gente, a verdadeira Casa da Noca dos idos tempos do Rio de Janeiro. Ficam, aqui, minha indignação e meu protesto a esta gente. Que o presidente Bolsonaro tenha mão firme para coibir as ações de terceiros e realmente passe a governar com capacidade e inteligência. E, ao tal professor, que trate de cuidar de suas atividades pessoais lá, onde vive.


Ubiratan de Oliveira uboss20@yahoo.com.br

São Paulo


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INACEITÁVEL


A crise no Ministério da Educação mostra uma situação inaceitável. Como pode ser interpretado o posicionamento de integrantes de uma organização governamental que deveria dar exemplos de ações visando ao desenvolvimento, e não à politicagem? Quem indicou o ministro é conhecido por sua formação conservadora e a equipe atual não se entende. A repercussão negativa de alguns procedimentos nitidamente conservadores por certo interfere na aplicação das medidas que não podem servir a interesses políticos ou partidários.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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SEM PERDÃO


De todos os erros que vêm sendo cometidos pelo atual governo, o descaso com a educação é o mais imperdoável. Priorizar a educação é colocar alguém responsável e eficiente na pasta, e não deixar este ministério à mercê de loucos e lunáticos que de educação nada entendem e mantêm o MEC parado enquanto resolvem seus problemas de ego.


Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro


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TROCA DE EMBAIXADORES


Jair Bolsonaro disse que vai trocar 15 embaixadores do Brasil. Motivo: eles falam mal de Bolsonaro no exterior, dizendo que ele é um ditador, racista e homofóbico. Pode? No lugar destes embaixadores, que o estariam sacaneando, o mais recomendável será colocar 15 marqueteiros, muito bem pagos. O embaixador Sérgio Amaral, que vai ciceroneá-lo em Washington terça-feira e já sabe que vai receber bilhete azul, não será mesmo um bom “gato de botas”, aquele que vai na frente elogiando seu amo e senhor...

        

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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NO CAMINHO DA VENEZUELA


Temo que possamos estar saindo do centro saudável e indo pelo mesmo caminho tomado pela Venezuela, embora em sentido contrário. Explico: a Venezuela elegeu Hugo Chávez porque o povo já não aguentava governo tão corrupto e tantos privilégios para muitas corporações e afiliados do governo. O Brasil elegeu Bolsonaro porque o povo já não aguentava governo tão corrupto e tantos privilégios para muitas corporações e afiliados do governo. Chávez levou o país para a esquerda dita socialista (de araque, pois). Bolsonaro pretende levar o País para a direita, num regime fortemente influenciado pela ideologia e dependente de filhocracia e “redes sociais”. Lá, o primeiro alvo do governo foi a imprensa, que publicava os desmandos que ocorriam. Aqui, é conveniente nos preparar para defender o direito de liberdade da imprensa, que é o melhor fiscal de governo que podemos ter.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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‘CALOR IMPOSSÍVEL’


A propósito do corrente drama venezuelano, chamou-me a atenção a nota “Colômbia barra parentes de Maduro” (“Estado”, 13/3, A13), na qual se narra que o órgão de controle de fronteira colombiano (“Migração Colômbia”) faz pouco impediu a entrada de dez pessoas próximas ao governo de Nicolás Maduro, incluindo um primo do presidente, sua mulher e três filhos, além de cunhada e respectivo marido. Queriam, segundo disseram, passar cinco dias no aprazível e histórico balneário de Riohacha, na região caribenha da Colômbia. Como disseram, “o calor na Venezuela estava impossível” e, então, decidiram passear, provavelmente com muitos dólares no bolso, situação que contrasta com a do restante do povo venezuelano, que passa fome e morre sem assistência pelo colapso do atendimento de saúde. O diretor-geral da Migração da Colômbia, Christian Krüger Sarmiento, justificou: “Não vamos permitir que, enquanto o povo da Venezuela morre nos hospitais por falta de energia, pessoas próximas do regime de Maduro entrem na Colômbia para passar férias, fugindo da realidade de um povo que agoniza”. Comigo, o sr. Sarmiento ganhou muitos pontos, mas seguramente há de ser considerado “persona non grata” para Gleisi Hoffmann e seus companheiros, apoiadores do regime chavista.


Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo


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‘SEGURA O ‘FASCIO’’


Sobre o artigo “Segura o ‘fascio’”, de Eugênio Bucci (14/3, A2), o articulista “vermelho” professor da USP mostra toda a sua desonestidade intelectual, ao se irritar com que Bolsonaro trata a imprensa como inimiga, esquecendo todo o massacre que esta fez antes, durante e depois da campanha, bem como antes e depois da posse. Ela sempre propagou a imagem que o PT queria, como classificação de racista, homofóbico, misógino, etc. Publicou muitas falsas pesquisas eleitorais e outras agressões que nada produziram. Uma vez eleito, antes da posse, continuou a fabricar tempestades em copo d’água, simulando crises que não existiam. Como o presidente se elegeu sem apoio da imprensa, que apoiou descaradamente Fernando Haddad, o PT e conjuntamente ela declararam guerra, com a “resistência (chuveiro Corona) petista”, continuando um cerrado ataque, pelo seu inconformismo. Qualquer pessoa na posição dele chegaria às mesmas conclusões. Como ele continua a falar com seus eleitores, que são a maioria do País, pelas mídias sociais, continua o massacre contra ele.


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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EUGÊNIO BUCCI


A democracia pressupõe divergências de pontos de vistas, o contraditório nas opiniões, debates objetivos, com o escopo de equilíbrio nas soluções dos diversos temas que compõem o cenário político, social, econômico. Há um instrumento comportamental denominado empatia, colocar-se no lugar do outro, e, em que pesem as tuitadas do presidente Jair Bolsonaro acerca dos constantes ataques e críticas, na maioria das vezes infundadas e injustas, de certos jornalistas, ou de certas redes de TV, há reações pessoais, sim, nem sempre polidas, nem sempre agradáveis, mas que se pautam pela verdade, o que não acontece com as tais fake news. Notícias tendenciosas minam a democracia, solapam a confiança na equipe do atual governo, repercutem nos índices econômicos e sociais. Há que ter bom senso, responsabilidade, imparcialidade da imprensa, ou então, da mesma forma, que acatem as reações de quem é atingido, neste caso, Jair Bolsonaro.  


Gilberto Cardoso da Silva gibacarsil@gmail.com

São Paulo


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RISCO PARA A DEMOCRACIA


O “Estadão” bem que poderia aposentar Eugênio Bucci, para manter seus assinantes longe deste cidadão catastrófico. Em tempo: a democracia correria risco, sim, com o PT no poder.


Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo


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BREXIT – SEM ACORDO


Thereza May está sem voz, sem governo e sem saída.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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PRESEPADA


Se for feito um novo plebiscito, a esmagadora maioria dos britânicos irá votar pela permanência na União Europeia. O Reino Unido está se expondo ao ridículo com esta presepada sem precedentes digna de uma republiqueta de Terceiro Mundo e quinta categoria.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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PERDE DE QUALQUER JEITO


A única coisa que fica clara em relação ao Brexit é que o partido conservador perderá as próximas eleições gerais no Reino Unido, independentemente do resultado das próximas votações no Parlamento britânico.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

São Paulo

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