Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2019 | 03h00

STF

Caixa 2 eleitoral

Embora a decisão da maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo envio à Justiça Eleitoral de casos de caixa 2 ligados a outros crimes esteja tecnicamente fundamentada, a meu ver foi motivada pelos excessos cometidos pelo Ministério Público (MP) na Lava Jato, denunciados reiteradamente pelo Estado em editoriais. O MP chamou para si a total responsabilidade pelo combate à corrupção, ultrapassando os seus limites. O Brasil é um país de extremos. Extremismos podem até dar certo num momento inicial, mas cobram seu preço lá na frente. E alto. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Rigidez ou eficácia?

Em meio a 11 grandes especialistas em Constituição, louvável e corajosa posição da ministra Rosa Weber ao simplificar o voto reconhecendo a complexidade do assunto e recomendando divisão por especialidade da Justiça. E elogiável o ministro Luiz Fux ao enfatizar para seus pares as consequências decepcionantes de decidir contra a tendência de controle da corrupção. Interpretações constitucionais fortes para os dois lados, escolhamos a que traz maior eficácia às instituições do País.

JOÃO CRESTANA

jbat@torrear.com.br

São Paulo

6 x 5

É cedo para imaginar quais serão as consequências da decisão (apertada) do STF. Devo estar proferindo uma heresia, e as chamas do inferno hão de me consumir, mas, na minha despreparada opinião, o problema resulta da existência de múltiplas Justiças. Se fossem fundidas, preservando o essencial e descartando o supérfluo - fácil de dizer -, todos os crimes, conflitos, disputas, etc., convergiriam para a sábia decisão da Justiça. Isso sem contar que é raro encontrar um crime eleitoral “puro e duro”.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Estados e municípios

O governo federal deve estar atento à previdência de servidores estaduais e municipais, pois alterações feitas há vários anos (nas áreas federal e do INSS) ainda não foram adotadas por vários desses entes da Federação. Está-se procedendo a alterações para servidores federais, militares das Forças Armadas e cidadãos vinculados ao INSS. Todavia nada é dito com relação às Polícias Militares, por exemplo. Nestas há vantagens extintas nas Forças Armadas no ano 2000, como soldo do posto acima dos 30 anos de serviço. Mencionam-se 35 anos para as Forças Armadas, mas nada é dito sobre os 30 das PMs.

HEITOR VIANNA P. FILHO

lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

Injustiça

O Estadão mostrou que um servidor público inativo ganha cerca de 19 vezes o que ganha um aposentado na iniciativa privada (12/3, B3). Um absurdo, uma transferência de renda injusta. Seria essa a tal “zelite” que nenhum governo até hoje conseguiu combater? 

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Lobby poderoso

Conforme noticia também o Estadão, os servidores públicos preparam lobby pesado no Congresso Nacional para barrar a reforma da Previdência. Isso era mais que esperado, pois há tempos eles se acostumaram aos mais diversos privilégios e vantagens e, como de costume, não pretendem colaborar para o equilíbrio das contas públicas. A sociedade precisa pressionar o Executivo e o Legislativo para não cederem. Mas enquanto os servidores são poderosos e organizados, o povo brasileiro é desarticulado, passivo e submisso. Nossa esperança reside na força do ministro da Economia, Paulo Guedes, e no senso de responsabilidade dos congressistas que querem o melhor para o País.

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

Resistência parlamentar

Se a reforma da Previdência é tão essencial para garantir as aposentadorias, esse não seria motivo suficiente para todos se empenharem na sua aprovação? Só se admitiria interferência de parlamentares para melhorar o texto. Mas parece que muitos ainda vivem a velha política, barganhando nomeações para o segundo escalão. E a esperança de um novo Brasil vai afundando.

OSCAR F. BAPTISTA

ofbatista@hotmail.com

Araçatuba

GOVERNO BOLSONARO

Relações internacionais

O sr. ministro das Relações Exteriores precisa entender que comércio global e religião não combinam com evolução (Diplomacia medíocre, 14/3, A3). Não devemos pautar nossas exportações somente em ferro e grãos, mas também em tecnologia agregada a quaisquer produtos manufaturados para venda lá fora. Seja para a China, Arábia Saudita, Rússia, União Europeia, Américas, Austrália ou o Japão, etc., etc., o importante é garantir liquidez nas operações de exportação, saldo positivo na balança comercial, lucro para o investidor e boa remuneração para os artífices da produção. 

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

Chanceler

O Brasil ainda não corrigiu o estrago causado pela influência perniciosa de Marco Aurélio Garcia e agora temos de lidar com um Ernesto Araújo claramente despreparado para a importância do cargo.

ELIE BARRAK

egbarrak@gmail.com

São Paulo

Pitacos

Em minha juventude fui fã ardoroso dos filmes do detetive Charlie Chan, que usualmente consultava seus filhos 01, 02 e 03 para que o ajudassem no esclarecimento de casos para os quais era contratado. O presidente Jair Bolsonaro foi contratado por 57 milhões de brasileiros para resolver os grandes problemas nacionais e também vem ouvindo seus filhos 01, 02 e 03 para tomar importantes decisões. Porém, ao contrário dos filhos do astuto detetive chinês, os do presidente só estão dando pitacos errados e atrapalhando o pai. Por isso o Brasil vem andando para trás.

JOÃO NATALE NETTO

natale@natale.com.br

São Paulo

Adeus às ilusões

“Brasil, país do futuro”? Pelo andar da carruagem, esse futuro vai ficar no passado...

VIDAL DOS SANTOS

vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá 


Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

STF NA CONTRAMÃO DA LEI

Na mesma sessão em que decretou a transferência de competência dos casos de crimes comuns conexos com os de caixa 2 da Justiça Federal para a Justiça Eleitoral, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, resolveu revogar o princípio da isonomia da Constituição federal. Toffoli anunciou que serão investigados todos aqueles que critiquem ou demandem contra integrantes do Supremo e seus familiares – ainda que utilizem instrumentos legais como o pedido de impeachment de ministros. Logo ganhou a solidariedade de alguns de seus pares – não à toa, os mesmos que habitualmente o acompanham em decisões exóticas. Dessa forma o País passou a contar com 11 cidadãos inimputáveis, hipótese até então fora dos ditames constitucionais. Talvez animado pela iniciativa de Toffoli, o ministro Gilmar Mendes, ao expor seu voto, estendeu-se em longa diatribe contra os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba, inclusive com vasto uso de impropérios. Assim, Mendes incorporou os arroubos legislativos de Toffoli e deu sua contribuição para fazer letra morta do dever de decoro dos magistrados. Certos ou não em suas críticas, Toffoli e Gilmar erraram feio: fizeram do julgamento o palco de seu inconformismo com assuntos e pessoas totalmente desvinculados do processo; e agiram em desacordo com a legislação vigente. O presidente da Corte, por estabelecer censura à liberdade de expressão. E Mendes, por descumprir o dever de decoro e urbanidade no exercício de sua função. Lamentável por onde quer que se enxergue.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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NÍVEL

O ministro do STF Gilmar Mendes, no plenário da Corte, deu a nítida impressão, pelo seu vocabulário, de estar em algum boteco tomando “umas” com amigos. É o pior momento que eu me lembre do Supremo. Uma vergonha!

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo


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CARTEIRADA


Fiquei surpreso ao saber que o ministro Dias Toffoli determinou abertura de inopinado inquérito para apurar “notícias fraudulentas”, denunciações caluniosas, ameaças e infrações que atinjam o STF, seus ministros e familiares. Vai que a moda pega! A Praça dos Três Poderes se transformará numa trincheira de guerra. De um lado, o povo indignado com as posturas de “intocáveis” adversários da República por conveniência, portadores de títulos de provimentos e mandatos legislativos. Do outro, um bem armado bunker de canetas e togas prontas para amordaçar os “audaciosos” cidadãos que se opuserem às poderosas “carteiradas”! Que vença o Brasil, sem necessidade de convocar cabos e sargentos de caserna, quase sempre lembrados em tempos de crises institucionais que ofendem o mandamento Ordem e Progresso insculpido no Pavilhão Nacional.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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DIAS TOFFOLI QUER O QUÊ?

Quem acompanhou o julgamento do mensalão viu o hoje presidente do STF Dias Toffoli mais ser um advogado de defesa dos petistas do que juiz diante das provas contundentes que saltavam aos olhos da população. No entanto, hoje ele promete uma caça às bruxas na mídia e nas redes sociais a quem atacar a “Suprema Corte”. Incrível que o STF nunca se moveu para impedir o saque sistêmico aos cofres públicos patrocinado pelo lulodilmismo, denunciado diariamente pela grande mídia, e por isso recebem hoje da população o “respeito” que merecem. O STF deveria cumprir seu papel muito bem remunerado, que é julgar os quase 200 políticos denunciados pela Lava Jato, e não caçar bruxas como na idade média. Que fique claro aos ministros que, além de estarmos numa democracia, quem plantou a falta de respeito da sociedade foram eles mesmos. Investigar quem os investiga (Ministério Público e Polícia Federal) será outro tiro no próprio pé, porque precisarão julgar e prender 200 milhões de brasileiros. Do que será que o STF tem medo?

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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NÃO É FAKE NEWS

Ministério Público também deve abrir um inquérito pelas ofensas, transmitido ao vivo e a cor, por um ministro do STF.

Moises Goldstein

mg2448@icloud.com

São Paulo


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BOCA DE FORNO

Quando éramos pequenos, brincávamos de boca de forno. A brincadeira consistia em ter um chefe que em tudo mandava e tudo podia. E, em coro, gritávamos: “Faremos tudo o que seu chefe mandar”. Assim, todas as ordens do chefe da vez, todas as vontades dele teríamos de cumprir. E nos revezávamos na brincadeira, cada um sendo chefe uma vez. Agora a brincadeira foi alterada pelo STF. Segundo Dias Toffoli (o chefe da vez) e seus companheiros do STF, todos têm de obedecer às ordens emanadas daquele órgão, sem que haja contestação, venham de lá quais forem as ordens, determinações, soltura de bandidos, etc. Se reclamar ou contestar, vai preso. Conseguiram mudar até a brincadeira infantil. Pode?

Jose Pedro Vilardi

vilardijp@ig.com.br

São Paulo


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DEMOCRACIA OU DITADURA?

Além de mandar soltar Lula e mais milhares de condenados em uma só penada recentemente por determinação do ministro Marco Aurélio Mello, o Supremo Tribunal Federal agora vota pela virtual impunidade dos corruptos que a Lava Jato está apanhando nos últimos anos, determinando que a Justiça Eleitoral, acostumada a lidar com casos bem mais simples, julgue processos de extrema complexidade relacionados a lavagem de dinheiro de difícil solução no médio prazo, e ainda manda investigar procuradores, auditores e todos aqueles que porventura critiquem uma eventual conduta reprovável dos ministros do STF. A pergunta é: não esta na hora de colocar em prática o princípio da separação dos Poderes acionando o sistema de freios e contrapesos para que haja a saudável e harmônica independência entre os poderes, como lembra o texto constitucional? Ou estamos na era da oficialização da ditadura togada?

Paulo R. Kherlakian

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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MÁ-FÉ

Lamentavelmente, os seis “magistrados” que julgaram pelo envio para a Justiça Eleitoral dos casos de corrupção deram sinais explícitos de má-fé. Foi um golpe baixo na Lava Jato, mas não foi um nocaute. Os juízes e procuradores decentes deste país saberão com maestria ter outras opções. Cumprimento os outros ministros que não se envolveram nesta imundície. Cinismo puro.

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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IMPEDIDOS

Maravilhoso seria se todos os juízes eleitorais, de primeira e segunda instâncias, todos se declarassem impedidos, por motivos de foro íntimo, de julgar qualquer processo transferido à Justiça Eleitoral e que contivesse e alcançasse por conexão crimes cometidos no âmbito de Lava Jato. Assim, talvez, tivéssemos uma Justiça que caminhasse para se adequar não apenas à efetividade das letras da lei, mas também à sua finalidade da lei e ao motivo de sua própria existência.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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LAVA TOGA

O Senado Federal está de parabéns pelo expediente do senador Alessandro Vieira, de Sergipe, que convenceu e obteve apoio de 27 de seus pares para propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) já conhecida como Lava Toga. A intenção é investigar a conduta de alguns ministros que se julgam “donos do Brasil” e “acima de qualquer suspeita”, abrindo a famosa caixa-preta do Judiciário, guardada a sete chaves. Ora, com decisões contraditórias, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, por exemplo, deixam claro o total desapreço pelo País, especialmente no trato aos criminosos de plantão. Parabéns ao Senado pela providencia, mas só se espera que o apoio à proposta não seja esvaziado, como aconteceu lá atrás, a pedido dos próprios investigados. Muda Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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EQUILÍBRIO DE PODERES


“Senador consegue 27 assinaturas para novo pedido de criação de CPI da Lava Toga” (“Estadão”, 15/3). Finalmente o Judiciário vai ser investigado, pelas muitas exorbitâncias praticadas por juízes que abusaram de sua autoridade para ativismo político, que se imiscuíram em assuntos de outros poderes, e muitas vezes com a cumplicidade do Ministério Público. Claro que as deliberações poderão resultar em processos de impeachment de juízes e promotores que praticaram abusos diversos. Depois de algumas condenações se poderão restabelecer o equilíbrio e a harmonia entre os poderes da República, que foi rompida pelo ativismo de julgadores e promotores.                     

Ulf Hermann Mondl

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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CADASTRO POSITIVO

Congresso Nacional aprova o cadastro positivo. Isso num país com mais de 12 milhões de desempregados, mais de 60 milhões de inadimplentes e milhares de pequenas empresas fechadas porque faliram, pois não aguentaram os desvios de dinheiro efetuados durante 14 anos ou mais – e os juros dos bancos ajudaram, e muito, essa situação. Agora, alguém de consciência acredita que os juros vão baixar, como mencionou um senador, que “em tese, deve baixar os juros para os bons pagadores”? Uma medida honesta do Congresso seria baixar os juros para um patamar digno para o trabalhador, o cidadão de bem, que duvido queira seu nome arrolado nessa lista. Espero que o senhor presidente Jair Bolsonaro não assine, mas, pelo contrário, comece abaixando o desconto do Imposto de Renda. Isso, sim, já seria um começo promissor de seu governo.

Antonio Carlos Nogueira

acnogueira56@yahoo.com

São Paulo


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RENAN CALHEIROS

No “Estadão” de 14/3/2019 (página A14), o vulgo citado afirma: “Voltei ao baixo clero. Sou o 081 do Senado”. Observações sobre essas afirmativas: 1) voltou para a posição de onde nunca deveria ter saído. 2) Deveria ser o 091. Ou seja, não existir.

José Mamprin Neto

mamprinneto@hotmail.com

Bragança Paulista


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ESPAÇO

Tenho notado que a mídia em geral, inclusive o “Estadão”, faz parte de um conchavo cuja finalidade é atacar o governo do presidente Jair Bolsonaro, dando à oposição espaços generosos cujo teor visa a atacar e prejudicar o presidente. Será que o “inocente e de pureza absoluta” Renan Calheiros merece meia página (14/3, A14)?

Jose Millei

millei.jose@gmail.com

São Paulo

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A CEGONHA

As explicações apresentadas pelo governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro – cansaço e troca de experiências com polícia europeia habituada a envolvimentos com a máfia – para convidar o delegado Giniton Lages a realizar intercâmbio de quatro meses na Itália, dias após o referido policial ter concluído as diligências pelas quais se encontrava responsável e que culminaram com a prisão dos suspeitos pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, nos remetem à situação metafórica na qual uma criança das antigas, vendo a barriga da mãe crescer durante meses, se surpreende quando ela é repentinamente confinada com auxiliares a um quarto (uma época em que se nascia em casa) e, logo após, ouve o choro de um recém-nascido. Ao perguntar sobre a causa da movimentação e do posterior som, recebe a resposta de que ela se recolhera para encontrar a cegonha que trazia seu irmãozinho ou irmãzinha.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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DELEGADO AFASTADO

Um ano após o atentado contra Marielle e seu motorista, muita coisa nos foi revelada e o delegado acaba afastado. Difícil de aceitar que tudo isso é normal.

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro


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AUTORIDADE

O delegado que completou a primeira fase da investigação do caso Marielle e que se preparava para procurar o mandante foi removido. Parece que o mandante agiu antes e se livrou de um delegado inconveniente, afinal, quem manda no Brasil é a milícia...

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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INVESTIGAÇÃO LENTA

Para o entorno de Marielle seria péssimo se o caso fosse apurado rapidamente, pois assim a turma não teria se elegido para deputado estadual e federal.

Carlos Norberto Vetorazzo

cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto


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LEGADO

Por favor, pelo que, mesmo, Marielle lutava? Fala-se muito nela após sua morte, mas o antes ficou diluído. É preciso baixar a bola dos elogios e mostrar o trabalho que ela fazia e quais os resultados que já tinha obtido. E aos que seguem na loa a Marielle, o que de bom fizeram até agora, além dos discursos e chororôs?

Lydia Ebide

lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo


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NÃO NOS ESQUEÇAMOS DELE

Parafraseando o saudoso Gonzaguinha, eu fico com a pureza das redes sociais etc.: “Rio de Janeiro, um dos lugares mais seguros do mundo. Só morreu Marielle!”. A julgar pelo que blasfemam os vermelhos opositores, apoiados pela mídia tendenciosa, com o devido respeito à família, indago: onde está o motorista Anderson Gomes?

Camila David de Oliveira

camilapdavid@yahoo.com.br

Rio de Janeiro


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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

A violência indiscriminada, excetuando-se as guerras mundiais e as localizadas em cada canto do mundo, por razões de ordem religiosa, a violência pela violência tem ocorrido em todas as partes do mundo onde habita “a criação de Deus”. Recentemente, assistimos a verdadeiras carnificinas tendo como protagonistas jovens contra jovens, como foi o ocorrido em Suzano (SP), onde jovens se esmeravam por uma vida futura melhor e se depararam com uma morte prematura. O “Estadão” de 15/3, por sua vez, nos informou que na Nova Zelândia um grupo de radicais armados atirou indiscriminadamente num grupo reunido para venerar seu deus e orar pela vida, e encontrou a morte: radicais armados invadiram o recinto e mataram 49 pessoas. O mundo sempre foi violento, mas por efeito das guerras. A violência, agora, é doméstica. Satã está entre nós, não como besta, mas como beleza.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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MASSACRE EM SUZANO

O Brasil continua perplexo diante de tantas tragédias e uma tristeza enorme diante de tantos episódios que poderiam ser evitados. Com facilidade, colocamos a culpa no poder público, na internet, na escola, pelo bullying sofrido, nos jogos violentos. Mas estes meninos que de uma hora para outra se tornaram bandidos e assassinos mataram porque ou não têm família ou ela está desestruturada, e, abandonados por ela, agridem, matam, querem chamar a atenção de todos. Na verdade, a culpa e a responsabilidade é de todos. Na falta de afeto, surge uma carência de ser protegido, guiado na sua formação de vida, e a consequência é a violência. Tornam-se delinquentes desajustados, agressivos, sem respeito e amor pelo semelhante. Não foi a pistola ou qualquer arma, machadinha, faca que matou estes meninos, com uma vida inteira à frente para desfrutar, mas a verdadeira falta de amor.

Creusa colaço Monte Alegre

ccolacomontealegre@yahoo.com.br

São Paulo


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DENOMINADOR COMUM

Há um denominador comum em todos os casos de massacres em escolas: os atiradores são excluídos sociais, têm poucos ou nenhum amigo, idolatram armas e acabam desenvolvendo um tipo de sentimento de vingança contra os demais alunos. Na visão dos assassinos, a escola, os professores e os outros alunos são responsáveis pela sua exclusão social e pela sua dolorosa solidão. A questão será resolvida quando resolverem o lado psicológico do problema, em última análise trata-se de um suicídio com requintes de crueldade contra terceiros.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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TRISTES EXECUÇÕES

Imaginem quando afrouxarem a posse e o porte de armas?

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo


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EM FAMÍLIA

A tragédia de Suzano traz lições. E nada tem que ver com armas, mas com amor. Você já disse ao seu filho que o ama hoje? Deixe o celular, olhe nos olhos, pegue na mão, abrace, aconchegue, escute, oriente, dê exemplos. Esses cuidados vão garantir que suas certezas partam sempre daqui, e nunca de lá, com os outros.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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