Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, Impresso

19 de março de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Visita aos EUA

Surpreende a todos que o sr. Jair Bolsonaro, ainda no exercício superficial da Presidência da República, dê prioridade a uma visita aos EUA em detrimento de prioritária e imediata articulação política da reforma previdenciária no Congresso Nacional. Preocupam-nos ainda os temas da agenda: incitação à saída do governo Maduro da Venezuela, nossa vizinha de fronteira; redução da influência na América Latina da China, indiscutivelmente nossa grande parceira econômica; e a concessão unilateral da retirada da obrigatoriedade de vistos para vir ao Brasil sem a necessária reciprocidade, humilhando-nos como povo ao nos sujeitar a filas para obter o visto americano, obrigados a expor nossos dados pessoais e financeiros para ingressar naquele país. Preocupante também sua tentativa de copiar o comportamento do presidente dos EUA, figura polêmica, agressiva e provocadora, maneiras antagônicas ao jeito brasileiro pacífico e não beligerante. Diante de sua medíocre governança até o presente, lamentável ter-se de afirmar o óbvio: não é hora de bordejar pelo exterior, e sim de iniciar uma andança nacional, ouvindo e interagindo diretamente com a população, de forma a apaziguar os brasileiros e iniciar a construção de uma agenda de realizações que nos tire do buraco em que estamos. Os problemas estão aqui, agora, à espera do que ainda não vimos: a coragem de governar.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Vistos de turismo

Faz muito bem o presidente Bolsonaro em abrir mão do visto para os americanos visitarem o Brasil. Americanos são turistas ricos, que não merecem a burocracia para obter um visto para visitar o Brasil – muito mais fácil é viajar para qualquer outro país do mundo. Há motivos razoáveis para os americanos exigirem visto dos brasileiros, dado o grande número de pessoas que tentam ir viver lá ilegalmente. A conta turismo vai agradecer a decisão do governo brasileiro.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Eminência parda

Existe uma eminência parda no governo de Bolsonaro, responsável pela maioria dos desencontros prejudiciais que estão ocorrendo. E tem nome e sobrenome: Olavo de Carvalho. Quem leu os livros dele sabe, são ideias que podem chegar à mediocridade e ao radicalismo de direita, inoportuno e prejudicial. Se não for afastado, pode prejudicar, e muito, o presidente.

ULYSSES F. NUNES JUNIOR

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

O ‘filósofo’

É assustador ouvir do primeiro-conselheiro do presidente da República declarações pouco republicanas, para dizer o mínimo. O douto sr. Olavo de Carvalho, formado e reconhecido por centros do saber em Washington e adjacências, deveria ser mais educado. A propósito da eventualidade de vir a ser nomeado ministro, respondeu que nunca viria ao Brasil porque está muito bem nos EUA, mas gostaria do posto de embaixador em Washington. Vive dizendo que o presidente Bolsonaro está rodeado de inimigos, mas não diz quem são eles. Chamar o vice-presidente de idiota, então, é de uma falta de educação sem limites. Ainda bem que esse senhor não virá ao Brasil, porque merece uma puxão de orelhas. As universidades americanas vão acabar percebendo o engodo que o “filósofo” criou em torno de sua cátedra e será convidado à aposentadoria. Não precisamos de pessoas que se escondem atrás do nome de uma universidade e falam coisas que só servem para manter seu nome na mídia e massagear o seu ego mesquinho. Em tempo: não conheço, não tenho procuração de nenhum membro do governo, de militares e muito menos do vice-presidente da República.

CÉLIO DAL LIM DE MELLO

Celiomello02@gmail.com

Curitiba

Ajuda da imprensa

Não resta dúvida de que nosso presidente, Jair Bolsonaro, não é perfeito, mas, apesar das brigas na comunicação, acho que a imprensa poderia ajudar mais. A imprensa está muito mais preocupada em apontar algumas tolices que o presidente fala, apontar os escorregões, sem lembrar que estamos todos no mesmo barco. Quando se trata de publicar um fato positivo, sempre tem um “mas”. Veja-se o exemplo da concessão dos aeroportos: foi um sucesso, mas a imprensa acrescentou mais uma vez um “mas”. Que a imprensa continue apontando as falhas, pois isso permite ao governo corrigir a rota, mas vamos também dar destaque às coisas positivas que acontecem, precisamos criar o clima de otimismo no País, isso vai ajudar a trazer investimentos e aprovar as reformas necessárias.

NILO SERGIO PINTO

nilo@ciadomovel.com.br

Leme

CULTURA

De constrangimentos

Dois fatos me chamaram a atenção na excelente crônica de Ignácio de Loyola Brandão da última sexta-feira. Primeiro, surpreendeu-me que ele ainda não fosse membro da Casa de Machado, pois é escritor há muito tempo e até José Sarney o é há décadas. Este competiu com o grande Mário Quintana e venceu, imaginem... Outro fato surpreendente foi ele dizer que na abertura da 20.ª edição das Correntes d’Escritas, que congrega literatos de línguas portuguesa e espanhola do mundo inteiro, estavam presentes o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e o de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca. Palavras do novo imortal: ambos “nos deliciaram com falas articuladas, cultas, me envergonhava na poltrona ao lembrar dos tuítes insensatos e rasteiros de nosso presidente”. E eu acrescento: desde 2003 nosso país só teve mandatários que nos constrangiam com seus discursos, com a exceção do pequeno hiato do governo Michel Temer. Pobre Brasil!

DIVA A. ANDRADE MAZBOUH

diva.am@uol.com.br

São Paulo

RUY BARBOSA

Segunda instância

O professor Celso Lafer, no final de seu artigo de domingo (A2), lembra a lição de Ruy Barbosa de que “vulgar é o ler, raro o refletir”. Na Oração aos Moços, ao recomendar aos formandos que viriam a ser magistrados “não perder de vista a presunção de inocência, comum a todos os réus, enquanto não liquidada a prova e reconhecido o delito”, Ruy, sem dúvida alguma, conclui que a prisão após condenação em segunda instância é legítima, porque ali se encerra a análise das provas. A decisão do STF em 2016 foi de acertado retorno, após o “tropeço” de 2009, ao procedimento anterior. Se declarado culpado em segunda instância, ante as provas carreadas aos autos, não há presunção de inocência do réu.

LUIZ C. BISSOLI

lcbissoli46@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


MENOS IDEOLOGIA


Em jantar na residência do embaixador do Brasil nos EUA o escritor conservador Olavo de Carvalho, como sempre, disparou suas costumeiras críticas a tudo e a todos que não pensam como ele, incluindo, obviamente, a mídia a quem acusa de tentar dar um “golpe de Estado” e publicar “mentiras” contra o presidente Jair Bolsonaro. Entretanto, em meio a esta enxurrada de incoerências, entremeadas por algumas grosserias (entre elas a de que jornalistas brasileiros são viciados em drogas), duas colocações foram absolutamente corretas: Bolsonaro foi eleito porque representava um “mal menor” do que Fernando Haddad – sim, é verdade, entre o ruim e o catastrófico a Nação brasileira optou pelo ruim – e “as ideias dele (Bolsonaro) são incoerentes, mas essa é a maior prova de que ele não tem ideologia nenhuma”. Verdade também, e ainda bem que Bolsonaro não tem ideologia definida. O que o Brasil necessita neste momento é de mais pragmatismo (reformas, investimentos, criação de empregos, acordos comerciais, crescimento econômico) e menos ideologia. Já basta o populismo petista que conduziu o País à maior crise de sua história.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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BOLSONARO NOS EUA


Jair Bolsonaro quer trocar o comando de 14 embaixadas brasileiras no exterior, uma delas a dos EUA, porque, segundo ele, a imagem dele e a do Brasil estão sendo “vendidas” de maneira ruim lá fora. Aceitar o convite de jantar e convidar notórios líderes ultradireitistas e populistas como Stephen K. Bannon e Gerald Brant não ajudará em nada a imagem do presidente e do Brasil. Diga-me com quem andas, deve ser obra do “guru filosófico” Olavo de Carvalho.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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‘A DESPEITO DE BOLSONARO’           


Brilhante o artigo de Luiz Felipe D’Ávila (“A despeito de Bolsonaro”, 16/3, A2). A despeito de Bolsonaro, o Brasil está despertando de um sono profundo de mais de meio século. Como aconteceu? É que, a despeito de Bolsonaro, agora temos um presidente da República que ama a sua pátria e está revelando os podres do País, sem se preocupar com a “liturgia” do cargo. Sem mentiras, sem ideologias fracassadas mundialmente, sem prejudicar os jovens com lavagem cerebral à moda gramscista, até mesmo resolvendo crimes hediondos cujos perpetrantes moravam no mesmo condomínio que ele. A despeito de Bolsonaro, temos um ministério de excelência escolhido a dedo pelo presidente da República. A despeito do Bolsonaro temos um presidente que vai melhorar o Brasil.


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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PRISIONEIRA DAS PRÓPRIAS LEIS


No artigo de Luiz Felipe D’Ávila “A despeito de Bolsonaro” (16/3, A2), concordo com os entraves que não permitem que o Brasil alce o esperado voo para o progresso, pois esta grande nação, de dimensões continentais e com mais de 200 milhões de habitantes, é prisioneira das suas próprias leis. O que não concordo é com a forma pejorativa de avaliar o presidente Jair Bolsonaro, que não merece a tão baixa avaliação que, fatalmente, é extensiva aos seus eleitores.


José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo


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‘COTOVELITE’ AGUDA


A propósito da entrevista com Fernando Henrique Cardoso (17/3, A12), sob o título “Assistimos ao renascimento da família imperial”, não posso deixar de chamar a atenção para alguns pontos com os quais não pude concordar. Ao enaltecer, na entrevista, a “simbologia” de Nelson Mandela, o tucano disse também ver algo semelhante em Lula: “Eu vi em greves, ele simbolizava (...)”. Achei forçado que FHC tenha visto justamente em greves – várias delas ilegais capitaneadas pelo então sindicalista do ABC – alguma simbologia digna de comparação com o histórico líder sul-africano, que lutava por valores, e não por questões argentárias. Na sequência – e num tom de concessão –, jurou que não torce para Bolsonaro ir mal, o que, de alguma forma, me tranquilizou. Mas com a ressalva: “Ele está indo mal por conta própria”. Fiquei a pensar... Será? Jair Bolsonaro nem sequer completou três meses de governo, boa parte do tempo internado em hospital. Não há indicador algum sugerindo que ele “vá mal”, lembrando que, em curtíssimo lapso temporal, foram encaminhados ao Parlamento um ambicioso projeto de reforma da Previdência e outro com amplas reformas na área se Segurança Pública. Parece também, para FHC, insignificante que a Bolsa esteja atualmente flertando com os 100 mil pontos, os juros Selic mantidos na mínima histórica e a inflação comportada, abaixo do piso da meta. Para FHC parece ser irrelevante o dólar comportado, sinalizando tranquilidade no front financeiro, e que um leilão de privatização de aeroportos tenha acabado de obter um ágio de 1.000% sobre o preço mínimo, sinalizando total confiança dos agentes econômicos no futuro do País. Mais à frente, o tucano vergastou a atuação dos filhos de Bolsonaro nas redes sociais, naturalmente esquecendo-se de que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença (art.º 5.º, IX da Constituição federal). Fiquei a me perguntar: à luz da Constituição, onde estariam o “perigo” e o “abuso” dos filhos do presidente usarem as redes, sendo que os três são parlamentares? A circunstância de serem filhos de Bolsonaro acaso lhes subtrai algum direito constitucional? Achei, também, singular que FHC tenha asserido estar havendo um “renascimento da família imperial”. Será mesmo? Nunca vi o ex-presidente vergastar as vantagens, para lá de “imperiais”, concedidas a grupos financeiros/econômicos e... aos filhos, que sabidamente enriqueceram à sombra do assento ocupado pelo pai no Planalto. Vê-se que mesmo agora, depois de todas as revelações da Operação Lava Jato, FHC segue poupando seu antigo “companheiro” de tantas jornadas que – este sim – sabidamente dividiu o Brasil entre “nós” e “eles”. Tanta dor de cotovelo só pode ser explicada pela lavada que o PSDB tomou nas últimas eleições. 


Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo


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A FALTA DE AUTOCRÍTICA


Reproduzo, aqui, parte de entrevista de Fernando Henrique Cardoso (17/3, A12), em que fica patente sua admiração pelo ícone Lula: “Eu posso não estar de acordo com o Lula, mas ele simbolizou em certo momento. Eu vi, em greves, ele simbolizava, por exemplo”. Nessa entrevista, FHC compara Lula a Nelson Mandela, como figura humana (“essas referências só existem quando existem pessoas que as simbolizam. Isso significa que pode estar faltando rumo, alguém para dizer para onde nós vamos. O (Nelson) Mandela na África era isso”). Para os que não leram, sugiro que o façam para melhor entender o que segue neste texto. Talvez falte ao professor Fernando Henrique autocrítica. Quando tinha influência política e o PSDB tinha importância, não soube se comportar como oposição. Uma coisa é democraticamente passar a faixa presidencial e seguir os ritos, outra é não saber se postar como oposição diante de seu “ídolo”, na visão do sociólogo. A social-democracia deve fazer autocrítica e assumir sua parte de responsabilidade pela ascensão “da família imperial” Bolsonaro. O PSDB deveria ter assumido no dia seguinte à posse de Lula, por dever democrático, sua função de oposição. Não poderia aceitar durante o processo do mensalão que o presidente não sabia de nada que acontecia ao lado de sua sala no palácio. Isso, então, em nome de evitar ruptura na democracia. Teria uma oposição real cortado o mal pela raiz em 2005/2006. As consequências vemos hoje: o PSDB está virando um partido menor e secundário na influência política no nosso Brasil; e tivemos a maior recessão econômica e a maior roubalheira na história de Pindorama.


Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo


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FHC


No seu primeiro governo havia o sr. Sérgio Motta, que era o trator; no segundo, com a falta deste, FHC praticamente elegeu Lula e nunca se manifestou quando os filhos deste estavam usando o nome do pai para impulsionar suas empresas.


Elgar Berndt elgarbanndeira@gmail.com

São Paulo


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EU ERREI?


Ao ler a entrevista de FHC, senti uma grande decepção. Durante anos defendi FHC para meus amigos, pois havia estudado (no curso de Ciências Sociais na PUCSP) seus pensamentos, juntamente com os grandes pensadores como Durkheim, M. Weber, A. Comte, F. Fernandes, G. Freire, C. Prado Jr., etc., e sempre acompanhei seus escritos, discursos, livros. Entretanto, lendo a entrevista me dei conta de que durante 13 anos nunca ouvi nenhuma crítica aos desmandos, grosserias e corrupção ocorridos nos governos de Lula (o enriquecimento repentino e suspeito de seus filhos, por exemplo) e Dilma, com suas falas desconexas, etc., enquanto há apenas dois meses e meio da posse do novo presidente, Jair Bolsonaro, ele diz que corremos perigo de um “regime imperial” de plebeus. Eu pergunto: o governo do PT, que foi todo baseado na implantação do regime socialista bolivariano, não era perigoso? Por que FHC ficou calado durante todos aqueles anos? Ou realmente fui enganada por considerá-lo um democrata liberal?


Nilze da Silva Nardi famiglianarditoni@gmail.com

São Caetano do Sul


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FAMÍLIA REAL


Na entrevista de domingo (17/3), o sr. Fernando Henrique, do qual já fui admirador, fala sobre a volta da família real, referindo-se ao atual presidente e seus filhos. Querem saber? Se ele acha que é ruim, então é bom! Ou será que ele quer o PSDB e o PT de volta?


Isael Coleone isael.coleone@gmail.com

Indaiatuba


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O QUE É BOM PARA O BRASIL


Nem Olavo de Carvalho, nem família imperial, mas nem também esquerda oculta ou ostensiva e falsa, porque todos não são bons para o Brasil.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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BOLSONARO E A FAMÍLIA


Na melhor das hipóteses, julgo que FHC está com algum lapso de memória! Quando presidente, FHC colocou a sua filha Luciana como secretária particular da Presidência da República. Depois, ela foi secretária do senador Heráclito Forte, do DEM, e segundo consta nunca apareceu para trabalhar. Nomeou seu genro David Zylbersztajn (casado com Ana Beatriz) presidente da Agência Nacional do Petróleo. Ele saiu em 2001, após se divorciar de Ana Beatriz. Sua filha Ana Beatriz é pedagoga da USP e teve alguns dos seus livros adotados e distribuídos durante a sua gestão pelo Ministério da Educação. Para finalizar, informo que votei em FHC na sua eleição e reeleição para presidente e acho que, por tudo isso, o ex-presidente não está qualificado para fazer este tipo de comentário.


Juarez Cintra Pereira Filho jcintra@ancoradouro.com.br

Campinas


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AUTOPROMOÇÃO


FHC deu “entrevista”, mas parecia que ele próprio elaborou as perguntas para promover seu livro, se autopromover, falar bem de Lula e atacar os Bolsonaro. Não fez referência a nada do que foi realizado no governo atual, como redução no número de ministérios, o expressivo corte de cargos e gastos, leilão de aeroportos, monitoramento de ONGs que recebiam dinheiro público, posicionamento diante da questão da Venezuela, reconhecendo Juan Guaidó, e outras medidas. Pela entrevista, tive a impressão de que na verdade os membros do sistema estão atordoados com as mudanças e a influência das redes sociais. Além disso, sempre que se autoelogia, em seguida menciona positivamente Lula para dar credibilidade às suas palavras, simbolizando-os como “dois grandes homens racionais” que fizeram algo pela democracia no País. Nota-se que FHC está fora dessa nova maneira de se comunicar com a massa, e se mostrou incomodado, minimizando o poder da interatividade, como fez o senador Cajuru quando abriu canal de comunicação no Facebook, em tempo real, e votou para presidente do Senado em quem seu público escolheu, ou seja, uma nova  e verdadeira maneira de fazer democracia. FHC vinculou a imagem de Bolsonaro a uma polarização de “nós” contra “eles” (criada e explorada, na realidade, por Lula), ao jogo de poder (talvez pelas escolhas de militares nas pastas) e ao excesso de emoções em decisões de governo (pelas respostas impulsivas do atual presidente), mas o ponto alto da “entrevista” foi associar Bolsonaro à falta de preocupação com a “desigualdade social” e ao “risco da democracia no Brasil”, pois FHC atribui essa preocupação certamente só ao seu governo e ao de Lula.


Jorge Cury Dom Longos Oliveira jorge_cury@yahoo.com

Ribeirão Preto


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A FAMÍLIA X A QUADRILHA


Apesar de alertado por Diogo Mainardi, Fernando Henrique ainda não se deu conta de que 57 milhões de brasileiros elegeram o que ele classifica como suposta família imperial, em repúdio a uma concreta quadrilha estatal, de cujos atos ele é parte, por ação ou omissão.


Edison Ribeiro Pereira edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo


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DOS PALPITES


Durante os 13 de anos de governo do PT, quando a corrupção desenfreada dilapidou o patrimônio público, o desemprego atingiu índices alarmantes, a segurança pública, a saúde e a educação foram relegadas em prol de financiamentos a republiquetas de tiranos, sua excelência FHC manteve-se em respeitoso silêncio. Agora, quando o País inicia novos rumos, seu viés petista obriga-o a palpites quase diários. Parafraseando um conhecido rei, “por que não te calas?”.


Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com.br

São Paulo


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NOS TEMPOS DE FHC


Parabéns pela entrevista deste grande e nobre ex-presidente (17/3, A12). Saudades deste tempo em que éramos bem representados.


Ricardo Sergio Leite risergio@creci.org.br

São Paulo


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ALIANÇA ENTRE PARTIDOS


Muitos criticaram uma aliança entre o PSDB e o PT com o objetivo de reeleger para a presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) o deputado tucano Cauê Macris. Mas, assim como o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, nesta mesma Casa Legislativa fez uma aliança com o PT de Lula para a criação de uma CPI da Dersa, também nada há de espúrio na união de PT e PSDB na eleição, não é verdade? É o mundo da política, em que valem as conveniências, desde que não seja por vias ilícitas ou vis.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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REELEIÇÃO NA ALESP


A reeleição ocorrida na Alesp nada significa para o paulista. Meios viciados, ineficácia servil, incompetência explícita, etc. Só vales-combustíveis justificam. Lamentável.


Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo


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PREVISÕES


Chocados por ter o Supremo Tribunal Federal (STF) enviado para a Justiça Eleitoral a corrupção de caixa 2? Então aguardem o que pode vir a ser o maior 6 a 5 de todos os tempos, munam-se de calmantes e inibidores de infarto, pois muito provavelmente já há, em Curitiba, quem começou a fazer a mala, ficando para abril – quando se dará o julgamento de prisão após condenação em segunda instância – uma última olhada para ver se não esqueceu nada, mesmo.


Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo


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DECISÃO DO STF


Corrupção com caixa 2, agora, será da alçada da Justiça Eleitoral, e o PCC assume as prisões restantes? Continuamos estimulando os Legislativos e Executivos dos três níveis de governo com as indicações políticas para as organizações do Estado, tornando-as ineficazes, ineficientes e corruptas, responsáveis pela precariedade de serviços na educação, saúde, segurança, etc. Creio que, enquanto aceitarmos essa situação, as crises políticas e econômicas continuarão se sucedendo. Naturalmente, o PIB, a inflação e o dólar reagirão.


Darcy Andrade de Almeida. dalmeida1@uol.com.br

São Paulo


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CAIXA 2


Caixa 2 é crime hediondo, que fere os direitos do cidadão e mata milhares de pessoas. Precisa desenhar?


Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo


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DATA VÊNIA


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou a abertura de inquérito criminal para apurar ofensas e ameaças dirigidas aos membros da Suprema Corte.  O relator será o ministro Alexandre de Moraes. Na mira, o Ministério Público Federal (MPF) e a avalanche de reprovações nas redes sociais por controversas sentenças proferidas. O Ministério Público conta com profundo respeito, admiração e situa-se entre os órgãos de maior credibilidade perante a população. Sua atuação na Operação Lava Jato mandou para a cadeia figurões da política e empresários poderosos, coisas que há séculos não se via no País, além de ressarcir ao erário em bilhões de reais. E as redes sociais?  É claro que existem muitas fakes, algumas ameaçadoras e desrespeitosas, que devem, sim, ser apuradas, mas a maioria dos disparos consiste na verdade e expressa o descontentamento geral de seus usuários com a atuação de alguns ministros. Na última quinta-feira, mais uma decepção geral. Por 6 votos a 5 a Corte Suprema decidiu que crimes como corrupção e lavagem de dinheiro devem ser enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se estiverem relacionados a delitos eleitorais como caixa 2. Pronto, mais uma enxurrada de “hashtags”, fora fulano, fora ciclano e, o pior, fora STF. E os protestos deverão continuar, em razão desta triste decisão. Assim, com todas as vênias excelências, tratamento respeitoso e de praxe, quando há divergências em suas opiniões em plenário, permita-me discordar do veredicto final, pois a Constituição nos brinda com a manifestação do livre pensamento. Portanto, acompanho o ilustre ministro Luis Roberto Barroso em seu voto vencido, mas consciente e claro: “Pra que mudar o que vem dando certo”?


Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí


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MPF & STF – INVESTIGAÇÃO                 


Ligado o ventilador, resta saber o que jogarão nele.


Celia Maria B. Pinotti Fernandes celia_pinotti@hotmail.com

São Paulo


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SUPREMA INQUISIÇÃO E A FOGUEIRA DAS VAIDADES


Quando ao vivo e a cores testemunhamos aberrações jurídicas e acertos duvidosos (que se tornam legais) para driblar a Constituição, como foi o caso da presidente cassada, mas em seguida aquinhoada com a manutenção dos seus direitos políticos (felizmente, novamente cassada pelo voto mineiro), feito de autoria dos senhores Ricardo Lewandowski e Renan Calheiros, presidentes do STF e do Senado, para os demais brasileiros “tinha” de ficar tudo bem! Apelar a quem? Senti-me ofendido. Muito ofendido! Tudo o que passa pelo Supremo tem interesse nacional e, no caso do caixa 2, assistimos a 5 votos para cá, 5 votos para lá e um, apenas o presidente, decide para que lado está  a razão. Por que não um plebiscito? Por que não ouvir o povo, que é o mantenedor de todas as cortes, com todas as suas pompas, luxos e privilégios? Se o “notório saber jurídico” de alguns é visto em alguma ocasiões, superior dos demais membros da Corte, que votam com os anseios da sociedade, basta apenas dedo polegar para cima ou para baixo e causa finita? Estou plenamente de acordo que ninguém tem o direito de se esconder nas chamadas redes sociais e agredir com calúnias ou ameaças qualquer cidadão. A minha dúvida é se o meu “eu qualquer” é igual aos demais, com os mesmos direitos, como está na nossa Constituição. No futebol xingar a “mãe” do juiz ainda pode?


Rogério Amir Rizzo rizzomoreno41@gmail.com

Praia Grande


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MOINHOS DE VENTO


Ao comentar a abertura de inquérito para investigar fake news, ofensas e ameaças a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), seu presidente, Dias Toffoli, disse ver movimento para “assassinar reputações” que seria “impulsionado por interesses escusos e financiado sabe-se lá por quem”. Toffoli imagina que a ofensiva contra o Supremo é fruto de “um movimento internacional sustentando as agressões nas redes sociais, com o objetivo de desestabilizar o País” e termina afirmando: “Além das instituições e da sociedade como um todo, ao fim e ao cabo é a população pobre que acaba sofrendo mais as consequências”. Inescusável a necessidade de investigar e punir os autores de fake news, ofensas e ameaças a ministros da Corte. Tirante isso, Dias Toffoli divaga. E divaga porque esquece que reputações são atingidas, também, por ações de seus titulares, como ele próprio é exemplo: em junho de 2018, concedeu habeas corpus de ofício para seu amigo e ex-chefe José Dirceu, defendido pelo advogado Roberto Podval. Podval, em 2011, pagou as despesas de hotel para Toffoli assistir ao seu casamento, na ilha de Capri, na Itália. Isso não é fake news. No mais, Toffoli ataca moinhos de vento ao imaginar “movimento internacional” atuando para “desestabilizar o País”, sem apresentar qualquer indício a corroborar. E, ao arrematar, elegendo os pobres como os que acabarão “sofrendo mais as consequências”, Toffoli provoca em todos a imensa curiosidade em saber: o que, afinal, terá querido dizer com isso?


Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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ABRÓLHOS, STF!


“Esse assassinato de reputações que acontece hoje nas mídias sociais, impulsionados por interesses escusos e financiados sabe-se lá por quem, deve ser apurado com veemência e punido no maior grau possível. Isso está atingindo todas as instituições e é necessária evitar que se torne uma epidemia”, disse o inacreditável ministro supremo Dias Toffoli. Todas as instituições, presidente? Somente na sua cabeça! Seu discurso alienígena tem que ver com o mimimi do partido derrotado que o senhor ainda defende, descaradamente. “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade” (Lei III de Newton)! Sem necessidade de acorrer a soldados e cabos da caserna (até quando?), nem clamar pelo uso do art. 142 da Constituição, por ora, a indignada sociedade está usando a ferramenta que tem para hoje, demandando uma cadência ordeira e institucional em seus “soldados” supremos. Se há alguma epidemia, ela está na sua Casa, a caminho da metástase, persistindo as indecorosas e cansativas hemorragias verbais da maioria de seus pares, que atenta contra a República quando os “interesses escusos (?)” de amigos estão a perigo. O Brasil, para essa gente, dane-se! Para nós, urge a Lava Toga!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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STF – AMEAÇAS, INSULTOS & INVESTIGAÇÕES


O ministro vai investigar os investigadores. Enquanto o vigia vigia o vigia, segue o baile...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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COISAS DO SUPREMO


Supremo resolve punir as fake news. Excelente, pois o hábito foi criado com sites pagos inicialmente pelo PT, que jorraram na mídia calúnias e difamações, sendo depois seguidos por outros partidos. Apenas ficamos em dúvida quanto à natureza da decisão ser uma demonstração de absolutismo porquanto Jean Wyllys vai à ONU para, numa reunião em Genebra, fazer ilações gravíssimas direcionadas ao presidente de nosso país, e o STF cala. Esperemos que o STF se posicione também em relação a esse crime claríssimo.


Sonia Santos  constantino114@gmail.com

Rio de Janeiro


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JUDICIÁRIO INDEPENDENTE


O presidente do STF disse que “não existe Estado de Direito nem democracia sem um Judiciário independente e uma imprensa livre”. Concordo, mas o ilustre ministro há de convir que um Judiciário independente, antes de mais nada, deve ser formado por juízes, com caráter e perfil que permitam  primar pelo respeito à Constituição e princípios de moralidade e ética. Todos do STF se encaixam nesse perfil?


Helio Wellichen wellichen@icloud.com

Campinas


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STF


Uma nação que possui uma Corte Suprema constituída de 11 advogados com currículos duvidosos, escolhidos pelo presidente da República, não pode dizer que vive numa democracia.


Luiz Fernando de Camargo Kastrup duasancoras@uol.com.br

São Paulo


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REPUTAÇÃO


“Toffoli vê ‘movimento para assassinar reputações’ no País.” Seria uma autocrítica do STF? Nossa reputação neste país é diariamente assassinada.


Carlos Frederico S. Marques sparapanmarques@gmail.com

São Paulo


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ASSASSINATO


É necessário avisar Sua Excia. Dias Toffoli de que é o comportamento dos membros do STF, tal qual o comportamento de muitos políticos e o de servidores de muitas outras instituições, que assassinam as respectivas reputações.


Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito


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O DIREITO DE PROTESTAR


Segundo o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, temos no País “movimentos criados com o intuito de destruir a honra das instituições”. Porém, não são citados nomes nem de pessoas nem de entidades. Será que os movimentos executados por autoridades que deveriam nos defender são tão honestos e honrados, como diz o presidente? Todos nós cometemos falhas, e não é porque muitos se intitulam deuses que estamos livres de atos que não estão em acordo com a população. Povo mal informado, talvez desonesto, e tão burro a ponto de expor seus sentimentos, permitindo julgamentos de autoridades que se esquecem de crimes grotescos, como o sumiço de bilhões em todas as esferas do poder. Somos povo e temos o direito de protestar e não sermos ameaçados. Afinal, somos um país democrático e nossos direitos deveriam ter muito valor.


Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo


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CALA-BOCA


O STF já era intocável, com as “precauções” de Toffoli tende a se tornar inquestionável, para o bem ou para o mal, o que é absolutamente contrário à democracia. O recado é curto e grosso: resolvemos o País e ninguém tem nada que ver com isso. Tipo censura, okay?


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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A INSTITUIÇÃO E SEUS MINISTROS


O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, ao comentar o inquérito que ele abriu para apurar os ataques nas redes sociais, colocou como vítima o STF como um todo. Não vejo isso, pois o que tenho observado é que as críticas (ou ataques para ele) são contra os ministros que insistem em não julgar com a Constituição, mas sim com sua convicção partidária ou agindo de forma suspeita usando o escudo do STF para atacar instituições legais que os investigam (Receita Federal e Legislativo).


Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo


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AS ABOMINÁVEIS FÓRMULAS DO ÓDIO


Revelado o verdadeiro caráter – jacobino, segundo a expressão de “O Estado” (17/3, A14) – dos principais protagonistas dos que se alçaram ao poder no Brasil – Jair Bolsonaro e Olavo de Carvalho –, o jornal, a tempo e modo, lança-se a defender com sólidos argumentos o liberalismo democrático, que sempre foi sua marca característica, contra o liberalismo (sic) da guerra e do ódio disseminado pelo guru Olavo de Carvalho (ele adora deturpar os nomes e o seu também poderia ser) em suas canhestras “aulas de Filosofia” disponibilizadas a milhares de inocentes úteis pelas redes sociais. Tais condutas entristecem  profundamente a quem tenha um mínimo de inteligência, ao constatar que o Sr. Olavo ensina que não se deve combater as ideias, mas os homens que as defendem, por meio do assassinato de sua honra e seu desmonte institucional, financeiro, político (incluindo mentiras sob reportagem jornalística), etc. Só falta a exortação ao genocídio  e ao terrorismo, mas isso fica por conta dos grupos seguidores do ódio dos maiores, a exemplo dos meninos de Suzano e do ensandecido matador na Nova Zelândia. É claro que os jacobinos negarão o vínculo, mas sabe-se que um fenômeno não se deve apenas a uma causa antecedente, mas a uma multiplicidade, formadora de um determinado “ethos” ou inconsciente coletivo. 


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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PARA REFLEXÃO


“Quando fazia trabalhos abordando questões da esquerda, a direita jamais me atacou. Mas quando eu trato de um tema da direita, aí tudo é uma tempestade. É o que eu chamo de ‘ditadura da esquerda’.” A afirmação é do cineasta Jawad Rhalib, o mesmo que, em seu blog, deturpou, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, matéria de repórter pertencente a seus quadros na qual supostamente manifestava intenção de arruinar o presidente Jair Bolsonaro, o que originou reação do presidente com ofensivas à imprensa, como represália por investigações contra seu filho, de acordo com o mesmo periódico. Para reflexão.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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MASSACRE DE SUZANO EXIGE AÇÃO


Estamos de luto pelas vítimas de Suzano. Não é o primeiro ataque no Brasil. Já tivemos o de 2011 em Realengo (Rio de Janeiro), onde 12 alunos morreram e 13 ficaram feridos, além de outros mais antigos ou distantes. Procurar desafetos ou adversários ideológicos como culpados é um equívoco. A maior culpa é da imprevidência diante das transformações do perfil da sociedade. Todos se omitiram quando valores humanos, sociais e morais foram substituídos por hábitos de culturas alienígenas. As políticas superprotetoras, em vez de proteger, estabeleceram a impunidade do jovem e enfraqueceram a autoridade da família. Impune, ele ficou exposto, inclusive, à cooptação pelo crime. Nosso problema talvez seja maior que o dos Estados Unidos, pois lá não há a impunidade e a mistificação em relação ao adolescente. Em vez de pedir reforço policial nas escolas, o que é impraticável e ineficiente, é preciso resgatar o aluno, motivando-o com cartilhas, palestras que definam o bullying, o fortaleçam para não sofrer e o conscientizem para não o praticar. Que, da mesma forma que se ministra educação sexual hoje em dia nas escolas, não se esqueça de civismo, cidadania e princípios sociais que o possam levar a viver melhor, respeitando e sendo respeitado pelos seus pares. Todo esforço para readquirir o equilíbrio é fundamental. Dele dependerão as próximas gerações.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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MATEMÁTICA


Analisar as causas que impulsionam estes jovens a tal violência em Suzano não é uma tarefa fácil, pois são multifatoriais. Também (sociedade) somos culpados, nem preciso esmiuçar as razões. Como simples colaboração, concordo com a carta do leitor sr. Wilson Lino. No meu tempo – e lá se vão 73 anos – estudava música, praticava educação física (antes dela cantávamos o Hino à Bandeira, isso na década de 50), esportes internos competitivos aos fins de semana (campeonatos), reuniões de debates e religião, no meu caso, católica, à época. Hoje o currículo escolar recentemente modificado opta por outras matérias importantes, verdade, porém “frias”, eu diria, puramente visando a vestibulares e não à formação íntima. Aproveitemos a Matemática como exemplo, com as suas quatro operações: a inclusão mais efetiva das aulas acima citadas resultaria em soma de convivência, diminuição da violência, divisão das responsabilidades e multiplicação dos conhecimentos.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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O PROJETO ANTICRIME


Lamentável o artigo intitulado “Ave, César, os que vão morrer te saúdam”, de autoria do advogado criminalista José Roberto Batochio (16/3, A2). Discordar do projeto anticrime apresentado pelo ilustre e confiável ministro Sérgio Moro é um direito plenamente reconhecido, pois o contraponto é saudável e democrático. Todavia, lançar o descrédito, examinar com arrogância e preconceito o trabalho apresentado pelo confiável ministro é no mínimo mesquinho. Pretender, por exemplo, denegrir a atuação da nossa polícia, negando-lhe atenuantes, partindo da premissa de que ela sabe apenas matar, deixando de apresentar o número de policiais mortos pelos bandidos, como se estes fossem eternas vítimas, é, no mínimo, ridículo. Se o projeto apresentado pelo competente e confiável ministro não agradou ao advogado, por que este não apresenta, a título de colaboração, um projeto que entenda ser o ideal? Nada lhe impede de fazer isso, a menos que tenha medo de ver sua colaboração também ser objeto de críticas, arranhando sua tola vaidade. Afinal, é cômodo ser estilingue. Corajoso é ser vidraça! 


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


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‘AVE, CÉSAR, OS QUE VÃO MORRER TE SAÚDAM’


Interessante o artigo do advogado José Roberto Batochio em que ele tenta jogar uma pá de cal no projeto anticrime recém-apresentado pelo ministro Moro. Pelo que ali se depreende, haverá matança generalizada pela polícia caso o projeto seja aprovado. Os policiais se sentirão protegidos e passaram a caçada. O que o ilustre advogado não cita são as inúmeras artimanhas, baseadas na lei em curso, de que seus pares se utilizam para libertar bandidos ou protegê-los de seus algozes. Também não cita o número de policiais mortos ou paraplégicos e tetraplégicos, mas o faz em relação aos bandidos mortos por eles. Não estaria o prezado advogado tentando salvar a boquinha de seus pares que se especializam em defender bandidos e acusar a polícia de assassinos? Por fim, quero lembrar que semelhante atitude foi vista quando se aprovaram mudanças na legislação trabalhista, que acabou com a farra dos sindicatos/advogados dos processos ali engendrados para achacar os empresários. O que se viu posteriormente foi que grandes escritórios de advogados tiveram de buscar novas fontes de renda, uma vez que aquela já estava morta.


Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos 

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