Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2019 | 05h00

GOVERNO BOLSONARO

Complexo de vira-latas

Sempre padecemos da síndrome de “servos da gleba”. Nossos “senhores feudais” foram Portugal, França e, mais recentemente, os EUA, de quem arremedamos um american way of life tropical, de glamour consumista, em detrimento de um bom processo civilizatório. Agora, em face do conjunto de procedimentos do governo atual em sua visita aos EUA, mostrou-se recrudescida essa síndrome americanista. Nossa política internacional há tempos se caracteriza pelo multilateralismo e uma boa visão do atual momento não descartaria relações firmes com a União Europeia e a China, que começam a entender-se, enquanto os americanos do norte padecem de sérios problemas – do contrário não estariam preocupados em construir um muro na fronteira com o México e até usar força bélica na Venezuela.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Mal-intencionados...

Em repulsivo gesto, Jair Bolsonaro justificou o vergonhoso muro de Donald Trump contra a entrada de imigrantes – mexicanos, brasileiros... –, alegando “más intenções” deles nos EUA. Inimaginável!

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Vergonha nacional

Em recente pronunciamento nos EUA, o deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que a situação migratória irregular de brasileiros naquele país é uma vergonha nacional. Na minha concepção, e na de grande parte dos brasileiros, vergonha nacional é os políticos não proporcionarem uma vida digna ao povo aqui, no Brasil, e ele ter de procurar outros países para viver um pouco melhor. Vergonha nacional são políticos que desviam os salários de seus assessores em proveito próprio; são políticos que fazem parte de milícias; políticos que usam caixa 2 e laranjas em campanhas eleitorais. O deputado Eduardo Bolsonaro que fale menos, erre menos.

ARNALDO L. DE OLIVEIRA FILHO

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Olavo-bolsonarismo

A lógica olavo-bolsonarista assemelha-se à lógica médica: se há um tumor maligno, empregam-se os procedimentos da medicina para dizimá-lo, o que por si só devolveria, naturalmente, a saúde ao organismo. Os possíveis efeitos colaterais serão tratados e aliviados. Para o atual governo, o câncer é o petismo e suas metástases. O tratamento é o mesmo e, claro, o projeto é destruí-lo, assim o Brasil retornaria ao seu bom estado de saúde prévio. Há medidas eficazes para debelar o lulopetismo, mas as palavras de baixo calão usadas pelo sr. Olavo de Carvalho não têm esse poder, elas apenas chocam os ouvidos bem-educados e ainda podem alimentar o tal tumor. Cuidado, presidente!

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

É difícil de acreditar que nosso presidente leve a sério um senhor que se autointitula professor e filósofo e expressa suas ideias estapafúrdias em linguajar de botequim de periferia. Como desejo muito que seu governo dê certo, espero que o bom senso prevaleça e ele deixe de dar ouvidos a esse seu “guru”.

MARCOS CANDAU

carvalhocandau@gmail.com

São Paulo

Retrocesso e perfumaria

Até agora, vendo a atuação da turma brasileira e seu líder nos EUA – com a rara exceção de Paulo Guedes –, só me ocorrem duas palavras: vergonha e retrocesso. O discurso de Ernesto Araújo na Câmara de Comércio não dá nem pra comentar e o do presidente foi perfumaria, com direito a risadinha sem graça. O preço para nos livrarmos do PT é alto demais. Pobre Brasil!

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

Vexame

Quem acompanha os esportes em todo o mundo – futebol, tênis, atletismo e outros – sabe que todos os atletas, sem exceção, falam inglês. Não consegue se comunicar, atualmente, quem não fala esse idioma. Pois vi o ministro das Relações Exteriores do Brasil falando português nos EUA? Como é possível? Nosso consolo é que por isso talvez não entendam as bobagens que decerto falará...

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

Pai ou presidente?

A capacidade de Eduardo e Carlos Bolsonaro falarem asneiras e produzirem crises para o incipiente governo do pai parece ilimitada. Mas isso só acontece porque Jair Bolsonaro ainda não decidiu qual é sua prioridade: ser pai ou ser presidente. Se optar pela primeira hipótese, terá praticado um verdadeiro estelionato eleitoral com os milhões de brasileiros que nele votaram, fiados na promessa de uma nova política, divorciada do ranço de corrupção, ineficiência e paternalismo até então vigente. A alternativa única que lhe cabe é cumprir sua missão como patriota, e não compactuar com desvios de conduta de qualquer natureza – venham de onde vierem, até mesmo dos próprios filhos. Um deles, Carlos, que é vereador carioca e não tem cargo no governo, foi a Brasília para, segundo ele, cumprir missões dadas pelo pai, que está em visita aos EUA. É difícil aceitar que Bolsonaro tenha de fato conhecimento disso... Seja como for, já é mais do que hora de Bolsonaro honrar suas palavras: a pátria acima de tudo. É o que, como seus credores, estamos a cobrar.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Filhocracia

É preocupante saber que um filho do presidente da República, que é vereador no Rio de Janeiro, esteve em Brasília despachando na Câmara dos Deputados e no Palácio do Planalto, a pedido do pai. Não menos preocupante é saber que a filha do presidente do Superior Tribunal de Justiça, para defender o pai, atacou e ofendeu muito um procurador da República. Parece-me coisa de comadre de beira de cerca.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

DILMA ROUSSEFF

Nadando de braçada

Não bastasse a desastrada gestão à frente do Executivo nacional, permeada de destrambelhos verbais e outras bizarrices, a ex-presidente Dilma Rousseff está gastando à solta por conta do erário. Em 2018, liderando com larga folga os gastos de ex-chefes de governo do Brasil, a petista torrou R$ 632 mil (18/3, A12)! Já não pagamos todos os nossos pecados durante os dois mandatos dessa criatura? Ou isso é um carma?

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O FILHO PRESIDENCIAL


Sobre a matéria “Carlos ‘toca’ pedidos do pai em Brasília” (19/3, A6), este vulcão de vaidades do vereador Carlos Bolsonaro está prejudicando não apenas seu pai, mas também o Brasil. Quem ele pensa que é para ousar despachar no Palácio do Planalto? Se nem seu pai pode controlá-lo e colocá-lo em seu devido lugar, penso que já chegou a hora de trocar o presidente.


Wiliam Rady wiliamrady@wrady.com.br

São Paulo


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EM NOME DO PAI?


Sendo Carlos Bolsonaro vereador no Rio de Janeiro e estando ele sempre em Brasília, surge a pergunta inevitável: recebe dupla remuneração? Todo brasileiro merece ter essa resposta.


Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru


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‘DESPACHANDO’ EM BRASÍLIA


Um vereador mordido pela mosca azul? Só pode ser piada de mau gosto. Agora, se não é piada, é um flerte fatal. Vá trabalhar, 02! Você não tem voto para isso.


Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos


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NOVA POLÍTICA


“Ninguém tinha colhões para fazer o controle do gasto público. Agora temos alguém que tem colhões.” O elogio chulo do ministro Paulo Guedes ao presidente Bolsonaro retrata bem o baixo nível da chamada nova política.


Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com

São Paulo


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RECIPROCIDADE


O presidente Jair Bolsonaro dispensou, sem exigir reciprocidade, os cidadãos dos EUA, Canadá, Austrália e Japão da necessidade de visto para viajar ao Brasil. Em Psicologia Social, reciprocidade refere-se a responder a uma ação positiva com outra ação positiva, ou a uma ação negativa com outra negativa, não necessariamente com um gesto idêntico. A reciprocidade destes países beneficiados pode vir, por exemplo, por meio do aumento de turistas que, pela dispensa da necessidade de visto e da burocracia e das despesas que isso implica, se sintam mais motivados a vir ao Brasil. Imaginem só se esses países respondessem isentando os brasileiros do visto de entrada em seu território? A imigração explodiria. Existem diferenças entre as nações, as culturas e os costumes, entre os sexos, que inviabilizam contrapartidas idênticas, o que não significa que não possa haver um feedback. Uma mulher, por exemplo, dificilmente retribuirá com um outro  convite para jantar ou outro buquê de flores a um homem de quem acabou de receber isso, mas certamente não ficará insensível à gentileza do gesto. Reciprocidade tem que ver com ganha-ganha ou perde-perde. Se fossemos exigir que reciprocidade implicasse atitudes iguais de ambas as partes, como ficariam as relações entre empregados e empregadores? Homens e mulheres? Adultos e crianças? Médicos e pacientes? Políticos e cidadãos? Policias e bandidos? Governos e pagadores de impostos? Pais e filhos? Compradores e vendedores? Está aí um belo exercício de sociologia a ser discutido.


João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos


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SEM VISTO


Data vênia, quem viria para o Brasil com o pleno emprego nos EUA?


Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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MITANDO


Já cedeu a base de Alcântara, tirou o visto para americanos e apoiou o muro do México. Só falta ajudar a pagá-lo. Vai vendo as façanhas do “mito”.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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IMPULSOS


Em termos de impulsividade, Trump e Bolsonaro é juntar a fome com a vontade de comer!


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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BAJULAÇÃO GRATUITA


“A maioria dos imigrantes não tem boas intenções para os Estados Unidos”, declarou Jair Bolsonaro, defendendo o muro de Trump, num dos gestos mais desprezíveis de bajulação gratuita, ofendendo os mexicanos e brasileiros que há décadas trabalham na construção da riqueza dos EUA, atuando em empregos desprezados pelos norte-americanos.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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QUEM ESTÁ CERTO?


Em sua primeira viagem internacional, o presidente Jair Bolsonaro, em visita a Donald Trump, criticou defensores de ditaduras comunistas, enquanto um pequeno número de manifestantes contrários, posicionados diante da Casa Branca, alertava para que o estreitamento de relações entre os dois chefes de Estado poderia elevar as tensões na Venezuela, com efeitos negativos para a estabilidade na América do Sul. Curiosamente, na mesma página que noticiava isso no “Estado”, logo abaixo, a matéria “Chavismo usou médicos cubanos para coagir eleitor venezuelano” denunciava a prática abominável adotada pelo ditador Nicolás Maduro, adepto do socialismo/comunismo, de só permitir que médicos cubanos ofertassem oxigênio a um paciente idoso internado com insuficiência cardíaca, mediante promessa de que ele votasse no ditador que comanda o país com as mãos sujas de sangue, e isso só perto das eleições quando o elemento vital à vida, o oxigênio, seria usado como arma política para forçar pacientes a votarem no governo chamado por muitos de narcorregime. A pergunta que fica: quais governos desde a chegada do PT ao poder, em 2003, até o atual, sob a direção de Jair Bolsonaro, está certo: aquele que apoiou ditaduras afastando-se de países democráticos ou aquele que faz parcerias promissoras com países livres e prósperos e que respeitam o direitos humanos?


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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SUB-TRUMP


O presidente Bolsonaro, praticando tietagem escancarada, mostrou-se um sub-Trump deslumbrado. À imagem de subdesenvolvidos economicamente, juntou agora a nossa imagem de subdesenvolvidos mentalmente.


Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo


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GURUS


Como se sabe, Donald Trump demitiu em 2017 seu guru e estrategista-chefe da campanha eleitoral, Steve Bannon. Já que Bolsonaro idolatra o presidente americano, procurando mesmerizar suas atitudes e modos abaixo do Equador, não seria má ideia se fizesse o mesmo, dispensando seu polêmico guru Olavo de Carvalho, que só atrapalha e cria problemas. Com efeito, cada governo tem o guru que merece...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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BOLSONARO CONTRA O ‘COMUNISMO’


Sob o título “O ‘guru’ do presidente”, o editorial do “Estadão” de ontem (19/3) coloca em sua devida dimensão não só o guru do presidente, como o próprio presidente Bolsonaro. Deveria ser lido por um parlamentar no Congresso, para constar dos anais da Câmara dos Deputados ou do Senado, ou de ambos. Destaco o trecho em que o editorial conclui que o presidente, ao dizer em seu discurso nos Estados Unidos que não é o momento de construir coisas para o povo, e sim de “descontruir” muita coisa num país que caminhava para o socialismo, para o comunismo, Bolsonaro atua com o único propósito: expurgar os comunistas. E eu acrescento: para o atual governo, pelo que disse o presidente, o problema do País não são os 13 milhões dos desempregados, e sim os comunistas, aqueles que criticam o seu governo, de acordo com a sua ótica, que ameaçam o País. Um governo que tem bons elementos em seus quadros tem, também, alguns ministros medíocres, por coincidência os que foram indicados pelo “guru”. Convenhamos, é patético e preocupante, por exemplo, que o presidente, enquanto demonstra vassalagem ao governo norte-americano, hostilize a China, que é um importante parceiro comercial do Brasil. Segundo o leitor sr. Ulysses F. Junior (“Eminência parda”, 19/3, A2), “quem leu os livros do guru sabe que são ideias que podem chegar à mediocridade e ao radicalismo de direita, inoportuno e prejudicial”. Ora, sabe-se de priscas eras que radicalismo nunca foi bom para ninguém, muito menos para o presidente de um país como o Brasil, que tem um regime democrático, onde cada um de nós pode se expressar livremente e se associar a qualquer partido, seja de esquerda, centro ou direita. E o presidente deve-se pautar pelas razões de Estado, e não por suas crenças e partidarismo. Deve, também, se aconselhar com seus ministros e assessores, e não ter um guru a quem obedece cegamente, a ponto de escolher um chanceler que realmente está bem fora da curva.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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SUBMISSÃO


A continuar esta submissão de Bolsonaro a Olavo de Carvalho, confesso que pela terceira vez na minha vida joguei o meu voto para presidente no lixo: a primeira com Jânio (estou com 81 anos); a segunda com Collor e, agora, com Bolsonaro. Tenha personalidade, presidente.


Hamilton Penalva hpenalva@globo.com

São Paulo


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MEDO


Ter Olavo de Carvalho como guru está dando o que falar. Na época do polêmico e mutante Mangabeira Unger, que esteve com Ciro, Lula e Dilma, nada disso aconteceu. Ser de direita ou falar da ameaça comunista ainda assusta muita gente no Brasil, mesmo metidos no buraco em que estamos, depois de 30 anos governados basicamente por socialistas, após o regime militar.


Miiguel Pellicciari mptengci@uol.com.br

Jundiaí


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ATAQUE AO VICE-PRESIDENTE


Lembre-se, presidente Bolsonaro, de que votamos no senhor e no vice-presidente Hamilton Mourão. Seu “guru”, ao chamar seu vice de “idiota”, não só o ofendeu, mostrando falta de educação e de respeito, como atingiu a todos nós, seus eleitores. Convém salientar que o “idiota” é um dos poucos membros do atual governo que têm posições equilibradas e sensatas. Nosso total apoio ao vice-presidente e repúdio ao “guru” que, com suas “pitadas”, só prejudica nosso país e o governo. Chega de confetes. Ele que fique no país que adotou e nos deixe em paz.


Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo


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IDEIA POLÍTICA


Estão enganados aqueles (inclusive pessoas da intimidade do presidente Bolsonaro) que lincham Hamilton Mourão. Saibam todos de uma coisa: o general não ficará nu e sozinho na sua metralhadora giratória de ideias. Percebe-se que o vice-presidente é cada vez mais admirado e respeitado pelo povão. Uma pesquisa pode constatar que do subúrbio ao centro Mourão só cresce no conceito das pessoas.


Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo


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DESTEMPERADO


Concordo com muita coisa escrita por Olavo de Carvalho, com muitas das ideias que ele defende. Entretanto, sua soberba, sua grosseria destemperada e esta postura de franco-atirador errático (e remoto, do conforto de sua sala na Virgínia) estão tumultuando e complicando um governo que ele ajudou a eleger e que busca realizações concretas e difíceis. Pelo bem do Brasil, está mais do que na hora de ele fechar a boca, ou de ser ignorado pelos membros do governo e pela imprensa.


César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo


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CONSTRANGEDOR


Este Olavo de Carvalho é um indivíduo grosseiro, infeliz, mal educado e mal intencionado. Bom seria que se calasse, para o bem do Brasil. Quem tem um amigo como este não precisa de inimigo.


Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo


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INQUIETANTE AMADORISMO


Enganava-se quem acreditava ser apenas do presidente Bolsonaro o problemático relacionamento com a imprensa. O chanceler Ernesto Araújo reúne todos os defeitos de dicção e retórica possíveis e impossíveis ao cargo. Suas entrevistas e até mesmo monólogos são um vazio de eloquência e conteúdo ainda desejável. Não bastassem o seu desapreço pela diplomacia e a devoção a Olavo de Carvalho, temos agora um ministro que participa de reuniões de Estado e sai sem o mínimo de preparo para dar suas considerações ao país e ao mundo. Inquietante amadorismo.


Jorge Neto jorgealneto@gmail.com

Areia (PB)


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O BRASIL NÃO PRECISA DE HERÓIS?


Reveladora a frase dita em evento com juízes pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli: “O combate à criminalidade o País não se faz com ‘heróis’, mas com as instituições” (...) “porque somos os moderadores da sociedade (...) não pode haver excessos nem heróis”. Fico a imaginar como seria o Brasil hoje se há cinco anos um grupo de procuradores não arregaçasse as mangas e se imbuísse de propósitos depuradores de tanta criminalidade, e não entrasse em ação no Paraná. Mas se, ao contrário, lutando contra todo um gigantesco sistema adrede implantado, se sentisse acovardado e desistisse da batalha deixando as coisas rolarem como sempre rolaram, a favor dos corruptores e corruptos deste país. Que país teríamos hoje? Toffoli afirma que “somos os moderadores”, “ninguém julga tantos processos como nós. E nós damos conta”. Como assim? No geral, processos andam a passo de tartarugas no STF, e quando são julgados processos envolvendo políticos, demora-se mais ainda, haja vista os 12 ou 13 processos envolvendo o “impoluto” Renan Calheiros, que há anos mofam nas gavetas do STF, apesar de cada ministro ter direito a uma estrutura de 20 a 30 funcionários para auxiliar seu trabalho. Isso só para dar um exemplo! Toffoli reforça que o País não precisa de heróis, deixando transparecer um despeito contra a grande figura da Operação Lava Jato, de Sergio Moro, sem esquecer o magnífico trabalho de toda sua equipe. Este país, tão carente de grandes figuras, de ídolos sem nódoas em seu caráter, precisa de heróis, sim, modelos a reverenciar e seguir. O que não podemos mais é nos deixar guiar por líderes fabricados por mídia nacional e internacional ideologicamente comprometida, que acabaram por fabricar monstrengos que levaram este país à beira do abismo, e que só não despencou graças a heróis que enfrentaram o sistema e puseram a nu toda a corrupção, toda a falta de comprometimento com o Brasil em contraposição ao total devotamento à causa da pátria grande comunista, quimera do bolivarianismo. Temos e precisamos de mais heróis, sim.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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HERÓIS


O Brasil não precisa de heróis, presidente Dias Toffoli? “O combate à criminalidade no País não se faz com ‘heróis’, mas com as instituições. A magistratura tem obrigação de inibir ‘excessos’”, disse em 18/3 o supremo ministro, em palestra a juízes no seminário “Macrocriminalidade – Desafios da Justiça Federal”, em Belo Horizonte (MG). Presidente, não fossem nossos heróis do passado, que lutaram pela nossa Independência e nossa República, o senhor jamais estaria sentado nesta cadeira! O que não precisamos é dos excessos dos Robin Hoods supremos, defensores de criminosos condenados que, desrespeitosamente, turbinados pela covarde omissão de seus pares, pintam e bordam com as nossas instituições, à revelia da indignação da sociedade!


Camila David de Oliveira camilapdavid@yahoo.com.br

Rio de Janeiro


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REVERÊNCIA


Toda nação tem seus heróis e o Brasil precisa deles. Nós temos um grande herói. Adivinhe, ministro Toffoli, quem o País reverencia? Sim, acertou! Sergio Moro, que praticamente sozinho deu outra cara a este país maltratado pelo PT. Herói é aquele que é unanimidade, aquele que anda pelas ruas e é saudado, ovacionado, é aquele que está acima do STF, aquele que realmente pratica a justiça e que todos concordam, aquele que em suas decisões não deixa dúvidas, não há divergências. Herói é aquele que fez um ex-presidente presidiário e ninguém consegue soltá-lo. Agradeço ao ministro Sergio Moro, Vossa Excelência, com letras maiúsculas. Nosso herói.


Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo


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VAIDADE


Os juízes do STF deveriam ser os mais humildes dos servidores. O que se vê, porém, é que eles se comportam como se fossem semideuses ou, então, os secretários do Politburo.


Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito


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O REINADO DE TOFFOLI


O ministro Dias Toffoli assumiu o comando do STF com a missão que se atribuiu de apaziguar os ânimos e resgatar o espírito de colegiado na corte do 6 a 5. Mas bastou começar o jogo e Toffoli já deu os sinais de como pretende reinar. Sem submeter aos demais membros da corte, segundo se queixou o ministro Marco Aurélio, e ignorando a existência da Procuradoria-Geral da República (PRG), abriu inquérito para apurar ofensas ao STF e alguns de seus membros. E, ignorando a regra da distribuição aleatória via computador, escolheu monocraticamente para relator do caso o ministro Alexandre de Moraes, afinado com essa sua motivação.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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CRÍTICAS AO JUDICIÁRIO


Aqueles que usam redes sociais para criticar o Judiciário como um todo são pessoas que não venceram suas causas na Justiça, tanto estadual, federal, do trabalho, dos militares e assim sucessivamente. Lamentável que estejam criticando o Judiciário em todos os níveis, e pode-se acrescentar que também são aqueles que não querem viver democraticamente com códigos judiciais e  civis, não querem atuação dos policiais para manter a ordem e o bem-estar das comunidades. São os antidemocráticos que não sabem viver, afinal existem as leis para regrar nossa vida. A atitude do ministro Dias Toffoli, presidente do STF, foi das mais acertadas para que seja feito inquérito conhecendo os que não querem viver sob o símbolo da legalidade. Já tivemos aqui mesmo, em Santa Catarina, uma comunidade que queria viver como anarquistas, mas teve breve existência. Anarquistas não, justiça sim!


José Reinoldo Rosenbrock jose.rosenbrock@gmail.com

Timbó (SC)


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INQUISIÇÃO


Já estamos acostumados com certas decisões da Suprema Corte que nos deixam aborrecidos. Mas esta de o STF querer se transformar num Tribunal da Inquisição é demais!


Paulo Boin boinpaulo@gmail.com

São Paulo


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TIRANIA


Não seriam alguns membros do STF defensores de sua própria tirania?


Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales


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O BRASIL NÃO PODE RECLAMAR


Quando um contribuinte vai a uma repartição da Prefeitura Municipal de São Paulo, ele encontra três situações: funcionários desmotivados, funcionários com má vontade em atender o munícipe e “chacrinhas” de alguns deles que não querem trabalhar,  enquanto uns poucos atendem as filas dos requerentes. Isso gera grande raiva, humilhação e muita perda de tempo. Não parece o STF? Mas, se você decide reclamar, a primeira coisa que os “barnabés” fazem é apontar o quadro (que nunca falta na parede) que ameaça de processo e prisão quem desacatar os atendentes. Só eles podem desacatar, humilhar, prejudicar e prevaricar, o munícipe só pode aceitar o descalabro. O ministro Toffoli decidiu copiar todas essas práticas e implantá-las no STF: quem criticar os “nobres” ministros vai preso! O STF é um órgão de ministros comprometidos com interesses partidários, esquerdistas, corporativistas, e que não demonstram nenhum interesse em contribuir para um Brasil melhor, apenas para seus interesses corporativos e escusos, mas ninguém pode criticar, porque, senão, vai preso. Se todos são iguais perante a lei, por que não podem ser investigados ou, mesmo, criticados? Por que ameaçam o cidadão que reclamar, se não fazem sua parte? Finalmente, concluo que o STF é formado por um bando de “barnabés” que ganham muito bem e prejudicam o Brasil mais ainda, mas o cidadão não pode reclamar, senão vai preso.


João Cesar Ribeiro cesar.ribeiro8@hotmail.com

São Paulo


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ELES QUE COMEÇARAM


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão fulos da vida com a pressão que o povo de bem está fazendo contra as controvertidas decisões daquela Corte. Agora, pregam o respeito entre os Poderes – Legislativo, Executivo e Judiciário. Receosos, resolveram optar em pregar a paz. Ora, se existe uma “guerra” entre os Poderes, deveriam saber que foram eles próprios que começaram com toda esta “lambança”. Aliás, perceberam não ser suficientemente fortes quanto o povo brasileiro, que, unido, jamais será vencido. Muda, Judiciário!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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BEM PARA QUEM?


O presidente do Senado, David Alcolumbre, disse que a CPI da Lava Toga “não iria fazer bem ao Brasil”. A “ditadura” do STF, com ministros contrariando a Constituição, faz? Sem dizer que vários deles estão na mídia suspeitos de atitudes antirrepublicanas.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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ENTRE TAPAS E BEIJOS


Ministro Gilmar Mendes, pela terceira vez o seu amigo Beto Richa (PSDB), ex-governador do Paraná, foi preso num desdobramento da Operação Quadro Negro, chamada “Ação Entre Amigos”, decorrente de falcatruas antirrepublicanas envolvendo obras em escolas do Estado. Antes de soltá-lo novamente, conceda ao amigo a oportunidade de pedir música no “Fantástico”, o.k.?


Júlio Armando Echeverria Vieira jecheverria50@gmail.com

Santa Cruz, Califórnia (EUA)


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O CAIXA 2 NA JUSTIÇA ELEITORAL


De fato, não se pode prever o que sairá da cabeça de um juiz, ainda mais de 11. O STF, que tantas vezes inovou e decidiu positivamente para resolver situações não bem cobertas pela legislação, desta vez fez o contrário e frustrou a Nação. Restringindo sua decisão a um entendimento duvidoso dos textos vigentes, deixou exclusivamente com a Justiça Eleitoral a decisão de atos de corrupção de políticos, desde que pagos em dinheiro vivo, mesmo sabendo que ela não tem condições de fazer tais julgamentos em tempo hábil. Assim, deu carta branca à continuidade do que de pior vimos na política nacional nestes últimos tempos, estimulando atos de corrupção pagos em dinheiro vivo. O tribunal não poderia, pelo menos, dividir o crime em duas partes, uma sendo o ato de corrupção em si, julgável pela Justiça comum, e a outra sendo o “pagamento” da corrupção, a ser julgado pela Justiça Eleitoral? De qualquer forma, como decisão de juiz deve ser cumprida, nós, do povo que paga impostos, passamos a exigir que, pelo menos, para ser julgado pela Justiça Eleitoral o político corrupto deva demonstrar que gastou em campanhas eleitorais todo o dinheiro recebido. A parcela destinada a outros usos continuará sendo julgada pela Justiça comum.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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MODELO ÚNICO


A Justiça Eleitoral do Brasil consome mais de R$ 8 bilhões, mesmo em ano sem eleição, e segue modelo único no mundo, tantas são suas atribuições, entre as quais estão as de normatizar, fiscalizar e julgar irregularidades diretamente ligadas ao processo eleitoral, funções que, em alguns países democráticos do Primeiro Mundo, como os EUA, Alemanha e Espanha, são realizadas pelo Executivo e até mesmo por órgãos autônomos, não sendo previsto o exame, pelos setores encarregados de conduzir o processo eleitoral, de crimes associados e suas conexões. A nossa Corte Suprema, num rasgo de hipocrisia e velada intenção de favorecer a impunidade, acaba de estender as atribuições da nossa já inchada Justiça Eleitoral, capacitando-a a julgar e punir delitos  criminosos relacionados e seus desdobramentos, sem que tenha condições e estrutura para tal.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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TREMENDA CONFUSÃO


O STF mostra que os políticos que roubaram e se prevaleceram de doações privadas hospedadas no caixa 2 deverão ser processados e responsabilizados pela Justiça Eleitoral. Todos sabemos que a franciscana Justiça Eleitoral não tem infraestrutura e corpo técnico aparelhado, além disso os empresários poderão articular crime conexo absorvido pelo caixa 2. Em linhas gerais, cria-se uma tremenda confusão para o resultado final da ópera bufa: prescrição coroada da Justiça tabajara da impunidade.


Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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NA TERRA DOS ESPERTOS


O Supremo Tribunal Federal, com a decisão de direcionar os processos de caixa 2 para da Justiça Eleitoral, acaba de dar uma ajuda aos criminosos. A Justiça Eleitoral, sem condições de tratar deste assunto, como frisou o ministro Barroso, vai dar margem a longos processos com grande chance de prescrição. A impunidade que tinha diminuído com a Lava Jato deve voltar a crescer. Essa decisão confirma a posição de vários ministro do STF de não condenar nem prender ninguém, nunca. Nesta terra de espertos, onde os cofres públicos são assaltados diuturnamente, essa decisão é uma festa. Só nos resta lamentar.


Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo


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LAVA JATO FORTALECIDA


Logo após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter na Justiça Eleitoral no julgamento de casos de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados a delitos eleitorais, como caixa 2, houve uma certa onda de pessimismo a respeito de um enfraquecimento da Operação Lava Jato, que completa cinco anos de sucesso no combate à picaretagem na política brasileira. Porém, após a leitura do editorial  do “Estadão” (17/3, A3), de que o respeito à lei irá fortalecer a Operação Lava Jato, confesso que estou otimista, e a sociedade brasileira pode ficar tranquila de que tudo dará certo.


Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas


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UM PAÍS JUSTO, RACIONAL E EQUILIBRADO


Têm razão o Ministério Público Federal ao pretender a continuidade de suas atividades até que o mal pérfido da corrupção desapareça do País. Contudo, não tem razão quando quer um Estado persecutório, em que todos, bastando uma tênue suspeita, são culpados até prova em contrário e suas reputações sejam alquebradas – para nunca mais serem recompostas – a uma primeira notícia nas redes sociais e na grande mídia. O mundo só pode conviver com políticos e titulares de instituições racionais, equilibrados e que tenham o possível sentido do justo. O equilíbrio está na punição dentro das garantias constitucionais. Temos uma das melhores Constituições do mundo, que se inicia praticamente com a descrição dos direitos e garantias individuais da sociedade. Justiça tem como pressupostos iniciais prudência, cautela e distanciamento de sanhas emocionais e que muitas vezes ocultam outros privilégios a pretexto de combate a males crônicos. E que terminam por disseminar o pior sentimento humano, que não desaparece facilmente como os amores declarados: o ódio.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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MODERNIZAÇÃO NO JUDICIÁRIO


Cumprimento o jornal “Estado” pela publicação do artigo do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças (“Transformação digital e o Judiciário”, 19/3, A2). De forma clara e transparente, ele explica como o tribunal deve operar no futuro e o custo para a implantação de uma medida inteligente, com capacidade para melhor os fluxos processuais da maior corte de Justiça do País.


Antonio Penteado Mendonça penteado@pmec.com.br

São Paulo


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‘O EMBATE ENTRE O CNJ E O TJSP’


Sobre a troca da infraestrutura de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça de São Paulo, fiquei curioso em saber se alguma empresa brasileira – com exceção dos maiores bancos do País – já pagou algo próximo a R$ 1.320.000.000,00 (sim, R$ 1,32 bilhão!) pelo mesmo serviço.


Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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