Fórum dos Leitores

.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Submissão ou realismo?

Sem dúvida, a visita do presidente Jair Bolsonaro aos EUA foi proveitosa para o Brasil. Além do apoio de Donald Trump a várias pretensões brasileiras, dezenas de empresários interessados em investir no País foram contatados pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. É preciso ressaltar que o Brasil nos últimos decênios vinha fugindo dos EUA e até agredindo esse país, para se alinhar a países como Venezuela, Bolívia, Cuba, ditaduras africanas e outras nações que, além de nada propiciarem de bom ao Brasil, tomaram somas vultosas em empréstimos até agora não quitados. Se, para o lulopetismo, soberania é ser explorado, para o atual governo as trocas são mais importantes e muito menos onerosas. Aliás, é bom lembrar que o relacionamento internacional não prevê somente a realização de obras caritativas, mas ações que possam trazer retorno aos países envolvidos. Ou não?

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

Visto

Se os acordos de intenção firmados entre Trump e Bolsonaro vão passar da verbalização a ações concretas, não se sabe ao certo, só o tempo dirá. Um detalhe, entretanto, chama a atenção: a desnecessária reação negativa de parte da opinião pública à suspensão da necessidade de visto de entrada no Brasil para turistas americanos, entre outros. Tais cidadãos não só não representam nenhuma ameaça, como, ao contrário, a facilitação de sua entrada no País vai fatalmente aquecer o turismo e produzir dividendos. A evocação do princípio da reciprocidade, neste caso, não é nada pragmática e beira a antipatia. Chamar isso de submissão, então, é um preciosismo exagerado.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Esquerda, direita, volver

Talvez o pior do petismo tenha sido obrigar-nos a cair no bolsonarismo. E talvez o pior do bolsonarismo possa vir a ser devolver-nos ao petismo. A boa notícia é que já existem na vida política brasileira líderes capazes de livrar o nosso país desse pêndulo impulsionado pela deletéria polarização entre o autoritarismo incompetente e corrupto da esquerda e seu irmão siamês da direita. Difícil não olhar para um futuro ainda distante diante das estultices em série que vêm sendo cometidas por aqueles que acabamos de colocar no governo da República.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

A prole

Foi grande o número de eleitores que votaram no hoje presidente Jair Bolsonaro não por ser ele o candidato dos sonhos ou por sua vivência política, mas por constituir a única alternativa com possibilidades reais de evitar a volta da esquerda que arruinou o País e prometia, se vitoriosa, concretizar um rápido processo de “venezualização” por aqui. Eleito, Bolsonaro tem agora a oportunidade única de demonstrar à sociedade que é mais que isso. Como? Esforçando-se para recuperar a economia, desenvolver a necessária liderança política para aprovar as reformas urgentes e desfazer o que deve ser desfeito, o que, às vezes, é mais difícil do que fazer. É fundamental, então, que trabalhe com tranquilidade e não seja, como vem acontecendo com incômoda frequência, perturbado por atos corrosivos partidos de elementos de sua prole.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Amadorismo

Alguém já disse que política é para profissionais. Isso está se mostrando uma verdade irrefutável quando, infelizmente, o presidente se revela muito amador. Ele e seus filhos têm despendido tanta energia em tolices que, se voltada para o insano trabalho que se espera para aprovação da reforma da Previdência, traria resultados muito mais importantes para o País. Se 01, 02 e 03 arregaçassem as mangas para essa hercúlea tarefa, ajudariam muito mais o pai e o Brasil.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

Barueri

Volta às origens

Percebendo não haver condições para votar e aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional, dentre outras medidas urgentes, o Palácio do Planalto resolveu recuar e mudou o decreto sobre as nomeações. Na campanha eleitoral, a intenção era de total limpeza nas indicações feitas pelo conhecido sistema de “toma lá dá cá”. Agora, as regras foram flexibilizadas, desmoralizando a pretensão de moralizar tais nomeações. É o País voltando às suas origens!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

EX-PRESIDENTES

Gastos públicos

Os cinco ex-presidentes da República gastam cerca de R$ 1,2 milhão por ano com diárias e viagens para seus assessores (18/3, A12), valor que pagaria quase mil salários mínimos por ano. Quando essa injustiça vai acabar? Temos 12 milhões de desempregados, o maior problema social em décadas!

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Dilma Rousseff, além do gordo salário que recebe como ex-presidente, apresentou um fatura de mais de meio milhão de reais de despesas com assessores, seguranças, veículos, etc., a serem pagas pelo governo federal. Além desses gastos, está em fase de aquisição uma frota de veículos blindados para uso de todos os ex-presidentes. Como o governo federal não tem o poder de fabricar dinheiro, quem paga essa pesada conta somos nós, via pesados tributos!

ALOISIO PEDRO NOVELLI

celnovelli@terra.com.br

Marília

Simplesmente revoltante o fato de que a ex-presidente cassada já gastou, à nossa custa, R$ 632 milhões, passeando pelo mundo e falando mal do nosso país. Não perdeu os direitos políticos graças a uma manobra absolutamente ilegal do ministro Ricardo Lewandowski (STF). O Congresso tem de acabar com essa mamata absurda e imoral.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

EVENTOS NO PACAEMBU

Lei do Silêncio

No último domingo, às 5h30, as ruas estreitas do bairro do Pacaembu foram tomadas por carros e ônibus de turismo com explosões de decibéis, às 6h30 microfones e alto-falantes berravam a todo o vapor. Ainda existe a Lei do Silêncio ou ela foi “vendida” com o estádio?

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


HIPÓTESE ESDRÚXULA


Em 1854 os Estados Unidos bombardearam um porto nicaraguense para vingar insultos ao embaixador americano; em 1898, bombardearam um porto venezuelano em represália por empréstimos não pagos. Foram ações restritas, sem outras consequências, conhecidas como diplomacia de canhoneira. No século 20, invadiram o Panamá e Granada, países sem forças armadas dignas dessa classificação; não invadiram Cuba no auge da crise dos mísseis; invadiram o Iraque porque sabiam que não haveria resistência por parte de um exército de xiitas governados por um ditador sunita. Invadir um país do porte da Venezuela, que dispõe de forças armadas das mais bem equipadas da América do Sul, só é possível na mente de quem acredita nas balelas de Donald Trump. Mais balela, ainda, é imaginar que, um dia sequer na história, o Brasil participaria de uma invasão à Venezuela, seja quem for o improvável invasor (“Estado”, 20/3). Se a imprensa alimenta ou simplesmente comenta uma hipótese esdrúxula como esta, está perdendo tinta, papel e digitação.


Paulo M. B. Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro


*

PRUDÊNCIA E CALDO DE GALINHA


O que o presidente Jair Bolsonaro ainda não entendeu é que o que o presidente de um país fala repercute interna e externamente e é alvo de pessoas mal intencionadas. No que diz respeito à Venezuela, o presidente Bolsonaro deveria falar que o povo venezuelano deveria decidir sobre o destino do país, e não ficar falando em intervenção militar ou algo que o valha. Prudência e caldo de galinha nunca são demais.


Luiz Roberto Costa costaluizroberto@bol.com.br

São Paulo


*

LINHA DE FRENTE


Como eleitor do presidente Bolsonaro, sugiro, caso resolva intervir militarmente na Venezuela, colocar os seus três filhos na linha de frente de combate.


Reinaldo Cammarosano tatocammarosano@hotmail.com

Santos


*

CHANCELER INFORMAL


Esta foi uma situação inédita no Brasil: o presidente Jair Bolsonaro nomeou seu filho Eduardo Bolsonaro, deputado por São Paulo, chanceler informal na sua viagem aos Estados Unidos, durante sua visita oficial ao presidente Donald Trump. Além de Eduardo ter participado da reunião entre os presidentes no Salão Oval da Casa Branca, Bolsonaro poderia ter aproveitado a ocasião para levar o filho a um passeio à Disney, para conhecer o Mickey. Estavam por lá, mesmo, né não? Tudo o que disseram durante a reunião, evidentemente, não saberemos, mas o que chamou a nossa atenção foi e excesso de elogios feitos por Donald Trump a Eduardo Bolsonaro, chamando-o de “fantástico” em três ocasiões, pelo seu empenho durante as eleições de 2018. Por que será?  Sobre a afirmação do nosso presidente de que não descarta opção militar contra Nicolás Maduro (Venezuela), apoiando uma eventual intervenção militar, o Brasil já tem inúmeros problemas crônicos a resolver, como a saúde, a educação, a segurança e os transportes públicos, além dos 13 milhões de brasileiros desempregados e mais 10 milhões que desistiram de procurar emprego, desanimaram por terem chegado à exaustão de buscar uma vaga em vão. Com tudo isso para resolver, será que podemos nos envolver nos problemas dos outros? E, se isso ocorrer, quem financiará todos os gastos? Nós?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


*

1 TRUMP & 2 BOLSONAROS


Do anunciado encontro privado com Trump participaram 2 dos 4 presidentes Bolsonaros do Brasil.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


*

TRAPALHADAS


Continuamos o país das coisas mal feitas. O filho de Jair Bolsonaro sentou-se ao lado dos presidentes Donald Trump e de Jair Bolsonaro sem ter cargo nenhum no governo brasileiro e deu entrevista aos jornalistas nos EUA, enquanto o ministro formal das Relações Exteriores ficava quieto num canto. Somos realmente um desastre em nossa organização, vamos torcer para que todas essas trapalhadas não se apliquem à administração pública.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


*

ENQUANTO ISSO, EM BRASÍLIA


Alô, povo do Rio de Janeiro, vocês pagam o salário ao vereador Carlos Bolsonaro para ele ir a Brasília “despachar” na Câmara dos Deputados, ao invés de estar nas ruas do Rio para saber do que o povo que nele votou está precisando. O Rio está numa situação catastrófica, e o cara abandona a cidade para fazer turismo em Brasília. Acho que vocês deveriam ir à Câmara solicitar providências, porque isso não é certo. Não interessa se ele é filho do presidente da República. É funcionário do Rio, e não de Brasília. Ele que vá para lá aos fins de semana. É absurdo demais.


José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira


*

O FILHO DO PRESIDENTE


Para certos casos, ser portador do pai é honroso, mas querer substituir quadros da administração pública é prejudicar o pai e o País. Um pouco de desconfiômetro não faz mal a ninguém.


José C. de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro


*

RECADO AO PRESIDENTE


Ei, presidente Bolsonaro, sou seu eleitor e torço fervorosamente pelo sucesso de seu governo, mas preciso lhe dar um recado: já não te bastam tantos inimigos pela frente, que te obrigam a andar com o traseiro voltado para o muro? Para completar, tem seus filhos para administrar, que tal mandá-los calar a boca e irem chorar no quarto, que é quentinho? Será que eles não sabem que quando ainda usavam cueiros o pai deles já militava na política brasileira? 


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


*

VISITA AOS EUA


Ainda que moderadas, as críticas do “Estadão” à visita de Bolsonaro a Trump são pertinentes (“Tropeçando na Casa Branca”, 20/3, A3). Fica-se com a impressão de que o presidente daqui usou a prerrogativa do cargo apenas para tietar o presidente de lá. A vergonha maior foi a submissão brasileira ao turista norte-americano, abolindo o visto de quem vem para cá sem qualquer sinalização de que a recíproca possa vir a ser praticada. Visita inócua, mas negativamente simbólica.

   

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


*

ISENÇÃO DE VISTO


A imprensa brasileira sem exceção está noticiando sem informar corretamente o que o presidente Bolsonaro fez a respeito da isenção de visto de entrada para os EUA, Canadá, Austrália e Japão. O que foi publicado no portal do Diário da União em 18/3 não se trata da “isenção total” para estes países, como dá a entender pelo jeito que toda a imprensa brasileira está divulgando. A isenção dos vistos para estes países é de apenas 90 dias, ou seja, três meses, podendo ser prorrogada ou não pelo mesmo período. O que toda a imprensa está debatendo é a questão da reciprocidade, se haverá ou não destes países, mas está ignorando que não se trata de isenção total.


Eugenio de Araujo Silva eugenio-araujo@uol.com.br

Canela (RS)


*

‘TROPEÇANDO NA CASA BRANCA’


Parece-me que os tropeços de Bolsonaro na Casa Branca propiciaram algo inédito. Ele foi cair na Blair House, local oferecido a muito poucos. Será que isso tem que ver com o prestígio que os americanos dão aos seus visitantes? Atribuir a falta de resposta do presidente (20/3, A3) à incapacidade não deixa de ser algo estranho. Se alguém tem estratégia para algo, ele abre o que pretende fazer antecipadamente ou guarda para si e aproveita ao máximo aquilo para o que se programou? Isso não seria o comportamento adequado para um esperto estrategista? Tudo o que se refere à Venezuela, dadas as condições sub-humanas a que Maduro submete a maioria do seu povo, não deve ser tratado de maneira sigilosa para evitar contra-ações. Quanto à base de Alcântara, ela sempre foi tratada pelos últimos governos, durante a famigerada era PT, como algo sem o menor interesse. Agora se imprime agilidade na negociação, trazem divisas para o País, em valores não divulgados, mas que devem ser expressivos (comenta-se que pode ser algo ao redor de R$ 2 bilhões/ano) e entende-se que o assunto poderia ser tratado como algo de menor expressão. Tenho a impressão de que cabe à imprensa investigar e conseguir saber de que valor se está falando realmente. Descoberto o valor, aí, sim, se for algo irrisório, que se critique o governo, mas se for algo significativo e que ajude o País a sair da crise em que se encontra, deveria ser elogiado. Comparar uma visita à CIA, em Langley, a uma visita à Disneylândia me parece muito mais infantilidade de quem comenta. Se houve no início do editorial reclamação sobre a falta de informação sobre planos relativos à Venezuela, e se Bolsonaro faz tal visita, pode haver alguma relação entre as duas. A meu ver, a imprensa deveria explorar melhor o que de fato aconteceu para precipitar visita não programada e, depois de descoberto, informar a opinião pública. Se Bannon é, hoje, mal visto pela administração Trump, isso pode ser um bom indicativo. Por outro lado, um bom estrategista deve buscar o máximo de informações sobre aquele com quem negocia. Se existe negociação com Trump, por que não ouvir tudo o que se sabe dele para agir em concordância com o que interessa ao Brasil? Se ambos se consideram vítimas da imprensa, pouco posso falar a respeito de Trump, mas um editorial como este não confirma a má vontade em relação a Bolsonaro? Para encerrar, gostaria de lembrar algo que meus 70 e poucos anos me ensinaram: no Brasil sempre houve extrema má vontade, se não da maioria, pelo menos de parte significativa da opinião pública em termos de presidente paulista. Bolsonaro é o paulista da vez. O Estado, que sempre entendeu a política brasileira, não tem se dado conta de que a qualidade de paulista de Bolsonaro pode estar sendo a pedra no sapato do homem. O velho Júlio de Mesquita estaria atento a isso.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


*

AFETO


Pelo que se viu na visita que o governo brasileiro fez ao Estados Unidos, Bolsonaro demostrou ter mais afeto pelo presidente Donald Trump que a maioria do povo americano.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


*

AMOR ETERNO


Faz tempo que Bolsonaro acenava sorridente para Trump, que, encantado, incentivou o flerte. Trocaram telefonemas. Começaram a namorar. Noivaram. Trocaram alianças. Felizes, casaram-se, com toda pompa, na Casa Branca. Tomara que a união seja duradoura. Que renda bons frutos para as duas nações e para os dois povos.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


*

BAJULAÇÃO


Uma visita de Bolsonaro sempre vai gerar embaraços, porque ele é boquirroto. Gostaria de estar enganado, mas, à distância, e no caso específico dos EUA, pareceu-me mais bajulação (subserviência) do que compromisso (acordos bilaterais concretos).


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


*

SLOGAN


Brasil acima de tudo ou EUA acima do Brasil e de tudo?


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


*

DISTANCIAMENTO IMPRODUTIVO


Os “entendidos” em comportamento protocolar não deixariam de criticar o desempenho de Bolsonaro na visita aos Estados Unidos. E deixaram de ressaltar que a visita foi oportuna para desfazer o distanciamento improdutivo causado pelos governos Lula e Dilma, prejudicial ao comércio exterior do Brasil. Temos de progredir com o que temos. Críticas são necessárias, mas devem ser equilibradas.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


*

O ‘MITO’ NA AMÉRICA


Finalmente um presidente que não é antiamericano e vê possibilidades de negócios. Claro, metade da imprensa –esquerdista que é – não gostou.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


*

RESGATANDO O RESPEITO


Contrariando as esquerdas e boa parte da imprensa que não se cansa de criticar o presidente, Jair Bolsonaro consegue um feito inédito ao retomar as relações do Brasil com os EUA, reforçando assim nossos laços com um aliado tradicional, “inclusive de batalhas”, quando ambos participaram de duas guerras mundiais lado a lado, época em que o Brasil cedeu a Base de Guaramirim, no Rio Grande do Norte, para fazer o trampolim à vitória, num voo sobre o Atlântico rumo ao Senegal, na África, e de lá para a África Ocidental e Setentrional, quando os países aliados retomaram dos alemães o norte da África. Portanto, como muitos desconhecem, as relações entre as duas maiores potências do continente americano remontam a uma amizade antiga, que foi deliberadamente interrompida por uma casta de cleptocratas cujo chefe máximo hoje está preso em Curitiba. Com a visita de Jair Bolsonaro aos EUA, percebe-se que boa parte dos brasileiros de bem está orgulhosa pelo atual rumo de nossa política externa que está reconduzindo o Brasil para o centro do mundo, recuperando nosso respeito e dignidade, virtudes solenemente ignoradas sob o reinado da lulocleptocracia.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


*

COMPLEXO DE VIRA-LATA


Só sendo louco e vislumbrado para comprar as ideias de Olavo de Carvalho, o “guru” que regurgita ódio no Youtube. Só tendo complexo de vira-lata para lamber as botas de Donald Trump, um fanfarrão que certamente não ganhará as próximas eleições. Acorde, Bolsonaro, o vice-presidente merece respeito em qualquer lugar, até mesmo na terra do Tio Sam.


Leandro Ferreira ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos


*

IGNORAR O ‘FILÓSOFO’


A imprensa brasileira faria um favor imenso ao País se não publicasse mais as falas estúpidas deste “guru” de Bolsonaro, o “filósofo” Olavo de Carvalho, que quer preencher o vazio de sua existência disparando contra pessoas do governo que não o bajulam, como o vice-presidente Hamilton Mourão. Gostaria que viesse para o Brasil e, cara a cara, chamasse Mourão de “idiota”, de golpista, como fez. Triste do país cujo presidente se apoia em tipos como este, porque mostra não ter personalidade.


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


*

O GURU DO PRESIDENTE


O sr. Bolsonaro deveria estudar os filósofos verdadeiros e o manual de descrição das funções do presidente da República.


Eliana Cicarelli elianacicarelli@hotmail.com

São Paulo


*

SÓCRATES


Sinto-me angustiado em certos momentos, quando suspeito de que nosso presidente, como já disseram muitos, não tem a verdadeira dimensão do cargo que ocupa. Talvez não seja fácil um anônimo e prosaico deputado federal do baixo clero, cuja exigência intelectual é limitada, adaptar-se repentinamente aos rigores do aparato do palácio presidencial. Contudo, uma pequena dose de modéstia, que os filhos do presidente parecem não ter, faria muito bem. Vergonhoso não é dizer que não sabe, vergonhoso é fingir que sabe e a prole do presidente acha que sabe e não sabe nada. Sócrates nos deixou, como sempre, sóbrios e importantes ensinamentos. Num deles, disse: “É impossível o homem procurar o que sabe e o que não sabe. Não procurará o que sabe porque já o sabe; não procurará o que não sabe porque não sabe o que procurar”. Tenho dito!


Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri


*

PIOROU


Para quem, como eu, imaginou que seria impossível encontrar alguém mais incompetente e despreparado que Dilma Rousseff, que surpresa decepcionante: encontramos! Será que valeu a pena o preço que iremos pagar (pelo andar da carruagem) só para tirar o PT do poder? Ou os militares enquadram o capitão, seus filhos e o guru ou será o caos!


Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí


*

FALTA EMPATIA PARA ENTENDER


Embora Bolsonaro tenha-se retratado quanto à maneira como caracterizou os imigrantes que chegam aos EUA, classificando-os como “mal intencionados”, perante nós, brasileiros, foi essa a mensagem que ficou para os demais latino-americanos que tentam transpor a fronteira levados pela esperança de uma vida melhor no país mais rico do mundo. É ultrajante alguém ser considerado dessa forma por sonhar com perspectivas de um futuro melhor para si e seus filhos. É tão humano desejar isso que, se não houvesse muros ou fronteiras entre países, todos nós buscaríamos encontrar sempre o melhor lugar para viver. Mas para Trump e Bolsonaro – por ironia, ambos descendentes de imigrantes –, isso é visto como uma “invasão”. Gostaria de saber se assim seria considerado caso estes “invasores” fossem todos de pele alva e louríssimos como os nórdicos. E se, uma vez tendo ultrapassado as fronteiras dos EUA, suas crianças iriam ser separadas dos pais, como o foram no nazismo, em ações de nível de desumanidade semelhante. Provavelmente não! A dúvida atroz que fica, então, é saber se tanto Trump como Bolsonaro seriam adeptos da terrível teoria da “supremacia branca”, porque, sinceramente, é essa a impressão que dá a partir das declarações de Bolsonaro, de seu filho Eduardo e do já conhecido racismo de Donald Trump. Oxalá assim não seja, pois que o racismo é algo que deve ser extirpado dura e firmemente da face da Terra. E, só para lembrar, vergonhosa foi a forma como Eduardo Bolsonaro referiu-se a compatriotas, lembrando que estes não tiveram sua vida fácil, em que tudo lhe foi ofertado por um pai superprotetor que, inclusive, lhe pavimentou todo o acesso à sua carreira política, sem que nenhum esforço fosse necessário para conseguir um privilegiado lugar ao sol. Incrível constatar nestes episódios infelizes tanta falta de empatia com o sofrimento alheio. Acho que está faltando para estes senhores um bom estágio com pás e picaretas sob sol ardente oito horas por dia, com o soldo de um salário mínimo ao mês. Daí seriam capazes de entender por que tantos buscam construir um futuro melhor alhures.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


*

GOVERNO BOLSONARO


Ao ler a entrevista de Onyx Lorenzoni publicada no caderno de Política do “Estadão” de terça-feira (19/3, A4), a mim ficou mais do que claro como será a linha de atuação do governo Bolsonaro nos próximos quatro anos. Confesso que tinha algumas dúvidas quanto a isso, talvez pela certa confusão natural na parte inicial do mandato do atual presidente, mormente a constante “intromissão” do professor Olavo de Carvalho, como se houvesse divisão de ideias. As respostas do ministro da Casa Civil não deixam a dúvida de que estamos no caminho certo para mudança de rumo do País.


Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


*

FICÇÃO


A entrevista em  que Onyx Lorenzoni  minimiza  os tropeços do governo está situada entre uma obra de ficção e um tratado entre ETs. Não há nenhum dado de realidade ali.


Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro


*

REFORMA DA PREVIDÊNCIA


O senhor Rodrigo Maia afirmou em entrevista à mídia: “Ou os militares contribuem para a reforma da Previdência ou ficam sem receber seus vencimentos”. É uma ameaça que ele não pode cumprir. Como esperar algo diferente de quem já disse “não estamos aqui para fazer o que o povo quer”? É um fanfarrão ameaçador. E o Legislativo calado, sem apresentar sua contribuição. Alguém acredita que ocorrerá?


Antonio M. Vasques Gomes amavago@gmail.com

Rio de Janeiro


*

QUE FESTA É ESTA?


Talvez enciumado das rotineiras baixarias verbais do ministro Gilmar Mendes, destilando uma emulsão de veneno e trairagem política, o já folclórico deputado federal Rodrigo Maia (está em campanha?) é a bola da vez na mídia social. Dizer que o Brasil quebrou e os militares chegaram no final da festa foi mais uma descomunal e mal cheirosa baixaria armada nos porões da Câmara federal! Que festa é esta? Quem a bancou até agora? Os números dizem que, para o Legislativo, sempre foi 0800! Deputado, quem fala demais dá bom dia a cavalos. Respeite os militares! Nem o seu cascudo “paipai”, que conheceu as corporações na essência, ousaria afrontá-las de forma tão leviana. “Tome tenência, garoto”, dir-lhe-ia minha saudosa avó! “Segure a marimba”, diria o intérprete da simpática escola de samba União da Ilha!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


*

LEILÃO DE AEROPORTOS


Em que pese o entusiasmo com o leilão de concessão de aeroportos, por R$ 2,377 bilhões, eu ainda fico incomodado com o tamanho do ágio. Caso exista explicação, eu não encontrei nada que fosse sustentável. Um exemplo: por que alguém pagaria R$ 40 milhões por algo que o próprio dono avalia como preço mínimo R$ 840 mil? Esclareço que não estou achando o processo desonesto, mas que, como um dos brasileiros proprietários desses aeroportos, eu queria entender tal dinâmica.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


*

A DELAÇÃO DE PALOCCI


O presidiário Lula da Silva percebeu que, quanto mais mexe, mais fede. Agora, como as delações de seu braço direito, Antonio Palocci, sobre o recebimento de propina do então presidente francês Nicolas Sarkozy, em 2009, no “acerto” da compra de helicópteros e submarinos, a “coisa” piorou. Após o “acordo” para receber quase US$ 3 milhões, o “demiurgo de Garanhuns” optou para que a data fosse 7 de setembro, data da Independência do Brasil, mas que na verdade seria a própria independência do arrogante Lula da Silva. A “casa caiu” de novo!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

APOIO INCONDICIONAL


Novas delações de Antonio Palocci enredam cada vez mais o ex-presidente Lula na teia de corrupção montada durante os governos petistas, e, mesmo assim, ele é ardorosamente defendido pelo consagrado ator Wagner Moura, que afirmou que a “mamadeira de piroca” ganhou as eleições de 2018. Outro que acredita piamente na inocência do criminoso condenado a regime fechado é o ex-deputado Jean Wyllys, que faz um périplo pela Europa destilando veneno contra o governo Bolsonaro, seguido pelo global José de Abreu, que se autoproclamou presidente do Brasil. O PT é a favor da ditadura venezuelana e da volta do Imposto Sindical, por exemplo, refuta a Lava Jato, a reforma da Previdência e o pacote anticorrupção de Sergio Moro, e, mesmo assim, recebe apoio incondicional de artistas, professores, estudantes e dos chamados intelectuais. É o Brasil  na marcha à ré.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


*

O DISCURSO DA ESQUERDA


O ex-deputado Jean Wyllys viaja pelo mundo e vai até a ONU aproveitar-se do desconhecimento sobre o Brasil para disseminar inverdades e a narrativa de perseguição política da esquerda. Faz um discurso em sintonia com os estereótipos e preconceitos sobre o País. Tudo muito verossímil ao olhar estrangeiro, sabe para quem fala. Enquanto isso, a resposta aqui e no exterior é débil em argumentos, não consegue desfazer a patranha. Não é, portanto, de admirar que um prestigioso jornal norte-americano – referência no noticiário internacional – tenha vaticinado em manchete de primeira página o caos no Brasil no dia do impeachment de Dilma Rousseff. Disse o mesmo, embora com um pouco mais de cautela, por ocasião da prisão de Lula. Por que será que só a esquerda consegue fazer um discurso articulado no exterior?


José Jairo Martins josejairomartins7@gmail.com

São Paulo


*

BLINDAGEM MANQUITOLA


Em depoimento na semana passada, por videoconferência, à Justiça Federal de Brasília, no âmbito da Operação Zelotes, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou a certa altura não acreditar “muito” (grifei) que tenha havido propina ao então presidente Lula no caso da Medida Provisória de incentivos fiscais ao setor automobilístico em 2009. Fico em dúvida se devo creditar tal manca assertiva ao seu folclórico rol de destrambelhos verbais ou se admito que, num rasgo de clareza mental, faltou convicção à criatura na difícil empreita de blindar seu criador preso e ainda bastante enroscado na Justiça.


Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga


*

DILMA CAMPEÃ


E ex-presidente Dilma Rousseff realizou um grande feito, gastando com os seus assessores, fora os salários que eles recebem do governo federal, mais que a soma de todos os outros ex-presidentes juntos. Suas despesas com viagens somaram R$ 632 mil, com os seus oito assessores, à custa da União. Cabe salientar os salários dos oito servidores colocados à disposição de cada um dos ex-presidentes, que ocupam quatro categorias, com vencimentos de R$ 2,7 mil, R$ 3,4 mil, R$ 10,3mil e R$ 13,6 mil. Foi com eles que Dilma realizou a sua campanha para senadora por Minas Gerais, que se constituiu num fiasco: ficou em quarto lugar. Devemos essas despesas ao senador Renan Calheiros e ao ministro Ricardo Lewandowski, que presidiram a sessão que cassou a ex-presidente mas, ao contrário que previa a lei, não cassaram os seus direitos políticos. Aliás, esta mordomia exagerada dos ex-presidentes é uma anomalia que deve acabar de vez, pois oito assessores e dois veículos Ômega são custeados pelo governo federal, ou seja, nós, os contribuintes. Esta notícia, com todas as quantias envolvidas, soa como um desaforo para quem está às voltas com a entrega da declaração do Imposto de Renda, que, matreira e imoralmente, não é atualizado de acordo com a inflação há anos – tantos que nem me lembro quantos. Aparentemente, a Receita Federal visa a chegar ao ponto de recolher na fonte o Imposto de Renda dos brasileiros que ganham o salário mínimo.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


*

FRANCAMENTE!


Após o desastroso, incompetente e inepto desgoverno Rousseff, que por pouco não levou o País à bancarrota, tendo como consequência mais de 12 milhões (!) de desempregados, entre outros problemas de igual gravidade, é um verdadeiro deboche e desrespeito a informação de que a ex-presidente legalmente impichada esbanjou nada menos do que a exorbitância de R$ 632 mil (!) apenas em 2018 (sem contar salários) com o pagamento de servidores que a acompanharam em viagens dentro e fora do Brasil. É absolutamente premente que o governo Bolsonaro reveja e modifique a lei que autoriza o pagamento de diárias, passagens, manutenção, seguro e combustível de veículos de uma equipe de 8 (!) funcionários para cada ex-presidente da República. Com efeito, se o País fosse muito rico, estivesse nadando em dinheiro, toda esta inaceitável mordomia já seria uma despesa significante e desnecessária; imaginem, então, neste pobre Brasil. Francamente!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

SOBRE PRIVILÉGIOS


Notícia lamentável aquela relativa aos gastos da “mulher sapiens”, ou “estocadora de vento”, ou “rainha da mandioca”, ou qualquer outra bobagem oriunda de cabeça tão pobre de ideias! Entretanto, culpa maior cabe àqueles que votaram permitindo que ex-presidentes tenham à sua disposição motoristas, assessores, guarda-costas e outras indecências, até mesmo quando justamente presos! Afinal, ninguém é obrigado a ser candidato a nada, bem como concorrer à reeleição, assumindo mandatos com total ciência da limitação temporal e que permitem, após seus decursos, o livre exercício de qualquer outra ocupação. Mandato eletivo não é emprego, para o qual se exige competência, atributo cada vez mais raro e que, no caso em comento, não foi demonstrado.


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


*

PARA AJUDAR O POVO


A ex-presidente Dilma Rousseff, dita “de esquerda”, poderia levar uma vida mais discreta para não desperdiçar o dinheiro do povo!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


*

A FARRA DOS EX-PRESIDENTES


Cada ex-presidente vivo no Brasil tem direito a oito funcionários, carros e gastos até de viagens ao exterior bancado pelos contribuintes. E, como praxe nesta terra tupiniquim, não falta abuso... Exemplo: enquanto Fernando Henrique Cardoso mandou uma fatura de R$ 41 mil de gastos em 2018, a ex-presidente que quebrou o País e é investigada na Lava Jato, Dilma Rousseff, gastou R$ 632 mil no ano passado – ou (fora o salário que tem) quase R$ 53 mil por mês do surrado dinheiro do trabalhador brasileiro. Lula, somente até o início de abril de 2018, quando foi preso, já havia gastado R$ 119 mil. E, se não fosse hoje um presidiário, nessa proporção em 12 meses teria gasto quase R$ 500 mil. Outro ex-presidente, que nada representou para o País, o hoje senador Fernando Collor, gastou R$ 306 mil em 2018. E o velho José Sarney, outros R$ 158 mil. Espero que esta farra de gastos tenha um fim.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Paulo


*

UFA, QUE ALÍVIO!


Uma bem urdida estratégia, que durou mais de 60 horas na Assembleia Legislativa de São Paulo, conseguiu barrar a criação de uma CPI sobre o gravíssimo episódio envolvendo a Dersa do senhor Paulo Preto. Agora, só em outra encarnação. Com ironia,  por favor!


Sara May seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo


*

O BRASIL NA CONTRAMÃO


Em menos de uma semana morreram 62 pessoas com armas de fogo em mãos de desequilibrados mentais em Suzano (SP), Christchurch (Nova Zelândia) e Utrecht (Holanda). Enquanto a Nova Zelândia pretende endurecer as leis sobre posse e porte de armas, a “bancada da bala” no Brasil tem como resposta armar a população para se defender, pois “arma faz tão mal quanto carro”. O Estado que cobra impostos escorchantes não está conseguindo proteger a população. Por que não usar parte da verba da Segurança Pública para contratar firmas especializadas para fazer o serviço da Polícia Militar?


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


*

PSICOPATAS NAS ESCOLAS


Ao contrário das análises da mídia populista e demagoga, dificilmente esta tragédia de Suzano poderia ter sido evitada, visto que os crimes foram cometidos por psicopatas, egocêntricos e em estado de “anomia social”, isto é, não tinham limites nem respeito pelo semelhante. Em todas as escolas, principalmente públicas, existe uma porcentagem desses indivíduos, que diariamente tiram a saúde de professores, coordenadores e funcionários – porque estes heróis imbuídos do seu papel de educar ainda acreditam que podem mudar o comportamento desses crápulas desqualificados. Não adianta a demagogia dos governantes querer colocar policiamento nas escolas, pois lugar de polícia é nas ruas; escola é lugar de conhecimento. Se a escola precisar de polícia para funcionar, aí, sim, a sociedade adoeceu. O que o sistema de ensino precisa fazer para diminuir fatos como estes é diagnosticar a psicopatia no ato da matrícula, evitando que estes elementos convivam no espaço escolar. O lugar de convivência destes facínoras é numa prisão agrícola, com uma bola de ferro amarrada nas canelas. O que a mídia tem feito nos últimos dias é colocar os facínoras como vítimas da sociedade, num discurso arcaico de viés rousseauniano, deixando de lado que na sociedade não existem vítimas, todos são sujeitos, ou como lesmas ou como leões. Chega de alarde, a sociedade brasileira não é isso, o que aconteceu foi fato isolado, que não deve ser propagado para que outros psicopatas não sigam o exemplo.


José O. de Santana, professor aposentado prof.oliva@ig.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.