Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2019 | 06h00

MICHEL TEMER

Espetáculo medíocre

Quando alguém deve responder por atos praticados contra as leis vigentes, não se pode olvidar que a presunção de inocência até a decisão final, o devido processo legal, o contraditório e o direito à ampla defesa são garantias fundamentais, nascidas da evolução do Direito, quando da conquista de um Estado Democrático. Tais garantias são sagradas, seja quando se trata de Michel Temer ou do mais humilde dos cidadãos. Todavia alguns aspectos estranhos não deixaram de ser notados quando da prisão do ex-presidente da República. Vejamos: 1) Por que Temer não foi convocado para que se apresentasse espontaneamente? 2) Por que a imprensa já estava presente quando do cumprimento da ordem legal? 3) Quem a convocou – ou jornalistas têm bola de cristal? 4) Por que militar (?) armado para observar a prisão? 5) Por que não permitir que o preso fosse em seu próprio carro, dirigido por seu próprio motorista, acompanhando a comitiva – ou alguém acha que Temer iria cometer a infantilidade de tentar fugir em meio a todo aquele aparato armado? 6) Seria inviável o cumprimento da determinação judicial se efetuado com a discrição que todo cidadão merece? 7) A exposição acrescentou o quê? Que a lei deve ser cumprida ninguém contesta, mas se forem tolerados tais espetáculos, que nada contribuem para a elucidação dos fatos, o que mostraremos ao mundo? Que parecemos macacos disputando bananas – com todo o respeito a esses animais?

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Mais para circo de horrores

“Bem-vindo ao espetáculo, respeitável público! A Lava Jato apresenta o circo dos horrores: um ex-presidente interceptado por agentes fortemente armados!”. Precisava ser assim? Mas, enfim, se Michel Temer foi ininterruptamente fustigado em seu curto mandato de cerca de dois anos e meio, mesmo sendo o chefe do Poder Executivo, por que teria vida fácil sem as prerrogativas do cargo? E se um ex-presidente é tratado assim, como se fosse um pária, que dirá o cidadão comum que é enquadrado nas ruas de São Paulo da mesma maneira por, sei lá, portar uma bituca de maconha? Antes de mais nada, há que haver respeito por quem deixou a casa arrumada para o governo Bolsonaro. Estou convicto de que, em vez do circo, bastaria um telefonema para o educado dr. Temer se entregar. Se já não bastasse um ex-presidente condenado e preso, temos agora outro detido. República de bananas...

LEANDRO FERREIRA

ferreiradasilvaleandro73@gmail.com

Guarulhos 

Sem processo legal

Em qualquer país do mundo civilizado e democrático, um ex-presidente torna-se uma instituição de reserva moral e de auxílio ao governo pela experiência e visão adquiridas em sua gestão. Aqui, no Brasil, não. Boa parte da opinião pública e da mídia acha plenamente normal a prisão do ex-presidente Temer antes de qualquer julgamento e condenação dentro de um regular processo judicial, como aquele que Lula mereceu – aliás, bastante longo. Mas sendo Michel Temer, boa parte da mídia e da opinião publica acha que ele não precisa disso, não. É cadeia direto mesmo, sem demora e sem perder tempo com “detalhes” como o legítimo direito à defesa do acusado. É, um povo que pensa e age assim dificilmente terá um futuro brilhante...

PAULO T. SAYÃO

psayaoconsultoria@gmail.com

Cotia

Déjà-vu

Até parece repetição. Quando em 2017 a reforma da Previdência já se encontrava quase aprovada, apareceu o procurador-geral da República Rodrigo Janot em dobradinha com Joesley Batista e... pronto! Lá se foi o andamento da reforma. Agora, no governo Bolsonaro, foi só apresentarem novo projeto da necessária e urgente reforma e mais uma vez o foco e as atenções do Legislativo, que já tem má ou nenhuma vontade de votar, são desviados. Sobre o assunto da prisão preventiva do ex-presidente Temer, criticada e condenada por pelo menos nove em dez juristas, peço licença à jornalista Sonia Racy, do sempre bem informado Direto da Fonte, para reproduzir as palavras do ex-presidente do STF Carlos Velloso, na nota Furor punitivo (22/3, C2): “Não há condenação, trata-se de prisão cautelar. Acautelando o quê exatamente? Temer é ameaça à ordem pública? Cria obstáculos à investigação criminal? Traz riscos à ordem constitucional? Ameaçou testemunhas? Recusou-se a prestar esclarecimentos? (...) Essa prisão retrata um furor punitivo inaceitável ao Estado de Direito”.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Decisão nula

Li a decisão do juiz Bretas, especialmente as páginas 41 e 42. Não há justificativa concreta e específica para a prisão. Só generalidades. Ou seja, a decisão está fundamentada, mas não está devidamente motivada. Indica o artigo da lei, mas não diz a razão pela qual esse artigo deve ser aplicado ao caso concreto. Do ponto de vista estritamente jurídico, a decisão é nula, por falta de motivação, como exige a legislação, e é até intuitivo.

ADILSON ABREU DALLARI, especialista em Direito Político, professor titular da PUC-SP

adilsondallari@uol.com.br

São Paulo

Fiasco

Uma pergunta que me fiz e me incomoda: se, como foi dito, há 40 anos o grupo (de Temer) age criminosamente, o que fizeram nesse período os investigadores e procuradores? Só aguardavam o quinto dia útil de cada mês? Que feio, 40 anos para agir!

JOSÉ ROBERTO CICOLIM

jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

MAIA 2022

Queimando a largada

Muito pretensioso o sr. Rodrigo Maia. Não está interessado no bem do Brasil. Ataca grosseiramente Sergio Moro, em que pese a falta de senso de oportunidade do ministro. Faz birra e cara de criança contrariada quando não lhe fazem as vontades. Só tem olhos para seus interesses paroquiais. Quer se cacifar para disputar a Presidência da República daqui a quatro anos. Quer saber quantos votos vai ter aqui, em São Paulo? Zero!

FERNANDO CAPARICA

fernandocpr@uol.com.br

São Paulo

VISTOS DE TURISMO

Só para contrariar

O PSOL quer derrubar no Congresso a dispensa de visto brasileiro para turistas dos EUA, Canadá, Japão e Austrália. Só nos três primeiros dias após o anúncio da medida a procura por passagens para o Brasil aumentou 36% na Austrália, 31% no Canadá, 19% nos EUA e 4% no Japão. O PSOL é especialista em fazer oposição... ao Brasil! 

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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“Se alguém (experiente) tiver melhores propostas, que as apresente. Ou, então, aprove-se essa que está aí, aprendendo com eventuais erros. O que não podemos é ficar esperando, parados por briguinhas infantis”

CARLOS A. BORGES / RIO DE JANEIRO, SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

borges.ca@gmail.com

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“Quando a reforma da Previdência estava para ser votada no governo de Michel Temer, apareceram Janot e Joesley e tudo parou. Agora prenderam Temer & Cia. Não poderiam ter esperado a votação?”

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE COINCIDÊNCIAS

taniatma@hotmail.com

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OUTRA VEZ?

Se a prisão preventiva de Michel Temer, decretada pelo juiz Marcelo Bretas, foi tecnicamente procedente, os embates jurídicos é que o demonstrarão nos próximos dias. O que é inaceitável é que mais uma vez, quando a Nação anseia pela reforma da Previdência para retomar o crescimento econômico, um evento desta monta às vésperas do início das discussões do projeto abale os alicerces do Congresso Nacional à semelhança do que aconteceu com as malogradas flechadas do ex-procurador Rodrigo Janot em 2017, que literalmente abortaram a reforma. Seja qual for o futuro da Operação Lava Jato, o Congresso precisa se conscientizar de que a reforma da Previdência é um caminho necessário, sem volta, e que não pode ser ameaçada ou usada politicamente como moeda de troca.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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‘ACABOU O JOGO’

Como o menino dono da bola que, só porque não foi escalado, diz que o jogo acabou, assim agiu o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Irritado com uma ofensiva contra ele nas redes sociais – agravada por post de Carlos Bolsonaro com críticas, Maia avisou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que deixará a articulação política da reforma da Previdência. Maia também se chateou, esta semana, com o ministro Sérgio Moro, por tentar impor a tramitação do pacote anticrime. “Se sou a velha política, estou fora”, disse Maia.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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A MOSCA AZUL

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi picado pela mosca azul. Não está preocupado com o País, mas sim com seu ego. Não admitiu a relação direta com o ministro Sérgio Moro porque disse que só quem pode falar com ele é o presidente Bolsonaro e que Moro é um simples “funcionário do governo”. No entanto, ele ligou diretamente para outro funcionário, o ministro Paulo Guedes, para ameaçar sua participação na reforma da Previdência. Ora! O deputado Maia deveria preocupar-se com seus filhos e netos e dedicar-se a aprovar as duas principais pautas da Câmara: a reforma da Previdência e o projeto sobre a criminalidade, de Sérgio Moro. As demais pautas são secundárias no momento.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘TÔ FORA!’

Devolvam logo o chupetão do deputado federal Rodrigo Maia para acabar logo com este irritante chororô de menino mimado, dono das camisas, barrado no time de futebol, que se acha no direito de falar o que quiser, fazendo birra quando ouve o que não quer!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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RODRIGO MAIA

Não entendo as críticas a este puro representante da velha política como ataques de bolsonaristas. O deputado chorão está melindrado com Sérgio Moro? Magoou? Ah, então tá! Ele é a cara deste Congresso comprometido com todo tipo de interesses não legítimos – funcionalismo público inclusive e sobretudo. São estes parlamentares que exercem a verdadeira ditadura, o verdadeiro autoritarismo. O resto é conversa. Custam caro, são demasiados e inúteis, dispensáveis. Exemplo privilegiado da nossa democracia-jabuticaba.

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo

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EXTEMPORÂNEO

Para o bom andamento da reforma previdenciária, a prisão de Moreira Franco, por ser sogro de Rodrigo Maia, certamente veio em hora errada.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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COINCIDÊNCIAS

Mandar prender o sogro do presidente da Câmara numa horas destas? Socorro!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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POLÍTICA CARCOMIDA

O Brasil precisa conhecer melhor com quem lidamos. Minha impressão é de que temos a escória política ainda representada. Rodrigo Maia, que na semana passada se reuniu com representante do Supremo Tribunal Federal (STF), tentando aliviar a situação de Moreira Franco, tem fortes motivos para assim agir, não importa que contra o povo brasileiro. Ele é genro de Moreira Franco. Mas vamos um pouco além: ele é genro do genro do genro. Explico: 1) Rodrigo, genro de Moreira Franco; 2) Moreira Franco, genro de Amaral Franco; 3) Amaral Franco, genro de Getúlio Vargas. Pode haver representantes mais emblemáticos do que estes de uma política carcomida? Pode o Brasil continuar vivendo com este tipo de ocorrência? Temos de arejar a política. O que Rodrigo Mais busca é um jeito de atrapalhar o andamento da reforma da Previdência. Ele não passa de um quinta coluna.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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UM LUGAR NA HISTÓRIA

Se de fato Rodrigo Maia quisesse ajudar o governo Bolsonaro a aprovar a reforma da Previdência, deveria deixar os chiliques para lá e comportar-se como um estadista. Tudo o que a mídia diz é motivo para o presidente da Câmara mudar de ideia. Usando de seu poder de influenciar parlamentares, está se achando a cereja do bolo. Sinceramente, os 513 deputados eleitos na última eleição deveriam ter um compromisso com o Brasil e não precisariam de babá a lhes indicar caminhos. Todos sabemos da situação crítica em que o País se encontra, tudo por conta da corrupção que grassou nos governos que antecederam Bolsonaro. É tarefa fácil? Não é, porque, apesar da limpeza feita nas urnas, ainda temos parlamentares que estão se lixando para o povo. Bolsonaro foi eleito com apoio da maioria da população, deve assumir seu papel de líder e conclamar os deputados a votar esta reforma e salvar o Brasil. Será bom para todos, e aqueles que colaborarem com as reformas que precisam ser feitas terão lugar na História.      

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A REFORMA SAI OU NÃO SAI?

A imprensa joga a culpa em cima do governo do presidente Jair Bolsonaro o entrave e apoio no Congresso para as reformas. Mentira, fomos nós, brasileiros, que nas eleições de 2018 não fizemos a lição de casa. Não limpamos a República desta corja que há 30 anos se locupleta dos cofres públicos. São os velhos caciques que continuam mandando nos subterrâneos da República e que fizeram suas crias fantasiadas de impolutas. Que os nomes daqueles que não apoiam a reforma da Previdência e o pacote pró-segurança pública comecem a ser divulgados para que os eleitores cobrem o discurso em época de eleição. Senão, o Brasil vai continuar patinando até quebrar. Simples assim!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA

Pelo andar da carruagem, a única coisa que vai ser aprovada pelo Congresso é a reforma da sede da Previdência.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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PROBLEMAS À VISTA

O presidente Jair Bolsonaro ainda não percebeu que está em pleno exercício de suas funções. Também ainda não se dedicou para formar uma base e obter sucesso na votação da tão necessária reforma da Previdência. Ora, na proposta relativa aos militares, foi autorizada uma atualização salarial que, segundo consta, está defasada. Obviamente, as demais categorias laborais também exigirão o mesmo tratamento e as mesmas benesses. Pelo andar da carruagem, muitos problemas surgirão para a aprovação da bendita reforma. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A PEDRA FILOSOFAL

O governo tem seus ocupantes no Ministério da Economia achando que descobriram a pedra filosofal ou que são capazes de garantir ao Tesouro Nacional dezenas de bilhões de reais na reforma salarial e previdenciária; que passeios a Davos e a Washington foram meros passeios de apresentação pessoal. Os problemas brasileiros estão aqui. Tome posse, realmente, presidente Bolsonaro.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ESTÍMULO!

Nossos nobres políticos são sempre céleres em aumentar os próprios salários e benefícios, mas, quando o assunto é da maior importância para a Nação, como a reforma da Previdência e o combate ao crime, não perderam o hábito de negociar contrapartidas em causa própria. Assim fica difícil! Eles buscam a cenoura da frente, devemos providenciar a cenoura de trás.

Oscar Seckler Muller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

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OS MELINDRES LEGISLATIVOS

Cuidado, senhores ministros, porque os senhores legisladores, por um “tiquinho”, ficam melindrados e prometem não votar rapidamente as reformas da Previdência e da Segurança Pública. Puro fingimento. Faz parte daquela novela que o Brasil já conhece há tempos: “toma lá, dá cá”. Quem realmente legisla com o patriotismo na carteira?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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OS ANSEIOS DA SOCIEDADE

Deputados e senadores comprometidos com os seus eleitores não têm o direito de frustrar os anseios de uma sociedade não aprovando a reforma da Previdência, fundamental para a nossa economia. De norte a sul do País está havendo apoio, inclusive dos governadores dos Estados-membros. Estes congressistas não podem se submeter contra as reações dos revoltados que tentam desmoralizar o projeto da reforma, se omitirem e se alienarem, deixando que o Brasil se transforme na caótica Venezuela.

José Wilson de Lima Costa  jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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PÉSSIMO COSTUME

Se os representantes eleitos devem prestar contas apenas aos cidadãos e à consciência própria, como se explica o costume de “negociar votos”, instalado com a redemocratização? A responsabilidade do Executivo é de propor soluções para problemas, no caso da reforma da Previdência, do saneamento das contas públicas. Ao Legislativo cabe avaliar a utilidade para a sociedade, caso cabível aperfeiçoar e, em seguida, votar. Não se presta um favor ou uma obediência ao Executivo. A tal “base governamental” é expressão de um péssimo costume, que se enraizou. Bolsonaro está certo no esforço de quebrar a “cultura de negociação”. É simples assim. E a reforma da Previdência tem peso de “segurança nacional”. Que a mídia a apoie francamente e deixe de passar ao presidente “culpas” por melindres impróprios.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA DOS MILITARES

Quando o governo enviou ao Congresso a reforma da Previdência dos civis, sem a parte dos militares, o Congresso, que não é formado de marinheiros de primeira viagem, preferiu aguardar essa providência e acertou no centro do alvo, que não estava muito distante a ponto de dificultar o tiro. Na realidade, os militares não estão interessados nos problemas da Previdência. Viram neste momento, em que um dos seus é o presidente da República, a oportunidade para a sonhada reestruturação das carreiras, com aumentos dos seus salários e benefícios, sem qualquer preocupação com os custos.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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MODA

Antes de mais nada, quero deixar claro que não sou nem fui militar. Isso posto, gostaria de afirmar que em todos os países decentes que conheci e pesquisei os militares têm um sistema de aposentadoria diferenciado ou de benefícios na compra de imóveis, carros e descontos em determinados estabelecimentos do universo civil, justamente pelas diferenças óbvias entre as carreiras. No Brasil, a moda lançada há 35 anos em classificar o militar como cidadão de segunda classe e desmerecer a sua importância na sociedade ainda não passou, mas há de passar.

Frederico d’Avila depfredericodavila@gmail.com

São Paulo

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TODOS IGUAIS PERANTE A REFORMA

A propósito da polêmica reforma previdenciária dos militares, que terão de contribuir mais do que fazem atualmente, mas receberão aumento de seus vencimentos, cabe dizer que, assim como todos são iguais perante a lei, segundo determina a Carta Magna do País, todos devem ser iguais perante a reforma. Num país em que o déficit previdenciário superará os R$ 300 bilhões/ano (!), o insustentável peso que a sociedade civil tem de suportar em seus ombros deve ser dividido irmanamente com os fardados verde-oliva, caso contrário restará claro que o DNA militar instalado no poder prevaleceu na decisão parcial de beneficiar mais a uns do que a outros.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PACOTE ANTICRIME

Bastou o presidente da Câmara ser indiciado para atacar o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, tão desejado pela sociedade brasileira! Rodrigo Maia, quem não deve não teme. O deputado deveria é estar questionando a decisão ridícula do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre enviar os crimes de caixa 2 para a Justiça Eleitoral.

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

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SEGURANÇA PÚBLICA

A segurança somente irá melhorar quando se tornar única em todos os Estados, com um único órgão de informação e a implantação de uma identidade única nacional para todos os cidadãos.

Valdomiro Trento valdomirotrento@hotmail.com

Santos

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BOLSONARO NOS EUA

É comovente o esforço das atuais lideranças políticas ao tentar absorver um ideário econômico liberal acabado, diante do deserto cognitivo que se estabeleceu no País por anos de negligência à Educação e que nos torna ignorantes sobre o assunto, com a notícia de adesão com aparente subserviência a um pacote ideológico consolidado nos EUA, mas essa atitude do nosso presidente conservador é totalmente compreensível, bastando observar as reações obtusas e irascíveis de políticos “de esquerda”, como o senador Randolfe Rodrigues, que se servem desde sempre do tipo de Estado corporativo que defendem e que só funciona para uma minoria da sociedade e que pretende bloquear a medida positiva de isentar estadunidenses, canadenses e japoneses da exigência do visto de entrada no Brasil, como se essa burocracia só não fosse desvantajosa apenas para nós e operasse como um empecilho para os turistas que pretendem visitar o País. Realmente, mais do que nunca estamos precisando de vozes sensatas que façam o papel do advogado do diabo, pois o diabo, afinal, não é o que parece. Em meio a inadequações discursivas muitas, existe a representação de um sentimento difuso na sociedade que é extremamente legítimo, que deveria ser o conteúdo para os atuais mandatários, mas a preocupação maior, principalmente da mídia, tem sido apenas com a forma.

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo

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VITÓRIA DO BRASIL NA AMÉRICA

O Brasil saiu vitorioso, sim, do encontro entre Donald Trump e Jair Bolsonaro. O País vinha há décadas antagonizando os americanos por causa da ideologia pseudocomunista tacanha de Lula e Dilma. Brasil e Estados Unidos sempre foram países irmãos: nasceram juntos, conquistaram a independência juntos, lutaram lado a lado na grande guerra, nada justifica o afastamento que havia entre os dois países. Ao governo Bolsonaro resta o desafio de manter a importante parceria comercial conquistada com a China e aproveitar ao máximo a reaproximação com os Estados Unidos. Não é pouco e não será fácil, o Brasil tem muito a ganhar.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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BOLSONARO FELIZ NOS EUA

Confesso: o que mais me surpreendeu neste evento oficial do governo brasileiro em visita à Casa Branca foi do presidente Jair Bolsonaro, finalmente, ter concedido – e de forma até descontraída – uma entrevista coletiva aos jornalistas brasileiros!   Para Bolsonaro, que diz que odeia a imprensa que o critica, é um tremendo avanço. Mesmo porque, presidente que não respeita a imprensa e não convive bem com as críticas não pode, ou não tem capacidade, também, de realizar uma boa gestão. Não será pelo Twitter que o povo brasileiro vai tirar suas conclusões sobre a atuação do governo. Nem participar dos debates desenvolvidos pelos formadores de opinião, cujo importante espaço democrático somente a imprensa de forma incansável é capaz de abrir. E o apoio que hoje a reforma da Previdência tem, de mais de 50% da população, jamais seria possível se informado sobre o projeto pelo minúsculo espaço do Twitter, que de forma excessiva, até inconsequente e improdutiva, é utilizado pelo nosso presidente.  Oxalá Jair Bolsonaro tenha a coragem e a atitude republicana de conceder entrevistas à nossa imprensa, assim certamente estará muito mais próximo do povo e de seu eleitorado. Ganham o governo e o Brasil. E, sobre a visita oficial aos EUA, com alguns importantes acordos firmados e promessas de lealdade entre os governos, o presidente Bolsonaro não escondeu sua felicidade de estar na Casa Branca. Espero que isso tenha sido motivado por estar visitando o governo da maior democracia do mundo, e não por estar ao lado do seu ídolo Donald Trump, de decisões intempestivas e até investigado, entre outras ações, como cumplice de fake news que o favoreceram na sua campanha eleitoral.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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‘VITÓRIA, SIM, MAS DE TRUMP’

No editorial “Vitória sim, mas de Trump” (21/3, A3) se diz que Paulo Guedes poderia ter dito o que disse nesta visita, e que agradou o meio empresarial, em visita anterior, durante reuniões paralelas do evento patrocinado pelo FMI, em abril. Parece-me haver uma avaliação fraca nessa afirmação. Longe de qualquer discussão, a recente visita de nosso governo ao presidente Trump se reveste de importância incomparavelmente maior do que aquela. Desta forma, muito mais apropriado ter-se manifestado nosso ministro da Economia agora. A experiência de vida de Paulo Guedes no território americano o dota de visão privilegiada dos costumes americanos. E, dentro deste detalhe, a recente reunião tem muito mais significado para os americanos em geral.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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OCDE

Li o editorial “Vitória, sim, mas de Trump” e vejo nele uma oportunidade de ouvir sobre o assunto economistas e diplomatas, preferencialmente com visões de mundo liberais. Qual será a importância de participarmos na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)? O que foi de fato a conversa sobre o assunto? Quais contrapartidas o Brasil pediria? Quanto de fato isso poderia influenciar na nossa participação na Organização Mundial do Comércio (OMC) e em outros organismos internacionais? Por outro lado, passo minha sensação de que o “Estado” busca o confronto com o governo eleito de forma incontinente. Parte das respostas vejo na página A10 daquela mesma edição do jornal. Visitar o presidente da maior economia do mundo, que para o Brasil se encontra em segundo lugar nas trocas comerciais, parece-me correto. Entendo que com “este” grande consumidor é que temos de buscar incremento de trocas comerciais. Afinal, lá, nos Estados Unidos da América, temos a nação que consome em torno de 40% de tudo o que é consumido no mundo. Aprendi com Celso Ming que, realmente, o mais importante é o volume total de trocas comerciais, por significar empregos nos dois países parceiros.

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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AMIGOS VIRTUAIS

Leitora do “Estadão” há décadas, e da coluna “Fórum dos Leitores”, reconheço a maioria dos comentaristas como pessoas próximas, até havendo espaço para divagações como o que fazem, suas profissões, idades e tudo o mais. Desse contato diário vem também a lembrança das críticas que muitos faziam a respeito da aproximação de Lula e Dilma com Cuba, Venezuela e países da África. Curiosamente, noto agora que os mesmos, grosso modo, também reclamam da aproximação com os Estados Unidos, em fase ainda embrionária, diga-se. Em nome de uma amizade virtual de tantos anos, como se estivéssemos tomando um café, pergunto: será que uma aproximação com Marte, Plutão e Júpiter os satisfaria?

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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SUBINDO

Em menos de cem dias de governo, Jair Bolsonaro deu passos largos para ingressar na OCDE, o clube dos países ricos, e foi designado parceiro estratégico dos EUA ou aliado prioritário extra-Otan. Em troca, haverá parceria na utilização da base aeroespacial de Alcântara, no Maranhão, que em 2003, durante o governo  Lula, sofreu explosão trágica vitimando 19 brasileiros e que desde então está parcialmente destruída. Enquanto os governos petistas estavam  priorizando a política Sul-Sul, criando órgãos inoperantes como a Unasul e o Banco do Sul e se aliando aos governos de esquerda, Bolsonaro muda radicalmente nossa política externa e se une aos grandes países do globo. Para a frente, Brasil!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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O PAÍS VAI À GUERRA?

Mais uma vez o presidente Bolsonaro perdeu uma excelente oportunidade de ficar de boca fechada, quando, em apoio ao presidente norte-americano, não exclui a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela. Não sei nem por qual motivo, mas, ao ler a manchete do “Estadão” de quarta-feira (20/3), lembrei-me da modinha de Juca Chaves, quando o Brasil comprou um porta-aviões de segunda mão da Inglaterra. Ora, o presidente Trump tem todo o interesse em fazer tal ameaça, em função da política interna do seu país. O Brasil, muito pelo contrário, tem muito a perder. Com um orçamento deficitário em mais um ano, temos um longo caminho até recuperar de vez as nossas finanças, depois da desastrada administração de Dilma Rousseff. Ademais, não depende apenas da nossa vontade, e o presidente deveria saber disso, pois, se houvesse a necessidade de uma intervenção militar no país vizinho, deveria partir da ONU ou, no mínimo, da Organização dos Estados Americanos (OEA). Portanto, foi mais uma bravata do nosso presidente, animado com a recepção que recebeu do presidente Trump, que, por sua vez, conseguiu exatamente o que queria do nosso deslumbrado chefe de Estado. Cabe, por oportuno, comentar o presente que Bolsonaro levou para o seu anfitrião, ou seja, uma camisa da seleção brasileira, num país em que o futebol é diferente do nosso e uma camisa que já foi famosa na era de Pelé, mas que hoje já não tem mais a importância de outrora. É triste dizer, mas foi um presente assemelhado aos que nossos desbravadores entregavam aos índios antigamente. O grupo que assumiu o governo do Brasil tem de convencer o presidente Bolsonaro a mudar a sua postura e controlar os seus filhos, principalmente nas declarações colocadas nas redes sociais. O presidente do Brasil só deve se expressar pelo “Diário Oficial” e em declarações oficiais por meio da imprensa.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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