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Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2019 | 03h00

REFORMAS

Nova política

Injustiça essa demonização da elite da administração pública e da classe política? Criminosa a Lava Jato por expor políticos corruptos de alto penacho ao escrutínio público? Não teriam ido longe demais esses cidadãos privilegiados na parasitagem da riqueza nacional? O deputado Rodrigo Maia – enrolado na Lava Jato –, em entrevista ao Estado na edição de sábado, falou, em tom ácido de reclamação, que o presidente da República deveria ir pessoalmente ao Congresso Nacional ensinar aos parlamentares como se faz a tal da nova política. Mas será assim tão difícil saber como nos livrarmos da velha política? Minha filha de 13 poderia muito bem ir lá explicar a eles, de modo muito simples, como se faz.

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

Cotia

Máximo interesse nacional

Rodrigo Maia ainda pensa em termos de “negociação de votos” no Legislativo pelo Executivo. Pensa em exibir poder a que não tem direito. Está viciado no passado de más práticas e parece estar interessado nelas. A Câmara e também o Senado devem tratar as reformas – com prioridade e urgência a da Previdência – como assuntos de máximo interesse nacional. Ponto. Se for o caso, aprovem a proposta, retirem a Previdência da Constituição e proponham aperfeiçoamentos via lei ordinária. E sempre votem em aberto. A sociedade ficaria agradecida.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

O sr. deputado Maia deixe o mimimi de lado e foque no que realmente importa. O Brasil precisa da reforma da Previdência. E isso é mais importante do que o culto ao seu ego.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

Cilada

O projeto de reforma da Previdência está pronto, o Executivo já o encaminhou ao Congresso. A próxima etapa cabe ao Legislativo, não ao Executivo. Mas há um clima de hipocrisia no ar. Ao mesmo tempo que se propala a necessária independência dos Poderes, há evidente indução para que o presidente interfira no Congresso a pretexto de “negociação” ou “diálogo” para aprovação do projeto. É uma cilada, para logo dizerem que o presidente se rendeu à “velha política” e está interferindo em outro Poder. Se não o fizer, alegarão falta de liderança do Executivo. É um jogo de cartas marcadas que o vulgo resolveu chamar de “política”. O Congresso deveria ter idoneidade suficiente para exercer sua função sem depender de cabresto do Executivo. Ou os seus membros são incapazes de saber o que é melhor para o País?

JOSÉ ROBERTO SANT’ANA

jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

Culpados

Quem está detonando a reforma da Previdência são o próprio presidente da República, seus filhos, seu guru Olavo de Carvalho e seus ministros ideológicos e incompetentes. Votei em Bolsonaro por querer ficar livre do PT, que dilapidava o País. No começo fiquei animada com as primeiras escolhas, mas agora vem a triste realidade. O homem não quer “toma lá dá cá”, mas mantém investigados e inoperantes! A impressão é que Bolsonaro é de fato a “Dilma de calças”, tal a sua incapacidade de entender o que se está passando. Que o universo conspire a nosso favor!

CECILIA CENTURION

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

Republicanismo, por favor

O que o presidente vem tentando dizer, até agora sem clareza, é que, enviados os projetos ao Congresso, compete à Câmara e ao Senado estudá-los, melhorá-los e aprová-los ou não, estando os órgãos de governo disponíveis para prestar as informações necessárias. Também procura fazê-los compreender que, para serem discutidos e aprovados, o governo não deve precisar negociar cargos, pontes, hospitais, estradas, etc., com os legisladores, governadores e prefeitos, pois essas negociações nada têm que ver com os projetos. Roga-se aos que elegemos que entendam bem esses procedimentos republicanos e ajam com a presteza que o País precisa e requer.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Lições de casa

Pensando bem, concordo com Bolsonaro (não votei nele): agora cabe ao Congresso aprovar ou não a reforma previdenciária. O Executivo (Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes) elaborou o projeto e o enviou ao Legislativo, para ser aprovado ou não. Enfim, Bolsonaro e Guedes já fizeram a lição de casa. Agora cabe ao Congresso analisar, mudar o texto, aprovar ou não. Se o Congresso aprovar a reforma, mesmo com alterações, também fará a lição de casa e o Brasil poderá sobreviver. Mas se o Congresso continuar fazendo beicinho, querendo carguinhos e verbinhas para fazer o dever de casa, vai comprar briga com a sociedade, não com Bolsonaro. E tem mais: se o Congresso não consegue analisar e aprovar dois projetos ao mesmo tempo (reforma previdenciária e projeto anticorrupção), pode fechar as portas por incompetência. Até quando vamos bancar esse Congresso (senadores, deputados federais, suplentes, assessores...) para não fazer nada pelo País?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Não somos parlamentaristas

Rodrigo Maia precisa lembrar-se de que não vivemos num sistema parlamentarista. O País mudou (ou está tentando mudar) e Maia não quer enxergar que está na hora de parar com as velhas práticas que atuavam contra o Brasil. Vale lembrar-lhe, ainda, que os Poderes da República são independentes, ou seja, cada um no seu quadrado, sem querer se impor ao outro. Se ele quiser ajudar o Brasil, precisa trabalhar pelo Brasil.

ARY BRAGA PACHECO FILHO

ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília

COMBATE À CORRUPÇÃO

Era uma vez a Lava Jato

A Lava Jato, tão celebrada, e com razão, até há pouco tempo, começa a perder pontos graças aos exageros de sua fúria punitiva. Prisões arbitrárias, sem justificação (caso de Michel Temer), além de afirmações levianas, sem respaldo em fatos concretos (“Temer lidera uma organização criminosa há 40 anos”), só contribuem para a operação ir perdendo a credibilidade. A continuar essa escalada de agressões às leis vigentes, fundamentadas em tortuosas interpretações ao arrepio do mais elementar raciocínio, não demora muito será execrada pela maioria do povo brasileiro. Basta conhecer a História. É questão de tempo.

JUNIA VERNA F. DE SOUZA

juniaverna@uol.com.br

São Paulo

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A CONFISSÃO DE CESARE BATTISTI

Vergonha suprema para o ministro do STF Luiz Fux, para o PT, Tarso Genro, Eduardo Suplicy, Dilma Rousseff, artistas, jornalistas e intelectuais, mas especialmente para Lula, a confissão de Cesare Battisti feita ao promotor do Ministério Público de Milão, Alberto Nobili, de participação em quatro assassinatos, vários roubos e furtos naquela cidade. Perguntado por Nobili por que, então, ele sempre se declarou "inocente", Battisti respondeu que foi para obter apoio da mídia, dos intelectuais, da classe artística, dos governos da França, México e do Brasil, especialmente de Lula da Silva. O que farão todos estes, agora? Acusar Nobili de torturar Battisti?

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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OS GUARDIÕES

Gostaria de saber como se sentem o presidiário Lula e seu ex-ministro Celso Amorim, que deram guarida ao confesso assassino italiano Cesare Battisti. Quanto tempo este assassino viveu à custa de vários petistas aqui, no Brasil, quando deveria estar cumprindo prisão perpétua na Itália?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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HERANÇA MALDITA

Mais uma herança maldita e vergonhosa do PT, que acolheu o terrorista Cesare Battisti e, pior, criou uma enorme saia justa com a Itália, defendendo um criminoso. Lula encheu o peito de pomba, achando-se o defensor de um oprimido político. Não dá mais para ficar só assistindo a isso, enquanto o novo governo é trucidado pela dita imprensa livre. O PT é, foi e continuará sendo um câncer para o Brasil, em todos os aspectos.

Zureia Baruch Jr. zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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UM SÍTIO PARA LULA

Quem vai pagar a reforma mencionada na nota "Sítio será reformado à espera de Lula no ABC", na "Coluna do Estadão" de ontem (25/3, A4)?

Carlos Benedito Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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TORCIDA

Prender Michel Temer é falta. A torcida aplaude o juiz. Soltar Lula é pênalti. A torcida invade o campo...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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BANCADA DA CORRUPÇÃO

Um desembargador escancaradamente pró-corrupção mandou soltar Michel Temer ontem. O Brasil precisa se dar conta de que a bancada da corrupção é a maioria nos Três Poderes, todos querem a manutenção dos esquemas de desvio de dinheiro público, razão de ser da maioria dos que estão na vida pública. Para essa turma, o combate à corrupção tem de ser mantido num nível filosófico, muito útil para as bravatas de campanha, mas não pode começar a prender os chefes das quadrilhas. Está na hora de a turma da Lava Jato acionar a artilharia pesada e contra-atacar a bancada da corrupção. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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EX-PRESIDENTE

"Desembargador manda soltar ex-presidente Michel Temer" ("Estado", 25/3). Michel Temer e Moreira Franco estão livres! Por que será que me sinto frustrado? Alguma coisa que ver com sentimentos de revolta e justiça, de indignação e de desprezo pelo princípio da presunção de inocência? Mas vão devolver eventuais dinheiros desviados, com certeza, ou estes são sentimentos de um povo que vive no anonimato, na distância e no desinteresse das leis que, parece, sempre têm todas as razões, as das legalidades, as dos fundamentalismos e as das tranquilas consciências de quem apenas e tão-somente cumpre o seu papel social de julgador e de mantenedor da ordem?

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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'PARECER' NÃO É 'SER'

Durante minha formação em Psicanálise, tive um professor muito respeitado como brilhante e experiente profissional da área, autor de diversos livros sobre teorias e técnicas interteprativas, que insistia em nos orientar a nunca iniciar uma interpretação para o paciente com um cacoete muito comum por quem trafega nessa profissão de desvendar os conflitos, geralmente inconscientes, de quem vem em busca de ajuda para seus sofrimentos. Dizia ele: "Nunca inicie uma interpretação com a expressão 'parece que você está querendo dizer' (...) porque você estará transmitindo a seu paciente que não tem certeza do que está afirmando. E, se não tem, então não afirme". Continuava a preleção nos aconselhando a usar a palavra "hipótese" para significar algo que ambos vão ter de investigar juntos, quando havia uma suspeita, mas não uma certeza. Pois bem, o juiz Marcelo Bretas "parece" desconhecer essa regra básica, que é mais importante ainda no Direito, pois uma sentença deve ser baseada em provas factuais, e jamais em suposições ou ilações. O juiz usou o verbo "parecer" 18 vezes no caminhar de suas justificativas para mandar prender o ex-presidente Michel Temer, na semana passada, e outros a quem atribuiu participação nos delitos alegados. Ora, se mandou prender porque certos fatos lhe parecem evidências, é preciso que tenha a certeza trazida por provas concretas, e não por suposições que possam mexer com o destino das pessoas e, neste caso, com o da Nação, pois quem poderá garantir que um dia não será alvo do mesmo "parece que" e, portanto, da mesma superficialidade ao dar como provas apenas indícios? Ou se faz justiça neste país com Justiça ou, então, não estaremos vivendo num Estado de Direito.

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas 

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ESPERNEIO NO STF

"É o jus sperniandi", nas palavras o juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, nomeado pelo próprio Michel Temer, quando se referiu debochadamente a ação do STF contra os fake news na internet contra o tribunal, cuja investigação é comandada por ele. Podem espernear à vontade, disse ele. Agora é a vez do seu padrinho no STF espernear. Esperneie, Temer!

Eliton Rosa elitonrosa@gmail.com

Rio de Janeiro

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DEIXEM A LAVA JATO TRABALHAR

Próximos passos serão prender também Collor, Sarney, FHC e Dilma, e colocar todos em "delação premiada". 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Tem sido cansativo ler nos jornais que a reforma da Previdência corre o risco de não ser aprovada por falta de empenho do presidente Jair Bolsonaro em demonstrar a sua necessidade. Ocorre que, quando Bolsonaro diz que não gostaria de fazer reforma alguma, ele está dizendo aos brasileiros que só chegamos a este caos por causa de governos anteriores que assaltaram os cofres da Nação. Não seria mais fácil pegar um país com economia sólida e governar sem sobressaltos? Mas o que fizeram com o Brasil é culpa de quem está chegando? E por que nada foi cobrado dos responsáveis por terem quebrado o País? Quando vemos jornalistas apoiando as manobras da Câmara dos Deputados, como sempre vimos até agora, é de pensar se quer a imprensa que este governo acerte ou se está apostando no seu fracasso. É fato que a renovação do Congresso Nacional deu-se por insatisfação dos eleitores com a classe política que sempre votou na base do "toma lá, dá cá". E, quando se fala em mobilização popular, certos jornalistas não gostam, porque perdem o protagonismo que sempre tiveram em dar as cartas aos políticos. O veneno produzido por alguns demonstra clara insatisfação com o governo Bolsonaro. É preciso, pois, que Bolsonaro e os líderes dos partidos políticos convençam seus pares de que a reforma, embora amarga, trará benefícios a todos. Boa parte da população está ciente de que sem as reformas o País quebra. Portanto, a ajuda tem de ser coletiva, uma tarefa difícil para pessoas que estão acostumadas a pensar egoisticamente.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ARTICULAÇÃO POLÍTICA

A imprensa em geral e os políticos alegam que não existe "articulação política do governo". Seria o caso de perguntar e desvendar este mistério: o que significa "articulação política"? Uma vez que o Executivo apresentou o texto da reforma da Previdência no Congresso, cabe ao Legislativo fazer o seu papel. É simples assim, sem complicar. Afinal os deputados foram eleitos para legislar ou para fazer "articulações políticas" que não se sabe o que significam? O Executivo faz muito bem em não ceder a esta velha politicagem do "toma lá, dá cá". Estamos cansados disso. Quem deve aprovar a reforma da Previdência é o Congresso, e não o Executivo à moda antiga.

Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

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O QUE SIGNIFICA?

O Executivo faz um projeto de lei e manda para a Câmara dos Deputados para apreciação e aprovação ou não, com ou sem modificações. E o que significa dizer que o presidente não está se "empenhando" pela aprovação do projeto? Que o presidente não está "dialogando" com os deputados? Será que quer dizer que o presidente não está disposto a trocar votos por cargos e benesses aos senhores deputados, ou seja, "se pagar, voto a favor; se não, voto contra", e o Brasil que se dane?

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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CUMPRINDO A PROMESSA

Jair Bolsonaro não está num palanque quando diz que é o Legislativo (Câmara e Senado) que precisa cumprir as suas obrigações com a Nação. Bolsonaro está cumprindo as promessas pelas quais foi eleito: não quer "negociações" para formar uma "base governamental". Essa tem sido uma prática de chantagem por vantagens. Deputados e senadores estão tomados de surpresa. É uma surpresa em si reveladora. Quanto mais esperneiam, tanto mais se revelam.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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VOTO DE CONFIANÇA

Não quero polemizar este assunto, mas vale ressaltar, por motivos óbvios: o povo está, sim, insatisfeito com toda a política em geral. Mas, principalmente, com a desastrosa politicalha dos últimos 13 anos, quando a corrupção no País foi generalizada. Agora, não se pode cobrar de um presidente que, na verdade, começou seu mandato há três meses - e a trabalhar somente há pouco mais de um mês, por motivos que todos sabem, a tentativa de seu assassinato. Está claro que o povo espera mais e mais de um presidente, mas vamos dar um voto de confiança a ele, pois está engatinhando em seu trajeto, e para caminhar falta pouco. Esperamos, também, que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não atrapalhe o andamento das reformas necessárias para o Brasil. Às vezes parece que Maia, como uma criança impertinente, corre no parque para ver quem chega primeiro ao escorregador.

Creusa Colaço Monte Alegre ccolacomontealegre@yahoo.com.br

São Paulo

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TERCEIRIZAÇÃO

Alguns atos e comentários do presidente Jair Bolsonaro não colocam os interesses brasileiros em primeiro lugar. Ao invés de visitar a China, de longe nosso maior parceiro comercial, visitou Donald Trump, de quem não discordou publicamente de ideais esdrúxulas como apoiar uma intervenção militar na Venezuela e ingressar na Otan. No Chile, colocou o dedo na ferida da época sangrenta de Augusto Pinochet. No Brasil, não somente está tentando "terceirizar" a necessária organização da base do governo no Congresso, mas ataca Rodrigo Maia, pessoa central na votação das reformas da Previdência e da segurança pública. Não é de estranhar que sua avaliação positiva retrocedeu em 15 pontos porcentuais na última pesquisa de opinião do Ibope. E pode cair mais, se ele não se conectar com a realidade de que não pode governar sozinho, sem sair de casa, e se não deixar de fazer política pelo Twitter.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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TRISTE PREVISÃO

Não considero necessário detalhar todos os desacertos que vem praticando nosso novo governo. Basta que citemos as recentes e controvertidas decisões e posturas adotadas com relação à viagem de submissão aos EUA; à briga com a presidência da Câmara dos Deputados; à espetaculosa e questionável prisão do ex-presidente Temer; e aos perniciosos exibicionismo e intromissão dos filhos de Bolsonaro; etc. Tudo isso está gerando um sentimento predominante em nossa sociedade: decepção. E desta resulta a pessimista expectativa quanto à redução da crise, do desemprego e à evolução de nossa economia. Se as figuras mais expressivas da equipe de Jair Bolsonaro (exceto os militares), como Paulo Guedes e Sérgio Moro, se cansarem de tantos desmandos, se sentirem desrespeitadas e deixarem o governo, será o caos. 

Celso Colonna Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo

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'DESERTO DE IDEIAS'

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) declarou em entrevista ao "Estado", no fim de semana, que o governo Bolsonaro é "um deserto de ideias" (23/3, A4). Disse, também, que Paulo Guedes é uma ilha de governo neste deserto. Ao mesmo tempo que critica a administração Bolsonaro, Rodrigo Maia segue firme ao reconhecer a importância da reforma da Previdência. Ora, se é pela reforma, basta dar as mãos a esta ilha e aprová-la! Um verdadeiro líder não se intimida com mensagens em redes sociais. Não é possível que o presidente da Câmara deixe de trabalhar pela principal reforma para o País em razão de alguns tuites que o ofenderam. Se ele foi capaz de uma grande articulação para se reeleger presidente da Casa, por que não faz uso dessa mesma capacidade para aprovar a reforma rapidamente? Ou Maia deseja subjugar o governo para estabelecer o "toma lá, dá cá" de sempre?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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LENHA NA FOGUEIRA 

A oposição ao governo de Jair Bolsonaro pode tirar férias despreocupada que sua ausência não será notada. Incrustado nas hostes bolsonaristas e incansável em sua inconsequência, um dos filhos do presidente ataca em todas as frentes. Carlos, o 02, como a ele se refere o pai, é, de longe, a maior ameaça à estabilidade do governo. Nos últimos dias, provocou uma grave e desnecessária crise com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, capaz de pôr em risco a aprovação da proposta de reforma da Previdência. Maia, que a exemplo de 02, peca pelo comportamento imaturo, reagiu com provocações aos militares e ao ministro da Justiça, Sérgio Moro - abrindo novo front para o governo. E o 01? O 01, enquanto isso, qual um Calígula redivivo, põe-se a "tuitar" mais lenha na fogueira.

Sergio Ridel  sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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UM INÉDITO PUXÃO DE ORELHAS

Excelente e oportuna a entrevista que o "Estadão" realizou com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (23/3, A4). O que lemos foi um verdadeiro puxão de orelhas do segundo substituto do presidente da República, em eventual ausência deste no País. Apesar de dizer que continua na articulação, afirmou que o governo é um deserto e o ministro Paulo Guedes é uma "ilha" entre seus pares. Suas críticas também se referem aos ministros escolhidos pelo presidente, e mais uma vez tem razão. Alguns são verdadeiros trapalhões e não têm domínio necessário dos assuntos do ministério que ocupam. E Maia continuou, afirmando o que todos nós, que acompanhamos as ações do atual governo, também já externamos, ou seja, que o Brasil precisa sair do Twitter e ir para a vida real. Não poderia dizer melhor. O presidente e, pior, os seus filhos usam e abusam do Twitter, manifestando ali o que lhes vem à cabeça, criando problemas para a própria governabilidade. O presidente Bolsonaro resolveu copiar o estilo do presidente norte-americano, que realmente não é exemplo para ninguém. Ele não pode se manifestar através das redes sociais, expressando o que lhe der vontade, pois, quando o faz, é o presidente do Brasil que está dizendo. Tais manifestações têm implicações sérias, tanto no aspecto político quanto nos aspectos econômico e social. O presidente da República fala por meio do "Diário Oficial" da União ou na mídia, em pronunciamento oficial. Não é à toa que o presidente Jair Bolsonaro teve a pior avaliação de início de governo em pesquisa realizada pelo Ibope. E o deputado Maia tem razão em suas críticas ao afirmar "que o governo eleito não pode terceirizar sua responsabilidade e o presidente precisa assumir a liderança e ser mais proativo". Maia foi contundente ao afirmar que, além da reforma da Previdência, o governo não tem nenhum projeto, não reconhecendo nem o de Sérgio Moro. Em termos de meio ambiente, por exemplo, é sempre bom lembrar que não se deve priorizar o empreendedorismo em relação à preservação do meio ambiente. As tragédias provocadas pela Vale e a sua subsidiária Samarco em Minas Gerais reforçam, e muito, essa norma, que deveria ser seguida sempre. Também cumpre lembrar o exemplo da hidrelétrica de Balbina, implantada na Amazônia durante o governo militar, que tem baixa produtividade e cujo lago se tornou um grande emissor de CO2. Por fim, cumpre dizer que o aquecimento global é uma realidade e o Brasil terá de cumprir uma tarefa que não poderá delegar a ninguém, pois possui as maiores condições de estancar tal aquecimento - e não é só por causa da Amazônia, mas de todo o nosso território.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ESTRAGANDO A REFORMA 

Concordo plenamente com Rodrigo Maia ao afirmar que o governo Bolsonaro é um deserto de ideias. O presidente não apresentou até agora um projeto de governo para tirar o Brasil da crise em que se encontra. Até a reforma da Previdência ele vai conseguir estragar. Fernando Henrique Cardoso disse recentemente que o governo vai mal porque quer. Triste país.

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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AS LIMITAÇÕES DO PRESIDENTE

"O governo é um deserto de ideias", afirma Rodrigo Maia. Convém lembrar que Maia, até que formou uma base para se reeleger como presidente da Câmara, não teve o apoio nem do PSL nem de Bolsonaro, que se pretendeu isento, e Onyx Lorenzoni trabalhou contra sua candidatura... Assim mesmo - e não estou defendendo Maia nem o inocentando quanto a pretensos comportamentos característicos da "velha política", mas sim reconhecendo os méritos de sua atuação desde que assumiu o atual mandato -, tem-se mostrado republicano e favorável à reforma da Previdência, articulando nesse sentido a favor do governo. Mas ele não "pode tudo" e não estaria no cargo se fosse sectário: tem de representar o conjunto de forças da Casa ou perde seu poder de convencimento/negociação - o processo, mesmo que eivado de falta de representatividade com relação aos interesses da população, é "democrático" internamente! - para obter resultados que atendam e sejam aprovados pela maioria. O grande problema, na verdade, e como previsto, é com relação a Bolsonaro: durante seus 30 anos como congressista, não conseguiu aprovar praticamente nenhum projeto ou ideia fora do tema "corporativismo militar", pois nunca soube o que realmente propor nem como negociar com seus pares independentemente do "toma lá, dá cá" característico da "velha política", e suas limitações nesse sentido são agora transparentes... É bom lembrar que Bolsonaro foi eleito com cerca de 39% da totalidade dos votos dos eleitores e que muitos destes votaram nele não por suas qualificações ou por concordarem com suas ideias, mas para evitar o mal maior de manter o "lulopetismo" no poder, ajudando, paralelamente, a eleger congressistas dos mais diversos matizes (ou o PSL teria conseguido uma bancada muito maior). Que o Congresso representa hoje a escolha dos eleitores no seu sentido geral e que, em tese, os congressistas eleitos por 61% dos eleitores (além de boa parte dos outros 39%) não endossam, por princípio, qualquer proposta apresentada dentro da ideologia (sic) que elegeu o presidente, a conclusão racional é que sem negociação/convencimento o governo Bolsonaro não conseguirá aprovar o que pretende. Se o presidente Bolsonaro não tiver a humildade de reconhecer tal fato e continuar acreditando que conseguirá governar baseado num raciocínio de obediência ao comandante, próprio da caserna, coadjuvado por uma rede de intrigas e de destruição daqueles que se lhe opõem utilizando as redes sociais, seu governo vai acabar mal! É bom lembrar que para a população em geral o que interessa é seu bem-estar, o que só pode ser gerado por empregos (desenvolvimento econômico) e serviços públicos (educação, segurança, etc.) adequados, e o tempo vai passando sem que a realidade caminhe nesse sentido. Se a reforma da Previdência é a pedra fundamental para as mudanças, então "todo o resto" (e nisso Sérgio Moro foi precipitado) tem de aguardar, e Bolsonaro tem de se dedicar à sua aprovação 24 horas por dia, ou corre o risco de nada perder o "omentum" e terminar seu mandato antes de realmente começá-lo. Maia não comanda a Câmara, mas a conduz, e cabe a Bolsonaro, direta e indiretamente, "vender" seus projetos para que seja formada uma maioria de congressistas que os aprove. O resto, desculpem o termo, é mimimi!

Jorge R. S. Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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O FRUTO E A ÁRVORE

Se Rodrigo Maia clama no que ele chama de "deserto de ideias" do governo Bolsonaro, é porque ele é cego e surdo, mas já provou que estupidamente mudo ele não é. Quais serão as ideias que brotam na cabeça de Rodrigo Maia, sendo filho do político Cesar Maia, que em 2018 teve os direitos políticos suspensos por oito anos por improbidade administrativa? (Também foi condenado a ressarcir os cofres públicos em R$ 3,3 milhões, por irregularidades no pagamento feito pela prefeitura do Rio de Janeiro - quando exercia o cargo de prefeito - à Construtora OAS na fase final da construção do Hospital Municipal Ronaldo Gasolla, em Acari, zona norte do Rio.) O fruto nunca cai longe da árvore que o gerou... (Processo 0428005-08.2013.19.001 Fonte: Revista Consultor Jurídico, 22 de maio de 2018).

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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BAIXA ESTATURA

Pode ser classificada como de baixa estatura política a reação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao agastar-se com críticas em relação aos seus métodos visando à aprovação da reforma da Previdência e insinuar, numa postura chantagista, que a busca de votos deve constituir, a partir de agora, tarefa exclusiva do Planalto. Seria, salvo melhor juízo, mais nobre de sua parte e mais coerente com o cargo que exerce separar as partes. Uma consistiria em arrefecer as restrições à sua atuação com atitudes positivas. Outra, em trabalhar no sentido de mostrar aos parlamentares sob seu comando que a reforma não é só uma questão política, mas de soerguimento do País, que, no caso da não aprovação, certamente mergulhará em grave crise econômica, que poderá romper o tecido social, com consequências impossíveis de avaliar.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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DESERTOS

Sobre as birrinhas do infante e choroso deputado federal Rodrigo Maia, que acusou o governo Bolsonaro de um "deserto de ideias", fez-me gargalhar o hilário contraponto das sempre sábias redes sociais, emitidas como presidente Jair Bolsonaro: acho que você quis dizer deserto de propinas, né? "Au-au, aí eu choro, Rodrigo!", diria o saudoso personagem Galeão Cumbica...

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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PICUINHAS NUMA HORA DESTAS?

É fácil de entender o embate político do momento. Indiretamente, Rodrigo Maia sinaliza que sem o velho "toma lá, dá cá" a reforma da Previdência não sai, enquanto o presidente Jair Bolsonaro, via Twitter, nega-se a "implorar" pela proposta por entender que não há crianças no Congresso Nacional. A nós cabe dizer que sua aprovação é fundamental para o País e que ambas as partes precisam crescer, e rápido.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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BASTA!

Quando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi reeleito, com apoio de Bolsonaro, ele apregoou aos quatro cantos do País seu apoio à reforma da Previdência. Eu, que sempre fui contrário à reeleição do "chileno", vi com simpatia esta sua postura e seu comprometimento com as reformas de que o País necessita. Entretanto, após a prisão de seu sogro, Moreira Franco, Maia colocou seu compromisso com o País de lado e mudou seu discurso, culpando o Brasil e os brasileiros pelas falcatruas e roubalheiras do "Angorá". É muito decepcionante o presidente de uma casa tão importante como a Câmara federal agir como "moleque emburrado" que teve seu doce roubado pelo amiguinho. O Brasil precisa de pessoas sérias e comprometidas com seu futuro, sr. Maia, e não de melindrosos que punem uma nação inteira que precisa de reformas urgentes. O Brasil não pode mais esperar e é preciso agir com rapidez, atropelando o que precisa ser atropelado e contrariando interesses pessoais que não aceitam cortes em suas mordomias. Militares, funcionários públicos, Judiciário, parlamentares ou qualquer outra categoria que esteja dificultando estas reformas devem pôr a mão na consciência, porque esta é a única oportunidade que o Brasil tem para colocar este país no caminho de sua recuperação moral e econômica. Basta de chupins e de antipatriotas.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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ANTAGONISMO

E pensar que Jair Bolsonaro brigou para Rodrigo Maia ser presidente da Câmara federal! Virou antagonista. Pelo histórico, já era previsto.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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COOPERAÇÃO

Nós, brasileiros, temos ciência da capacidade de Rodrigo Maia como articulador das reformas no Congresso, mas pedimos, por favor, que ele deixe de lado, neste momento crítico, as suas divergências e rusgas com o Planalto e procure uma maneira de apoiar e trabalhar em cooperação com o governo Bolsonaro, eleito pela maioria dos brasileiros. Sentimos muito o momento difícil que o presidente da Câmara tem passado e desejamos a ele o melhor!

Silvia R. Pereira de Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo 

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O PLANO DE BOLSONARO

Rodrigo Maia está redondamente enganado! Bolsonaro tem um plano de governo gigantesco, que consiste em substituir "a velha política", à qual Maia pertence, que foi responsável pelo impeachment de dois presidentes, a prisão por corrupção e formação de quadrilha de outros dois, 13 milhões de desempregados e crise econômica imbatível. É um plano quase inelutável, porque precisa sanar: BNDES, bolsa ditadura/terrorista, Lei Rouanet, centenas de ONGs, Ibama, Incra, Funai, etc., etc. Tudo isso configura uma tragédia consumada em curto espaço de tempo e de tal forma enraizada e poderosa que será difícil Bolsonaro reverter. E, por ser um governo chefiado por um militar, é o para-raios do rancor e do ódio daqueles que escaparam da higienização efetuada pela revolução de 1964 e que, agora, são a metástase de um câncer mal extirpado. Maia está nervoso. Reconheço que é difícil de conviver com a vergonha de ter o sogro preso por corrupção e formação de quadrilha.

Jaime Manuel da Costa Ferreira jaimeferreira04@gmail.com

São Paulo

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MAIA OFENDIDO

Tá certo, o presidente e seus filhinhos são brucutus primatas. Mas, muito ofendido em cima do salto agulha, o filhinho de papai presidente da Câmara lava as mãozinhas gordas, na verdade, por interesses pessoais de poder. E o País que se dane, não é? Se ajudar Guedes e Moro, enche a bola dos dois mais cotados para a Presidência. Além disso, o meninão que sonha um dia ser presidente da República quer a Lava Jato destruída - pelos amigos, parentes e por medo de ser preso. Este é um exemplar verdadeiro da velha política, apesar da pouca idade. Onde me engano, digam-me por favor?

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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RESPONSABILIDADE DE MAIA

O deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, está demonstrando mais uma vez o que quer e a que veio. Que pare de frescura o deputado, porque todos sabemos o que ele quer: a política do "toma lá, dá cá". Maia está jogando a culpa no presidente Jair Bolsonaro, mas o presidente da Câmara é ele, Bolsonaro já fez a parte dele, que é entregar o pacote aos deputados, agora é a sua vez de forçar a implementação e a aprovação. Maia não quer ser o presidente? Todos os brasileiros esperam que ele trabalhe com afinco para essa aprovação tão necessária para a Nação. A briga de Maia com Sérgio Moro é uma vergonha. Moro é o homem mais querido do povo, pela sua honestidade e pelo seu trabalho contra os corruptos, que são quase todos os políticos. Sérgio Moro e o juiz Marcelo Bretas demonstraram como se faz uma nação melhor.

Sylvério Del Grossi silvegrossi@hotmail.com

Fernandópolis

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PONTO SEM NÓ

Soa estranha a reação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que se julga o "uber alles" (acima de todos). Desta vez o presidente Bolsonaro conseguiu dar uma resposta adequada para o momento. O deputado habita num Estado onde impera a corrupção, com cinco governadores alguns presos e outros que já foram presos. Onde ele estava? É bom lembrar que o deputado Rodrigo Maia pode até ser inocente, mas há uma delação homologada pelo ministro Edson Fachin, do STF, que o cita. Penso que este atrito com o ministro Moro seja premeditado. Político não dá ponto sem nó.

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo

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PROJETO ANTICRIME

Projeto contra a corrupção, se depender de corruptos, nunca será aprovado. Simples assim! Ainda mais coordenado por Rodrigo Maia. 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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'A NECESSÁRIA DEFESA DA ADVOCACIA'

Discordo em gênero, número e grau do ponto de vista dos eminentes juristas Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, Ives Gandra da Silva Martins e Renato de Mello Jorge Silveira ("Estado", 23/3, A2). Querer justificar um exame de Ordem por conta das inúmeras escolas de Direito do País, muitas sem estrutura e qualidade, entre outras justificativas do artigo deste sábado, é querer impingir ao formando a sua deficiência quando, o contrário, deve-se, sim, qualificar essas escolas, fechando as de péssima qualidade. Imagine um engenheiro ou um médico ou qualquer outra profissão, após o estudo de 4, 5 ou mais anos, estar sujeito a um exame que ateste a sua perícia. O mesmo se aplica ao advogado, em cuja vida prática se dará e atestará a sua capacidade, o seu discernimento para exercer a profissão. Em verdade, o exame da ordem favorece, sim, alguns poucos que mais estão interessados em seus interesses comerciais.

Gilberto de Lima Garófalo gilgarofalo@uol.com.br

Vinhedo 

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NOVA GREVE DE CAMINHONEIROS?

"Motoristas se mobilizam para nova paralisação" ("Estadão", 23/3, B5). Os motoristas devem se lembrar de que Bolsonaro não permitirá que a sociedade seja chantageada, mais uma vez, por um grupo que deve estar sendo insuflado a fazer mais uma tentativa de prejudicar a administração. Tem-se plena confiança de que se saberá fazer o legítimo exercício do poder em proteger a sociedade.

                        

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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CVRD (VALE) FOI PRIVATIZADA?

Está sendo comum atribuir às empresas de mineração em geral alguns maus procedimentos que vêm sendo atribuídos à Vale por sua performance em Mariana e Brumadinho. Tem sido dito que a culpa é da "privatização" da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Não é bem assim. Deve ser considerado que a CVRD não foi privatizada a grandes empresas de mineração, como a Votorantim e a Anglo American, entre tantas outras, mas sim a grupos financeiros que maiormente visavam ao lucro. No citado processo de privatização, foi notório que, tendo em vista a iminente aquisição da empresa pelas duas grandes empresas de mineração acima mencionadas, o governo federal, com apoio do PT (via entendimentos entre FHC e o senador Mercadante), no último minuto bancou a formação de um novo consórcio, formado pela Vicunha e fundos de pensão de empresas estatais, com o suporte do Bradesco, para o qual foram liberados os fundos que fossem necessários para vencer o leilão. Assim, a CVRD foi "privatizada" para um grupo paraestatal, constituído de não mineradores. Com isso o governo acalmou o PT. Enquanto a empresa baseou-se em quadros da antiga CVRD, tudo ia bem. Já quando priorizam lucro, dá no que deu.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

  

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JETONS

Querem transformar a Prefeitura de São Paulo em instituição mercantilista - em outras palavras, numa vaca leiteira para alimentar homens bem criados. Os 111 conselheiros pagos com valores de R$ 3 mil a  R$ 6 mil precisam ser extintos. O objetivo dos conselhos deve ser em prol da comunidade. Por que não um conselho voluntário? Estes conselhos são desaconselháveis, prefeito Bruno Covas. Acabe com esta indecência pública.  

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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POR QUE O SETOR BANCÁRIO SEGUE INTOCADO?

A taxa de inflação anual do Brasil está em 3,89% (fevereiro de 2019) e a taxa básica (Selic) é de 6,5% ao ano. Como é que se explica a taxa de juros do cheque especial ser de 315,6% ao ano (a.a.), a do rotativo do cartão de crédito 286,9% a.a., a do crédito pessoal 107,3% a.a. e a de empréstimos bancários 51,35% a.a.? Nos EUA, com inflação de 1,5% a.a. e taxa básica de 2,5% a.a., a taxa de juros dos empréstimos bancários é de 5,5% a.a. e a do rotativo do cartão de crédito está limitada ao teto de 29,99% a.a. - quase dez vezes menores que as nossas. Como é possível tal discrepância? Do lado dos bancos, dizem alguns que isso se deve aos altos índices de inadimplência; do lado dos consumidores, a justificativa é de que há oligopólio, que apenas cinco bancos dominam o mercado e não têm concorrência. Não estaria na hora de impor ajustes aos bancos? Por que ninguém fala sobre isso, nem mesmo políticos?

  

Lenke Peres lenke@uol.com.br

Cotia

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AMISTOSO BRASIL X PANAMÁ

"Brasil joga mal, empata e é vaiado" ("Estado", 24/3, A21). Empatar com o Panamá é pior que apanhar de bêbado. É bem verdade que as seleções tradicionalmente consideradas fracas têm apresentado uma evolução. A Venezuela venceu a Argentina com Messi. Mas, convenhamos, empatar com o Panamá..... A verdade é que não vemos mais seleção brasileira de futebol como víamos anos atrás. Não desperta mais interesse. Não há vibração. Não se vê garra. Parece que entram em campo para cumprir um compromisso burocrático. Eles estão é mais preocupados e interessados com o que ganham nos seus clubes europeus. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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