Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para a edição impressa e portal estadao.com.br

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2019 | 03h00

PODERES DA REPÚBLICA

Desentendimento

A vitória do sr. Jair Bolsonaro na eleição para presidente da República reacendeu no povo brasileiro o patriotismo que estava esquecido, a esperança de dias melhores para todos. Com a implementação das reformas necessárias para o País voltar a se desenvolver, enfim a prosperidade iria chegar. Mas após três meses o que vemos é o caos se instalando. O presidente não consegue presidir por falta de conhecimentos elementares e ausência de liderança. O Legislativo está paralisado e os juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) discutem assuntos de foro reservado na mídia. É visível que os Poderes da República não se vêm entendendo, em total prejuízo para a Nação brasileira. Muitos de seus componentes, apesar de reclamarem da mídia, não podem ver um holofote. Enfim, a meu ver, os três Poderes estão agindo no limite. Lamentável.

MAURO ROBERTO ZIGLIO

mrziglio@hotmail.com

Ourinhos

Estadista procura-se

O editorial Procura-se um presidente (26/3, A3) sintetiza o que toda a Nação brasileira já percebeu, antes de o governo Bolsonaro completar 90 dias de trapalhadas presidenciais. Insatisfeitos em causar estragos só no Brasil, o “Quarteto Bolsonaros” já distribuiu seu arsenal de asneiras nos EUA, no Peru e no Chile. Vamos continuar procurando e não achando um estadista para o Brasil. E de quem é a culpa?

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

REFORMAS

Protelar e desgastar

Não há bateção de cabeça no governo, tampouco falta de projetos. Se as reformas prioritárias já estão nas mãos dos parlamentares, qual a desculpa para não lhes darem andamento, se o interesse maior é a Nação, como apregoaram nas campanhas eleitorais? A velha política dominante ainda insiste no “toma lá dá cá”. Os congressistas sabem que, se os projetos da Previdência e anticrime passarem sem nada obterem em troca, estarão em definitivo fechando a porteira para qualquer outro pleito, então a ordem é protelar e desgastar. A coisa é tão evidente que agora só Paulo Guedes presta, justamente o ministro que tem a chave do cofre. Está certo o presidente em não ter o que discutir com parlamentares, afinal, os Poderes são independentes ou não? Por que ter que explicar o que está escrito? Se optarem pela não reforma, que o façam e assumam as consequências.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

Amuos

Os deputados que declaram ser a favor da reforma da Previdência vão mudar de opinião só porque não estão sendo afagados pelo governo? Sério? Então não são a favor, não é mesmo?

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

O Congresso não quer se empenhar em cumprir suas obrigações? A realidade é que o Congresso pressiona pelo “toma lá da cá”, sim.

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito

Matemática política

Que falta fazem os bancos escolares! Nossos parlamentares, arraigados a ideologias, parecem não saber fazer contas – e talvez não saibam. Se a soma não fecha, é partir para a quebradeira geral. Mas dois mais dois ainda são quatro.

GERALDO SIFFERT JUNIOR

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

PEC relâmpago

Quando lhe interessa, a Câmara não precisa de diálogo, de empenho do governo nem de “entendimento” para aprovar em minutos, e em dois turnos, proposta de emenda à Constituição. 

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

Orçamento impositivo

O Congresso descobriu o óbvio depois de 30 anos. A Constituição de 1988 estabelece o orçamento autorizativo. A peça orçamentária é encaminhada pelo Executivo e aprovada pelo Legislativo. O orçamento previsto é fictício, pois é passível de corte em caso de queda de arrecadação, quando se corta o que não existe. Outra opção é o contingenciamento dos gastos, quando se estabelece o orçamento, mas este não é executado. A proposta de orçamento impositivo é muito óbvia. Não pode haver remanejamento de verbas pelo Executivo sem a autorização do Legislativo. O gasto previsto deve ser executado, como nos EUA ou em países da Europa.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

EDUCAÇÃO

Desatinos do MEC

Após polêmica, MEC volta atrás na decisão de não avaliar alfabetização (26/3). Infelizmente, assistimos ao esfacelamento da educação neste país com os desatinos cometidos pelo seu ministério a cada semana. Lá ninguém se entende, a lavagem da roupa suja está todo dia na mídia. E o que faz o governo para consertar a situação? Nada! Talvez porque o governo não entenda nem faça o sacrifício de entender o quanto a correta educação de um povo contribui para o crescimento de um país. Que tristeza!

RODOLFO CARLOS BONVENTTI

r.bonventti@terra.com.br

São Caetano do Sul 

CESARE BATTISTI

Confissão

Depois de desfrutar a hospedagem brasileira, Cesare Battisti fugiu para a Bolívia quando os companheiros de ideologia perderam o governo aqui. Lá foi preso e finalmente extraditado para a Itália. Agora o “ativista” confessou seus crimes de morte e pediu desculpas às famílias. Quem sabe seu gesto sensibilize o seu protetor, preso em Curitiba, para que peça desculpas ao povo brasileiro pela vergonha de acolher e financiar um criminoso e de ter comandado, e usufruído, o maior esquema de desvio de dinheiro público no País. 

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Trapaceiro

A esquerda brasileira, especialmente Tarso Genro, fez um esforço hercúleo para acreditar na inocência de Battisti. E agora, como explicar essa trapaça?

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

‘Perseguição política’

A confissão de Cesare Battisti corrobora tudo o que se pensa a respeito do Lulla...

A. FERNANDES

standyball@Hotmail.com

São Paulo

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PIRANHAS E PORAQUÊS

“Botafogo”, o codinome de Rodrigo Maia na planilha de propina da Odebrecht, e seus pares da Câmara dos Deputados não querem debate, tampouco pretendem aprovadas e instituídas as reformas de Paulo Guedes e Sérgio Moro. Querem emendas, vulgarmente chamadas de grana (“Câmara desafia governo e engessa Orçamento”, “Estado”, 27/3, A4). Se o Planalto abrir o cofre, estraçalhado pela roubalheira do PT e do PMDB, a Nova Previdência sai num tapa. Melhor, num saque. Esta chantagem parlamentar que rege a vergonhosa governabilidade brasileira desmancha a ingênua suposição de que a substituição de guaxinins e ratazanas no Congresso Nacional, imposta pelas urnas em 2018, higienizaria a vida política brasileira. A velha patifaria da Praça dos Três Poderes resiste. Ali o crime compensa. O negro da toga de uns se confunde com o colarinho sujo de muitos. Muitos. Ali, jabutis trepam, serelepes, em pupunheira e bois voam ou avoam.

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

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BATALHA PERDIDA

A perda por ampla margem na Câmara dos Deputados da votação sobre o Orçamento serve de alerta para que o presidente tuite bem menos e engaje-se bem mais na luta para ganhar a “guerra” da reforma da Previdência?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME

Bolsonaro diz que não vai se sujeitar ao risco de, nos entendimentos congressuais, derrapar a ponto de ir jogar dominó com Lula e Temer num valhacouto oficial qualquer. Ótimo, está confirmado que nossa primeira reforma é a política, a partir da revogação deste regime insano do presidencialismo de coalizão. A começar com a redução drástica do número de partidos políticos, para que o Executivo tenha maioria ou melhores condições de negociação – sadia – com o poder encarregado das leis. Assim como está, somente a recordação da peça de Vianinha e Ferreira Goulart. 

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CONGRESSO TUTELA GOVERNO

O governo Bolsonaro, que pode ser considerado semimilitar, pensou, antes das eleições, que governar este “gigante adormecido” era muito mais do que administrar um quartel ou comandar um pelotão de subordinados. Pensou. Tendo tomado posse, propõe em forma de imposições vários projetos e reformas para alavancar a economia, como também estancar a torneira e os gastos incompatíveis com a receita. Tendo tripudiado sobre o Congresso, teve dele uma reação imediata, capitaneada pela oposição derrotada nas urnas, mas com força suficiente para dar insônia na equipe do Planalto. Escreveu Homero que Heitor foi tripudiado por Aquiles, após tê-lo vencido em batalha individual. Zeus direcionou uma flecha no único ponto vulnerável do vencedor. Os componentes do governo atual precisam falar a mesma língua para não dar a impressão de que estão construindo uma nova Babel.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O CONGRESSO-PROBLEMA

O Brasil mais uma vez está se curvando aos bandidos do Congresso Nacional que engessam o Executivo para receberem suas emendas e cargos na administração. Eu não mudo minha opinião desde 1985, quando Ulysses Guimarães rasgou a antiga Constituição e empossou o golpista José Sarney na Presidência, ao invés de convocar novas eleições indiretas com a morte de Tancredo Neves. A Presidência da República pode ser ocupada pela esquerda, pela direita, pelo centro, pela extrema-esquerda ou pela extrema-direita que nada vai mudar enquanto o Congresso não ser fechado e o Poder Judiciário, enquadrado.

Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.com

São Bernardo do Campo

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A ARTE DO IMPOSSÍVEL

Desde 1500, a pergunta mais importante para a redescoberta do Brasil é a seguinte: seria (realmente) viável articular com um Congresso Nacional corrupto, que detém nas mãos o Orçamento da União e “negocia” todas as pautas fundamentais para o País?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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DECEPÇÃO

Cada vez mais o nosso Congresso me decepciona. Fiquei revoltado ao saber que os deputados mutilaram o texto do ministro Sérgio Moro, principalmente na parte das medidas anticorrupção e das prisões dos condenados em segunda instância. Elas eram a esperança do povo brasileiro. Ainda temos a proposta da CPI Lava Toga, arquivada, depois de praticamente, acabar com a Lava Jato, que atendia ao clamor do povo contra tamanha corrupção instalada no País. Onde vamos parar com estas autoridades que não estão cumprindo suas próprias propostas, já no início de seus mandatos? “Estelionato eleitoral?” Estão blindando o Parlamento de tudo o que virá pela frente. Pelo visto, não vão aprovar nada do que vá contra eles mesmos, não é? Mais corrupção à vista?

João Coelho Vítola jvitola1@gmail.com

Brasília

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PICARETAGEM

Li que pela segunda vez o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, arquivou o pedido de CPI da Lava Toga. Tinha entendido que Alcolumbre foi eleito para não repetir as práticas de Renan Calheiros. Com essa decisão, o senador repete as práticas imorais já conhecidas. Será mais do mesmo? E os senadores, vão ficar calados? Pelo visto, a picaretagem vai continuar. Triste este país.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CPI DA NÃO-CPI

Será que teremos de abrir uma CPI da não abertura da CPI Lava Toga? Sr. Davi Alcolumbre, informe aos brasileiros quem a proibiu.

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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‘FALTA MEIO GRAMA DE CORAGEM’

Coerentes e adequadas as manifestações no artigo de Fernão Lara Mesquita (26/3, A2) e as opiniões no “Fórum dos Leitores”, nas cartas “Cilada”, “Culpados”, “Republicanismo” e “Lições de Casa” (26/3). Isso apenas demonstra a quantos anos-luz (em distância ou em tempo) estamos de uma verdadeira democracia representativa. Temos uma Constituição enfaticamente “servidora”, longe de ser “cidadã”, e políticos representando essencialmente suas idiossincrasias. Mas mantenho o otimismo: em algum dos próximos milênios as coisas poderão mudar.

Sérgio Augusto de Moraes Torres sergio.torres47@gmail.com

São Paulo

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TRISTE ENGANO

Nesta semana, que ficou marcada pela frase (bonita e correta) do presidente Bolsonaro “a velha política quer viver”, ficou escancarada a podridão do Poder Legislativo (a do Judiciário já havia sido exposta), composto pelo Congresso: deputados e senadores. Quando, na última eleição, foi feita uma “faxina”, com grande renovação na Câmara e no Senado, o brasileiro se encheu de esperança pensando “agora vai”. Triste engano. A “velha” política não morreu em 2019. Os novos parlamentares (com raras exceções) trouxeram para Brasília um vício antigo: a “articulação”. Ora, o que seria, realmente, “articular” com os parlamentares? Comprá-los ou convencê-los (mediante uma recompensa qualquer) a fazer o que foram eleitos para fazer? O eleitor deve ser implacável. As novas eleições estão logo aí e quem vota não se esquece. E a mídia parcial? Onde fica? Esperando as “articulações”. O.k., mas com que interesse? Vejam bem (e procurem não se esquecer) em que emissora trabalha a jornalista que fez tal pergunta ao presidente. Respondidas essas dúvidas, cabe ao cidadão pensar bem antes de “eleger” alguém que seja partidário da “velha política”.

Marcelo Aiquel marceloaiquel@gmail.com

São Paulo

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EGO

A única preocupação do político no Brasil, salvo um mínimo de exceção, é o seu ego!

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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‘PICARETAS’

Endosso as palavras do ex-presidente Lula quando disse que o Congresso Nacional era composto por um bando de “picaretas”. Aprovar a reforma previdenciária é uma necessidade urgente, para o bem do País e do povo brasileiro, mas os nossos parlamentares estão impondo barreiras para forçar o famigerado troca-troca. Rodrigo Maia (DEM-RJ), depois de reeleito presidente da Casa com apoio bolsonarista, resolveu se colocar contra o governo. A Bolsa de Valores atingiu a marca recorde de 100 mil pontos com o simples anúncio da possibilidade de o projeto da reforma ser aprovado. O pior cego é aquele que se recusa a enxergar!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DESCRENÇA

Minha opinião tem ficado mais descrente a cada dia sobre a aprovação da reforma da Previdência. Não que eu ficasse mais otimista se ela fosse aprovada. Até agora, o que se viu foi um brutal estrangulamento dos mais pobres e a preservação dos privilegiados de nível superior, do setor público, incluindo os militares. É que já estou duvidando da aprovação da reforma. Ela dificilmente passará com tanta agitação de um presidente desastrado que mais parece querer preservar seus filhos mal educados e influentes em suas atitudes do que governar o Brasil. Se eu fosse parlamentar, não aprovaria esta reforma, mas pensaria em preservar Sérgio Moro no cargo, dando um basta na estupidez de Rodrigo Maia, que se julga um garotinho levado da breca. Sejam todos adultos, por favor. Pagamos seus salários para isso.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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CONTRIBUIÇÃO OPCIONAL

A proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso não vai resolver o déficit do sistema, agravado com a recém-aprovada reforma trabalhista, que precariza as relações de trabalho e reduz a arrecadação das contribuições previdenciárias. Não é justo que os atuais trabalhadores e gerações futuras continuem bancando a aposentadoria e as pensões de servidores e militares ativos e inativos. A saída é dar opção de escolha àqueles trabalhadores que desejarem investir em sistema de capitalização própria, optando pelos planos de previdência de instituições privadas. Essa alternativa implica alteração do regulamento da Previdência Social (Decreto n.º 3.048, de 6 de maio de 1999), que tornou obrigatória a contribuição à Previdência Social.

  

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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O FUTURO DO MAGISTÉRIO

O presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Araújo e Oliveira (“A reforma da Previdência e o futuro do magistério”, 24/3, A2), enfatiza a importância do recrutamento dos 30% melhores alunos do ensino médio para o magistério. Para isso, basta oferecer salários atrativos e haverá grande busca pela carreira docente. Só assim o Brasil terá desenvolvimento econômico e social, não há outro meio. Quando a sociedade entenderá isso?

Pedro Paulo A. Funari, professor titular do Departamento de História da Unicamp ppfunari@unicamp.br

Campinas

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MINISTÉRIO DA INSENSATEZ

Um dos ministérios mais importantes desta República, o da Educação, está em frangalhos, não tem projetos e só produz intrigas – diga-se, por culpa exclusiva do presidente Jair Bolsonaro. Passados quase 90 dias de gestão, o obscuro ministro Ricardo Vélez Rodriguez, mesmo desmoralizado dentro do governo, foi capaz, por exemplo, de sugerir que a escola alvo do massacre em Suzano fosse militarizada. Um absurdo, uma vez que essa escola estadual é muito bem avaliada, tem bons professores e alunos aplicados. Mais uma vez, demonstra o ministro que não conhece a realidade da educação no País.  Sensato seria se Vélez sugerisse a militarização de uma escola onde o índice de professores que são agredidos por alunos é alto ou de escolas espalhadas em regiões pobres com baixíssimo índice de aproveitamento, onde não há nem água potável, merenda e banheiros dignos. Essa seria a atitude de um bom administrador. É difícil de entender por que o presidente Bolsonaro teima em manter este ministro no cargo e a balbúrdia dentro deste importante ministério. Parece estar praticando a “velha política”... Porque por “nova política” – que o presidente tanto propaga e vende até pelo Twitter – entende-se uma gestão com liderança, ousadia, decisões sensatas e céleres. Sem embromação. A Educação tem pressa!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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GRANDE ERRO

“MEC fica à deriva após 6 recuos e 15 exonerações; general deve ir para o Inep” (“Estadão”, 27/3). O MEC no início logo se mostrou ser o pior dos serpentários da República, além de uma desordem generalizada, por aparelhados do PT e puxadinhos, que tentam de todo modo prejudicar o governo e seu ministro, Vélez, no que for possível. O grande erro cometido foi de não ter demitido de uma só vez todas as chefias, colocando no lugar pessoas confiáveis, para impor ordem àquela bagunça. Não se pode tergiversar com adversários jurados nem tentar dialogar com alguém que não quer nenhum diálogo. As esquerdas são por definição intelectualmente desonestas com seus adversários. O general indicado para o Inep, com certeza, porá ordem naquela outra bagunça altamente aparelhada. Há muito lixo ideológico ainda a ser limpo e desinfetado, pois esquerdistas que ainda sobram escondidos são assemelhados à pior infecção hospitalar, a ameaçar a saúde de qualquer ministério.                     

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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MEC

Manter no MEC um ministro café-com-leite, enfraquecido e impossibilitado de gerir a pasta, é negar a grande importância deste ministério para o crescimento e desenvolvimento do País. Lamentável.

Maria Ísis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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SALVAR A EDUCAÇÃO

O Ministério da Educação, que é o mais importante para o nosso futuro, está nas mãos de pessoas incompetentes que, em vez de se preocuparem em melhorar a qualidade do ensino, se dedicam a brigas internas com cunho religioso e com influências de pessoas que nada têm que ver com a tarefa de começar a construir o futuro de nossas crianças. Temos, por exemplo, 30 milhões de crianças e jovens que recebem ensino inadequado, mas isso não preocupa o MEC. O que importa são as 15 mil famílias que aplicam ensino domiciliar a seus filhos e que estão concentrando os esforços daquele ministério. O ministro tem de ser demitido de imediato e substituído por pessoa competente, que possa colocar no eixo nossa educação.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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BAGUNÇA

No Ministério da Educação falta tudo, inclusive educação.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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MÉTODO FÔNICO DE ALFABETIZAÇÃO

Tchau, método construtivista de alfabetização, fruto de uma ideologia aplicada na educação voltada à criação de uma sociedade igualitária, que tanto embaralhava a cabeça dos alunos na hora de aprender a ler! A volta do velho método fônico de alfabetização, que primeiro ensina os sons de cada letra e na mistura desses sons em conjunto vai atingir a pronúncia completa da palavra, permite que rapidamente se consiga ler palavras e frases completas, com apreensão do texto. A nova Política Nacional de Alfabetização do governo Bolsonaro preconiza a adoção de apenas um método de alfabetização em todo o País, o fônico. Vamos ver se com isso se reduz a taxa de analfabetos funcionais no País, alunos que saem do ensino fundamental sem conseguir ler e apreender um simples texto, resultado de décadas de aplicação nas escolas do confuso método construtivista. Finalmente, a pata nada e vovô viu a uva!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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BOLSONARO VAI AO CINEMA

Flagrado por foto na saída do cinema com a esposa, o presidente Jair Bolsonaro é motivo de ironia e crítica, na falta de assunto picante. Bonito, mesmo, era o “inominável” viajar com a amante clandestina que o atendia como secretária no avião presidencial.  Lindo, mesmo, era quando tropeçava nas pernas de tão bêbado, assim como sua criatura sair bêbada de restaurante na passada “técnica” por Portugal.  

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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REDE NACIONAL

O presidente Jair Bolsonaro está utilizando as redes sociais para mandar seus recados, e não está funcionando, tanto que sua popularidade caiu, segundo o Ibope, 15 pontos nos últimos dias. Embora o número de internautas seja grande, aproximadamente 120 milhões, aí incluídos usuários a partir de dez anos de idade, em grande quantidade, os restantes, a maioria não é afeita à política, prefere jogos, filmes, desenhos, etc. Presidentes que o antecederam não perdiam tempo, bastava um prefeito do interior soltar um traque na inauguração de uma ponte, na entrega de meia dúzia de casas e outras iscas eleitoreiras, lá estavam eles em rede nacional de TV para engrandecer o feito e, claro, se promoverem em todas as regiões do País. Temos plena convicção de que Bolsonaro não vai se espelhar nesses exemplos espúrios para se promover, mas deve, sim, ocupar o horário nobre da telinha, que é poderoso,  para, olhos nos olhos, esclarecer notícias dúbias sobre o seu governo, suas realizações, e são muitas, e a quantas andam as reformas prometidas antes da eleição, especialmente a da  Previdência, que está chegando aos cafundós do País totalmente desfigurada. Os cem dias de governo são uma boa data para a estreia em rede nacional. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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MAIOR DEFEITO

O maior defeito do atual governo é dar voz e aceitar comando de extremista já chamado de “chulo” e que, embora não more no Brasil e não saiba o que o povo quer, atua deslumbrado por ver suas mais esdrúxulas ideias acatadas como se fossem ordens. O presidente não teria sido eleito se o povo soubesse que haveria um mestre de marionetes atuando do lado de fora. A situação chega a prejudicar a atuação do presidente, do Congresso e dos ministros que querem trabalhar bem.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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PARADO NO TEMPO

Infelizmente, parece que o presidente Jair Bolsonaro está parado no tempo e “cheio de moscas”. Com a cabeça no golpe militar de 31 de março de 1964, determinou que os quartéis comemorassem os 55 anos do fato. Ora, isso já é uma página virada da história brasileira, mesmo assim, com “profundo” sentimento nostálgico, volta às origens, mas será só isso? Vamos trocar o Twitter e o cinema para arregaçar as mangas e implantar as reformas. Para a frente, Bolsonaro! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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31 DE MARÇO

Fatos históricos não se escondem e os militares os procuram manter lembrados em suas datas para exemplo às novas gerações do que deu ou não deu certo, como lição. Basta ler a mídia da época para ver como as Forças Armadas foram incentivadas e comemoradas por terem intervido no governo em 31 de março de 1964. Os militares sempre comemoraram a data, inclusive em seus clubes sociais, apenas não havia ordem do dia alusiva ao evento, pois era proibido pelos revanchistas que perderam a parada.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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VERDADEIRA HISTÓRIA

Depois da intervenção militar que destituiu o presidente eleito João Goulart, o general Humberto Castelo Branco tomou posse anunciando que, em breve, o governo voltaria para as mãos dos civis. Não foi o que aconteceu e o País entrou numa inequívoca ditadura que durou mais de duas décadas. Durante este longo período, aconteceram fatos típicos dos regimes autoritários que não podem ser contestados: perseguição política, cassação de direitos civis, tortura e assassinatos. Quem não reconhece esses fatos, incluindo aí o presidente Bolsonaro, seja por ideologia ou por ignorância, declara uma guerra com a verdadeira história.  

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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VENEZUELA URGENTE

Tropas formadas por militares cubanos e russos estão em Caracas. China continua apoiando financeiramente a Venezuela. Novo apagão em todo o país. Grupos armados cercaram o Parlamento, impediram a saída da imprensa e atacaram o carro que levava Juan Guaidó. Um artefato foi lançado e explodiu contra seu veículo. Não há como resolver o grave impasse político porque Nicolás Maduro resistirá até o fim.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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O FUTURO DE MADURO

Quando o ímpio governa, o povo pranteia, assim diz a “Bíblia”. É uma tragédia esta de que vem sendo vítima o povo venezuelano, assolado há mais de cinco anos por uma cruel ditadura. E o pior é que, uma vez derrubada a tirania e após tantas atrocidades praticadas, o ditador Nicolás Maduro será ainda contemplado com  um final feliz, usufruindo, como exilado, dos prazeres de uma confortável casa numa bela praia de Cuba.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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COLINAS DE GOLAN

O reconhecimento das Colinas de Golan como parte de Israel é uma atitude acertada dos EUA. Vital para a segurança de Israel, a devolução do território a um vizinho tão hostil, como a Síria, é algo inegociável.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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ONU

Se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem o poder de assinar por decreto a anexação, por Israel, das Colinas de Golan, que pertencem à Síria, é uma prova inequívoca de que a ONU deixou de existir.

Jorge Mema Bernaba jorgebernaba@gmail.com

Araçatuba

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NO AUTOMÁTICO

Trump reconhece as Colinas de Golan como território de Israel. Dentro de alguns dias, Bolsonaro ou um de seus chanceleres fará o mesmo.

Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos

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RISCOS PARA O BRASIL

A posição contrária ao território palestino na faixa de Golan e a próxima visita a Israel, com a provável mudança da embaixada brasileira para Jerusalém, poderão trazer prejuízos incalculáveis para o agronegócio brasileiro e a retirada dos maiores compradores dos players de nossas commodities. Então é fundamental que nosso governo pense bem antes de tomar qualquer medida que atrapalhe o comércio exterior do Brasil apenas a pedido de Tio Sam.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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15 MIL NO ANHANGABAÚ

Na terça-feira, mais de 15 mil pessoas se aglomeraram no Vale do Anhangabaú por até 24 horas em pé à procura de emprego. O mais dramático é que o único banheiro público, inclusive acessível, foi construído ali no governo da prefeita Marta Suplicy, e em seguida emparedado pelo prefeito José Serra, com a desculpa de que havia vandalismo – desculpa inaceitável, pois entre o banheiro masculino e o feminino havia ali um posto da Guarda Civil Metropolitana, cujo único dever por decreto é zelar pelo património municipal. Depois do tal ato, nenhum dos quatro prefeitos seguintes até hoje se dignou a construir um banheiro público acessível em mínimas condições de uso nestes 13 anos. Poderia ter pelo menos um, no canteiro central em frente ao IML, pois no Hospital das Clínicas circulam mais de 10 mil pessoas por dia e há espaço. Que se cuidem os milhões de pessoas como podem, com o descaso destes homens sem consideração ao povo!

Stanko Svarcic ssvarcic@gmail.com

São Paulo

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